O engajamento na
causa ambiental tem gerado retorno positivo à natureza e bons resultados nos
negócios
O Dia Mundial do Meio Ambiente é comemorado no dia
05 de junho. Uma boa notícia é o crescimento da preocupação das empresas e
organizações com as causas sustentáveis e a preservação ao meio ambiente nos
últimos anos. Sempre visando tornar as cidades mais verdes e pensando no futuro
das próximas gerações, as companhias reduzem a geração de resíduos, plantam
árvores e até mesmo criam reservas ambientais.
Os consumidores também estão conscientes e têm
optado por comprar ou contratar serviços de empresas que tenham o chamado “selo
verde”, ou seja, uma certificação que destaca a responsabilidade social. De
acordo com uma pesquisa realizada pela Nielsen, 42% dos consumidores
brasileiros estão mudando seus hábitos de consumo para reduzir seu impacto no
meio ambiente. Além disso, 58% não compram produtos de empresas que realizam
testes em animais e 65% não compram de empresas associadas ao trabalho escravo.
Pensando na sociedade e no meio ambiente, surgem as
chamadas fintechs verdes no ecossistema bancário. As fintechs são startups que
atuam para inovar e otimizar serviços do sistema financeiro, através de
soluções tecnológicas.
O futuro do dinheiro
O mercado de maneira geral já está presenciando uma
virada de chave nesta vertente de atuação, com cada vez mais ações voltadas
para a preservação. Entidades e organizações também estão engajadas com a pauta
e se mostram dispostas a mudar a mentalidade corporativa, além das próprias
empresas que estão dando maior atenção à causa ambiental nos últimos anos.
Na Ásia, por exemplo, o investimento em empresas
sustentáveis ultrapassou a marca de US$28 bilhões em 2019. Os chamados títulos
verdes são investimentos de impacto, um dos grandes responsáveis por mudar a
mentalidade de grandes empresários ao redor do mundo, dando atenção a empresas
sustentáveis na hora de escolher onde aportar seus investimentos.
Embaladas por esse movimento, as fintechs com
engajamento sustentável se multiplicaram nos últimos anos. Além da Ásia, esse
universo de fintechs verdes também é muito presente na Europa, com os exemplos
se multiplicando ano após ano.
No continente europeu o termo investimento de
impacto já é bastante familiar aos empresários e tem trazido retorno positivo,
tanto financeiramente quanto em práticas adotadas para preservação ambiental,
programas sociais, educação e saúde, por exemplo. Há, exemplos de fintechs, como
a holandesa Bunq, que permite aos usuários compensar sua emissão de CO₂ plantando
uma árvore a cada €100 de transação.
Existem também algumas plataformas de investimento
de impacto, como a francesa Helios, uma conta de poupança que permite aos
usuários investir seus depósitos bancários em projetos climáticos, como energia
renovável ou remoção de carbono. Algumas fintechs implantaram alternativas
sustentáveis práticas aos clientes, por exemplo, substituindo os cartões de
débito e crédito tradicionais, de plástico, por cartões produzidos com madeira
reflorestada. Ações tangíveis como essas ajudam a entender a força e
importância desse ecossistema de atuação.
O Brasil ainda está iniciando uma caminhada para
consolidar esse formato de negócio, mas os cases já são visíveis. “É uma realidade
cada vez mais latente, no futuro veremos muito mais instituições financeiras e
de outros segmentos com engajamento social e sustentável. São sementes
plantadas hoje que irão florescer em breve”. Quem faz a afirmação é Isabelle Kwintner,
diretora sênior de estratégia da UzziPay, uma fintech com engajamento no
desenvolvimento sustentável da Amazônia.
E essa “semente” pode não ser apenas metafórica. No
caso da Uzzipay, a proposta é preservar uma árvore na Amazônia para cada nova
conta aberta através do banco digital. Ações como essa saem do campo teórico e
dos discursos e se tornam atitudes palpáveis que, de fato, têm um impacto
relevante para a natureza.
A Uzzipay financia uma área de reserva legal da
Amazônia em Rondônia. Com a abertura da conta digital e a utilização dos
recursos, como transferências, pagamentos e recargas, quanto mais movimentação
o correntista tiver, mais recursos serão destinados à reserva de preservação.
A área escolhida tem 700 hectares de floresta em
uma reserva legal de manejo florestal em Porto Velho e o monitoramento do local
é feito por solo, por drones ou voos tripulados sobre a região e por imagens de
satélite. A ideia é criar reservas em outros biomas, conforme o desenvolvimento
da fintech e o aumento no número de correntistas.
Sustentabilidade e lucro
As bolsas de valores mundiais estão mensurando na
prática o valor das companhias sustentáveis que possuem capital aberto. Ao
mesmo tempo que as empresas criam projetos de efeito ao meio ambiente, as ações
delas costumam se valorizar nas bolsas.
De fato, essa valorização se concretizou,
estabelecendo uma tendência que se firma cada vez mais no mercado. O Índice de
Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3 (bolsa de valores de São Paulo) —
estabelecido para analisar o desempenho das empresas em aspectos sustentáveis —
apresentou rentabilidade de 203,8%, entre 2005 e 2018.
“Com as redes sociais, aumentou a cobrança e também
a preocupação das pessoas em saber o que as empresas fazem pelo meio ambiente.
Apenas evitar a degradação ambiental já não é mais suficiente, é preciso fazer
algo mais”, analisa Kwintner.
Outros aspectos são igualmente positivos para o
desenvolvimento desse formato de companhias: os clientes se mostram mais fiéis,
por se identificarem com a causa, os funcionários também são engajados, a marca
ganha mais valor agregado pela responsabilidade social.
Preservar a natureza e também o dinheiro
Além da preservação ambiental como diferencial, o
foco das fintechs ainda é dar ao correntista ferramentas para um melhor
gerenciamento de seu dinheiro.
No caso da Uzzipay, a plataforma tem opção de
contas pessoais e PJs com a premissa de taxas reduzidas, cashback e mais
agilidade nas operações para otimizar o tempo dos correntistas. Além de
ferramentas para uma maior consciência financeira e controle de receitas no dia
a dia de pessoas físicas e jurídicas.
“Acreditamos que é preciso oferecer soluções para
ambos os aspectos de atuação: preservar a natureza e preservar o dinheiro do
cliente. Queremos que tenham o máximo de rentabilidade e também a consciência
que precisamos devolver a natureza tudo que ela nos proporciona de bom”,
finaliza Isabelle.
UzziPay
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