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sábado, 13 de setembro de 2025

A Nova Fome do Século: Não de Comida, Mas de Dopamina

Como vícios em notificações, açúcar, pornografia e compras online estão reprogramando o cérebro moderno

 

Vivemos em uma era onde a escassez não é de comida, mas de silêncio, foco e prazer genuíno. Se antes a dopamina — neurotransmissor associado à motivação e recompensa — era ativada por conquistas reais, hoje ela é sequestrada por notificações no celular, curtidas em redes sociais, compras online por impulso, pornografia acessível em um clique e até pelo açúcar escondido em alimentos do dia a dia.

A chamada “nova fome do século” não está no estômago, mas no cérebro: uma busca incessante por estímulos rápidos que nunca saciam de fato.
 

O ciclo invisível da dopamina

O cérebro humano não foi desenhado para lidar com estímulos constantes. Cada notificação, cada gole de refrigerante ou cada episódio de série em sequência libera picos de dopamina. Porém, quanto mais frequente esse disparo, menor o impacto da recompensa. É como se o cérebro entrasse em um modo tolerância, exigindo doses cada vez maiores para sentir o mesmo prazer.
 

Essa lógica é a mesma das dependências químicas, mas aplicada ao cotidiano digital e alimentar. O resultado? fadiga mental, queda de motivação, ansiedade, dificuldade de concentração e até sintomas depressivos. 


A comida como dopamina líquida

O médico Dr. Ronan Araujo explica: “Estudos apontam que ultraprocessados ricos em açúcar, gordura e aditivos químicos funcionam como atalhos neurológicos. Eles ativam o sistema de recompensa de forma tão intensa quanto substâncias psicoativas. Por isso, não é coincidência que, após um dia estressante, muitas pessoas recorram a doces, fast-food ou bebidas alcoólicas como válvula de escape.”

Mas o alívio é temporário. Logo vem a queda de energia, a culpa e a necessidade de repetir o ciclo.
 

O vício invisível das telas

Além da alimentação, a tecnologia amplificou a fome de dopamina. Scroll infinito, jogos online, pornografia em excesso, vídeos curtos e compras instantâneas são projetados para prender a atenção e criar recompensas imediatas, dificultando que o cérebro aprecie estímulos mais lentos e profundos, como uma leitura, uma conversa significativa ou até mesmo um simples momento de descanso.
 

Como quebrar o ciclo

O Dr. Ronan Araujo apresenta ferramentas poderosas para começar a quebrar esse ciclo, não se trata de abolir o prazer, mas de reeducar o cérebro. Algumas estratégias incluem:

  • Jejum de dopamina: reduzir voluntariamente estímulos fáceis (celular, redes sociais, doces) por algumas horas ou dias, para “resetar” a sensibilidade cerebral.
  • Prazeres reais: trocar recompensas instantâneas por experiências de longo prazo, como exercícios físicos, meditação, hobbies criativos e contato social.
  • Alimentação reguladora: priorizar comida de verdade, rica em proteínas, fibras e gorduras boas, que sustentam energia e estabilizam o humor.
  • Sono profundo: é durante o descanso que o cérebro recalibra receptores de dopamina.
     

Mais do que saúde, é liberdade

O médico Ronan Araujo conclui: “A fome de dopamina não é apenas uma questão biológica, mas também cultural e social. Num mundo que cobra produtividade, beleza e felicidade constantes, somos empurrados para buscar escapes fáceis. O verdadeiro desafio está em recuperar a capacidade de sentir prazer em coisas simples, profundas e humanas.” 

Talvez a pergunta que deveríamos nos fazer não seja “o que quero comer ou comprar agora?”, mas sim: “o que vai me dar prazer daqui a um mês, um ano, uma década?”

 

Dr. Ronan Araujo: CRM – 197142 - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal. O Dr. Ronan Araujo quer influenciar na mudança de estilo de vida, de hábitos e ajudar as pessoas a viverem mais tempo e com mais qualidade. “Não é apenas sobre emagrecimento, é sobre transformar vidas”, é um dos lemas do médico. Com atendimento único, acolhedor e resultados rápidos.


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