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sábado, 2 de maio de 2026

Mexer no celular do parceiro: fatores emocionais e riscos jurídicos da prática

Pesquisa mostra que comportamento é frequente entre brasileiros e pode gerar consequências legais e impacto na confiança do casal 

  

A prática de mexer no celular do parceiro sem consentimento, muitas vezes considerada como algo comum em meio a relações marcadas por ciúmes e desconfiança, pode ter consequências muito mais graves do que simples discussões. Trata-se, na realidade, de um crime previsto na legislação brasileira e que pode resultar em pena de prisão.

 

Uma pesquisa realizada pela Avast revela que 61% dos brasileiros já acessaram o celular do parceiro. Desse total, 41% admitiram ter feito isso sem qualquer autorização. O advogado e professor de Direito da Afya Sete Lagoas, Dr Igor Alves Noberto Soares, explica que a Constituição Federal de 1988, em seu art. 5º, estabelece a proteção à intimidade, à privacidade e ao sigilo das comunicações, incluindo os dados telemáticos, sendo uma garantia fundamental, que não é excluída por relações pessoais.

 

“Nesse contexto, a conduta de “dar uma olhada” no celular alheio sem consentimento pode se enquadrar no art. 154-A do Código Penal, introduzido pela Lei nº 12.737/2012 (Lei Carolina Dieckmann), que tipifica a invasão de dispositivo informático com o objetivo de obter ou manipular dados sem autorização do titular. O elemento central é justamente a ausência de consentimento aliada à intenção de acessar informações que não foram voluntariamente compartilhadas. Assim, a existência de relacionamento não afasta a tutela jurídica da privacidade, nem autoriza o acesso irrestrito a dados pessoais”.

Os dados também indicam uma diferença de comportamento entre gêneros: mulheres aparecem mais propensas a bisbilhotar, representando 65% dos casos gerais e 45% entre aquelas que assumem acessar escondido, contra 57% e 36% dos homens, respectivamente. 

 

Igor Soares comenta que as consequências para os invasores podem se manifestar de diferentes modos. “Na esfera penal, o agente pode responder pelo crime de invasão de dispositivo informático, estando sujeito à pena de detenção e multa, com possibilidade de agravamento, especialmente nos casos em que haja divulgação dos conteúdos obtidos de forma indevida. Na civil, a conduta pode ensejar o dever de indenizar por danos morais, em razão da violação de direitos da personalidade. Além disso, há relevante repercussão processual, uma vez que provas obtidas por meios ilícitos são inadmissíveis em juízo, o que pode inviabilizar sua utilização em demandas no âmbito do direito de família”.


 

O que leva alguém a mexer no celular do parceiro? 

 

Os motivos de acordo com os entrevistados variam, mas em grande parte as respostas estão ligadas em suspeitas e inseguranças. Parte deles afirmou agir por desconfiança de traição ou mentira, enquanto 23% admitiram fazer isso simplesmente por curiosidade ou intromissão. Outros relataram ações ainda mais invasivas, como instalar aplicativos sem o conhecimento do parceiro (3%) ou tentar rastrear sua localização (2%). 

 

O psicólogo e professor da Afya Montes Claros, Dr Jones Barreto Corrêa, enfatiza que essas questões dizem respeito a valores, percepções e significados subjetivos que dizem tanto sobre as relações quanto sobre as pessoas envolvidas. “É uma junção do modo como cada um compreende amor, parceria, posse, confiança e desconfiança. O que leva a cada um agir de maneira incorreta ao olhar o celular do parceiro exige considerar não um sentido universal desses conceitos, mas o significado singular que eles têm para cada pessoa. É importante entender como cada indivíduo percebe o outro, a si mesmo, o relacionamento e a própria vida”.

 

Dr Jones Barreto menciona algumas atitudes e sentimentos que podem levar uma pessoa a cometer o ato de invasão :

 

  1. Uma pessoa pode entender a relação como uma parceria que envolve um acordo implícito de exclusividade. Nesse caso, pode sentir necessidade de verificar se o outro está, de fato, cumprindo esse “contrato”.
  2. Pode também ocorrer de alguém enxergar o parceiro como sua principal ou única fonte de sentido na vida. A possibilidade de perda pode gerar um sentimento profundo de vazio, solidão e desamparo, tornando o sofrimento difícil de suportar, o que leva à busca por garantias de permanência.
  3. Há ainda quem tenha dificuldade em reconhecer a individualidade do outro, seus amigos, interesses e espaço próprio e, por isso, adote comportamentos de controle, tratando o parceiro como uma posse.
  4. Experiências anteriores, como quebras de confiança ou decepções, também podem gerar medo de repetição dessas situações, levando à tentativa de invadir a privacidade como forma de prevenção. 

Segundo a pesquisa, 25% das pessoas disseram já ter brigado após descobrir algo no celular do parceiro, enquanto 16% encontraram evidências de que o outro escondia informações. “Tentar adivinhar, definir ou projetar como o outro deve ser pode gerar sofrimento. Isso porque um relacionamento é atravessado por novidades e elementos novos, especialmente por envolver pessoas diferentes, com subjetividades próprias. Nesse sentido, o diálogo permite esclarecer sentimentos, expectativas, desejos, gostos, valores e modos de perceber a vida e o próprio relacionamento. Essas trocas abrem caminho tanto para a tomada de decisões, como a continuidade ou não da relação, quanto para a construção de um vínculo mais satisfatório”, conclui o psicólogo da Afya. 

 

Solidão e excesso de telas impactam a saúde emocional do público 50+ e acendem alerta para a longevidade

Crescente digitalização amplia conexões, mas também pode intensificar o isolamento silencioso e afetar a qualidade de vida ao longo do envelhecimento

 

Com o avanço da tecnologia, a forma como diferentes gerações se relacionam, trabalham e se conectam mudou. Enquanto os dispositivos digitais aproximam pessoas e ampliam o acesso à informação, eles também levantam um debate cada vez mais urgente: como os impactos do uso excessivo de telas têm afetado a saúde mental e emocional da população, especialmente entre o público 50+? 

Se antes este era um assunto que gerava preocupações associadas, principalmente, aos mais jovens, especialistas observam que hoje o fenômeno se estende também à população mais madura, que vem ampliando sua presença no ambiente digital. Segundo dados do IBGE, o acesso à internet entre brasileiros mais velhos cresce de forma consistente, refletindo uma mudança de comportamento e uma maior integração digital. Redes sociais, aplicativos de mensagens, serviços bancários, telemedicina e plataformas de entretenimento passaram a fazer parte do cotidiano, acompanhando o cenário de envelhecimento populacional e gerando maior inclusão tecnológica. 

Esse movimento traz ganhos importantes para a autonomia, o acesso a serviços e a manutenção de vínculos familiares. No entanto, especialistas alertam que, quando a interação digital substitui experiências reais, a presença nas redes pode ampliar a sensação de solidão e favorecer o “isolamento silencioso”. 

A solidão já vem sendo apontada como um dos maiores desafios entre pessoas longevas, já que, diferentemente do isolamento social, que está ligado à ausência de contato, a solidão está associada à ideia de desconexão emocional e pode ocorrer mesmo quando há interações no ambiente digital. 

Para o Instituto de Longevidade MAG, a tecnologia não é, sozinha, um problema, mas o seu uso excessivo pode impactar diretamente a saúde física e emocional, além de reduzir momentos de convivência presencial. “A tecnologia representa um importante instrumento de inclusão, especialmente para os longevos, mas ela não pode substituir os vínculos reais. É ainda mais importante existir o equilíbrio entre conexão digital e relações presenciais, para preservar a saúde emocional e fortalecer o senso de pertencimento, ajudando a construir uma longevidade com qualidade de vida”, afirma Simone Cesena, diretora do Instituto de Longevidade MAG. 

Questões como distúrbios do sono, sedentarismo, ansiedade, dificuldades de concentração e redução da interação social estão entre os efeitos frequentemente associados ao uso prolongado de dispositivos digitais. Essa discussão ganha ainda mais relevância diante das mudanças demográficas e econômicas. O envelhecimento populacional exige um olhar ampliado sobre hábitos cotidianos, especialmente aqueles que influenciam o bem-estar e a capacidade funcional. 

Diante desse cenário, pequenas mudanças podem contribuir para uma relação mais saudável com o ambiente digital e ajudar a reduzir os impactos da solidão: 

  • Estabelecer horários para o uso de dispositivos eletrônicos;
  • Priorizar encontros presenciais com amigos e familiares;
  • Evitar o uso de telas antes de dormir;
  • Participar de atividades coletivas, culturais ou físicas;
  • Utilizar a tecnologia de forma intencional, evitando o consumo automático;
  • Reservar momentos do dia livres de notificações e estímulos digitais. 

Em um país que envelhece de forma acelerada, discutir a relação entre solidão, hiperconectividade e bem-estar torna-se uma agenda cada vez mais necessária. Afinal, viver mais também significa viver com vínculos, propósito e equilíbrio. Mais do que uma questão comportamental, trata-se de um tema que envolve saúde, autonomia, pertencimento e qualidade de vida.

 

5 dicas infalíveis para mulheres conquistarem autoridade em ambientes dominados por homens

 

Executiva que lidera negócios no setor de saúde compartilha aprendizados práticos sobre como ser ouvida, respeitada e reconhecida em contextos predominantemente masculinos


 

Em muitos setores do mercado, especialmente aqueles ligados à tecnologia, indústria, finanças, infraestrutura e saúde, a presença feminina em posições de liderança ainda é minoria. Dados do relatório global Women in the Workplace, conduzido pela McKinsey & Company, mostram que, apesar de avanços graduais, mulheres ainda ocupam menos de 40% dos cargos executivos em grande parte das organizações ao redor do mundo, com diferenças significativas entre empresas que avançam em equidade e aquelas que permanecem estagnadas.

 

Esse cenário ajuda a explicar por que, nesses ambientes, a construção de autoridade feminina passa por desafios que vão além da competência técnica: envolve postura, comunicação, preparo e, principalmente, consistência na forma de se posicionar no dia a dia profissional.

 

Mais do que um debate sobre representatividade, se trata de compreender como mulheres podem fortalecer sua presença e conquistar respeito em mesas de decisão onde, muitas vezes, são a única voz feminina. A experiência prática mostra que autoridade não está ligada ao cargo, mas à maneira como a profissional conduz conversas, sustenta argumentos e se posiciona ao longo do tempo.

 

Para Andrea Mendes, CEO do Grupo Hemocat e idealizadora da Cath Care, essa autoridade é construída em atitudes diárias, quase silenciosas, que transformam a percepção das pessoas dentro do ambiente corporativo.

 

“Autoridade não nasce do título que você carrega, mas da forma como você se apresenta, do quanto demonstra segurança no que fala e da consistência com que se posiciona ao longo do tempo, independentemente do setor em que atua. Muitas vezes, são detalhes de postura, preparo e comunicação que fazem com que as pessoas passem a te enxergar como referência, mesmo antes de você perceber isso”, afirma Andrea.

 

A seguir, a executiva compartilha aprendizados práticos que podem ser aplicados por mulheres que empreendem ou lideram equipes em áreas predominantemente masculinas.

 

1. Domine o assunto mais do que qualquer pessoa na sala

 

“Em qualquer setor, quando você demonstra domínio real do assunto, a dinâmica da conversa muda. As interrupções diminuem, os questionamentos ficam mais qualificados e o respeito passa a ser consequência. Isso não acontece por acaso, mas pelo preparo silencioso que antecede cada reunião. Estudar, entender o contexto, conhecer números e cenários faz com que sua fala tenha peso e segurança, sem que você precise elevar o tom de voz para ser ouvida", diz.

 

2. Não tente se adaptar ao padrão masculino de liderança

“Muitas mulheres sentem que precisam endurecer a postura ou adotar um tom mais agressivo para serem levadas a sério. Na prática, autoridade está na clareza, na objetividade e na segurança ao se posicionar. Liderar sem perder a própria identidade é um diferencial. Quando você tenta se encaixar em um padrão que não é o seu, sua comunicação perde naturalidade e força", complementa a CEO.

 

3. Faça perguntas estratégicas, elas mudam a dinâmica da sala

“Existe um momento decisivo em qualquer reunião: quando alguém faz a pergunta certa. Perguntas bem formuladas demonstram preparo, visão sistêmica e capacidade analítica. Muitas vezes, é nesse momento que as pessoas passam a te enxergar como referência naquele assunto. Não é sobre falar mais, mas sobre falar melhor e no momento certo", entende.

 

4. Consistência constrói reputação muito mais do que carisma

“Ser a pessoa que entrega sempre, que cumpre prazos, que retorna com respostas e que acompanha processos constrói uma reputação muito sólida ao longo do tempo. E, em ambientes corporativos, a reputação pesa muito mais do que a simpatia momentânea. Autoridade é, muitas vezes, resultado de pequenas entregas feitas com excelência e repetidas de forma consistente", afirma Andrea.

 

5. Entenda que você está sendo observada o tempo todo, e use isso a seu favor

“Quando você é minoria, sua postura comunica o tempo todo, mesmo quando não está falando. A forma como você ocupa o espaço, reage às situações e se relaciona com as pessoas, transmite profissionalismo, preparo e liderança de maneira muito silenciosa. Entender isso ajuda a transformar a pressão em estratégia", comenta.

 

Para Andrea, conquistar autoridade em ambientes dominados por homens não é sobre provar capacidade, mas sobre agir, diariamente, como alguém que já reconhece o próprio valor. “Autoridade não é algo que pedimos. É algo que as pessoas passam a perceber pela forma como nos posicionamos todos os dias", conclui.

 

Dia das Mães



Livro ‘O Filho Perdido’ traz relato de mãe sobre filho com transtorno de personalidade antissocial e dependência química

 

Em um relato real, direto e impactante, a jornalista Irene Vucovix narra a experiência extrema de uma mãe que vê o próprio filho se perder. Em O Filho Perdido, a autora transforma sua vivência em um testemunho corajoso sobre amor, impotência e os limites da maternidade diante de uma realidade que foge a qualquer controle.

 

A obra, de caráter autobiográfico, apresenta a dolorosa trajetória de seu único filho, diagnosticado, ainda jovem, com transtorno de personalidade antissocial e envolvido com drogas e criminalidade ao longo da vida. Narrado em primeira pessoa, o livro acompanha sua progressiva deterioração emocional, psicológica e física, culminando em sua morte aos 39 anos, em 2017. “Escrevi em primeira pessoa, como se estivesse conversando com ele, e de certa forma, estava, pois há tantos assuntos sobre os quais nunca falamos, tantas palavras nunca ditas, tantas feridas não curadas, tanto amor sufocado”, conta Irene.

 

Com uma escrita intensa e sem romantizações, a autora expõe os desafios enfrentados por famílias que lidam com dependência química, violência e sofrimento psicológico, abordando sentimentos como culpa, vergonha, amor e impotência. “Tinha esperança de que ele pudesse levar uma vida digna e feliz. Não consegui”, afirma Irene. O relato também contrasta a infância afetuosa do filho com sua vida adulta marcada por comportamentos destrutivos. 


Escrito após a morte do filho, o livro nasce de um processo emocional profundo e fragmentado, e se consolida como um testemunho sobre os limites do amor materno. Ao mesmo tempo, a obra dialoga com a realidade de famílias que enfrentam dramas semelhantes, trazendo à tona um tema frequentemente silenciado. 

 

Irene Vucovix - Paulistana, jornalista formada na Universidade de São Paulo, nos anos 70, trabalhou na área durante toda a vida profissional. Ainda na faculdade, foi repórter da editora Abril. Depois, durante a década de 80, foi repórter especial do jornal O Estado de S. Paulo; por mais de 20 anos, dirigiu uma agência de comunicação, que chegou a figurar entre as maiores do mercado. Em 2023, seu conto “Retalhos” ficou entre os três selecionados do Prêmio Arte e Literatura USP60+. Em 2024, o conto “Senhora dos Solitários” foi um dos 10 escolhidos pela editora Sinete para a antologia “Quem, onde e adeus”. “O Filho Perdido” é seu primeiro romance.

 

Serviço:

Título: O Filho Perdido

Autora: Irene Vucovix (@ivucovix)

Gênero: Não ficção / Memórias

Editora: Geração Editorial

Preço de capa: a partir de R$ 53,49

Disponível em livrarias físicas e plataformas digitais: Livraria da Vila, Livraria da Travessa, Amazon, Estante Virtual e Martins Fontes, além de versão e-book Kindle.

 

Talento para além da idade

 

Em um cenário de escassez de mão de obra qualificada, a experiência de profissionais com longa trajetória no mercado de trabalho torna-se um diferencial, contribuindo para empresas mais equilibradas e preparadas para os desafios futuros.

 

É comum algumas empresas terem dificuldade para contratar pessoas qualificadas, não apenas por falta de conhecimento, mas por questões relacionadas ao comportamento. Num outro viés, nunca tivemos tantos profissionais experientes disponíveis e, ao mesmo tempo, tantas empresas precisando de talento. Segundo a revista Você S/A, entre os principais desafios para conseguir preencher uma vaga está o preconceito, inclusive relacionado à idade.”

 

Nossa população está envelhecendo, e diga-se de passagem, é um envelhecer cheio de vida e vigor, pois estão vivendo mais e melhor. Com isso, muita gente chega aos 65 ou até 70, 80 anos com energia, experiência e vontade de continuar produzindo com propósito. E por que subestimamos quem tem mais de 65 anos? Infelizmente ainda existem rótulos e, consequentemente, barreiras que acabam excluindo esses profissionais da oportunidade de contribuírem com a sociedade. Muitas pessoas consideram que profissionais com idade mais avançada têm dificuldade com tecnologia, rendem menos ou são resistentes às mudanças. Mas, no dia a dia, a experiência pode ser bem diferente, uma vez que agregam com o conhecimento sólido e a cautela necessária para decisões importantes.

 

Quando estão em ambientes que estimulam o aprendizado e impera o respeito, tendem a ser mais valorizados e a se mostrarem disponíveis e abertos ao novo. Além disso, podem ser comprometidos, responsáveis e estáveis, qualidades que fazem a diferença!

 

Devido às experiências profissionais e pessoais adquiridas ao longo da vida, desenvolveram o tão chamado Soft skills (habilidades interpessoais) -  controle emocional, visão mais ampla das situações, capacidade de lidar com problemas e tomar decisões com mais segurança -, algo requisitado no mercado de trabalho. Em momentos conflituosos e difíceis, esses fatores comportamentais  influenciam diretamente na interação com a equipe e nos resultados alcançados.

 

Outro ponto importante é que, com sabedoria, esses profissionais acabam sendo bons conselheiros. Num  grupo onde as faixas etárias se distinguem, eles tendem a contribuir com os mais jovens, compartilhando conhecimento e fortalecendo a identidade cultural.
Empresas que têm no seu quadro de colaboradores pessoas de diferentes idades, costumam ter um ambiente mais saudável, entregas mais consistentes e menos rotatividade. Ainda assim, muitas empresas se mantêm inflexíveis diante dos modelos de contratações tradicionais. Aqui entra o processo de evolução mental dentro das organizações ao se disporem a ser mais inclusivas.

 

Tal postura abrange programas de contratação de profissionais 60+, concessão de jornadas flexíveis, como meio período ou de consultoria, e incentivo à atualização contínua. Também é essencial construir uma cultura que valorize e respeite a diversidade. Mais do que a participação numa ação humana e social, é um posicionamento estratégico e visionário.

 

O Dia do Trabalhador se aproxima e fica o convite à reflexão sobre o verdadeiro sentido de valorizar o trabalhador e o resultado de suas mãos. Lembrando que isso também significa reconhecer que bons profissionais não têm idade, e talentos não saem de cena!

 



Kelli Aparecida da Silva Pontes - psicóloga e pós-graduada em saúde mental. Atua como psicóloga clínica e organizacional na Fundação João Paulo II.


Mustela ressignifica a culpa materna em campanha de Dia das Mães de 2026

"A Mãe Que Eu Vejo" propõe um olhar mais gentil sobre a maternidade a partir da perspectiva dos filhos

 

Há mais de sete décadas ao lado das famílias, a Mustela construiu sua trajetória apoiando mães, pais e cuidadores em uma das jornadas mais transformadoras da vida. Mais do que desenvolver produtos seguros e eficazes para a pele de bebês, crianças e toda família, a marca consolidou seu papel como uma parceira ativa na construção de uma parentalidade mais consciente, informada e acolhedora. O compromisso com as famílias segue como um eixo central de sua atuação, incentivando o engajamento parental e promovendo conversas relevantes sobre temas que atravessam o cotidiano real da jornada da parentalidade, das escolhas de consumo às pressões emocionais que fazem parte dessa experiência.

É nesse território de escuta e proximidade que nasce a campanha de Dia das Mães de 2026, “A Mãe Que Eu Vejo”. A iniciativa parte de um dos sentimentos mais presentes — e, muitas vezes, silenciados — na maternidade: a culpa. Um sentimento que não surge apenas das cobranças externas, mas que, sobretudo, se fortalece a partir de um olhar interno exigente, que frequentemente leva mães a questionarem sua própria capacidade, suas escolhas e sua presença.

Inserida em um contexto de expectativas irreais e padrões inalcançáveis, a campanha propõe uma inversão de perspectiva. Em vez de reforçar esse olhar crítico, Mustela convida as mães a se enxergarem a partir de um lugar mais gentil: o olhar de seus filhos. Um olhar que não mede desempenho, não contabiliza falhas e não se ancora em idealizações, mas que reconhece afeto, presença e cuidado em sua forma mais essencial.

A campanha ganha vida por meio de um filme manifesto e de histórias reais que evidenciam esse contraste. De um lado, mães compartilham suas inseguranças, frustrações e dúvidas, sentimentos que fazem parte de uma vivência muitas vezes invisibilizada. Do outro, a percepção dos filhos revela uma leitura mais leve, amorosa e espontânea, ressignificando essas mesmas situações e evidenciando uma maternidade possível, humana e suficiente.

Ao longo da campanha, essas histórias são aprofundadas individualmente, trazendo diferentes recortes da maternidade e refletindo a pluralidade de experiências que

compõem o cenário brasileiro. Cada narrativa representa uma vivência única, mas ao mesmo tempo universal em seus sentimentos. Adarsha Ma Prem traduz a jornada de uma mulher que vivenciou a maternidade mais tarde e hoje atravessa, simultaneamente, o crescimento e a adolescência do filho enquanto lida com as transformações do próprio corpo na menopausa. Jaqueline Tayna traz a perspectiva de quem se tornou mãe muito jovem e precisou construir sua trajetória de forma solo, equilibrando o início da própria vida adulta com as responsabilidades da maternidade. Mariana Consant representa um modelo mais tradicional brasileiro, em que a rotina familiar é compartilhada com o parceiro, evidenciando os desafios e aprendizados dessa dinâmica de cuidado, que a mesma vivenciou desde muito cedo na responsabilidade de cuidado dos irmãos. Já Marilla Mesquita apresenta o recorte da mulher executiva, que concilia as demandas de uma carreira intensa com a vida pessoal e a maternidade.

A participação de Marilla Mesquita, diretora de Marketing, Vendas e ESG da Mustela, que também compartilha sua vivência como mãe, contribui para dar ainda mais verdade à narrativa.

“Participar dessa campanha foi uma realização muito especial, tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Poder trazer a minha vivência como mãe para uma iniciativa que busca acolher e transformar o olhar sobre a maternidade torna tudo ainda mais significativo”, afirma Marilla Mesquita.

“Existe uma cobrança muito grande sobre o que é ser uma ‘boa mãe’, e isso acaba gerando um nível de autocrítica que muitas vezes é desproporcional à realidade. Quando a gente traz o olhar dos filhos, percebemos que existe uma distância entre como nós, mulheres, nos vemos e como realmente somos percebidas. Com ‘A Mãe Que Eu Vejo’, queremos justamente aproximar esses dois olhares e abrir espaço para uma maternidade mais leve, mais possível e mais gentil”, continua.

Ao lançar “A Mãe Que Eu Vejo”, Mustela amplia seu papel para além do cuidado físico, reforçando o acolhimento emocional como parte essencial da jornada parental. A campanha se constrói como um convite à reflexão e à mudança de perspectiva, reafirmando o compromisso da marca em estar ao lado das famílias não apenas nos momentos de cuidado diário, mas também nas conversas que acolhem, legitimam e transformam.

Porque, no fim, toda mãe é muito mais do que imagina.

Confira o vídeo manifesto da campanha da Mustela Brasil, A Mãe Que Eu Vejo, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=3l3BPSzPZiY


Ficha Técnica – Campanha “A Mãe Que Eu Vejo”

Agência: Greenz Cliente: Mustela

Título: A mãe que eu vejo Produto: Campanha dia das mães CEO: Fábio Meneghati CCO: PH Gomes VP de Growth&Canais: Gabriel Bernardi VP de criação: Daniel Schiavon Criação: Raphael Neves, Gabriel Rodrigues, Rafael Lara e Felipe Viana Atendimento: Giuliano Scudeler, Wagner Felipe Megale, Natalia Vidal e Elaine Pereira Planejamento: Yara Rocha e Murillo Bacchelli Mídia: Daniel Gomes, Danilo Carvalho, Everson Chagas e Breno Galetti Social: Ana Scarpeta, Beatriz Machado e Beatriz Alves Produtora: Eris Colors Produtora de Som: Badum Áudio Aprovação Cliente: Marilla Mesquita, Aline Gentil, Beatriz Capuchi e Guilherme Mascella


Doutora em Psicanálise investiga o que está por trás do suicídi0 entre adolescentes

Divulgação
Carolina Nassau Ribeiro propõe a escuta qualificada como principal estratégia de prevenção 


Os números assustam: os casos de autolesão entre jovens de 10 a 24 anos cresceram 29% ao ano no Brasil entre 2011 e 2022, segundo a Fiocruz. São adolescentes que vivem hiperconectados, mas profundamente sozinhos em seus quartos, pressionados por uma era digital que exige desempenho constante e oferece cada vez menos espaço para o sofrimento. Mas o que fazer quando um jovem chega ao limite? 
 
No livro 
Suicídi0 na Adolescência: Uma Abordagem Psicanalítica (Editora Juruá), a psicóloga e doutora em Psicanálise Carolina Nassau Ribeiro apresenta uma análise centrada no acolhimento como uma das principais ferramentas para reduzir episódios de autolesão e comportamentos autodestrutivos entre adolescentes. Segundo a autora, o que realmente faz diferença na hora de prestar apoio é a combinação entre tempo e escuta.  

Não se trata de um protocolo ou um diagnóstico rápido, mas a capacidade de estar presente de verdade diante de um jovem em crise e de resistir à pressa dos tempos curtos. Num mundo que não tolera a espera, dar ao adolescente o tempo de ser ouvido pode ser decisivo”, afirma. 

Unindo experiência e teoria, a autora percorre casos clínicos reais, conceitos de Sigmund Freud e Jacques Lacan e uma leitura da série 13 Reasons Why (Netflix) como espelho do que acontece em consultórios e escolas brasileiras. A obra se dirige principalmente a familiares, profissionais de saúde, educadores e a todos que convivem com adolescentes em sofrimento.  

Ficha técnica 

Título: Suicídi0 na Adolescência 
Subtítulo: Uma abordagem psicanalítica  
Autora: Carolina Nassau Ribeiro  
Editora: 
Juruá Editora  
ISBN-10: 
6526319904 
ISBN-13: 978-6526319901 
Formato: 15 x 21 cm 
Páginas: 130  
Preço: R$ 79,90 
Onde encontrar: Amazon 
 

Sobre a autora: Carolina Nassau Ribeiro é psicóloga e doutora em Psicanálise. Sua trajetória profissional é marcada por uma vasta experiência clínica e profunda imersão teórica, com atuação no setor público em cuidados com adolescentes autores de ato infracional e no serviço de toxicologia do Hospital João XXIII, referência no atendimento a tentativas de autoextermínio. Além da prática clínica, a autora dedica-se à pesquisa, à realização de palestras e à coordenação de grupos de estudos sobre as subjetividades contemporâneas.  

Instagram: @carolnassau 


Saiba quais são os quatro passos que asseguram mais eficiência na rotina de skincare

Segundo o médico dermatologista e referência em medicina estética no Brasil, Octávio Guarçoni, os cuidados com a pele ‘minimalistas’ estão divididos em quatro etapas essenciais: limpeza, hidratação, ativos individualizados e fotoproteção.

 

Com as rotinas cada vez mais apertadas, seguir o protocolo coreano de ‘skincare’, o K-Beauty, parece mais uma continuação de Missão Impossível: é hidratante, tônico, sérum, essência, limpador, máscara, creme, protetor… a lista parece não ter fim. 

 

No entanto, para quem tem uma rotina acelerada ou até mesmo deseja o processo rápido nos cuidados com a pele, o skincare minimalista vem ocupando a moda do mercado estético. Apelidada de ‘skinimalism’ ou skin streaming, o fenômeno tem conquistado os jovens com uma receita simples, unir ativos mais eficazes e garantir menor risco de irritação da pele

 

A tendência acompanha um movimento internacional apontado pela NielsenIQ. Os dados recentes do estudo “Meet the Generations of Global Beauty Buyers”, da NIQ, mostram que 39% da GenZ buscam produtos de beleza com maior qualidade para o dia a dia. 

 

Esse fenômeno é explicado pelo dermatologista e referência em medicina estética no Brasil, Doutor Octávio Guarçoni. Segundo o profissional, investir em uma rotina minimalista de cuidados com a pele é apostar em um filtro dos ativos que a derme realmente necessita. “Muita gente chega na Guarçoni com rotinas muito complexas, produtos sobrepostos que nem sempre têm indicação clara. Isso pode até piorar a tolerância da pele, principalmente em tecidos mais sensíveis”, explica.

À frente da Guarçoni Health Center, o Doutor reorganiza os cuidados com a pele em quatro etapas essenciais: limpeza, hidratação, ativos individualizados e fotoproteção para uma pele renovada. “O que passa disso, segundo o protocolo minimalista, são ferramentas que atuam em diferentes objetivos, como o combate à acne, manchas, envelhecimento e sensibilidade”, elucida. 

 

Nesse cenário, o médico afirma que o skinimalism funciona em ocasiões específicas e depende da gravidade do quadro do paciente. Em casos gerais, o Doutor indica começar pelo passo chave: a limpeza. “O primeiro passo é a higienização. Deve ser feita uma ou duas vezes ao dia, com produto adequado ao tipo de pele. Em linhas gerais, um sabonete ou gel de limpeza facial suave. O objetivo não é ‘esfregar a pele limpa’, mas remover impurezas sem agredir a barreira cutânea”, diz.

Em seguida, entra a hidratação, considerada obrigatória segundo o médico. “Toda pele precisa de hidratação, inclusive a oleosa. O que deve ser usado aqui é um hidratante facial leve, com textura compatível com o tipo de pele. Assim, mantemos a barreira cutânea equilibrada e reduz sensibilidade e inflamação”, afirma.

O terceiro ponto envolve os ‘tratamentos ativos’, que devem ser escolhidos de forma individualizada e não combinados em excesso. Para essa etapa, Guarçoni destaca o uso de ativos como vitamina C, ácidos ou substâncias clareadoras, mas sempre de forma direcionada e não simultânea. O ideal é um único ativo principal, conforme o objetivo da pele, de forma a garantir tolerância e resultado. 

Finalizando o protocolo de cuidados com a pele rápida, mas eficaz, o médico reforça a fotoproteção como etapa indispensável. “O protetor solar facial deve ser usado diariamente, inclusive em dias nublados. Ele não é opcional, visto que ele sustenta qualquer resultado de tratamento, seja para acne, manchas ou envelhecimento”, conclui o especialista.

 

Dia Mundial da Educação: ECA Digital e formação de crianças e adolescentes para o mundo digital


Com a aproximação do Dia Mundial da Educação, celebrado em 28 de abril, torna-se oportuno refletir sobre a formação de crianças e adolescentes para uma interação responsável e segura com as telas. Afinal, infância e adolescência nunca estiveram tão conectadas. 

No ambiente digital, jovens encontram oportunidades de aprendizado, convivência e expressão. No entanto, esse mesmo espaço também amplia riscos e exige atenção redobrada. Falar sobre o uso da internet na adolescência é, antes de tudo, falar sobre cuidado. 

Dados recentes ajudam a dimensionar esse cenário. A pesquisa “120 dias depois do viral do Felca: o retrato da Adultização no Brasil”, do Projeto Brief, revela que 46% dos pais identificam em seus filhos sinais como ansiedade, irritabilidade ou dificuldade de foco associados ao tempo excessivo diante das telas. O estudo reforça a urgência de um olhar mais atento para os impactos do ambiente digital no desenvolvimento de crianças e adolescentes. 

Além de afetar a saúde mental e prejudicar o desenvolvimento cognitivo, o uso excessivo de telas também expõe meninas e meninos a riscos como cyberbullying, conteúdos impróprios para a idade, exploração sexual online e violação de dados pessoais. Esses desafios não são pontuais; fazem parte de um ecossistema digital que ainda carece de limites mais claros e de proteção efetiva. 


Nesse contexto, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, reafirma-se como instrumento essencial para a proteção de direitos. Sua interpretação à luz das transformações tecnológicas, na nova lei conhecida como ECA Digital, reforça que o princípio do melhor interesse da criança deve orientar também o ambiente virtual. Direitos como privacidade, dignidade e proteção contra violências precisam ser garantidos em qualquer espaço, físico ou digital. 

A proteção, no entanto, não é responsabilidade de um único ator. Famílias, Estado e empresas de tecnologia compartilham esse dever. Às famílias cabe o diálogo constante, a presença e a orientação para o uso consciente das telas; ao Estado, a criação e aplicação de políticas públicas e marcos regulatórios que assegurem ambientes mais seguros; e às empresas, o compromisso com conteúdos adequados à faixa etária, transparência e o desenvolvimento de ferramentas que previnam abusos e facilitem denúncias. 

O maior desafio está em articular essa corresponsabilidade. Ainda enfrentamos baixos níveis de alfabetização midiática, resistências à regulação das plataformas e profundas desigualdades no acesso a uma internet segura. Superar essas barreiras é fundamental para avançar. 

Experiências de organizações sociais que atuam diretamente na proteção de crianças e adolescentes mostram que a prevenção é o caminho mais eficaz. Estabelecer limites para o tempo de tela, orientar para o uso crítico da internet e fortalecer vínculos de confiança são medidas que fazem diferença concreta. Trata-se menos de controlar e mais de educar e preparar meninas e meninos para navegar com autonomia e segurança. 

Garantir um ambiente digital mais saudável passa, necessariamente, por investir em educação midiática, fortalecer redes de proteção, incentivar o desenvolvimento de tecnologias responsáveis e ampliar o acesso a apoio psicológico para vítimas de violências online. 

O ambiente digital consolidou-se como parte inseparável da vida contemporânea. Diante disso, cabe à sociedade garantir que esse espaço seja seguro e protegido, favorecendo o desenvolvimento pleno de crianças e adolescentes. Nesse contexto, assegurar a proteção dessa população também no meio digital configura-se como um compromisso coletivo inadiável.
 

Roucheli Tavares - psicóloga pós-graduada, especialista em estratégias de enfrentamento à violência e em direitos humanos, e atua como Ponto Focal Nacional de Salvaguarda de Participantes na Aldeias Infantis SOS.


Beleza sem espera? O que o "efeito Ozempic" revela sobre autoestima e ansiedade feminina

A busca por resultados rápidos está transformando não só o corpo — mas também a forma como as mulheres lidam com emoções, autoestima e autoconhecimento

 

Em um mundo onde tudo acontece em segundos, esperar se tornou quase insuportável. Dietas longas, treinos consistentes, processos internos… tudo isso parece “lento demais” diante de soluções rápidas que prometem transformar o corpo em pouco tempo.

O crescimento do uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro reflete muito mais do que uma tendência estética. Para a psicóloga Juliana Coria, esse movimento escancara uma questão profunda: a dificuldade crescente de sustentar processos — inclusive emocionais.

“Hoje, não queremos só resultados. Queremos resultados imediatos. E isso diz muito sobre como estamos lidando com nossas inseguranças, frustrações e expectativas”, explica.

O novo padrão de beleza: rápido, eficiente — e silenciosamente emocional

Se antes a jornada da beleza envolvia tempo, descoberta e construção de autoestima, hoje ela vem sendo encurtada por soluções que prometem acelerar o processo.

Mas o que fica quando o corpo muda antes da mente acompanhar?

“Existe um risco de desconexão. A mulher alcança o resultado estético, mas emocionalmente ainda carrega as mesmas inseguranças. A transformação externa não substitui o processo interno”, afirma Juliana.

 

Ansiedade, comparação e a pressa para ‘se sentir suficiente’

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o Brasil está entre os países com maiores índices de ansiedade do mundo — um cenário que ajuda a explicar por que tantas mulheres buscam soluções rápidas.

Para reforçar , medicamentos baseados em GLP-1 registram aumento expressivo de demanda no Brasil, segundo dados de mercado da IQVIA.

Além disso, cresce a preferência por soluções imediatas em diversas áreas — da saúde à estética — refletindo uma menor tolerância ao desconforto.

A lógica é quase invisível, mas poderosa: mudar rápido = sentir-se melhor mais rápido

Só que nem sempre funciona assim.

“A pressa em mudar o corpo muitas vezes é uma tentativa de aliviar um desconforto emocional. Mas sem olhar para isso, o alívio pode ser temporário”, pontua a psicóloga.

Beleza também é processo

No universo da beleza, onde tendências surgem e desaparecem rapidamente, existe uma conversa que precisa ganhar mais espaço: a de que nem tudo pode ou deve ser acelerado.

Cuidar da pele, do corpo e da imagem também envolve tempo, consistência e, principalmente, autoconhecimento.

“A verdadeira autoestima não nasce de um resultado imediato. Ela é construída na forma como a mulher se relaciona consigo mesma ao longo do caminho”, diz Juliana.

Entre o espelho e a mente: um novo olhar sobre beleza

Talvez a pergunta mais importante não seja “como mudar mais rápido”, mas sim:

Por que estamos com tanta pressa?

Em uma era que valoriza a performance e a perfeição, desacelerar pode parecer um ato de resistência, mas também pode ser o caminho para uma beleza mais real, mais consciente e mais sustentável.

 

Juliana Coria - psicóloga e estuda os impactos do comportamento contemporâneo na saúde emocional feminina, com foco em autoestima, ansiedade e padrões de beleza.

 

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