É bastante comum as pessoas acharem que
estão tristes ou deprimidas. Mas, afinal, quais os indicadores que apontam para
possível tristeza ou depressão? Neste Janeiro Branco, mês de campanha que visa
alertar para os cuidados com a saúde mental e emocional da população, a Conexa,
ecossistema digital de saúde integral, líder na América Latina, aponta as
diferenças que podem contribuir para elucidar isso melhor.
“Depressão e tristeza são experiências
emocionais distintas, embora compartilhem semelhanças; é essencial compreender
as diferenças para identificar e abordar cada uma adequadamente”, afirma Erica
Maia, psiquiatra e gerente de saúde mental da Conexa.
Segundo Erica, o básico para entender a
depressão é que ela não tem uma causa definida. “A pessoa não está com
depressão ‘por isso ou aquilo’, ela simplesmente está deprimida”, explica a
psiquiatra. Já a tristeza, há. Uma pessoa pode estar triste porque lhe
aconteceu algo ruim ou inesperado, por exemplo.
Outro marco da depressão é perder
prazer naquilo que gosta e na vontade de fazer as coisas. Antes, a pessoa tinha
o hábito de passear, ir ao cinema ou praticar esportes. Agora, pode não ter
mais prazer nessas atividades.
Além da perda de prazer ou de interesse, a
pessoa em depressão pode ter alterações no apetite (comer
demais ou bem menos), no sono (pode dormir demais ou de menos), cansaço físico
ou fadiga, sentimentos de desesperança, de culpa e ruminação sobre o
passado, dificuldade de concentração e consequente esquecimento por não fixar
as informações. Além disso, Erica diz que a doença pode
acompanhar pensamentos suicidas. A tristeza, por sua vez, dificilmente vai
trazer junto todo esse legado.
A psiquiatra alerta também sobre a pervasividade
da doença, ou seja, ela tende a impactar todas as esferas da vida, com os
sintomas aparecendo a maior parte do dia, por longo período. “A pessoa pode
deixar de comer, de trabalhar, e ficar sem fazer nada. Quanto mais invasivo,
mais impactante”, ressalta.
Na tristeza, a emoção pode estar restrita a
um contexto específico, e esse sentimento ocupa momentos do dia da pessoa. A
intensidade da tristeza tende a diminuir com o tempo. A pessoa vai ficando
menos triste até voltar a fazer suas atividades rotineiras.
As dicas da Conexa ajudam o paciente a
entender as diferenças entre depressão e tristeza. No entanto, em situações de
sofrimento, é recomendável que a pessoa passe por uma avaliação médica ou
psicológica. “Em situações em que uma pessoa muda a forma de ser ou de sentir,
‘foge’ das coisas ou das pessoas que costumava gostar, nutre pensamentos ruins,
não consegue se concentrar na vida, em atividades do dia a dia, é preciso
procurar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra”, alerta Erica. “Quem tem depressão,
dificilmente vai conseguir melhorar os sintomas sem o auxílio de um
profissional”, emenda.
Uma pesquisa realizada pela Conexa com
representantes de RHs que participaram do Conarh, maior evento de gestão de
pessoas na América Latina, em agosto passado, mostrou que 20% dos afastamentos
de funcionários foram provocados por depressão.
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