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Cartaz da exposição Chefs-D'Oeuvre du Musée D'Art de São-Paulo: De Mantegna a Picasso, realizada no Musée de l'Orangerie (Paris, França), 1953–1954, acervo Centro de Pesquisa, MASP |
‘Cinco ensaios sobre o MASP — Histórias do MASP’ relembra a
trajetória da instituição, apresentando obras do acervo em diálogo com
fotografias e documentos históricos
28 de março a 3 de
agosto de 2025
O MASP — Museu de Arte de São Paulo Assis
Chateaubriand revisita mais de sete décadas de sua trajetória
na exposição Cinco ensaios sobre o MASP — Histórias do MASP, em cartaz de
28 de março a 3 de agosto. Em um momento de expansão, marcado pela inauguração
do Edifício Pietro Maria Bardi, a mostra, realizada no
sexto andar, reflete sobre a história do museu e sua importância para a
constituição de um projeto de museu moderno.
Em formato de linha do tempo, a mostra coloca em diálogo 74 obras
do acervo do MASP com uma documentação raramente exibida do Centro de Pesquisa
do museu, abrangendo fotografias, documentos, cartazes, livros, catálogos,
jornais e revistas. Essa seleção apresenta a memória da instituição de maneira
didática e panorâmica, abordando temas como a criação do museu, a formação de
seu acervo, sua primeira sede na 7 de abril, a mudança para a Avenida Paulista,
além de exposições e eventos que fizeram história nas últimas décadas. A
curadoria é de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Regina
Teixeira de Barros, curadora coordenadora e de acervo, MASP, Guilherme
Giufrida, curador assistente, MASP, e Laura
Cosendey, curadora assistente, MASP.
A exposição Cinco ensaios sobre o MASP — Histórias do MASP se desdobra
pela sala expositiva e se inicia com um preâmbulo sobre o encontro de Assis
Chateaubriand, empresário que dirigia os principais canais de comunicação da
época, com o crítico e marchand Pietro Maria Bardi, primeiro diretor artístico
do MASP, e Lina Bo Bardi, arquiteta que projetou tanto o edifício do museu como
importantes montagens expográficas.
O casal Bardi viajou ao Brasil em 1946 para a realização da
exposição Arte italiana antiga, no Rio de Janeiro, mostra que reuniu
muitas obras as quais, posteriormente, passaram a compor o acervo do MASP. Um
exemplo é Virgem com o Menino e São João Batista criança (1490–1500), de
Sandro Botticelli e ateliê, adquirido nesse momento embrionário da coleção do
museu, além de pinturas incorporadas logo nos primeiros anos, como As cinco
moças de Guaratinguetá (1930), de Di Cavalcanti, e Madame Cézanne em
vermelho (1888–90), de Paul Cézanne.
A fundação do MASP, em 1947, na sede dos Diários Associados de
Assis Chateaubriand, e os anos seguintes são relembrados com o primeiro cartaz
do museu, desenhado por Roberto Sambonet, vistas das primeiras exposições e
fotos do desfile da Dior, realizado no próprio espaço expositivo em 1951. A
mostra também aborda o período das “grandes aquisições”, entre 1947 e 1958,
quando o MASP incorporou a maior parte das obras que o tornaram o museu com a
principal coleção de arte europeia do hemisfério sul. Nos anos 1950, o museu
realizou exposições na Europa e nos Estados Unidos, internacionalizando a
coleção e divulgando o trabalho realizado no Brasil.
“Organizamos a exposição a partir da data de incorporação das
obras no acervo. Isso conta para o público uma outra história, destacando como
o museu estava se colocando nesse circuito e desenhando o perfil da
instituição”, explica Guilherme Giufrida.
Para além do acervo, a mostra aborda a crescente importância do
museu para a arquitetura, a paisagem urbana e a vida política na cidade de São
Paulo. Imagens mostram a construção do icônico edifício na Avenida Paulista
desde a sua inauguração, com a presença da Rainha Elizabeth II, em 1968. Depois
de mais de 20 anos em concreto aparente, os pórticos do edifício recebem a
marcante cor vermelha. Em 1992, as manifestações pelo impeachment do presidente
Fernando Collor de Mello no vão livre reforçam a dimensão pública desse espaço
para a cidade. No mesmo período, o projeto Som do meio-dia atraiu grande
público para assistir aos shows de Olodum e Daniela Mercury.
A história mais recente do MASP, após a aposentadoria de Bardi, em
1992, até os dias atuais, também é retratada na exposição, como a incorporação
de obras para tornar o acervo mais representativo e diverso. A partir de 2014,
o museu recebeu doações que aumentaram a presença de artistas mulheres,
incluindo obras de Guerrilla Girls, Maria Auxiliadora, Adriana Varejão e Anna
Maria Maiolino, entre outras, além de comodatos como o da coleção Landmann, uma das mais representativas de arte pré-colombiana
do Brasil.
“Uma mostra como essa é um enorme desafio... abordar a história de
um museu de quase 80 anos que tem uma coleção viva, buscando responder às
questões da arte dos diferentes tempos que atravessou. Estamos apresentando
momentos-chave da trajetória do MASP de uma forma bastante visual”, comenta
Laura Cosendey.
Histórias do MASP, Artes da África,
Renoir, Geometrias e Isaac
Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado integram
os Cinco ensaios sobre o MASP, série
de exposições pensadas a partir do acervo e da história do museu para inaugurar
o novo Edifício Pietro Maria Bardi.
ACESSIBILIDADE
Todas as exposições temporárias do MASP possuem recursos de
acessibilidade, com entrada gratuita para pessoas com deficiência e seu
acompanhante. São oferecidas visitas em Libras ou descritivas, além de textos e
legendas em fonte ampliada e produções audiovisuais em linguagem fácil – com
narração, legendagem e interpretação em Libras que descrevem e comentam os
espaços e as obras. Os conteúdos, disponíveis no site e no canal do YouTube do
museu, podem ser utilizados por pessoas com deficiência, públicos escolares,
professores, pessoas não alfabetizadas e interessados em geral.
REALIZAÇÃO
Cinco ensaios sobre o MASP — Histórias do MASP é realizada por meio da Lei Federal de Incentivo à
Cultura, tem patrocínio de AkzoNobel e e parceria estratégica do Itaú.
SERVIÇO
Cinco ensaios sobre o MASP — Histórias do MASP
Curadoria: Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, Regina
Teixeira de Barros, curadora coordenadora e de acervo, MASP, Guilherme
Giufrida, curador assistente, MASP, e Laura Cosendey, curadora assistente, MASP
6° andar
Edifício Pietro Maria Bardi
Visitação 28.3 — 3.8.2025
MASP –
Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand
Avenida
Paulista, 1510 – Bela Vista
01310-200
São Paulo, SP
Telefone:
(11) 3149-5959
Horários: terças grátis, das 10h às 20h (entrada até as 19h);
quarta e quinta das 10h às 18h (entrada até as 17h); sexta das 10h às 21h
(entrada gratuita das 18h às 20h30); sábado e domingo, das 10h às 18h (entrada
até as 17h); fechado às segundas.
Agendamento on-line obrigatório pelo link masp.org.br/ingressos
Ingressos: R$ 75 (entrada); R$ 37 (meia-entrada)
Site oficial
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