Animais de estimação exigem dedicação e muitos
fatores devem ser considerados para garantir o bem estar tanto do tutor como do
bichinho
É
inegável que ter um animal de estimação em casa traz muita alegria para a
família toda, afinal, eles ajudam a diminuir o estresse e a ansiedade, entre
muitos outros benefícios. Mas, para isso, é preciso considerar uma série de
fatores, antes de adotar um pet.
Com
a chegada das férias, por exemplo, o número de casos de abandono cresce 70% no
Brasil, o que demonstra a falta de preparo das pessoas no momento da adoção.
"Antes de levar um animal para casa, é preciso analisar se, de fato, a
pessoa está disposta a assumir um compromisso tão sério e por muito tempo. Cães
e gatos vivem mais de uma década, são muitos anos de dedicação com alimentação,
cuidados com a saúde, banhos e passeios, que devem fazer parte da rotina dos
pets", comenta Ricardo Cabral, veterinário da Virbac, especialista em
saúde animal.
Se
a decisão for ter um bichinho de estimação, o próximo passo é analisar que raça
ou porte é mais adequado ao estilo de vida de cada tutor ou família,
considerando também o espaço disponível.
Confira essas dicas:
1). O perfil do pet: São diferentes tamanhos, pesos,
temperamentos, necessidades e peculiaridades entre os pets. O rusky siberiano é
muito sensível ao calor, o buldogue inglês é propenso à obesidade e o gato
persa demanda maior atenção com a pelagem, por exemplo. Os gatos são mais
independentes e podem ficar sozinhos por mais tempo – em caso de ausência do
tutor por longos períodos, o ideal é ter mais de um gato em casa. Já os cães
precisam da presença dos tutores com mais frequência. Os filhotes demandam mais
tempo e dedicação para serem educados, enquanto os adultos já têm um comportamento
estabelecido devido à maturidade, o que é favorável aos tutores que não têm
muita disponibilidade. É necessário também ter um espaço adequado para cada
porte de animal.
2). Passeios: Outro aspecto a ser analisado é se o tutor
está disposto e tem tempo para os passeios, ou se pode pagar por um
profissional que faça isso periodicamente. Todo cão precisa de caminhadas para
ter uma boa saúde física e psicológica, e algumas raças ainda exigem exercícios
mais intensos e frequentes.
3). Viagens: É necessário avaliar se as viagens são
constantes e se o tutor pode levar junto seu companheiro ou tem um lugar de
confiança para deixá-lo, como a casa de parentes e amigos. Uma boa opção são
hotéis específicos para pets, mas deve-se considerar o custo da hospedagem.
4). Todos de acordo: É fundamental que, na família, todos
tenham o desejo de receber um animal em casa, para evitar desentendimentos,
maus tratos ou abandono do bichinho.
5). Investimento: Além de carinho, os pets exigem
alimentação, cama, banhos, vacinas e consultas no veterinário – em muitos
casos, problemas de saúde levam a tratamentos longos com o uso de medicamentos
e até cirurgias.
Ter
um animal de estimação é assumir a responsabilidade de cuidar de mais uma vida,
dedicando tempo, amor e investimento. Então, faça uma boa reflexão antes de
levar um bichinho para casa e contribua para uma guarda responsável.
Virbac
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