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sexta-feira, 20 de março de 2026

Condomínios sob alerta: agressões contra mulheres crescem e exigem postura firme da gestão


Casos recentes de mulheres agredidas em áreas comuns de condomínios, e até assassinadas nesses espaços, trouxeram à tona uma discussão urgente: qual é a responsabilidade da gestão condominial diante da violência contra a mulher, especialmente em situações de violência doméstica? 

Para especialistas em gestão condominial, administradoras, síndicos, porteiros e demais funcionários precisam estar preparados para agir, tanto na prevenção quanto na resposta imediata. Em muitos episódios, a violência não começa no espaço público, mas se manifesta dentro de casa e acaba se estendendo às áreas comuns, colocando a vítima em situação ainda maior de vulnerabilidade. 

A orientação é clara: em situações de flagrante agressão contra a mulher, a equipe deve acionar imediatamente a polícia e intervir de forma adequada, sempre priorizando a integridade da vítima. Além disso, há casos em que a mulher já se separou do agressor ou já sofreu episódios anteriores de violência, o que exige atenção redobrada. 

“Nesses cenários, uma medida fundamental é informar formalmente a administração e a portaria do condomínio e solicitar o bloqueio e a exclusão do cadastro do agressor. Esse pedido deve ser feito por escrito, garantindo registro oficial da restrição. Assim, o ex-companheiro não terá mais acesso liberado ao prédio, já que sua entrada será barrada automaticamente pelos sistemas de segurança”, afirma Gabriel Borba, CEO da GB Serviços, empresa especializada em gestão condominial. Segundo ele, essa medida simples pode evitar riscos graves e até salvar vidas. 

“O condomínio tem um papel essencial na proteção das moradoras. Se uma mulher já foi vítima de violência por parte de um ex-companheiro, é fundamental que ela ou sua família notifiquem a administração para que o cadastro dessa pessoa seja bloqueado e excluído. Além disso, é importante orientar a portaria a exigir sempre o código de segurança antes de liberar entradas, evitando acessos indevidos. A equipe de portaria deve estar instruída e pronta para impedir a entrada dessa pessoa, sempre seguindo protocolos de segurança e respeitando a lei”, reforça Borba.
 

Cultura do silêncio ainda protege agressores

Outro ponto sensível é a cultura do silêncio. Muitos casos de violência contra mulheres poderiam ser interrompidos mais cedo se houvesse denúncia por parte de vizinhos ou comunicação à administração. 

“Infelizmente, muitos casos progridem porque não há comunicação. As vítimas, muitas vezes, estão fragilizadas e não conseguem se proteger sozinhas. Por isso, é importante que condôminos denunciem situações suspeitas e que a administração estimule um ambiente de acolhimento, em que as mulheres sintam confiança para comunicar o que estão vivendo”, destaca o executivo. 

Romper o silêncio é parte essencial do enfrentamento à violência de gênero. Em condomínios, onde há convivência próxima entre moradores, a atenção a gritos, pedidos de socorro e comportamentos recorrentes de agressividade pode ser determinante.
 

Legislação e dever de agir

A Lei Maria da Penha prevê medidas protetivas que podem incluir restrições de aproximação e de acesso a determinados locais, inclusive a residência da vítima. Além disso, estados como São Paulo já possuem legislações que obrigam síndicos e administradores a comunicarem às autoridades casos suspeitos ou confirmados de violência doméstica e familiar contra a mulher. 

O descumprimento dessas normas pode gerar responsabilização, mas, mais do que uma obrigação legal, trata-se de uma responsabilidade social.
 

Boas práticas para proteger mulheres nos condomínios

Para que a proteção seja efetiva, especialistas recomendam:

  • Treinamento da equipe condominial para identificar sinais de violência contra a mulher e saber como agir.
  • Campanhas internas de conscientização, orientando moradores sobre canais de denúncia.
  • Protocolos formais de comunicação, com registros escritos e assinados.
  • Bloqueio e exclusão imediata do cadastro do agressor sempre que houver solicitação formal da vítima.
  • Uso rigoroso de código de segurança nas portarias, reforçando o controle de acesso.
  • Parceria com órgãos de proteção à mulher para capacitação das equipes e acolhimento das vítimas.

Mais do que reagir a episódios de agressão, os condomínios podem desempenhar um papel estratégico na prevenção da violência contra mulheres. Criar canais seguros de denúncia, estabelecer regras claras de restrição de acesso e capacitar as equipes são passos essenciais para transformar esses espaços em ambientes realmente seguros, onde as moradoras se sintam protegidas, protegidas e amparadas.


Sem governança, “shadow IA” vira passivo invisível no balanço das empresas


O ano de 2025 consolidou a inteligência artificial (IA) como peça central de estratégias de negócios, mas expôs um grave desalinhamento: enquanto empresas correm para adotar IA, poucas se preocupam em governá-la adequadamente. No Brasil, 8 em cada 10 emresas ainda não possuem políticas formais de governança para IA, de acordo com o relatório Cost of a Data Breach 2025 da IBM. Esse mesmo estudo revelou que o custo médio de uma violação de dados no país já alcança R$ 7,19 milhões, evidenciando o tamanho do risco oculto quando se implementa IA sem controles e compliance claros.

 

Empresas têm adotado a IA em busca de eficiência e vantagem competitiva, tratando modelos algorítmicos e dados como ativos intangíveis valiosos. Porém, sem governança, a IA pode rapidamente se tornar um passivo oculto. Modelos de IA mal documentados, por exemplo, são caixas-pretas que ninguém sabe explicar ou auditar.

 

Isso não apenas dificulta correções e melhorias, como também impede a empresa de demonstrar conformidade em auditorias regulatórias ou responder por decisões automatizadas.

 


Os riscos invisíveis de uma IA sem governança


Muitos problemas gerados pela IA sem supervisão apropriada não aparecem de imediato – são silenciosos e cumulativos, explodindo quando menos se espera. Um cenário hipotético, mas plausível, descrito por especialistas: imagine uma empresa que implementa um agente de IA para qualificar automaticamente leads de vendas.

Tudo corre bem, até que um cliente pergunta como seus dados foram usados.

 

Descobre-se então que o agente cruzava informações de múltiplas fontes sem consentimento e armazenava dados sem política de retenção definida. O resultado? Notificação da ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados), multa, perda de confiança dos clientes e necessidade de rever às pressas todos os processos internos.

 

Outros riscos frequentes envolvem a dependência excessiva de terceiros. Empresas que adotam IA sem um plano de governança acabam criando dependências tecnológicas sem alternativa: confiam cegamente em um fornecedor ou numa ferramenta externa, sem portabilidade de dados ou planos de contingência.

 

Diante de tudo isso, por que ainda há tanta empresa negligenciando a governança de IA? Em parte, porque a velocidade da inovação superou a maturidade organizacional. Vivemos um momento de “hype” da IA, em que múltiplos sistemas e modelos são adotados simultaneamente, orquestrando processos críticos em tempo real.

 

Muitas vezes, equipes diferentes dentro da mesma companhia implementam ferramentas de IA isoladamente – marketing usa um chatbot público, TI adota uma solução de automação, RH experimenta um algoritmo de seleção – sem uma coordenação central. Essa fragmentação leva à chamada Shadow AI: aplicações de inteligência artificial usadas de forma não autorizada ou sem supervisão dentro da organização. O fenômeno é perigoso e invisível justamente por ocorrer nas sombras – analistas e gestores bem-intencionados utilizando IA sem diretrizes claras.

 


Conselhos e diretoria ligam o alerta vermelho


Conselhos de Administração e comitês de risco das empresas começaram a olhar projetos de IA com a mesma atenção dedicada a grandes aquisições ou contratos estratégicos de tecnologia. Afinal, o potencial de impacto – seja em ganhos ou em perdas – é comparável.

 

Pesquisas recentes indicam que a IA já figura entre as principais preocupações dos conselhos corporativos em 2026, ao lado de temas clássicos como desempenho financeiro e estratégia. Líderes querem garantias de que a tecnologia trará retorno e não uma surpresa desagradável.

 

A gestão de riscos de IA já é vista como parte da boa governança corporativa. Porém, a realidade mostra que ainda há caminho a percorrer: somente 22% dos boards de empresas públicas afirmam ter políticas formais de governança de IA em vigor, embora outros 60% reconheçam o tema e planejem discuti-lo em breve. A expectativa é que essa conscientização cresça rápido, impulsionada tanto por casos práticos de fracassos quanto pelo avanço de regulações.

 

Empresas mais maduras já iniciaram movimentos preventivos. Muitas corporações de grande porte, por exemplo, passaram a exigir de seus fornecedores evidências de governança de IA antes de fechar contratos. Investidores também estão fazendo perguntas específicas sobre segurança algorítmica e uso responsável de IA nos processos de due diligence de aportes e aquisições. Todos querem se certificar de que não há uma bomba-relógio escondida nos sistemas inteligentes de quem recebe seus recursos.


 

Transformando a IA de passivo oculto a ativo confiável


A boa notícia é que é possível, sim, aproveitar os benefícios da inteligência artificial sem cair nas armadilhas dos riscos invisíveis. Isso exige, primeiramente, encarar a IA como parte integrante da estratégia de negócio e da matriz de riscos da empresa, e não como um experimento isolado do departamento de TI.

 

Envolve criar estrutura de governança: definir quem, dentro da organização, aprova e supervisiona o uso de IA; mapear todas as ferramentas e modelos em uso, inclusive aqueles contratados de terceiros; estabelecer políticas claras sobre quais dados podem (ou não) ser alimentados em algoritmos e quais critérios mínimos de explicabilidade e segurança cada projeto de IA deve atender antes de entrar em produção. Também implica implementar mecanismos de rastreabilidade e auditoria – cada decisão automatizada relevante deve deixar um rastro: qual sistema tomou, com que dados, em qual momento, e qual foi o resultado. Assim, quando houver uma dúvida ou incidente, consegue-se investigar rapidamente a causa e tomar medidas corretivas.

 

Vale destacar que governança de IA não significa engessar a inovação, e sim habilitá-la com segurança. Empresas com políticas robustas de governança reduziram significativamente o impacto financeiro de incidentes: já as que adotam tecnologias de governança de IA conseguiram economizar, em média, R$ 629 mil no custo de cada violação de dados em comparação às que não adotam. Ou seja, controle não freia inovação – ele a torna sustentável. No balanço final, a IA governada tende a permanecer um ativo valioso que impulsiona a competitividade

Cuidar da governança da IA hoje é evitar que ela se torne o problema de amanhã. O ativo e o passivo estão nas duas faces da mesma moeda tecnológica; cabe às empresas decidirem, através da boa governança, em qual lado dessa moeda querem ficar.




Sylvio Sobreira Vieira - CEO & Head Consulting da SVX Consultoria

SVX Consultoria
https://svxconsultoria.com.br


Mercado imobiliário fecha 2025 com recorde de lançamentos e vive expectativa de redução de juro

Envato

Senior Index aponta crescimento de 7,3% no VGV e mercado projeta expansão para 2026


O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com desempenho positivo, contrariando expectativas de retração diante do patamar elevado da taxa básica de juros, próxima de 15% ao longo do ano. Dados consolidados do Senior Index, indicador proprietário da Senior Sistemas que acompanha o segmento de médio e alto padrão, em conjunto com as estatísticas oficiais da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), mostram que o setor manteve crescimento em lançamentos, vendas e preços, sustentado por políticas públicas habitacionais, demanda reprimida e estratégias de adaptação das empresas.

Segundo a CBIC, 453.005 unidades residenciais foram lançadas em 2025, alta de 10,6% em relação a 2024, estabelecendo um recorde histórico. As vendas somaram 426.260 unidades, crescimento de 5,4% na mesma base de comparação. O Valor Geral de Vendas (VGV) anual atingiu R$ 264,2 bilhões, com avanço de 3,5%. No quarto trimestre, o ritmo permaneceu consistente, com 109.439 unidades vendidas e forte contribuição do Sudeste.


Resiliência em um ambiente de crédito restritivo

Mesmo com o custo do financiamento pressionado pela Selic elevada, o desempenho do mercado foi sustentado por fatores estruturais. O programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas em 2025, com crescimento anual de 13,5% e 15,9%, respectivamente. Regiões fora do eixo tradicional também ganharam protagonismo: o Norte registrou aumento de 68,8% nos lançamentos do quarto trimestre ante igual período de 2024, enquanto o Nordeste avançou 27,4% no mesmo indicador.

No segmento de médio e alto padrão, os dados do Senior Index 2025 reforçam a leitura de resiliência seletiva. O índice aponta crescimento nacional de 7,3% no Valor Geral de Vendas, aumento de 5,0% na quantidade de unidades comercializadas e valorização média de 10,4% no preço do metro quadrado. O Nordeste se destacou com alta de 27,1% no VGV, enquanto o Sudeste liderou a valorização de preços, com avanço de 12,7% no valor do metro quadrado.

A análise por padrão de produto indica mudança no perfil da demanda. No médio padrão, o VGV cresceu 5,2%, alinhado à média nacional. Já o alto padrão apresentou desempenho superior, com alta de 8,9% no VGV e 5,5% no número de unidades, sinalizando maior busca por imóveis de maior valor agregado, mesmo em um ambiente de juros elevados.


Preços em alta e mercado ativo

Os indicadores de preços corroboram o cenário de demanda contínua. O índice FipeZap acumulou valorização próxima de 8% nos 12 meses até abril de 2025, ritmo acima da inflação no período, indicando capacidade do mercado de repassar custos e preservar margens em determinados segmentos e regiões. Apartamentos e condomínios concentraram cerca de 77% das receitas imobiliárias, refletindo a preferência por moradia urbana e produtos verticais.

“O ano de 2025 serviu como uma prova clara da resiliência estrutural do mercado imobiliário brasileiro diante de um ciclo de juros elevados. Historicamente, um ambiente que teria reduzido de forma significativa a demanda e o nível de atividade do setor. A capacidade de adaptação das empresas, aliada à existência de demanda reprimida e ao papel dos programas habitacionais, sustentou um crescimento que muitos analistas consideravam improvável”, afirma o diretor do segmento Construção da Senior, Marcos Malagola.


Perspectivas para 2026: transição para um novo ciclo

As projeções para 2026 indicam um ambiente mais favorável. A CBIC estima crescimento de 2,0% no PIB da construção, apoiado pela expectativa de estabilização e possível redução gradual da Selic, volume recorde de recursos do FGTS destinados à habitação e metas ampliadas do MCMV, que projeta até 3 milhões de unidades nos próximos anos.

No longo prazo, estimativas de mercado apontam expansão gradual do setor imobiliário brasileiro, com o tamanho do mercado passando de cerca de US$ 128,6 bilhões em 2025 para US$ 160,6 bilhões até 2034, a uma taxa média anual próxima de 2,5%. Para analistas, a combinação de juros menos restritivos, maior sofisticação dos modelos de negócio e demanda habitacional estrutural cria as bases para um novo ciclo de crescimento mais equilibrado a partir de 2026.

Segundo o diretor, a leitura para os próximos anos é construtiva, ainda que cautelosa. “A melhora das condições de financiamento prevista para 2026, somada à experiência adquirida pelos agentes do setor em operar sob juros elevados, sugere que estamos à beira de um novo ciclo, possivelmente menos volátil e mais orientado pela demanda real do que por estímulos pontuais”, diz. Os dados de 2025 reforçam uma leitura central: longe de um movimento homogêneo, o mercado imobiliário brasileiro mostrou capacidade de adaptação em um dos ambientes macroeconômicos mais desafiadores dos últimos anos, com ganhos relevantes em regiões e segmentos específicos — e sinais claros de preparação para uma nova fase de expansão.

“Embora os desafios persistam, especialmente no acesso ao crédito para famílias de renda média, a trajetória recente indica que o setor imobiliário está em processo de ajuste. Os dados apontam que 2026 pode marcar um ponto de inflexão relevante, com bases mais sólidas para um crescimento sustentável”, completa o executivo.

 

Na estrada com estilo: o que levar na mala para uma viagem sem preocupação

Viajar de ônibus é observar a paisagem em transição pela janela, colocar a leitura em dia, ouvir playlists especiais e transformar o caminho em parte da experiência. Para que tudo flua com leveza, escolher e entender as regras de bagagem é essencial para evitar qualquer dor de cabeça.

A praticidade tem guiado o comportamento dos viajantes modernos. Organizar a mala de forma consciente permite aproveitar cada etapa até o destino final. Em trechos rodoviários cada passageiro tem direito de despachar gratuitamente um item com até 30 kg no bagageiro. Esse peso é o ideal para portes médios ou grandes, desde que bem identificados. Dentro do ônibus é possível levar um volume de mão, que deve caber no compartimento superior ou sob a poltrona, sem comprometer o conforto e a circulação.

Modelos compactos com dimensões semelhantes às aceitas em voos, em torno de 55 cm de altura, costumam se adaptar melhor ao espaço interno. Mochilas estruturadas e bolsas maleáveis são ótimas escolhas.


Comodidade na bagagem

Independentemente do tempo de viagem, a mala de mão faz toda a diferença no conforto durante o trajeto. Elementos essenciais incluem documentos e objetos de valor, troca de roupa leve, itens de higiene pessoal, medicamentos de uso contínuo, garrafa de água e lanches rápidos, fones de ouvido, livro ou dispositivos eletrônicos. Ter esses itens por perto evita a necessidade de acessar a bagagem principal e torna a experiência mais prática e agradável.


País grande, variação de vestuário!

O destino faz toda a diferença ao arrumar o que levar, especialmente em um país como o Brasil. Para quem viaja para o Rio de Janeiro ou São Paulo, por exemplo, peças leves e versáteis funcionam bem durante boa parte do ano. No entanto, um casaco é sempre bem-vindo, já que as temperaturas mudam ao longo do dia. Tecidos respiráveis, calçados confortáveis para caminhar e produções versáteis são alternativas excelentes.

Já para a Região Sul como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, é importante considerar estações mais definidas e invernos rigorosos. Roupas térmicas, suéteres, peças estruturadas e até acessórios como cachecol e gorro são válidos dependendo da época. A dica é apostar em sobreposições, facilitando a adaptação à intensidade do clima. 

 

Vantagens do ônibus: mais liberdade, menos restrições

Enquanto as viagens aéreas impõem limites rígidos de peso e tamanho, além de taxas para despacho, o rodoviário oferece regras mais flexíveis e inclusivas. É permitido levar itens maiores sem custos abusivos, o que traz mais tranquilidade ao passageiro. No ônibus não há necessidade de reduzir a mala ao mínimo por receio de cobranças. Viajar leve é uma decisão pessoal, baseada em praticidade, não uma exigência.

Ao escolher a mala certa, o viajante garante não apenas organização, mas também uma jornada mais confortável e sem imprevistos. As diretrizes que organizam essa dinâmica são estabelecidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que regulamenta os direitos e deveres nas viagens interestaduais, incluindo a franquia mínima.

Nesse cenário de modernização do transporte rodoviário, a wemobi representa uma nova geração do transporte rodoviário brasileiro, alinhada ao perfil de um público que valoriza praticidade, economia e planejamento inteligente.

Com proposta focada em democratizar o acesso às viagens de ônibus, a empresa oferece compra prática pelo site, consulta de horários, comparação de preços e informações claras sobre regras de embarque e bagagem. A experiência digital permite que o viajante organize toda a jornada em poucos cliques — da escolha do destino à seleção do assento — além de contar com canais de atendimento online e processos pensados para dar mais autonomia ao cliente.

 

wemobi

 

Páscoa pode responder por até 40% da renda anual de confeiteiros, aponta pesquisa

Amostragem da Harald indica que, para mais de 65% dos empreendedores, a data é a mais importante do faturamento, à frente de Natal e Festa Junina

 

Em meio ao aumento do custo do chocolate e à busca por renda extra, a Páscoa se consolida como o principal período de faturamento para confeiteiros no Brasil. Pesquisa da Harald com 280 empreendedores mostra que a data pode representar até 40% da receita anual de parte dos negócios e já supera o Natal para mais de 65% dos participantes, reforçando a relevância estratégica da data para os empreendedores do setor.

“Para muitos confeiteiros, a Páscoa paga as contas do ano inteiro. Em diversos casos, é o período que define se o negócio vai fechar o ano no azul ou no vermelho”, afirma Jonatas Froés, gerente de marketing da Harald. O dado é corroborado pela pesquisa, que mostra que mais de 52% dos participantes iniciam o planejamento para a Páscoa com pelo menos dois meses de antecedência.

Quando o assunto é portfólio, o tradicional ainda domina. Os ovos de colher aparecem como principal carro-chefe para mais de 100 respondentes, enquanto 72 participantes apontam os ovos de Páscoa tradicionais como os mais vendidos no período. A escolha está diretamente relacionada à estrutura de trabalho desses empreendedores: 66% produzem sozinhos e apenas 29,5% contam com ajuda pontual, o que os leva a investir em um portfólio mais enxuto, prático e fácil de executar.

Além de impulsionar as vendas, a Páscoa também se mostra um importante motor de conquista e retenção de clientes. Para a maioria dos confeiteiros, a data é responsável por até 30% de novos consumidores, e, para 44,3% dos respondentes, esse público segue comprando ao longo do ano. Como principal estratégia de fidelização após o período sazonal, 79 participantes apontam a apresentação de novos produtos do portfólio como forma de estimular a recompra.

“Mais do que resultados imediatos, a Páscoa amplia a visibilidade do confeiteiro e cria oportunidades de relacionamento de longo prazo. Quando a experiência é positiva, o cliente retorna em outras datas”, destaca Jonatas Froés.

O principal desafio, no entanto, segue sendo o custo dos insumos, apontado como a maior preocupação no planejamento para a data. Para lidar com esse cenário, muitos empreendedores adotam estratégias como vendas antecipadas, controle de desperdício e construção de um portfólio mais estratégico.

O levantamento revela ainda que, para 47% dos participantes, a confeitaria atua como fonte de renda extra, enquanto 41% têm a expectativa de que a atividade se torne a principal fonte de receita. Os dados evidenciam o setor como um caminho de profissionalização e autonomia financeira, sustentado pela experiência: para a maioria dos respondentes, a atuação no período da Páscoa já ultrapassa oito anos.

De olho no futuro, os empreendedores já avaliam tendências para a Páscoa de 2027, com foco em produtos menores, porções individuais e novos sabores, formatos e combinações. O movimento acompanha o comportamento do consumidor, impactado pelo custo do chocolate, e estimula soluções mais viáveis para os negócios.

“O confeiteiro está cada vez mais estratégico, pensando o portfólio com antecedência e buscando alternativas que mantenham o apelo emocional da Páscoa. As coberturas saborizadas surgem como aliadas nesse processo, permitindo inovação e variedade sem comprometer a rentabilidade”, conclui Froés.


Harald


Livre comércio entre Mercosul e União Europeia desponta como oportunidade para internacionalização de empresa

Com previsão de vigência efetiva para maio, cenário sinaliza maior integração regulatória e reforça Portugal como base estratégica para entrada no mercado europeu

 

O Congresso Nacional promulgou, nesta semana, o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, criando uma das maiores zonas de livre comércio do mundo. O tratado prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, que chegam a mais de 90% do comércio total entre os blocos, além de ligar os países-membros em um mercado que atinge cerca de 700 bilhões de pessoas. A última etapa formal para que o acordo entre em vigência efetiva é uma comunicação bilateral entre os países do Mercosul que já ratificaram o tratado e a UE, chamada de “troca de notas”.

Entretanto, mesmo antes de sua plena entrada em vigor, o avanço do acordo entre Mercosul e UE já produz um efeito prático no ambiente de negócios ao sinalizar aproximação política, econômica e regulatória entre os blocos. Para empresários que avaliam expandir suas operações para fora do país, o cenário tende a aumentar a previsibilidade e a melhorar o planejamento, sobretudo na decisão entre fazer vendas pontuais ao exterior ou estruturar uma presença mais consistente no outro país.


Na prática, esse acordo reforça a importância de tratar a internacionalização como um projeto com organização jurídica desde o início. Ao invés de concentrar a decisão apenas na possibilidade de vender para fora, temas como regras de origem, conformidade regulatória, cadeias de fornecimento, contratos internacionais, proteção patrimonial e estratégia de presença local ganham relevância. A tendência é que empresas mais estruturadas tomem decisões com mais segurança, porque passam a planejar dentro de um horizonte mais claro de integração entre mercados.


Para o advogado Bruno Albuquerque, especialista em negócios internacionais, neste momento, a principal mudança está menos na questão tarifária e mais na necessidade de organização empresarial. “Mesmo antes de sua plena entrada em vigor, o avanço do acordo Mercosul-União Europeia já funciona como um sinal político, econômico e regulatório muito relevante. Ao invés de olhar a expansão internacional como um salto no escuro, passa a ser possível estruturá-la com mais método, avaliando com antecedência contratos, desenho societário, tributação e acesso ao mercado”, afirma.


 

Portugal como plataforma de entrada na Europa


No recorte entre Brasil e Europa, Portugal tende a ganhar ainda mais força como porta de entrada no mercado europeu, deixando de ser visto apenas como um destino atrativo e se consolidando como base para estruturar empresas e contratos com foco em expansão. A proximidade cultural e o idioma ajudam a reduzir dificuldades de adaptação, o que pode tornar o processo mais eficiente para empresas com visão de longo prazo. 

Segundo Albuquerque, uma base societária em Portugal pode servir como alicerce para reputação, organização contratual, proximidade com parceiros e expansão mais estruturada para outros países europeus. “Exportar é importante mas, em muitos casos, estar juridicamente presente no mercado é o que muda de fato o patamar da empresa”, explica.


 

Mais confiança para investir no Brasil


No caminho inverso, o avanço do acordo também tende a elevar a confiança de empresas portuguesas e europeias interessadas no Brasil. No cenário brasileiro, em simulação para 2044, o Itamaraty estima efeito positivo de 0,34% no PIB, alta de 0,76% no investimento e crescimento de 2,65% nas exportações totais com o acordo. 


O movimento sinaliza maior aproximação institucional e pode favorecer parcerias, investimentos e implantação de operações, mesmo que, segundo Albuquerque, o ambiente brasileiro ainda exija análise jurídica cuidadosa devido à sua complexidade regulatória.


 

Oportunidade com cautela técnica


Apesar do contexto favorável, na visão do advogado, o momento deve ser visto como oportunidade, mas com cautela técnica. A internacionalização pode se tornar mais cara quando é feita sem planejamento, sem avaliar a estrutura societária adequada, os reflexos fiscais no Brasil, exigências bancárias e contratuais e as obrigações regulatórias ligadas à operação. 


A orientação de Albuquerque é tratar o movimento como projeto empresarial, com planejamento compatível com objetivos de longo prazo, sobretudo para quem pretende transformar a presença internacional em base sólida de crescimento.


“Não basta abrir a empresa. É preciso que esse movimento faça sentido para o negócio, para o investidor e para a expansão futura. Meu trabalho, atuando entre Brasil e Portugal, é transformar esse conjunto de exigências em um caminho viável. Atuar nos dois ambientes permite compreender a lógica brasileira, a lógica portuguesa e o impacto europeu sobre ambas. Operações sólidas não nascem apenas de boas ideias, elas precisam de uma boa fundação jurídica”, conclui Albuquerque.





Bruno Albuquerque - advogado brasileiro com atuação no Brasil e em Portugal, nas áreas de Direito Internacional, Empresarial e Bancário. Trabalha na interseção entre direito, finanças e estratégia para apoiar empresários, empresas e investidores em decisões e estruturação de negócios entre Brasil e Europa, com foco em planejamento, previsibilidade e mitigação de riscos a partir da advocacia preventiva.

Texto: Shaiane Corrêa



Inclusão de pessoas com Síndrome de Down ainda esbarra em barreiras estruturais no Brasil

  Especialista aponta falhas na implementação de políticas públicas e defende inclusão efetiva na educação e no mercado de trabalho. 


 Apesar dos avanços legais nas últimas décadas, a inclusão de pessoas com Síndrome de Down no Brasil ainda enfrenta obstáculos significativos - especialmente nas áreas de educação e mercado de trabalho. No Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado neste sábado, dia 21 de março, o tema ganha visibilidade, mas também reforça a urgência de transformar direitos garantidos em realidade concreta.

De acordo com especialistas da área, o país possui uma legislação considerada avançada, como a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), mas ainda há falhas importantes na sua implementação. A ausência de suporte adequado nas escolas regulares, a dificuldade de acesso ao emprego formal e o preconceito estrutural continuam limitando a autonomia e a participação social dessas pessoas.

Para o Defensor Público Federal André Naves, especialista em direitos humanos e inclusão social, o problema não está apenas na criação de normas, mas na efetivação das políticas públicas.“A inclusão não pode ser apenas formal. É preciso garantir condições reais para que pessoas com Síndrome de Down tenham acesso à educação de qualidade, ao trabalho e à plena cidadania. Sem isso, continuamos reproduzindo desigualdades”, afirma.

Segundo ele, o capacitismo - discriminação baseada na deficiência - ainda é um dos principais entraves, muitas vezes invisível, mas profundamente enraizado nas práticas institucionais e sociais.André Naves destaca que a inclusão produtiva é um dos caminhos mais importantes para a transformação desse cenário. “Quando promovemos o acesso ao trabalho, estamos não apenas garantindo renda, mas também dignidade, autonomia e reconhecimento social”, explica.

O especialista também ressalta a importância de investimentos em políticas públicas integradas, que articulem educação, assistência social e empregabilidade. Neste 21 de março, a reflexão proposta vai além da conscientização: trata-se de um chamado à ação para que a inclusão deixe de ser exceção e se torne regra no Brasil.

Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.


Agentic Commerce: por que o varejo deve se preparar para essa tendência?

 

O varejo sempre foi uma indústria de etapas. Do momento em que um consumidor sente uma necessidade até o clique final no botão "comprar", existe uma jornada repleta de filtros, comparações de preço, dúvidas sobre frete e, muitas vezes, desistências causadas por fricções desnecessárias. Quanto a isso, a NRF 2026 deixou um recado: descoberta, transação e relacionamento estão virando processos mediados por Agentic Commerce. 

O conceito trata-se da evolução da jornada de compras no e-commerce mediada pela Inteligência Artificial. Isso significa que, atualmente, a tecnologia sai do papel de uma simples assistente que responde e passa a ser a agente que executa. Durante o encontro em Nova York, essa tendência foi descrita como uma mudança da compra que era, até então, guiada por filtros, para interações orientadas por intenção, tendo o agente de IA como auxiliador direto. 

E, quanto a isso, o Agentic Commerce traz uma grande provocação: como a marca irá se posicionar quando o cliente não for um humano navegando por um layout atrativo, mas um algoritmo buscando dados estruturados? 

Para o varejista, o desafio deixa de ser puramente estético e passa a ser, mais do que nunca, operacional e de dados. Se o catálogo de produtos tem atributos inconsistentes, o agente de IA simplesmente ignorará aquela opção. Ou seja, no mundo agêntico, a "verdade do dado" é a única moeda de troca. 

Entretanto, mesmo sendo esta a próxima grande revolução para o varejo digital, o mercado ainda não trata essa autonomia total como consenso. Há, naturalmente, uma resistência cultural, marcada pelo fato de que muitos gestores temem perder o controle sobre a jornada da marca ou o contato direto com o consumidor. 

Contudo, é preciso enfatizar que o foco do setor deve ser a redução da fricção. O consumidor moderno está exausto de microdecisões. Sendo assim, delegar compras recorrentes ou a busca por itens específicos para um agente de IA não é perder o cliente, mas ganhar a sua lealdade pela conveniência. 

Para que isso funcione, as etapas devem atender a um cronograma rigoroso. Afinal, não há como implementar o Agentic Commerce sobre uma base de dados desorganizada. Deste modo, é necessário que o sistema de gestão esteja integrado com as regras de negócio e com informações de estoque em tempo real, bem como as demais áreas como, por exemplo, contas a pagar e receber, precisam conversar entre si sem ruídos. 

Embora falar sobre uma tendência tenha um tom futurístico, o Agentic Commerce não se trata de previsão, mas de uma realidade. Na NRF 2026, o Google apresentou o Universal Commerce Protocol (UCP) como um padrão aberto para viabilizar compras de ponta a ponta a partir de superfícies de IA (como o AI Mode na Busca e o app Gemini). Além disso, a empresa também mostrou o Agent Payments Protocol (AP2), que permite que agentes de IA façam pagamentos seguros pelos usuários. 

A pergunta que fica para os líderes do varejo não é se essa tecnologia será adotada, mas se a infraestrutura atual é capaz de suportar uma transação que acontece em segundos, sem intervenção humana. Hoje, o futuro do e-commerce é menos sobre navegação e mais sobre intenção. Por isso, aqueles que tratarem seus dados com o mesmo zelo que tratam suas vitrines serão os novos líderes desse mercado invisível, mas onipresente.  



Tailan Oliveira - CRO da ALFA.

ALFA Consultoria – SAP Gold Partner


O mundo que herdamos

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“Dizer a um jovem da periferia que o crime não compensa soa vazio quando ele pode apontar para bancos que socializaram prejuízos bilionários sem que nenhum executivo fosse à cadeia"

 

Há uma pergunta que circula silenciosamente nas mentes de milhões de jovens hoje, aparecendo inclusive nas buscas do Google com frequência crescente: para que estudar? À primeira vista parece preguiça ou imaturidade. Mas quando examinamos o contexto em que essa pergunta surge, ela revela algo muito mais profundo — e muito mais perturbador.

Vivemos um momento em que a desconfiança nas instituições não é paranoia, é resposta racional a uma série de traições documentadas. Os arquivos Epstein, agora parcialmente públicos, sugerem que figuras de liderança global em política, finanças e entretenimento participaram ou foram cúmplices silenciosos de crimes contra os mais vulneráveis — protegidas durante anos pelos mesmos sistemas que deveriam responsabilizá-las. No Brasil, o mecanismo é familiar, embora vista roupas diferentes.

O caso do Banco Master ilustra com precisão cirúrgica como o sistema funciona para quem tem acesso ao andar de cima. Uma instituição que acumulou passivos bilionários vendendo CDBs a investidores de varejo — muitos deles pequenos poupadores que acreditaram nas promessas de rentabilidade — encontrou no Fundo Garantidor de Créditos e nas negociações com o BRB uma tábua de salvação que dificilmente estaria disponível para um devedor comum. A socialização dos riscos enquanto os lucros permanecem privados não é anomalia do sistema financeiro brasileiro. É sua característica estrutural mais duradoura. E os jovens, mesmo sem ler os relatórios do Banco Central, percebem isso visceralmente quando veem seus pais trabalharem décadas com fidelidade e ainda assim não conseguirem pagar moradia digna nas grandes cidades.

Quando esse mesmo jovem olha para o mercado de trabalho e constata que a inteligência artificial está eliminando empregos em ritmo acelerado, que formados universitários acumulam dívidas trabalhando em funções que não exigem seus diplomas, a pergunta "para que estudar?" deixa de ser retórica. Ela se torna existencial. 

  contrato implícito que sustentou gerações — estude, obtenha credenciais, acesse oportunidades, construa uma vida estável — depende de uma crença de que as oportunidades ainda existem do outro lado. Quando esse contrato se mostra seletivo, válido principalmente para quem já nasceu com conexões e capital, a descrença não é fraqueza de caráter. É lucidez.

E é nesse vácuo de sentido que o crime organizado encontra seu recrutamento mais eficaz. Não porque os jovens brasileiros sejam moralmente inferiores às gerações anteriores, mas porque o tráfico oferece o que a economia legítima cada vez menos proporciona aos que nasceram sem rede de proteção: renda imediata, uma hierarquia clara para escalar, prova visível de que o esforço produz resultado e — talvez o mais sedutor de tudo — um sentido de pertencimento e identidade em comunidades onde o Estado aparece principalmente sob a forma de violência policial.

Dizer a um jovem da periferia que o crime não compensa soa vazio quando ele pode apontar para bancos que socializaram prejuízos bilionários sem que nenhum executivo fosse à cadeia, para um sistema político que atravessou escândalos sucessivos e se reconstituiu praticamente intacto, para uma justiça que age com velocidades muito diferentes dependendo do sobrenome do réu. A hipocrisia é visível. E os adultos que fingem que não é perdem a credibilidade antes mesmo de terminar a frase, quando quase todos souberam que Elon Musk disse recentemente que a IA está pronta para acabar com a metade dos empregos.

O que resta então? Talvez a única conversa honesta possível seja aquela que não promete um mundo justo — porque ele não é — mas que distingue entre a raiva legítima diante da injustiça e as escolhas que essa raiva pode inspirar. A blindagem estrutural que protegeu executivos e políticos em escândalos sucessivos não está disponível no tráfico. O que o crime organizado vende é a estética do poder — o dinheiro rápido, o respeito imediato — sem nenhuma da proteção que mantém os verdadeiramente poderosos relativamente intocáveis. Isso não é justiça. Mas é a realidade de onde as paredes efetivamente estão.

A pergunta mais profunda, porém, não é como convencer jovens a seguir um sistema em que não confiam. É como reconstruir um mundo em que a confiança seja merecida. Enquanto bancos sistemicamente importantes são resgatados e seus credores protegidos, enquanto os arquivos continuam sendo abertos, revelando cumplicidades que atravessam fronteiras e classes sociais, essa reconstrução parece distante. Mas reconhecer honestamente o tamanho do problema é, pelo menos, um começo mais digno do que continuar repetindo roteiros que ninguém mais acredita.

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**


Alfredo Behrens - Professor da FIA Business School

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/o-mundo-que-herdamos


Programa Abuso Não é Amor, de YSL Beauty, promove treinamento sobre sinais de alerta de relacionamentos abusivos em parceria com a ONG Cruzando Histórias

Iniciativa oferece conteúdo gratuito para conscientizar e educar a população sobre comportamentos abusivos e a prevenção da violência por parceiro íntimo
 

A violência em relacionamentos nem sempre começa de forma explícita. Em muitos casos, ela se inicia por comportamentos sutis, que podem ser confundidos com cuidado ou demonstrações de amor, mas que ao longo do tempo evoluem para situações de controle, manipulação e agressão. Especialistas alertam que reconhecer esses sinais precocemente é um passo fundamental para prevenir a escalada da violência de parceiros íntimos (VPI). 

Dados recentes mostram que à nível global, 1 em cada 3 mulheres vai experienciar violência de parceiro íntimo ao longo da sua vida*. Menos de 40% das mulheres que experienciam violência de parceiro íntimo buscam por ajuda*. No Brasil, os dados apontam para uma realidade alarmante. 33% das mulheres já vivenciaram alguma forma de violência**, embora parte delas não se reconheça como vítima. Além disso, 6 em cada 10 mulheres relatam que as agressões ocorrem de forma recorrente**, e 79% das brasileiras acreditam que a violência contra a mulher aumentou no último ano**, reforçando a importância de ampliar o acesso à informação e à prevenção. 

Com o objetivo de ampliar a conscientização sobre esse tema, a YSL Beauty criou, em 2020, o programa global Abuso Não é Amor, iniciativa que atua na prevenção da violência por parceiro íntimo (VPI) por meio de educação e informação. Presente em diversos países, o programa é desenvolvido em parceria com organizações da sociedade civil, responsáveis por conduzir ações de treinamento e conscientização em nível local, e já treinou a nível global mais de 1,3 milhões de pessoas através da parceria com ONGs que atual localmente nos países. 

No Brasil, onde a iniciativa foi lançada em junho de 2023, o programa é desenvolvido em parceria com a ONG Cruzando Histórias, organização que atua na promoção de educação, conscientização e apoio a pessoas em situação de violência de gênero. A parceria integra o compromisso global do programa Abuso Não é Amor, que tem como objetivo educar dois milhões de pessoas em todo o mundo até 2030 sobre os sinais de alerta de abuso em relacionamentos por meio de treinamentos, ações de conscientização e colaboração com organizações locais. 

Como parte das ações do programa, está disponível gratuitamente um treinamento conduzido pela ONG, de forma online, que ensina a reconhecer os sinais de alerta em relacionamentos abusivos e orienta sobre como agir diante dessas situações, seja em experiências pessoais ou ao identificar possíveis casos entre amigos, familiares ou colegas. Os nove sinais de alerta frequentemente presentes em relações abusivas são: controlar, isolar, humilhar, manipular, demonstrar ciúmes excessivo, invadir a privacidade, chantagear, ignorar e intimidar. De acordo com especialistas, esses comportamentos tendem a se intensificar ao longo do tempo, o que pode dificultar a percepção da violência nas fases iniciais. 

Segundo Bia Diniz, CEO e fundadora da Cruzando Histórias, a educação é chave para transformar essa realidade: “Muitas pessoas acreditam que a violência começa apenas quando há agressão física, mas na maioria dos casos, ela surge antes, com os sinais progredindo e se intensificando de forma gradual, por meio de atitudes que são mascaradas como comuns dentro de um relacionamento. A dificuldade em identificar comportamentos abusivos nas fases iniciais ainda é um dos principais desafios no enfrentamento da violência por parceiro íntimo, e a educação é essencial para gerarmos uma mudança efetiva. Quando aprendemos a reconhecer esses sinais, conseguimos interromper esse ciclo com mais rapidez e oferecer apoio a quem precisa. O combate à violência de gênero precisa começar na raiz do problema, por meio da educação e da informação”, afirma. 

Bianca Ferreira, Head de Corporate Affairs, Sustentabilidade, Diversidade & Inclusão da L’Oréal Luxo, complementa reforçando como o programa tem forte ligação com os valores e o propósito da marca. “Desde 2020, YSL Beauty assumiu a missão de romper o silêncio sobre a violência por parceiro íntimo. No Brasil, onde o debate sobre a segurança da mulher é vital, usamos toda a ousadia e coragem que são parte do DNA da marca para dar nome ao que muitos ainda romantizam. Através da parceria com a Cruzando Histórias, transformamos informação em ferramenta de sobrevivência. Não queremos apenas informar; queremos garantir que cada pessoa saiba identificar um sinal de alerta antes que ele se torne uma estatística. Porque, no final do dia, conhecimento salva vidas”, aponta.



*Fonte: OMS, 2023. United Nations, office of national statistics, love is respect, ncbi, aware inc, cdc

**Fonte: Nexus (FSB Holding), em pesquisa junto ao Instituto DataSenado: Link

 

Os 9 Sinais de um relacionamento abusivo são:
 

1) Ignorar: quando o abusador usa a própria raiva como uma oportunidade para punir seus parceiros, ignorando-os propositalmente;

2) Chantagear: quando o abusador diz que vai abandonar a pessoa ou expor segredos se não fizer algo ou recusar algo;

3) Humilhar: quando o abusador insulta o parceiro, fazendo-o se sentir mal;

4) Manipular: quando o abusador usa os sentimentos do parceiro para que eles ajam de certa maneira;

5) Mostrar ciúmes excessivo: quando o abusador suspeita de tudo que o parceiro diz ou faz, além de querer atenção total;

6) Controlar: quando o parceiro controla tudo do parceiro, o que veste, o que faz, etc;

7) Intrusão: quando o abusador quer se intrometer nas coisas pessoais do parceiro, como mensagens ou redes sociais;

8) Isolar: quando o abusador isola o parceiro da família e amigos;

9) Intimidar: quando o abusador coloca medo em você e o que faz.
 

Serviço

Treinamento Abuso Não é Amor
Link
 



Sobre Yves Saint Laurent Beauty
Liberdade, sempre no limite, ousadia e disrupção são as palavras que representam Yves Saint Laurent Beauté e transgressão é a palavra-chave que move todo o repertório da grife desde 1962, ano em que o próprio Yves Saint Laurent criou a marca, revolucionando para sempre o mundo da moda com suas ideias e questionando os ideais femininos, masculinos e padrões de beleza. Personificando os valores da modernidade, cada coleção de YSL é movida pela ousadia, juventude e alto luxo e é desenvolvida para tomar o poder e questionar o inquestionável, sem medo de julgamentos. Em 1964, Yves Saint Laurent ingressou no mundo da perfumaria lançando sua primeira fragrância masculina, Y, e no fim da década de 1970, fez seu grande début no universo da beleza, com sua primeira linha de maquiagem. Yves tinha como objetivo entrar no universo de cosméticos para criar itens tão marcantes, provocativos e intensos quanto suas roupas e hoje conta com um portfólio completo de maquiagem e fragrâncias para mulheres e homens, além de embaixadores marcantes como a modelo Edie Campbell, a atriz e cantora Zoe Kravitz e o cantor Lenny Kravitz. A linha de maquiagem e fragrâncias de Yves Saint Laurent Beauté podem ser encontradas com exclusividade no e-commerce oficial da marca Link.



Sobre a Cruzando Histórias:
Organização sem fins lucrativos, que promove o acolhimento, a valorização profissional e a empregabilidade entre mulheres. A iniciativa nasceu a partir do choro desesperado de uma mãe, a Sueli. Seu choro tocou Bia Diniz, que levantou do sofá para encontrá-la. Bia então começou a escutar pessoas pelas ruas, e criou uma rede de fortalecimento e pertencimento, focada em mulheres em desemprego. Hoje, atuam como uma Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos, estabelecida em São Paulo, com presença em todo o território nacional, tendo atuação em temáticas relacionadas à causa de gênero e proteção da mulher, como violência de parceiro íntimo, feminicídio, assédios nas ruas.



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