Pesquisar no Blog

sábado, 13 de setembro de 2025

Setembro Amarelo: ‘dopamina digital’ reforça solidão e reduz sentido da vida, alerta especialista

Uso excessivo e errado das redes sociais aumenta dependência de prazer imediato e amplia sentimento de vazio; veja 5 dicas para proteger sua saúde mental nos ambientes virtuais e fora deles

 

Conectados o tempo todo, mas cada vez mais sozinhos. O Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, traz uma reflexão sobre a busca frenética por dopamina rápida nas redes sociais, o que alimenta a solidão e enfraquece o sentido da vida, alerta a especialista na ciência da felicidade, Renata Rivetti. 

“A dopamina rápida das redes sociais, o que podemos chamar de ‘dopamina digital’, oferece um alívio momentâneo, mas alimenta uma dependência que nos afasta de vínculos reais e que retira de nós o que dá sentido à vida”, afirma Renata, que é fundadora da Reconnect.  

Um estudo feito por psicólogos da Universidade Brigham Young (EUA) mostra que a solidão aumenta o risco de morte prematura em cerca de 26% a 29%, o equivalente ao impacto de fumar 15 cigarros por dia, o que reforça a dimensão grave do isolamento social no bem-estar físico e mental.

Além disso, estudos da área de psiquiatria já provaram que o uso intensivo de redes sociais ativa os circuitos de recompensa do cérebro, elevando os níveis de dopamina de forma similar ao que ocorre com substâncias como álcool ou drogas. Esse padrão de estímulo rápido pode prejudicar a capacidade de encontrar prazer em atividades mais profundas e enriquecedoras. 

“Nosso cérebro passa a esperar sempre a próxima notificação, o próximo like, e vai ficando cada vez mais difícil sentir prazer em coisas simples, como uma caminhada, uma boa conversa ou até mesmo uma refeição em família. É uma armadilha silenciosa que fragiliza nossa saúde mental”, reforça a especialista.

 

Como se proteger?

A especialista oferece 5 dicas para dar mais sentido à vida, dentro e fora das redes sociais, sem depender da “dopamina digital”:

 

1. Defina limites claros para o uso das redes

Reserve horários específicos para checar mensagens e redes sociais. Essa simples disciplina ajuda a reduzir a sensação de urgência constante e abre espaço para atividades mais significativas.

 

2. Cultive vínculos presenciais

Encontros cara a cara, mesmo que breves, fortalecem conexões reais e combatem o isolamento. Relações de qualidade são um dos fatores mais protetores para a saúde mental.

 

3. Invista em atividades com propósito

Praticar voluntariado, aprender algo novo ou dedicar tempo a um projeto pessoal amplia a sensação de sentido. Diferente da dopamina rápida, essas experiências geram satisfação duradoura.

 

4. Reaprenda a lidar com o tédio

Nem todo momento precisa ser preenchido por estímulos digitais. Permitir pausas e silêncios ajuda a mente a descansar, reorganizar ideias e reduzir a ansiedade.

 

5. Pratique presença intencional

Desconectar-se das telas em refeições, caminhadas ou conversas é um exercício simples de atenção plena. Essa prática fortalece vínculos, aumenta a consciência emocional e gera bem-estar genuíno.

 

Renata Rivetti - Especialista na ciência da felicidade, fundadora da Reconnect, diretora do 4 Days Week no Brasil, palestrante, consultora, colunista da Fast Company Brasil e autora do livro “O Poder do Bem-estar: um guia para redesenhar o futuro do trabalho”. É formada em Administração pela FGV-EAESP, com pós-graduação em Psicologia Positiva na PUC-RS e especialização em Estudos da Felicidade na Happiness Studies Academy, além de possuir diversas certificações em bem-estar e saúde mental no trabalho nas universidades Harvard, da Pensilvânia e outras instituições.



Nutricionista Patrícia Davidson ensina shot natural para aumentar a libido

A expert também listou alimentos que podem ajudar no apetite sexual e os que podem atrapalhar

 

Anda sem vontade de fazer sexo? A diminuição da libido pode ser ocasionada por diversos fatores. Mesmo assim, focar em certos alimentos e nutrientes pode ser a ajuda que faltava para aumentar o apetite sexual, especialmente se a causa for física. 

"Alguns alimentos têm associação com melhora da função sexual e aumento da libido, principalmente pelo impacto em circulação sanguínea, hormônios e estresse oxidativo", explica a nutricionista Patrícia Davidson, expert em equilíbrio hormonal e na saúde da mulher.  

Ela elencou as múltiplas causas na diminuição do apetite sexual: 

-Fatores hormonais: baixa de testosterona em homens e alterações de estrogênio/progesterona em mulheres 

-Estresse psicológico: depressão, ansiedade, fadiga mental. 

-Doenças crônicas: diabetes, hipertensão, obesidade, síndrome metabólica 

-Uso de medicamentos: antidepressivos, anti-hipertensivos, contraceptivos hormonais.

Estilo de vida: consumo excessivo de álcool, tabagismo, sedentarismo. 

A nutricionista listou alimentos que podem aumentar a libido:  

Chocolate amargo: rico em flavonoides, melhora o fluxo sanguíneo. 

Frutas vermelhas e uvas: antioxidantes, melhoram a função endotelial. 

Nozes e castanhas: aumentam óxido nítrico, melhorando ereção. 

Romã: antioxidante potente, melhora a função erétil. 

Alimentos termogênicos: pimenta, canela, gengibre 

Alimentos ricos em zinco (ostras, carne magra, sementes): essenciais para produção de testosterona. 

Por outro lado, de acordo Patrícia Davidson, alguns alimentos e padrões alimentares podem prejudicar a libido por favorecer inflamação, alterar hormônios ou reduzir circulação sanguínea: 

Alimentos ultraprocessados: ricos em gorduras trans e açúcares, aumentam o risco de disfunção erétil.

Excesso de álcool: reduz testosterona e pode comprometer ereção.

Gorduras saturadas e frituras: pioram o fluxo sanguíneo e a saúde vascular.

Refrigerantes e bebidas adoçadas: resistência à insulina e inflamação. 


A expert ensinou um shot para libido. Ele é natural e fácil de fazer: 

Ingredientes: Suco de romã 50 ml + Suco de beterraba 30 ml + Gengibre fresco 5 g (ralado) + Cacau 100% em pó 1 colher de chá + Mel 1 colher de chá + Pimenta caiena (1 pitada).  

Modo de preparo: Misture todos os líquidos (romã e beterraba) em um copo pequeno. Adicione gengibre ralado, cacau, mel e pimenta caiena. Bata rapidamente no mixer e tome em jejum ou 30 minutos antes da refeição principal.


Burnout nas empresas: 5 formas de prevenir o esgotamento e transformar a saúde mental em prioridade diária

Com afastamentos por transtornos mentais já liderando os pedidos ao INSS, especialistas alertam para a urgência de políticas corporativas consistentes

 

O burnout, classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional resultante do estresse crônico no trabalho não gerenciado, é marcado por exaustão emocional, distanciamento mental e queda de eficácia profissional. No Brasil, a gravidade do problema é evidente: em 2023, o INSS concedeu 288.865 benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais e comportamentais — um aumento de 38% em relação a 2022. A combinação entre pressão por resultados, metas inalcançáveis e escassez de tempo para recuperação tem elevado os índices de adoecimento e afastamento no país, reforçando que falar de saúde mental nas empresas não pode ser uma ação isolada ou restrita ao calendário de campanhas, mas sim uma estratégia contínua de gestão e cultura organizacional.
 

“Prevenir burnout não é oferecer apenas um benefício ou uma palestra, é transformar saúde mental em prioridade de gestão. Isso significa repensar processos, metas e a forma como as equipes trabalham todos os dias”, destaca Alessandra Kinjo, psicóloga na Vetor Editora, empresa especializada em saúde mental, parte do grupo Giunti Psychometrics.
 

Nesse contexto, o psicólogo destaca 5 estratégias fundamentais para a prevenção do burnout nas empresas. Confira:
 

Redesenhar o trabalho e reduzir sobrecarga

Para isso, é essencial mapear cargas de trabalho com clareza e priorizar entregas que sejam realmente estratégicas. Além disso, adotar modelos de gestão que considerem a sustentabilidade do desempenho a longo prazo, e não apenas a produtividade imediata, ajuda a evitar a exaustão.
 

Capacitar líderes como agentes de prevenção

Isso significa treiná-los para identificar sinais de estresse, promover diálogos empáticos e agir preventivamente quando percebem sobrecarga. Também é importante evitar que a pressão sofrida pelas lideranças se multiplique em efeito cascata sobre suas equipes.
 

Equilibrar vida profissional e pessoal de forma real

Isso passa por estabelecer políticas de desconexão fora do expediente, com limites claros de disponibilidade, oferecendo maior flexibilidade de jornada e modelo de trabalho. Quando possível, deve-se respeitar preferências individuais e incentivar pausas, intervalos efetivos e programas que estimulem o autocuidado.
 

Oferecer apoio especializado e acessível

Isso pode ser feito por meio de atendimentos psicológicos, programas de assistência ao colaborador (EAP) e workshops baseados em evidências científicas. Tratar a saúde mental como uma questão de saúde ocupacional, reconhecendo seu impacto direto em afastamentos e produtividade, deve ser uma prioridade. Além disso, os recursos disponibilizados precisam ser de fácil acesso, sem burocracia e livres de estigmas.
 

Utilizar ferramentas validadas cientificamente

O diagnóstico e o acompanhamento da saúde mental nas organizações devem ser embasados em métodos confiáveis. O uso de ferramentas psicológicas validadas cientificamente — como as que a Vetor Editora desenvolve e disponibiliza — permite às empresas compreenderem de forma estruturada como estão os níveis de bem-estar emocional e cognitivo de seus colaboradores. Além de apoiar decisões estratégicas de gestão, esses instrumentos podem ser aplicados como parte da implementação da NR-1, contribuindo para o mapeamento de riscos psicossociais e para a criação de planos preventivos eficazes.
 

O que muda com a implementação da NR-1 em 2026?

A discussão sobre saúde mental no trabalho deve ganhar ainda mais força com a NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que trata da gestão de riscos ocupacionais. A norma, que inclui a obrigatoriedade de mapeamento de riscos psicossociais e implementação de medidas preventivas, teve sua implementação adiada recentemente — movimento que gerou debates entre empresas e especialistas. 

Embora o prazo tenha sido prorrogado, a tendência é que as organizações passem a considerar, de forma estruturada, aspectos emocionais, cognitivos e sociais do trabalho como parte de sua política de saúde e segurança. Isso implica em novos padrões de monitoramento e em maior responsabilidade das lideranças para prevenir não apenas acidentes físicos, mas também o esgotamento mental. 

“Quando a empresa coloca saúde mental no centro da gestão, cria um ambiente mais humano e sustentável. Isso não apenas reduz afastamentos e custos, mas fortalece o engajamento, a inovação e a confiança entre colaboradores e liderança”, reforça Alessandra.


Aparência ou verdade?

Será que você vive de aparência ou verdade? Inspirados pela passagem “o homem olha a aparência, o Senhor olha o coração (1Sm 16,7)”, devemos estar atentos às motivações para ser quem somos, pois elas podem dizer muito daquilo que somos e fazemos ao longo da nossa vida. Nem sempre temos as nossas intenções claras, mas, muitas vezes, agimos de forma repetida ao longo do tempo e frente às mais variadas situações. Já reparou naquele jeito de agir inconsciente em determinadas situações? 

Acontece que, muitas vezes, tentamos ser ou fazer algo apenas para impressionar as pessoas, isto é, nem sempre nossa atitude se mostra compatível com aquilo que acreditamos, pregamos, cremos. Será aparência ou verdade? A nossa preocupação parece ser com o “externo”, aquilo que julgarão a nosso respeito e aí mora o perigo: termos nos perdido pela ânsia de ser o que o outro quer. Até mesmo forçar um comportamento, um hábito ou uma vestimenta porque todo mundo gosta ou para “estar na moda”.


Mas o que, de fato, está por trás desse meu gesto? A quem desejo agradar? Meu ego, minha vaidade? É uma necessidade de ser aceito pelo outro? Tento preencher minhas carências ou atender meu ego ferido?


Claro que essas respostas nem sempre são tão claras assim. Num primeiro momento, aquilo que parece bom, pode esconder outras realidades. Alguns autoquestionamentos são pertinentes: “Por que faço parte de determinado grupo na paróquia? Por que pertenço a tal movimento? Por que ajudo os pobres? Por que sou tão intransigente com quem faz aquilo que faço? Por que rezo tão voluntariamente quando estou com os outros, talvez até o ponto de incentivar a oração comunitária, e negligencio o diálogo com Deus quando estou sozinho? Por que sou tão gentil, disponível à escuta, generoso com as pessoas idosas que visito e, depois, trato mal a minha própria avó?” (Ravaglioli, A.).


Proteger e manter apenas uma aparência talvez seja fruto da necessidade de impressionar, de parecer, de agregar importância. Mas vale lembrarmos sempre: a aparência é vista apenas pelo homem. Veja, não estou aqui dizendo que todo ato tem uma intenção errônea ou que sempre desejamos destaque, mas se sua atitude pública difere de sua atitude privada, algo não vai bem. Pois, é a partir dessas inconsistências interiores que vamos comprometendo nossa saúde mental. 

Sempre há tempo de refletir, mudar. Se sua imagem pessoal é uma das coisas que sustenta sua ação, e você age para manter as aparências, pode até conseguir manter isso por um tempo, mas não durará para sempre.  

 

Elaine Ribeiro - psicóloga clínica e organizacional e colaboradora da Comunidade Canção Nova.
Instagram: @elaineribeiro_psicologa

 

5 dicas infalíveis para equilibrar vida pessoal e profissional

Adriana Melo, CFO da SAS Brasil, revela como disciplina, curiosidade e planejamento permitem aproveitar o melhor da cidade e do campo, equilibrando carreira, bem-estar e qualidade de vida

 

Viver entre a agitação da cidade e a tranquilidade do campo pode parecer um desafio impossível. Estudos recentes mostram, porém, que o contato com a natureza, seja observando árvores, ouvindo pássaros ou desfrutando de momentos de silêncio, traz efeitos calmantes e benéficos para a saúde mental e física. Uma meta-análise publicada na revista Ecopsychology, que revisou 45 estudos ao longo de 30 anos, revelou que apenas 10 minutos de exposição à natureza já podem gerar benefícios de curto prazo para adultos com transtornos e distúrbios mentais, mesmo em ambientes urbanos.

 

Além disso, Adriana Melo, CFO da SAS Brasil, reforça que viver plenamente entre dois mundos exige também organização financeira. “Planejar o tempo e os recursos não se limita a tarefas e investimentos: envolve entender para onde seu dinheiro vai, alinhar despesas ao que realmente importa e garantir segurança para aproveitar a vida com liberdade. Prosperidade e sanidade caminham juntas, tanto na mente quanto no bolso”, comenta.

 

Para Adriana, essa realidade se traduz em planejamento, disciplina e aprendizado contínuo. Durante a pandemia, ela percebeu que precisava de espaço para criar, transformar e expandir seus conhecimentos. “Sempre gostei de ver ideias virarem realidade. Técnica e arte caminham lado a lado na minha vida. Essa mescla é o que me mantém com um olhar holístico”, complementa.

 

Na Mantiqueira, Adriana encontrou um verdadeiro laboratório de criação: silêncio, céu estrelado, ritmo da natureza e convivência com pessoas que vivem de maneira simples. Essa experiência complementa sua atuação estratégica na cidade, mostrando que prosperidade, saúde mental e equilíbrio financeiro podem caminhar juntas.

 

Pensando nisso, a especialista reuniu cinco dicas práticas para quem deseja viver plenamente entre dois mundos:

 

1. Invista em aprendizado contínuo e multidisciplinar

“Conhecimento não precisa estar limitado à sua área de atuação. Cursos, hobbies e experiências diferentes ampliam seu olhar e fortalecem sua capacidade de criar soluções inovadoras. Na cidade, aplico estratégia e números; no campo, aplico curiosidade e sensibilidade”, entende Adriana.

 

2. Aprenda a lidar com o tempo e a disciplina do campo

“Na Mantiqueira, descobri que ver uma planta crescer exige mais disciplina do que fechar um trimestre positivo. A fazenda cobra tempo, dedicação e atenção diária: rega, poda, controle de pragas, cuidados com animais. Essa rotina ensina resiliência, paciência e presença, qualidades que complementam a urgência do ambiente urbano”, completa.

 

3. Valorize experiências e talentos fora do seu universo habitual

“Ouvir histórias de agricultores e vizinhos é um verdadeiro curso de storytelling: sem PowerPoint, sem marketing, apenas narrativa e inteligência empírica. Conviver com pessoas que não usam contas bancárias ou aplicativos digitais me ensinou empatia e criatividade prática, habilidades que nenhum treinamento corporativo substitui”, diz a especialista.

 

4. Planeje seus investimentos com realismo

“Ter uma fazenda é investimento, mas também é trabalho. Terra é recurso limitado e tende a valorizar ao longo do tempo, oferecendo segurança e diversificação. Mas é preciso atenção: cercas, máquinas, plantações e animais demandam manutenção constante. Planejamento cuidadoso garante que seu refúgio seja sustentável e produtivo”, entende.

 

5. Encontre equilíbrio entre os dois mundos

“Liberdade não é escolher entre cidade ou campo, mas viver com planejamento que permita aproveitar ambos. Enquanto a cidade ensina estratégia e foco, o campo proporciona calmaria e conexão com a natureza. Um banho de floresta, por exemplo, reduz estresse e ansiedade, mostrando que prosperidade e sanidade podem caminhar juntas”, conclui Adriana Melo.

 



Adriana Melo - CFO da SAS Brasil, com mais de 20 anos de experiência em finanças corporativas, planejamento, controladoria e uma especialização estratégica em tributação - diferencial raro entre executivos da área. Com passagens por empresas como Gartner, Ferrero, Votorantim e CNH Capital, ela atua com foco em geração de valor, eficiência fiscal e tomada de decisão estratégica, sendo reconhecida pela capacidade de traduzir complexidades financeiras em soluções práticas e sustentáveis para o crescimento das organizações.

Casa Tout: https://www.instagram.com/casa.tout/


1 a cada 20 brasileiros arrisca utilizar inteligência artificial como “terapeuta de bolso”

Diferente da inteligência artificial, que busca “agradar” o usuário,
o psicólogo traça um plano terapêutico que de fato irá tratar o paciente.
 Shutterstock
Especialistas incentivam a busca por um profissional qualificado e sinalizam quais são os riscos e objeções que impedem pacientes de procurar ajuda

 

Cerca de 12 milhões de brasileiros (ou 1 a cada 20 pessoas) usam a inteligência artificial (IA) para fazer terapia. O dado é de uma pesquisa da Talk Inc, uma empresa de pesquisas de comportamento. Preocupante, visto que a interação com a máquina nunca leva ao tratamento. E em alguns casos, pode até levar à morte, como a do adolescente de 16 anos que morreu nos Estados Unidos após meses conversando sobre suicídio com o Chat GPT. 

Ao invés de trazer informações que poderiam levar o jovem a um tratamento, a inteligência artificial validou os pensamentos suicidas e ainda forneceu informações detalhadas sobre métodos letais. E é esse o alerta que a psicóloga Aline de Menezes, do Eco Medical Center, faz: “A tendência da IA é sempre agradar o usuário conforme a vontade que ele manifesta no chat. Ela não é como o psicólogo, que traça o perfil do paciente e busca um plano terapêutico”. 

E a profissional relata que tem recebido cada vez mais pacientes que relatam ter tentado usar a inteligência artificial como terapia. Mas com escuta ativa e acolhimento, ela mostra ao paciente o quanto a relação humana e os exemplos práticos de vida vão muito além do que a IA pode oferecer.

 

Terapia de bolso

Não há como negar. Diferente da terapia com um profissional, que geralmente ocorre apenas uma vez por semana e com hora marcada, a IA é um terapeuta de bolso disponível 24 horas por dia, com respostas rápidas, principalmente nos momentos de crise. E isso é tentador, até pelo fato de não “trazer custo” financeiro ao paciente. Mas traz riscos maiores, como a própria vida. 

“A IA pode até oferecer uma frase de apoio. Mas não substitui a escuta clínica, a compreensão da história de vida do paciente, nem a responsabilidade ética do psicólogo. A terapia não é apenas acolhimento. Ela promove a reflexão, a confrontação cuidadosa, a elaboração de estratégia exigida para lidar com o desconforto. Sem isso, a gente não consegue promover mudanças reais, algo que faça sentido na vida da pessoa”, diz a psicóloga. 

Ela ainda alerta sobre o sigilo, pois o que está em consultório (seja terapia presencial ou online) é só entre paciente e profissional. O que está na inteligência artificial é público, vai para bancos de dados na internet. Além disso, como no caso do adolescente nos Estados Unidos, a IA não avalia os riscos de suicídio, automutilação e de transtornos mais graves. 

A IA não consegue personalizar intervenções conforme a história de vida, os padrões culturais, as interações familiares. A psicoterapia profissional envolve o processo de vínculo, técnicas baseadas em estudos científicos e evidências. O psicólogo nunca colocará um paciente em risco.

 

Objeções que “travam” os pacientes de buscar ajuda

Neste mês de setembro, a campanha Setembro Amarelo® 2025 traz como tema: “Se precisar, peça ajuda!”. A mensagem é simples, mas carrega um grande desafio: superar o estigma e as barreiras internas que impedem alguém de buscar apoio com um psicólogo. 

“Muitas vezes a pessoa até reconhece o sofrimento, mas se sente travada para pedir ajuda por vergonha, medo ou por achar que sua dor não é tão importante”, explica a profissional, também mostrando o porquê muita gente acaba recorrendo à inteligência artificial. A psicóloga ainda mostra quais são as objeções mais comuns ditas pelos pacientes e como derrubá-las:

 

Paciente: “Não quero incomodar ninguém. É fraqueza pedir ajuda.”

Médico ou amigo/familiar: Pedir ajuda é um ato de coragem, não de fraqueza. Reconhecer o limite é o primeiro passo para se reerguer.

 

“Outras pessoas têm problemas piores que os meus.”

O sofrimento não precisa ser comparado. Cada dor é legítima e merece atenção.

 

“Já tentei antes e não funcionou.”

Cada processo é único. O fato de uma tentativa anterior não ter dado resultado não significa que não vá funcionar agora.

 

“Tenho vergonha do que vão pensar de mim.”

O espaço terapêutico é seguro e sem críticas. O tratamento existe justamente para acolher sem julgamentos.

 

“Não tenho tempo/dinheiro para isso.”

Investir em saúde mental é tão essencial quanto cuidar do corpo. Negligenciar pode levar a agravamentos sérios, inclusive médicos.

 

“Eu deveria dar conta sozinho.”

Ninguém precisa carregar o peso da vida sem suporte. A rede de apoio (profissionais, amigos e família) é fundamental.

 

A importância de falar sobre suicídio

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), falar sobre suicídio com responsabilidade não incentiva, mas previne. Reconhecer sinais de alerta, manter uma escuta ativa e encaminhar a pessoa para apoio profissional podem salvar vidas. 

“Quando uma pessoa pensa em tirar a própria vida, sua visão fica restrita. Ela não consegue enxergar alternativas. É por isso que a empatia e o encaminhamento para atendimento profissional são tão importantes”, reforça a campanha oficial.

 

Eco Medical Center


Exercício físico e aulas coletivas fortalecem corpo e mente e auxiliam na prevenção de depressão e ansiedade

Atividades regulares reduzem sintomas, melhoram o humor e fortalecem vínculos sociais, destaca especialista da Bluefit


A prática regular de atividade física vai além da estética: ela é uma importante ferramenta no cuidado com a saúde mental. Pesquisas publicadas pela American Psychological Association (APA) e pela revista The Lancet Psychiatry indicam que exercícios de musculação e aulas coletivas contribuem para a redução dos sintomas de depressão e ansiedade, estimulando a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar, como serotonina, dopamina e endorfina, e promovendo equilíbrio emocional. Nesse contexto, a Bluefit destaca o papel das academias como espaços que favorecem a prevenção e o cuidado no Setembro Amarelo, mês de conscientização sobre a valorização da vida.

 

A musculação, por exemplo, estimula não apenas a força muscular, mas também a autoconfiança e a disciplina. Já as aulas coletivas, além de promoverem gasto calórico e condicionamento físico, favorecem a socialização e criam um senso de comunidade, aspecto fundamental para combater a solidão e fortalecer vínculos. Aulas de dança, yoga, pilates, lutas e treinos funcionais aumentam a motivação, tornam a prática mais prazerosa e contribuem para o bem-estar geral.

 

Os efeitos positivos das aulas coletivas voltadas à saúde mental são confirmados pela pesquisa “Afetividade de Praticantes de Ginástica Coletiva de uma Academia de Florianópolis”, realizada na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e publicada em 2023. O estudo apontou que os praticantes apresentam maior frequência de sensações de prazer, emoções positivas e desenvolvimento da afetividade, evidenciando que atividades coletivas combinadas com exercícios físicos têm papel relevante na manutenção da saúde mental e física.

 

Somente 20% das academias brasileiras oferecem atividades voltadas para os cuidados com a saúde mental, conforme a pesquisa “Perspectivas de apoio à saúde mental e ao bem-estar em academia”, publicada pela IHRSA Fitness Brasil em 2022. Nesse cenário, a Bluefit se destaca como uma das pioneiras do setor fitness brasileiro ao oferecer modalidades de aulas que priorizam o bem-estar e a saúde mental, além de promover ações que integram os cuidados da mente, tanto para alunos quanto em seus canais de comunicação.

 

De acordo com revisão sistemática publicada na Frontiers in Psychiatry (2021), exercícios físicos regulares em grupo reduzem significativamente sintomas de depressão e ansiedade, reforçando a importância de treinos acompanhados por profissionais qualificados.

 

“Treinar em grupo ou individualmente traz benefícios que ultrapassam o corpo físico. O exercício regular ajuda a reorganizar a rotina, traz propósito e gera sensação de conquista a cada evolução. São fatores essenciais para a autoestima e para o equilíbrio emocional”, destaca Leandro Twin, assessor esportivo e embaixador da Bluefit.

 

Para mais orientações sobre treinos, saúde e bem-estar, acesse os canais oficiais da Bluefit. Saúde e bem-estar ao seu alcance!


BlueFit
https://bluefit.com.br


Setembro Dourado: a corrida contra o tempo no diagnóstico do câncer infantojuvenil


Setembro é o mês do Setembro Dourado, um momento dedicado à conscientização sobre o câncer infantojuvenil. Mas, para mim, essa causa vai muito além de uma campanha anual, é uma missão de vida. Falo como gestora, mas antes disso, como mãe. E é desse lugar que compartilho a urgência do diagnóstico precoce. 

Ao longo dos meus 20 anos de Instituto Ronald McDonald, acompanhei de perto a jornada de milhares de famílias. Entendi a luta, a esperança e a dor que marcam essa caminhada. No entanto, teve um episódio que me tocou profundamente, a perda de um amigo próximo do meu filho, vítima de um diagnóstico tardio. Ele começou a sentir dores nas pernas, que a princípio pareciam algo comum, como as “dores do crescimento”. Os sinais, porém, foram se agravando, e a resposta demorou a chegar. Quando finalmente veio, já era tarde. Ver meu filho perder um amigo tão cedo me fez sentir, de forma íntima, a dor que eu já conhecia profissionalmente. Essa experiência transformou para sempre a minha forma de enxergar a urgência dessa causa. 

No Brasil, o câncer infantojuvenil é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes. Todos os anos, cerca de 8 mil novos casos são diagnosticados. Quando descoberto precocemente, as chances de cura podem chegar a 80%, mas ainda convivemos com uma dura realidade: muitos diagnósticos chegam tarde demais. Isso acontece porque os sintomas são sutis e se confundem com doenças comuns da infância. Uma dor constante nas pernas, uma palidez persistente, ou um cansaço fora do comum podem ser mais do que parecem. O tempo, porém, é um fator determinante. Cada semana perdida pode custar a vida de uma criança. 

Foi para enfrentar esse desafio que o Instituto Ronald McDonald criou, em 2008, o Programa Diagnóstico Precoce do Câncer Infantojuvenil. Já capacitamos cerca de 45 mil profissionais e estudantes da saúde em todas as regiões do país. Também sensibilizamos professores da educação básica de mais de 300 escolas públicas, porque sabemos que a escola é um espaço fundamental na vida de uma criança. Aos profissionais de educação, meu apelo: sejam olhos atentos. Muitas vezes, um professor percebe que algo não está bem antes mesmo dos pais. Ao aproximar educadores e profissionais de saúde, conseguimos encurtar o caminho até o diagnóstico. 

O impacto desse programa é real. Hospitais que participam da iniciativa conseguiram reduzir o tempo médio entre o surgimento dos primeiros sintomas e o diagnóstico de 13 para 5 semanas. Para uma criança em tratamento oncológico, essa diferença representa a chance de continuar vivendo, estudando, brincando, sonhando... 

Trago também meu olhar de mãe. Sei que a intuição de uma mãe, de um pai, é poderosa. Escuto isso todos os dias: “eu sabia que havia algo errado, mas demoraram a me ouvir”. Por isso, sempre digo que procurar uma segunda ou até terceira opinião é um direito. Precisamos escutar o coração, sentir os sinais e exigir respostas. 

Essa luta é uma questão de justiça. No Brasil, ainda temos uma grande desigualdade regional: enquanto no Sul a taxa média de sobrevivência chega a 75%, no Norte não passa de 50%. Essa disparidade mostra que investir em capacitação e estrutura é uma prioridade. O que vi ao longo desses anos é que não basta oferecer tratamento, é preciso garantir o diagnóstico no tempo certo. O Instituto Ronald McDonald continuará a lutar para que nenhuma criança abandone o tratamento ou tenha sua vida abreviada por falta de informação ou acesso. 

Como mãe, não desejo que nenhuma outra mãe passe pela dor de perder um filho por um diagnóstico tardio. Como gestora, sigo comprometida em transformar essa realidade, porque sei que cada dia importa. Este Setembro Dourado é um lembrete de que a informação salva vidas, e cada diagnóstico precoce representa uma nova chance de vida.

 

Bianca Provedel - jornalista, psicóloga, mãe, e há 20 anos atua no terceiro setor. É CEO do Instituto Ronald McDonald, organização que já impactou mais de 15 milhões de vidas em todo o Brasil.

A Nova Fome do Século: Não de Comida, Mas de Dopamina

Como vícios em notificações, açúcar, pornografia e compras online estão reprogramando o cérebro moderno

 

Vivemos em uma era onde a escassez não é de comida, mas de silêncio, foco e prazer genuíno. Se antes a dopamina — neurotransmissor associado à motivação e recompensa — era ativada por conquistas reais, hoje ela é sequestrada por notificações no celular, curtidas em redes sociais, compras online por impulso, pornografia acessível em um clique e até pelo açúcar escondido em alimentos do dia a dia.

A chamada “nova fome do século” não está no estômago, mas no cérebro: uma busca incessante por estímulos rápidos que nunca saciam de fato.
 

O ciclo invisível da dopamina

O cérebro humano não foi desenhado para lidar com estímulos constantes. Cada notificação, cada gole de refrigerante ou cada episódio de série em sequência libera picos de dopamina. Porém, quanto mais frequente esse disparo, menor o impacto da recompensa. É como se o cérebro entrasse em um modo tolerância, exigindo doses cada vez maiores para sentir o mesmo prazer.
 

Essa lógica é a mesma das dependências químicas, mas aplicada ao cotidiano digital e alimentar. O resultado? fadiga mental, queda de motivação, ansiedade, dificuldade de concentração e até sintomas depressivos. 


A comida como dopamina líquida

O médico Dr. Ronan Araujo explica: “Estudos apontam que ultraprocessados ricos em açúcar, gordura e aditivos químicos funcionam como atalhos neurológicos. Eles ativam o sistema de recompensa de forma tão intensa quanto substâncias psicoativas. Por isso, não é coincidência que, após um dia estressante, muitas pessoas recorram a doces, fast-food ou bebidas alcoólicas como válvula de escape.”

Mas o alívio é temporário. Logo vem a queda de energia, a culpa e a necessidade de repetir o ciclo.
 

O vício invisível das telas

Além da alimentação, a tecnologia amplificou a fome de dopamina. Scroll infinito, jogos online, pornografia em excesso, vídeos curtos e compras instantâneas são projetados para prender a atenção e criar recompensas imediatas, dificultando que o cérebro aprecie estímulos mais lentos e profundos, como uma leitura, uma conversa significativa ou até mesmo um simples momento de descanso.
 

Como quebrar o ciclo

O Dr. Ronan Araujo apresenta ferramentas poderosas para começar a quebrar esse ciclo, não se trata de abolir o prazer, mas de reeducar o cérebro. Algumas estratégias incluem:

  • Jejum de dopamina: reduzir voluntariamente estímulos fáceis (celular, redes sociais, doces) por algumas horas ou dias, para “resetar” a sensibilidade cerebral.
  • Prazeres reais: trocar recompensas instantâneas por experiências de longo prazo, como exercícios físicos, meditação, hobbies criativos e contato social.
  • Alimentação reguladora: priorizar comida de verdade, rica em proteínas, fibras e gorduras boas, que sustentam energia e estabilizam o humor.
  • Sono profundo: é durante o descanso que o cérebro recalibra receptores de dopamina.
     

Mais do que saúde, é liberdade

O médico Ronan Araujo conclui: “A fome de dopamina não é apenas uma questão biológica, mas também cultural e social. Num mundo que cobra produtividade, beleza e felicidade constantes, somos empurrados para buscar escapes fáceis. O verdadeiro desafio está em recuperar a capacidade de sentir prazer em coisas simples, profundas e humanas.” 

Talvez a pergunta que deveríamos nos fazer não seja “o que quero comer ou comprar agora?”, mas sim: “o que vai me dar prazer daqui a um mês, um ano, uma década?”

 

Dr. Ronan Araujo: CRM – 197142 - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal. O Dr. Ronan Araujo quer influenciar na mudança de estilo de vida, de hábitos e ajudar as pessoas a viverem mais tempo e com mais qualidade. “Não é apenas sobre emagrecimento, é sobre transformar vidas”, é um dos lemas do médico. Com atendimento único, acolhedor e resultados rápidos.


Depressão é doença, tristeza não

Psicanalista Fabiana Guntovitch explica as diferenças e alerta para os riscos da banalização dos sintomas

 

Embora muitas vezes confundidas, tristeza e depressão não são a mesma coisa. A psicóloga e psicanalista Fabiana Guntovitch destaca que a tristeza é uma emoção natural e passageira, associada a situações específicas, enquanto a depressão é uma condição clínica que envolve alterações químicas e estruturais no cérebro. “A tristeza faz parte da vida, é uma reação saudável e adaptativa às frustrações, perdas ou desafios. Já a depressão compromete o funcionamento global da pessoa, afetando humor, energia, motivação e os pensamentos”, explica Fabiana. 

Segundo a especialista, compreender essa diferença é essencial para combater o preconceito e o atraso no diagnóstico. “Vivemos em uma sociedade que tem dificuldade em lidar com sentimentos difíceis. Existe uma cobrança de estar feliz o tempo todo, o que é impossível. Quando invalidamos a tristeza, corremos o risco de minimizar a depressão e até mesmo julgá-la como frescura ou fraqueza. Isso agrava o quadro e dificulta que as pessoas busquem a ajuda necessária”, afirma ela. 

De acordo com os critérios diagnósticos do DSM-5 — Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders) — , a depressão é identificada quando a pessoa apresenta cinco ou mais sintomas durante pelo menos duas semanas, incluindo humor deprimido ou perda de interesse em atividades antes prazerosas. Alterações no sono, no apetite, na energia, sentimento de culpa, dificuldades de concentração e até pensamentos suicidas são alguns dos sinais de alerta. 

Fabiana reforça que os sintomas devem ser levados a sério quando persistem e comprometem a vida diária. “É urgente buscar ajuda não apenas quando há risco à própria vida, mas quando a qualidade de vida está impactada pela depressão. Ainda que o apoio consistente de familiares e amigos, sem julgamentos, seja fundamental para a recuperação, depressão é um transtorno grave cujo tratamento deve ser conduzido por profissionais qualificados da área da saúde mental”, pontua.

A psicanalista ressalta ainda que a depressão tem causas multifatoriais, sendo impactada por fatores biológicos, psicológicos e também sociais/ambientais, e precisa ser tratada observando toda essa complexidade. O tratamento pode envolver psicoterapia, uso de medicação e mudanças no estilo de vida. “A depressão deve ser compreendida sob o tripé biopsicossocial. A boa notícia é que quando o tratamento é bem conduzido, as chances de sucesso são muito altas”, conclui.


Posts mais acessados