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sábado, 11 de outubro de 2025

Dia das Crianças: veja 12 brincadeiras para comemorar a data em família

Atividades manuais ou em meio à natureza são opções para desconectar das telas, estimular a criatividade e o desenvolvimento de forma simples


– O Dia das Crianças, celebrado no domingo, 12 de outubro, vai muito além de presentes e brinquedos. A data é uma oportunidade de reforçar a importância do brincar no desenvolvimento infantil, resgatando a essência da infância em um mundo cada vez mais acelerado e digital. Ao se engajar em atividades lúdicas, as crianças exercitam áreas do cérebro responsáveis pela criatividade, linguagem, raciocínio lógico e pela construção de memórias afetivas. 

Nesse contexto, especialistas defendem que famílias e escolas aproveitem a data para oferecer aos pequenos vivências que unam diversão, aprendizado e conexão emocional, seja em casa, em ambientes externos ou em atividades comunitárias. 

O avanço da tecnologia trouxe inúmeros benefícios, mas também aumentou o tempo de exposição de crianças às telas. De acordo com a educadora e gestora da Escola Internacional de Alphaville – EIA (Barueri/SP), Ana Claudia Favano, o uso excessivo de dispositivos digitais pode gerar impactos na qualidade do sono, na concentração e no desenvolvimento socioemocional. Por isso, o Dia das Crianças pode ser uma oportunidade de repensar esses hábitos e estimular alternativas saudáveis. “O excesso de telas afasta as crianças da socialização e reduz o tempo dedicado a brincadeiras criativas. Quando incentivamos jogos, histórias e experiências coletivas, oferecemos aos pequenos a chance de viver plenamente a infância e de fortalecer vínculos familiares”, afirma. 

Para Renata Alonso, coordenadora pedagógica da Escola Bilíngue Aubrick (São Paulo/SP), em meio a uma rotina marcada por agendas cheias, cursos extracurriculares e pressões externas desde cedo, é fundamental lembrar que as crianças precisam, acima de tudo, ser crianças. Brincadeiras clássicas representam mais do que entretenimento: elas são ferramentas de desenvolvimento social, emocional e cognitivo. Segundo a profissional, práticas simples deveriam ser resgatadas com frequência, já que estimulam a imaginação, promovem a cooperação e ensinam a lidar com frustrações e conquistas. “A ludicidade é a linguagem natural da infância. É brincando que a criança experimenta, testa hipóteses, resolve problemas e constrói memórias que se tornarão referência para a vida adulta”, explica a educadora. 

Atividades lúdicas ainda ajudam a trabalhar funções executivas, como atenção, memória, planejamento e controle de impulsos, além de desenvolver competências socioemocionais como empatia, resiliência e trabalho em equipe. “O ato de brincar tem efeito direto sobre o cérebro em formação. Jogos que envolvem movimento, por exemplo, fortalecem a coordenação motora e a consciência corporal; já aqueles que envolvem narração, contação de histórias ou invenção de personagens contribuem para o vocabulário, a oralidade e a criatividade”, diz Beatriz Martins, coordenadora pedagógica do Brazilian International School – BIS (São Paulo/SP). Ela afirma também que esse tipo de vivência vai muito além da diversão. “Quando uma criança brinca, ela não está apenas gastando energia: está treinando habilidades que serão fundamentais para a vida toda. Brincadeiras simples ajudam a desenvolver concentração, raciocínio, autonomia e até a capacidade de lidar com frustrações. É um processo de aprendizagem integral, que prepara o indivíduo para desafios dentro e fora da escola.” 

Outro benefício das brincadeiras é o fortalecimento da relação entre pais e filhos. “Em um cenário em que muitas famílias enfrentam a correria do dia a dia, reservar um tempo para brincar juntos cria um espaço de escuta, acolhimento e convivência de qualidade”, diz a diretora do colégio Progresso Bilíngue (Vinhedo/SP), Luciane Moura. Segundo a especialista, momentos lúdicos em família aumentam a sensação de pertencimento, ajudam a reduzir o estresse e estimulam a construção de vínculos emocionais sólidos, que servirão de base para a autoestima e segurança das crianças. “Quando os adultos se dispõem a entrar no universo da criança e brincar de forma genuína, eles transmitem amor, cuidado e presença. Esses gestos simples geram memórias afetivas que acompanham o indivíduo por toda a vida”, acrescenta. 

A seguir, confira brincadeiras indicadas para comemorar o Dia das Crianças em família.

 

1. CAÇA AO TESOURO TEMÁTICA 

Passo a passo: Os pais podem esconder pequenos “tesouros” pela casa, como brinquedos, doces ou objetos interessantes. Devem criar pistas que levem de um ponto ao outro. A cada pista encontrada, a criança segue para o próximo lugar até encontrar o tesouro final. Escolher temas como “exploradores da floresta” ou “piratas” torna a experiência mais imersiva e divertida para a criança. 

Explicação pedagógica: Essa atividade trabalha a coordenação motora, o pensamento lógico e a habilidade de resolver problemas, ativando áreas do córtex pré-frontal. A caça ao tesouro também fortalece o vínculo familiar, pois a criança participa de uma brincadeira elaborada pelos pais.

 

2. HORA DA HISTÓRIA INTERATIVA 

Passo a passo: Escolha um livro de história ou invente uma narrativa onde todos possam participar. Cada membro da família pode dar ideias para criar personagens e decidir o rumo da história. Alternativamente, um tablet ou celular pode ser usado para criar animações simples ou desenhos digitais que acompanham a narrativa. Usar uma “caixa de fantasia” com acessórios simples para cada personagem pode enriquecer a brincadeira e incentivar o envolvimento. 

Explicação pedagógica: Atividade trabalha o desenvolvimento da linguagem, imaginação e a expressão emocional, ativando o hemisfério esquerdo do cérebro para a lógica e o direito para a criatividade. Além disso, estreita a conexão emocional entre pais e filhos, criando memórias afetivas.

 

3. DESAFIO DAS ADIVINHAÇÕES EM FAMÍLIA 

Passo a passo: Cada pessoa escolhe um tema (como animais, lugares, objetos) e faz adivinhações para que os outros descubram. Para tornar a atividade mais interativa, os pais podem criar dicas em cartões ou até usar um aplicativo de adivinhações que envolva gestos ou mímica. As crianças podem sugerir ideias para adivinhações, o que promove o protagonismo e a autoconfiança. 

Explicação pedagógica: Adivinhações estimulam o raciocínio lógico, a memória e a linguagem verbal, ativando o córtex pré-frontal e temporal. Também incentivam a cooperação, pois todos se ajudam a encontrar a resposta certa, fortalecendo o senso de união e diversão em família.

 

4. OFICINA DE TECNOLOGIA E CRIAÇÃO (STOP MOTION) 

Passo a passo: Com um aplicativo de stop motion (técnica de animação quadro-a-quadro) gratuito, os pais podem ajudar as crianças a criar uma animação com brinquedos, bonecos ou objetos da casa. A cada pequena movimentação dos itens, a criança registra uma fotografia, e ao final o app junta todas as fotos em um vídeo animado. Deixe que a criança escolha o tema e conte sua própria história, promovendo o pensamento autoral e a autoconfiança. 

Explicação pedagógica: Essa brincadeira desenvolve habilidades de planejamento e paciência, ativando áreas de organização no cérebro, e incentiva o pensamento criativo. Trabalhar com tecnologia e ver o processo de criação em tempo real fortalece a curiosidade e a independência.

 

5. LABORATÓRIO DE CIÊNCIAS CASEIRO (EXPERIÊNCIA COM ÁGUA E CORES) 

Passo a passo: Encha copos com água e adicione algumas gotas de corante alimentar de diferentes cores. Use papel-toalha para conectar os copos, e a água colorida irá “caminhar” de um copo a outro, misturando-se em cores novas. Pergunte à criança o que ela acha que vai acontecer antes de começar o experimento, promovendo a elaboração de hipóteses e o espírito investigativo. 

Explicação pedagógica: Ensina conceitos de capilaridade e mistura de cores, ativando o córtex visual e áreas associadas ao processamento da curiosidade científica. Promove a observação e o interesse pela ciência, além de incentivar o uso de habilidades práticas.

 

6. CAÇA AO TESOURO NATURAL 

Passo a passo: Prepare uma lista com itens da natureza para as crianças encontrarem, como folhas de diferentes formas, pedras coloridas, flores específicas, galhos, sementes etc. As crianças podem buscar os itens na natureza (em um parque, jardim ou até em uma área de mato) e trazer para casa, marcando os itens encontrados. Ao final, pode-se conversar sobre os objetos encontrados, suas características e funções no ecossistema. 

Explicação pedagógica: Estimula o desenvolvimento cognitivo e científico a partir da curiosidade sobre o ambiente natural e os seres vivos, além de ajudar a criança a reconhecer diferentes formas de vida e seus papéis no ecossistema. A interação direta com a natureza favorece o desenvolvimento de empatia, conexão emocional e respeito pelo meio ambiente. Desenvolve ainda as habilidades de observação e a percepção sensorial.

 

7. OBSERVAÇÃO DE PÁSSAROS 

Passo a passo: Pegue binóculos e um caderno para anotações. Junte as crianças em um local adequado para observação de aves, como um jardim, parque ou floresta. A criança pode observar os pássaros, anotar suas características (como cor, tamanho, comportamento) e tentar identificar as espécies com a ajuda de um guia de aves (físico ou digital). É possível fazer um jogo de "quem vê primeiro" ou premiar quem encontrar mais espécies durante a atividade. Essa brincadeira pode ser realizada em grupo, promovendo interação entre as crianças, ou individualmente, favorecendo o autoconhecimento e a expressão pessoal. 

Explicação pedagógica: A observação de pássaros exige concentração e paciência, habilidades importantes para o desenvolvimento cognitivo. Aprender sobre a biodiversidade, as diferentes espécies de aves e suas funções no ecossistema pode estimular na criança uma ligação emocional com a natureza, despertando o interesse pela preservação de espécies.

 

8. PINTURA COM ELEMENTOS NATURAIS 

Passo a passo: Reúna diferentes elementos da natureza, como folhas, flores, pedras e galhos. Usando tinta, os pais podem ajudar as crianças a imprimir texturas e padrões com esses elementos, como criar "selos" com folhas ou pintar com galhos para criar efeitos texturizados. Também pode-se utilizar a natureza para fazer os pincéis (usando galhos ou flores) e criar pinturas mais orgânicas. 

Explicação pedagógica: Estimula a imaginação e expressão, permitindo que as crianças experimentem novas técnicas artísticas utilizando materiais naturais. A manipulação de elementos naturais e pincéis improvisados ajuda a desenvolver a coordenação motora fina. A conexão com o ambiente natural ajuda as crianças a entenderem e apreciarem a beleza e as texturas do mundo ao seu redor.

 

9. "HORA DO CONTO" NA NATUREZA 

Passo a passo: Leve as crianças para um ambiente natural, como um parque, bosque ou jardim, e faça uma sessão de contação de histórias ao ar livre, relacionadas à natureza. Pode-se contar histórias sobre animais, plantas, aventuras na floresta ou mitos e lendas sobre o mundo natural. Após a história, incentive as crianças a desenharem ou representarem o que mais gostaram da narrativa. 

Explicação pedagógica: A contação de histórias estimula a imaginação, o desenvolvimento linguístico, a linguagem e a compreensão verbal. Ao ouvir histórias relacionadas à natureza, as crianças desenvolvem empatia e ligação emocional pelos seres vivos e pelo meio ambiente. Contar histórias ao ar livre ainda reforça a conexão das crianças com o ambiente natural, criando um contexto positivo e emocionalmente enriquecedor.

 

10. CAFÉ DA MANHÃ TEMÁTICO EM FAMÍLIA 

Passo a passo: Convide as crianças para planejar um café da manhã temático. Escolham juntos um tema, como “praia”, “floresta” ou “super-heróis”. Decidam os itens do cardápio e montem a lista de compras, se necessário. No dia do café, envolva as crianças na preparação: decorar a mesa com objetos que tenham em casa (como folhas e flores para o tema floresta) ou criar desenhos para enfeitar o ambiente. Durante a refeição, incentivem a imaginação, como fingir que estão em um piquenique na floresta ou em um café de super-heróis. 

Explicação pedagógica: Essa atividade promove a autonomia, a criatividade e o senso de pertencimento, ao permitir que as crianças colaborem no planejamento e execução. Também estimula habilidades como organização, comunicação e imaginação, além de criar um momento significativo de convivência familiar.

 

11. RESGATE DAS BRINCADEIRAS TRADICIONAIS 

Passo a passo: Converse com as crianças sobre brincadeiras que você ou outros familiares costumavam brincar na infância, como “amarelinha”, “esconde-esconde” ou “passa anel”. Escolham juntos uma ou mais brincadeiras e adaptem ao espaço disponível em casa ou no quintal. Por exemplo, use fita adesiva no chão para desenhar a amarelinha se não tiver um espaço ao ar livre. Explique as regras e incentive a participação de todos os membros da família para tornar a atividade mais dinâmica. 

Explicação pedagógica: Essas brincadeiras valorizam a cultura brasileira e promovem a conexão intergeracional. Estimulam a coordenação motora, o raciocínio e a socialização, além de reforçar a importância de momentos simples e compartilhados, longe das telas.

 

12. CRIAÇÃO DE UM LIVRO DE MEMÓRIAS DAS FÉRIAS

Passo a passo: Durante as férias, incentive as crianças a registrar momentos especiais em um caderno ou folhas de papel. Elas podem desenhar, escrever histórias, colar fotos, ingressos de passeios ou folhas coletadas em caminhadas. No final das férias, dediquem um tempo para organizar as páginas, criando uma capa personalizada para o “Livro de Memórias”. Se possível, incluam relatos ou desenhos de outros membros da família sobre os momentos compartilhados. 

Explicação pedagógica: A construção de um livro de memórias trabalha a organização de ideias, expressão artística e a valorização de vivências. Estimula habilidades cognitivas, como a narração e a criatividade, além de fortalecer os laços familiares e criar uma lembrança afetiva para o futuro.



Ana Claudia Favano - gestora da Escola Internacional de Alphaville. É psicóloga; pedagoga; educadora parental pela Positive Discipline Association/PDA, dos Estados Unidos; e certificada em Strength Coach pela Gallup. Especialista em Psicologia da Moralidade, Psicologia Positiva, Ciência do Bem-Estar e Autorrealização, Educação Emocional Positiva e Convivência Ética. Dedicada à leitura e interessada por questões morais, éticas, políticas, e mobiliza grande parte de sua energia para contribuir com a formação de gerações comprometidas e responsáveis. 


Beatriz Martins - uma educadora inquieta, apaixonada por gente e por transformação. Atua há mais de 30 anos na educação, sendo 18 deles na liderança pedagógica, formando times, projetos e, principalmente, pessoas. Possui licenciatura plena pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e Pós-graduação pelo Instituto Singularidades. Atualmente é coordenadora pedagógica no Brazilian International School (BIS).

Darlene Bocalini - formada em Pedagogia, pós-graduada em Alfabetização e Letramento, Psicopedagogia e Educação Inclusiva. Atua há 34 anos na Educação, sendo 18 anos no Colégio Progresso. Ao longo de sua jornada como docente, coordenadora e diretora, acompanhou a vida escolar de milhares de crianças, buscando sempre estabelecer relações de parceria e cuidado com as famílias.

Renata Alonso - formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicomotricidade, com mais de 15 anos de experiência em educação bilíngue. Sua grande paixão são as crianças bem pequenas, e seus estudos são voltados à primeira infância, crianças de 0 a 3 anos. Com um olhar atento ao desenvolvimento integral dos pequenos, Renata acredita que essa fase da vida é crucial para a formação de indivíduos seguros, criativos e capazes de se expressar com confiança. Seu trabalho visa proporcionar um ambiente acolhedor e estimulante para o aprendizado, sempre com foco no cuidado e no afeto.



Menos telas, mais desenvolvimento: o desafio do equilíbrio digital na infância


Uma das grandes preocupações no cuidado e desenvolvimento infantil é o controle do uso de telas por crianças e adolescentes. Segundo dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), na última década houve um crescimento expressivo tanto no acesso à internet quanto na posse de celulares entre bebês e crianças pequenas. 

Um dos números mais alarmantes é o aumento do uso de telas entre crianças menores de 2 anos, que passou de 9% para 44% entre 2015 e 2024. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, crianças de até dois anos não devem ser expostas a telas. 

A neurologista infantil do Hospital Sírio-Libanês, Christiane Cobas, explica que o uso excessivo pode trazer prejuízos ao desenvolvimento da inteligência, à qualidade do sono, além de favorecer distúrbios de humor e déficit de atenção. “Atualmente, recomenda-se limitar o uso diário de telas entre crianças de 2 a 5 anos a, no máximo, uma hora, sempre sob supervisão de um responsável”, complementa. 



Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
Saiba mais em nosso site: Link


6 brincadeiras com aromas para crianças, aromaterapeuta ensina

 

No Dia das Crianças, mais do que presentes, experiências que estimulem os sentidos podem fazer toda a diferença no desenvolvimento infantil. A dica da Daiana Petry, aromaterapeuta, naturóloga e especialista em neurociência, são oficinas sensoriais com aromas, inspiradas nos princípios da aromaterapia – uma forma lúdica e natural para ajudar crianças a explorarem o mundo por meio do olfato.

Ela explica que os cheiros têm um papel essencial na formação da memória e das emoções. “Durante a infância, os aromas ajudam a criança a identificar sentimentos, estimular a criatividade, trabalhar a concentração e criar vínculos afetivos mais fortes com o ambiente ao redor”, explica.
 

Como fazer oficinas sensoriais com aromas para crianças

As atividades incluem o uso de óleos essenciais suaves, seguros para o público infantil, em jogos de adivinhação, criação de perfumes naturais, pinturas aromatizadas e momentos de relaxamento. O objetivo é oferecer um espaço onde as crianças possam descobrir novas fragrâncias e associá-las a sentimentos positivos.

As oficinas de aromaterapia para crianças são uma oportunidade de unir diversão, aprendizado e cuidado emocional. Por meio dos aromas, os pequenos podem explorar sua criatividade, reconhecer emoções, fortalecer vínculos com seus cuidadores e ainda descobrir formas naturais de relaxar. completa a especialista.

As oficinas podem ser realizadas em escolas, clínicas, espaços culturais ou até em casa, sempre com supervisão de um adulto. O primeiro passo é separar previamente os óleos essenciais seguros para uso infantil, como lavanda, camomila-romana, laranja-doce, tangerina, benjoim, vetiver, cedro-atlas, ho-wood, lemongrass e petitgrain. Para as brincadeiras abaixo, utilize os óleos acima citados de forma diluída. Em um frasco de 10ml, pingue 20 gotas de óleo essencial e dilua em 9ml de óleo vegetal de amêndoa-doce ou jojoba. Realize as atividades em ambiente tranquilo, ventilado e livre de odores fortes que possam competir com os aromas escolhidos.
 

Brincadeiras com os aromas
 

1. Adivinhação de cheiros – A árvore dos aromas

Desenhe uma árvore em uma folha de papel.

Prepare potinhos com algodão embebido em 1 gota de óleo essencial (ex.: raiz = vetiver, caule = cedro-atlas, folha = petitgrain, flor = lavanda, fruto = laranja-doce).

As crianças cheiram, adivinham e posicionam o potinho na parte correspondente da árvore.

Conte histórias ou curiosidades sobre cada aroma, transformando a experiência em aprendizado lúdico.


2. Pinturas aromatizadas

Acrescente uma gotinha de óleo essencial diluído na tinta guache ou no giz de cera derretido.

Peça para as crianças pintarem ou desenharem associando cores e cheiros (“como é o cheiro do sol?”, “qual aroma combina com a terra?”).

Ao final, elas podem apresentar seus desenhos explicando as escolhas, reforçando linguagem e expressão emocional.


3. Massinha aromática

Misture 1 xícara de farinha de trigo, 3 colheres de sal, ¾ de xícara de água, 1 colher de óleo vegetal e 2 gotas de óleo essencial diluído.

Acrescente corante natural se desejar.

As crianças moldam formas que depois podem ser associadas a emoções ou histórias.


4. Momentos de relaxamento guiado

Use almofadinhas aromáticas ou sprays com lavanda e camomila.

Convide as crianças a deitar, fechar os olhos e respirar profundamente enquanto ouvem uma história curta.

Essa prática ajuda a regular emoções e introduzir técnicas simples de respiração.


5. Caminho das emoções

Crie um circuito pela sala com aromas espalhados em diferentes pontos.

Ao passar por cada estação, as crianças respiram o aroma e dizem qual emoção ele desperta. Ex: lavanda = tranquilidade, laranja-doce = alegria)

Pode ser feito como um mapa do tesouro ou uma floresta encantada de aromas.


6. Oficina cheirinho da alegria para o quarto/casa

Cada criança escolhe entre 2 óleos essenciais seguros (ex: laranja-doce, tangerina, benjoim, petitgrain) e podem fazer com um responsável um spray aromático para travesseiro ou ambiente.

Podem decorar o frasco com adesivos e escrever o nome da sua “poção mágica”.

Segundo a aromaterapeuta os benefícios vão desde o estímulo cognitivo que melhora da atenção, memória e criatividade até a regulação emocional que ajuda a lidar com ansiedade e agitação. “Esse tipo de oficina transforma o olfato em um recurso educativo e emocional, conectando aprendizado, brincadeira e vínculo familiar de um jeito seguro e natural”, finaliza. 



Daiana Petry - Aromaterapeuta, perfumista botânica, naturóloga e especialista em neurociência. Professora dos cursos de formação em aromaterapia, perfumaria botânica e psicoaromaterapia. Autora dos livros: Psicoaromaterapia, Cosméticos sólidos e Maquiagem ecoessencial. Fundadora da Harmonie Aromaterapia.
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@daianagpetry


Dia das Crianças: como organizar, reaproveitar e cuidar dos brinquedos sem perder espaço e praticidade

Com a chegada do Dia das Crianças, os lares costumam ganhar novos brinquedos — e, junto com a alegria, surge o desafio de manter o quarto dos pequenos em ordem. Organizar o espaço, cuidar dos brinquedos e incentivar o reaproveitamento são atitudes que tornam a rotina mais prática e também mais consciente.

Pensando nisso, reunimos algumas dicas simples que ajudam a manter o ambiente infantil funcional, seguro e cheio de significado.


1. Crie um sistema de organização divertido 

Uma boa ideia é usar o método das cores para organizar os brinquedos e decidir o que fica ou sai. A caixa verde pode ser para os brinquedos que continuarão em uso, a amarela para os que serão doados ou reciclados, e a vermelha para os que realmente precisam ser descartados. O processo pode ser feito junto com as crianças, estimulando o senso de responsabilidade e desapego.


2. Dê um novo destino aos brinquedos antigos

Além de doações a familiares e amigos, há ONGs e projetos sociais que recolhem brinquedos usados para restaurar e distribuir a outras crianças. Isso ajuda a prolongar o ciclo de vida dos produtos e a ensinar valores de solidariedade e sustentabilidade desde cedo.


3. Higienize e recupere brinquedos antes de descartar

Muitas vezes, brinquedos são deixados de lado apenas porque estão sujos ou com marcas do tempo. Uma limpeza simples com panos macios, escovas e produtos adequados pode devolver o brilho e o uso seguro dos itens. Assim, o que parecia “velho” pode voltar a ser divertido — ou estar pronto para doação.


4. Estimule a criatividade com o faça você mesmo

Criar o próprio brinquedo é uma atividade educativa e divertida. Itens como colas, fitas adesivas coloridas, EVA e ferramentas básicas para artesanato ajudam as crianças a desenvolver coordenação e imaginação, transformando materiais simples em novas brincadeiras.


5. Organização prática e segura

Caixas organizadoras transparentes, prateleiras baixas e cestos são ótimos para deixar o ambiente funcional e incentivar os pequenos a participarem da arrumação. Pendurar ganchos ou suportes nas paredes também ajuda a economizar espaço e manter o quarto visualmente leve.


6. Atenção às pilhas e baterias

Outro cuidado importante é o descarte correto de pilhas e baterias usadas. As lojas Multicoisas oferecem pontos de coleta e também fazem a troca no momento da compra, o cliente pode descartar as antigas e já sair com as novas instaladas, de forma prática e segura.

Neste Dia das Crianças, vale aproveitar o momento não apenas para presentear, mas também para ensinar bons hábitos, incentivar a criatividade e renovar o ambiente de forma consciente.

Os interessados encontram caixas organizadoras, colas, materiais de artesanato, pilhas, baterias e diversos outros itens nas lojas Multicoisas espalhadas por todo o Brasil.


Relacionamento afetivo entre pessoas idosas não deve ser tabu, ressalta SBGG

Reality show da Netflix inspira reflexão sobre vínculos afetivos na maturidade; especialista da SBGG explica como se relacionar depois dos 60 anos pode fortalecer autoestima, saúde e qualidade de vida

 

Recentemente, a Netflix apresentou mais uma edição do reality show “Casamento às Cegas Brasil”, que contou com participantes acima dos 50 anos em busca de um relacionamento sério e duradouro. 

De um total de 30 participantes, apenas cinco casais foram formados durante os encontros às cegas, sendo que dois não chegaram até o dia de dizer “sim” ou “não” no altar. Entre esses três casais, um disse o esperado “sim”. 

Mas, a pergunta que fica é: o amor tem idade? Segundo a psicóloga, Valmari Cristina Aranha Toscano, membro da Comissão de Formação Gerontológica da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), a resposta é não. 

Ela explica que é possível se interessar e querer viver com uma pessoa, independentemente da idade, sendo que essa decisão depende muito mais do interesse do casal em criar esse vínculo e das condições atuais de vida. “O que sabemos é que o amor acontece de maneiras diferentes em cada etapa das nossas vidas e essa questão de se relacionar afetivamente na velhice é importante, pois faz a pessoa se sentir viva e socialmente inserida.” 

Valmari comenta que o “estar” em uma relação também melhora o autocuidado da pessoa idosa, que passa a ter mais vontade de viver e deseja experimentar novas situações com o par. De acordo com a psicóloga, a autoestima também melhora quando se está em um relacionamento saudável, principalmente depois dos 60 anos, quando os “protocolos” acabam. “Com o aumento da expectativa de vida, esses relacionamentos podem ser muito melhores, qualitativamente falando, depois de uma certa experiência de vida”, diz.

 

Diferenças

Relacionar-se aos 30, 40, 50 e após os 60 anos é diferente. Diferenças essas mais condicionadas às características de personalidade, ao meio social e cultural que essas pessoas estão inseridas. Segundo Valmari, um ponto que chama a atenção é que ocorreram mudanças significativas na forma que as pessoas se relacionam. Hoje, por exemplo, é comum que pessoas com 30 e 40 anos tenham filhos nessa fase, já as de 50 e 60 anos têm uma história de vida já construída, com hábitos e experiências. “Hoje, aos 60 anos, muitas pessoas estão bem física e cognitivamente, sentindo-se com a autoestima preservada, aptos a uma vida sexual importante e saudável. Sendo assim, elas têm a oportunidade de terem relações mais saudáveis do que tinham as pessoas de 60 anos há poucos anos”, relata a psicóloga, ao comentar que a família tem um papel diferente na relação das pessoas, independentemente da idade. “A interferência dos familiares é diferente em relação às faixas-etárias. No caso da pessoa idosa, a família pode tentar tratá-la com uma pessoa inexperiente e acabar interferindo, às vezes, de maneira negativa, tentando protegê-la.” 

Essa “proteção” muitas vezes adoece a pessoa idosa, fazendo com que ela não conte sobre os seus relacionamentos e passe a viver uma relação escondida. Segundo Valmari, o tabu em relação à sexualidade ainda é grande. Afinal, para muitas pessoas é difícil imaginar seus pais ou avòs namorando com outras pessoas. “É comum imaginar a velhice de uma maneira mais ‘sagrada’ e até mesmo assexuada, por isso a estranheza. Então, é preciso saber se essa proteção faz sentido realmente ou se é dificuldade em aceitar essa nova relação por ciúme”, relata, ao afirmar que quando um filho não aceita esse relacionamento, ele precisa, sim, ser escutado para saber se o motivo faz sentido. “O famoso ‘Porque não’, não pode ser levado em consideração.”

 

Etarismo

Embora a população 60+ esteja pronta (e apta) para o amor, o etarismo ainda é muito presente. No Casamento às Cegas Brasil 50+ uma mulher de 70 anos, saudável e pronta para um relacionamento, comentou em um dos episódios que a sua idade pesou na hora de ser escolhida por um homem. De acordo com a psicóloga, esse reality é interessante porque mostra homens e mulheres totalmente diferentes, reafirmando que não precisa ser jovem, bonito, inteligente ou ter uma boa condição financeira para iniciar um romance. “Uma mulher mais jovem ficou em dúvida entre um homem de 50 anos e outro de mais de 60, que era mais ativo, atuante e brincalhão. Nesse caso, embora não tenham ficado juntos, não existiu etarismo, o que é interessante e reforça que é a idade é apenas um marcador biológico”, diz. Outro ponto que chamou atenção foi a imaturidade de alguns participantes. “Idade não traz maturidade. É preciso considerar as experiências e a personalidade, muito mais que a faixa-etária quando o assunto é capacidade de sustentar relacionamentos.” 

Proteger-se também faz parte. O risco de ser traído, preterido e explorado existe em qualquer faixa-etária. Para evitar cair em uma “cilada afetiva”, Valmari orienta a pessoa a cuidar de sua autoestima, olhando para o par sem tantas idealizações e não aceitar qualquer relacionamento para não ficar sozinho. “Existem muitas formas de se espantar a solidão e ter companhia, buscando convívio social com pessoas que não sejam tóxicas e que permitam relações saudáveis e que venham para agregar.”

 

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG


Brincadeiras infantis moldam a inteligência emocional, especialistas explicam


No Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, muito se fala sobre presentes e consumo, mas pouco se reflete sobre a essência da data: o brincar. Para além da diversão, a brincadeira é uma das principais ferramentas para o desenvolvimento emocional e social das crianças.

De acordo com a psicóloga e neuropsicóloga Tatiana Serra, o ato de brincar é um verdadeiro “laboratório da vida”, no qual as crianças aprendem a lidar com sentimentos, frustrações, conquistas e relações.

“A inteligência emocional, que tanto valorizamos nos adultos, começa a ser construída na infância, e é no brincar que a criança ensaia situações do mundo real de forma segura”, explica.
 

O papel da brincadeira na regulação emocional: criatividade, memória e empatia

Brincadeiras de faz de conta, jogos em grupo e até atividades físicas simples, como correr ou pular corda, ajudam as crianças a entender regras, compartilhar, esperar a vez e lidar com perdas.

“Quando a criança perde em um jogo, por exemplo, ela vivencia a frustração e, com a mediação de um adulto, pode aprender a lidar com esse sentimento de forma saudável. Isso é inteligência emocional em formação”, destaca Tatiana.

Pesquisas em neurociência apontam que o brincar ativa áreas cerebrais ligadas à criatividade, à memória e à empatia. Para Tatiana Serra, esse é um ponto crucial:

“Crianças que têm espaço para brincar livremente, sem excesso de direcionamentos ou tecnologia, desenvolvem maior autonomia e capacidade de resolver problemas.”
 

Brincar em família: vínculo e saúde mental

A especialista também alerta que, em tempos de telas, é fundamental que pais e responsáveis se envolvam nas brincadeiras.

“O melhor presente no Dia das Crianças é o tempo compartilhado. Brincar junto cria memórias afetivas, fortalece vínculos e transmite segurança emocional — bases que vão sustentar a vida adulta dessa criança”, afirma.
 

O olhar pedagógico: brincar livre, brincar estruturado e “trabalho”

Na perspectiva pedagógica, o brincar também é parte central do crescimento. Para a pedagoga Mariana Ruske, fundadora da Senses Montessori School, a infância é um momento em que aprender e brincar se entrelaçam. No método Montessori, isso acontece de três formas principais:

  • Brincar livre, quando a criança explora de forma espontânea, criando regras próprias e deixando a imaginação fluir.
  • Brincar estruturado, em que há um direcionamento leve como jogos de construção ou de regras simples.
  • “Trabalho”, conceito usado por Maria Montessori para descrever a dedicação intensa e prazerosa em atividades escolhidas pela própria criança, como cuidar de uma planta ou organizar blocos.

“Essas três experiências se complementam. O brincar livre abre portas para a criatividade, o estruturado desenvolve habilidades específicas e o trabalho fortalece a concentração e a autonomia. Tudo isso ajuda a criança a construir disciplina interna e autoestima de forma natural”, explica Mariana.

Para a pedagoga, a principal lição é que o brincar não deve ser visto como algo secundário, mas como parte da formação integral da criança.

“Quando respeitamos o tempo da infância, damos espaço para que ela cresça explorando, criando e se desafiando. Esse é o verdadeiro poder do brincar”, conclui.

Neste Dia das Crianças, especialistas reforçam: mais do que presentes, brincar é a base da inteligência emocional, da autonomia e das memórias que a criança levará para toda a vida.
 

Brincadeiras de criança antigas estimulam a inteligência

A dica do Dr. Fernando Gomes, médico neurocirurgião, neurocientista e professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP, é voltar no tempo das brincadeiras de antigamente e compreender como elas podem estimular os mais diversos tipos de inteligência. “Quando comparamos amarelinha, pega-pega, par ou ímpar, telefone sem fio, entre outras, com o mundo atual que é muito mais on-line, conseguimos avaliar o quanto o mundo atual das telas comprometer o desenvolvimento do cérebro”, avisa o médico.

Algumas brincadeiras bem simples, fáceis de produzir e de brincar podem auxiliar na educação das crianças e cada uma delas estimula um tipo de inteligência especifica e as habilidades mentais. São elas:

  • Stop, telefone sem fio ou trava língua: Aqui a inteligência linguística e comunicação são estimuladas para potencializar matérias escolares como português e inglês;
  • O que, o que é? Pedra, papel e tesoura, par ou ímpar e jogo da velha: Promovem a inteligência lógico matemática e melhoram as habilidades com fazer contas;
  • Esconde-esconde ou bola de gude: Tudo o que engloba a inteligência espacial, aquelas que envolvem noção de espaço, melhoram o conhecimento para andar de bicicleta e até dirigir no futuro, já que estruturas profundas do cérebro, como cerebelo e gânglios da base, são utilizadas nestas brincadeiras;
  • Perna de lata, jogar amarelinha, cama de gato, pular corda, elástico, andar de carrinho de rolimã ou de pega-pega: Como mexer com o corpo físico desperta a habilidade motora, a inteligência corporal sinestésica é trabalhada nestas brincadeiras que, além disso tudo, ainda queimam calorias e pode ser uma boa introdução ao esporte;
  • Bater bafo (bater figurinhas): Estimulam a inteligência emocional;
  • Colecionar figurinhas: A memória, a atenção e outras habilidades sociais são saudavelmente provocadas com esse hábito que aciona o circuito do prazer;
  • Ter um pet: Trabalha a empatia, desenvolve sentimentos e emoções além de aquecer as habilidades sociais;
  • Empinar pipa: Essa brincadeira envolve vários processos desde a psicomotrocidade ao montar a pipa, compreender o mundo físico como o vento que fará a pipa voar e assim, a inteligência física e interpessoal são estimuladas;
  • Vivo ou morto, gato-mia e passa anel: Ponderar atitudes provocam o controle inibitório nesses tipos de brincadeiras que ainda estimulam a atenção.

 



Dr Fernando Gomes - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores. Há 12 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. Desde 2020 comanda seu programa semanal no Youtube ‘Olho Clínico com Dr. Fernando Gomes’ Link. É também autor de 10 livros de neurocirurgia e comportamento humano. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena a unidade de ambulatório relacionado a doenças do envelhecimento no Hospital das Clínicas.
drfernandoneuro


Tatiana Serra - psicóloga e neuropsicóloga - CRP: 06/123778 - Neuropsicóloga pelo Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), graduada em Psicologia pela Universidade Paulista (2014), analista do Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP). Experiência de mais de 10 anos em Análise do Comportamento e Transtorno do Espectro do Autismo e desenvolvimento de famílias e equipe.
Link

Mariana Ruske - Pedagoga da Senses Montessori School, pedagoga, fundadora da Senses Montessori School, referência em bilinguismo e educação Montessori no Brasil. Sua trajetória inclui formações em engenharia e astrofísica antes de encontrar sua vocação na pedagogia, impulsionada pela paixão pelo cérebro humano e seu desenvolvimento. Palestrante e ativista, dedica-se a disseminar informações sobre a proteção infantil contra abuso e violência. Defende que a educação infantil é a base do futuro e vê na Pedagogia Científica de Maria Montessori a ferramenta ideal para um desenvolvimento integral.



Aldeias Infantis SOS dá dicas práticas para estimular brincadeiras e evitar adultização

Além de ser um direito assegurado por lei, brincar também é uma ferramenta de desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, segundo Organização

 

Além de ser uma forma de diversão, o ato de brincar é fundamental para o desenvolvimento integral das crianças e uma ferramenta poderosa para protegê-las contra a adultização precoce, fenômeno que ocorre quando meninas e meninos são expostos a responsabilidades, pressões ou vivências que não correspondem à sua fase de crescimento.

A reivindicação é defendida pela Aldeias Infantis SOS, organização global que lidera o maior movimento de cuidado do mundo e que, em setembro, lançou a campanha #BrincarTransforma, que reforça a importância de preservar a infância e garantir momentos de diversão e aprendizado.

“Muito além de uma simples forma de passar o tempo, o brincar estimula a criatividade, fortalece vínculos afetivos, promove habilidades físicas, cognitivas e emocionais, e transmite valores culturais e sociais”, afirma Roucheli Tavares, Coordenadora Nacional da Política de Salvaguarda da Aldeias Infantis SOS.

“Cada momento lúdico contribui para que a criança explore o mundo ao seu redor, experimente diferentes papéis, descubra suas capacidades e se sinta confiante para aprender com erros e acertos”, afirma a especialista.

Ela lembra que brincar é um direito garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pela Declaração Universal dos Direitos da Criança e pela Lei 14.826, sendo uma ferramenta essencial para promover o desenvolvimento integral e prevenir a adultização precoce. Além de proporcionar o entretenimento, é um meio para a criança descobrir suas habilidades, construir vínculos saudáveis e compreender o seu papel na sociedade.

“Brincar é mais do que diversão, é aprendizado, é vínculo e é proteção. No Dia das Crianças, queremos lembrar que o tempo lúdico é essencial para que meninas e meninos cresçam saudáveis, felizes e de acordo com o seu processo natural de desenvolvimento”, diz a porta-voz da Organização.

Para estimular o brincar nesse Dia das Crianças (12), Roucheli traz cinco dicas práticas para orientar pais, responsáveis e cuidadores de crianças e adolescentes:

  1. Valorize o tempo livre: evite sobrecarregar a criança com estudos e outras obrigações, reservando períodos do dia para brincadeiras sem pressa. Transforme tarefas cotidianas em jogos, utilizando músicas, rimas e brincadeiras de roda. Essas atividades permitem que a criança descubra sua imaginação e desenvolva autonomia;
  2. Limite a exposição digital: estabeleça limites de tempo de tela e substitua conteúdos associados à vida adulta por histórias, filmes e atividades adequadas à idade. Brincadeiras que envolvam narrativas, regras ou construção de cenários são ideais para estimular a criatividade e a linguagem;
  3. Participe sem controlar: dê suporte e envolva-se nas brincadeiras de forma genuína, oferecendo materiais simples — caixas, papéis, sucata limpa ou objetos do cotidiano — e permitindo que a imaginação da criança conduza a atividade, fortalecendo sua autoestima e confiança;
  4. Estimule a construção de laços: incentive a socialização com irmãos, primos ou colegas durante os momentos de brincadeira. Essas experiências ensinam cooperação, negociação e compartilhamento, além de desenvolver habilidades sociais essenciais;
  5. Dê o bom exemplo: adultos também devem brincar, rir e inventar, mostrando que o tempo lúdico é valorizado e legítimo na vida de todos. O envolvimento do adulto reforça o vínculo afetivo e demonstra que a infância é um período único, que merece ser vivido plenamente.

“Neste momento, a Aldeias Infantis SOS convida famílias, escolas e comunidades a celebrar o Dia das Crianças, promovendo momentos de brincadeira e imaginação, garantindo que cada menina e menino cresça protegido, no seu tempo e com dignidade”, reforça Roucheli.  

Para conhecer mais sobre a campanha #BrincarTransforma e apoiar iniciativas da Aldeias Infantis SOS que promovem a infância, acesse: doe.aldeiasinfantis.org.br/BrincarTransforma.

 

Sobre a Aldeias Infantis SOS

A Aldeias Infantis SOS (SOS Children’s Villages) é uma organização global, de incidência local, que atua no cuidado e proteção de crianças, adolescentes, jovens e famílias. A organização lidera o maior movimento de cuidado do mundo e atua junto a meninas e meninos que perderam o cuidado parental ou estão em risco de perdê-lo, além de desenvolver ações humanitárias.

Fundada na Áustria, em 1949, está presente em mais de 130 países. No Brasil, atua há 58 anos e mantém cerca de 80 projetos, em 30 localidades de Norte ao Sul do país. Ao trabalhar junto com famílias em risco de se separar e fornecer acolhimento para crianças e adolescentes que perderam o cuidado parental, a Aldeias Infantis SOS luta para que nenhuma criança cresça sozinha.

Para saber mais: www.aldeiasinfantis.org.br

 

Como recuperar a autoestima após o câncer de mama

Psicóloga destaca como ressignificar a imagem corporal e adotar práticas de autocuidado  


O câncer de mama é uma das doenças que mais afeta a autoestima feminina, não apenas pelo impacto físico, mas também pelas mudanças emocionais e sociais que provoca. Além de lidar com o tratamento, muitas mulheres enfrentam sentimentos de insegurança, medo e tristeza que podem comprometer a confiança em si mesmas. 

Segundo Talita Rocha, professora de Psicologia da Una Uberlândia, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, a autoestima está diretamente ligada às crenças que a pessoa tem sobre si. “O câncer de mama, por envolver o corpo, a saúde e a feminilidade, pode gerar pensamentos automáticos negativos como ‘não sou mais atraente’ ou ‘meu corpo está defeituoso’. Isso leva a comportamentos de isolamento social e aumenta a ansiedade e a depressão”, explica. 

As mudanças na imagem corporal, como a queda de cabelo, cicatrizes e a mastectomia, funcionam como gatilhos visíveis que lembram constantemente da doença. Rocha destaca que, em muitos casos, surgem distorções cognitivas relacionadas à aparência. “Esses pensamentos negativos afetam o bem-estar emocional e podem favorecer a ansiedade social, dificultando a retomada das interações prazerosas”, pontua a especialista. 

Mesmo após o fim do tratamento, o desafio de reconstruir a autoconfiança permanece. “Ainda há o medo da recidiva, inseguranças sobre a vida sexual e social, além de dificuldades em lidar com a imagem corporal. A terapia ajuda a transformar crenças de fragilidade e incapacidade em pensamentos mais funcionais, como ‘tenho força para enfrentar desafios’”, afirma Rocha.

 

Retomando a autoestima

Para ajudar nesse processo, a especialista sugere estratégias práticas que estimulam a reconexão com a identidade e a feminilidade. Algumas delas incluem: 

  • Autocuidado diário: criar pequenas rotinas de beleza ou bem-estar, como hidratar a pele, maquiar-se ou escolher roupas que tragam confiança.
  • Atividades físicas adaptadas: contribuem para a sensação de vitalidade e fortalecem a confiança no corpo.
  • Exploração de hobbies: dança, escrita, música, artesanato ou outras atividades que reforcem talentos e identidade além da doença.
  • Exposição gradual: retomar, aos poucos, situações sociais que geram vergonha ou insegurança.
  • Treino de habilidades sociais: praticar assertividade para lidar com comentários ou olhares.

 

Ressignificando as marcas visíveis

Outro ponto importante é ressignificar as cicatrizes e mudanças físicas. Em vez de enxergá-las como marcas de perda, a psicóloga sugere interpretá-las como símbolos de vitória. Para isso, Rocha sugere diferentes técnicas: 

  • Diário de pensamentos: registrar crenças negativas sobre a imagem corporal e substituí-las por ideias mais realistas e compassivas.
  • Exercícios de autoafirmação: proferir frases positivas ligadas à superação, como “meu corpo mostra minha coragem”.
  • Exposição gradual no espelho: olhar-se de forma orientada e progressiva, reduzindo a autocrítica e aumentando a familiaridade com a nova imagem. 

Para a especialista, o mais importante é lembrar que a mulher vai além do diagnóstico. “O processo de reconstrução da autoestima não significa negar as marcas deixadas pelo câncer, mas reconhecê-las como parte de uma história de superação e coragem”, finaliza.

 

Centro Universitário Una


A consciência que desperta é também a que assusta — por isso tantos preferem ignorar*


Há alguns anos, conversando com o emérito professor da USP, Carlos Guilherme Mota, refletíamos sobre sua visão de sistema e suas múltiplas dimensões. Para ele, três conceitos são fundamentais: sistema, estrutura e processo.

Tenho para mim que tudo é sistema. Nós próprios somos sistemas interagindo com outros: pessoas, empresas, meios de comunicação, administração pública, famílias, sociedade, país, mundo, planeta, Universo. São múltiplas relações com as quais interagimos constantemente.

E podemos testemunhar que o sistema tem vida própria, imprevisibilidade, valores, necessidades, regras e objetivos — assim como nós. Por isso, se não aprimoramos os sistemas, não criamos condições para cenários melhores.

Olhando para o mundo de hoje, percebemos que continuamos girando em círculos. A arrogância, o poder, a busca por dinheiro a qualquer custo, a corrupção e a fragilidade das instituições ainda moldam a realidade.

Uma das armadilhas mais perigosas está em acreditar que desenvolvimento humano e organizacional é secundário e/ou dispensável. De fato, em todas as camadas sociais, quase ninguém quer se aprofundar em si mesmo, desenvolver-se e transformar-se em alguém melhor.

• Os que têm menos recursos vivem em modo de sobrevivência.

• A classe média segue um roteiro pré-estabelecido — nascer, estudar, casar, ter filhos — sem espaço para reflexão.

• Os que possuem privilégios constroem bolhas para proteger o conforto conquistado.

O resultado é que muitos seguem anestesiados, presos ao ciclo de trabalhar, pagar contas e buscar pequenos alívios em consumo ou vícios. É mais fácil fugir da reflexão do que encarar a transformação.

E é justamente aí que entra a importância do ADTT (Autoconhecimento, Desenvolvimento, Transformação e Transcendência). O despertar para olhar para si, reconhecer pontos positivos e negativos, ampliar a consciência e, a partir disso, transformar-se e transformar o entorno, é o que rompe esse ciclo. O desenvolvimento humano e organizacional não é luxo: trata-se de necessidade estratégica, tanto para indivíduos quanto para organizações.

Constata-se que a maioria só busca o ADTT quando a dor é insuportável, quando a vida saiu dos trilhos. Preventivamente, quase ninguém procura esse caminho — e é esse o maior erro. Gestores de RH, líderes e pessoas comuns precisam compreender que investir no desenvolvimento humano e organizacional é o que sustenta equipes engajadas, organizações mais saudáveis e uma sociedade mais justa e próspera.

O despertar exige coragem: olhar a si mesmo sem extremismos, assumir responsabilidades e buscar evolução contínua. É lento, exige esforço — mas é o único caminho capaz de criar impacto real e duradouro para si e para o mundo.

Em verdade, diante dos inúmeros desafios da vida, a maioria prefere abrir a “carteira” para beleza, comida e lazer, porque isso exige menos trabalho interior. Para cenários mais graves, recorrem a anestesias rápidas — vícios como bebida, drogas, jogos e até relações superficiais.

É mais fácil gastar para fugir da dor do que investir em si mesmo. Mas, enquanto isso, continuamos presos no mesmo ciclo: sobreviver, consumir, anestesiar… e repetir. C’est la vie? Ou apenas é uma escolha inconsciente de permanecer na estagnação? 

Enfim, a consciência que desperta, também assusta.

 

Viviane Gago - advogada e consteladora pelo Instituto de Psiquiatria da USP (IPQ/USP) com parceria do Instituto Evoluir e ProSer e facilitadora pela Viviane Gago Desenvolvimento Humano. Mais informações no site


Dia das Crianças: neurocientista alerta para aumento preocupante de ansiedade e depressão na infância

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Telma Abrahão destaca a importância de repensar o tempo de tela, fortalecer vínculos familiares e priorizar a saúde mental infantil

 

O Dia das Crianças, celebrado neste domingo (12), vai muito além de presentes e brincadeiras. Para a neurocientista e especialista em desenvolvimento infantil Telma Abrahão, a data é um lembrete urgente de que a infância precisa ser protegida, especialmente em um cenário de crescimento alarmante nos casos de ansiedade, depressão e distúrbios emocionais entre crianças e adolescentes. 

Criadora da Educação Neuroconsciente e autora dos best-sellers “Pais que evoluem” e “Educar é um ato de amor, mas também é ciência”, Telma explica que estamos diante de uma geração cada vez mais conectada digitalmente, mas desconectada emocionalmente. 

“As crianças estão adoecendo de solidão. Elas têm acesso a tudo, menos à presença emocional dos pais. O vício em telas, o excesso de estímulos e a falta de conexão afetiva estão entre os principais fatores que contribuem para o aumento da ansiedade e da depressão infantil”, afirma. 

Segundo a especialista, o tempo que as crianças passam diante de telas muitas vezes substitui interações essenciais para o desenvolvimento emocional saudável. “O cérebro infantil se forma a partir das relações. Quando a tela ocupa o lugar do vínculo humano, há um impacto direto na autorregulação emocional, na atenção, na empatia e na autoestima”, explica Telma, que reforça a importância de pais e educadores compreenderem a neurociência por trás do comportamento infantil. 

A neurocientista alerta ainda que o problema vai além da tecnologia. A rotina acelerada e a ausência dos pais, mesmo que por motivos profissionais, têm contribuído para o enfraquecimento dos laços emocionais dentro das famílias. “Precisamos resgatar o essencial: o olhar, o toque, o tempo de qualidade. Cuidar da saúde mental das crianças é uma prioridade que deve começar em casa, mas também precisa estar nas escolas e em toda a sociedade”, reforça. 

Reconhecida mundialmente por traduzir a ciência de forma acessível, Telma Abrahão é autora de 15 livros e a única brasileira convidada pela Amazon a publicar 12 obras exclusivas sobre parentalidade, hoje disponíveis em mais de 15 países. Com uma carreira internacional consolidada, ela se dedica a formar pais, educadores e profissionais da saúde mental com base em uma ciência que une afeto, limites e compreensão do funcionamento do cérebro infantil.


No Dia das Crianças, o melhor presente é garantir o direito à inclusão

Muito esperada pelo comércio como uma data para dar presentes, o Dia das Crianças, celebrado em 12 de outubro, é na verdade um momento importante do ano para lembrar do que realmente deve ser protegido: os direitos da infância. Previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), esse conjunto de garantias assegura que toda criança tenha acesso à educação, saúde, lazer e, acima de tudo, à dignidade. E, vale ressaltar, entre tantos direitos, uma luta diária entre crianças neurodivegentes, o direito à inclusão. 

Para a neuropsicóloga Bárbara Calmeto, diretora do Autonomia Instituto, incluir é reconhecer que cada criança tem um modo singular de se comunicar, aprender e se relacionar com o mundo. Ela explica que, no caso de crianças autistas e de outras neurodivergências, a inclusão não é apenas uma questão pedagógica, mas também emocional e social. “Quando a escola e a sociedade acolhem a diferença, elas dão à criança a chance de se desenvolver com segurança e pertencimento. Isso muda completamente a trajetória dela e da família.” 

Bárbara destaca que o brincar, muitas vezes visto apenas como diversão, é também uma linguagem. Por isso, adaptar espaços e atividades é essencial para que todas as crianças possam participar. “Brincar é um direito, e o direito de brincar junto é um dos pilares da inclusão. Quando o ambiente é acessível, a criança se sente vista, e o grupo aprende a conviver com a diversidade de forma natural”, explica. 

A neuropsicóloga lembra ainda que a inclusão verdadeira vai além da matrícula na escola ou da presença física em uma sala de aula. Ela exige formação de professores, diálogo com as famílias e políticas públicas consistentes. “Não se trata de dar um espaço, mas de criar pertencimento. A diferença não é o problema, mas sim o quanto a sociedade ainda resiste a enxergá-la como potência.” 

Neste Dia das Crianças, falar em presente pode continuar sendo um gesto de carinho. Mas o presente mais valioso não vem em caixa: é o compromisso de toda a sociedade em garantir que cada criança, em sua singularidade, tenha o direito de ser plenamente quem é.


Primavera impulsiona crescimento dos casamentos e revela tendências para 2025

 Número de cerimônias registradas em setembro e outubro cresceu 12%, maior variedade de flores e clima ameno reforçam a escolha dos casais

 

A primavera segue consolidada como a estação preferida para celebrar o amor, e os números comprovam essa tendência. De acordo com dados do iCasei, plataforma líder em sites e listas de casamento na América Latina, o mês de setembro de 2025 registrou 11.321 casamentos, contra 10.214 no mesmo período de 2024, o que representa um crescimento de 10,84%. Considerando setembro e outubro juntos, são 22.811 cerimônias em 2025, frente a 20.291 no ano anterior, um aumento de 12%. 

“O crescimento dos casamentos nesta época do ano reforça o quanto a primavera é especial para os casais. O clima ameno, a abundância de flores e a possibilidade de realizar celebrações ao ar livre criam o cenário ideal para momentos inesquecíveis. Além disso, observamos que as tendências deste ano estão ainda mais conectadas à natureza, à leveza e à personalização dos detalhes”, destaca Diego Magnani, CCO do iCasei. 

 Além do aumento no volume de cerimônias, a estação também dita tendências marcantes para 2025. Entre os destaques: 

  • Decoração e flores: variedade maior de espécies, como peônias, rosas, boca-de-leão, lisiantos e flores do campo, integradas com ambientes naturais em celebrações ao ar livre. 
  • Cores da temporada: paletas que vão dos tons pastel e neutros (lavanda, pêssego, azul-claro, verde-menta, off white e bege) até cores mais alegres e intensas, como coral, amarelo manteiga, fúcsia, marrons terrosos, laranjas queimados e verde-lima. 
  • Gastronomia: cardápios leves e frescos, com ênfase em saladas, frutos do mar, frutas tropicais, finger foods e coquetéis cítricos. 
  • Moda noiva: vestidos fluidos e confortáveis em tecidos como tule e cetim acetinado, com bordados florais, mix de texturas e toque artesanal. 

Combinando clima, estilo e romantismo, a primavera de 2025 confirma sua posição como a temporada mais desejada para casamentos no Brasil. 

 

iCasei


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