Tema volta a ser abordado após revelações de Yasmin Brunet durante o Big Brother Brasil 2024. A Dra. Elaine Dias JK, PhD em endocrinologia pela USP e metabologista, explica os sinais e ressalta que 4,7% dos brasileiros sofrem com transtornos alimentares, segundo dados da OMS
De acordo com números divulgados pela Organização
Mundial da Saúde, ao menos 4,7% da população brasileira sofre com transtornos
alimentares. A compulsão alimentar é um distúrbio caracterizado pelo consumo de
uma grande quantidade de alimentos em um curto espaço de tempo. A Dra. Elaine
Dias JK, PhD em endocrinologia pela USP e metabologista, afirma que esse
distúrbio periódico está muito relacionado a gatilhos emocionais como estresse
e ansiedade.
Segundo a médica, a exaustão emocional leva as
pessoas a perderem o controle de seus hábitos, a procurarem por comida o tempo
todo e alimentos mais palatáveis, como gorduras e açúcares. Porém, logo na
sequência elas se arrependem. “A compulsão surge quando a pessoa está se
sentindo mal, cansada, desanimada, descompensada. E, quando ela se dá conta de
que precisa de auxílio médico, muitas vezes já desencadeou outros problemas de
saúde, como diabetes, hipertensão, artrose, colesterol elevado e esteatose
hepática”, explica a Dra. Elaine.
O caso da participante do Big Brother Brasil 2024,
Yasmin Brunet, é um clássico sinal de transtorno emocional que leva a modelo a
comer para preencher o vazio que sente internamente. “Esse comportamento
precisa ser tratado adequadamente para evitar outras complicações à saúde”,
opina a médica.
No dia a dia, são diversos os gatilhos da compulsão
alimentar para quem possui algum tipo de transtorno emocional. A médica PhD em
endocrinologia listou algumas práticas que podem ser incorporadas à rotina para
amenizá-los. São elas:
- Realizar atividades físicas de forma regular: a
sensibilidade de neurotransmissores se torna uma aliada para diminuir a vontade
de consumir alimentos ruins e o tempo todo;
- Criar um ambiente magro em casa e no trabalho:
evitar um ambiente obesogênico, pois no episódio de compulsão, se tiver acesso
somente a alimentos magros, automaticamente irá comê-los no lugar de opções
prejudiciais à saúde.
- Dormir de 7 a 9 horas por noite: focar na
qualidade do sono;
- Evitar ir tarde da noite para a cama: o ideal é
que o indivíduo durma no máximo até às 23h, isso porque a partir desse horário
acontecem várias alterações no ciclo circadiano de vários hormônios, como
testosterona, cortisol, GH, a Grelina, a leptina, entre outros que ficam
alterados durante o dia, e essas alterações levam ao aumento da fome,
irritabilidade, dificultam o ganho de massa magra e músculo, pioram a
composição corporal;
- Realizar a higiene do sono: criar uma rotina que
ajude a preparar o corpo e a mente para o sono, como evitar luzes de aparelhos
tecnológicos, estudar ou comer na cama. Dessa forma, o psicológico irá associar
o quarto com a hora de dormir, promovendo a qualidade do sono;
- Ingerir comidas mais saudáveis: alimentação rica
em fibras é uma grande aliada. Além da sensação de saciedade, ajuda a diminuir
os níveis de açúcar;
- Inserir a meditação no dia a dia: reduz o
estresse e a ansiedade, evitando a compulsão;
- Terapia Cognitivo-Comportamental é uma grande
aliada para o tratamento de compulsão alimentar periódico.
A Dra. Elaine acrescenta que há muitos estudos
indicando a necessidade de medicamentos para a eficácia do tratamento em casos
mais complexos, já que os transtornos estão ligados a alterações na quantidade
de neurotransmissores no sistema nervoso central.
A médica também enfatiza que, em relação ao consumo
de alimentos, uma dica para saber se eles são ideais ou não é ter em mente a
importância do descascar mais e abrir menos. “Ingerir o máximo possível de
alimentos não industrializados, que sejam frescos e naturais, evitando opções
que são fabricadas e, principalmente, os ultras processados e ricos em gordura
trans. Esses alimentos levam à inflamação do nosso corpo, piorando o hormônio
do estresse, que é um dos principais gatilhos da compulsão alimentar”, finaliza
a Dra. Elaine.
Dra. Elaine Dias JK - PhD em endocrinologia pela USP, também é membro ativo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, onde foi professora no curso de USG de Tireoide. Em sua clínica-boutique na Oscar Freire, atua com uma equipe de profissionais multidisciplinares em um espaço acolhedor e humanizado, com tecnologias de última geração. É uma das poucas no Brasil a realizar o exame de epigenética, que permite a personalização do tratamento com a orientação de dieta e atividade física ideal para cada paciente, apontando os melhores caminhos para resultados mais efetivos.
www.elainedias.com.br
Instagram @draelainedias
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