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sexta-feira, 1 de maio de 2026

MEI e Imposto de Renda: quando o pequeno empreendedor precisa declarar e como evitar erro com a Receita

Todo ano, uma dúvida se repete entre os microempreendedores individuais: afinal, quem é MEI precisa declarar Imposto de Renda Pessoa Física? A resposta curta é: não necessariamente. Mas é justamente essa aparente simplicidade que costuma levar muitos contribuintes ao erro.

 O ponto central é entender que o MEI tem duas dimensões fiscais diferentes: uma como empresa, vinculada ao CNPJ, e outra como pessoa física, vinculada ao CPF. A Declaração Anual do Simples Nacional do MEI, conhecida como DASN-SIMEI, é obrigatória para todo microempreendedor individual e deve ser entregue até 31 de maio de cada ano, mesmo que a empresa não tenha tido faturamento no ano anterior. 

Já a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física depende das regras aplicáveis ao titular do MEI. Para o IRPF 2026, referente ao ano-calendário de 2025, está obrigado a declarar quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00, rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, possuía bens e direitos acima de R$ 800 mil, realizou determinadas operações em bolsa, obteve ganho de capital, teve receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920,00, entre outras hipóteses previstas pela Receita Federal. 

Para o contador tributarista e educador financeiro André Charone, esse é um dos pontos que mais confundem o pequeno empreendedor.

“O erro mais comum do MEI é achar que a declaração do CNPJ substitui a declaração da pessoa física. Não substitui. A DASN-SIMEI informa o faturamento da empresa. O IRPF informa a vida fiscal da pessoa por trás do negócio. São obrigações diferentes, com finalidades diferentes”, explica Charone.”

 

Ser MEI, por si só, não obriga a declarar IRPF 

A própria Receita Federal esclarece que o simples fato de ser MEI ou participar de uma empresa não obriga automaticamente a pessoa física a entregar a declaração de Imposto de Renda. A obrigatoriedade surge quando os rendimentos, o patrimônio ou outras situações do contribuinte se enquadram nos critérios legais. 

Na prática, isso significa que um microempreendedor pode entregar apenas a DASN-SIMEI e não precisar entregar o IRPF, desde que não ultrapasse os limites de obrigatoriedade como pessoa física. Por outro lado, um MEI com faturamento maior, outras fontes de renda, investimentos, bens relevantes ou rendimentos tributáveis acima do limite poderá ser obrigado a declarar. 

Segundo Charone, o problema é que muitos microempreendedores olham apenas para o faturamento bruto do CNPJ e não fazem a separação correta entre receita da empresa, despesas do negócio, lucro isento e rendimento tributável. 

“O MEI precisa parar de pensar que todo dinheiro que entrou na conta é automaticamente renda tributável da pessoa física. Mas também não pode fazer o oposto, que é achar que todo faturamento do CNPJ está protegido pelo pagamento mensal do DAS. Existe uma conta a ser feita”, afirma.”

 

DASN-SIMEI não é Imposto de Renda 

Outro erro frequente é acreditar que o pagamento mensal do DAS-MEI já resolve todas as obrigações fiscais do empreendedor. O DAS é a guia mensal simplificada do MEI, enquanto a DASN-SIMEI é a declaração anual de faturamento do CNPJ. Nenhuma dessas obrigações elimina, por si só, a necessidade de declarar IRPF quando o titular se enquadra nas regras da Receita. 

A lógica é simples: todo MEI deve entregar a DASN-SIMEI; apenas alguns precisam entregar o IRPF. 

A DASN-SIMEI informa à Receita Federal quanto o CNPJ faturou no ano anterior. Já a declaração de Imposto de Renda informa a situação econômica e patrimonial da pessoa física: rendimentos, bens, direitos, dívidas, investimentos e outras informações relevantes.

 

Como calcular a parte tributável do MEI

Para saber se o MEI precisa declarar Imposto de Renda, o primeiro passo é apurar o lucro do negócio. De forma simplificada, calcula-se:

 

Faturamento bruto anual - despesas comprovadas = lucro líquido do MEI

Depois, é preciso identificar a parcela de lucro considerada isenta, conforme a atividade exercida. Em regra, para o MEI que não possui escrituração contábil regular demonstrando lucro superior, utilizam-se os percentuais de presunção aplicáveis à atividade:

 

Atividade do MEI | Parcela presumida como lucro isento 

Comércio, indústria e transporte de cargas | 8% da receita bruta 

Transporte de passageiros | 16% da receita bruta 

Prestação de serviços em geral | 32% da receita bruta 

A diferença entre o lucro líquido apurado e a parcela isenta será tratada como rendimento tributável da pessoa física. 

Imagine, por exemplo, um MEI prestador de serviços que faturou R$ 80 mil em 2025 e teve R$ 15 mil em despesas comprovadas. O lucro líquido seria de R$ 65 mil. Como a atividade é de serviços, a parcela isenta presumida seria de 32% sobre o faturamento, ou seja, R$ 25,6 mil. A diferença, R$ 39,4 mil, seria rendimento tributável. 

Nesse caso, como o valor supera o limite de R$ 35.584,00, o contribuinte estaria obrigado a entregar a declaração de IRPF em 2026. 

Para Charone, esse cálculo é essencial porque muitos microempreendedores confundem faturamento, lucro e renda pessoal. 

“Faturamento não é lucro. E lucro da empresa não é automaticamente renda tributável da pessoa física. O MEI precisa entender essa diferença para não declarar errado, nem pagar imposto indevido, nem deixar de declarar quando estiver obrigado”, afirma.”

 

Onde lançar os valores na declaração

Quando o MEI estiver obrigado a declarar, a informação deve ser separada corretamente. 

A parcela isenta do lucro deve ser informada na ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, geralmente como lucros e dividendos recebidos pelo titular. Já a parte tributável deve ser informada como Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica, tendo como fonte pagadora o próprio CNPJ do MEI. 

Para Charone, essa separação é essencial para evitar inconsistências fiscais.

“O MEI costuma misturar tudo: conta da empresa, conta pessoal, compras do negócio e gastos da família. Na hora do Imposto de Renda, essa confusão aparece. O ideal é manter controle mensal de receitas e despesas, guardar comprovantes e separar o dinheiro da empresa do dinheiro da pessoa física”, orienta.”

 

E a nova faixa de isenção do Imposto de Renda?

Um ponto importante é não confundir as regras da declaração atual com mudanças futuras na tabela do Imposto de Renda. 

O IRPF 2026 trata dos rendimentos recebidos em 2025. Portanto, os limites de obrigatoriedade aplicáveis à declaração deste ano são os divulgados para o ano-calendário de 2025, como o limite de R$ 35.584,00 em rendimentos tributáveis.

Eventuais mudanças na faixa de isenção aplicáveis a rendimentos recebidos a partir de 2026 terão reflexo, em regra, na declaração entregue em 2027, referente ao ano-calendário de 2026. 

Essa distinção é importante porque muitos contribuintes confundem o ano da entrega da declaração com o ano em que os rendimentos foram recebidos. 

“Quando falamos em IRPF 2026, estamos falando da declaração entregue em 2026, mas referente aos fatos ocorridos em 2025. Essa diferença de datas parece simples, mas causa muita confusão na prática”, explica Charone.”

 

Prazo e multa por atraso

A declaração do IRPF 2026 pode ser feita pelo Programa Gerador da Declaração, pela plataforma online ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda. A declaração pré-preenchida exige conta gov.br nos níveis prata ou ouro. 

O prazo de entrega vai de 23 de março a 29 de maio de 2026. Quem está obrigado e perde o prazo fica sujeito à multa de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso sobre o imposto devido, limitada a 20%, com valor mínimo de R$ 165,74.

Já a DASN-SIMEI deve ser entregue até 31 de maio, independentemente de o titular do MEI estar ou não obrigado a entregar o IRPF.

 

A informalidade dentro da formalização

O MEI foi criado para simplificar a vida de pequenos empreendedores, mas a simplificação não significa ausência de controle. Para André Charone, esse é o ponto mais sensível. 

“O MEI é uma porta de entrada importante para a formalização, mas muitos empreendedores continuam administrando o negócio de forma informal. A pessoa tem CNPJ, emite nota, paga DAS, mas não sabe quanto lucrou, não separa despesas e não entende o impacto disso no CPF. O risco não está em ser MEI; está em tratar o CNPJ como se fosse uma extensão desorganizada da carteira pessoal”, diz.” 

A recomendação é que o microempreendedor mantenha um controle mínimo: faturamento mensal, despesas pagas, notas fiscais emitidas, comprovantes de compra, extratos bancários e retirada efetiva para uso pessoal. Esse cuidado ajuda não apenas na declaração, mas também na gestão do próprio negócio. 

Para quem está começando, uma planilha simples já pode evitar grandes problemas. O ideal é registrar mês a mês o valor faturado, as despesas do negócio, o lucro estimado e quanto foi efetivamente retirado pelo titular. 

O MEI não precisa declarar Imposto de Renda apenas por ser MEI. Mas pode ser obrigado a declarar se os rendimentos tributáveis, os bens, os rendimentos isentos ou outras situações ultrapassarem os limites definidos pela Receita Federal.

A principal diferença é esta: a DASN-SIMEI é uma obrigação do CNPJ; o IRPF é uma obrigação do CPF. Uma não substitui a outra. 

“O pequeno empreendedor não precisa ter medo da Receita, mas precisa ter método. Quem organiza os números ao longo do ano declara com tranquilidade. Quem deixa tudo para a última hora transforma uma obrigação simples em um problema fiscal.” Finaliza André. 



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e centenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. Seu mais recente trabalho é o livro "Empresário Sem Fronteiras: Importação e Exportação para pequenas empresas na prática", em que apresenta um guia realista para transformar negócios locais em marcas globais. A obra traz passo a passo estratégias de importação, exportação, precificação para mercados externos, regimes tributários corretos, além de dicas práticas de negociação e prevenção contra armadilhas no comércio internacional.
Disponível em versão física: https://loja.uiclap.com/titulo/ua111005/
digital: https://play.google.com/store/books/details?id=nAB5EQAAQBAJ&pli=1
Instagram: @andrecharone

 

Família, escola e plataformas digitais: quem protege nossos adolescentes?

Opinião 

Vivemos um raro ponto de convergência em uma sociedade polarizada: a preocupação com os efeitos das redes sociais sobre crianças e adolescentes. Pais, educadores e legisladores divergem em quase tudo, mas compartilham a mesma inquietação: como protegê-los?

Alguns países discutem ou adotam a proibição de redes para menores de 16 anos, como Austrália e Reino Unido. Este último lançou a campanha “You Won’t Know Until You Ask”, incentivando o diálogo entre pais e filhos sobre conteúdos inadequados. Restrição e conversa parecem opostas, mas podem ser complementares.Como diretor de escola, defendo que o caminho mais consistente e formador é o diálogo sustentado pela corresponsabilidade entre família e escola. 

A proibição ampla seduz pela simplicidade: se há risco, elimina-se o acesso. Mas soluções simples para problemas complexos acarretam efeitos colaterais. Primeiro, a eficácia é limitada: jovens burlam os bloqueios com VPNs e outras ferramentas. Em segundo lugar, podem migrar para ambientes menos regulados e mais perigosos. Terceiro, há o risco de censura quando o Estado exclui um grupo de um espaço central de informação, cultura e convivência.

Redes sociais não são apenas ameaça. São também espaços de pertencimento para jovens isolados por questões geográficas ou identitárias. São fontes de informação — ainda que misturem qualidade e desinformação. Interditar esse universo ignora sua complexidade. Isso não significa relativizar riscos reais: automutilação, distúrbios alimentares, pornografia, desafios perigosos e cyberbullying exigem resposta firme das plataformas e regulação responsável do Estado. Mas regular não é interditar indiscriminadamente.

A campanha britânica parte de um dado inquietante: muitos pais nunca conversaram com os filhos sobre o que consomem on-line. O problema não é apenas tecnológico; é relacional. Nenhuma lei substitui uma conversa honesta. Nenhum filtro desenvolve senso crítico. Nenhum bloqueio automático constrói maturidade — ao contrário, pode estimular o desafio clandestino.

Educação digital é educação moral e emocional. Acontece em casa, nas conversas cotidianas, e se fortalece na escola, com projetos estruturados e orientação pedagógica. Precisamos ensinar os jovens a questionar o que consomem, como isso os faz sentir, se a informação é confiável e por que a acessam. Essa competência nasce do diálogo, não da proibição.

Completou-se um ano da lei que proibiu celulares no ambiente escolar. Sou favorável à restrição no contexto escolar. A escola é espaço de foco, convivência presencial e construção intelectual. É onde se aprende a sustentar atenção, desenvolver disciplina interna e interagir sem mediação constante de telas.

A restrição não nega a tecnologia; organiza seu uso. Ensina que há contextos que exigem concentração e atividades que não podem competir com notificações infinitas. A distração nem sempre é bem-vinda. Essa é uma aprendizagem para a vida adulta: saber alternar momentos de concentração profunda e uso produtivo da tecnologia. Maturidade é transitar entre esses ambientes.

Proibições devem ser pontuais. Crianças pequenas não têm maturidade cognitiva e emocional para navegar sozinhas: limites rígidos fazem sentido. Na adolescência, o desafio deixa de ser afastar e passa a ser ensinar a usar. Blindar integralmente pode comprometer a autonomia; expor sem orientação é irresponsável. O caminho do meio é educar para o uso consciente. A proteção real não virá de uma decisão isolada, mas da soma de três movimentos: diálogo consistente nas famílias; escolas que ensinam uso crítico da tecnologia; plataformas responsabilizadas por seus algoritmos e designs viciantes, sob regulação e auditoria.

Preparar adolescentes para o futuro não é excluí-los do mundo digital, mas capacitá-los para habitá-lo com consciência. Entre a proibição ampla e a permissividade irrestrita, há um caminho mais exigente — e mais eficaz: o da educação compartilhada.

  

Celso Hartmann - diretor executivo dos colégios da Rede Positivo.

 

Instabilidade geopolítica no estreito de Ormuz prejudica produção de arroz em Santa Catarina

Sindicato prevê redução da oferta de arroz no mercado nacional durante a Safra 2026/27, impactando no bolso do consumidor

 

Devido aos bloqueios e a tensão geopolítica instalada em uma das principais rota marítimas do mundo, o estreito de Ormuz, insumos como o óleo diesel e fertilizantes agrícolas ficaram mais caros em relação ao ano passado. O aumento de preços impacta diretamente a cadeia produtiva do arroz em Santa Catarina, que em maio colhe os últimos grãos da Safra 2025/26 e deve se preparar para o próximo plantio, em agosto.


O cenário preocupa o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina (SindArroz-SC), uma vez que o setor enfrenta, há um ano, uma crise econômica ocasionada pela superoferta do grão no mercado nacional e a queda no consumo. Segundo o presidente do SindArroz-SC, os itens que compõem a tabela de custos fixos para produção e beneficiamento do arroz tiveram aumento médio de 20%, demonstrando que todos os elos da cadeia produtiva estão sofrendo as consequências do conflito em Ormuz.


“Todos os elos da cadeia produtiva estão sendo afetados. O setor de embalagens aplicou reajuste acima de 40%, a tabela da Agência Nacional de Trânsito e Transportes (ANTT) reajustou o valor dos fretes, excluindo a livre negociação e causando aumento nos custos fixos tanto dos produtores, quanto das indústrias beneficiadoras de arroz. Isso é um agravante e tanto para a situação econômica que estamos enfrentando desde 2025”, detalha Rampinelli.

Crise pode impactar bolso do consumidor

O produtor de arroz de Forquilhinha (SC), Israel Alexandre, afirma que na colheita da Safra 2025/26 o litro do Diesel s500 usado por ele custava em torno de R$5,50, mas hoje já passa dos R$7,00. Além disso, conta que os compostos do adubo mineral NPK (Nitrogênio, Potássio e Fósforo) também foram um dos principais insumos que tiveram alteração no valor, junto à ureia, elementos essenciais para a manutenção da sua lavoura.


“A cadeia produtiva sofre com ciclos de alta oferta e pouca demanda, e alta demanda e pouca oferta, mas esses ciclos nunca são lineares à escassez de insumos e isso descapitaliza o produtor. Se acrescentarmos a baixa no consumo do grão e o impacto dos conflitos geopolíticos mundiais no valor dos produtos que utilizamos, não resta uma alternativa senão a de reduzir a área plantada e diminuir o uso de fertilizantes e maquinários”, explica Israel.


Santa Catarina é o segundo estado que mais produz arroz no país, sendo responsável por mais de 10% do abastecimento nacional. A diminuição de áreas plantadas e a escassez de insumos necessários para manter a performance da lavoura em níveis elevados pode ocasionar a pouca oferta do grão após a Safra 2026/27, elevando os preços do arroz no mercado nacional.

Medidas de contenção

O SindArroz-SC, juntamente com a Câmara Setorial do Arroz, está buscando alternativas para conter a crise econômica do setor junto ao Governo Federal. Uma das ações envolve um pedido de reunião com o vice-presidente, Geraldo Alckmin, para debater possíveis caminhos para a redução dos custos de produção no território brasileiro e a redução de impostos.


“Entendo que com a prolongação desta crise os produtores devem reduzir significativamente a área plantada devido ao alto custo de produção. Entretanto, essa redução ocasionará no aumento dos preços do arroz e na redução de oferta do nosso produto nos supermercados, e isso vai atingir o bolso das famílias brasileira”, pontua o presidente do sindicato.

 

Sindicato das Indústrias do Arroz de Santa Catarina - SindArroz-SC
Texto: Shaiane Corrêa/Foto: Monique Amboni


Dados não bastam: por que a data literacy se tornou estratégica para as empresas

Com dashboards e métricas por toda parte, o verdadeiro diferencial competitivo passa a ser a capacidade das pessoas de interpretar informações e aplicá-las ao contexto do negócio 

 

Nos últimos anos, as empresas nunca investiram tanto em dados e, ainda assim, muitas continuam tomando decisões como se eles não existissem.

Disputam dados, ampliam suas infraestruturas de informação e incorporam inteligência artificial aos processos com o objetivo de tornar as decisões mais rápidas, mais precisas e mais alinhadas às transformações do mercado.

Com o amadurecimento dessa infraestrutura, porém, surgiu um paradoxo. Nunca houve tanta informação disponível e, ainda assim, muitas decisões continuam sendo tomadas com base em percepções individuais, experiências passadas ou leituras superficiais de indicadores.

O problema não é a falta de dados. É a incapacidade de transformá-los em decisões de negócio.

Para que informações analíticas se tornem úteis, é preciso interpretá-las dentro do contexto do negócio e transformá-las em insights capazes de orientar escolhas estratégicas. É justamente nesse ponto que a data literacy, ou alfabetização em dados, deixa de ser uma competência técnica restrita a especialistas e passa a ocupar um papel central na estratégia das empresas.


O desafio de transformar dados em decisões

Data literacy é, essencialmente, a capacidade de compreender, interpretar e comunicar informações de maneira significativa. Vai muito além de acompanhar dashboards ou indicadores. Envolve a compreensão de como os dados foram produzidos, quais fatores influenciam seus resultados e quais perguntas precisam ser feitas para extrair valor real das análises.

Quando bem interpretadas, essas informações ajudam a identificar oportunidades, otimizar processos e antecipar movimentos do mercado. Isso se reflete diretamente em eficiência operacional, redução de custos e maior capacidade de resposta às mudanças do ambiente competitivo.

Quando analisadas de forma superficial, podem levar a conclusões equivocadas e decisões mal direcionadas.

Esse desafio se torna ainda mais evidente em um ambiente em que o volume de dados cresce de forma exponencial. Dashboards, relatórios e métricas se multiplicam dentro das organizações, mas a capacidade de transformar essa abundância em conhecimento aplicável ao negócio nem sempre evolui no mesmo ritmo.

Por isso, a data literacy vem se consolidando como prioridade para empresas que desejam se tornar, de fato, orientadas por dados. Para extrair valor real de iniciativas de analytics e inteligência artificial, é fundamental garantir que a capacidade de interpretar informações esteja disseminada por toda a empresa — e não restrita a um pequeno grupo de especialistas.

Na prática, isso significa transformar dados em uma linguagem comum dentro das empresas. Profissionais de diferentes áreas passam a utilizar indicadores não apenas para acompanhar resultados, mas para formular hipóteses, questionar premissas e orientar decisões com base em evidências.


Como desenvolver data literacy nas organizações

Para que a data literacy se torne parte da cultura corporativa, muitas empresas têm investido em programas estruturados de desenvolvimento de competências analíticas. Mais do que adotar novas ferramentas ou ampliar o acesso a dashboards, o desafio é preparar as equipes para compreender e utilizar informações de forma consistente no dia a dia das decisões.

Isso envolve iniciativas como trilhas de capacitação voltadas à interpretação de indicadores, disseminação de boas práticas analíticas e estímulo constante ao uso de evidências na tomada de decisão. À medida que essas habilidades se disseminam entre profissionais de diferentes áreas, as organizações ampliam sua capacidade de identificar oportunidades, responder com agilidade às mudanças do mercado e extrair valor de suas iniciativas de analytics.

Esse movimento ganha ainda mais relevância diante do avanço recente da inteligência artificial. A IA amplia significativamente a capacidade de análise, mas também expõe, de forma ainda mais evidente, o gap entre gerar insights e tomar decisões com base neles.

Modelos analíticos e sistemas preditivos já conseguem identificar padrões e gerar análises em uma escala e velocidade que seriam impossíveis há poucos anos. Mesmo assim, transformar essas análises em decisões relevantes continua sendo um desafio humano.

Na prática, vemos que as organizações que conseguem avançar nesse modelo são aquelas que integram dados, tecnologia e processos de decisão de forma estruturada, conectando analytics diretamente aos objetivos do negócio.

Com a evolução da tecnologia, fica cada vez mais evidente que o diferencial competitivo não está apenas na sofisticação das plataformas ou no volume de dados disponível. Ele está na capacidade das equipes de interpretar informações, formular as perguntas certas e conectar as análises ao contexto do negócio.

No cenário atual, a vantagem competitiva já não está em ter acesso aos dados, mas em saber o que fazer com eles, no momento certo.

  

Filipe Cotait - CEO da Stefanini Data & Analytics.


Para cada mãe, um parque: destinos pelo Brasil viram alternativa de presente

Os parques podem oferecer experiências memoráveis de bem-estar, descanso e conexão com a natureza, além de fortalecer vínculos entre mães e filhos

 

No Dia das Mães, celebrado em 10 de maio em 2026, flores, perfumes e cosméticos são presentes bem populares. Mas uma tendência tem ganhado força, inclusive na hora de presentear: a busca por experiências significativas, capazes de criar memórias e promover bem-estar. Nesse contexto, a visita a um parque — natural ou urbano — surge como uma alternativa oportuna, afinal, trata-se de um presente fora do convencional, que combina lazer, autocuidado e contato direto com a natureza. 

A proposta pode ser transformar o Dia das Mães — ou qualquer outra data — em uma oportunidade para estar ao ar livre, em meio a trilhas, áreas verdes, lagos, mirantes ou espaços de convivência, por exemplo. Mais do que um passeio, a visita a um parque se apresenta como uma forma de reconexão — consigo mesma, com a família e com o ambiente natural. 

Uma pesquisa do Semeia revela que o contato e a contemplação da natureza estão entre os principais motivos que levam as pessoas para os parques, junto ao desejo de apresentar esses ambientes para filhos e filhas, o que reforça o papel desses espaços como ambientes ricos em qualidade de vida.

"Aproveitar o Dia das Mães para conhecer um parque pode ser um presente cheio de cuidado e memória, também capaz de despertar o desejo nas pessoas por novas visitas.”, afirma Bárbara Matos, gerente de estruturação e gestão de parcerias em parques do Instituto Semeia — organização que atua para incentivar a visitação nos Parques do Brasil, fortalecer a gestão dessas unidades e apoiar o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde estão inseridas.
 

Onde visitar? Parques para diferentes perfis de mães

Seja para relaxar, se aventurar ou contemplar a natureza, os Parques do Brasil oferecem experiências para todos os perfis de mães. Confira algumas sugestões:
 

Para as mães que querem relaxar — ideais para quem busca tranquilidade e opções com infraestrutura urbana.

Esses parques também são ótimas opções para as mães que querem passear com seus filhos. Eles possuem playgrounds e boa estrutura para os pequenos.
 

Para mães aventureiras (e famílias cheias de energia) experiências com mais adrenalina e atividades ao ar livre.

  • Parque Estadual do Utinga (Belém, PA)
    Além das trilhas e ciclovias, o parque oferece atividades como tirolesa e caiaque. Entrada gratuita, funcionamento de terça a domingo (das 6h às 17h). Possui opções de alimentação dentro de suas instalações.


Para mães contemplativas (que adoram apreciar uma vista de perder o fôlego) — ambientes ideais para desacelerar e apreciar a natureza.

  • Parque Nacional do Itatiaia (Itatiaia, RJ)
    O mais antigo parque nacional do Brasil oferece trilhas, cachoeiras e áreas de contemplação. Entrada paga em algumas áreas, com funcionamento diário (a Parte Baixa abre de terça a domingo, das 8h às 17h, enquanto a Parte Alta funciona diariamente, das 7h às 18h). Há centros de visitantes e serviços básicos.
  • Parque Estadual do Ibitipoca (Lima Duarte, MG)
    Conhecido por suas paisagens e trilhas cênicas, é ideal para quem busca tranquilidade. Entrada controlada e paga, com agendamento prévio (Terça a Domingo - o horário de funcionamento é das 7h às 17h). Estrutura simples, com apoio no entorno.


Para mães curiosas (que gostam de histórias e cultura) parques que unem natureza e narrativas marcantes.

  • Parque Nacional do Iguaçu (Foz do Iguaçu, PR)
    Além das famosas cataratas, o parque abriga histórias e lendas da região. Entrada paga, abre diariamente às 9h e fecha às 16h. Conta com excelente infraestrutura – com algumas opções de restaurantes e transporte interno.
  • Parque Nacional de Sete Cidades (Piracuruca, PI)
    Possui formações rochosas cercadas de mistérios e inscrições que despertam a imaginação dos visitantes. Funciona diariamente, geralmente das 8h às 17h, com entrada gratuita. Conta com centro de visitantes, mas a oferta de serviços dentro do parque, como restaurante, ainda é limitada e está em processo de aprimoramento.

Bônus: para mães que querem experiências únicas na natureza — vivências que fogem do comum e criam memórias inesquecíveis.

  • Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (Caravelas, BA)
    Um dos melhores pontos do país para observação da vida marinha, incluindo tartarugas e baleias. O acesso é feito exclusivamente por embarcação, com visitação guiada, funcionando diariamente das 8h às 18h. Mergulhos e passeios exigem agendamento prévio com operadoras de turismo. É recomendado levar água, lanches leves e protetor solar.

“A experiência de visitar um parque no Brasil é extraordinária, esses locais guardam além de uma natureza exuberante, histórias incríveis. São mais de 600 parques no nosso território, entre naturais e urbanos, sendo que os parques aqui listados são exemplos para aguçar o interesse. Com certeza, tem um parque para cada um desses perfis perto de você. Vale muito a pena a experiência”, completa Bárbara. 



Instituto Semeia
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Dubai elimina valor mínimo para visto imobiliário e amplia acesso de investidores estrangeiros

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Atualização do Dubai Land Department facilita obtenção de residência de dois anos e deve impulsionar o mercado, com potencial de atrair mais brasileiros

 

A cidade de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, passa a eliminar o valor mínimo de investimento para a concessão do visto imobiliário de dois anos a compradores individuais, em mudança anunciada pelo Dubai Land Department que flexibiliza as regras de residência para investidores estrangeiros e amplia o acesso ao mercado local, antes restrito a aportes mínimos de AED 750 mil, cerca de R$ 1 milhão. 

Com a nova regra, qualquer pessoa que adquira uma propriedade como único proprietário pode solicitar o benefício, independentemente do valor do ativo. A medida reduz significativamente a barreira de entrada e abre espaço para investidores com menor ticket médio. 

A expectativa é que a mudança impulsione o mercado imobiliário local, especialmente em segmentos mais acessíveis, como studios e unidades compactas, além de ampliar o perfil de investidores internacionais interessados em Dubai. O visto de dois anos passa a funcionar como uma porta de entrada mais democrática dentro do sistema de residência dos Emirados Árabes Unidos, que inclui ainda opções como o Golden Visa de dez anos, voltado a investimentos a partir de AED 2 milhões. 

A flexibilização, no entanto, não se aplica a todos os casos. Em situações de copropriedade, quando duas ou mais pessoas dividem a titularidade de um imóvel, permanece a exigência de investimento mínimo proporcional, com cada participante precisando deter ao menos AED 400 mil em participação para ser elegível ao visto. 

Para brasileiros, o movimento ganha relevância em um momento de crescente interesse pelo emirado. Segundo dados da plataforma MH/Q, especializada em patrimônio privado de famílias de alta renda, brasileiros já estruturaram US$ 1,5 bilhão em Dubai, um aumento de 66,6% em relação ao ano anterior, quando o montante era de US$ 900 milhões. O número de famílias que transferiram parte ou a totalidade de seus ativos também avançou, passando de 18 para 30 em apenas um ano. 

Na avaliação de Leo Ickowicz, sócio-diretor da Elite International Realty, consultoria imobiliária internacional fundada por brasileiros, com atuação também nos Emirados Árabes Unidos, a mudança reforça o posicionamento global de Dubai como destino estratégico para investimento imobiliário. “Ao reduzir a barreira de entrada, Dubai amplia significativamente seu alcance e passa a atrair um perfil ainda mais diversificado de investidores. Para o brasileiro, essa mudança é especialmente relevante, porque permite acessar o mercado internacional com um capital menor e ainda com o benefício de residência, algo que poucos destinos oferecem hoje. Isso tende a acelerar o fluxo de investidores e consolidar Dubai como uma das principais portas de entrada para quem busca diversificação global”, afirma Ickowicz. 

Dubai reúne fatores que ajudam a explicar o crescente interesse de investidores internacionais. O emirado conta com uma estrutura tributária favorável, sem cobrança de imposto de renda e sem incidência de IVA sobre propriedades residenciais para investimento, além de oferecer rentabilidade imobiliária média de cerca de 8% ao ano, acima da média global, estimada em torno de 6%, e de mercados como os Estados Unidos, onde gira em torno de 4%. 

Outro diferencial é a estabilidade econômica proporcionada pela vinculação do dirham, moeda local, ao dólar americano, o que reduz a volatilidade cambial e aumenta a previsibilidade para investimentos de longo prazo, aliado ao fato de o emirado figurar entre os destinos mais seguros do mundo. 

“Dubai vem se consolidando como uma verdadeira cidade do futuro, combinando facilidade de entrada, segurança e retorno, o que deve manter o emirado entre os destinos mais estratégicos para investidores nos próximos anos”, afirma Leo Ickowicz. 

 

Modernização além do código: O desafio cultural das instituições financeiras em 2026


A transformação tecnológica no setor financeiro brasileiro costuma ser associada a novas plataformas digitais, Inteligência Artificial (IA) e computação em nuvem. Contudo, a experiência prática mostra que a tecnologia raramente é o principal obstáculo. O maior desafio é cultural. Modernizar sistemas legados e incorporar IA exige mudanças profundas na forma como as organizações trabalham, tomam decisões e colaboram.

 

Os grandes bancos brasileiros carregam décadas de evolução tecnológica. São ambientes complexos, com sistemas interdependentes e equipes altamente especializadas. Migrar esse universo para arquiteturas modernas exige mais do que investimento em infraestrutura. Exige mudar mentalidades e formas de trabalho. Estudos sobre transformação digital em bancos brasileiros mostram que liderança, capacitação e mudança de modelo organizacional são fatores centrais para que a inovação realmente aconteça.

 

Esse desafio fica ainda mais evidente com a chegada da IA. Embora a maioria das instituições financeiras já tenha iniciado sua jornada com a tecnologia – com 85% delas já tendo adotado ou planejado adotar IA –, ainda são poucas as que conseguiram integrá-la plenamente aos processos de negócio. Isso ocorre porque o verdadeiro salto não está apenas em adotar IA, porém em aprender a pensar com IA incorporando-a como parte do processo decisório, e não apenas como uma ferramenta periférica ou experimental.

 

Pensar com IA implica uma mudança sutil, porém profunda. Não se trata mais de perguntar “onde aplicar IA?”, mas de redesenhar fluxos, produtos e jornadas considerando a inteligência como elemento nativo. Nesse contexto, a tecnologia deixa de ser um apoio e passa a atuar como uma camada integrada à operação, influenciando desde a concepção até a entrega de valor ao cliente.

 

Durante muitos anos, bancos operaram com estruturas separadas entre tecnologia e negócios. As áreas comerciais definiam demandas e a TI executava projetos com longos ciclos de entrega. Esse modelo se mostrou inadequado para um ambiente em que a inovação precisa ser contínua. A mudança cultural passa por integrar equipes multidisciplinares, responsáveis por produtos de ponta a ponta e com autonomia para evoluir soluções rapidamente, agora potencializadas por IA.

 

Outro elemento essencial dessa transformação é a capacidade de aprender continuamente. Instituições financeiras que conseguem avançar mais rápido em inovação são justamente aquelas que criam ambientes de experimentação, testam novas tecnologias e estabelecem parcerias estratégicas. Nesse cenário, a IA também passa a ser uma aliada no próprio processo de aprendizagem organizacional, acelerando ciclos de teste, erro e evolução.

 

Mas é importante destacar: quanto mais a IA avança, mais relevantes se tornam as competências humanas. Criatividade e resiliência ganham protagonismo. Criatividade para reinterpretar problemas, desenhar novas soluções e explorar o potencial da tecnologia de forma estratégica. Resiliência para lidar com ciclos constantes de mudança, testar hipóteses, aprender com falhas e se adaptar rapidamente a novos contextos.

 

A competição com fintechs e bancos digitais acelerou esse movimento. Organizações que nasceram digitais operam com menos restrições tecnológicas e com estruturas mais ágeis, pressionando bancos tradicionais a evoluir rapidamente. Essa pressão torna inevitável a transformação cultural, especialmente na forma como decisões são tomadas, riscos são avaliados e a inovação é incorporada ao dia a dia.

 

Ao mesmo tempo, existe um equilíbrio delicado entre inovação e responsabilidade. Instituições financeiras lidam com dados sensíveis e sistemas críticos, o que exige níveis elevados de controle e compliance. Pensar com IA, nesse contexto, também significa garantir que essa inteligência opere dentro de princípios claros de governança, segurança e transparência.

 

Hoje, a vantagem competitiva dos bancos depende menos das ferramentas tecnológicas disponíveis e mais da capacidade de integrá-las à cultura organizacional. Modernização, IA e experiência do cliente só avançam quando pessoas, processos e tecnologia evoluem juntos. No fim, a transformação digital no setor financeiro não é apenas uma mudança de sistemas, mas sim uma mudança de mentalidade. E são justamente as instituições que conseguem alinhar cultura e tecnologia que terão maior capacidade de inovar em escala nos próximos anos.

  

Mauricio José Alpendre - Business Director no Brasil da GFT Technologies



5 erros que transformam o sonho de uma viagem internacional em um pesadelo

 Viajante brasileiro quase preso por esquecer o carimbo do passaporte na saída de Belize, dá dicas para não viver um pesadelo em uma viagem internacional

 

Viajar para o exterior pode ser a realização de um sonho, mas alguns descuidos simples têm o poder de transformar toda a experiência em um verdadeiro pesadelo, por isso, é importante ser mais cauteloso em uma viagem internacional, porque situações que seriam simplesmente no país de origem, podem não ser tão simples quando você está em outro país. Com passagens por 14 países e mais de 40 cidades, o viajante Adriano Ferreira (@viagenscomadriano) e, autor do e-book As Aventuras de um Jovem Chamado Adriano Ferreira, cometeu erros que quase comprometeram a viagem internacional e explica como evitá-los. 

Depois de passar por diversas cidades em diferentes países, eu tive que solucionar situações inesperadas e desagradáveis como quase ser preso em Belize, por falta de um simples carimbo que eu tinha esquecido na saída da fronteira, então seguir dicas de alguém experiente, pode evitar muitos pesadelos naquela viagem dos sonhos. 

Confira abaixo 5 erros para evitar em uma viagem internacional:

 

1. Não ser claro e preciso nas respostas às autoridades de imigração

Um dos momentos mais delicados da viagem acontece ainda no aeroporto de chegada. Respostas vagas, contraditórias ou inseguras podem levantar suspeitas nas autoridades de imigração. O ideal é ser direto, objetivo e sempre falar a verdade, além de ter em mãos documentos que comprovem hospedagem, passagem de volta e recursos financeiros. Pequenos deslizes nesse momento podem resultar até em impedimento de entrada no país.

 

2. Não prestar atenção ou não atender aos requisitos necessários para entrar no país

Cada destino possui suas próprias exigências, como visto, vacinas obrigatórias, seguro viagem ou formulários específicos. Ignorar ou desconhecer essas regras pode fazer com que o viajante seja barrado antes mesmo de embarcar. A recomendação é sempre consultar fontes oficiais e checar todos os requisitos com antecedência, evitando surpresas desagradáveis.

 

3. Deixar de se informar sobre como funciona o transporte local em regiões remotas

Nem todos os destinos contam com a facilidade de grandes centros urbanos. Em regiões mais afastadas, o transporte pode ser limitado, irregular ou até inexistente. Não se planejar nesse aspecto pode gerar atrasos, gastos extras e até situações de risco. Pesquisar previamente como se locomover no destino é essencial para garantir segurança e tranquilidade.

 

4. Fazer percursos por conta própria sozinho em vez de ir com uma agência local especializada

Embora a liberdade de explorar por conta própria seja atrativa, em alguns destinos — especialmente os mais remotos ou com barreiras culturais e linguísticas — contar com uma agência local especializada faz toda a diferença. Guias experientes conhecem rotas seguras, evitam imprevistos e enriquecem a experiência com informações que o turista dificilmente teria sozinho.

 

5. Não perguntar sobre serviços que não estão inclusos no pacote da agência

Muitos viajantes focam apenas no que está incluído no pacote e esquecem de questionar o que fica de fora. Taxas locais, passeios extras, alimentação ou deslocamentos adicionais podem não estar contemplados, gerando custos inesperados durante a viagem. Alinhar todos esses pontos antes de fechar o pacote evita frustrações e ajuda no controle do orçamento.

 

Com planejamento, informação e atenção aos detalhes, é possível transformar qualquer viagem internacional em uma experiência inesquecível, do jeito certo.



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