Pesquisar no Blog

segunda-feira, 20 de abril de 2026

O que pode ocorrer se não cuidar dos dentes

Banco de imagens
Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo convivem com algum tipo de doença bucal

  

Especialistas em odontologia reforçam que a saúde bucal é peça fundamental para o bem‑estar geral e qualidade de vida das pessoas. Embora muitas vezes negligenciada, a saúde da boca – que inclui dentes, gengivas e tecidos associados – está diretamente ligada à saúde do organismo como um todo, influenciando desde funções básicas como mastigação e fala até autoestima, comunicação social e bem‑estar emocional.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,5 bilhões de pessoas em todo o mundo convivem com algum tipo de doença bucal, como cáries, periodontite ou outras condições crônicas da boca, o que representa um dos maiores desafios de saúde pública global.

A prevenção é a base para garantir saúde bucal duradoura. “Cuidar da saúde bucal não é apenas manter um sorriso bonito, mas proteger o corpo inteiro de processos inflamatórios e infecções que podem agravar ou estar associados a doenças sistêmicas, como diabetes e complicações cardiovasculares. Alimentação equilibrada, higiene diária adequada e visitas regulares ao dentista são pilares essenciais desse cuidado”, destaca Dr. Paulo Zahr, fundador da OdontoCompany.


Qualidade de vida

Uma boa saúde bucal impacta diretamente a qualidade de vida, influenciando positivamente a autoestima, a socialização, a comunicação e até o desempenho profissional. Problemas bucais negligenciados podem levar à dor, mau hálito, perda dentária e prejuízos emocionais, afetando a rotina e relações interpessoais.

O cuidado eficaz com a boca envolve mais do que escovação: a utilização de fio dental diariamente, dieta equilibrada e limitação de açúcares, além de check‑ups regulares com profissionais qualificados, são medidas essenciais para prevenir doenças e seus impactos sistêmicos. Consultas frequentes permitem diagnosticar precocemente problemas como cáries ou gengivites, evitando consequências mais graves no futuro.

“É urgente que a população compreenda que investir em saúde bucal é investir em qualidade de vida, bem‑estar e confiança para viver melhor. A boca é a porta de entrada do corpo e, quando negligenciada, pode comprometer muito mais do que um sorriso”, afirma Dr. Paulo Zahr.


O que pode ocorrer se não cuidar dos dentes

Algumas situações e até doenças podem surgir, caso não cuidemos dos dentes, alerta Dr. Paulo Zahr. Entre elas:

  1. Cárie dentária: pequenas cavidades nos dentes podem evoluir para dor intensa, infecções e até perda dentária se não forem tratadas.
  2. Gengivite: inflamação da gengiva que causa vermelhidão e sangramento, é o estágio inicial da doença periodontal.
  3. Periodontite: evolução da gengivite, podendo destruir ossos e tecidos que sustentam os dentes, levando à perda dentária.
  4. Abscesso dentário: acúmulo de pus causado por infecção bacteriana, provocando dor intensa e risco de espalhar a infecção pelo corpo.
  5. Halitose: mau hálito persistente, muitas vezes causado por acúmulo de placa bacteriana e problemas na gengiva.
  6. Tártaro: formação de placa endurecida que favorece inflamações gengivais e facilita o desenvolvimento de cáries.
  7. Pericoronarite: inflamação ao redor de dentes parcialmente erupcionados, comum em terceiros molares (dentes do siso), podendo causar dor e inchaço.
  8. Mau posicionamento dentário: a falta de cuidado pode agravar desalinhamentos, causando dificuldade para mastigar e problemas na fala.
  9. Infecções sistêmicas: bactérias bucais podem entrar na corrente sanguínea, aumentando o risco de doenças cardíacas, diabetes e complicações respiratórias.
  10. Câncer bucal: embora a má higienização não seja causa direta, inflamações crônicas, feridas persistentes e irritações contínuas na boca podem aumentar o risco de alterações celulares. Os principais fatores de risco comprovados são tabagismo, consumo de álcool, HPV e exposição solar excessiva no caso do câncer de lábio.

  

A menopausa sob um novo olhar na era da longevidade

A expectativa de vida das mulheres deu um salto expressivo de 70 anos, em meados de 1990, para 80 anos, na atualidade. Um ganho de uma década inteira, que não apenas amplia o tempo de vida, mas redefine a forma como enxergamos a segunda metade da existência, hoje tratada como questão de saúde. 

Segundo dados do IBGE, são cerca de 30 milhões de mulheres no Brasil entre climatério e menopausa, e o que elas mais desejam é que este período seja vivido com qualidade de vida. Neste momento, o desafio é proporcionar informação científica acessível de qualidade.  


Quando começar a pensar na menopausa? 

O primeiro erro é a maioria das mulheres pensar que os sintomas se iniciam quando a menstruação cessa. Infelizmente, esse fato está muito longe da verdade, já que os hormônios femininos iniciam a queda e trazem sintomas geralmente a partir de 38 ou 40 anos. Este período ainda não é a menopausa em si, mas o climatério. Nesta fase, os hormônios se alteram e todo o organismo entra em transformação. A mudança biológica é tão forte que o cérebro da mulher literalmente diminui de tamanho, sofrendo uma poda neural.  


Que sintomas devo estar atenta? 

Sensação de cansaço, insônia, queda de libido e ressecamento vaginal, suores, palpitações e calores (os famosos fogachos) são as queixas mais recorrentes em consultórios. Mas, é importante ressaltar sintomas estranhos como sensação de que tem um bichinho andando na pele, choques pelo corpo, zumbido nos ouvidos e tonturas. É comum confundir as manifestações com depressão, estresse e insatisfação com o parceiro(a). Para confirmar, é importante fazer os exames e, ao menor sinal de alteração, conversar com o médico. Lembrando que vale trocar de profissional caso não se sinta acolhida.  


E quanto à parte psicológica? 

Na minha tese de doutorado, mapeei que as mulheres desta geração apresentam a característica de ter o desejo de buscar paz, isolamentos (solitude) saudável e espiritualidade. Algumas personalidades (arquétipos) renegados na primeira metade da vida podem vir à tona e é importante estar pronta para acolhê-los.   


Quanto tempo duram estes sintomas? 

Os sintomas em si são muito individuais e podem durar de meses até 10 anos). Mas, a boa notícia é que a maior parte dos sintomas tem reversão com a reposição hormonal. Para as mulheres que não podem fazer esse tratamento, existem substitutos naturais, inclusive através de alimentos que podem ajudar, e muito, a atravessar este período.  


Como manter minha saúde em dia? 

Lembre-se sempre que a menopausa é um processo biológico e psicológico. Uma equipe multidisciplinar é a melhor solução. Cada mulher é única e deve entender como o climatério está acontecendo no corpo dela especificamente. Nutricionista, ginecologista, endócrino, psicólogo e outros profissionais devem estar na lista. Ainda, é preciso lembrar de fazer exercícios físicos, o que parece uma dica muito batida, mas é essencial para o envelhecer saudável. 



Karina Rodrigues - neurocientistas e doutoranda em Psicologia dos Arquétipos Femininos e Menopausa pela UNINI no México. Autora do livro O Ano do Cavalo.


Nova variante da covid-19 reacende alerta e expõe fragilidade na gestão de resíduos de saúde

Freepik 

O avanço da variante BA.3.2 da covid-19, já identificada em mais de 20 países e com disseminação recente nas Américas, reacendeu o alerta de autoridades sanitárias e da comunidade científica. Apelidada de “Cicada”, a cepa chama atenção pela alta transmissibilidade e pelo número elevado de mutações, o que pode impactar a eficácia das vacinas atuais, segundo especialistas ouvidos pela imprensa nacional. 

Embora não haja evidências de maior gravidade nos quadros clínicos, o cenário reforça a necessidade de atenção em diferentes frentes de controle – incluindo pontos menos visíveis da cadeia da saúde, como a gestão de resíduos gerados em atendimentos médicos. 

Presentes em hospitais, clínicas e consultórios, os resíduos de serviços de saúde (RSS) incluem materiais como luvas, máscaras, gazes, seringas, agulhas, amostras biológicas e itens contaminados por fluidos corporais. Quando não recebem o tratamento adequado, esses resíduos podem atuar como vetores de contaminação — seja pelo contato direto de profissionais e da população, seja pela exposição de trabalhadores da coleta ou até pela contaminação do solo e da água. Em casos de agentes infecciosos, como o vírus da covid-19, o manejo incorreto ao longo do armazenamento, transporte ou descarte amplia o risco de disseminação. Apesar de o Brasil contar com tecnologias consolidadas para esse processamento, especialistas apontam que o principal gargalo continua sendo a gestão na origem, sobretudo entre pequenos geradores. 

No Rio Grande do Sul, o tema ganha relevância adicional diante do contexto recente de pressão sobre o sistema de saúde e da reorganização de estruturas após eventos extremos. A avaliação é de que falhas no manejo desses resíduos podem ampliar riscos ambientais e sanitários em um momento de maior vulnerabilidade. 

Segundo João Martins, engenheiro ambiental e CEO da Vida Tecnologia Ambiental, ainda há lacunas importantes na rotina operacional. “Os sistemas de tratamento estão disponíveis, mas a eficiência depende de como o processo começa. Pequenos geradores, muitas vezes, não têm clareza sobre o destino final dos resíduos, o que aumenta o risco ao longo de toda a cadeia”, afirma. 

Ele destaca que o investimento em capacitação contínua e na correta destinação é determinante para reduzir falhas. “Treinamento, padronização e a contratação de empresas com capacidade técnica comprovada são o que garantem segurança e rastreabilidade. Em um cenário de risco biológico crescente, isso deixa de ser um diferencial e passa a ser uma exigência básica. Diante de variantes com maior capacidade de disseminação, o controle sanitário precisa ir além da assistência direta e incorporar práticas consistentes em toda a cadeia – do atendimento ao descarte final”, diz.


Parkinson pode estar subdiagnosticado no Brasil

Dados sugerem atraso no diagnóstico e possível desigualdade de acesso, especialmente entre grupos mais vulneráveis

 

Alterações no sono, perda de olfato e até mudanças no humor podem indicar a doença de Parkinson anos antes dos tremores mais conhecidos. Ainda assim, esses sinais seguem sendo frequentemente ignorados, o que pode contribuir para diagnósticos tardios e possíveis desigualdades no desfecho da doença no Brasil. 

Dados epidemiológicos mais recentes reforçam esse cenário. Um estudo nacional de base populacional com quase 10 mil brasileiros com 50 anos de idade ou mais, conduzido pela coorte ELSI-Brasil, estimou que cerca de 0,8% dessa população vive com Parkinson, com aumento expressivo com o avanço da idade. O levantamento também identificou maior frequência de diagnóstico prévio entre homens em comparação às mulheres. 

Especialistas apontam que esses números podem não refletir completamente a realidade. Como parte dos dados depende de diagnóstico prévio, há indícios de subnotificação, especialmente entre populações com menor acesso a serviços de saúde. 

“Embora o Parkinson seja tradicionalmente associado a sintomas motores, como tremor e rigidez, muitas vezes os primeiros sinais são não motores e passam despercebidos, tanto pelos pacientes quanto pelos profissionais de saúde”, explica a neurologista Margarete de Carvalho, do Hospital Samaritano Paulista, da Rede Américas.

Esse cenário pode contribuir para atrasos no diagnóstico, especialmente em contextos de maior vulnerabilidade. “Quando há dificuldade de acesso a avaliação especializada, esses sinais iniciais tendem a ser subvalorizados. Isso pode estar associado a um diagnóstico mais tardio e, consequentemente, a desfechos clínicos menos favoráveis ao longo do tempo”, afirma.

 

Desigualdade pode estar associada ao atraso no diagnóstico

A doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, associada à perda de neurônios produtores de dopamina. Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 8,5 milhões de pessoas vivem com a doença no mundo, número que vem crescendo com o envelhecimento da população. 

Embora estudos populacionais indiquem maior prevalência entre homens, a literatura científica também aponta lacunas importantes na análise por raça e desigualdade social, especialmente em países de renda média como o Brasil. Pesquisas sugerem que fatores como escolaridade, renda e acesso a serviços especializados podem influenciar o momento do diagnóstico e o acompanhamento da doença. 

“Na prática, isso pode significar que populações mais vulneráveis demoram mais para reconhecer os sinais iniciais, chegam mais tarde ao diagnóstico, têm menor acesso a tratamento especializado e, consequentemente, podem apresentar maior risco de complicações ao longo do tempo”, afirma a neurologista.

 

Nem todo sinal de Parkinson começa com tremor

Um dos principais desafios é justamente reconhecer os sinais precoces, que podem surgir anos antes dos sintomas clássicos. Entre os principais alertas estão perda de olfato sem causa aparente, constipação intestinal persistente, distúrbios do sono, como movimentos bruscos durante sonhos, além de depressão ou ansiedade sem explicação clara. 

Já os sintomas motores iniciais são mais conhecidos, como tremor em repouso em mãos ou pernas, mudança na escrita, que se torna menor e mais comprimida, redução do balanço de um dos braços ao caminhar e diminuição da expressão facial. 

“É comum que esses sintomas sejam atribuídos ao envelhecimento ou a outras condições clínicas, o que pode atrasar a investigação adequada”, explica Rafael Paterno, neurologista do Hospital Nove de Julho.

 

Diagnóstico precoce pode melhorar a qualidade de vida

O diagnóstico do Parkinson é clínico e depende da avaliação de um neurologista. Como não existe um exame único que confirme a doença, o reconhecimento dos sinais e o encaminhamento adequado fazem toda a diferença. A recomendação é buscar avaliação especializada ao perceber uma combinação de sintomas persistentes, especialmente quando passam a interferir nas atividades do dia a dia. 

Na maioria dos casos, o Parkinson não está relacionado à hereditariedade. Em situações específicas, como início muito precoce ou forte histórico familiar, a investigação genética pode ser considerada de forma direcionada para apoiar a avaliação clínica. 

Apesar de não ter cura, o tratamento pode ajudar a controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida, principalmente quando iniciado precocemente. “O acompanhamento multidisciplinar, com uso de medicamentos e terapias de apoio, permite que muitos pacientes mantenham autonomia por anos. Por isso, identificar precocemente faz toda a diferença”, conclui Paterno. 

Estudos base: Link,Link
 

Rede Américas


Câncer de pele lidera incidência no Brasil e concentra maior número de casos no estado de São Paulo

O câncer de pele é o tipo de neoplasia
mais frequente no Brasil
  Freepik
Dados do INCA indicam avanço da doença e reforçam a importância da prevenção e detecção precoce

 

O câncer de pele segue como o tipo de neoplasia mais frequente no Brasil e apresenta avanço nas estimativas mais recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para o triênio 2026-2028, são esperados mais de 263 mil novos casos anuais de tumores não melanoma e cerca de 9 mil de melanoma, somando mais de 270 mil ocorrências. O volume supera o levantamento anterior, que apontava cerca de 229 mil casos por ano. 

Ainda de acordo com o INCA, o estado de São Paulo reúne o maior volume de registros no país, com estimativa de 61.240 diagnósticos de câncer de pele não melanoma e 2.820 de melanoma por ano. No Sudeste, são esperados 131.750 novos casos de não melanoma e 4.390 de melanoma anuais, o que reforça o impacto da doença nessa parte do país. 

“Regiões mais populosas e com maior acesso aos serviços de saúde tendem a registrar mais diagnósticos. Isso ajuda a explicar esse cenário no Sudeste e, especialmente, em São Paulo, mas também reforça a necessidade de ampliar as estratégias de prevenção e detecção precoce”, afirma o oncologista Carlos Fruet. 

O câncer de pele se divide em dois tipos principais. O não melanoma, mais comum e frequente no Brasil, tende a apresentar evolução menos agressiva e altas taxas de cura. Já o melanoma, embora menos incidente, é mais agressivo e apresenta maior risco de metástase. 

“O melanoma exige mais atenção justamente por esse comportamento mais agressivo. Ainda assim, quando identificado cedo, as chances de sucesso no tratamento aumentam significativamente”, destaca o médico. 

Em regiões de clima quente, como Ribeirão Preto e o interior paulista, o risco é potencializado pela alta incidência de radiação ultravioleta ao longo do ano. A exposição não se limita a momentos de lazer e ocorre também em atividades cotidianas, o que reforça a necessidade de proteção constante mesmo em deslocamentos curtos ou dias nublados. 

“A prevenção é a principal aliada. O uso regular de protetor solar, com fator de proteção a partir de 30, além de acessórios como chapéus, bonés, óculos com proteção UV e roupas adequadas, são medidas simples que reduzem significativamente os danos causados pela exposição solar ao longo da vida”, afirma Fruet.

 

Sinais e condições

O câncer de pele ocorre principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, mas também pode surgir em extremidades e no tronco. “Entre os principais sinais de alerta estão manchas que mudam de cor, formato ou tamanho, além de lesões que não cicatrizam. A recomendação é buscar avaliação médica diante de qualquer alteração persistente na pele”, ressalta Fruet. 

Algumas condições aumentam o risco de desenvolvimento da doença, como exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h, histórico familiar, pele clara, presença de múltiplas pintas, queimaduras solares prévias e uso de câmaras de bronzeamento

O oncologista Carlos Fruet alerta que regiões mais populosas, como é o caso do estado de São Paulo, tendem a registrar mais diagnósticos.

 


Mês de Combate ao Câncer: parar de fumar pode ajudar a evitar tumores na boca

Conheça esse e outros benefícios que a cessação de tabagismo pode proporcionar para a sua saúde bucal


Quem tem boca cuida da saúde dela. Ou pelo menos deveria. “Isso porque a cavidade oral está intrinsicamente ligada ao bom funcionamento de todo o organismo”, diz Anna Lacerda, gerente médica da Kenvue. Afinal, ela pode garantir bem-estar geral ou, sem a merecida atenção, ser a porta de entrada para muitas doenças.1 Quem fuma, por exemplo, corre ainda mais risco. Muito além dos dentes amarelados ou do mau hálito, existe a ameaça de tumores, que podem se manifestar nos lábios, nas gengivas, na língua e em outros cantos dessa região.2 É um alerta importante para o Mês de Combate ao Câncer, em abril. Mas há boas notícias. Parar de fumar traz uma série de benefícios para a saúde da sua boca. Veja abaixo:
 

1.Com a ajuda da TRN 

Recorrer ao auxílio da Terapia de Reposição de Nicotina (TRN), como a goma NICORETTE®, é um passo importante para a jornada contra o tabagismo e, de quebra, em prol da saúde da boca . Ao ser mascada, a goma libera nicotina lentamente, de forma controlada, sendo absorvida pela mucosa bucal. 3 Se trata de uma nicotina com efeito terapêutico, eficaz e seguro, sem as milhares de substâncias tóxicas encontradas no cigarro. 3 E ainda ajuda a combater os sintomas de abstinência. E o melhor: está disponível no SUS.4
 

2. Xô, câncer de boca 

Tirar o tabagismo do dia a dia reduz o risco desse tipo de tumor, que tem 17.190 casos previstos para os próximos três anos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). 5 Fumantes de cigarro ou de outros produtos derivados do tabaco têm maior probabilidade de desenvolver câncer de boca e da orofaringe – e o risco aumenta de acordo com a quantidade de cigarros fumados.5 Estudos mostram que o tabagismo eleva em cerca de dez vezes a possibilidade de um tumor na cavidade oral.6
 

3. Sem amarelar o sorriso 

Apagar o cigarro da sua rotina reduz o escurecimento de seus dentes. Isso porque a nicotina, uma das principais substâncias presentes no cigarro, e o alcatrão têm a capacidade de, por assim dizer, colorir a dentição de amarelo ou acastanhado. É como se eles se grudassem ao esmalte dentário, escurecendo sua pigmentação7. Outro porém é que a substância aumenta a produção de melanina no organismo, deixando gengiva e lábios com machas escuras.2
 

4. Hálito fresco 

Bafo, essa palavra feia que faz a gente pensar naquele odor que sai da boca, pode ser riscada do vocabulário de quem dá um start na cessação do tabagismo. É que a fumaça do cigarro deixa resíduos com cheiro forte na cavidade oral. Daí, quando a pessoa fala ou respira... Ocorre também uma queda na produção de saliva. A boca, então, fica mais seca, propiciando a multiplicação de bactérias por trás do odor ruim. 7
 

5. Menor risco de infecções bucais 

Por falar em saliva, sabia que ela é uma espécie de aliada natural da sua boca? Dessa forma, quando há queda da sua fabricação, especialmente em quem ainda continua refém das tragadas, o ambiente ali fica favorável para a proliferação de bactérias e fungos, aumentando o risco de infecções.7
 

6. Gengivas mais saudáveis 

Elas também saem ganhando com a cessação de tabagismo. Isso porque o cigarro tem inúmeras substâncias tóxicas que as irritam – só para ter uma ideia, são mais de 4.700. 6 Com isso, há um aumento do risco de ocorrência de doença gengival, periodontal e, novamente, infecções, que deixam o hálito em estado de calamidade. 7
 

7. A volta do paladar 

Sentir os sabores e aromas de uma boa refeição é algo que muita gente que para de fumar volta a experimentar no dia a dia. Não à toa. O tabaco é capaz de afetar o paladar e o olfato, modificando o sabor dos alimentos e deixando a boca menos sensível. Assim, o que a gente come acaba com um gosto menos intenso. 7



Kenvue
Link


NICORETTE® NICOTINA. INDICADO PARA ALIVIAR OS SINTOMAS DA SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA DE NICOTINA. ADVERTÊNCIAS: NÃO USE ESSE MEDICAMENTO SE VOCÊ É FUMANTE COM PROBLEMAS CARDÍACOS. MS – 1.5721.1210. SAC 0800 728 6767 OU SERVIÇO AO PROFISSIONAL 0800 702 3522. DATA DE APROVAÇÃO: março/2026 . ©Kenvue Brasil, 2026. “SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO”.



Referências:

1 Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) – Saúde bucal e a sua importância para a saúde geral – Disponível em: Link - Acesso em 23/02/2026

2 Conselho Federal de Odontologia (CFO) - Dia Mundial Sem Tabaco: CFO reforça alerta sobre males do tabagismo à saúde bucal – Disponível em: Link - Acesso em 23/02/2026

3 Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Bula de NICORETTE® – Disponível em: Link – Acesso em: 09/03/2026

4 Instituto Nacional de Câncer (Inca) – Tratamento do Tabagismo – Disponível em: Link - Acesso em 24/02/2026

5 Instituto Nacional de Câncer (Inca) – Câncer de Boca – Disponível em: Link

6 Grupo Brasileiro de Câncer de Cabeça e Pescoço (GBCP) - Tabagismo: uma das principais causas do câncer de cabeça e pescoço – Disponível em: Link - Acesso em 25/02/2026

7 Conselho Federal de Odontologia – Tabaco: saiba quais são os perigos para a saúde bucal – Disponível em: Link - Acesso em 23/02/2026


Perimenopausa: estilo de vida moderno pode ser responsável por antecipação dos sintomas

Freepik

Especialista do Sabin explica sobre a fase de transição para a menopausa, que tradicionalmente se inicia após os 40 anos,
e alerta: “desconfortos não podem ser normalizados”

 

Insônia, irritabilidade, cansaço extremo, lapsos de memória e, principalmente, irregularidade no ciclo menstrual. Muitos desses sintomas são frequentemente atribuídos à rotina agitada e ao estresse do dia a dia, mas podem ser os primeiros sinais da perimenopausa, a fase de transição que antecede a menopausa. Esse período, que marca o declínio natural da função ovariana, pode começar anos antes da última menstruação e tem se tornado um tema de crescente interesse e debate, quebrando tabus e levando mais pessoas a buscar informação e cuidado.

“É fundamental que esses desconfortos não sejam normalizados. Uma avaliação clínica detalhada, aliada a exames laboratoriais, é essencial para confirmar a fase da perimenopausa e descartar outras condições, como distúrbios da tireoide, que podem apresentar sintomas semelhantes. Esse diagnóstico permite orientar as melhores abordagens, que vão desde ajustes no estilo de vida até a terapia de reposição hormonal, quando indicada”, detalha Deborah Goulart Ferreira, endocrinologista do Sabin Diagnóstico e Saúde.

A perimenopausa geralmente se manifesta na faixa dos 40 anos, mas especialistas observam que fatores do estilo de vida contemporâneo podem influenciar sua manifestação. “No Brasil, a idade média da menopausa é por volta dos 51 anos. A perimenopausa, por sua vez, é a janela de tempo que a antecede, durando em média de 8 anos antes da última menstruação. Durante essa fase, os níveis de estrogênio e progesterona começam a oscilar de forma imprevisível, causando uma série de mudanças físicas e emocionais que muitas vezes não são imediatamente reconhecidas”, explica a especialista.

Além dos fatores genéticos, que são determinantes, o estilo de vida moderno tem um papel crucial. “Estresse crônico, má alimentação, sedentarismo, obesidade e tabagismo são fatores que podem desregular o eixo hormonal e, em alguns casos, contribuir para uma transição mais sintomática ou precoce. Hoje, as pessoas estão mais informadas e dispostas a discutir o tema, o que aumenta a procura por um diagnóstico preciso para garantir qualidade de vida”, reforça.

A importância do diagnóstico preciso

A irregularidade menstrual costuma ser o primeiro e mais evidente sinal, com ciclos que se tornam mais curtos, mais longos ou com fluxos variáveis. No entanto, são os outros sintomas, como ondas de calor (fogachos), dificuldades para dormir, alterações de humor e queda de energia, que mais impactam o bem-estar.

Para uma avaliação completa do status hormonal e da saúde geral nesta fase, a especialista recomenda os principais exames, que fazem parte do portfólio do Sabin:

    • FSH (Hormônio Folículo-Estimulante): Seus níveis tendem a aumentar com a diminuição da função ovariana.

    • Estradiol (E2): Principal hormônio feminino, cujos níveis oscilam e depois caem.

    • Hormônios da tireoide (TSH, T4 livre): Para descartar hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

    • LH (Hormônio Luteinizante), Progesterona, Testosterona total e livre, e SHBG: Para uma análise abrangente do perfil hormonal.

A endocrinologista finaliza reforçando que a perimenopausa não é uma doença, mas uma fase natural da vida. “Com acompanhamento médico adequado, prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada, é totalmente possível atravessar essa transição com saúde, bem-estar e qualidade de vida, mantendo a produtividade e a disposição.”



Grupo Sabin
site


TEA em mulheres: diagnóstico ainda chega tarde

No Abril Azul, mês de conscientização sobre o autismo, a identificação precoce amplia o acesso ao cuidado e melhora a qualidade de vida de mulheres no espectro

 

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo, mas ainda apresenta desafios importantes quando se trata do público feminino. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o país tem cerca de 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, o equivalente a 1,2% da população¹. A prevalência é maior entre homens (1,5%) do que entre mulheres (0,9%)¹, diferença que não necessariamente reflete menor incidência, mas sim dificuldades históricas de identificação. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o TEA atinja cerca de 1 em cada 100 crianças no mundo², reforçando a relevância do tema como questão de saúde pública global.

Mais do que uma confirmação clínica, identificar o TEA em mulheres é um passo essencial para garantir cuidado adequado e promover qualidade de vida. O atraso nesse reconhecimento está associado a impactos relevantes, como maior risco de ansiedade, depressão e exaustão emocional³. “O diagnóstico é um ponto de virada na vida dessas mulheres. Ele dá nome às dificuldades e permite acesso a suporte adequado. O grande desafio hoje é ampliar o olhar para que esse reconhecimento aconteça mais cedo, com informação, escuta qualificada e acesso a equipes multidisciplinares”, explica Fabrícia Signorelli, psiquiatra e pesquisadora da UNIFESP e especialista em TEA.

O Ministério da Saúde do Brasil reforça que o acompanhamento de pessoas com TEA deve ser contínuo e individualizado, envolvendo diferentes profissionais ao longo da vida⁴. Nesse cenário, o avanço do debate durante o Abril Azul contribui para ampliar a conscientização e fortalecer esse reconhecimento como ferramenta de inclusão, autonomia e bem-estar.


Os Sinais de TEA em mulheres

        Maior tendência à camuflagem social (imitação de comportamentos para se adaptar)³;

        Contato visual e comunicação aparentemente preservados, com esforço consciente de adaptação³;

        Exaustão após interações sociais e necessidade de isolamento para recuperação³;

        Sensação frequente de não pertencimento em ambientes sociais³;

        Interesses intensos e específicos, muitas vezes mais socialmente aceitos³;

        Maior incidência de ansiedade, depressão e sobrecarga emocional associadas³;

        Histórico de dificuldades em relações sociais, mesmo com esforço de adaptação³.


O TEA em números

        Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas com diagnóstico de TEA, o equivalente a 1,2% da população¹;

        Prevalência é maior entre homens (1,5%) do que entre mulheres (0,9%)¹;

        No mundo, o TEA afeta cerca de 1 em cada 100 crianças²;

        Meninas tendem a ser diagnosticadas mais tarde do que meninos³;

        Mulheres têm maior chance de receber diagnósticos incorretos antes do TEA, como ansiedade ou transtornos de humor³;

        Para serem diagnosticadas, meninas frequentemente precisam apresentar sintomas mais evidentes do que os observados em meninos³.


Sobre o TEA

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por diferenças na comunicação, na interação social e pela presença de padrões de comportamento repetitivos ou interesses restritos⁴. De acordo com o Ministério da Saúde, o espectro abrange diferentes níveis de suporte e pode estar associado a outras condições, como ansiedade, TDAH e alterações sensoriais, exigindo acompanhamento individualizado e multidisciplinar ao longo da vida⁴. A identificação precoce é considerada um dos principais fatores para melhorar o prognóstico e ampliar a autonomia das pessoas no espectro.

 

Referências:

  1. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Censo Demográfico 2022 (Autismo)
    https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-noticias/2012-agencia-de-noticias/noticias/43464-censo-2022-identifica-2-4-milhoes-de-pessoas-diagnosticadas-com-autismo-no-brasil
  2. Organização Mundial da Saúde (OMS) – Autism spectrum disorders
    https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/autism-spectrum-disorders
  3. Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry – Sex differences in autism diagnosis
    https://www.jaacap.org/article/S0890-8567(19)31204-6/fulltext
  4. Ministério da Saúde do Brasil – Transtorno do Espectro Autista
    https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/autismo

 

Cientistas usam ultrassom para estourar vírus da influenza A e da COVID-19 sem danificar células humanas


 

Acima, controle da experimentação; abaixo, efeito de
eliminação do ultrassom contra vírus
(
imagem: Flávio Protásio Veras et al./Scientific Reports)

Uso de ondas de alta frequência abre caminho para novo tratamento contra outras infecções virais, como dengue, zika e chikungunya

 

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que ondas de ultrassom de alta frequência, semelhantes às usadas em exames médicos, podem eliminar vírus como o SARS-CoV-2 e o H1N1 sem provocar dano às células humanas. Em artigo publicado na Scientific Reports, eles descreveram como o fenômeno, chamado ressonância acústica, provoca alterações estruturais nas partículas virais até sua ruptura e inativação.

“É mais ou menos como combater o vírus no grito. Provamos nesse estudo que a energia das ondas sonoras provoca uma mudança morfológica nas partículas virais a ponto de elas explodirem, em um fenômeno comparável ao que acontece com uma pipoca. Ao degradar a estrutura do patógeno, a membrana protetora do vírus [chamada de envelope] estoura e se deforma, inviabilizando que o vírus invada células humanas”, explica Odemir Martinez Bruno, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP que coordenou o estudo.

A inativação por ultrassom de vírus envelopados abre uma nova possibilidade de tratamento para doenças virais. Tanto que a equipe já está realizando testes in vitro contra outras infecções, como dengue, chikungunya e zika. A possibilidade de um tratamento alternativo é particularmente interessante visto que, geralmente, medicamentos antivirais são difíceis de desenvolver.

“Embora ainda esteja distante do uso clínico, trata-se de uma estratégia promissora contra vírus envelopados em geral, já que o desenvolvimento de antivirais químicos é complexo e de difícil resultado. Além disso, é uma solução ‘verde’, pois não gera resíduos, não causa impacto ambiental e não favorece a resistência viral”, afirma Flávio Protásio Veras, professor da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) e bolsista de pós-doutorado da FAPESP, que também financiou o trabalho por meio dos projetos 20/05601-623/07241-513/08216-219/26119-018/22214-6 e 21/08325-2.

A investigação reuniu cientistas de diferentes áreas do conhecimento. Além de físicos teóricos e acústicos do IFSC, participaram do estudo especialistas do Centro de Pesquisa em Virologia e do Centro de Pesquisa em Doenças Inflamatórias (CRID), vinculados à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFRP-USP) e da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que contribuíram com análises estruturais e toxicológicas usando técnicas como microscopia e espalhamento de luz.

A iniciativa também contou com a colaboração de Charles Rice, professor da Universidade Rockefeller (Estados Unidos) e prêmio Nobel de Medicina de 2020, que forneceu vírus fluorescentes para visualização em tempo real.


É a geometria

A descoberta surpreendeu os pesquisadores por ir contra teorias clássicas da física, já que o comprimento de onda do ultrassom é muito maior que o tamanho do vírus, o que, em tese, impediria a interação.

“O fenômeno é totalmente geométrico. Partículas esféricas, como muitos vírus envelopados, absorvem melhor a energia das ondas de ultrassom. É esse acúmulo de energia no interior da partícula que causa as alterações na estrutura do envelope do vírus até a sua ruptura. Portanto, se os vírus fossem triangulares ou quadrados não sofreriam o mesmo efeito pipoca da ressonância acústica”, explica Bruno.

O pesquisador destaca ainda que, como o processo depende estritamente do formato da partícula viral e não de mutações genéticas, variantes como as observadas durante a pandemia de COVID-19 (ômicron e delta, por exemplo) não afetam a eficácia da técnica.


Ajuste na frequência

“A técnica não tem o objetivo de ser aplicada para descontaminação. Isso já existe. O ultrassom já é utilizado para a profilaxia de equipamentos odontológicos e cirúrgicos, mas ela funciona por meio de outro fenômeno físico, a cavitação, que destrói qualquer material biológico”, diz Bruno.

Ele explica que a ressonância acústica e a cavitação diferem principalmente na frequência usada e nos efeitos sobre vírus e células. “Enquanto a cavitação ocorre em baixas frequências e destrói tanto o vírus quanto os tecidos por meio do colapso de bolhas de gás, a ressonância acústica atua em altas frequências [3-20 MHz]”, comenta.

No caso da ressonância acústica, o pesquisador explica que a energia sonora se acopla à estrutura viral, excitando vibrações internas que levam à ruptura mecânica do envelope viral sem alterar temperatura ou pH do meio. “O resultado é um mecanismo seletivo e seguro, já que apenas o vírus absorve a energia e é desestabilizado, sem representar risco às células humanas”, completa.

A parte teórica por trás do fenômeno de estourar vírus envelopados feito pipoca foi descrita em outro artigo científico, publicado no Brazilian Journal of Physics.

O artigo Ultrasound effectively destabilizes and disrupts the structural integrity of enveloped respiratory viruses pode ser lido em: nature.com/articles/s41598-026-37584-x.
 

Maria Fernanda Ziegler

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/cientistas-usam-ultrassom-para-estourar-virus-da-influenza-a-e-da-covid-19-sem-danificar-celulas-humanas/57758


5 benefícios do associativismo que ajudam a explicar o avanço do modelo no Brasil

O Brasil vive um momento de transformação na forma como pessoas e empresas acessam serviços e constroem soluções coletivas. Em um cenário marcado por desigualdade de acesso, pressão sobre o orçamento e busca por alternativas mais eficientes, o associativismo tem ganhado espaço como um modelo prático, acessível e alinhado à realidade do país. Mais do que uma tendência, trata-se de uma mudança de comportamento que reflete a necessidade de soluções mais inclusivas e sustentáveis.

 

O avanço desse modelo ocorre em paralelo a um cenário econômico marcado por restrições orçamentárias, alta sensibilidade a custos e necessidade de maior previsibilidade financeira. Nesse contexto, a tomada de decisão do consumidor passa a considerar não apenas o acesso, mas também a sustentabilidade dos compromissos assumidos no médio e longo prazo.

 

Segundo Kleber Vitor, Superintendente da Associação de Proteção Veicular e Serviços do Brasil (APVS Brasil), “o avanço acelerado do associativismo no país é uma resposta direta às necessidades de uma população que busca alternativas viáveis em um cenário econômico historicamente desafiador”. Para o dirigente, há cinco benefícios principais que explicam o avanço do associativismo no país:

 

1. Ampliação do acesso

 

Um dos principais fatores que impulsionam o associativismo no Brasil é a capacidade de incluir públicos historicamente excluídos dos serviços tradicionais. “Esse modelo se destaca por ser desenhado para acolher a realidade da população, operando sem a imposição de análises de perfil restritivas, como precificação baseada em CEP, idade ou consultas de crédito. Ao funcionar de forma livre dessas travas burocráticas, o associativismo permite que milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores informais, motoristas de aplicativo e pequenos empreendedores, tenham acesso ao benefício”, destaca Kleber Vitor. 

 

2. Diluição de custos

 

Outro diferencial relevante está na forma como os custos são estruturados. No associativismo, as despesas são compartilhadas entre os participantes, reduzindo o impacto individual e tornando os serviços mais acessíveis. Esse formato rompe com a lógica tradicional de precificação e permite uma distribuição mais equilibrada dos custos. Trata-se de algo que se mostra especialmente eficiente em um país com grande diversidade de renda, onde soluções mais acessíveis são determinantes para ampliar o alcance dos serviços.

 

3. Fortalecimento coletivo

 

O associativismo também se diferencia por promover um senso de pertencimento entre os participantes. Mais do que uma relação comercial, o modelo cria uma rede baseada em interesses comuns, colaboração e responsabilidade compartilhada. Esse ambiente fortalece a confiança entre os associados e contribui para a sustentabilidade das operações. “Essa dinâmica estabelece uma verdadeira comunidade de ajuda mútua, onde todos têm o mesmo propósito”, afirma o superintendente da APVS Brasil. O aspecto coletivo também incentiva uma participação mais ativa e consciente por parte dos associados.

 

4. Compartilhamento de riscos

 

Um dos pilares do associativismo é o mutualismo, ou seja, o compartilhamento de riscos entre os participantes. Em vez de concentrar o impacto em um único indivíduo, o modelo distribui responsabilidades de forma coletiva, reduzindo vulnerabilidades e trazendo maior previsibilidade. Esse formato contribui para uma gestão mais equilibrada e sustentável, especialmente em cenários de instabilidade econômica. 

 

5. Flexibilidade operacional

 

A flexibilidade operacional é um dos fatores que mais contribuem para o avanço do associativismo. Diferente de modelos tradicionais mais engessados, o associativismo permite adaptações mais rápidas às necessidades dos participantes e às mudanças do mercado. Isso garante maior proximidade com a realidade dos associados e soluções mais ajustadas ao contexto local. 

 

Esse movimento evidencia uma reconfiguração nas formas de acesso a serviços, acompanhando as mudanças nas dinâmicas do mercado. “O modelo tem crescido exponencialmente porque entrega uma flexibilidade que o mercado tradicional não consegue acompanhar. Com o comportamento do consumidor mudando em direção à economia colaborativa, o associativismo deixa de ser visto apenas como uma ‘alternativa mais barata’ e passa a ser reconhecido como uma escolha inteligente”, finaliza Kleber Vitor.

 

 

APVS


Posts mais acessados