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sábado, 15 de agosto de 2026

Batom, creme, água e suplemento de colágeno: afinal, qual deles realmente penetra a pele?

 

 Divulgação
 @harmonizegoldoficial
 CO ASSESSORIA
“A palavra colágeno aparece em muitos produtos, mas eles não agem da mesma forma no organismo”, afirma a dermatologista Joana Petito Magnavita

 

Batom com colágeno, creme facial, máscaras, gummies, pós, cápsulas e até água enriquecida com a proteína passaram a disputar o mesmo espaço nas prateleiras da beleza. A palavra é a mesma, mas o caminho até a pele muda completamente de um produto para outro.

Quando aplicado sobre a pele, o colágeno convencional tende a permanecer nas camadas mais superficiais, podendo contribuir para hidratação, maciez e melhora temporária da aparência. Isso, porém, não equivale à reposição das fibras de colágeno que dão sustentação às camadas mais profundas.

Segundo a dermatologista Joana Petito Magnavita (CRM5287226-0), médica da Harmonize Gold, é justamente aí que nasce boa parte da confusão. “Um creme, uma máscara ou um batom pode melhorar a hidratação e a aparência da pele sem que o colágeno presente na fórmula esteja chegando à derme e se transformando em uma nova fibra. Ter colágeno no rótulo não significa repor colágeno na pele”, explica.

Quando o produto é ingerido, a lógica muda. Gummies, cápsulas, pós e águas com colágeno passam pelo sistema digestivo, onde a proteína é quebrada em aminoácidos e pequenos peptídeos que podem ser absorvidos pelo organismo. Isso não significa, porém, que o colágeno consumido vá intacto ou exclusivamente para a pele.

A água com colágeno segue a mesma rota de outras formas de suplementação oral. Já os bioestimuladores partem de outro princípio: são aplicados diretamente no tecido para provocar uma resposta local do próprio organismo relacionada à produção de colágeno.

Para Joana, a principal diferença está no caminho que cada produto percorre e no tipo de resposta que pode provocar. “Não existe um único caminho do colágeno até a pele. O creme atua principalmente na superfície, o suplemento passa pelo organismo e o bioestimulador trabalha a partir de uma resposta local do próprio tecido. Por isso, mais importante do que procurar a palavra ‘colágeno’ é entender o que aquele produto realmente consegue fazer”, conclui.


Colágeno e estrogênio: Como os hormônios influenciam o envelhecimento da pele?

A busca por uma pele saudável e com aparência jovem costuma estar associada ao uso de cosméticos, procedimentos estéticos e suplementação de colágeno. No entanto, um fator biológico exerce papel decisivo nesse processo e, muitas vezes, recebe menos atenção, a ação dos hormônios, especialmente do estrogênio.  

Produzido principalmente pelos ovários durante a fase reprodutiva da mulher, esse hormônio participa da manutenção da estrutura, da hidratação e da elasticidade da pele, influenciando diretamente a produção e a preservação do colágeno. 

O colágeno é a proteína mais abundante do organismo humano e representa cerca de 70% a 80% da composição da derme, camada intermediária da pele. Sua principal função é conferir sustentação, firmeza e resistência aos tecidos. Com o avanço da idade, porém, sua produção diminui naturalmente. Estima-se que, a partir dos 25 anos, a síntese de colágeno comece a desacelerar gradualmente, enquanto sua degradação se torna mais intensa. O resultado é o surgimento progressivo de linhas finas, rugas, flacidez e perda de elasticidade. 

"Nas mulheres, esse processo ganha intensidade durante a menopausa. A redução dos níveis de estrogênio provoca mudanças importantes na fisiologia da pele. Estudos científicos mostram que, nos primeiros cinco anos após a menopausa, pode ocorrer uma perda significativa do colágeno cutâneo, acompanhada de redução da espessura da pele e da capacidade de retenção de água. Essas alterações tornam o tecido mais fino, seco e suscetível ao aparecimento de rugas", explica a cientista Izabelle Gindri, especialista em saúde hormonal,  PhD em Engenharia Biomédica pela UTD (University of Texas, Dallas), farmacêutica, cofundadora e CEO da bio meds Brasil. 

A influência do estrogênio vai além da produção de colágeno. O hormônio também estimula a atividade dos fibroblastos, células responsáveis pela síntese de fibras estruturais como o colágeno e a elastina. Além disso, contribui para a formação de ácido hialurônico, substância capaz de atrair e reter grandes quantidades de água, favorecendo a hidratação e a elasticidade da pele. Outro efeito importante é a melhora da microcirculação, que facilita a chegada de oxigênio e nutrientes às células cutâneas. 

Com a queda hormonal, essas funções tornam-se menos eficientes. A pele perde densidade, torna-se mais frágil e apresenta cicatrização mais lenta. A redução da produção de oleosidade também favorece o ressecamento, aumentando a sensação de aspereza e desconforto. 

"Embora a menopausa represente um marco importante, outros fatores também aceleram a degradação do colágeno. A exposição excessiva à radiação ultravioleta continua sendo considerada a principal causa do envelhecimento precoce da pele. A luz solar estimula a formação de radicais livres e ativa enzimas que degradam as fibras de colágeno. Tabagismo, alimentação pobre em nutrientes, consumo excessivo de álcool, estresse crônico, privação de sono e poluição também contribuem para esse processo", reforça Gindri. 

Diante desse cenário, cresce o interesse por estratégias capazes de preservar a qualidade da pele ao longo dos anos. A adoção de hábitos saudáveis permanece como a principal recomendação dos especialistas. Uma alimentação rica em proteínas, vitamina C, zinco e cobre fornece nutrientes essenciais para a síntese de colágeno. O consumo de frutas, verduras, legumes e alimentos antioxidantes ajuda a combater os danos provocados pelos radicais livres. 

A proteção solar diária também é considerada indispensável. O uso regular de filtro solar reduz significativamente os efeitos da radiação ultravioleta e contribui para preservar a integridade das fibras de sustentação da pele. Da mesma forma, manter uma rotina adequada de hidratação, evitar o cigarro e praticar atividade física regularmente favorecem a saúde cutânea. 

Nos últimos anos, os suplementos de colágeno hidrolisado ganharam espaço no mercado. Algumas pesquisas apontam benefícios modestos na hidratação e na elasticidade da pele após o uso contínuo por alguns meses. No entanto, os resultados podem variar entre os indivíduos e a suplementação não substitui uma alimentação equilibrada nem reverte, sozinha, os efeitos do envelhecimento hormonal. 

Para a cientista Izabelle Gindri, outra alternativa discutida é a terapia hormonal da menopausa. "Em mulheres com indicação clínica, ela pode contribuir para minimizar parte das alterações cutâneas relacionadas à deficiência de estrogênio. Entretanto, a decisão deve ser individualizada, considerando benefícios, riscos, histórico de saúde e contraindicações, sempre sob acompanhamento médico", diz. 

O envelhecimento cutâneo é resultado da interação entre fatores genéticos, hormonais e ambientais. Compreender a relação entre estrogênio e colágeno permite enxergar o processo de forma mais ampla, afastando a ideia de que apenas cremes ou suplementos sejam suficientes para manter a pele saudável. O equilíbrio hormonal, associado à prevenção dos danos externos e à adoção de hábitos de vida saudáveis, continua sendo um dos pilares para preservar a qualidade da pele ao longo do tempo.


Barba em dia: cuidados vão além dos fios e ajudam a preservar a saúde da pele

Higienização, hidratação e atenção ao barbear ajudam a prevenir desconfortos e alterações que podem surgir na região

 

O autocuidado vem ganhando cada vez mais espaço entre os homens brasileiros. Pesquisa do Opinion Box para o Grupo MedSystems mostra que 65% deles afirmam cuidar mais da aparência do que no ano anterior, enquanto 41% já mantêm uma rotina diária de cuidados com a pele. Nesse movimento, a barba ocupa um lugar particular: seja mantida longa, aparada ou retirada diariamente, ela exige cuidados que não se limitam à aparência dos fios. 

O barbear é um dos principais pontos de atenção. O contato recorrente da lâmina com a pele provoca atrito e, quando associado ao barbear a seco, a lâmina desgastada ou a sucessivas passagens sobre a mesma área, pode favorecer irritação, ardência, pelos encravados e foliculite. Para quem mantém a barba, a preocupação é outra: suor, oleosidade e resíduos de produtos podem se acumular entre os fios e chegar à pele, tornando a higienização parte importante da rotina. 

“Não existe um único cuidado que funcione para todos os homens. A frequência do barbear, o tipo de pele, as características dos fios e a presença de condições como acne, dermatite ou foliculite precisam ser consideradas. O objetivo é reduzir agressões desnecessárias e manter a barreira da pele preservada”, explica a Dra. Camila Mazza, médica pós-graduada em dermatologia. 

Ela reforça ainda que a rotina, no entanto, não precisa envolver uma grande quantidade de produtos. Uma limpeza suave, seguida de hidratação compatível com o tipo de pele e proteção solar, atende às necessidades básicas na maioria dos casos. Para quem se barbeia, preparar a região antes de passar a lâmina e manter o aparelho limpo e em boas condições ajuda a diminuir o atrito. Já óleos, balms e condicionadores para barba podem contribuir para a maciez e o manejo dos fios, mas não substituem necessariamente os produtos destinados à pele. 

Também é importante diferenciar um desconforto pontual de um problema persistente. Coceira, vermelhidão e descamação recorrentes podem estar relacionadas a dermatites, enquanto inflamações repetidas ao redor dos folículos podem exigir mudanças na técnica de barbear ou investigação dermatológica. “Quando uma irritação aparece repetidamente, não é interessante tratá-la como uma consequência inevitável da barba. Muitas vezes, mudar a forma de barbear ou os produtos utilizados já ajuda, mas há situações em que é preciso investigar se existe uma condição dermatológica por trás daquele quadro”, orienta a médica. 

Há ainda um aspecto menos evidente: os fios podem dificultar a visualização da pele. Pintas, manchas, crostas e feridas persistentes podem permanecer escondidas sob uma barba mais cheia e serem percebidas apenas ao aparar ou retirar os pelos. Observar periodicamente a região permite reconhecer alterações e procurar avaliação médica quando necessário. “Uma lesão que não cicatriza, que sangra repetidamente ou que apresenta mudanças ao longo do tempo não deve ser atribuída simplesmente ao atrito da barba ou da lâmina. O cuidado cotidiano também passa por conhecer a própria pele e perceber quando surge algo diferente do habitual”, finaliza a Dra. Camila.

  

Dra. Camila Mazza - Médica pós-graduada em Dermatologia Clínica e Cirúrgica. Cursa especialização em Laser, Cosmiatria e Procedimentos, além de atuar como preceptora de pós-graduação em Dermatologia. Com atualização científica contínua, participa de congressos e treinamentos nacionais e internacionais. Tem atuação focada em tecnologias a laser e tratamentos minimamente invasivos, com abordagem baseada em evidências e foco em resultados naturais. Integra o corpo clínico da SkinLaser e do Caroline Aguiar Institute, referências em dermatologia e estética médica em São Paulo. | @dracamilamazza



Skinorexia: quando o cuidado com a pele deixa de ser saudável

Imagem criada com Inteligência Artificial
Tendência impulsionada pelas redes sociais pode levar ao uso excessivo de cosméticos e comprometer a saúde da pele 

 

Cuidar da pele faz parte da rotina de milhões de brasileiros. No entanto, quando a busca por uma aparência considerada perfeita passa a gerar ansiedade, consumo excessivo de cosméticos e insatisfação constante, o autocuidado pode deixar de ser um hábito saudável. Esse comportamento vem sendo chamado nas redes sociais de skinorexia.

 

Segundo a dermatologista da Unimed Araxá, Dra. Gisele Basso Esteves Pires, é importante compreender que o termo não representa uma doença reconhecida pela medicina, mas descreve um padrão de comportamento que merece atenção. "A skinorexia não é um diagnóstico médico. O termo tem sido usado para descrever uma preocupação exagerada com a aparência da pele e com a própria rotina de skincare. A pessoa passa a trocar produtos com frequência, acompanha cada lançamento e tenta corrigir características absolutamente normais, como poros, linhas finas e pequenas irregularidades", explica.

 

A influência das redes sociais contribui para esse cenário. Imagens produzidas com iluminação, maquiagem e filtros digitais acabam criando um padrão de beleza muitas vezes inalcançável, levando algumas pessoas a acreditarem que qualquer pequena característica natural da pele representa um problema que precisa ser corrigido.

 

"A pele real não vem com filtro embutido. Poros existem. Textura também. Ainda assim, essas imagens acabam se tornando referência e estimulam muitas pessoas a adotarem rotinas cada vez mais complexas", destaca a médica.


 

Excesso de produtos pode causar o efeito contrário


Na tentativa de alcançar uma pele perfeita, muitas pessoas passam a utilizar diversos ativos simultaneamente, aumentam a frequência de esfoliações, aplicam ácidos sem orientação adequada e trocam constantemente os produtos da rotina.

 

De acordo com a dermatologista, essa prática pode comprometer a barreira cutânea, estrutura responsável por preservar a hidratação natural da pele e protegê-la contra agentes irritantes. Quando essa barreira é enfraquecida, surgem sintomas como vermelhidão, ardor, descamação e sensação de pele repuxando, inclusive após o uso de produtos que antes eram bem tolerados.

 

Outro problema frequente é a dificuldade de identificar qual cosmético está provocando a reação. "Quando muitos produtos são introduzidos ao mesmo tempo, descobrir o responsável por uma irritação pode exigir uma verdadeira investigação. O problema nem sempre está em um único cosmético, mas na combinação entre eles", afirma a especialista.

 

Para Dra. Gisele, uma rotina eficiente não depende da quantidade de produtos, mas da escolha correta para cada tipo de pele. Ela ressalta que nem toda novidade lançada no mercado será necessária para todos os pacientes.

 

"O interesse por cosméticos pode fazer parte de uma rotina agradável de autocuidado. O problema começa quando a busca por uma pele ideal gera ansiedade, compras constantes e a sensação de que sempre falta algum produto", observa.

 

Homens ampliam áreas de depilação e mulheres mantêm foco na praticidade, mostra levantamento da Espaçolaser

  

Ranking revela os procedimentos mais procurados e aponta mudanças nos hábitos de autocuidado  


A depilação a laser já faz parte da rotina de milhões de brasileiros, mas os hábitos de consumo variam entre homens e mulheres, e revelam novas tendências de autocuidado. 

Levantamento da Espaçolaser mostra que, entre as mulheres, as regiões tradicionalmente associadas à praticidade continuam liderando a procura. Já entre os homens, o mercado ganha novas configurações: além da barba, cresce o interesse por áreas corporais e até por regiões antes pouco exploradas, impulsionado pela busca por conforto, autoconfiança, prevenção da foliculite e redução de pelos encravados.


Ranking feminino

  1. Axilas
  2. Virilha
  3. Meia perna
  4. Buço
  5. Perna inteira


Ranking masculino

  1. Barba
  2. Tórax
  3. Contorno da virilha
  4. Abdômen
  5. Áreas de acabamento, como glabela (entre as sobrancelhas), orelhas e interior do nariz 

Um dos destaques é o avanço do contorno da virilha entre o público masculino. A região já figura entre as mais contratadas, refletindo uma mudança de comportamento que vai além da estética e envolve questões como conforto, higiene e prevenção de pelos encravados. 

"O homem tem buscado soluções que tragam conveniência para a rotina e também bem-estar. A depilação a laser deixou de ser um procedimento pontual e passou a fazer parte dos cuidados pessoais, acompanhando uma mudança cultural em relação ao autocuidado masculino", Ana Carolina Cury, diretora técnica da Espaçolaser. Entre as mulheres, a procura continua concentrada em regiões que ajudam a simplificar a rotina de cuidados pessoais, reduzindo a necessidade de métodos tradicionais de depilação e proporcionando maior conforto ao longo do tempo. 

A empresa também observa o crescimento da demanda por aplicações em áreas consideradas de acabamento, como glabela, orelhas e interior do nariz. O movimento demonstra que homens e mulheres vêm ampliando as possibilidades de uso da depilação a laser, incorporando o procedimento a diferentes necessidades e preferências de consumo. 


Emagrecimento impulsiona procura por cirurgias plásticas de contorno corporal

                           Evanto

Pacientes que perderam peso, principalmente com mudanças no estilo de vida e o uso das canetas emagrecedoras, impulsionam a busca por procedimentos de contorno corporal e facial. Especialista alerta que segurança e preparo clínico continuam sendo prioridade

 

 

A transformação provocada pelo emagrecimento tem levado cada vez mais brasileiros a buscar um novo passo na jornada de cuidados com o corpo. Depois de perder peso, muitos pacientes recorrem à cirurgia plástica para tratar a flacidez, redefinir o contorno corporal e concluir um processo que vai além da balança. A tendência ganhou força nos últimos anos e vem alterando significativamente o perfil dos consultórios especializados.

Segundo o cirurgião plástico Juliano Pereira, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a procura por esse tipo de procedimento cresceu de forma expressiva e já representa a maioria dos atendimentos relacionados à cirurgia estética corporal. “Hoje, aproximadamente sete em cada dez pacientes que chegam ao consultório passaram por algum processo de emagrecimento. Alguns eliminaram poucos quilos, outros viveram perdas muito significativas, mas existe quase sempre uma história de redução de peso que motivou a decisão pela cirurgia plástica. O paciente quer finalizar essa transformação, corrigindo a flacidez e valorizando os resultados conquistados com tanto esforço”, afirma.

O especialista explica que o fenômeno acompanha uma mudança importante no comportamento da população. Se antes muitos pacientes buscavam apenas reduzir medidas, agora o objetivo passou a ser recuperar a harmonia corporal, eliminando o excesso de pele e proporcionando um contorno mais proporcional.

Entre os procedimentos mais procurados estão lipoaspiração, minilipo, abdominoplastia, cirurgias para correção da flacidez dos braços e das coxas e, em alguns casos, até mesmo o lifting facial, indicado quando a perda de peso também provoca alterações importantes na estrutura do rosto. “A medicina evoluiu muito nos últimos anos. Hoje contamos com tecnologias que potencializam os resultados e favorecem uma retração mais eficiente da pele, como o uso do gás argônio em procedimentos específicos. Quando bem indicado, esse recurso contribui para melhorar o combate à flacidez e oferece um acabamento ainda mais satisfatório para determinados perfis de pacientes”, explica o cirurgião plástico.

 

Efeito das canetas emagrecedoras

O crescimento do uso dos medicamentos para emagrecimento também passou a influenciar diretamente esse cenário. Segundo o membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, o aumento no número de pacientes que perderam peso com auxílio das chamadas canetas emagrecedoras fez crescer, naturalmente, a procura por procedimentos reparadores e de contorno corporal. “As canetas emagrecedoras representam uma importante ferramenta terapêutica quando bem indicadas e acompanhadas por profissionais habilitados. Elas contribuíram para que milhares de pessoas alcançassem perdas de peso importantes e isso, naturalmente, aumentou a procura pela cirurgia plástica. Mas é fundamental entender que emagrecer não significa, automaticamente, estar apto para operar.”

O médico ressalta que a cirurgia plástica deve acontecer somente quando o paciente apresenta condições clínicas adequadas. “Antes de qualquer procedimento, avaliamos uma série de exames laboratoriais, estado nutricional, estabilidade do peso, controle de doenças pré-existentes e diversos outros fatores. A prioridade sempre é a segurança. Não buscamos apenas um bom resultado estético. Queremos que a cirurgia aconteça com segurança, que o pós-operatório transcorra de maneira adequada e que o paciente tenha uma recuperação saudável.”

 

Muito além da estética

Na avaliação do especialista, os benefícios ultrapassam a transformação física. A cirurgia costuma representar a etapa final de uma mudança profunda na relação do paciente com a própria saúde. “Nos casos de emagrecimento mais expressivo, principalmente entre pacientes que enfrentaram obesidade ou passaram por perdas de peso mais acentuadas, a cirurgia plástica assume um papel que vai muito além da estética. Quando essa perda chega a cerca de 30% do peso corporal, já existe indicação para uma avaliação especializada. A retirada do excesso de pele devolve conforto, melhora a mobilidade, reduz limitações físicas e permite que o paciente retome com mais facilidade as atividades do dia a dia e a prática de exercícios físicos. Isso é fundamental para a manutenção dos resultados conquistados com o emagrecimento. A cirurgia plástica, nesse contexto, é um meio para devolver qualidade de vida e não um fim em si mesma”, explica Juliano Pereira.

O especialista destaca que essa recuperação funcional também produz impactos importantes no aspecto emocional. “Existe um impacto psicológico extremamente positivo. A melhora da autoestima é evidente, mas talvez o principal ganho seja o fortalecimento do compromisso que essa pessoa passa a ter com a própria saúde. Depois de conquistar o resultado desejado, observamos que muitos pacientes se sentem ainda mais motivados a manter hábitos saudáveis, praticar atividade física regularmente e cuidar da alimentação para preservar essa conquista. A cirurgia não representa o fim da jornada, mas uma etapa importante para consolidar uma nova fase de qualidade de vida.”

Para o membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, esse novo perfil de paciente demonstra uma mudança importante na forma como a cirurgia plástica é encarada. “Cada vez mais estamos falando de pessoas que enxergam a cirurgia como parte de um processo maior de saúde, bem-estar e qualidade de vida. Quando existe indicação adequada, preparo clínico e acompanhamento responsável, ela pode contribuir não apenas para melhorar a aparência, mas também para consolidar uma transformação que começou muito antes da entrada no centro cirúrgico.”

 

Saturno retrógrado: Saiba se você deve evitar começar um relacionamento durante o período

Magnific


Enquanto a astrologia aponta um período de revisão e amadurecimento, pesquisa do MeuPatrocínio revela quais características são indispensáveis para construir relações estáveis

 

Com a chegada de Saturno retrógrado, conhecido como o "planeta da disciplina" e das responsabilidades, o período é frequentemente associado à reflexão, revisão de escolhas e amadurecimento pessoal. Permanecendo até dezembro, o momento pede revisão, disciplina e mudança para todos os doze signos. Mas será que essa é realmente uma fase ruim para começar um relacionamento? 

Não significa que novos romances estejam proibidos, mas as relações iniciadas nesse período tendem a exigir mais consciência, comprometimento e alinhamento de expectativas. Em vez de impulsividade, o momento favorece conexões construídas sobre bases sólidas. Quando Saturno entra em movimento retrógrado, a atenção se desloca dos avanços externos para os processos internos relacionados a decisões, compromissos e aprendizado. 

Uma pesquisa realizada pelo MeuPatrocínio, com 2.397 Sugar Daddies e Sugar Babies, investigou quais características eles consideram indispensáveis para que um relacionamento tenha futuro. A maturidade emocional lidera o ranking, sendo apontada por 54% dos entrevistados como o fator mais importante para uma relação duradoura. Em seguida aparecem a comunicação transparente (18%), o respeito aos limites individuais (11%), a estabilidade financeira (9%) e, por fim, objetivos de vida semelhantes (8%), reforçando que valores e alinhamento entre o casal pesam mais do que a paixão inicial na construção de uma relação estável.

 

Durante esse ciclo, o planeta permanece em Áries, um signo que a astrologia associa à iniciativa, liderança e ação. De acordo com essas interpretações, a combinação da energia impulsiva de Áries com a natureza estruturada de Saturno incentiva a atuação com maior estratégia e menos impulsividade. Para Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos da plataforma, a simbologia de Saturno conversa diretamente com aquilo que muitas pessoas procuram na vida amorosa. "Não é que as pessoas não queiram se relacionar, elas só querem mais controle sobre como isso acontece. A busca da conexão continua, mas com maior consciência e definição de expectativas." 

Entre as recomendações mais frequentes estão evitar decisões impulsivas no campo amoroso, alinhar expectativas antes de aprofundar o vínculo, fortalecer a comunicação com o parceiro e estabelecer limites mais claros nos relacionamentos. Também é aconselhável não assumir novos compromissos afetivos sem clareza sobre o que se busca.

 

Afinal, quais signos podem sentir esse trânsito com mais intensidade?

De modo geral, a astrologia propõe diferentes áreas de reflexão para cada signo:

  • Áries: Revise a forma como assume responsabilidade nas relações e lide com as consequências das próprias decisões afetivas.
  • Touro: Equilibre estabilidade financeira e parceria romântica, sem deixar uma pesar mais que a outra.
  • Gêmeos: Aprimore a comunicação com o par e evite promessas antes de ter clareza sobre os próprios sentimentos.
  • Câncer: Fortaleça os laços familiares e leve esse cuidado também para dentro do relacionamento.
  • Leão: Questione crenças antigas sobre amor e redefina o que espera de um parceiro.
  • Virgem: Organize o que é compartilhado no relacionamento, inclusive recursos e responsabilidades financeiras.
  • Libra: Construa vínculos por meio de limites e compromissos mais claros.
  • Escorpião: Reorganize a relação entre vida profissional e vida a dois, sem deixar uma sufocar a outra.
  • Sagitário: Desenvolva a relação com paciência, sem pressa de acelerar etapas.
  • Capricórnio: Resolva pendências familiares antes de aprofundar novos laços.
  • Aquário: Reveja como se comunica dentro da relação e o espaço que dá ao parceiro.
  • Peixes: Cultive a autoestima antes de buscar validação externa em um novo relacionamento.

Pai também educa emoções — a presença paterna influencia a saúde mental dos filhos desde a infância


O papel do pai na criação dos filhos vai muito além do sustento financeiro ou da divisão das responsabilidades do dia a dia. Cada vez mais, estudos e a experiência clínica mostram que a presença paterna tem impacto direto no desenvolvimento emocional das crianças, influenciando a forma como elas aprendem a lidar com sentimentos, frustrações e relações ao longo da vida. 

No mês em que é celebrado o Dia dos Pais, o pediatra e psicanalista Dr. Fausto Carvalho destaca que a figura paterna exerce um papel fundamental na construção da segurança emocional dos filhos, independentemente da configuração familiar. 

"Quando falamos em presença paterna, não estamos nos referindo apenas ao fato de estar fisicamente presente, mas à qualidade dessa relação. É o pai que participa, escuta, brinca, acolhe e estabelece limites de forma afetiva que contribui para o desenvolvimento emocional da criança." 

Segundo o especialista, a infância é um período em que os vínculos afetivos ajudam a estruturar a maneira como a criança compreende o mundo e aprende a lidar com suas emoções. 

"As crianças aprendem muito mais pelo exemplo do que pelo discurso. Um pai que demonstra respeito, sabe pedir desculpas, acolhe os sentimentos dos filhos e conversa sobre emoções está ensinando habilidades que acompanharão essa criança durante toda a vida." 

Para o médico, um dos maiores desafios da paternidade contemporânea é romper com antigos modelos que associavam o pai apenas à autoridade ou ao papel de provedor. 

"Hoje entendemos que educar também significa construir vínculos. A criança precisa sentir que pode contar com aquele adulto nos momentos de alegria, mas também quando sente medo, tristeza ou frustração." 

Essa participação ativa também favorece o desenvolvimento da autoestima, da autonomia e da capacidade de estabelecer relações saudáveis.

"Quando a criança cresce sentindo que é vista, ouvida e valorizada, ela tende a desenvolver mais confiança em si mesma e nos outros. Esse sentimento de pertencimento funciona como um importante fator de proteção para a saúde mental." 

O especialista ressalta, porém, que muitos pais acreditam que precisam realizar grandes gestos para fortalecer a relação com os filhos, quando, na verdade, são as experiências cotidianas que fazem a diferença.

"Brincar alguns minutos sem distrações, ler uma história antes de dormir, conversar sobre como foi o dia ou simplesmente demonstrar interesse pelo universo da criança são atitudes simples, mas extremamente poderosas na construção do vínculo." 

O pediatra reforça que a paternidade não exige perfeição, mas disponibilidade para aprender e estar presente.

"Nenhum pai acerta o tempo todo. O que fortalece a relação não é a perfeição, e sim a disposição para reparar erros, ouvir o filho e construir uma relação baseada na confiança. É isso que deixa marcas positivas para toda a vida." 

Neste Dia dos Pais, a reflexão proposta pelo especialista vai além das homenagens.

"O maior presente que um pai pode oferecer ao filho é a sua presença afetiva. Crianças não precisam de pais perfeitos; precisam de adultos que estejam disponíveis para amar, orientar e caminhar ao lado delas."  



Fonte:
Dr. Fausto Carvalho - Pediatra
Instagram: @faustofcarvalho


Veja cinco dicas para não deixar a ansiedade tomar conta antes do Enem

Psicóloga dá dicas de como manter uma rotina de
estudos para os vestibulares, mas sem exagerar  
Magnific
Neste Dia do Estudante psicóloga aconselha sobre rotina dos estudos 

 

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 tem o maior número de candidatos desde 2020, são 5.055.818 inscrições confirmadas. Na comparação com 2025, o crescimento foi de 5,08%, a edição do ano passado teve 4,8 milhões de inscritos. Já em relação a 2021, quando o Enem teve seu menor número de participantes, com cerca de 3,1 milhões de inscrições confirmadas, o crescimento chega a 62,5%.  

Esses números podem deixar os candidatos ainda mais ansiosos do que normalmente já ficam para estas provas. Neste Dia do Estudante, celebrado em 11 de agosto, a psicóloga Aparecida Tavares, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, pontua que a ansiedade exacerbada pode ser um desencadeador de um mau desempenho no Enem ou em qualquer outra prova de avaliação de conhecimento.  

“Existem vários estudos internacionais que reforçam a ansiedade e a pressão familiar como geradores da Attention Span (“limiar de atenção”, que designa a quantidade de tempo que uma pessoa consegue manter o foco numa única tarefa ou pensamento, antes de se distrair), elevando, portanto, a possibilidade de erros por distração e redução da eficiência na resolução de problemas, inclusive os mais complexos”, explica a especialista, lembrando que algum nível desse sentimento é normal, mas quando essa ansiedade afeta a capacidade de concentração é importante procurar ajuda. 

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Estilo de vida

De acordo com Aparecida Tavares, a melhora do foco e concentração está relacionada a mudanças de hábitos e estilo de vida. “Sempre perceber que a ansiedade está chegando a um nível preocupante, uma sugestão é buscar uma boa conversa com familiares a fim de minimizar as cobranças ou a própria auto cobrança, que muitas vezes é até mais pesada”, destaca. 

Segundo a psicóloga, ações simples do nosso dia a dia que muitas vezes fazemos de forma automática, mas esquecemos o quão são essenciais para nossa saúde podem auxiliar. “Por fim, caso não consiga fazer esse gerenciamento saudável do seu tempo, da ansiedade e dos conflitos internos e externos, procure intervenção especializada com um psicoterapeuta e/ou orientação escolar e parental”, afirma. 

Confira as cinco dicas de Aparecida Tavares para ter uma rotina de estudos, mas sem exagerar:


1. Deitar cedo e no mesmo horário - sempre buscar deitar cedo e num mesmo horário, esse é um hábito que garante boas noites de sono, até porque quem não dorme bem, tem sua capacidade de atenção e memória muito comprometida;

2. Fuja das telas - evite o excesso de telas ao ponto de não as usar no ambiente de estudo. Também é importante fugir dessa exposição às telas à noite, para se ter um sono de qualidade; 

3. Atividade física e boa alimentação - manter uma prática rotineira de exercícios físicos e alimentação saudável, evitando o uso de alimentos com excesso de açúcares e ultraprocessados, são mudanças de hábito importantes para quem quer melhorar sua capacidade de memória e atenção;

4. Técnicas de estudo - também vale o uso de técnicas de estudo eficazes, como por exemplo, a Técnica Pomodoro em que o indivíduo pode estudar 25 minutos e descansar outros cinco;

5. Lazer - não abrir mão dos momentos de lazer, especialmente aqueles em ambientes que nos relaxam, como em parques, cinemas ou em casa ao fazer algum hobby. Enfim, busque atividades que te proporcionem motivação. 


Cérebro do pai é moldado pelo cuidado diário, não pela biologia, mostra pesquisa pioneira sobre paternidade

  Lançamento revolucionário de Darby Saxbe traz dados sobre a neurobiologia da paternidade e destaca o inovador protocolo de saúde do homem adotado pelo SUS no Brasil 


A ciência já provou que a maternidade transforma o cérebro das mulheres. Mas e os pais? O livro O cérebro do pai, da neurocientista e psicóloga clínica Darby Saxbe, responde a essa pergunta a partir de quinze anos de pesquisa, oferecendo dados surpreendentes e uma nova forma de enxergar a paternidade. O livro pioneiro de Saxbe chega às livrarias brasileiras pela HarperCollins em um momento em que a sociedade brasileira debate a divisão igualitária de cuidados. A ciência contribui para a conversa mostrando que não é só força de expressão: ser pai transforma o homem por dentro. 

A paternidade remodela o corpo, a mente, a saúde e os vínculos dos pais, desfazendo o mito de que os homens não têm vocação para o cuidado. Através de exames pioneiros de ressonância, Dra. Saxbe revela que o cérebro masculino passa por mudanças estruturais mensuráveis após a chegada do bebê, perdendo cerca de 1% do volume de massa cinzenta no córtex. Longe de ser um dano, a chamada plasticidade parental funciona como uma otimização da rede de mentalização, área responsável por interpretar as intenções e emoções alheias, sintonizando o pai com as necessidades do recém-nascido. A pesquisa também aponta para um grande tabu da saúde mental masculina: a depressão pós-parto paterna, que afeta entre 1 em cada 10 pais. Nestes casos, a condição costuma passar despercebida por se manifestar como irritabilidade, distanciamento ou abuso de substâncias, afetando diretamente o desenvolvimento emocional dos filhos. 

Ainda assim, O cérebro do pai aborda um dos pontos mais importantes dos relacionamentos: a desigualdade na "carga mental" no cuidado dos filhos. A autora demonstra que, mesmo nos casais que pretendem dividir tarefas, as mulheres continuam assumindo a maior parte do trabalho invisível de planejamento e gestão da rotina familiar. Esse estresse silencioso é o principal motor de esgotamento e divórcio no pós-parto. Por outro lado, Dra. Saxbe traz um dado animador: quando os pais assumem ativamente o gerenciamento da casa e o cuidado direto com os filhos, a satisfação do próprio casal com a relação aumenta significativamente. 

O livro desmistifica o determinismo biológico ao provar que o remodelamento cerebral é fruto do vínculo prático: pais que participam ativamente dos cuidados do bebê apresentam níveis de ocitocina comparáveis aos das mães que amamentam. Além disso, também aborda a paternidade fora da binaridade de gênero, mostrando como pais trans também experimentam as mesmas mudanças e criam vínculos com filhos adotivos ou biológicos. 

Fazendo referência ao Brasil, a Dra. Saxbe destaca o Protocolo de Pré-Natal do Parceiro do Sistema Único de Saúde, desenvolvido pela organização Equimundo em parceria com o Ministério da Saúde. Para tentar contornar a baixa adesão dos homens aos cuidados preventivos durante a gravidez, o SUS passou a usar a paternidade como porta de entrada para a saúde masculina. Ao acompanhar as consultas de pré-natal, os futuros pais passam por exames de rotina, testes rápidos e triagem para saúde mental e dependência química. O ato de cuidar da família se transforma em um ponto de partida para que o homem cuide da própria saúde. 

Autora: Darby Saxbe
| HarperCollins
ISBN: 9786555119992
| Preço: R$69,90
Através d’O cérebro do pai, Dra. Darby Saxbe reforça que uma paternidade participativa não beneficia apenas as crianças e as mulheres, mas que é também o melhor caminho para a saúde física, mental e social dos próprios homens, demonstrando como a experiência da paternidade os ajuda a ter ideias inovadoras no trabalho e permite que expandam a percepção so­bre a vida como um todo.

  

 Darby Saxbe - neurocientista, psicóloga clínica e professora na Universidade do Sul da Califórnia. É referência mundial em pesquisas sobre a paternidade e já publicou mais de 80 artigos científicos, tendo recebido prêmios da American Psychological Association, National Science Foundation e do Programa Fullbright Scholar. Saxbe possui doutorado em psicologia clínica pela UCLA e bacharelado em psicologia e inglês pela Universidade Yale. O cérebro do pai reúne dados de mais de quinzes anos de pesquisa.


Novo estudo mostra que 90% das empresas não têm política formal de desconexão, psiquiatra comenta

Empresas defendem o descanso, mas continuam invadindo o horário de folga dos funcionários, psiquiatra explica como a hiperconectividade favorece ansiedade, burnout e queda de produtividade


Um levantamento da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), divulgado nesta semana, mostrou que 77,8% dos empresários consideram importante que os funcionários se desconectem após o expediente, mas 88,9% das organizações ainda não possuem políticas formais que impeçam o envio ou a resposta de mensagens de trabalho fora do horário de trabalho. Além disso, 64,4% das empresas afirmam não possuir programas estruturados para prevenção de riscos à saúde mental. 

Para o psiquiatra corporativo Dr. Daniel Sócrates, especialista em saúde mental no ambiente de trabalho, o problema vai muito além de responder um WhatsApp à noite. 

"Quando o colaborador permanece mentalmente disponível para o trabalho o tempo todo, o cérebro deixa de entrar em um estado fundamental de recuperação. O descanso não é um luxo; ele faz parte do próprio processo de produção. Sem essa pausa, aumentam o estresse, a ansiedade, a fadiga cognitiva e, no longo prazo, o risco de burnout", afirma.

Segundo o especialista, o avanço da tecnologia tornou a comunicação mais eficiente, mas também eliminou as fronteiras entre expediente e vida pessoal.

"Hoje carregamos o trabalho no bolso. Uma mensagem enviada às 22 horas pode parecer simples para quem envia, mas frequentemente gera no outro lado uma sensação de obrigação de responder imediatamente. O cérebro permanece em estado de alerta, como se nunca pudesse realmente encerrar o dia."

 

A falsa sensação de produtividade

Embora muitas lideranças associem disponibilidade constante a comprometimento, Daniel Sócrates explica que a ciência aponta justamente para o contrário.

"O cérebro não foi projetado para permanecer em atenção contínua. Quando não há períodos reais de recuperação, diminuem a criatividade, a capacidade de tomada de decisão, a memória de trabalho e até a qualidade dos relacionamentos dentro da equipe."

Ele ressalta que colaboradores exaustos costumam produzir mais erros, apresentam menor capacidade de inovação e tendem a se afastar com maior frequência por problemas relacionados à saúde mental.

 

5 atitudes que ajudam a proteger a saúde mental das equipes

Segundo Daniel Sócrates, algumas medidas podem fazer diferença no dia a dia corporativo: 

  • Definir horários claros para envio e resposta de mensagens.
  • Evitar contatos fora do expediente, salvo situações realmente emergenciais.
  • Orientar líderes a dar exemplo respeitando os períodos de descanso.
  • Criar programas permanentes de prevenção dos riscos psicossociais.
  • Avaliar resultados pela qualidade das entregas, e não pela disponibilidade constante dos colaboradores. 

"O melhor profissional não é aquele que está conectado 24 horas por dia. É aquele que consegue trabalhar com foco, descansar adequadamente e voltar no dia seguinte com energia para produzir. Cuidar da desconexão também é cuidar da saúde, da produtividade e da sustentabilidade do negócio", conclui o psiquiatra.

 

Dr. Daniel Sócrates - Médico psiquiatra, doutor pela UNIFESP, com mais de duas décadas de atuação clínica. Dedica-se ao cuidado de profissionais que enfrentam altos níveis de exigência e responsabilidade, com abordagem focada em performance sustentável, saúde mental e qualidade de vida.
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