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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Dia dos Pais: 44,6% das PMEs que apostam na data têm como principal objetivo aumentar as vendas, aponta pesquisa da Serasa Experian


• Apesar disso, 65,6% das PMEs afirmam que não pretendem realizar ações especiais para a data

• Limitação de orçamento e custos elevados (28,4%) lideram os desafios das PMEs que pretendem investir na data

• Datatech oferece calendário de datas sazonais e conteúdos gratuitos para apoiar o planejamento comercial das PMEs

 

Entre as pequenas e médias empresas (PMEs), 34,4% afirmam que pretendem realizar ações diferenciadas para o Dia dos Pais ou ainda avaliam investir na data. Dessas, 44,6% apontam o aumento das vendas como principal objetivo das iniciativas, segundo levantamento da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. Na sequência aparecem o fortalecimento da marca e da presença no mercado (21,5%), a atração de novos clientes (21,1%) e a fidelização da base atual (12,9%).

 

Apesar desse potencial comercial possibilitado pela sazonalidade do calendário, a maior parte dos empreendedores afirma que não pretende realizar ações especiais para a data. O levantamento mostra que 65,6% das PMEs não planejam campanhas específicas para o Dia dos Pais, enquanto 17,4% ainda avaliam essa possibilidade. Entre as empresas que investirão na ocasião, promoções e descontos aparecem como a principal estratégia (11,2%), seguidas pelo lançamento de produtos, kits ou combos especiais (3%) e por campanhas de divulgação (2,7%).

 

Entre os empreendedores que pretendem investir em ações para o Dia dos Pais, a limitação de orçamento e os custos elevados para implementar campanhas aparecem como principal desafio, citados por 28,4% dos respondentes. Em seguida aparecem a concorrência com outras empresas (26,4%), consumidores mais cautelosos com os gastos (22,8%) e a dificuldade para alcançar o público certo (22,4%).

 

"O Dia dos Pais continua sendo uma oportunidade comercial importante para muitos pequenos e médios negócios, mas os dados mostram que o empreendedor está cada vez mais seletivo na hora de investir em ações sazonais. Planejar campanhas, entender o retorno esperado e direcionar melhor os recursos disponíveis são fatores que ajudam as empresas a aproveitar essas datas de forma mais estratégica e sustentável", afirma o vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero.

 

Planejamento antecipado ajuda PMEs a aproveitar datas sazonais

O Dia dos Pais é uma entre diversas datas comemorativas que podem impulsionar o faturamento das pequenas e médias empresas ao longo do ano. Para apoiar os empreendedores nesse planejamento, a Serasa Experian disponibiliza gratuitamente, em seu portal de conteúdo, um Calendário de Datas Sazonais, que reúne as principais oportunidades comerciais do varejo e ajuda as PMEs a organizarem campanhas, planejarem estoques, estruturarem ações promocionais e prepararem o fluxo financeiro com antecedência.

 

Além do calendário, o portal de conteúdo da datatech reúne artigos, ebooks, ferramentas e análises voltados à gestão financeira, vendas, marketing, crédito e empreendedorismo, oferecendo apoio prático para diferentes momentos da jornada das pequenas e médias empresas.

 

"Datas sazonais como o Dia dos Pais representam oportunidades importantes para as PMEs, mas aproveitar esse potencial exige mais do que criar campanhas promocionais. O empreendedor precisa combinar conhecimento sobre o próprio negócio com dados que apoiem a tomada de decisão, desde a definição dos investimentos até o planejamento financeiro. Quanto mais informação qualificada estiver disponível, maiores são as chances de direcionar recursos de forma estratégica e transformar essas oportunidades em resultados concretos para a empresa", finaliza o vice-presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian, Cleber Genero.


 

Metodologia

A pesquisa entrevistou 1.312 pequenas e médias empresas de todo o Brasil durante o mês julho de 2026, com predominância de negócios dos setores de comércio e serviços e empresas de pequeno porte. As perguntas relacionadas aos objetivos e desafios foram respondidas exclusivamente pelas empresas que possuem a intenção de realizar ações para a data.

 

Experian
experianplc.com


Com questões inéditas no padrão ITA, simulado aberto oferece treino gratuito a candidatos

Imagem: Poliedro
Iniciativa do Poliedro simula as condições reais do exame para ajudar vestibulandos no gerenciamento de tempo e desempenho

 

Estudantes de todo o Brasil que desejam ingressar no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), um dos vestibulares mais concorridos do país, terão a oportunidade de testar gratuitamente seus conhecimentos em uma prova inspirada no processo seletivo da instituição. 

As inscrições para o Simulado Aberto ITA do Poliedro Curso estão abertas até 3 de setembro. A iniciativa on-line e gratuita é promovida pela instituição que é líder nacional em aprovações nos vestibulares do ITA e do IME, referência há mais de três décadas na preparação de candidatos para as carreiras de engenharia militar. 

A aplicação da prova acontecerá entre os dias 4 e 8 de setembro. O simulado contará com 48 questões objetivas, distribuídas entre Matemática, Física, Química e Língua Inglesa, seguindo o formato da primeira fase do vestibular do ITA. Elaborada por especialistas, a avaliação foi desenvolvida para reproduzir o nível de exigência da prova, permitindo que os participantes testem seus conhecimentos, pratiquem a gestão do tempo e conheçam o perfil das questões cobradas. Assim como no exame oficial, os candidatos terão cinco horas para resolver a prova, o equivalente a uma média de pouco mais de seis minutos por questão, experiência que reforça a importância da estratégia e da administração do tempo durante o vestibular. 

Além de proporcionar uma experiência próxima à do vestibular, o Simulado Aberto ITA permite que estudantes de fora da rede Poliedro conheçam, na prática, a metodologia da instituição. Após a realização da prova, os participantes recebem uma análise detalhada de desempenho, com indicadores que ajudam a identificar pontos fortes e conteúdos que merecem maior atenção na reta final de preparação. O relatório também permite comparar o desempenho com candidatos de todo o Brasil, oferecendo uma visão mais precisa do nível de competitividade e auxiliando na definição das estratégias de estudo para as semanas que antecedem a primeira fase do ITA, marcada para 27 de setembro. 

Segundo Robson Junior, coordenador da Turma ITA do Poliedro Curso de São José dos Campos, a experiência vai além da realização de uma prova. "Quem pretende conquistar uma vaga no ITA precisa conhecer profundamente o perfil do vestibular e entender como está seu nível de preparação. O simulado oferece essa oportunidade ao reproduzir as características da prova e apresentar um diagnóstico que ajuda o estudante a direcionar seus estudos de forma mais estratégica." 

Líder nacional em aprovações nos vestibulares do ITA e do IME, o Poliedro consolidou-se como a maior referência do país na preparação para as duas seleções mais concorridas da engenharia militar brasileira. No último processo seletivo do ITA, a instituição conquistou 104 aprovações, o equivalente a 54% dos aprovados, mantendo a liderança nacional. Desde 1993, já são 1.406 aprovações no ITA, resultado que reflete mais de três décadas de experiência na formação de futuros engenheiros e reforça a posição da instituição no topo desse segmento. 

Para Thiago Moza, coordenador da Turma ITA do Poliedro Curso, o simulado também permite ao estudante experimentar, antes da prova oficial, o nível de exigência característico do vestibular. "Há anos acompanhamos de perto a evolução do vestibular do ITA e sabemos quais competências fazem diferença na aprovação. O objetivo é oferecer um treino consistente e alinhado à complexidade do exame”.
 

Serviço

Link: Simulado Aberto ITA – Poliedro Curso

Inscrições: de 3 de agosto até 3 de setembro de 2026

Aplicação das provas: de 4 a 8 de setembro de 2026

Formato: on-line e gratuito


Agosto Vermelho alerta: quase duas pessoas por dia são vítimas de acidentes com a rede elétrica no brasil

Campanha nacional reforça que a maioria das ocorrências poderia ser evitada e mobiliza ações de conscientização em todo o país
 

Agosto é o mês em que o Brasil acende um alerta para um risco presente nas ruas, nas obras, no campo e até dentro de casa. A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) promove mais uma edição do Agosto Vermelho, movimento nacional de conscientização sobre os perigos envolvendo a rede elétrica e a importância da prevenção. 

O alerta é sustentado por números que continuam preocupando. Levantamento nacional divulgado pela Abradee aponta que 703 acidentes envolvendo a rede elétrica foram registrados no país em 2025, o equivalente a quase duas ocorrências por dia. Embora o número de mortes tenha apresentado redução em relação ao ano anterior, 252 pessoas perderam a vida em acidentes relacionados à eletricidade. 

Segundo a diretora de comunicação e sustentabilidade da Abradee, Cristina Garambone, mais do que estatísticas, os dados representam histórias interrompidas, famílias impactadas e situações que, em grande parte dos casos, poderiam ser evitadas com informação e comportamentos seguros. 

"A energia está presente em praticamente todos os momentos da nossa vida. Por isso, a informação continua sendo uma das ferramentas mais importantes para reduzir acidentes e preservar vidas. Segurança deve vir sempre em primeiro lugar", afirma. 

Entre as principais causas dos acidentes registrados estão atividades da construção civil, operações com equipamentos próximos à rede elétrica, cabos energizados no solo, ligações clandestinas e furto de cabos. A construção civil segue liderando as estatísticas nacionais, com 227 ocorrências e 68 mortes registradas em 2025.
 

Um risco invisível

Diferentemente de outros tipos de acidentes, a eletricidade muitas vezes não apresenta sinais aparentes de perigo. Por isso, especialistas alertam para a importância de respeitar distâncias de segurança da rede elétrica, evitar improvisos em instalações, não se aproximar de cabos caídos e redobrar os cuidados durante obras, reformas e atividades próximas à rede. 

"O Agosto Vermelho é um convite para que a sociedade pare por alguns instantes e reflita sobre atitudes simples que podem salvar vidas. Quando falamos de segurança elétrica, estamos falando de pessoas", reforça Cristina Garambone.


Avon e Instituto Natura se juntam a Instituto Maria Da Penha, Senado Federal e outras organizações no enfrentamento a violência contra a mulher


  • Iniciativa reúne Instituto Maria da Penha, NO MORE Brasil, Senado Federal, Grupo Mulheres do Brasil e Gênero e Número para mobilizar a sociedade de maneira constante até 2035;
  • Campanha “Somos Maiores que a Violência” foca no reconhecimento dos diferentes tipos de violência contra a mulher, em como agir diante dessas situações e na importância de encarar o problema de responsabilidade coletiva;
  • Dados revelam uma enorme distância entre vivenciar e reconhecer a violência e mostram que seis em cada dez brasileiros não sabem como ajudar uma mulher em situação de violência.



Mais de 24 milhões de brasileiras não conseguem reconhecer e nomear violências domésticas e familiares vivenciadas. Além disso, seis em cada dez brasileiros não têm informação suficiente para ajudar uma mulher em situação de violência. Os dados alarmantes fazem parte, respectivamente, da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher (2025), do DataSenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV), cujos dados integram o Mapa Nacional da Violência de Gênero, e do Índice de Conscientização sobre Violência contra a Mulher 2025 do Instituto Natura e da Avon.

Para combater essa lacuna estrutural de informação e conscientização, que colabora para que o Brasil mantenha uma média de mais de quatro mulheres mortas por feminicídio ao dia há seis anos, conforme dados do Ministério da Justiça, o Instituto Natura e a Avon anunciam, neste Agosto Lilás, mês de conscientização sobre a causa, a criação do Movimento Pela Vida das Mulheres, com o objetivo de ampliar a capacidade da sociedade de reconhecer a violência e saber como agir. A iniciativa é construída com o apoio e a participação do Senado Federal, Gênero e Número, Grupo Mulheres do Brasil, Instituto Maria da Penha e NO MORE Brasil.

Com o objetivo de atuação até 2035, o Movimento pretende ampliar a capacidade da sociedade de reconhecer e nomear as diferentes formas de violência contra as mulheres, de saber como agir de maneira responsável e segura e de reconhecer este problema social como uma responsabilidade coletiva, inclusive dos homens. Para isso, o lançamento da campanha “Somos Maiores que a Violência”, criada pela Avon e pelo Instituto Natura e apoiada pelas organizações que integram o Movimento, marca o início da mobilização pública.

A campanha de conscientização dá continuidade ao trabalho iniciado em 2025 com “Chame pelo Nome”, que convidou a sociedade a reconhecer violências muitas vezes naturalizadas ou invisibilizadas, como a moral e a patrimonial. Neste ano, a campanha amplia o chamado, reunindo reconhecimento e ação: além de ajudar a nomear as diferentes formas de violência, apresenta orientações sobre como apoiar uma mulher de maneira responsável e segura.

“Proteger a vida, a dignidade e os direitos das mulheres é um compromisso permanente do Estado brasileiro e de toda a sociedade. Quando diferentes instituições unem conhecimento, capacidade de mobilização e responsabilidade pública, damos um passo importante para transformar conscientização em prevenção e proteção”, diz o presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre.

Além disso, o objetivo do Movimento é que a agenda de conscientização seja permanente e não restrita a datas simbólicas nem dependente apenas da reação a casos extremos.

“O Movimento surge da sólida trajetória do Instituto Natura e da Avon na promoção dos direitos e da saúde das mulheres no Brasil e na América Latina, unindo-se à expertise de organizações especializadas em defesa de direitos, mobilização social e articulação comunitária. Ao investir no enfrentamento à violência de gênero, estamos investindo na dignidade humana e no futuro da nossa sociedade”, diz Cecília Ribeiro, Diretora de Avon na América Latina.

Violência persiste e sociedade ainda não sabe como agir
Segundo a Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher de 2025, cujos dados integram o Mapa Nacional da Violência de Gênero, apenas 4% das brasileiras declaram espontaneamente ter sofrido violência doméstica ou familiar nos 12 meses anteriores ao levantamento, o equivalente a aproximadamente 3,7 milhões de brasileiras com 16 anos ou mais. No entanto, quando questionadas sobre 13 situações concretas de violência física, psicológica, sexual, moral e patrimonial, 33% relataram ter vivido ao menos uma delas, o equivalente a cerca de 29 milhões de brasileiras. Isso significa que cerca de 24 milhões de brasileiras somente identificaram a violência sofrida quando estimuladas a reconhecer experiências específicas.

A enorme distância entre os dois resultados revela que, para milhões de mulheres, a violência ainda não é reconhecida e nomeada como tal por milhões de mulheres que vivenciam situações concretas de agressão, controle, humilhação e restrição de direitos. Além disso, 8 em cada 10 brasileiras com 16 anos ou mais afirmam conhecer pouco ou nada sobre a Lei Maria da Penha, que completa 20 anos em 2026. Ou seja, duas décadas depois de sua aprovação, a principal legislação brasileira de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres ainda não é suficientemente conhecida por grande parte da população que ela busca proteger.

“Às vésperas dos 20 anos da Lei Maria da Penha, ainda há milhões de mulheres que vivem situações concretas de violência sem reconhecê-las como tal, enquanto grande parte da sociedade não sabe como ajudar. Isso mostra que ter uma lei forte é indispensável, mas não suficiente. Precisamos fazer com que a informação chegue às pessoas, que as diferentes formas de violência sejam reconhecidas e que cada mulher saiba que tem direitos e pode contar com uma rede de proteção. Enfrentar a violência contra as mulheres é uma responsabilidade de todas e todos nós.”, diz Maria da Penha, inspiradora da Lei Federal 11.340/06 e Fundadora e Presidente de Honra do Instituto Maria da Penha.

Essa dificuldade de reconhecimento também limita a capacidade de resposta da sociedade. O Índice de Conscientização sobre a Violência contra as Mulheres, ferramenta do Instituto Natura e da Avon que mede e acompanha percepção, conhecimento e atitude da população diante da violência contra as mulheres no Brasil e em outros cinco países da América Latina, evidencia que ainda existe uma distância significativa entre perceber o problema e saber como agir. No levantamento de 2025, 62% afirmou não ter informação suficiente sobre leis, formas de violência e canais de denúncia e apoio para ajudar uma mulher em situação de violência. Os resultados também revelam lacunas no conhecimento sobre as leis, os serviços disponíveis e as diferentes formas de violência doméstica e familiar.

“Quando mais de 24 milhões de mulheres somente reconhecem a violência depois de serem apresentadas a situações concretas, fica evidente que ainda temos um enorme desafio de conscientização. Aquilo que não é reconhecido nem nomeado dificilmente pode ser enfrentado. O Movimento nasce para mudar essa realidade: queremos que cada vez mais pessoas saibam reconhecer a violência, dar nome ao que acontece, importar-se e agir de maneira responsável e segura”, afirma Maria Slemenson, superintendente do Instituto Natura Brasil.

"O Grupo Mulheres do Brasil acredita que o enfrentamento à violência contra as mulheres só será efetivo quando toda a sociedade compreender que essa não é uma responsabilidade apenas das vítimas ou do poder público, mas de cada um de nós. Ao integrar o Movimento Pela Vida das Mulheres, reforçamos nosso compromisso de mobilizar pessoas, empresas e comunidades para reconhecer os sinais da violência, romper o silêncio e agir de forma responsável e segura. O abuso prospera na omissão, no desinteresse e na conivência. Quando a sociedade se informa, se posiciona e age, salvamos vidas.", afirma Alexandra Segantini, CEO do Grupo Mulheres do Brasil.



Instituto Natura

Avon

Senado Federal

Grupo Mulheres do Brasil



Estácio lança plataforma que ajuda jovens a descobrir qual profissão seguir

A plataforma Play na Carreira oferece ferramentas, conteúdos e experiências interativas voltadas à orientação profissional

 

Para apoiar jovens na escolha da profissão e na preparação para o ensino superior, a Estácio lança o Play na Carreira, um hub digital que reúne ferramentas, conteúdos e experiências gamificadas voltadas à Geração Z. A plataforma busca orientar os estudantes em diferentes etapas da jornada profissional, oferecendo uma experiência mais interativa, prática e conectada aos seus interesses. A iniciativa chega em um momento em que quase 40% dos jovens de 15 anos ainda não conseguem definir expectativas sobre a futura carreira, segundo levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado em 2025 com representantes de mais de 30 países. 

A iniciativa tem como objetivo posicionar a Estácio como a principal mentora de carreira para os estudantes e criar um vínculo antes da intenção de matrícula, oferecendo respostas que antecedem a escolha de uma instituição. 

O hub digital reúne recursos que auxiliam desde o autoconhecimento até a tomada de decisão sobre o futuro profissional e foi desenhado para ter continuamente novos conteúdos e funcionalidades, evoluindo o relacionamento com os jovens ao longo de toda a sua trajetória. 

O Play na Carreira está organizado em quatro fases que simulam a evolução de um jogo. Na primeira, Modo Exploração, os participantes realizam um teste vocacional e exploram diferentes profissões por meio da ferramenta Rota de Carreiras, descobrindo áreas de atuação compatíveis com seu perfil, interesses e objetivos. 

Na segunda etapa, Modo Treinamento, o foco passa a ser a preparação para o Enem. Os usuários têm acesso gratuito a videoaulas, simulados, revisões rápidas, correção de redação e conteúdos em formato dinâmico, reunidos nas trilhas Enem Action e Tá Explicado Enem. Já na terceira fase, Versão Demo, é possível experimentar como é estudar na Estácio por meio de aulas gratuitas e utilizar uma calculadora que estima o potencial de bolsa de estudos com base na nota do Enem. 

A última etapa, chamada Versão Pro, amplia o desenvolvimento do estudante com materiais sobre mercado de trabalho, profissões em alta e cursos livres voltados ao aprimoramento de competências. Além disso, a plataforma terá uma fase extra com conteúdos exclusivos de cada área de atuação. A proposta é oferecer suporte contínuo para quem deseja fortalecer o currículo, desenvolver novas habilidades e se preparar para os próximos desafios da carreira. 

"O Play na Carreira foi desenvolvido para aproximar os jovens das possibilidades que a educação pode oferecer, utilizando uma linguagem conectada ao universo da Geração Z. Nosso objetivo é criar uma jornada contínua de orientação, aprendizagem e desenvolvimento, reunindo ferramentas que auxiliem os estudantes desde a descoberta de suas aptidões até a construção de um projeto sólido de carreira", afirma Ana Luzia Lima, diretora de captação da Estácio. 

Disponível gratuitamente em descubra.estacio.br/play-na-carreira, a plataforma fortalece o compromisso da Estácio em tornar o processo de escolha profissional mais acessível, personalizado e conectado às demandas do mercado de trabalho, utilizando recursos digitais que dialogam com a forma como os jovens aprendem, exploram e tomam decisões sobre o futuro.

 

Serviço:

Hub Digital - Play na Carreira

Link para acessar: Link

Plataforma gratuita

 

Enquanto o mundo disputa petróleo, o Brasil pode liderar a era dos combustíveis renováveis

As sucessivas crises internacionais dos últimos anos tornaram indiscutível que a energia se tornou um centro de disputa global por soberania, estabilidade econômica e segurança nacional. Guerras, tensões geopolíticas e disputas comerciais têm provocado oscilações no preço do petróleo, desestruturando cadeias produtivas inteiras e pressionando a inflação em diversos países ao mesmo tempo. 

Nesse cenário de crescente instabilidade, o Brasil ocupa uma posição que poucos países no mundo podem reivindicar. Diferentemente de muitas nações dependentes de combustíveis fósseis importados, o país construiu ao longo de décadas uma matriz energética diversificada e renovável, na qual o etanol se tornou um dos principais símbolos de independência energética. 

A história dessa vantagem começa nos anos 1970. Quando o mundo se viu às voltas com a primeira grande crise do petróleo, o Brasil não se limitou a buscar soluções emergenciais. Em 1975, lançou o Proálcool, programa nacional de produção de etanol a partir da cana-de-açúcar, uma aposta estratégica de longo prazo que demonstrou capacidade de planejamento rara entre as nações emergentes. Enquanto outros países dependiam de acordos externos e remendos fiscais, o Brasil construía uma alternativa energética própria, renovável e com escala industrial. 

Décadas depois, aquela visão se mostra mais atual do que nunca. O etanol brasileiro reúne hoje os atributos que o mundo busca com urgência: emissões de carbono significativamente menores do que a gasolina, produção consolidada em larga escala, tecnologia amplamente desenvolvida e enorme capacidade de expansão sustentável. 

Há ainda um dado que desfaz um dos maiores equívocos do debate. A cana-de-açúcar ocupa pouco mais de 1% do território nacional. Portanto, o crescimento do setor não se fez destruindo biomas ou avançando sobre florestas, ele se fez com produtividade, modernização agrícola e reaproveitamento de áreas já antropizadas. 

Enquanto o mundo busca alternativas energéticas confiáveis, o Brasil já possui uma resposta concreta. Em um ambiente internacional cada vez mais instável, o etanol deixa de ser apenas um combustível renovável e passa a representar uma vantagem estratégica nacional. 

O desafio agora é compreender que a liderança brasileira nesse setor não é apenas uma oportunidade econômica. Trata-se de uma oportunidade histórica de protagonismo global que o país não pode desperdiçar.  



J. A. Puppio - empresário e autor do livro “Impossível é o que não se tentou”


Quer estudar no exterior? Conheça os cinco caminhos para entrar em uma universidade internacional

Especialista explica as modalidades de acesso ao ensino superior fora do Brasil e os fatores que devem ser considerados antes da candidatura


Escolher a universidade e o país de destino costuma ser a primeira preocupação de quem planeja estudar no exterior. No entanto, antes mesmo da candidatura, existe uma decisão que pode influenciar diretamente as chances de aprovação e a experiência do estudante: definir a forma de ingresso mais adequada.

Embora a aplicação direta seja a modalidade mais conhecida, ela está longe de ser a única opção. Segundo especialistas em educação internacional, conhecer as alternativas disponíveis permite que o aluno encontre a estratégia mais alinhada ao seu perfil acadêmico, nível de idioma, objetivos profissionais e orçamento.

"Cada universidade e país possuem critérios próprios de admissão. Por isso, mais do que escolher onde estudar, é importante entender qual modalidade de ingresso faz mais sentido para a trajetória de cada estudante. Esse planejamento torna o processo mais seguro e aumenta consideravelmente as chances de sucesso", afirma Marcelo Melo, diretor executivo da IE Intercâmbio, uma das principais empresas brasileiras de educação internacional e integrante do grupo global MetaApply.

Abaixo, o especialista detalha as cinco principais formas de ingressar em uma instituição de ensino superior no exterior:


1. Agências especializadas em educação internacional

Uma opção que tem crescido na preferência dos estudantes nos últimos anos é contar com o suporte de agências especializadas. Essas organizações oferecem assessoria personalizada durante todo o processo de candidatura e mantêm parcerias com milhares de universidades pelo mundo.

Além de auxiliar na escolha da instituição e do curso ideal, a agência orienta o envio da documentação, cuida dos processos burocráticos, esclarece dúvidas sobre vistos e requisitos acadêmicos, além de intermediar a comunicação direta com as universidades parceiras. Por contar com uma rede de instituições conveniadas, a agência otimiza a aceitação e simplifica o caminho até a aprovação.


2. Aplicação direta à universidade

Nesta modalidade, o candidato pesquisa as instituições de interesse e conduz todo o processo de candidatura de forma independente. A principal vantagem é a liberdade para escolher qualquer universidade do mundo, sem se limitar a redes de parceiros.

Por outro lado, o estudante assume sozinho todas as etapas, desde a tradução e envio de documentos até a comprovação de proficiência no idioma, cumprimento de prazos rígidos e atendimento às exigências específicas de cada edital, o que exige alta organização, tempo e atenção aos detalhes.


3. Bolsas de estudo e programas internacionais

Para quem busca reduzir custos, programas oferecidos por governos, universidades e fundações representam uma excelente oportunidade. Iniciativas renomadas como Fulbright, Chevening, DAAD e Erasmus Mundus podem financiar parcial ou integralmente os estudos, além de cobrir despesas como moradia e passagens aéreas.

No entanto, esses programas possuem processos seletivos altamente concorridos, que recebem milhares de inscritos por ano. As etapas exigem excelente desempenho acadêmico, cartas de recomendação, redações fundamentadas e, em muitos casos, entrevistas formais.


4. Programas Pathway ou Foundation Year

Voltados para estudantes que ainda não preenchem todos os requisitos exigidos para o ingresso direto, os programas preparatórios funcionam como uma ponte antes do início da graduação.

Durante esse período, o aluno desenvolve competências acadêmicas, aprimora o idioma e se adapta ao modelo de ensino do país de destino. Ao concluir o curso com o desempenho exigido, o estudante garante a transição direta para a graduação na universidade parceira. Destinos como Irlanda e Malta são referências na oferta dessas modalidades.


5. Convênios entre universidades (Mobilidade Acadêmica)

Quem já está matriculado em uma faculdade no Brasil pode vivenciar uma experiência internacional por meio de acordos de cooperação acadêmica. Nessa modalidade, o aluno cursa um semestre ou um ano em uma instituição estrangeira parceira da sua universidade de origem.

É uma opção com custos mais reduzidos se comparada a uma graduação completa no exterior. Contudo, as vagas costumam ser limitadas e os critérios de seleção dependem dos editais internos de cada instituição.

"Cada estudante possui uma realidade, objetivos e expectativas diferentes. Avaliar todas as possibilidades antes de iniciar a candidatura permite tomar decisões conscientes e construir uma experiência internacional perfeitamente alinhada ao projeto de vida e de carreira de cada um", conclui o executivo.

 

IE Intercâmbio


Demora na aprovação de viagens pode elevar custos e fazer empresas perderem as melhores tarifas

Especialistas alertam que fluxos internos de aprovação podem anular a economia conquistada com planejamento e negociação, tornando a eficiência dos processos um fator decisivo para reduzir custos nas viagens corporativas

 

A empresa negocia tarifas, estabelece uma política de viagens, orienta seus colaboradores a planejarem os deslocamentos com antecedência e busca reduzir custos em cada etapa da jornada. Ainda assim, muitas organizações acabam pagando mais caro pelas passagens aéreas. O motivo nem sempre está na companhia aérea, na disponibilidade do voo ou no viajante. Em muitos casos, a economia se perde enquanto a solicitação aguarda aprovação interna.

Na avaliação da Voetur Viagens, empresa especializada em gestão de viagens corporativas, esse é um dos custos ocultos menos observados pelos programas de viagens. Enquanto as organizações concentram esforços para negociar melhores condições comerciais e orientar os colaboradores sobre boas práticas, poucas acompanham quanto a demora nos fluxos internos pode impactar diretamente o valor final de uma passagem.

Segundo Humberto Cançado, sócio-diretor naa Voetur, esse é um indicador que merece ganhar espaço nas discussões sobre eficiência.

"Toda empresa mede quanto economiza negociando uma passagem. Poucas medem quanto perdem esperando uma aprovação. É um custo que normalmente não aparece nos relatórios, mas que pode impactar diretamente o orçamento destinado às viagens."

O executivo explica que, na maioria das vezes, o colaborador faz exatamente o que a empresa espera: solicita a viagem dentro do prazo, respeita a política corporativa e seleciona a melhor tarifa disponível naquele momento. O problema é que, enquanto a solicitação aguarda aprovação, o mercado continua mudando.

Essa dinâmica acompanha o próprio modelo de precificação das companhias aéreas. Análise desenvolvida a partir de dados da Airlines Reporting Corporation (ARC) e da Official Airline Guide (OAG), duas das principais referências mundiais em inteligência de mercado para a aviação, demonstra que o momento da emissão influencia diretamente o valor das passagens e que oportunidades de tarifas mais baixas podem desaparecer rapidamente conforme a disponibilidade diminui e a demanda aumenta.

Para Cançado, é justamente nesse intervalo que muitas empresas deixam de capturar economias importantes.

"O mercado aéreo funciona em tempo real, já s fluxos internos das empresas, muitas vezes, não. Enquanto uma solicitação aguarda aprovação, o sistema das companhias continua atualizando tarifas de acordo com oferta e demanda. Em poucas horas, uma condição comercial pode deixar de existir. O resultado é que a empresa faz tudo certo, mas paga mais caro simplesmente porque demorou para decidir."

Na avaliação do executivo, o desafio não está em responsabilizar gestores ou aprovadores, mas em revisar processos que muitas vezes foram desenhados para uma realidade diferente da atual.

"Os líderes acumulam reuniões, decisões estratégicas e inúmeras prioridades ao longo do dia. Esperar que toda solicitação seja analisada imediatamente nem sempre é compatível com essa rotina. A questão é entender se o fluxo de aprovação acompanha a velocidade do negócio ou se ele próprio está gerando desperdícios."

Esse cenário tem levado empresas a revisarem seus programas de viagens. Políticas parametrizadas, níveis distintos de aprovação conforme o perfil da viagem, automação de processos e definição de alçadas mais inteligentes estão entre as iniciativas que ajudam a reduzir o tempo entre a solicitação e a emissão do bilhete, preservando oportunidades de economia sem abrir mão da governança.

É justamente nesse contexto que as Travel Management Companies (TMCs) assumem um papel cada vez mais estratégico. Mais do que operacionalizar reservas, passam a analisar indicadores, identificar gargalos e recomendar melhorias capazes de gerar ganhos financeiros muitas vezes invisíveis na rotina das empresas.

Especializada na gestão de viagens corporativas, a Voetur apoia organizações na revisão de seus processos por meio de tecnologia, inteligência de dados e consultoria. A empresa desenvolve soluções para automatizar fluxos de aprovação, integrar sistemas e ampliar a visibilidade sobre toda a operação. Esse trabalho é reforçado pelas certificações T&E Consulting, que reconhecem boas práticas em transparência, conformidade e gestão de viagens corporativas, incluindo processos relacionados a acordos comerciais, gestão de tarifas e administração de créditos de passagens aéreas.

Para Cançado, a maior oportunidade de economia nem sempre está na negociação com fornecedores.

"Durante anos, as empresas concentraram seus esforços em negociar tarifas melhores. Esse trabalho continua sendo importante, mas talvez tenha chegado o momento de olhar também para a velocidade com que conseguem aprovar uma viagem. Afinal, uma boa negociação perde valor quando a decisão chega tarde demais."

Na avaliação da Voetur, revisar fluxos internos deixou de ser apenas uma questão operacional. Em um mercado de tarifas dinâmicas, a velocidade das decisões pode ser tão importante para a redução de custos quanto a capacidade de negociar melhores condições comerciais.

 

20 anos da Lei Maria da Penha

 

André Naves alerta sobre os desafios no enfrentamento da violência contra a mulher e a urgência do fortalecimento de redes de apoio

Para o defensor público federal, o combate à violência doméstica exige políticas públicas transversais, autonomia econômica para as vítimas e ampliação do acesso à justiça.



Neste mês de agosto, o Brasil celebra a Campanha Agosto Lilás e atinge o marco histórico de 20 anos da promulgação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). Reconhecida internacionalmente como uma das legislações mais avançadas do mundo na prevenção e no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, a data convida não apenas à celebração dos avanços, mas também a uma reflexão profunda sobre os gargalos estruturais que ainda impedem a proteção integral das brasileiras.

Apesar de duas décadas de avanços legislativos e conceituais, os indicadores sociais revelam uma realidade alarmante. Dados recentes do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) apontam que o país registra recordes no número de feminicídios e de denúncias de violência doméstica, além de um crescimento expressivo na concessão de medidas protetivas de urgência. O cenário reforça que a violência contra a mulher permanece como uma das mais graves violações de direitos humanos no Brasil.



Recortes e vulnerabilidades

A violência doméstica atinge as mulheres de forma desigual, sendo agravada por fatores raciais, socioeconômicos e de acessibilidade. Estudos mostram que mulheres negras representam a maioria esmagadora das vítimas de feminicídio no país. Além disso, mulheres com deficiência e idosas enfrentam barreiras invisibilizadas e adicionais para denunciar seus agressores, muitas vezes devido à dependência financeira, física ou à falta de acessibilidade nos canais tradicionais de atendimento.

Para o defensor público federal André Naves, especialista em Direitos Humanos, Economia Política e Inclusão Social, o enfrentamento à violência não pode se limitar à resposta penal.

"A Lei Maria da Penha foi um marco civilizatório inquestionável. No entanto, o direito de viver sem violência não se garante apenas com a punição do agressor após o fato consumado. Precisamos atuar na prevenção primária e na criação de condições reais para que a mulher consiga romper o ciclo da violência. Isso passa, fundamentalmente, por autonomia econômica, moradia segura, rede de apoio psicológico e acesso pleno à Justiça", destaca Naves.

O defensor ressalta ainda que a dependência financeira e o isolamento social são as principais cadeias invisíveis que mantêm as vítimas sob o domínio dos agressores: "Quando olhamos sob a ótica da economia política, a desigualdade de renda e a falta de oportunidades no mercado de trabalho aprisionam a mulher em ambientes hostis. A verdadeira emancipação exige que o Estado e a sociedade civil ofereçam caminhos para a autossuficiência. Inclusão social e combate à violência são pautas absolutamente indissociáveis."



Desafios e perspectivas

Diante da consolidação dos 20 anos da legislação, o especialista aponta caminhos fundamentais para que a rede de proteção ganhe eficácia em todo o território nacional:

  • Interiorização dos serviços especializados: expansão de Delegacias da Mulher (DELEGs), Defensorias Públicas especializadas e Casas da Mulher Brasileira fora dos grandes centros urbanos.
  • Acessibilidade estrutural: garantia de atendimentos adaptados para mulheres com deficiência e em situação de vulnerabilidade extrema.
  • Educação e transformação cultural: implementação continuada de debates sobre equidade de gênero e prevenção à violência nas escolas e no ambiente corporativo.
  • Fortalecimento econômico: programas de capacitação profissional e prioridade de renda para mulheres em situação de violência doméstica.

 


Defensor Público Federal André Naves
andrenaves.com
@andrenaves.def.


Sobrevivência ou agilidade: como alcançar a maturidade digital nos negócios?


É aquela velha história: durante muito tempo, a área de TI foi vista como uma frente de suporte, responsável apenas por resolver problemas. No entanto, hoje, cada vez mais, essa linha de pensamento tem sido deixada de lado, uma vez que a vertical tem ocupado um papel que vai além de instalar sistemas. Ela participa ativamente na criação de novos produtos e soluções, estando vinculada diretamente aos resultados conquistados pela empresa e sendo protagonista em tomadas de decisões em tempo real.

Sabemos que falar sobre tecnologia pode parecer um tema “repetido”, afinal, ela já faz parte do nosso dia a dia. Contudo, quando se trata do ambiente corporativo, presenciamos um cenário dominado pelo uso de Inteligência Artificial e automações, que criam a ideia errônea de que, ao utilizarem esses recursos, as empresas já atingiram a tão falada “maturidade digital”.

Um exemplo disso pode ser visto com a ascensão do Cloud Computing. De acordo com dados do Gartner, até o final de 2027, projeta-se que 90% das organizações já tenham adotado soluções em nuvem. Ainda, segundo o Statista, o volume desse mercado deve atingir 1 trilhão de dólares até 2028.

Embora esse crescimento de organizações migrando para a nuvem e digitalizando suas operações seja um excelente indicativo, é fundamental reforçar que esse é apenas o primeiro degrau rumo à maturidade digital. Ela só é, de fato, alcançada quando o dado é transformado em decisão. Ou seja, o que diferencia uma empresa que apenas sobrevive digitalmente daquela que já atingiu um nível satisfatório é a capacidade de atribuir inteligência aos processos, antecipar demandas e sanar gargalos.

Vivemos uma era marcada pela agilidade. O que é tendência hoje, amanhã já não é mais. Diante dessa realidade marcada pelo imediatismo, ter um ecossistema de negócios eficiente deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade. E é aqui que a integração de sistemas ganha ainda mais relevância.

Não adianta buscar por fórmulas mágicas e/ou soluções inovadoras se o básico não é feito: manter a fluidez das informações. Com a velocidade do mercado, levar dias para emitir relatórios ou ter acesso a dados é sinônimo de ineficiência e prejuízo na certa. Afinal, o mercado oferece sistemas de gestão robustos que, quando implementados de acordo com o desenho e as características do negócio, ampliam o poder de decisão, uma vez que entregam registros confiáveis e, sobretudo, agilidade.

Falar sobre esses benefícios, certamente, brilha os olhos. Até porque, atire a primeira pedra quem não busca ter esses ganhos na gestão. Entretanto, para alcançá-los, é preciso mudar; e toda mudança dói. Estamos falando de deixar de lado hábitos antigos e passar a executar ações de acordo com o contexto atual do negócio. É, justamente por terem esse receio, que muitos líderes optam por manter os processos da mesma forma.

Em suma, todo projeto de tecnologia é um investimento, mas, quando realizado sem planejamento e sem a consciência de que transformações serão feitas, ele se torna um custo. Na prática, a governança é o fio condutor da consolidação de um novo ecossistema de negócios, uma vez que reforça a importância de manter um acompanhamento e estabelecer métricas que permitam observar o passado, o presente e como a empresa está caminhando rumo ao futuro.

A transição de cultura é o que ajuda a moldar a resiliência da organização frente a contextos de alta complexidade, considerando que essa característica nasce da habilidade de orientar, prever e reagir de forma assertiva. Contudo, essa transformação não acontece do dia para a noite, já que estamos falando de uma nova forma de executar tarefas. Quanto a isso, ter o apoio de uma consultoria especializada segue sendo um fator primordial para apoiar os usuários e, principalmente, guiá-los para o melhor caminho a ser seguido.

Como mencionamos, a tecnologia tem se tornado cada vez mais intrínseca no ambiente empresarial. Hoje, não é mais a falta de opções de recursos no mercado que é um problema, mas a ausência da compreensão de que os sistemas não devem operar de forma isolada, mas conectados para conseguirem extrair valor. Afinal, a escolha não deve ser feita entre sobreviver ou ser ágil, mas em encontrar formas de atingir e aplicar a maturidade digital.



Regina Francisco - consultora de implementação na ABC71.

ABC71


Tentativas de fraude colocaram R$ 573 milhões do e-commerce sob risco no 1º semestre, aponta Serasa Experian


• Uma tentativa de fraude foi identificada a cada 21 segundos, somando mais de 4 mil ocorrências por dia;

• Quase 1 a cada 100 pedidos analisados apresentou risco de fraude;

• Beleza, Calçados e Saúde concentraram 56% de todas as investidas detectadas no período.

 

O comércio eletrônico brasileiro esteve sob pressão constante dos fraudadores durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram identificadas 743.638 tentativas de fraude, segundo o Mapa da Fraude da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil e líder em soluções antifraude. O volume equivale a uma ocorrência a cada 21 segundos e a mais de 4 mil ocorrências por dia, com quase 1 a cada 100 pedidos analisados apresentando indícios de fraude. Caso essas operações não tivessem sido identificadas, poderiam ter provocado um prejuízo de R$ 573.162.304 para empresas e consumidores.

 

“Os números revelam uma pressão diária e contínua sobre as operações digitais. Em apenas seis meses, foram centenas de milhares de investidas com potencial para causar perdas superiores a meio bilhão de reais. Esse cenário mostra que a prevenção à fraude não pode ser tratada apenas como uma etapa pontual da compra, mas como uma estratégia permanente ao longo de toda a jornada do consumidor”, afirma o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude, Rodrigo Sanchez.


 

Beleza lidera ranking, com quase 68 mil tentativas

 

As três categorias mais impactadas concentraram mais da metade (56%) de todas as tentativas de fraude identificadas no e-commerce durante o semestre. “Beleza” liderou o ranking, com 67.782 ocorrências, o equivalente a 23,8% de todas as tentativas de fraude identificadas. Na sequência, “Calçados” registrou 56.193 tentativas, e “Saúde” completou o top 3, com 35.314 registros. Juntas, somaram 159.289 tentativas de fraude. O resultado mostra que mais de uma em cada cinco investidas detectadas no comércio eletrônico esteve concentrada nesses segmentos. Confira o detalhamento na tabela abaixo:

 


A composição do ranking mudou de forma relevante em relação ao primeiro semestre de 2025. No ano passado, “Eletrodomésticos” ocupava uma posição entre as três categorias mais impactadas, enquanto “Saúde” aparecia apenas na sétima colocação. Em 2026, o segmento passou a integrar o top 3. Segundo Sanchez, a mudança pode acompanhar o crescimento da procura por produtos relacionados à saúde, ao autocuidado e ao bem-estar, incluindo itens de alta demanda e maior ticket médio, como medicamentos emagrecedores. Embora os dados não permitam estabelecer uma relação direta de causa e efeito, o avanço reforça a necessidade de atenção a categorias que passam por rápidas mudanças de consumo.

 

“Fraudadores acompanham tendências e buscam oportunidades em segmentos com maior urgência de compra ou produtos de valor elevado. A rápida subida de ‘Saúde’ no ranking mostra que o risco pode mudar de direção em pouco tempo, exigindo que as empresas atualizem constantemente seus modelos e regras de prevenção”, analisa o Diretor da datatech.


 

Uma brecha pode transformar uma compra em prejuízo


O prejuízo potencial superior a R$ 673 milhões evidencia o impacto financeiro que as investidas poderiam provocar caso avançassem. Além das perdas diretas, fraudes bem-sucedidas podem gerar custos operacionais, contestações de pagamento, desgaste da relação com o consumidor e danos à reputação das lojas.

 

Ao mesmo tempo, mecanismos excessivamente rígidos também podem barrar clientes legítimos e levar ao abandono da compra. Por isso, a Serasa Experian recomenda uma estratégia capaz de diferenciar operações confiáveis de comportamentos suspeitos em tempo real, reduzindo riscos sem acrescentar obstáculos desnecessários à experiência do usuário.


 

Como consumidores podem reduzir os riscos nas compras online:


• Desconfiar de produtos anunciados por preços muito abaixo dos praticados pelo mercado;


• Conferir cuidadosamente o endereço do site antes de inserir dados pessoais ou informações de pagamento;


• Evitar links recebidos por e-mail, SMS, redes sociais ou aplicativos de mensagem e acessar a loja diretamente pelo canal oficial;


• Utilizar senhas fortes e diferentes para cada serviço, além de ativar a autenticação em dois fatores;


• Não compartilhar senhas, códigos de confirmação ou dados completos do cartão;


• Dar preferência a cartões virtuais e acompanhar os alertas de movimentação enviados pelas instituições financeiras;


• Verificar a reputação da loja e seus canais oficiais de atendimento antes de concluir a compra.

 


Recomendações para empresas:


• Adotar uma estratégia de prevenção à fraude em camadas, combinando dados cadastrais, validação de identidade, análise de dispositivos e comportamento transacional;


• Atualizar continuamente os modelos de risco para acompanhar mudanças nas estratégias dos fraudadores;


• Monitorar ocorrências por categoria, produto, valor, canal, forma de pagamento e perfil de compra;


• Aplicar autenticações adicionais de forma proporcional ao risco identificado;


• Orquestrar diferentes tecnologias para reduzir perdas sem prejudicar a jornada dos consumidores legítimos;

• Utilizar os dados de prevenção à fraude como apoio às decisões comerciais, reduzindo tanto a aprovação de operações fraudulentas quanto a recusa indevida de bons clientes.

 

Experian
experianplc.com


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