Bacia do Rio Miringuavaabastece
cerca de 230 mil pessoas, além de indústrias e produtores agrícolas
Créditos: Jorge Olavo Kintzel / Fundação Grupo
Boticário
Responsável por
abastecer parte de Curitiba e Região Metropolitana, bacia do Rio Miringuava necessita de ações de conservação para
evitar que fornecimento de água seja comprometido. Fundação Grupo Boticário
lança movimento para transformação socioeconômica e ambiental da área
A bacia hidrográfica do Rio Miringuava é a principal fonte de água de São José
dos Pinhais, abastecendo inclusive parte de Curitiba e outros municípios
metropolitanos. Cerca de 230 mil pessoas, além de indústrias e produtores
agrícolas, dependem do fornecimento de água que vem da bacia. Entretanto, isso
pode ser comprometido caso a área não passe por ações de conservação. Para
contribuir com a segurança hídrica no futuro e com a realidade socioeconômica
da região, a Fundação Grupo Boticário lança o movimento Viva Água, que busca
conscientizar e mobilizar a sociedade para cuidar da bacia do Miringuava.
O movimento Viva Água também conta com a parceria
do Instituto Renault e busca mais apoiadores da indústria, comércio, poder
público e sociedade civil organizada para colocar em prática um plano de
melhoria da infraestrutura natural e alavancagem de negócios com impacto social
e ambiental positivo na bacia do Rio Miringuava.
“O movimento é uma ação estratégica para garantir a segurança hídrica a longo
prazo e promover uma transformação ambiental e socioeconômica na região da
bacia, beneficiando todos aqueles que necessitam dessa água para suas
atividades, seja para a saúde e o bem-estar ou mesmo econômicas”, destaca o
presidente do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário, Miguel Krigsner.
A água é indispensável para inúmeros processos
produtivos, o que torna muito importante a participação de indústrias em
iniciativas que visem à segurança hídrica das comunidades em que estão
inseridas. Sergio Sampaio, diretor de Operações do Grupo Boticário, indica que
a empresa tem mapeado quais seriam os impactos da indisponibilidade de água.
“Nós sabemos o valor real da água para a companhia. Por isso temos metas
rigorosas para reutilização e redução – nos últimos três anos diminuímos o
consumo em 22%. Ter a visibilidade de dados assim nos mostra que investir em
projetos como o Viva Água é vital para a manutenção do nosso negócio."
Diante do papel vital dos recursos hídricos para
toda a sociedade, o movimento Viva Água irá investir R$ 1,5 milhão para os
primeiros 18 meses do projeto. A previsão é de que ao todo R$ 6 milhões sejam
direcionados nos próximos 5 anos para alavancar as estratégias de conservação e
restauração.
Para ampliar o impacto da iniciativa, o movimento
também concentrará esforços para articular parceiros na região. “Queremos
mostrar para atores de diferentes setores a dependência que negócios e a
população têm dos serviços oferecidos pela natureza. A partir dessa
conscientização, esperamos que, além de trabalharem com o aumento dos níveis de
ecoeficiência interna, também estejam alinhados com ações de conservação da
água na sua origem, olhando para fora do seu negócio”, afirma o
diretor-presidente da Fundação Grupo Boticário, Artur Grynbaum.
Créditos: Jorge Olavo Kintzel / Fundação Grupo Boticário
A bacia do Rio Miringuava
Entre os problemas encontrados na bacia
hidrográfica do Rio Miringuava estão
questões como a escassez hídrica e a grande quantidade de sedimentos nos rios.
Em 2018, durante um período de estiagem, muitos poços secaram e os agricultores
da região enfrentaram racionamento de água. Já em períodos de chuva intensa,
como o enfrentado no final de maio, a quantidade de sedimentos no rio aumenta,
podendo limitar a disponibilidade de água e sobrecarregar o sistema de
tratamento, acarretando possível elevação de custo e tempo com o tratamento da
água.
Diante da importância da bacia do Miringuava para o abastecimento da região, um
reservatório está sendo construído na região para garantir o fornecimento
contínuo de água. O novo reservatório é um investimento da Sanepar, que já
possui uma Estação de Tratamento de Água na bacia. “O Rio Miringuava é um dos mais importantes para São José
dos Pinhais seja pela biodiversidade no seu entorno da nascente à foz; seja
pela importância econômica, tanto para agricultores, quanto para o turismo
rural e as indústrias; e ainda pelo fornecimento de água para o abastecimento
da nossa cidade e em breve das cidades vizinhas, considerando a barragem que
está em construção”, declara o prefeito de São José dos Pinhais, Toninho
Fenelon.
Porém, sem processos de restauração e conservação
do patrimônio natural na região, a disponibilidade hídrica da bacia e a
qualidade da água que chega para tratamento continuarão a ser
comprometidas. “Muitas áreas de preservação permanente encontram-se
degradadas na bacia do Miringuava e
características de uso e ocupação do solo na região contribuem para o aumento
da quantidade de sedimentos e poluentes nos corpos d’água da bacia. Preservar e
recuperar a vegetação nativa, assim como a adoção de melhores práticas de uso
do solo, podem contribuir para melhorar este cenário”, explica a
diretora-executiva da Fundação Grupo Boticário, Malu Nunes. Além da restauração
e conservação, o movimento pretende incentivar a agricultura sustentável e o
turismo rural na região.
Fundação Grupo Boticário


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