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segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Menores porém estratégicas: Como pequenas empresas brasileiras estão se firmando nos EUA e ocupando nichos lucrativos

Mesmo com recursos limitados, negócios brasileiros encontram espaço em setores especializados, explorando diferenciação e previsibilidade regulatória

 

Segundo o U.S. Small Business Administration (SBA), as pequenas empresas representam 99,9% do total de negócios nos Estados Unidos, empregam 47% da força de trabalho privada e respondem por cerca de 44% da atividade econômica do país. Esse ambiente, marcado por desburocratização e cultura de consumo segmentada, tem favorecido a entrada de companhias brasileiras em busca de estabilidade e oportunidades em nichos de mercado.

A análise é de Alfredo Trindade, economista formado pela PUC-SP, administrador pela Uniban-SP e CEO da Ecco Planet Consulting, consultoria com sedes em Orlando e Miami especializada em internacionalização de empresas. Com mais de 25 anos de experiência e mais de dois mil projetos conduzidos, o especialista afirma que a presença de pequenas e médias empresas brasileiras nos EUA deixou de ser apenas expansão de mercado e passou a ser estratégia de sobrevivência. 

“Mesmo com estruturas enxutas, negócios brasileiros têm ocupado espaços relevantes ao apostarem em produtos personalizados, serviços especializados e experiências culturais adaptadas. O diferencial está em respeitar as particularidades locais e estruturar uma operação sólida desde o início”, afirma o CEO.

Entre os casos acompanhados pela consultoria, Trindade cita empresas familiares que migraram para a Flórida e triplicaram o faturamento após adaptar cardápios e certificações ao padrão norte-americano. Há também exemplos no setor de tecnologia, em que startups brasileiras replicaram metodologias de atendimento digital em hubs como Miami e Austin, ampliando a credibilidade junto a investidores.

Para o especialista, a chave do sucesso está no equilíbrio entre diferenciação e planejamento. “Não basta registrar uma LLC. É preciso estudo de mercado, adaptação cultural, validação do produto e compreensão das regras locais. Cerca de 70% das empresas brasileiras que fracassam nos EUA iniciaram operações sem validar previamente seus modelos de negócio”, alerta.

O movimento de internacionalização também funciona como proteção contra as instabilidades econômicas do Brasil. Operar em dólar e em um ambiente jurídico previsível permite maior planejamento de longo prazo e reduz a exposição a crises internas. “Empreender nos Estados Unidos tem sido, para muitos empresários brasileiros, mais do que uma opção de expansão. É uma forma de blindagem diante das incertezas locais”, aponta Trindade.

Na visão do CEO, os próximos anos devem ampliar o espaço para negócios de menor porte que atuam de forma segmentada. “O mercado americano está cada vez mais aberto a soluções que unem personalização e eficiência. Vemos oportunidades crescentes em áreas como alimentação saudável, serviços digitais especializados, saúde corporativa, educação online e tecnologias ligadas à sustentabilidade”, projeta.

A combinação de consumo diversificado, incentivos estaduais e previsibilidade regulatória cria um ambiente fértil para modelos de negócio enxutos. A tendência é de que setores ligados à digitalização, bem-estar e energias limpas concentrem as maiores oportunidades na próxima década”, conclui o especialista. 



Alfredo Ignacio Trindade Netto - sócio-fundador e CEO da Ecco Planet Consulting. Atua há mais de 25 anos em cargos de liderança no Brasil, Argentina e Estados Unidos, com passagens por multinacionais como Carrier United Technologies, Ingersoll Rand e La Fortezza. Desde 2009, lidera projetos de internacionalização de empresas e investimentos no mercado americano. É formado em Ciências Econômicas e Administração de Empresas e atua como Agente de Real Estate licenciado pelo estado da Flórida. Para mais informações, acesse o Linkedin.


Ecco Planet Consulting
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Rust out: o vazio que adoece em silêncio na carreira

Especialista explica como o esgotamento por falta de sentido afeta profissionais e alerta que tédio prolongado também é adoecimento

 

Se o burnout já é reconhecido como um dos grandes males do mundo corporativo, seu oposto silencioso começa a ganhar atenção: o rust out. O termo, ainda pouco discutido no Brasil, descreve o processo de desgaste emocional causado não pelo excesso de trabalho, mas pela falta de sentido, desafio ou propósito nas atividades profissionais.

 

Quem explica é Virgilio Marques dos Santos, sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria, gestor de carreiras e PhD pela Unicamp. Segundo ele, o rust out é o esgotamento de quem está "no emprego certo, mas no lugar errado". "Enquanto o burnout nasce do excesso, o rust out surge da falta — de estímulo, de reconhecimento, de espaço para evoluir. É o tédio crônico de quem cumpre tarefas no automático e, aos poucos, apaga", afirma.

 

O psicólogo organizacional Michael Leiter define o rust out como um estado de desinteresse persistente e subutilização de habilidades. Já uma pesquisa da Gallup aponta que mais de 60% dos brasileiros se sentem emocionalmente desconectados de seus trabalhos — o que, segundo Santos, é um sintoma claro desse fenômeno. "Não é desleixo, é adoecimento. O profissional chega no horário, mas entrega o mínimo e já perdeu o brilho no olhar e o desejo de contribuir", diz.

 

Para o especialista, o perigo do rust out está justamente na sua invisibilidade. "Diferente do burnout, ele não gera afastamentos ou diagnósticos. É uma corrosão lenta, que as empresas costumam aceitar como normalidade. Só percebem o impacto quando o engajamento cai e os talentos vão embora", explica Santos.

 

Ele defende que líderes e organizações aprendam a identificar os sinais precoces e criem ambientes que estimulem aprendizado e autonomia. "Muitas vezes, a cura não está na saída, mas na reinvenção dentro do próprio time — com novos projetos, desafios ou oportunidades de desenvolvimento", orienta.

 

Santos propõe três movimentos práticos para sair do rust out: revisitar o propósito, buscar desafios e planejar a transição com responsabilidade. "Retomar o 'para quê' é o primeiro passo — entender se o trabalho ainda se conecta com seus valores ou se virou apenas um boleto a pagar. Em seguida, antes de pedir demissão, vale provocar o ambiente: pedir um novo projeto, uma nova área, um curso que desperte de novo o interesse. E, se nada disso for possível, então é hora de planejar a saída com calma, estratégia e foco", orienta.

 

"O rust out é um alerta, não uma sentença", reforça o especialista. Para ele, o mundo do trabalho ainda olha para o esgotamento apenas pelo viés do excesso, mas ignora o outro extremo. "O vazio também adoece. E talvez estejamos convivendo com uma epidemia silenciosa de profissionais enferrujando por dentro", conclui.

 

Virgilio Marques dos Santos - sócio-fundador da FM2S Educação e Consultoria



Brasil em 2026: Desafios entre Inflação, Juros e Crescimento



A economia brasileira enfrenta um dilema clássico: como conciliar o controle da inflação com a necessidade de estimular o crescimento? Esse desafio é reforçado pelo desencontro entre política fiscal e política monetária. Embora pareçam atuar em direções diferentes, ambas influenciam os mesmos objetivos, estabilidade de preços, geração de empregos e expansão da renda. Quando não caminham juntas, aumentam a incerteza e atrasam os resultados esperados.



Mercado de Trabalho e Consumo

Nos últimos meses, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em julho de 2025, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, segundo a PNAD Contínua/IBGE. Em princípio, esse dado é positivo: mais pessoas empregadas significam maior consumo e maior dinamismo econômico. No entanto, há um contraponto relevante, o endividamento das famílias. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), em agosto de 2025, 30,4% das famílias possuíam contas em atraso, e 12,8% afirmaram não ter condições de quitá-las, ambos recordes históricos. O avanço da inadimplência — isto é, a incapacidade de honrar dívidas — ameaça reduzir o consumo nos próximos meses e pode enfraquecer o ritmo da atividade econômica.



Inflação, Juros e Gastos Públicos

Se o endividamento das famílias freia o consumo, por que a inflação continua acima da meta?
A resposta está no gasto do Governo. Assim como as famílias, o setor público também gasta, mas diferentemente delas, seus gastos movimentam toda a economia. Ao expandir despesas, o Governo estimula a demanda e, indiretamente, mantém a inflação pressionada.

É nesse ponto que se evidencia a falta de sintonia entre as políticas fiscal e monetária.

● O Banco Central mantém a taxa básica de juros em 15% ao ano para conter a inflação.

● O Governo Federal, por outro lado, injeta estímulos por meio de gastos elevados.

Esse choque de objetivos desacelera o ajuste da economia: os juros permanecem altos por mais tempo, o crédito fica caro, os investimentos diminuem e o desemprego tende a subir.



Dívida Pública e Câmbio

Juros elevados também pesam sobre as contas públicas. Quanto mais caro o serviço da dívida, maior a necessidade de emitir títulos para financiá-la. Isso amplia a desconfiança sobre a sustentabilidade fiscal do país.


A incerteza fiscal enfraquece a confiança dos investidores e contribui para a desvalorização do real frente ao dólar. Esse movimento aumenta o chamado pass-through cambial — o repasse da alta do dólar para os preços internos —, criando mais pressão inflacionária.


Conclusão 

O Brasil só terá condições de equilibrar inflação, juros e crescimento em 2026 se houver maior coordenação entre política fiscal e monetária. A expansão desordenada dos gastos públicos, ao mesmo tempo em que se mantêm juros elevados, tende a gerar um círculo vicioso: crescimento anêmico, dívida crescente, câmbio desvalorizado e inflação resistente. 

Avançar para 2026 com mais estabilidade exigirá alinhar prioridades, conter incertezas e buscar um caminho de crescimento sustentável. Caso contrário, o país pode se ver preso em uma trajetória de baixo dinamismo econômico e alta vulnerabilidade fiscal. 


André Braz - Professor de Economia da Faculdade Presbiteriana Mackenzie Rio


domingo, 12 de outubro de 2025

Procedimento estético: como escolher a clínica certa sem abrir mão da segurança

Com o avanço do segmento de Saúde, Beleza e Bem-Estar no franchising — que cresceu 13,6% no 1º semestre e movimentou R$ 34,6 bilhões no período — a corrida por procedimentos estéticos se intensificou, mas a decisão sobre onde se tratar continua sendo o fator mais importante para resultados seguros e satisfatórios. A Royal Face, maior rede de harmonização facial do País, reforça que a escolha da clínica deve considerar qualificação profissional, protocolos rígidos de segurança e transparência em cada etapa do atendimento.

Para Killian Cristoff, diretor técnico da Royal Face, visitar a clínica antes do procedimento e checar a formação da equipe são passos incontornáveis. “Escolher uma clínica de estética é uma decisão importante que deve ser tomada com cuidado. Temos protocolos definidos para assegurar a qualidade dos nossos serviços. Antes de fechar qualquer tratamento, conheça a estrutura e verifique a qualificação dos profissionais”, afirma.

No meio deste avanço do mercado, a Royal Face também vem puxando a fronteira da inovação clínica e educacional. Em parceria com a farmacêutica Allergan, a rede foi pioneira e apresentou a primeira Live Injection do setor — com aplicação de toxina botulínica (botox) e estimulador de colágeno realizada ao vivo durante um congresso de franquias — demonstrando técnica, segurança e comunicação clara com o público especializado.

A rede orienta consumidores a observarem sete pontos-chave ao decidir por um procedimento estético: 

  1. Qualificação da equipe (médicos, enfermeiros e especialistas com formação adequada);
  2. Instalações e equipamentos modernos, limpos e registrados;
  3. Protocolos e consultas prévias com expectativas realistas e cuidados pós-tratamento definidos;
  4. Transparência sobre preços, resultados e possíveis efeitos colaterais;
  5. Avaliação individualizada, considerando necessidades e histórico de saúde;
  6. Expectativas realistas sobre o que o tratamento pode de fato entregar;
  7. Plano de manutenção, quando necessário, para preservar resultados.

“A prioridade é saúde, segurança e bem-estar. Buscar clínicas bem avaliadas e profissionais credenciados é o caminho mais responsável para quem deseja melhorar a aparência com confiança”, reforça Cristoff.

 

Royal Face 


Burnout da beleza transforma o autocuidado em exaustão estética

A rotina de cuidados promete bem-estar, mas a cultura da beleza atual tem arrastado muita gente para um cansaço que drena tempo, dinheiro e autoestima. O fenômeno "burnout da beleza" ganha tração à medida que crises econômicas e sociais alimentam a necessidade de controle pela aparência. A Vogue Business insere esse quadro na chamada Great Exhaustion e descreve como a pressão constante por resultados visuais amplia o estresse e mantém o consumo mesmo quando a satisfação cai, um paradoxo que captura bem a lógica do esgotamento estético. 

Os números ajudam a entender por que a roda gira sem parar. A International Society of Aesthetic Plastic Surgery registra alta robusta em procedimentos estéticos e informa que as intervenções não cirúrgicas cresceram quase 58% no acumulado de quatro anos até o levantamento de 2022. Em 2023, o volume total de intervenções estéticas pela amostra global da entidade chega a 34,9 milhões, o que sinaliza normalização do consumo e um padrão de manutenção cada vez mais frequente.

A saturação não nasce só do excesso de produtos. Ela se alimenta da exposição permanente a conteúdos que prometem pele perfeita e performance sem fim. Evidências recentes sugerem que reduzir o uso de redes pode melhorar a percepção corporal de jovens em poucas semanas. Segundo psicólogas como Iris Simões e Juliana Pereira, o burnout da beleza se manifesta por ansiedade, irritabilidade, cansaço crônico, compulsões estéticas ou alimentares, e em casos mais graves pode evoluir para depressão.

Há quem argumente que a beleza é espaço de expressão e até de cuidado emocional. Trata-se de uma perspectiva válida. A questão é quando o rito vira dever e a régua se move o tempo todo por uma inflação de procedimentos e promessas que poucas pessoas conseguem sustentar sem custo psíquico. A Dazed populariza o termo "beauty burnout" ao discutir saídas que resgatam autonomia e prazer e aponta caminhos para retomar a relação com a beleza de forma mais saudável. 

O caminho de saída passa por redefinir o objetivo. Curadoria do ambiente digital para reduzir disparadores de comparação ajuda e tem respaldo em pesquisas. Troca de sobrecarga por rotinas simples e sustentáveis devolve tempo e dinheiro. Transformar a experiência em algo coletivo, como maquiar amigas ou compartilhar aprendizados sem cobrança de performance, reconecta o cuidado com vínculo e pertencimento. A indústria também tem papel a cumprir com menos lançamentos redundantes e mais transparência sobre limites de resultado, reconhecendo os sinais de fadiga do consumidor. 

No fim, o esgotamento da beleza expõe um impasse do autocuidado contemporâneo. Em vez de libertar, muitas vezes aprisiona em metas inalcançáveis. Dados setoriais e o humor social indicam que a pressão tende a continuar alta, mas escolhas orientadas por sentido e não por escassez podem virar o jogo. Vale lembrar o ponto central das análises recentes sobre o tema: a cultura da beleza só deixa de cansar quando volta a servir a vida de quem a pratica. 

 

Dra. Tainah de Almeida - especialista em Dermatologia na Clínica Inovaderm, com vasta experiência na área. Sua formação inclui graduação em Medicina pela Universidade Católica de Brasília (UCB), Residência Médica em Dermatologia no HRAN – SES/DF e Pós-graduação em Dermatologia Oncológica no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Detentora do título de especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) a Dra. Tainah também realizou Fellowship em Dermatoscopia e Oncologia Cutânea na Skin Cancer Unit do Arcispedale Santa Maria Nuova, na Itália, e capacitação na unidade de Melanoma e Lesões Pigmentadas do Hospital Clínic da Universidade de Barcelona, na Espanha. Ela é reconhecida por sua atuação em dermatologia geral, com foco em estética facial, rejuvenescimento natural e oncologia cutânea.


Etarismo e o mercado da beleza: por que ainda associamos cuidado com a pele apenas à juventude?

A sociedade contemporânea ainda enfrenta um desafio silencioso, mas muito presente: o etarismo. Entre tantas áreas em que esse preconceito aparece, o mercado da beleza e do autocuidado é um dos que mais reforça a ideia de que cuidar da pele é uma prática restrita aos mais jovens, quando, na verdade, deveria ser um gesto de saúde e bem-estar para todas as idades.

As campanhas publicitárias frequentemente exaltam a juventude eterna como sinônimo de beleza, ao passo que a pele madura, com suas marcas naturais, raramente ocupa espaço de destaque. Esse padrão gera a sensação de que, a partir de certa idade, o autocuidado perde relevância ou torna-se vaidade excessiva. Tal visão não apenas limita a autoestima de milhões de pessoas, como também ignora a importância de hábitos de cuidado contínuos, fundamentais em qualquer fase da vida.

É preciso compreender que a pele carrega histórias. Rugas, manchas e texturas diferentes não devem ser vistas como falhas, mas como sinais de uma trajetória vivida. Isso não significa abrir mão dos cuidados, muito pelo contrário. O equilíbrio está em entender que hidratar, proteger e tratar a pele é parte da manutenção da saúde, da mesma forma que cuidar da alimentação ou da prática de exercícios físicos.

Ao ressignificar o discurso em torno da beleza, passamos a enxergar o autocuidado como prática de amor-próprio e prevenção, e não como uma tentativa de esconder o passar do tempo. Cuidar da pele, em qualquer idade, é respeitar a si mesmo e valorizar o corpo como expressão da nossa história.

O futuro do mercado da beleza não está em negar o envelhecimento, mas em acolhê-lo com dignidade. Promover um olhar inclusivo, que valoriza a diversidade etária e reconhece que bem-estar e autoestima são direitos universais, é o primeiro passo para uma sociedade mais justa e respeitosa.

 

Dra. Lourdes Maria Duarte - gestora presidente da Minancora

 

Procedimentos mal indicados envelhecem mais do que rejuvenescem, afirma fisioterapeuta dermatofuncional

Divulgação
Em meio ao crescimento acelerado do mercado de estética no Brasil, especialista alerta que a falta de avaliação clínica e preparo da pele faz com que toxina e preenchedores, em vez de rejuvenescer, acentuem rugas e falhas

 

Em um país que realiza mais de 3 milhões de procedimentos estéticos por ano, muitas vezes o fracasso não está no método, mas na indicação equivocada. Segundo a fisioterapeuta dermatofuncional Fabi Pinelli, os casos de pele fragilizada ou com cicatrizes evidenciam mais as falhas técnicas, e não os resultados esperados.

“O problema não é a toxina nem o preenchedor: é o uso antes da pele estar preparada. E, quando isso acontece, o que era para suavizar linhas acaba destacando falhas — a pele seca, flácida ou sensibilizada parece ainda pior”, explica Fabi Pinelli, fisioterapeuta dermatofuncional, proprietária do Spazio Pinelli em São Paulo.

O mercado brasileiro de estética movimentou cerca de R$ 48 bilhões em 2025, segundo dados da ABIHPEC — colocando o país entre os maiores consumidores do mundo. Somado a isso, projeta-se crescimento de US$ 41,6 bilhões até 2028 na área, de acordo com a Mordor Intelligence

No entanto, essa alta exponencial tem um lado preocupante: 61,3% das queixas recebidas pela Anvisa têm relação com procedimentos estéticos malsucedidos. Muitas vezes, isso acontece por falta de critérios técnicos e protocolos prévios de avaliação.

Fabi Pinelli destaca que a pressa por resultados estéticos — muitas vezes impulsionada por modismos nas redes sociais — pode comprometer a pele:

“Tratamentos como preenchedores e toxina botulínica ajudam muito, mas têm efeitos dependentes do estado da pele. Se ela está desidratada, com flacidez ou sem viço, o procedimento só vai contrastar ainda mais as cicatrizes ou irregularidades.”


Ela recomenda seguir um plano com etapas claras:

  1. Avaliação clínica: histórico médico, uso de medicamentos, hábitos de sono e hidratação.
  2. Tratamentos reparadores: hidratação intensiva, bioestimuladores, peelings suaves.
  3. Reavaliação: só aí indicar refinamentos estéticos.

“Na fisioterapia dermatofuncional, tratamos a pele como órgão — ela responde como um organismo, não como um vaso. Um procedimento só deve acontecer quando há tecido saudável para receber”, reforça Fabi.

Num cenário onde a estética se tornou também parte da cultura do autocuidado, a especialista alerta: 

“Pacientes querem transformação imediata, mas esquecem que a pele fala — ela traz sinais do sono, estresse, alimentação. Ignorar isso é receita para frustração.”




Fabi Pinelli - fisioterapeuta dermatofuncional. Especialista em reabilitação da pele, ela alia conhecimento clínico, rigor científico e atualização constante para oferecer uma estética segura, responsável e baseada na integralidade entre saúde e beleza. À frente do Spazio Pinelli, Fabi desenvolve protocolos personalizados que incluem hidratação profunda, peelings, microagulhamento, bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica, preenchedores, técnicas injetáveis corporais e faciais, além de tratamentos para melasma, lipedema, linfedema, controle de sudorese intensa e regeneração tecidual avançada.


Cirurgia plástica é só vaidade?

Brasil é líder em cirurgias plásticas e 40% são realizadas com caráter reparador
 

O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de cirurgias plásticas, com mais de 2 milhões de procedimentos ao ano, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Ainda assim, persiste a ideia de que a prática está ligada apenas à vaidade. Mas, cada vez mais, especialistas destacam: os benefícios ultrapassam o espelho e chegam à saúde física, emocional e até à reintegração social. 

“Quando bem indicada, a cirurgia plástica é uma ferramenta de qualidade de vida. Ela pode devolver autoestima, aliviar desconfortos físicos e transformar relações pessoais e profissionais”, explica o cirurgião plástico Raphael Alcalde, referência em contorno corporal com mais de 15 anos de experiência. 

Entre os exemplos estão a reconstrução mamária após o câncer, a remoção de excesso de pele em pacientes pós-bariátrica, a correção da ginecomastia em homens e os reparos pós-trauma. São casos que comprovam que a cirurgia não se limita a resultados estéticos, mas também funcionais e psicológicos. 

De acordo com a SBCP, cerca de 40% das cirurgias plásticas realizadas no país têm caráter reparador — um número em crescimento, especialmente entre pacientes que passaram por grandes transformações corporais. A lipoaspiração ainda lidera a lista, com mais de 230 mil procedimentos em 2023, mas a procura por cirurgias ligadas à reabilitação física e emocional cresce ano a ano. 

Além das mudanças visíveis, o impacto emocional costuma ser profundo. “Pacientes relatam que voltaram a se enxergar com carinho, recuperaram segurança em interações sociais ou até mesmo no ambiente de trabalho. Muitas vezes, não é apenas sobre reconstrução corporal, mas sobre reconstrução emocional”, acrescenta Dr. Raphael. 

Para ele, o papel do cirurgião vai além da técnica: envolve escuta, orientação e responsabilidade. “Cada paciente carrega uma história. É preciso entender suas motivações e deixar claro que a cirurgia não é solução mágica, mas uma escolha consciente e personalizada”, afirma. 

Em um cenário em que o bem-estar físico e mental se tornam prioridade, a cirurgia plástica ganha um novo significado: ser aliada do autocuidado, da dignidade e da reconexão com o próprio corpo — mostrando que vaidade é apenas uma parte da história.


Dr. Raphael Alcalde - Cirurgião plástico com mais de quinze anos de experiência, especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Médico com formação em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica, possui MBA em Gestão Hospitalar. É reconhecido por sua atuação em contorno corporal e cirurgia reparadora, com sólida vivência em urgência e emergência pelo SAMU, o que aprimorou sua precisão cirúrgica.



Beleza sem idade: reconstrução de sobrancelhas como aliada do bem-estar feminino 50+

 

arquivo Sóbrancelhas

CEO da Sóbrancelhas, maior rede de estética facial da América Latina, fala sobre os serviços mais procurados por mulheres


Envelhecer é um processo natural, mas ainda cercado de cobranças sociais que impactam diretamente a autoestima, especialmente em mulheres a partir dos 50 anos. Nesse contexto, o autocuidado vai muito além da aparência: ele é um aliado fundamental para fortalecer a autoconfiança e cultivar o amor-próprio. 

No Brasil, em 2024, a população acima de 50 anos já representava 27% do total, o equivalente a cerca de 59 milhões de pessoas.Segundo projeções da ONU, até 2044 essa faixa etária poderá representar 40% da população, impulsionando mudanças em diversos setores e consolidando uma forte tendência de consumo. 

Nesse cenário, mais do que transformar o visual, os cuidados de beleza oferecem às mulheres a oportunidade de se reconectar consigo mesmas, resgatando a confiança. “Cada cuidado na Sóbrancelhas é pensado para reforçar a imagem e a autoconfiança das mulheres, fazendo com que se sintam seguras e valorizadas em qualquer fase da vida”, destaca Luzia Costa, CEO da Sóbrancelhas. 

Na Sóbrancelhas, esse cuidado ganha forma com técnicas que valorizam o olhar feminino de maneira natural e personalizada. Entre os serviços mais procurados estão:

 

  • Design de sobrancelhas

Design arquivo Sóbrancelhas

Realizado com linha (epilação egípcia) e pinça, respeita a simetria do rosto, retirando o excesso de pelos e moldurando o olhar.


 

Henna e tonalização 

Henna  arquivo Sóbrancelhas

Aplicação de pigmento para preenchimento instantâneo, ideal para cobrir falhas e realçar o formato natural das sobrancelhas.


 

Brow Lamination 

Brow Lamination   arquivo Sóbrancelhas

Modifica a estrutura dos fios, alinhando-os para cima e proporcionando a aparência de maior volume.

 

Micropigmentação 

Micropigmentação arquivo Sóbrancelhas

Inserção de pigmentos na epiderme, imitando fio a fio, para desenhar, iluminar e delinear o olhar por longa duração.


Sóbrancelhas
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Lipo HD pode oferecer riscos se feita sem indicação adequada, alerta especialista

Técnica popular entre homens e mulheres precisa respeitar limites físicos e expectativas realistas

 

Cada vez mais presente nas redes sociais e na rotina de clínicas estéticas, a Lipoaspiração de Alta Definição — ou simplesmente Lipo HD — se consolida como um dos procedimentos cirúrgicos mais desejados do momento. Só em 2023, o Brasil realizou mais de 1,5 milhão de cirurgias plásticas, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), mantendo sua posição de destaque no cenário global. 

Entre os procedimentos mais procurados, ela ganha espaço por promover um contorno corporal mais definido e natural. No entanto, o cirurgião plástico Raphael Alcalde, especialista em contorno corporal com mais de 10 anos de experiência, faz um alerta: nem todo paciente é candidato ideal ao procedimento. “A Lipo HD foi desenvolvida para pessoas com baixo percentual de gordura e boa elasticidade da pele. Sem essas condições, os riscos aumentam e o resultado pode ser justamente o oposto do esperado”, afirma. 

Diferentemente da lipoaspiração tradicional, que tem como principal objetivo a retirada de gordura localizada, a cirurgia atua como uma escultura corporal. “A técnica utiliza tecnologias de ponta — como a lipoaspiração ultrassônica, que emulsifica a gordura, e o plasma , que estimula a retração da pele — para realçar contornos musculares naturais em regiões como abdômen, costas, braços, coxas e peitoral. A intenção não é criar um corpo artificial, mas sim valorizar o que o paciente já tem de melhor. É um trabalho que exige precisão milimétrica, senso estético refinado e muita técnica. O sucesso está na harmonia, não no exagero”, reforça o especialista. 

Além da habilidade cirúrgica, o alinhamento de expectativas entre médico e paciente é fundamental. Por isso, Raphael destaca o impacto das redes sociais na criação de padrões irreais de corpo perfeito. “Muitos chegam ao consultório com fotos de celebridades e influenciadores, esperando resultados inalcançáveis. É essencial compreender que a cirurgia não substitui hábitos saudáveis e que respeitar os limites do próprio corpo é parte do sucesso”, explica o médico. 

Outro ponto crucial para o bom resultado é o pós-operatório. O processo de recuperação demanda comprometimento com o uso da cinta compressiva, sessões regulares de drenagem linfática e uma alimentação equilibrada. A recuperação leva de duas a quatro semanas, com resultados definitivos entre o terceiro e o sexto mês após a cirurgia. 

“Beleza com exagero deixa de ser beleza. Meu papel é ajudar cada pessoa a se reconhecer e se sentir bem consigo mesma, sem ultrapassar os limites da saúde”, finaliza.


Raphael Alcalde - cirurgião plástico com mais de quinze anos de experiência e Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Médico com formação em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica, possui também MBA em Gestão Hospitalar. Membro da SBCP, é reconhecido por sua atuação em contorno corporal e cirurgia reparadora, com sólida vivência em urgência e emergência pelo SAMU, o que aprimorou sua precisão cirúrgica.


Sono sabotador: Como noites curtas ou fragmentadas te engordam sem você perceber

 Especialista explica como descanso adequado regula hormônios, controla o apetite e potencializa resultados de dieta e exercício


Dormir bem é um dos principais pilares de uma vida saudável, mas o impacto do sono vai muito além da sensação de descanso. Nos últimos anos, diferentes estudos vêm comprovando que noites maldormidas podem ser um dos maiores obstáculos para quem busca perder peso de forma sustentável. 

De acordo com uma pesquisa publicada na revista JAMA Internal Medicine em 2022, indivíduos que aumentaram a duração do sono para pelo menos 8 horas por noite consumiram, em média, 270 calorias a menos por dia, o que resultou em perda de gordura corporal ao longo de algumas semanas. Já noites curtas ou de má qualidade estão associadas a alterações hormonais importantes, como o aumento da grelina (hormônio da fome) e a redução da leptina (hormônio da saciedade), favorecendo episódios de fome descontrolada e maior consumo de alimentos ultraprocessados. 

Para o médico Fábio Gabas, fundador da HMetrix, healthtech especializada em saúde preditiva, compreender essa relação é essencial para quem busca emagrecer. “O sono de qualidade ajuda a equilibrar o metabolismo, regula o apetite e favorece a manutenção da massa magra. Quando o corpo não descansa, ele interpreta isso como um estado de estresse, o que pode aumentar o acúmulo de gordura pela maior resistência à insulina, reduzir a disposição para o exercício, prejudicar o funcionamento da tireóide e até dificultar a adesão a uma alimentação equilibrada”, explica. 

O sono também desempenha um papel decisivo no equilíbrio emocional. Pessoas privadas de descanso tendem a apresentar maior irritabilidade, ansiedade e compulsão alimentar, fatores que dificultam a adesão a hábitos saudáveis no longo prazo. “O sono REM, que acontece predominantemente na segunda metade do sono, é o ‘primeiro socorro’ emocional”, diz Gabas. Além disso, durante as fases mais profundas do sono, o organismo libera hormônios de crescimento e promove reparação tecidual, processos fundamentais tanto para a recuperação muscular após os treinos quanto para a regulação energética. 

Na prática, investir em boas noites de sono pode ser tão importante quanto ajustar a alimentação ou incluir atividade física na rotina. Estratégias simples como manter horários regulares para dormir, reduzir a exposição a telas antes de deitar, não deixar celular carregando na cabeceira da cama e criar um ambiente propício ao descanso já são capazes de melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, apoiar o processo de emagrecimento. 

“O emagrecimento não deve ser encarado apenas como uma questão estética ou restrição alimentar. Ele é resultado de um conjunto de fatores integrados, no qual o sono exerce um papel central. Sem descanso adequado, o corpo não consegue sustentar resultados consistentes”, reforça Gabas.

Assim, compreender a importância do sono e tratá-lo como parte da estratégia de saúde integral é um passo decisivo para transformar a relação com o peso, o corpo e o bem-estar.
 

HMetrix
 

Dia das Crianças: Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para os riscos da exposição solar precoce

Entidade reforça que a proteção solar desde a infância é essencial para prevenir o câncer de pele na vida adulta 


Com a chegada do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz um alerta importante: a exposição solar na infância e na adolescência exige atenção especial.

Segundo a coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, Dra. Silvia Soutto Mayor, a exposição ao sol é benéfica e necessária na infância, mas precisa ser feita de forma segura.

“A diferença entre a exposição solar na infância e na idade adulta é que a criança, em geral, costuma ser mais exposta à radiação ultravioleta, porque brinca mais ao ar livre e tem atividades fora de casa", explica a especialista.

Segundo ela, o sol tem papel essencial na síntese da vitamina D e na absorção de cálcio, fundamentais para o crescimento ósseo nesta faixa etária. No entanto, o excesso traz riscos sérios a longo prazo.

“Mais da metade da radiação ultravioleta acumulada ao longo da vida ocorre na infância e na adolescência. Em alguns estudos, esse índice chega a 80%. Quanto mais queimaduras solares a criança tiver, maior o risco de desenvolver câncer de pele na idade adulta", ressalta a médica dermatologista.

Dra. Silvia alerta que as queimaduras solares na infância, aquelas que deixam a pele vermelha, quente, com febre ou até bolhas, podem alterar o DNA das células e aumentar as chances de câncer de pele no futuro. “O maior problema da exposição exagerada ao sol é justamente essa alteração celular que favorece o aparecimento de câncer de pele lá na frente”, explica.
 

Proteção desde cedo

Para garantir uma exposição solar saudável, a médica orienta que bebês com menos de seis meses não usem protetor solar químico. "Nessa fase, a pele é muito fina e permeável. A fotoproteção deve ser mecânica, com roupas, chapéus, bonés e o uso de guarda-sol”, recomenda. 

A partir dos seis meses, o uso de filtros solares infantis passa a ser indicado em casos de exposição prolongada, como idas à praia, piscina ou parques. 

“Os filtros solares infantis são testados para a pele da criança, que é mais sensível. Eles contêm mais componentes físicos do que químicos, sendo menos irritantes e mais seguros”, afirma a dermatologista. 

Ela destaca que, mesmo com protetor solar, é essencial evitar o sol entre 9h e 15h, período em que a radiação ultravioleta B é mais intensa e prejudicial. 

A especialista também chama atenção para o trabalho do dermatologista pediátrico, que tem formação voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças de pele típicas da infância.
"Qualquer dermatologista pode atender crianças, mas o dermatologista pediátrico tem maior experiência em doenças genéticas e mesmo as inflamatórias da pele, como dermatite atópica, psoríase e vitiligo nas crianças e adolescentes”, explica. 

Neste Dia das Crianças, a SBD alerta: brincar ao ar livre faz bem, mas com proteção e responsabilidade.

“A infância é a fase em que mais acumulamos radiação solar. Cuidar da pele desde cedo é o primeiro passo para prevenir doenças e garantir um crescimento saudável”, conclui Dra. Silvia Soutto Mayor.
 

Dezembro Laranja: a campanha de conscientização do câncer de pele da SBD está chegando! 

Observar as pintas e sinais na pele é um passo importante na prevenção. Valorize o autocuidado e fique atento à saúde da sua criança. A prevenção começa com o olhar. O seu e o de quem está por perto! Observe. Cuide. Previna.  

Para mais informações sobre essa e outras condições dermatológicas, além de cuidados com a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd ou o site www.sbd.org.br. Encontre um especialista associado à SBD em sua região e cuide de sua saúde integral.

 

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