Entidade reforça que a proteção solar desde a
infância é essencial para prevenir o câncer de pele na vida adulta
Com a chegada do Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) faz um alerta importante: a exposição solar na infância e na adolescência exige atenção especial.
Segundo a coordenadora do Departamento de Dermatologia Pediátrica da SBD, Dra. Silvia Soutto Mayor, a exposição ao sol é benéfica e necessária na infância, mas precisa ser feita de forma segura.
“A diferença entre a exposição solar na infância e na idade adulta é que a criança, em geral, costuma ser mais exposta à radiação ultravioleta, porque brinca mais ao ar livre e tem atividades fora de casa", explica a especialista.
Segundo ela, o sol tem papel essencial na síntese da vitamina D e na absorção de cálcio, fundamentais para o crescimento ósseo nesta faixa etária. No entanto, o excesso traz riscos sérios a longo prazo.
“Mais da metade da radiação ultravioleta acumulada ao longo da vida ocorre na infância e na adolescência. Em alguns estudos, esse índice chega a 80%. Quanto mais queimaduras solares a criança tiver, maior o risco de desenvolver câncer de pele na idade adulta", ressalta a médica dermatologista.
Dra. Silvia alerta que as queimaduras solares na infância, aquelas que deixam a
pele vermelha, quente, com febre ou até bolhas, podem alterar o DNA das células
e aumentar as chances de câncer de pele no futuro. “O maior problema da
exposição exagerada ao sol é justamente essa alteração celular que favorece o
aparecimento de câncer de pele lá na frente”, explica.
Proteção desde cedo
Para garantir uma exposição solar saudável, a médica orienta que bebês com
menos de seis meses não usem protetor solar químico. "Nessa fase, a pele é
muito fina e permeável. A fotoproteção deve ser mecânica, com roupas, chapéus,
bonés e o uso de guarda-sol”, recomenda.
A partir dos seis
meses, o uso de filtros solares infantis passa a ser indicado em casos de
exposição prolongada, como idas à praia, piscina ou parques.
“Os filtros
solares infantis são testados para a pele da criança, que é mais sensível. Eles
contêm mais componentes físicos do que químicos, sendo menos irritantes e mais
seguros”, afirma a dermatologista.
Ela destaca que,
mesmo com protetor solar, é essencial evitar o sol entre 9h e 15h, período em
que a radiação ultravioleta B é mais intensa e prejudicial.
A especialista
também chama atenção para o trabalho do dermatologista pediátrico, que tem formação
voltada ao diagnóstico e tratamento de doenças de pele típicas da infância.
"Qualquer dermatologista pode atender crianças, mas o dermatologista
pediátrico tem maior experiência em doenças genéticas e mesmo as inflamatórias
da pele, como dermatite atópica, psoríase e vitiligo nas crianças e
adolescentes”, explica.
Neste Dia das
Crianças, a SBD alerta: brincar ao ar livre faz bem, mas com proteção e
responsabilidade.
“A infância é a
fase em que mais acumulamos radiação solar. Cuidar da pele desde cedo é o
primeiro passo para prevenir doenças e garantir um crescimento saudável”,
conclui Dra. Silvia Soutto Mayor.
Dezembro
Laranja: a campanha de conscientização do câncer de pele da SBD está chegando!
Observar as pintas
e sinais na pele é um passo importante na prevenção. Valorize o autocuidado e
fique atento à saúde da sua criança. A prevenção começa com o olhar. O seu e o
de quem está por perto! Observe. Cuide. Previna.
Para
mais informações sobre essa e outras condições dermatológicas, além de cuidados
com a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd
ou o site www.sbd.org.br. Encontre um especialista associado à SBD em sua região e cuide
de sua saúde integral.
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