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sábado, 2 de maio de 2026

Beleza sem espera? O que o "efeito Ozempic" revela sobre autoestima e ansiedade feminina

A busca por resultados rápidos está transformando não só o corpo — mas também a forma como as mulheres lidam com emoções, autoestima e autoconhecimento

 

Em um mundo onde tudo acontece em segundos, esperar se tornou quase insuportável. Dietas longas, treinos consistentes, processos internos… tudo isso parece “lento demais” diante de soluções rápidas que prometem transformar o corpo em pouco tempo.

O crescimento do uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro reflete muito mais do que uma tendência estética. Para a psicóloga Juliana Coria, esse movimento escancara uma questão profunda: a dificuldade crescente de sustentar processos — inclusive emocionais.

“Hoje, não queremos só resultados. Queremos resultados imediatos. E isso diz muito sobre como estamos lidando com nossas inseguranças, frustrações e expectativas”, explica.

O novo padrão de beleza: rápido, eficiente — e silenciosamente emocional

Se antes a jornada da beleza envolvia tempo, descoberta e construção de autoestima, hoje ela vem sendo encurtada por soluções que prometem acelerar o processo.

Mas o que fica quando o corpo muda antes da mente acompanhar?

“Existe um risco de desconexão. A mulher alcança o resultado estético, mas emocionalmente ainda carrega as mesmas inseguranças. A transformação externa não substitui o processo interno”, afirma Juliana.

 

Ansiedade, comparação e a pressa para ‘se sentir suficiente’

Dados da Organização Mundial da Saúde mostram que o Brasil está entre os países com maiores índices de ansiedade do mundo — um cenário que ajuda a explicar por que tantas mulheres buscam soluções rápidas.

Para reforçar , medicamentos baseados em GLP-1 registram aumento expressivo de demanda no Brasil, segundo dados de mercado da IQVIA.

Além disso, cresce a preferência por soluções imediatas em diversas áreas — da saúde à estética — refletindo uma menor tolerância ao desconforto.

A lógica é quase invisível, mas poderosa: mudar rápido = sentir-se melhor mais rápido

Só que nem sempre funciona assim.

“A pressa em mudar o corpo muitas vezes é uma tentativa de aliviar um desconforto emocional. Mas sem olhar para isso, o alívio pode ser temporário”, pontua a psicóloga.

Beleza também é processo

No universo da beleza, onde tendências surgem e desaparecem rapidamente, existe uma conversa que precisa ganhar mais espaço: a de que nem tudo pode ou deve ser acelerado.

Cuidar da pele, do corpo e da imagem também envolve tempo, consistência e, principalmente, autoconhecimento.

“A verdadeira autoestima não nasce de um resultado imediato. Ela é construída na forma como a mulher se relaciona consigo mesma ao longo do caminho”, diz Juliana.

Entre o espelho e a mente: um novo olhar sobre beleza

Talvez a pergunta mais importante não seja “como mudar mais rápido”, mas sim:

Por que estamos com tanta pressa?

Em uma era que valoriza a performance e a perfeição, desacelerar pode parecer um ato de resistência, mas também pode ser o caminho para uma beleza mais real, mais consciente e mais sustentável.

 

Juliana Coria - psicóloga e estuda os impactos do comportamento contemporâneo na saúde emocional feminina, com foco em autoestima, ansiedade e padrões de beleza.

 

Dia das Mães: quando a responsabilidade por crianças autistas é integral, invisível e, muitas vezes, solitário

Freepik
Mães de crianças autistas assumem até 92% dos cuidados no Brasil e enfrentam impactos emocionais e financeiros, segundo dados do Mapa Autismo Brasil

No Brasil, o Dia das Mães ganha um significado ainda mais profundo para milhares de mulheres que são mães de pessoas autistas e neurodivergentes. Além dos desafios cotidianos da criação, muitas assumem de forma quase integral o cuidado de seus filhos — uma realidade marcada por sobrecarga, renúncias e também por vínculos intensos e transformadores. 

Dados da pesquisa Mapa Autismo Brasil mostram que cerca de 92,4% dos responsáveis pelo cuidado de pessoas autistas são mães. O levantamento também revela um impacto significativo na vida profissional dessas mulheres: 30,5% estão desempregadas ou sem renda, muitas vezes por precisarem abandonar o mercado de trabalho para se dedicar integralmente às demandas de cuidado. 

“As mães hoje estão sobrecarregadas, isso é um fato! Quando falamos de mães de crianças autistas ou com outras deficiências é preciso observar que o peso que elas carregam não é o(a) filho(a) ou sua deficiência em si, mas a forma como a sociedade lida com as diferenças. Preconceitos, estereótipos, julgamentos fazem parte da rotina dessas mães. Assim como também é parte do dia a dia delas ter de “brigar” por direitos básicos e lutar pelo reconhecimento de que seu filho é um sujeito de direitos inteiro. Então, essas mães também vivenciam a “fadiga de acesso”, informou Juliana Segalla, vice-presidente da Autistas Brasil. 

Esse cenário evidencia uma sobrecarga estrutural que recai majoritariamente sobre as mulheres, reforçando desigualdades de gênero e a falta de políticas públicas eficazes de apoio. A ausência de redes de suporte — tanto familiares quanto institucionais — contribui para um quadro recorrente de exaustão física e emocional entre mães de pessoas autistas ou neurodivergentes. 

De acordo com o Autistas Brasil, é fundamental ampliar o debate público sobre o papel dessas mulheres, especialmente em datas simbólicas como o Dia das Mães. A organização destaca que, embora o amor e o vínculo com os filhos sejam centrais nessa experiência, é preciso reconhecer que o cuidado contínuo, muitas vezes solitário, exige suporte estruturado e políticas de inclusão. 

“As políticas públicas de cuidado são fundamentais! É preciso lembrar de “cuidar de quem cuida”. As mães de autistas (e de outras pessoas com deficiência) precisam que olhem para sua saúde mental e física. A realidade mostra o adoecimento dessas mães e o Estado precisa dar atenção a isso”, disse Segalla. 

O Brasil tem cerca de 2,4 milhões de pessoas autistas, segundo estimativas com base em dados do IBGE, o que reforça a urgência de ações voltadas não apenas para o diagnóstico e acompanhamento, mas também para o acolhimento das famílias — especialmente das mães, que estão na linha de frente desse cuidado. 

Ao mesmo tempo em que enfrentam desafios significativos, muitas dessas mulheres relatam que a maternidade também traz aprendizados profundos, como o desenvolvimento de novas formas de comunicação, empatia e resiliência. Ainda assim, a Autistas Brasil alerta: reconhecer essas potências não pode significar romantizar a sobrecarga. 

“Nem no meu melhor sonho imaginei que ser mãe era tão bom (e intenso)! Logicamente que qualquer maternidade também traz desafios e dores. Nenhuma mãe quer que os filhos sofram e nós sabemos que temos de prepará-los para a vida com o máximo de autonomia possível. Acho que o que mais me dói é saber o quão cruel as pessoas podem ser e quantas barreiras sociais nossos filhos podem enfrentar. Todavia, estamos aqui, empoderando-os e fazendo com que eles saibam do seu valor e do quanto são amados. Não trocaria meus filhos por ninguém! E eles não precisam de conserto… O mundo é que precisa (e nós lutamos por isso)”, concluiu Juliana. 

Neste Dia das Mães, o convite é para ampliar o olhar sobre essas histórias, dar visibilidade às múltiplas realidades da maternidade e fortalecer o debate sobre políticas públicas que garantam dignidade, apoio e qualidade de vida para mães de pessoas autistas e suas famílias.



Juliana Izar Soares da Fonseca Segalla - autista, mãe, vice-presidente da Autistas Brasil, pesquisadora e advogada dedicada à promoção da justiça social. Professora de Direito na Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), é Pós-Doutora em Democracia e Direitos Humanos na Universidade de Coimbra.


SOBRE A AUTISTAS BRASIL
Organização nacional fundada e liderada por pessoas autistas, a Autistas Brasil atua na formulação de políticas públicas, na incidência jurídica e no desenvolvimento de programas educacionais em larga escala. Nos últimos três anos, suas ações alcançaram mais de 21 mil educadores em todo o país, consolidando a instituição como referência em inclusão, neurodiversidade e direitos


Trabalhar mais não é produzir melhor, psiquiatra alerta

O custo invisível da alta performance que leva ao burnout

 

No Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio último, uma reflexão urgente ganha espaço dentro das empresas e entre profissionais de alta performance: até onde o cérebro humano consegue sustentar produtividade sem entrar em colapso?

Em um cenário marcado por hiperconectividade, pressão por resultados e jornadas prolongadas, cresce o número de casos de burnout e afastamentos por transtornos mentais. Para o psiquiatra corporativo Dr. Daniel Sócrates, especialista em ansiedade e esgotamento em ambientes de alta exigência, o debate precisa sair do campo da opinião e avançar para a ciência. 

“O cérebro humano funciona em ciclos. Ele foi projetado para alternar períodos de esforço e recuperação. Quando esse ciclo é ignorado e a exigência se torna contínua, ocorre um esgotamento progressivo dos recursos mentais”, explica. 

Segundo o especialista, a chamada alta performance constante é, do ponto de vista biológico, insustentável. Isso porque funções essenciais para o trabalho — como atenção, memória, controle emocional e tomada de decisão — dependem diretamente do equilíbrio neuroquímico e do descanso adequado. 

“Existe uma falsa ideia de que trabalhar mais horas leva a melhores resultados. Na prática, o excesso de carga sem recuperação reduz a eficiência cerebral. O indivíduo passa mais tempo trabalhando, mas produz com menos qualidade e maior risco de erro”, afirma. 

Do ponto de vista fisiológico, o estresse contínuo eleva os níveis de cortisol — hormônio ligado ao estado de alerta — e interfere diretamente no funcionamento do cérebro. Regiões como o córtex pré-frontal, responsável pelo raciocínio lógico e tomada de decisão, e o hipocampo, ligado à memória, passam a operar de forma menos eficiente. 

“O cérebro entra em modo de sobrevivência. Ele prioriza respostas rápidas e automáticas, mas perde capacidade analítica, criatividade e precisão. Isso impacta diretamente a performance profissional”, explica o médico. 

Outro ponto crítico é a dificuldade crescente de desligamento mental. Em ambientes altamente exigentes, muitos profissionais permanecem conectados ao trabalho mesmo fora do expediente, impedindo que o cérebro realize processos essenciais de recuperação. 

“O descanso não é um luxo, é uma necessidade biológica. É durante esses períodos que o cérebro reorganiza informações, consolida memórias e restaura sua capacidade funcional”, destaca. 

De acordo com o psiquiatra, profissionais considerados de alta performance estão entre os mais vulneráveis ao esgotamento justamente por manterem um padrão elevado de entrega por longos períodos, sem respeitar os limites fisiológicos. 

“O limite da alta performance não é a força de vontade, é a biologia. Quando o cérebro ultrapassa esse limite, ele começa a falhar — e os sinais aparecem na forma de cansaço persistente, dificuldade de concentração, irritabilidade e queda de produtividade”, alerta. 



Dr. Daniel Sócrates - Médico psiquiatra, doutor pela UNIFESP, com mais de duas décadas de atuação clínica. Dedica-se ao cuidado de profissionais que enfrentam altos níveis de exigência e responsabilidade, com abordagem focada em performance sustentável, saúde mental e qualidade de vida
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Adolescência sem guerra: 5 dicas para fortalecer a relação entre pais e filhos

Psicopedagoga e educadora parental Claudia Alaminos mostra que conexão, limites e diálogo são caminhos mais eficazes do que controle nessa fase da vida

 

A adolescência costuma ser vista como um período de conflitos, afastamento e desafios constantes dentro de casa. No entanto, para Claudia Alaminos, especialista parentalidade e autora de Manual de sobrevivência para pais de adolescentes, publicado pela Editora Edipro, essa etapa pode ser também uma oportunidade de fortalecimento dos vínculos familiares. Em vez de transformar a convivência em disputa, ela propõe uma postura mais acolhedora por parte dos responsáveis. 

Segundo Claudia, compreender que o cérebro do jovem ainda está em desenvolvimento ajuda a interpretar comportamentos impulsivos, oscilações de humor e necessidade crescente de autonomia. Mais do que reagir no impulso, pais e mães podem exercer influência verdadeira quando constroem uma relação baseada em respeito, presença e escuta genuína. 

A seguir, confira cinco dicas que podem transformar a convivência com adolescentes: 

  1. Priorize a conexão emocional
    Adolescentes tendem a cooperar mais quando se sentem emocionalmente ligados aos pais. Demonstrar interesse, ouvir sem julgamento e estar disponível fortalece a confiança.
  2. Estabeleça limites com diálogo
    Regras continuam importantes, mas funcionam melhor quando são claras, coerentes e explicadas. O objetivo não é impor medo, e sim ensinar responsabilidade.
  3. Oriente também no ambiente digital
    A educação parental inclui conversas sobre redes sociais, tempo de tela, cyberbullying, segurança on-line e responsabilidade no uso da internet.
  4. Incentive autonomia gradual
    Dar espaço para escolhas compatíveis com a maturidade do jovem contribui para o desenvolvimento da independência. Supervisão equilibrada é mais eficaz do que controle excessivo.
  5. Forme valores para o mundo atual
    Educar também envolve estimular reflexão sobre consequências, empatia, convivência e formas saudáveis de participar da sociedade dentro e fora de casa.

 


Crédito: divulgação
Colégio Semeador

Aumento desproporcional do uso de telas e declínio de hábitos literários despertam preocupação em educadores e instituições de ensino

 

Quanto tempo seu filho passa diante de uma tela todos os dias? E quanto tempo dedica à leitura por prazer? Essa comparação, cada vez mais presente nas conversas entre pais e educadores, revela um cenário preocupante: enquanto o uso de dispositivos digitais cresce de forma acelerada, o hábito literário perde espaço na rotina dos jovens. Dados recentes da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil (2024) mostram que mais da metade da população brasileira (53%) se considera não leitora e apenas uma em cada cinco pessoas afirma ler livros no tempo livre.

Diante desse contexto, o Grupo Positivo decidiu transformar o incentivo à leitura em um de seus pilares estratégicos para 2026, ampliando o projeto que teve início no ano anterior e trouxe resultados mensuráveis, segundo pesquisa da instituição. O novo posicionamento do grupo envolve a ampliação das ações em mais de 200 escolas e comunidades em todo o país. A iniciativa envolve investimentos em bibliotecas, formação de professores, criação de espaços literários e programas de mediação da leitura.

“Queremos recolocar a leitura literária no centro da vida das pessoas. Acreditamos que o acesso ao livro precisa ser cotidiano e afetivo, especialmente nas comunidades mais vulneráveis”, destaca a doutora em Educação e pesquisadora do Instituto Positivo, Maíra Weber. Segundo ela, a estratégia combina investimento social, engajamento e atuação territorial. “Estamos estruturando uma política permanente de fomento à leitura. Trata-se da construção de uma rede de incentivo que envolva colaboradores e comunidades”, relata. 

A seguir, professores e especialistas listam dez motivos que explicam por que incentivar a leitura é, hoje, uma decisão estratégica para o presente e o futuro das novas gerações.


1.Desenvolve a empatia e melhora os relacionamentos

A leitura literária coloca o leitor dentro da mente e do coração de outras pessoas — reais ou imaginárias. Uma pesquisa publicada em 2013 na revista Science mostrou que quem lê ficção literária, especialmente obras com personagens complexos e dilemas morais, melhora o entendimento das emoções e motivações humanas. De acordo com a professora e assessora pedagógica de Redação no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, Candice Almeida, isso acontece porque a literatura nos faz interpretar ambiguidades, imaginar o que os personagens pensam, questionar comportamentos e nos colocar em seus lugares: um treinamento de empatia. “Ao acompanhar, por exemplo, as dúvidas de Bento Santiago em Dom Casmurro e tentar decidir se Capitu o traiu ou não, o leitor pratica o mesmo tipo de leitura psicológica que usamos na vida real para compreender as pessoas ao nosso redor”, exemplifica.


2.Reduz a ansiedade e fortalece a saúde emocional

O hábito de leitura atua como um poderoso aliado contra a ansiedade e a depressão, reduzindo o estresse fisiológico em até 68% em apenas seis minutos, conforme estudo da University of Sussex (2009). “Isso porque, diferentemente da hiperestimulação digital — associada a déficits de atenção e à dopamina rápida das telas —, a leitura promove aprofundamento cognitivo, foco profundo e interrupção de pensamentos negativos, ativando redes de autorregulação emocional”, explica a coordenadora da Educação Inclusiva e Orientação Educacional no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo, Michelle Cristina Norberto Martins.

Um estudo publicado no Clinical Psychology Review afirma que a biblioterapia reduz sintomas depressivos de forma comparável às intervenções leves (não medicamentosas), enquanto estudos do National Literacy Trust mostram que jovens leitores frequentes exibem maior autoestima, menor isolamento e bem-estar psicológico superior, oferecendo modelos de enfrentamento, vocabulário emocional e senso de significado contra a fragmentação da era digital.


3.Melhora o desempenho escolar em todas as disciplinas

Para quem pensa que o hábito literário beneficia apenas o desempenho em linguagens e redação, os relatórios do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), revelam uma conexão profunda entre proficiência em leitura e o desempenho em ciências e matemática, mostrando que a leitura não só favorece o domínio de linguagens, mas também aplicam esse repertório cognitivo em disciplinas aparentemente distantes.

Um levantamento do Grupo Positivo feito com mais de 8 mil estudantes, além de 1.036 famílias e 443 colaboradores em 2025, revelou um avanço consistente nos hábitos de leitura. Entre os estudantes, a média mensal chegou a mais de 2 livros por estudante nos anos finais e Ensino Médio, enquanto entre as famílias, 46% das crianças têm contato diário com leitura e 81% leem ao menos semanalmente. Entre os colaboradores, 85% afirmam ler ao menos semanalmente, indicando uma forte cultura leitora em toda a comunidade escolar. Os dados apontam que o aumento do tempo dedicado à leitura vem consolidando o hábito entre estudantes e fortalecendo o vínculo com a aprendizagem.

De acordo com o professor de Matemática do Colégio Semeador, Cristian Loch, a compreensão leitora é um dos fatores que mais influenciam o avanço na resolução de problemas, sobretudo entre alunos com desempenho inicial mais baixo. “Isso acontece porque interpretar corretamente um enunciado é o primeiro passo para encontrar a solução. Quando a leitura é bem desenvolvida, o estudante consegue identificar dados relevantes, compreender relações lógicas e escolher estratégias adequadas de raciocínio”, explica.

Em avaliações como o PISA 2022, quedas globais em leitura (-10 pontos na média da OCDE) se refletiram em perdas semelhantes em matemática (-14 pontos) e estagnação em ciências, reforçando que investir em leitura é uma estratégia acessível para elevar o patamar geral da educação no país.


4.Amplia o vocabulário e a capacidade de expressão

Crianças que leem com frequência têm repertório linguístico mais amplo. Isso impacta diretamente a clareza ao falar, escrever e argumentar. “Para muitos pais, a dificuldade de comunicação dos filhos é motivo de preocupação, e a leitura é uma das formas mais eficazes de enriquecer a linguagem de forma natural e progressiva”, aponta Maíra Weber.


5.Estimula o diálogo entre gerações

Estudos do CIPP dos colégios do Grupo Positivo mostram que quando uma criança ou adolescente cria o hábito de ler, é frequente que o costume se espalhe pela família. “É contagioso”, afirma a professora Candice. Além disso, segundo a educadora, as conversas sobre livros aproximam pais e filhos, criando espaços de troca entre as gerações em um cotidiano muitas vezes dominado por telas e agendas apertadas.


6.Combate à desinformação

Um estudo publicado no Thinking & Reasoning demonstra que leitores habituais de ficção literária apresentam maior capacidade de detectar inconsistências lógicas e falácias em argumentos, graças ao treino constante de questionar narradores não confiáveis — como o ambíguo Bentinho em Dom Casmurro, de Machado de Assis, em que o leitor deve analisar pistas contextuais para formar juízos independentes. “Esse exercício fortalece o discernimento diante de fake news, discursos extremistas e manipulações digitais”, assinala o professor de Literatura e de Arte do Curso e Colégio Positivo, Rodrigo Wieler.

Ao analisar neuroimagens, uma pesquisa da Universidade de Stanford (2018) mostra que a narração na literatura ativa regiões cerebrais que fortalecem a habilidade de avaliar perspectivas múltiplas e de resistir à manipulação ideológica. “Assim, quem cultiva o hábito literário não apenas interpreta símbolos e dilemas morais complexos, mas constrói uma mente afiada para navegar realidades ambíguas com discernimento e autonomia”, complementa Rodrigo.


7.Reduz a agressividade e combate o bullying

Para a orientadora educacional dos Anos Finais do Colégio Positivo – Londrina, Renata Moraes, o estímulo à prática literária pode enfrentar diretamente problemas atuais, como o bullying e o cyberbullying, que afetam um em cada sete jovens entre 10 e 19 anos, segundo relatórios recentes da Universidade Erasmus de Roterdã. “A leitura de narrativas que humanizam diferentes personagens diminui atitudes hostis e preconceituosas. Ao ampliar a compreensão do ‘outro’, o jovem tende a agir com mais respeito e menos impulsividade, inclusive no ambiente digital”, esclarece.

Um estudo publicado em 2012 no Journal of Applied Social Psychology demonstrou que obras literárias ficcionais reduzem atitudes agressivas ao incentivar a identificação com as vítimas. Já o relatório Countering Online Hate Speech, da Unesco, destaca o letramento crítico como proteção contra a radicalização e o discurso de ódio online. “Ao introduzir ambiguidade moral e humanizar grupos diversos, como em romances que exploram dilemas éticos, a literatura é como um antídoto aos estereótipos e a polarização, fomentando a convivência pacífica desde a infância”, completa Renata.


8.Fortalece a memória e a concentração, reduzindo riscos de demências

A leitura atua como um verdadeiro treino para a memória, pois exige que o cérebro mantenha várias peças de informação ativas simultaneamente e as organize de forma coerente. “Na ficção literária, o leitor precisa lembrar quem são os personagens, o que aconteceu em capítulos anteriores, quais conflitos estão em jogo e como tudo isso se conecta à medida que a história avança”, detalha a médica pediatra do Departamento de Saúde Escolar dos colégios da Rede Positivo, Andrea Dambroski.

Esse esforço constante de guardar, atualizar e relacionar informações mobiliza a chamada memória de trabalho: sistema mental que permite manipular dados no meio do pensamento, na tomada de decisões ou na compreensão de texto. “É como comparar o elevador com a escada: o segundo exige esforço ativo, o que fortalece a ‘musculatura’ da memória e constrói uma reserva cognitiva que retarda o impacto de patologias como o Alzheimer”, esclarece Andrea. “Ler com frequência, mesmo que poucos minutos ao dia, funciona como uma espécie de academia para o cérebro, ajudando a preservar a agilidade mental e a clareza de raciocínio”, complementa.


9.Constrói autonomia intelectual e aumenta a segurança digital

Segundo a coordenadora do Ensino Médio do Vila Olímpia Bilingual School, Kamyla Garcia Leão, quem lê aprende a aprender. “A leitura desenvolve disciplina mental, capacidade de estudo independente e organização do pensamento. Para pais preocupados com falta de foco ou dependência excessiva de estímulos externos, o livro é um exercício diário de autonomia”, recomenda.

Com habilidades para avaliar fontes, detectar vieses e questionar narrativas manipuladoras, esses jovens também se tornam menos vulneráveis a conteúdos nocivos, promovendo decisões mais conscientes em um ambiente digital saturado.


10.Forma cidadãos mais conscientes e participativos

Relatórios do Instituto Pró-Livro (2025) reforçam que leitores habituais apresentam maior engajamento cívico e criatividade em soluções coletivas. “O contato com textos diversos promove reflexão, mudança social e inserção ética, transformando alunos em cidadãos capazes de escolher melhor seus governantes, criticar desigualdades e lutar por justiça”, expressa o doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo, Daniel Medeiros.

Segundo ele, ao incentivar debates saudáveis, reflexão sobre consequências e análise de perspectivas múltiplas, os jovens ganham capacidade de transformar preocupações como corrupção e discriminação em ações efetivas para um futuro mais justo e ético.

 

“Novelas de frutas”: o meme que diverte jovens e preocupa educadores

Conteúdos virais com estética infantilizada e temas adultos acendem alerta sobre banalização de violência e impacto na formação de crianças e adolescentes

 

Personagens coloridos, linguagem simples e episódios curtos. À primeira vista, as chamadas “novelas de frutas”, que viralizaram nas redes sociais, podem parecer inofensivas. No entanto, especialistas fazem um alerta: apesar da estética leve, esses vídeos têm misturado humor com temas sensíveis, como violência, desrespeito e sexualização, por vezes tratados de forma banalizada. 

O formato segue uma lógica comum nas plataformas digitais. São vídeos rápidos, narrativas fragmentadas e repetição de padrões que facilitam o consumo contínuo. A combinação entre aparência infantil e conteúdos adultos amplia o alcance e atrai tanto crianças quanto adolescentes, fato que exige um olhar atento por parte dos responsáveis e educadores. 

“Esse tipo de conteúdo chama atenção porque é fácil de entender, é visualmente atrativo e segue um padrão repetitivo. O problema por trás disso está na forma como temas complexos aparecem ali, muitas vezes sem contexto ou reflexão”, explica Larissa Capito, especialista em Psicologia Escolar e da Educação, orientadora educacional do Colégio Santa Catarina (Mooca/SP).

 

O risco não está apenas no conteúdo isolado e sim no modo de consumo. A exposição recorrente a esse tipo de narrativa pode impactar a forma como crianças e adolescentes percebem situações do mundo real. “Os jovens passam de um vídeo para outro sem elaborar o que viram. Quando temas como violência ou desrespeito aparecem associados ao humor, há um risco de dessensibilização”, explica. 

A especialista reforça que, nesta fase, a consciência ética e moral está em formação, o que constitui um risco para a construção adequada de referências sobre o que é aceitável ou não: “Quando conteúdos potencialmente graves são apresentados como engraçados ou normais, isso pode confundir essa elaboração. A criança pode naturalizar comportamentos que exigem mediação e discussão”.

 

Impactos comportamentais

Além dos riscos à formação de conceitos éticos e morais de crianças e adolescentes, há diversos efeitos comportamentais associados ao consumo frequente de vídeos curtos, como: redução da capacidade de reflexão, aumento da impulsividade, maior irritabilidade e dificuldade de lidar com frustração. 

Isso porque esses conteúdos operam com estímulos rápidos e recompensas imediatas. Assim, há uma perda de estímulos cognitivos complexos e o cérebro se acostuma com o que é fácil e imediato, o que gera um padrão de expectativa difícil de sustentar em outras áreas da vida, como a escola e as relações sociais. 

“Quando o cérebro se acostuma a esse ritmo, a capacidade de aprender é prejudicada. Há mais dificuldade de lidar com conteúdos que exigem abstração, compreensão e contexto, aquilo que a gente chama de metáforas da vida e que exige uma compreensão para além dos significados”, reforça a orientadora. 

O fenômeno das “novelas de frutas” é um exemplo de uma tendência maior: a transformação do entretenimento digital em um dos principais agentes de socialização de crianças e adolescentes. “Nesse cenário, o desafio não é necessariamente proibir o acesso, mas qualificar o consumo”, pontua Larissa.

 

Famílias e escola atentas

A primeira recomendação é que as famílias acompanhem de perto o conteúdo consumido e conversem sobre os temas abordados. Já as escolas têm um papel crescente no letramento digital ao ensinar não apenas conteúdos, mas também como navegar, interpretar e questionar informações no ambiente virtual. 

“Mais importante do que o tempo de tela é a qualidade do conteúdo e a presença de mediação. É preciso ajudar crianças e adolescentes a entenderem o que estão assistindo, questionar e desenvolver senso crítico”, reforça a especialista e orientadora do Colégio Santa Catarina (Mooca/SP). 

O diálogo entre escola e família é essencial. Com foco neste alinhamento de condutas, a Rede Santa Catarina promove uma agenda de letramento digital e educação midiática com os pais e alunos. São realizados encontros sobre o uso dos recursos digitais, saúde mental e riscos da exposição excessiva às telas, por exemplo.

 

Rotina de estudos

Para potencializar a rotina de estudos, Larissa recomenda dinâmicas com alternâncias de ritmo, ou seja, momentos de maior estimulação, como perguntas rápidas e discussões, e de maior aprofundamento e reflexão, com resolução de problemas, leitura mediada e processos de escrita. “Isso, é claro, aliado à garantia de tempo de sono e de alimentação”, conclui.

 

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Special Dog Company une torcidas de Cruzeiro e Atlético-MG em clássico para alimentar animais em situação de vulnerabilidade

Special Dog Company
Divulgação

No dia 2 de maio, cada gol de Cruzeiro ou Atlético vira alimentação para pets de Ongs e abrigos em Minas Gerais


A Special Dog Company, referência em nutrição de cães e gatos há mais de 25 anos, une os dois maiores rivais do futebol mineiro em torno de uma causa nobre no dia 2 de maio. Durante a partida entre Cruzeiro e Atlético Mineiro pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, no Estádio Mineirão, a empresa transformará cada gol marcado em 1 tonelada de ração doada a animais em situação de vulnerabilidade. Em caso de empate sem gols, cada clube receberá 1 tonelada e os times poderão indicar a instituição beneficiada de sua preferência. 

Para levar a iniciativa ao maior número de torcedores, um post colaborativo entre os dois clubes e a Special Dog Company foi publicado nesta quinta-feira (30). O influenciador mineiro João Akel fará a cobertura do pré-jogo, entrevistando torcedores e compartilhando conteúdos em tempo real pelo Instagram, conectando a torcida à causa em cada momento da partida. Após o clássico, um vídeo com os principais momentos será produzido e impulsionado para todo o estado de Minas Gerais, reforçando o impacto gerado. 

"O futebol tem um poder único de mover e unir pessoas, e a Special Dog Company quer usar esse poder para transformar a vida de animais que mais precisam. Esta ação é a nossa forma de mostrar que rivalidade e solidariedade podem, sim, dividir o mesmo campo", afirma Felipe Fabre, Gerente de Marketing da Special Dog Company. 

A iniciativa integra o Bem Nutrir, programa da Special Dog Company, dedicado ao apoio contínuo a ONGs e abrigos por meio da doação de alimentos, e está inserida no programa Mais Sustentável, no pilar voltado ao bem-estar animal.
  

A segunda edição do GatoFest está confirmada e em parceria com a GoldeN


A 2ª edição do GatoFest está confirmada em São Paulo! A novidade deste ano é que o festival ganha o nome de GoldeN GatoFest, celebrando a parceria de patrocínio com a GoldeN - a marca número 1 em alimentos para cães e gatos no Brasil.

O GatoFest é um festival inédito dedicado à cultura pop felina, a 1ª edição em 2025, realizada de forma independente, foi um sucesso de público: cerca de 700 pessoas estiveram no Centro Cultural São Paulo, e os gatinhos também compareceram.
 

Este ano, o festival dedicado aos gatinhos será no dia 8 de agosto, Dia Internacional do Gato, também no CCSP, com programação gratuita e feita “sob medida” para os gateiros e gateiras. 

O GoldeN GatoFest 2026 traz novamente a exibição do CatVideoFest, festival internacional que reúne vídeos de gatos — incluindo animações, videoclipes e sucessos da internet.

Outra novidade nesta edição, será o lançamento da coletânea GatoFestFilme, uma compilação de vídeos brasileiros, na qual o público poderá inscrever suas próprias produções de vídeos de gatos, amadoras ou profissionais, ou ainda indicar videos virais da internet, com duração entre 10 segundos e 2 minutos. A curadoria do festival selecionará os melhores vídeos engraçados, fofos, dramáticos, entre outros. As informações sobre e o link para inscrições ficam disponíveis pelo Instagram do festival: Link.

Além da exibição de filmes, o GoldeN GatoFest reunirá ONGs de auxílio e proteção aos gatos, palestrantes da área, expositores, artistas e amantes dos felinos em uma programação que além de celebrar a cultura pop felina, destaca a importância dos gatos na vida das pessoas e promove a conscientização sobre o cuidado e a adoção responsável.
 

Empreendedores que se interessarem em expor seus produtos ou artistas que desejarem se apresentar no evento também podem se inscrever para participar, lembrando que é fundamental ter relação com a temática do festival.

 👉 gatofestbr

 


Serviço

GoldeN GatoFest 2026
Data: 8 de agosto (sábado)
Local: Centro Cultural São Paulo
Endereço: Rua Vergueiro, 1000, Liberdade, São Paulo
Classificação: livre
Ingresso: entrada gratuita

 

Inscrições:
VIDEOS para exibição no GatoFestFilme: Link

ARTISTAS:

Link

EXPOSITORES:

Link

 


Flávia Garrafa mergulha no universo do comportamento humano na comédia Faça Mais Sobre Isso, com temporada popular no Teatro Ruth Escobar a partir de 7 de maio

Fotos de João Neto

 

Depois do enorme sucesso feito pela comédia Fale Mais Sobre Isso, vista por mais de 25 mil pessoas, Flávia Garrafa volta aos palcos na pele da mesma personagem em Faça Mais Sobre Isso. O solo, dirigido por Pedro Garrafa ganha nova temporada no Teatro Ruth Escobar, de 7 de maio a 25 de junho, com sessões às quintas-feiras.


Quase como uma sequência do sucesso anterior, a peça traz em seu nome uma alusão a uma nova etapa de um tratamento psicológico. “Porque depois de olhar para dentro, identificar o que está incomodando e FALAR (como dizia a primeira peça), é hora de FAZER alguma coisa sobre isso. Só que entre o falar e o fazer o caminho é longo, cheio de ladeiras e curvas, mas pode ser extremamente divertido”, explica a atriz e idealizadora da montagem.


O espetáculo é uma comédia reflexiva sobre o comportamento humano. Pode-se dizer que é sobre terapia, sobre relacionamentos interpessoais e até que é uma peça que aborda alguns aspectos sobre a ação que vem depois (ou deveria vir depois) do desejo de agir. “Preferimos generalizar para que o espectador entenda que o ‘fazer’, o ‘não fazer’, o ‘dizer que vai fazer’ ou até o ‘achar que está fazendo’ são parte da nossa existência. São temáticas nem sempre fáceis de se encarar, mas a arte e o humor estão aí para nos ajudar”, complementa.


Na trama, Dra. Laura é uma terapeuta empenhada e apaixonada por sua profissão e, ao mesmo tempo, sobrecarregada como a maioria das mulheres. Agora ela atende novos pacientes e se depara com novas questões dentro de si. Afinal, terapeutas não são Deuses e é sempre bom, divertido e esclarecedor mostrar seu lado "B" ou melhor, seu lado de "pessoa física".


“Em Faça mais sobre isso, o foco é o FAZER, mas a discussão nos leva a rir e chorar na hora de mensurar se devemos seguir fazendo, fazer diferente, não fazer ou simplesmente contemplar o caos e deixar que a vida faça a parte dela”, brinca Flávia.


Sinopse

Faça Mais Sobre isso é uma comédia reflexiva sobre o comportamento humano. Dra. Laura é uma terapeuta empenhada e apaixonada por sua profissão e, ao mesmo tempo, sobrecarregada como a maioria das mulheres. Agora ela atende novos pacientes e se depara com novas questões dentro de si. Afinal, terapeutas não são Deuses e é sempre bom, divertido e esclarecedor mostrar seu lado "B" ou melhor, seu lado de "pessoa física".


Ficha Técnica

Texto: Flávia Garrafa

Com: Flávia Garrafa 

Direção: Pedro Garrafa

Assistência de Direção: Rafael Cabral

Cenário e figurino: Paula Di Paoli

Costureira: Daniela Leoz

Direção de Produção 

Fernanda Bianco, Guilherme Maturo, Renata Nastari - Elemento Cultural

Visagismo: Dennis Ruiz

Operador de Som: Lucas Moreira

Desenho e operador de Luz:  Gabriel Greghi

Trilha Sonora: Diego Trindade

Assistente de Cenografia: Priscila

Contra-Regra: Danilo Ardel 

Produtora de Cenografia: Bia Mendes  

Cenotécnico: Wagner José de Almeida 

Aderecista: Edu Fraga 

Serralheiro: Josivan Alves de Moura & Kalango 

Técnico de Montagem: Vinícius Lopes  

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Arte Gráfica: Marcus Braz 

Assistente de Produção: Débora Nebuloni 

Comunicação Visual & Marketing Digital: Agência Elemento Cultural

Fotografia: João Neto Foto

Gravação e Mixagem de Som: Paul Black


Serviço

Faça Mais Sobre Isso, de Flávia Garrafa

Temporada: 7 de maio a 25 de junho de 2026

Às quintas-feiras, às 20h30

Ingressos: R$ 50 (inteira) e R$25 (meia-entrada)

Teatro Ruth Escobar - Rua dos Ingleses, 209 - Bela Vista, São Paulo

Vendas online em https://www.ticketmaster.com.br/event/faca-mais-sobre-isso-teatro-ruth-escobar

Gênero: Comédia

Classificação: 12 anos

Duração: 70 minutos

Capacidade: 301 lugares 

Acessibilidade: teatro acessível para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida



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