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terça-feira, 14 de julho de 2026

Na reta final para o Enem, simulado gratuito permite avaliar desempenho antes da prova

Iniciativa do Poliedro Curso reproduz as condições do exame e oferece relatório de desempenho baseado na TRI

 

Estudantes de todo o Brasil já pode se inscrever, gratuitamente, para uma nova edição do Simulado Aberto Enem, promovido pelo Poliedro Curso. As inscrições ficam abertas até 16 de julho, e a iniciativa oferece aos candidatos a oportunidade de testar conhecimentos, identificar pontos fortes e aspectos que ainda precisam ser desenvolvidos antes da prova oficial.

Realizado em formato on-line e gratuito, o simulado reproduz a estrutura do Enem com 180 questões inéditas, uma proposta original de redação e análise de desempenho baseada na Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia utilizada na correção do exame. Mais do que revisar conteúdos, a experiência permite que os estudantes avaliem o ritmo de resolução das questões, a gestão do tempo e a estratégia adotada durante a prova.

Segundo Marcio Guedes, coordenador pedagógico do Poliedro Curso, um dos aspectos que diferencia o Enem de outros vestibulares é a presença dos chamados testlets, conjuntos de questões elaboradas a partir de um mesmo texto, gráfico ou infográfico. "Uma única interpretação pode influenciar o desempenho em várias questões da prova. Por isso, além de dominar os conteúdos, o estudante precisa desenvolver leitura atenta, capacidade de interpretação e concentração durante todo o exame. O simulado permite treinar exatamente essa dinâmica, aproximando o candidato das situações que encontrará no Enem", afirma. 

Imagem: Poliedro

Outro aspecto que costuma gerar dúvidas entre os candidatos é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelo utilizado para calcular a nota do exame. Diferentemente de uma prova tradicional, a metodologia considera não apenas a quantidade de acertos, mas também a coerência do desempenho ao longo da avaliação.

De acordo com Maria Catarina, coordenadora pedagógica do Colégio Poliedro, compreender essa lógica também faz parte da preparação. "Um erro comum é acreditar que basta acertar muitas questões. No Enem, a consistência do desempenho faz diferença na nota. Garantir os acertos nas questões fáceis e médias antes de dedicar mais tempo às difíceis tende a gerar uma pontuação mais consistente. Fazer um simulado antes da prova ajuda o estudante a testar essa estratégia, entender seu ritmo e chegar mais preparado para o exame", destaca.

O Simulado Aberto Enem será aplicado em dois momentos, seguindo o formato oficial da prova. O primeiro dia poderá ser realizado entre 17 e 20 de julho, enquanto o segundo ficará disponível entre 24 e 27 de julho. Após a realização da prova, os participantes receberão gratuitamente um relatório individual de desempenho baseado na TRI, com análises por área do conhecimento, gabarito e materiais de apoio para orientar os estudos até o Enem.

Serviço 

Simulado Aberto Enem – Poliedro 
Inscrições abertas:  
Simulado Aberto Enem 2026 do Poliedro 
Dia 1: de 17 a 20 de julho 
Dia 2: de 24 a 27 de julho 
Formato: on-line e gratuito

 Poliedro Curso


Mudança de regra para obter green card pode afetar estudantes e trabalhadores brasileiros: Entenda


O que de fato muda - a lei não mudou. Esse é o ponto mais importante e que a maior parte da cobertura jornalística confundiu: a lei não mudou. O ajuste de status é estatutário e está previsto na Seção 245 do INA (Immigration and Nationality Act), aprovada pelo Congresso. Só o próprio Congresso pode revogá-la. Nenhum memorando administrativo, de qualquer presidente, tem esse poder.

 

O que existe é um memorando, de 21 de maio de 2026, que é uma orientação interna da USCIS aos seus oficiais. E aqui está o ponto central: a discricionariedade dos oficiais já existia. Sempre existiu. Todo pedido de I-485 sempre dependeu da aprovação discricionária do oficial responsável, não basta atender aos requisitos técnicos, é preciso que o oficial entenda que o caso merece o benefício.

 

O que o memorando faz é enfatizar e redirecionar o uso dessa discricionariedade pedindo aos oficiais que sejam um pouco mais criteriosos, especialmente em casos onde a conduta do solicitante pareça inconsistente com o propósito do visto original. Não é uma regra nova. É uma mudança de ênfase administrativa dentro de uma autoridade que sempre esteve lá.

 

O press release da USCIS e o porta-voz, ao dizerem que "estrangeiros devem voltar ao país de origem", deram à imprensa uma leitura mais dramática do que o memorando em si autoriza. O texto do memorando não diz isso. Diz que ajuste de status é, juridicamente, um benefício discricionário, algo que a jurisprudência e a Suprema Corte já vinham dizendo há décadas.

 

Como brasileiros nos EUA podem ser afetados

 

O memorando já está em vigor e se aplica também a pedidos pendentes. Mas isso não significa que pedidos serão automaticamente negados ou que pessoas precisem sair do país.

 

O que muda na prática:

 

• Oficiais podem fazer perguntas adicionais (RFEs) com mais frequência


• A análise pode olhar mais a fundo para o histórico migratório


• Casos com fatores negativos (overstay, mudança de propósito do visto, etc.) recebem escrutínio maior


• Vistos de intenção única (F-1, B-1/B-2) tendem a receber análise mais cuidadosa do que vistos de dupla intenção (H-1B, L-1)


• Casos de casamento tambem podem ser investigados com mais cuidado

 

Mas o caminho do ajuste de status dentro dos EUA continua aberto, juridicamente garantido por lei, e milhares de pedidos continuarão sendo aprovados. Mas temos que lembrar que nao e por si um “direito” mas um privilegio concedido pelos EUA.

 

Não há motivo para caos, nem para decisões precipitadas. Quem tem um pedido de ajuste pendente, ou está planejando entrar com um, deve simplesmente conversar com seu advogado de imigração para revisar o caso individualmente. Cada situação tem seus próprios fatores, e o advogado é quem vai dizer se vale a pena reforçar a documentação, antecipar questionamentos, ou seguir o curso normal.

 

O que esperar nos próximos meses

 

Algumas tendências razoáveis de se observar, sem especular demais:


• Desafios judiciais vão acontecer, e historicamente várias dessas políticas administrativas têm sido suspensas ou ajustadas por cortes federais. Vale acompanhar.


• A USCIS deve continuar com maior rigor administrativo em diferentes tipos de pedido não só I-485.


• Há sinais de que pressão política e judicial tem moderado algumas medidas (asilo, por exemplo, já passou por algum recuo).


• A Copa do Mundo em junho-julho de 2026 cria um incentivo político para o governo evitar imagens muito agressivas contra estrangeiros nesse período.

 

Tudo isso reforça uma postura simples e madura: acompanhar, não entrar em pânico, e ter um advogado de confiança revisando cada caso individualmente. Memorandos vêm e vão; a lei permanece. 

 

Dra. Ingrid Domingues-McConville - advogada de imigração nos Estados Unidos há mais de 31 anos, membro da Ordem dos Advogados da Flórida e do Tribunal Distrital dos EUA, com atuação em imigração empresarial e familiar. Natural do Rio de Janeiro, é fluente em três idiomas e atua fortemente junto à comunidade brasileira na Flórida, acompanhando de perto as mudanças nas políticas migratórias e seus impactos práticos para estrangeiros.


Cinco estratégias para praticar idiomas nas férias sem se sentir estudand

Educador propõe atividades que desvinculam a língua estrangeira da rotina escolar – do voluntariado on-line à gastronomia em família 

 

A chegada das férias escolares cria o desafio de manter os jovens em contato com um idioma estrangeiro. O descanso não precisa se tornar uma extensão da rotina de aulas tradicionais nem deve ser motivo para retrocessos dos estudantes. Algumas estratégias podem ajudar o engajamento de crianças e jovens antes do retorno para o segundo semestre.

Alexander Velasquez, Diretor Institucional de Inglês e do IB no Colégio Visconde de Porto Seguro, recomenda integrar o uso dos idiomas estrangeiros a momentos de lazer do estudante, aproveitando o período de férias para fixar vocabulário e ritmo de conversação de forma espontânea. Na instituição, o contato com outros idiomas começa ainda na Educação Infantil, com crianças de 3 anos de idade. Nos Ensinos Fundamental e Médio, muitos jovens já contam com níveis intermediários ou avançados de inglês e alemão. “O segredo para não perder a fluência é desvincular o idioma da obrigação dos livros didáticos e conectá-lo a experiências reais que despertem o interesse genuíno de cada um. A retenção do conhecimento acontece de forma natural quando o jovem percebe que a língua estrangeira é uma ferramenta útil para realizar uma atividade prazerosa”, explica.

Para além do óbvio, o educador selecionou cinco propostas, e suas respectivas explicações pedagógicas, que podem ser implantadas no período de descanso:

  • Summer Camps de imersão: Os acampamentos de férias (nacionais e internacionais) incentivam a prática do idioma porque promovem a comunicação imediata em um contexto altamente descontraído. Ao participar de jogos, gincanas e esportes conduzidos 100% no idioma-alvo, o aluno precisa ativar o vocabulário de forma instintiva para interagir, o que acelera a quebra de barreira da timidez.
  • Voluntariado digital global: Esta opção foi selecionada porque conecta a prática linguística com o senso de propósito e cidadania. Apoiar projetos on-line de ONGs internacionais, como a CLEAR Global, ao traduzir seus materiais; legendar vídeos de palestras do TED Talks, pelo TED Translators; contribuir com conteúdos da ONU, pela UN Volunteers, exigem precisão na escrita e expandem o repertório de termos técnicos, algo altamente motivador para os adolescentes.
  • Imersão em games cooperativos: Os videogames são uma linguagem nativa dos jovens e oferecem uma imersão interativa sem igual. Ao alterar o idioma do console ou computador para a língua estudada e ingressar em servidores internacionais que implicam a comunicação em tempo real via chat de voz, o estudante é desafiado a interpretar enredos complexos e a coordenar estratégias com os demais jogadores, incluindo nativos, transformando o entretenimento em um laboratório prático de conversação.
  • Diários de bordo em áudio: Esta alternativa trabalha especificamente a expressão oral e, como consequência, a autoconfiança. Incentivar o estudante a gravar breves relatos em áudio sobre seus dias de folga ou combinar de trocar mensagens de voz semanais com amigos na língua estudada mantém ativa a agilidade do raciocínio verbal sem a pressão de uma avaliação escolar.
  • Gastronomia cultural em família: Preparar receitas típicas é um modo de unir a compreensão auditiva a uma vivência multissensorial rica. Seguir tutoriais em vídeo gravados por chefes internacionais, sem o suporte de legendas em português, desafia o ouvido a captar comandos práticos do cotidiano, mas também transforma a cozinha de casa em um laboratório de imersão cultural e em uma experiência de integração.

Essas vivências garantem que o retorno às aulas aconteça com muito mais ritmo e fluidez, minimizando o tempo necessário de readaptação aos conteúdos pedagógicos no semestre seguinte. “Ao transformarem o idioma estrangeiro em um canal vivo de exploração do mundo, os estudantes superam o aprendizado mecânico e consolidam uma formação verdadeiramente pluricultural”, destaca o especialista.

 

Colégio Visconde de Porto Seguro

 

H-1B ou O-1: Entenda as diferenças entre os vistos mais buscados por brasileiros qualificados

 Advogado explica como cada modalidade atende perfis distintos e pode impactar o planejamento de carreira nos Estados Unidos

 

Em meio ao aumento do interesse de profissionais brasileiros por oportunidades nos Estados Unidos, cresce também a busca por informações mais precisas sobre os principais vistos de trabalho disponíveis no país. Entre eles, o H-1B e o O-1 se destacam, mas atendem a perfis e objetivos bastante diferentes, o que torna a escolha um ponto crítico dentro do planejamento migratório.

O visto H-1B é voltado para profissionais qualificados que recebem uma proposta de trabalho de uma empresa americana. Nesse modelo, o empregador atua como patrocinador do processo, arcando com custos relevantes e comprovando capacidade de contratação junto às autoridades migratórias. Além disso, o H-1B segue um calendário fiscal rígido e, em geral, envolve um processo seletivo mais longo e competitivo.

Já o visto O-1 é direcionado a profissionais com habilidades extraordinárias em áreas como ciências, artes, educação, negócios, esportes ou entretenimento. Diferentemente do H-1B, ele permite estruturas profissionais mais flexíveis, inclusive por meio de um agente nos Estados Unidos, mas ainda requer uma petição formal e a definição clara de uma atividade profissional. Nesse caso, a análise se volta de forma mais aprofundada ao mérito, ao reconhecimento e à trajetória do profissional. 

“O H-1B é um visto estruturado a partir de uma relação empregatícia, com forte dependência da empresa patrocinadora. Já o O-1 coloca o profissional no centro da análise, avaliando sua trajetória, conquistas e relevância na área de atuação”, afirma Otávio Haverroth, advogado CEO da YOUSA Law Firm, escritório especializado em direito de imigração com atuação entre Brasil e Estados Unidos.

Outro ponto de distinção está no tempo e na dinâmica dos processos. Enquanto o H-1B está sujeito a prazos específicos e pode levar mais tempo até a aprovação, o O-1 pode oferecer maior flexibilidade de prazos, já que não está sujeito à mesma lógica anual de seleção do H-1B. 

Apesar de oferecer maior flexibilidade, o O-1 não concede residência permanente nos Estados Unidos. Trata-se de um visto de não imigrante, com caráter temporário, frequentemente utilizado como etapa intermediária em estratégias mais amplas.

“O O-1 é uma ferramenta estratégica dentro de um planejamento migratório. Ele permite que o profissional esteja legalmente nos Estados Unidos enquanto estrutura um processo de residência permanente, como o EB-1A. Não é um destino final, mas um caminho”, explica Haverroth.

Embora compartilhem o conceito de “habilidade extraordinária”, o O-1 e o EB-1A pertencem a categorias jurídicas distintas. O primeiro garante permanência por três anos e pode ser renovado inúmeras vezes, enquanto se comprovar a necessidade de estar nos Estados Unidos para executar o planejamento apresentado às autoridades americanas. Dessa maneira, é um caminho mais rápido para chegar aos Estados Unidos, com a possibilidade de realizar um ajuste de status posteriormente. O segundo é uma via direta para o Green Card. 

Na prática, a decisão entre H-1B e O-1 depende do momento de carreira do profissional, do nível de reconhecimento em sua área e dos objetivos de médio e longo prazo. “O erro mais comum é tratar todos os vistos como equivalentes. Cada um responde a uma lógica diferente. Por isso, a análise precisa ser individualizada, considerando, além da situação atual, os planos futuros do profissional nos Estados Unidos”, conclui o CEO da YOUSA Law Firm.

Com o cenário migratório cada vez mais competitivo e técnico, a tendência é que o planejamento estratégico se torne o principal diferencial para quem busca construir uma trajetória internacional consistente.

 

Férias de julho colocam turismo à prova diante de novo consumido

Unsplash
Com alta de 40% na procura por hospedagens para as férias de julho, empresas do setor precisam responder a um consumidor que planeja tudo pelo celular e espera atendimento imediato


As férias de julho já estão movimentando o turismo brasileiro. A Decolar registrou um crescimento de 40% na procura por hospedagens para o período em comparação com o ano passado, mesmo com tarifas mais elevadas. Para as empresas do setor, a alta temporada pede mais do que a ampliação da capacidade operacional. Agora, agências, companhias aéreas, hotéis e plataformas digitais precisam atender um viajante acostumado a organizar tudo pelo smartphone e que espera informações claras, respostas rápidas e suporte em qualquer etapa da viagem. O consumidor está mais conectado e impaciente. 

Esse perfil de viajante representa uma mudança importante na dinâmica do setor. O consumidor pesquisa preços em diferentes plataformas, compara avaliações em tempo real, acompanha alertas sobre voos, faz check-in pelo aplicativo, compra serviços adicionais durante a viagem e espera conseguir remarcar reservas sem enfrentar longas filas ou centrais telefônicas. Ao mesmo tempo em que ganhou autonomia, o consumidor se tornou menos tolerante a falhas de comunicação e atrasos no atendimento. 

Luiz Moura, membro do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomércioSP) e cofundador da VOLL, maior agência de viagens corporativas digital da América Latina, aponta que a jornada da viagem passou a ser completamente digital. “O viajante pesquisa, compara, compra, paga e solicita suporte praticamente sem sair do celular. Isso elevou muito o nível de expectativa do consumidor em relação ao atendimento. Hoje, a velocidade e a integração entre os canais são fatores decisivos para a satisfação do cliente”, comenta. 

Segundo Moura, essa transformação vale tanto para o turismo de lazer quanto para as viagens corporativas. Embora as motivações sejam diferentes, ambos os públicos esperam uma experiência contínua entre reserva, pagamento, emissão de documentos e atendimento. “O consumidor já não separa a experiência física da experiência digital. Se ele encontrar dificuldade para remarcar um voo, localizar uma reserva ou obter informações durante um imprevisto, toda a percepção sobre a empresa é afetada”, pontua. 

Nos bastidores do setor, isso exige um investimento crescente em tecnologias de automação e inteligência de dados para atender chamados rapidamente e também antecipar problemas operacionais antes que eles afetem o viajante. Com aviões e hotéis operando próximos da capacidade máxima nestas férias escolares, Moura avisa que é esperado das empresas prever picos de atendimento, automatizar comunicações e reforçar equipes para reduzir atritos. “O cliente entende que imprevistos acontecem. O que ele não aceita mais é falta de informação ou demora para receber uma solução”, afirma o especialista.


Qualifica SP - Empreenda está com inscrições abertas para 500 vagas em curso gratuito

Programa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico impulsiona a qualificação para empreendedores do estado de São Paulo

 

O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, abre inscrições para o terceiro ciclo de 500 vagas do curso gratuito e remoto do Qualifica SP - Empreenda. A iniciativa, que capacita empreendedores de micro e pequenas empresas oferecendo mentorias coletivas e individuais, oferecerá 2 mil vagas em quatro etapas ao longo do ano. As inscrições vão até o dia 8 de agosto.

 

O curso, executado pela Fundação Dom Cabral, é dividido em três módulos com carga horária de 30 horas. Os alunos terão mentoria coletiva e individual e aprenderão sobre gestão financeira, a identificar oportunidades de mercado e a construir um plano de negócios.  

 

O empreendedor de audiovisual Paulo Pereira, 47 anos, participou da primeira turma e disse que se surpreendeu com o curso. “Eu sou prestador de serviços e geralmente os cursos que têm por aí são focados em empreendedores de alimentos, mas o Qualifica SP tem conteúdo que serve para o meu ramo, me senti acolhido”, conta.

 

Um levantamento do Sebrae aponta que entre as maiores dificuldades dos empreendedores estão acesso à crédito, divulgação e venda de produtos e serviços, burocracia e controle das finanças. A formação do Qualifica SP - Empreenda tem como objetivo sanar esses gargalos. 

 

Com a conclusão do curso, Paulo planeja solicitar crédito do Banco do Povo para comprar equipamento fotográfico para aumentar suas produções audiovisuais. 

 

Inscrições

Podem participar empreendedores residentes do estado de São Paulo, de 18 anos ou mais, formais ou informais. As inscrições devem ser realizadas pelo site www.qualificasp.sp.gov.br até o dia 8 de agosto. As aulas têm previsão para início na segunda semana de agosto. 

 

Serviço: 

Inscrições para curso de empreendedorismo do Qualifica SP – Empreenda 

Prazo: até 08/08 

Site: www.qualificasp.sp.gov.br

 

Currículo agora é feed: como o social recruiting amplia o alcance das empresas na busca por talentos

Especialista explica como redes sociais se tornaram aliadas estratégicas para atrair candidatos 

 

No Brasil, onde o Instagram já reúne mais de 140 milhões de usuários, uma mudança silenciosa vem redesenhando o mercado de trabalho. O recrutamento deixou de se limitar ao envio de currículos e passou a acontecer também no feed. Com isso, as redes sociais se consolidam como canais estratégicos para atrair talentos — inclusive os que não estão buscando ativamente uma nova oportunidade. 

 

Esse movimento acompanha o avanço do chamado social recruiting, prática que integra plataformas digitais às estratégias de recrutamento. Na lógica tradicional, o candidato encontra a vaga. Agora, cada vez mais, são as empresas que encontram o candidato. 

 

"Uma das principais mudanças trazidas pelo social recruiting é a ampliação do universo de possíveis candidatos. Antes, o recrutamento ficava restrito a quem estava procurando ativamente uma oportunidade. Hoje, conseguimos alcançar também profissionais que estão empregados, mas abertos a novas possibilidades", comenta Christian Pedrosa, fundador e CEO da DigAÍ, empresa especializada em soluções de IA para recrutamento e seleção.

 

Para as empresas, o ganho é direto: mais alcance, mais precisão e mais eficiência. As ferramentas das redes sociais permitem segmentar vagas com base em interesses, comportamentos e perfis profissionais, tornando as campanhas de recrutamento mais assertivas. Na prática, isso reduz o tempo de contratação e aumenta as chances de encontrar candidatos mais alinhados às posições. 

 

Além disso, o alto tempo de permanência dos usuários nessas plataformas amplia a visibilidade das oportunidades, favorecendo o engajamento e aumentando o número de potenciais interessados. 

 

Para os profissionais, o impacto também é relevante. O social recruiting democratiza o acesso às oportunidades, tornando as vagas mais visíveis e acessíveis — mesmo para quem não está ativamente procurando emprego. Isso abre espaço para conexões inesperadas e movimentos de carreira mais estratégicos. 

 

O próprio processo seletivo também evolui nesse cenário. Com o apoio da inteligência artificial, empresas conseguem identificar perfis compatíveis com mais agilidade, automatizando etapas iniciais de triagem e personalizando abordagens. Em alguns casos, o primeiro contato já acontece fora do e-mail tradicional, com entrevistas iniciais conduzidas via WhatsApp para agilizar triagens e lidar com grandes volumes de candidatos. 

 

Para Pedrosa, o social recruiting não substitui os modelos tradicionais de recrutamento, mas amplia significativamente o potencial das conexões. "As empresas deixam de atuar de forma passiva e passam a construir estratégias inteligentes para chegar até os talentos certos."

 

Com a expansão da inteligência artificial nos processos seletivos, a tendência é que o uso das redes sociais como ferramenta de recrutamento se torne cada vez mais estruturado. “O principal ganho é ampliar o alcance e a precisão da busca por talentos, especialmente em um cenário no qual disputar atenção e encontrar profissionais qualificados se tornou um dos maiores desafios das empresas”, finaliza Christian.

 

DigAÍ


Copa do Mundo: a camisa da Seleção pesou menos do que deveria

O futebol sempre foi muito mais do que um esporte para o Brasil. Durante décadas, vestir a camisa da Seleção significou representar a história de um povo, carregar a esperança de milhões de brasileiros e defender um símbolo que ultrapassava os 90 minutos de uma partida. Era impossível separar o time do sentimento de pertencimento ao País. Nesta Copa do Mundo, porém, ficou evidente que algo precisa de profunda reflexão. 

O desempenho abaixo do esperado, com a amarga eliminação do elenco brasileiro nas oitavas-de-final do torneio, não pode ser explicado, tão somente, por aspectos técnicos ou táticos. Afinal, talento nunca foi um problema para o nosso futebol. Continuamos formando jogadores que brilham nos maiores clubes do mundo e acumulam títulos individuais. Falta, por outro lado, um detalhe muito mais difícil de mensurar: o real significado de vestir a camisa amarela. 

Em campo, na Copa do Mundo 2026, enquanto o Brasil encontrou dificuldades para transformar talento em desempenho coletivo, outras seleções demonstraram uma característica que faz toda a diferença: forte senso de identidade e coletividade. 

A Argentina é um exemplo claro disso. O time hermano também enfrentou, no decorrer do mundial, adversários complicados, indiscutivelmente ofensivos. Mas havia conexão visível entre os atletas, garra e o orgulho de representar a nação. 

Grandes conquistas nem sempre pertencem aos elencos mais habilidosos, mas, frequentemente, às equipes que jogam umas pelas outras, que entendem o peso do escudo que carregam e que transformam identidade em combustível. Talvez, seja esta uma análise importante também para além das quatro linhas. 

Vale lembrar que, nos últimos anos, o Brasil passa por intenso processo de polarização política e social. Infelizmente, até símbolos nacionais passaram a ser vistos, muitas vezes, sob lentes ideológicas. A própria camisa da Seleção, que durante décadas foi um patrimônio afetivo de todos os brasileiros, acabou sendo associada a disputas políticas. 

Quando um País perde a capacidade de compartilhar seus próprios símbolos, vai-se, também, parte do sentimento de comunidade. E, nenhuma sociedade prospera quando deixa de reconhecer aquilo que une pessoas com ideias diferentes. 

Patriotismo não significa intolerância, exclusão ou superioridade sobre outros povos - é sentir orgulho da própria história, respeitar os símbolos nacionais, celebrar conquistas coletivas e compreender que existem causas maiores do que nossas diferenças individuais. 

A Copa do Mundo nos deixa um ensinamento que transcende o futebol: o de que nenhuma nação coleciona grandes resultados apenas com talento. Empresas, afinal, não crescem somente contando com profissionais qualificados. Cidades não se transformam unicamente tendo à frente bons gestores. Países não avançam só com recursos naturais ou potencial econômico. Tudo depende de um ingrediente invisível, porém decisivo: o sentimento de fazer parte de um todo. Na vida em sociedade, isto se reflete no compromisso com o bem comum, no respeito às instituições, na valorização da Cultura e no orgulho de se construir uma pátria melhor. 

Esta Copa nos convida, por fim, a uma pergunta profunda: o que significa representar o Brasil? Porque, aptidões continuam existindo. O que não podemos permitir é que falte amor à nossa camisa – dentro e fora dos gramados. 



Paulo Serra - especialista em Gestão Governamental e em Políticas Públicas, pela Escola Paulista de Direito; e em Financiamento de Infraestrutura, Regulação e Gestão de Parcerias Público-Privadas (PPPs), pela Universidade de Harvard (Estados Unidos); cursou Economia, na Universidade de São Paulo (USP); é graduado em Direito, pela Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo-SP; professor universitário no curso de Direito, também é 1º vice-presidente da Executiva Nacional do PSDB e presidente do Diretório Estadual do PSDB de São Paulo; foi prefeito de Santo André-SP, de 2017 a 2024.


Menos respostas, mais impacto: O poder das perguntas na gestão de pessoas

O mercado corporativo, durante décadas, premiou quem tinha as respostas mais rápidas. Nas áreas técnicas, o "especialista" é aquele que resolve o problema, que dá o veredito, que aponta o erro. No entanto, quando esse excelente técnico é alçado à posição de líder, ele descobre — muitas vezes da maneira mais difícil — que a sua entrega mudou. Agora, sua principal ferramenta não é mais o conhecimento técnico acumulado, mas a capacidade de expandir o potencial de quem está ao seu redor. 

A transição de um bom técnico para um líder de verdade passa, obrigatoriamente, por uma mudança de pontuação: sai o ponto final, entra a interrogação, eliminado o perigo da afirmação precoce. É natural que o líder técnico queira "resolver" a situação com afirmações ou julgamentos imediatos. Ao ver um projeto atrasado ou uma falha de processo, a reação instintiva é dizer: "Isso está errado" ou "Deveríamos ter feito assim". 

O problema é que afirmações e julgamentos encerram conversas. Eles colocam a equipe em modo defensivo e, pior, impedem que o líder enxergue o que está abaixo da superfície. Quando você afirma, você limita a realidade à sua própria visão. Quando você pergunta, você convida o outro a pensar, transformando impressões em descobertas, já que uma das técnicas mais poderosas para o desenvolvimento de pessoas é a transformação de impressões em perguntas. Se a sua impressão é de que um liderado está desmotivado, em vez de sentenciar isso em um feedback, experimente perguntar: "Quais partes do seu escopo atual trazem mais energia para o seu dia e quais parecem mais pesadas?" 

Essa mudança de postura evita o conflito desnecessário e amplia a consciência do colaborador sobre seu próprio desempenho. Perguntas certas não servem apenas para obter informações, mas para fortalecer decisões. Perguntar "Quais riscos ainda não mapeamos nesta estratégia?" gera uma segurança que nenhuma afirmação de "está tudo sob controle" conseguiria. 

Essa postura permite ainda “Desenvolver Autonomia”.  Cada vez que um líder responde "como fazer", ele cria um dependente. Cada vez que pergunta "Como você resolveria isso se eu não estivesse aqui?", ele cria um sucessor. Assim, devemos sempre procurar saber quais perguntas  deveríamos fazer mais hoje? 

Se eu pudesse sugerir um exercício prático para quem deseja liderar com mais profundidade, seria substituir o julgamento pela curiosidade. Antes de reagir a um erro ou a uma ideia da qual você discorda, faça uma pausa e lance uma destas perguntas: 

"O que levou você a considerar esse caminho?" 

"O que estamos deixando de ver nesta situação?" 

"Como eu posso remover os obstáculos para que você entregue o seu melhor?" 

Liderar não é sobre ser a fonte de todas as soluções, mas sobre ser o arquiteto de um ambiente onde as melhores soluções aparecem. Se a ideia é um processo de transformação de equipes, um bom começo seria mudar as perguntas a serem feitas no dia a dia. Afinal, as respostas podem até resolver o problema de hoje, mas as perguntas certas constroem os líderes de amanhã. 

 

Ariadne Campos - psicóloga, consultora, treinadora e coach, especialista em desenvolvimento de líderes, equipes e cultura organizacional. Há mais de 20 anos atua no desenvolvimento humano, ajudando empresas a fortalecerem a liderança, a comunicação, a accountability e o engajamento por meio de metodologias práticas e experiências de aprendizagem transformadoras.


Com mais idosos na internet, pesquisa da USP cria diretrizes para tornar chatbots mais inclusivos e acessívei

Estudo do ICMC identificou as principais dificuldades enfrentadas por pessoas com 60 anos ou mais ao interagir com assistentes virtuais e reuniu 43 recomendações para orientar profissionais e empresas que constroem esses sistemas

 

Os idosos brasileiros estão cada vez mais conectados. No entanto, à medida que bancos, planos de saúde, empresas e órgãos públicos ampliam o uso de chatbots e outras ferramentas de inteligência artificial para atender seus usuários, um novo desafio surge: fazer com que essas tecnologias também sejam acessíveis para quem envelhece. Segundo um levantamento divulgado este mês pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 90,5% dos brasileiros com 10 anos ou mais utilizaram a internet em 2025. Entre as pessoas com 60 anos ou mais, o percentual passou de 70,1% para 74,5%, o maior crescimento entre todas as faixas etárias.

Foi justamente diante desse cenário que uma pesquisa desenvolvida no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, criou um conjunto de 43 diretrizes para orientar o desenvolvimento de chatbots mais inclusivos para pessoas idosas. “Os idosos já estão entrando no ambiente digital. Agora, precisamos garantir que consigam usar, com autonomia, as tecnologias que estão substituindo o atendimento humano”, explica Cynthya Letícia Teles de Oliveira, autora do trabalho que foi tema de seu doutorado no ICMC.


O desafio mudou – Durante muitos anos, o principal desafio da inclusão digital foi ampliar o acesso à internet. Agora, os pesquisadores defendem que a discussão precisa avançar para uma nova etapa: garantir que as tecnologias sejam realmente utilizáveis por diferentes perfis de usuários. O próprio levantamento do IBGE mostra que, entre as pessoas que ainda não utilizam a internet, o principal motivo continua sendo “não saber usar”, resposta apontada por 44,9% dos entrevistados. Na prática, isso significa que não basta oferecer serviços digitais. É preciso projetá-los considerando limitações visuais, auditivas, motoras e cognitivas que podem surgir com o envelhecimento. E foi essa lacuna que motivou a pesquisa da USP.

Embora os avanços da inteligência artificial tenham transformado a forma como as pessoas acessam informações e utilizam serviços, os autores do trabalho alertam que inovação tecnológica não garante, por si só, inclusão. Ao longo da pesquisa de doutorado, que teve a orientação do professor Marcelo Manzato e coorientação da professora Kamila Rios, os pesquisadores identificaram que muitos chatbots utilizam mensagens longas, linguagem pouco objetiva, excesso de informações, interfaces confusas e processos de navegação que dificultam a interação dos idosos. Essas barreiras podem transformar tarefas simples, como marcar uma consulta, verificar um benefício ou resolver um problema bancário, em experiências frustrantes.

“Percebemos que os idosos enfrentam desafios que vão além das limitações físicas e cognitivas associadas ao envelhecimento. Muitos relataram insegurança diante das novas tecnologias, medo de golpes e, em alguns casos, pouca rede de apoio para aprender a utilizá-las. Isso reforça a importância de chatbots que utilizem linguagem simples e acolhedora, tenham uma identidade clara e deixem explícitas suas limitações”, comenta o professor Manzato.


Pesquisa ouviu idosos e desenvolvedores – Em vez de elaborar recomendações apenas com base na literatura científica, os pesquisadores construíram o trabalho envolvendo quem desenvolve e quem utiliza essas tecnologias. Durante o estudo foram realizadas entrevistas, reuniões em grupo, avaliações com desenvolvedores e testes com pessoas idosas. Essa abordagem permitiu compreender não apenas as limitações enfrentadas pelos usuários, mas também as dificuldades encontradas pelos próprios desenvolvedores ao aplicar princípios de acessibilidade durante o desenvolvimento de sistemas.

O resultado do trabalho deu origem à ferramenta batizada de CLEAR (Conversational Language and Elder Accessibility Requirements), que reúne um conjunto formado por 43 diretrizes organizadas em sete categorias: clareza e navegação por botões; interação por voz; conteúdo das mensagens; feedback do sistema; design de interface; identidade e acolhimento; e segurança e LGPD. As recomendações orientam, por exemplo, que os chatbots utilizem linguagem objetiva, apresentem informações de forma gradual, ofereçam diferentes formas de interação e transmitam segurança durante toda a conversa. Segundo a professora Kamila Rios, um dos principais objetivos foi aproximar a acessibilidade da rotina de desenvolvimento.

“Percebemos que muitos desenvolvedores reconhecem a importância da acessibilidade, mas têm dificuldade em transformar esse conhecimento em decisões práticas. A nossa ferramenta nasceu justamente para reduzir essa distância, oferecendo orientações claras e fáceis de aplicar,” explica a docente.


Teste com idosos demonstra aceitação da tecnologia – Para verificar se as recomendações realmente funcionavam, Cynthya avaliou um chatbot desenvolvido com base no CLEAR e comparou a experiência de uso com a do ChatGPT. Cinco pessoas com idades entre 60 e 75 anos participaram da etapa final do estudo. Elas realizaram tarefas semelhantes nas duas plataformas e, em seguida, foram entrevistadas sobre a experiência de uso. Os resultados mostraram que o chatbot desenvolvido seguindo as diretrizes foi preferido de forma unânime pelos participantes idosos. Além da maior facilidade de uso, os voluntários relataram maior sensação de acolhimento, confiança e segurança durante a interação.

Segundo a autora, isso demonstra que pequenas mudanças no projeto das interfaces podem produzir impactos significativos na experiência do usuário, deixando de ser apenas uma questão de tecnologia, mas de comunicação mais humana, clara e acessível. “Esse trabalho representa muito para mim porque pude ouvir esses idosos, compreender suas dificuldades e ver a satisfação e até a felicidade de utilizarem chatbots desenvolvidos a partir da nossa solução”, acrescenta Cynthya.


Um desafio que continuará crescendo – O envelhecimento da população brasileira e a rápida digitalização de serviços públicos e privados indicam que a presença de chatbots tende a aumentar nos próximos anos. Nesse contexto, os pesquisadores defendem que a acessibilidade deixe de ser tratada como uma etapa complementar e passe a integrar o desenvolvimento dessas tecnologias desde o início.

Mais do que um conjunto de recomendações técnicas, a pesquisa propõe uma mudança de perspectiva: criar sistemas capazes de atender melhor uma população que cresce a cada ano e que já faz parte do ambiente digital. “Espero que nossos resultados contribuam para conscientizar quem desenvolve tecnologia sobre a importância de incluir grupos historicamente negligenciados desde o início dos projetos e para incentivar a criação de soluções mais acessíveis, seguras e inclusivas”, finaliza Cynthya.

 

Henrique Fontes - da Fontes Comunicação Científica


Experiência profissional explica apenas 16% da performance real e empresas buscam novas métricas de seleçã

Com neurociência aplicada e avaliações gamificadas, o Pandapé Genoma mapeia comportamento, cognição e fit cultural para revelar o potencial de cada candidato muito além do que qualquer currículo é capaz de mostrar

 

A experiência profissional listada no currículo explica apenas 16% da performance real de um candidato. O dado, extraído de pesquisa clássica de Schmidt e Hunter, expõe uma lacuna que o mercado de recrutamento carrega há décadas: as empresas avaliam o passado e apostam no futuro sem as ferramentas certas para fazer essa travessia. É exatamente aí que o Pandapé Genoma entra em cena, não para substituir a análise humana, mas para ampliar o que ela consegue enxergar. 

A solução combina neurociência e gamificação para mapear características cognitivas, comportamentais e atitudinais que não aparecem em nenhuma linha do histórico profissional. O candidato passa por avaliações interativas e mobile-first, desenhadas para mapear como ele pensa, como toma decisões e como reage a diferentes cenários, não o que ele declara sobre si mesmo. O resultado é um retrato preditivo do potencial, baseado em evidências e estruturado por um algoritmo que cruza esses dados com o perfil de desempenho exigido pela função. 

"O currículo conta uma história sobre o passado. O Pandapé Genoma abre uma janela para o futuro. Quando cruzamos dados comportamentais, cognitivos e de fit cultural em uma só leitura, entregamos ao recrutador algo que ele nunca teve antes: a capacidade de ver o candidato além do que ele declara", diz Thomas Costa, Diretor de Growth da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé. 

A plataforma oferece mais de 90 Genomas — modelos preditivos de avaliações — organizados por cargo, nível hierárquico, clonagem de perfil e modelos experts sob medida. A modalidade de clonagem, por exemplo, identifica os padrões dos profissionais de maior desempenho dentro de uma empresa e os utiliza como referência para avaliar novos candidatos. Não se trata de buscar cópias, mas de entender quais variáveis sustentam a alta performance em cada contexto e torná-las parte do critério de decisão. 

Apesar da relevância do dado comportamental, apenas 23% das empresas brasileiras realizam mapeamento estruturado dessa dimensão nos processos seletivos, segundo levantamento do próprio Pandapé. Mais de 70% dos candidatos não são completamente precisos no que apresentam nos currículos, conforme a Forbes, e esse número sobe para 80% nas entrevistas. O Pandapé Genoma responde a esse cenário não como filtro, mas como revelador: ao observar como o candidato se comporta em situações simuladas, a plataforma entrega dados que a entrevista tradicional raramente consegue capturar. 

"Quando combinamos múltiplas dimensões de avaliação, o índice de assertividade na escolha de um candidato pode chegar a 91%, segundo a SIOP US. Isso não é intuição aprimorada, é ciência aplicada à decisão de contratação", afirma Costa.

A experiência gamificada também transforma o lado do candidato. O processo é mais fluido, interativo e transparente do que os modelos tradicionais de triagem, com feedback ao final das avaliações. Para o recrutador, o resultado é um processo escalável e estruturado, com redução de vieses subjetivos e decisões ancoradas em dados. A combinação entre neurociência e gamificação permite observar comportamentos autênticos em tempo real, algo que o formulário padrão ou a entrevista por competências dificilmente alcança na mesma profundidade.


Cuidados ao viajar: atenção com direitos do viajante é a chave para férias segura

Especialista em Direito do Consumidor da Faculdade Baiana de Direito esclarece regras de cancelamentos, bagagens e hospedagens para evitar prejuízos no recesso de meio de ano 

 

As férias de julho representam o momento ideal para o descanso, seja em família, com amigos ou sozinho. Muitos viajantes se preparam com meses de antecedência, organizando roteiros e malas, mas frequentemente deixam de se atentar a questões importantes voltadas aos direitos assegurados pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). O planejamento antecipado é essencial, mas a falta de informação sobre os deveres das empresas prestadoras de serviço pode transformar o período de recesso em dor de cabeça.

 

O volume de insatisfações no setor acende um alerta para quem vai viajar. De acordo com dados da plataforma Consumidor.gov.br, entre janeiro e junho de 2026, já foram registradas 97.585 reclamações no país, das quais 74.247 se referem ao transporte aéreo e 23.338 são relativas a viagens, turismo e hospedagem. O montante acumulado em apenas seis meses já se aproxima do total registrado em todo o ano de 2025, que fechou com 99.480 queixas nesses mesmos segmentos.

 

Regras para voos e assistência material

Diante da alta movimentação nos terminais, os problemas com atrasos e cancelamentos de voos exigem conhecimento das normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O passageiro retido no aeroporto possui garantias progressivas que dependem do tempo de espera, conforme estipulado pela Resolução 400, norma que regulamenta as condições gerais do transporte aéreo e os direitos dos usuários. Flavia Marimpietri, especialista em Direito do Consumidor e professora da Faculdade Baiana de Direito explica que a assistência material é obrigatória e deve ser fornecida de forma gradual pelas companhias. 

 

"A partir de uma hora de atraso, o cliente tem direito à comunicação. Após duas horas, a empresa deve fornecer alimentação adequada. A partir de quatro horas, dá hospedagem com o que a gente chama de traslado, que é hospedagem e um transporte. Existe também a reacomodação, que é reacomodar em voos de outras companhias sem custo para o passageiro", conta.



Marimpietri lembra ainda que a desistência da passagem pode ocorrer sem custos em até 24 horas após a compra, desde que o bilhete tenha sido adquirido com pelo menos sete dias de antecedência do voo. Outro ponto crítico é o extravio de malas. A orientação é formalizar a reclamação imediatamente na sala de desembarque, junto ao guichê da companhia aérea, utilizando fotos ou vídeos do estado original da bagagem como prova pré-constituída.

 

Propaganda enganosa na hospedagem e responsabilidade

A divergência entre a expectativa do consumidor e a realidade do serviço contratado também se estende aos locais de hospedagem. Encontrar acomodações que divergem das imagens publicitárias divulgadas na internet é uma prática recorrente no período de férias e configura descumprimento legal conforme o artigo 37 do CDC.

 

Nesse cenário, o viajante tem o respaldo da lei para exigir o reembolso ou mover uma ação por publicidade enganosa, inclusive de forma solidária quando a compra envolve pacotes e intermediários digitais — situação em que tanto o site de reservas quanto o hotel respondem conjuntamente pelo problema. Mas o hotel só responde quando a compra é feita diretamente com ele, pois, em muitos casos, é a própria operadora, agência ou outro intermediário que faz a oferta enganosa.

 

O consumidor lesado não precisa enfrentar o desgaste de ser redirecionado de uma empresa para outra, podendo acionar qualquer uma das partes envolvidas na venda para exigir o cumprimento da oferta, a substituição da acomodação por outra de padrão equivalente ou a devolução imediata dos valores pagos. 

 

Entendimento jurídico e suspensão de processos

No âmbito judicial, uma determinação recente do Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender processos específicos de transporte aéreo tem sido utilizada de forma generalizada pelas companhias para tentar paralisar cobranças legítimas. No entanto, o andamento segue normal para ações sobre problemas operacionais da própria empresa ou práticas abusivas, como a preterição de embarque por overbooking e exigências indevidas para o despacho de bagagens de mão, que continuam admitindo pedidos de indenização regular nos tribunais.

 

"Só se suspende o processo quando o voo foi cancelado por caso fortuito — que se refere a um evento imprevisível — ou força maior, ou seja, de repente foi uma tempestade, alguma coisa alheia à vontade da companhia aérea. Casos que envolvam, por exemplo, atraso de voo ou problemas da própria companhia têm que ser julgados normalmente", finaliza.

 

Dicas para evitar armadilhas contratuais e golpes

Desconfie de valores excessivamente baixos: Diárias de hotéis, pacotes completos ou ofertas de locação muito inferiores à média de mercado indicam alta probabilidade de fraudes ou sites clonados.


Evite a quitação integral antecipada: Para hospedagens diretas ou particulares, o recomendável é efetuar o pagamento de um sinal e quitar o saldo restante somente no encerramento da estadia.


Priorize canais e agências tradicionais: Efetuar compras em empresas consolidadas com atendimento estruturado ou unidades físicas diminui riscos e facilita o suporte em situações emergenciais.

Atenção aos horários regulamentares: O passageiro deve cumprir seu dever de chegar com antecedência mínima de uma hora para voos nacionais e duas horas para voos internacionais, pois atrasos pessoais eliminam o direito a compensações.


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