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segunda-feira, 14 de julho de 2025

Câncer ósseo na infância: reconhecer cedo é o primeiro passo para a cura

Por apresentar sintomas muitas vezes confundidos com lesões esportivas ou traumas do crescimento, o diagnóstico da doença tende a ser tardio

 

No Julho Amarelo, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) busca reforçar a importância da atenção aos sinais do câncer ósseo em crianças e adolescentes — uma doença rara, mas potencialmente curável quando diagnosticada precocemente e tratada em centros especializados. 

Entre os principais tumores ósseos na faixa etária pediátrica estão o osteossarcoma e o sarcoma de Ewing, que afetam, sobretudo, adolescentes. Eles geralmente se manifestam com dores persistentes nos ossos, inchaços, limitação de movimento e, em alguns casos, fraturas espontâneas. Por serem sintomas muitas vezes confundidos com lesões esportivas ou traumas do crescimento, o diagnóstico tende a ser tardio. 

“O alerta é claro: qualquer dor óssea que persiste ou piora, mesmo com uso de analgésicos comuns, merece avaliação médica especializada. O mesmo vale para aumento de volume em alguma região do corpo, claudicação sem causa evidente (dificuldade ou dor ao caminhar) ou perda funcional de um membro”, afirma a oncologista pediátrica e presidente da SOBOPE, Mariana Bohns Michalowski. 

Apesar do impacto que um diagnóstico de câncer ósseo pode causar, as possibilidades de tratamento atuais oferecem maiores chances de cura, especialmente quando o tumor é localizado e tratado desde o início com protocolos modernos e cirurgias especializadas, muitas vezes com preservação do membro afetado. 

Neste Julho Amarelo, a SOBOPE reforça que o diagnóstico precoce salva vidas. O câncer ósseo tem cura — e ela começa com informação, escuta atenta e acesso ao tratamento adequado desde o início. “Por isso, é fundamental que pais, responsáveis e profissionais de saúde estejam atentos aos sinais”, afirma a especialista.
 

Principais sinais de alerta para câncer ósseo em crianças e adolescentes:

  • Dor persistente em ossos ou articulações, especialmente à noite
  • Inchaço ou aumento de volume em determinada região
  • Claudicação (mancar sem causa aparente)
  • Fraturas com traumas leves
  • Sensação de calor ou vermelhidão local


Imunoterapia do câncer de cabeça e pescoço encara avanço científico e desafios no acesso

Stephen Stefani, oncologista da Oncoclínicas no Rio Grande do Sul 

 

Tratar cânceres de cabeça e pescoço sempre foi um grande desafio para a medicina. Para se ter uma leitura clara, no Brasil, cerca de 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o que dificulta muito as chances de cura. Quando detectado precocemente, esse tipo de tumor pode ter mais de 90% de chances de cura. Para esses tumores complexos, a imunoterapia, que orienta o próprio sistema imunológico do paciente no combate ao tumor, vem se consolidando como um dos pilares mais promissores na evolução da oncologia nos últimos anos, provocando uma mudança relevante no panorama global do manejo oncológico.  

A ciência, por sua vez, tem tentado cumprir seu papel nos esforços para melhorar os desfechos clínicos desses pacientes. Pela primeira vez em anos, um estudo apresentou resultados sólidos com o uso de imunoterapia no pós-operatório de pacientes com tumores de cabeça e pescoço localmente avançados. Batizada de NIVOPOSTOP (GORTEC 2018-01), a pesquisa liderada pelo GORTEC (Groupe Oncologie Radiothérapie Tête et Cou), consórcio europeu referência em tumores de cabeça e pescoço, demonstrou redução no risco de recidiva entre os pacientes considerados de alto risco, justamente aqueles que, até hoje, tinham poucas alternativas eficazes após a cirurgia.  

Assim, durante o estudo, o grupo que recebeu a combinação com imunoterapia apresentou melhora em sobrevida livre de doença (DFS) - desfecho primário do estudo – ou seja, houve aumento no tempo para que ocorresse eventual recidiva do tumor. Após seguimento maior, dados de chance efetiva de cura (ou, tecnicamente falando, sobrevida global) serão avaliados e tem sido visto com otimismo.  

Essa descoberta promissora mostra como a imunoterapia é uma opção no combate a esses tumores, ao mesmo tempo que reforça a importância de ampliar a discussão sobre a necessidade de viabilizar o acesso a tecnologias que já provaram seu benefício. Investir em pesquisas é pré-requisito para transformar conhecimento em benefício concreto. Mas é a união entre a ciência e os sistemas público e suplementar de saúde que poderão transformar descobertas em soluções e ganhos reais para a população.  

O desafio, portanto, não está apenas na descoberta de novas alternativas terapêuticas, mas em garantir que esses avanços cheguem ao paciente na hora certa, no momento certo. Isso exige mais do que nunca articulação de iniciativas que envolvam o setor privado, público e a sociedade como um todo. Não se trata apenas de incorporar medicamentos de última geração, mas de garantir um cuidado mais assertivo, eficaz e sustentável para todos.


Dia Mundial do Cérebro: 4 hábitos para manter a saúde em todas as idades

Especialistas alertam: é possível prevenir doenças neurológicas com ações simples no dia a dia
 

Defender a saúde do cérebro, garantindo que todos os indivíduos se beneficiem da melhoria da saúde e do bem-estar cerebral, é um compromisso global. Celebrado em 22 de julho, o Dia Mundial do Cérebro é uma iniciativa da Federação Mundial de Neurologia (WFN) que tem como objetivo ampliar a conscientização global sobre a importância da saúde cerebral. Este ano, a campanha traz o tema “Brain Health for All Ages” (Saúde do Cérebro para todas as idades), chamando a atenção para diferentes desafios enfrentados por várias faixas etárias e reforçando que o cuidado com o cérebro é essencial em todas as fases da vida. 

Afinal, o cérebro é o “órgão mais surpreendente e complexo do corpo humano.” Atualmente, as doenças que afetam o cérebro representam a principal causa de deficiência em todo o mundo. Entre as condições mais comuns estão a depressão, demência, AVC, epilepsia, enxaqueca, entre muitas outras, que comprometem significativamente a qualidade de vida e a autonomia das pessoas." 

De acordo com a psiquiatra Dra. Rafaela Silva, gerente médica da Lundbeck Brasil, farmacêutica global especializada em doenças do cérebro, a boa notícia é que hábitos rotineiros simples podem prevenir danos ao longo da vida e contribui para a saúde cerebral.

A seguir, ela lista algumas práticas essenciais para ajudar manter o cérebro saudável:

 

1. Durma bem e o suficiente

O sono é um dos pilares da saúde do cérebro, é necessidade fisiológica que pode afetar o funcionamento físico, mental, social e emocional. Além disso, é fundamental para o desempenho nas atividades cotidianas e para consolidação de memória e aprendizados. 

As preocupações excessivas e a sobrecarga de atividades podem ser fatores estressores que deflagram alterações comportamentais e fisiológicas que podem prejudicar a qualidade do sono.
 

2. Invista em sua alimentação

Verduras, frutas vermelhas, grãos integrais, oleaginosas como nozes e sementes, peixes, aves e leguminosas são a base da dieta MIND foi desenvolvida para promover a saúde cerebral e reduzir o risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas, como a Doença de Alzheimer. Já alimentos processados, farinhas e açúcares refinados, gorduras trans e saturadas são considerados inflamatórios e devem ser evitados. 

Uma dieta abundante em alimentos inflamatórios está associada à desregulação da microbiota intestinal e ao aumento do risco para uma ampla gama de condições, incluindo obesidade, síndrome metabólica, câncer, doenças articulares, autoimunes e neurodegenerativas — além de potencialmente agravar sintomas de ansiedade e depressão”, destaca a médica.

 

3. Exercite o corpo e a mente

A prática regular de atividades físicas é uma ótima aliada para a saúde cerebral. Ela melhora a memória, o raciocínio e o humor, além de reduzir o risco de depressão, ansiedade e doenças neurodegenerativas, graças ao estímulo da neurogênese e ao aumento da plasticidade cerebral. Também favorece o sono, a oxigenação do cérebro e combate a inflamação, ajudando a manter o cérebro ativo e saudável ao longo da vida. Já os exercícios mentais, como leitura, quebra-cabeças e novos aprendizados, mantêm o cérebro em constante estímulo.

 

4. Fuja do sedentarismo digital

Passar horas seguidas em frente a telas pode gerar sobrecarga cognitiva, perda de foco e irritabilidade. A recomendação é intercalar momentos de conexão digital com pausas reais, atividades ao ar livre e interação social presencial. 

“A vida online é prática, mas não substitui as conexões humanas e os estímulos do mundo real, que são fundamentais para o nosso cérebro”, conclui a médica.



Perdeu o olfato? "Fisioterapia" do nariz pode ser a solução, afirma especialista

Método simples, mas baseado em evidências científicas, pode ajudar na recuperação mesmo após meses de perda 

 

Você já imaginou ter que reaprender a sentir cheiros? Para muitas pessoas que perderam parcialmente ou totalmente o olfato – condição conhecida como hiposmia ou anosmia –, essa é uma realidade que vai além do simples incômodo de não sentir o aroma do café ou o perfume preferido. E a boa notícia é que, sim, há como reabilitar esse sentido. A solução pode estar em uma prática curiosa e, até pouco tempo atrás, pouco conhecida: o treinamento olfativo. 

Parece coisa de terapia alternativa, mas trata-se de um método com base científica sólida, defendido por especialistas como o otorrinolaringologista Dr. Alexandre Yakushijin Kumagai, do Hospital Paulista. "O treinamento olfativo é uma forma estruturada de reabilitação sensorial. É como uma fisioterapia para o nariz", explica o médico.

 

Como funciona? 

A prática consiste em cheirar conscientemente quatro odores diferentes, duas vezes ao dia, por no mínimo 12 semanas. Os aromas mais utilizados nos protocolos científicos são rosa, limão, cravo e eucalipto – sempre por meio de óleos essenciais. A exposição repetitiva ajuda o cérebro a "reaprender" a processar os cheiros.

 

Por trás desse reaprendizado está a neuroplasticidade – a capacidade do cérebro de se adaptar e criar novas conexões neurais. Estudos de imagem funcional mostram que, após semanas de treinamento, áreas cerebrais ligadas ao olfato, como o córtex orbitofrontal e o giro parahipocampal, voltam a ser ativadas. 

A técnica, aliás, é recomendada oficialmente por diretrizes internacionais, como a EPOS 2020 e o International Consensus Statement on Olfaction Dysfunction (2023).

 

Para quem é indicado? 

O treinamento olfativo é especialmente eficaz em casos de perda de olfato após infecções virais – como as provocadas pela Covid-19, por exemplo. Mas também pode ajudar em outras condições, como traumatismo craniano leve, rinite alérgica controlada, envelhecimento e até em doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer (nestas, como suporte, não como cura). 

E mesmo quem convive com a hiposmia há muito tempo pode se beneficiar. "O ideal é começar o quanto antes, mas mesmo pacientes com perda persistente há mais de um ano podem apresentar melhora", afirma o especialista do Hospital Paulista.

 

Cuidado com os tutoriais! 

Com a popularização do tema nas redes sociais, muitos pacientes tentam fazer o treino olfativo por conta própria. Um erro, alerta o especialista. “Nem toda perda de olfato é causada por vírus. Pode ser algo muito mais sério, como tumores, rinossinusites crônicas, doenças neurológicas ou até deficiências hormonais”, explica. 

Além disso, o uso de odores não validados ou o diagnóstico errado pode atrasar tratamentos e comprometer a recuperação. O recomendado é sempre procurar um otorrinolaringologista, que pode indicar exames como endoscopia nasal, testes específicos de olfato (como o UPSIT ou o Sniffin’ Sticks) e, em alguns casos, tomografia ou ressonância magnética.

 

Alerta de doenças graves 

A hiposmia, apesar de parecer um sintoma leve, pode ser o primeiro sinal de condições mais preocupantes. Entre elas, doenças neurodegenerativas, infecções fúngicas em imunodeprimidos e até tumores na base do crânio, como estesioblastoma. Por isso, o ideal é procurar um especialista sempre que a perda de olfato durar mais de 2 a 4 semanas, principalmente se não estiver relacionada a gripes ou resfriados. 

A ciência já mostrou que o olfato pode ser treinado, assim como um músculo. E isso abre caminho para uma forma segura e eficaz de reconquistar um dos sentidos mais subestimados do corpo humano. Mas o segredo, segundo os especialistas, está na orientação médica correta, na disciplina e – por que não? – na esperança de voltar a sentir o mundo com todos os seus aromas.

  

Hospital Paulista de Otorrinolaringologia

 

Combate a insuficiência cardíaca: Cresce número de casos de internações por insuficiência cardíaca no Brasil

 Especialistas da Dasa apontam como a obesidade leva ao quadro de insuficiência cardíaca

 

No que se refere a Insuficiência Cardíaca, médicos e pesquisadores voltam os olhos para um dos possíveis motores por trás da sobrecarga cardíaca no Brasil: a obesidade. O excesso de peso está diretamente relacionado a um tipo específico de insuficiência cardíaca: a Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada (ICFEp). 

Essa condição ocorre quando o coração ainda consegue bombear o sangue normalmente, mas apresenta dificuldade para relaxar e se encher de forma adequada, comprometendo a circulação. A relação entre obesidade e ICFEp foi aprofundada em uma revisão de literatura publicada na plataforma científica Dasa Educa, assinada pelos médicos Marcelo Imbroinise Bittencourt, consultor em cardiogenética da Dasa Genômica, e Carlos Eduardo Suaide Silva, cardiologista do Alta Diagnósticos1. 

Os sintomas mais comuns incluem cansaço, falta de ar e inchaço – muitas vezes confundidos com os próprios efeitos da obesidade. Segundo dados do DataSUS, apenas entre janeiro e abril de 2025, o Brasil registrou 65.533 internações por insuficiência cardíaca, um aumento de 2,43% em relação ao mesmo período de 2024. As regiões Norte (+5,16%), Sudeste (+3,56%) e Nordeste (+2,81%) puxaram o crescimento, refletindo um sinal de alerta para o que está gerando esse impacto na saúde cardíaca da população. 

O especialista Marcelo Imbroinise Bittencourt explica como a obesidade afeta o coração. Ele relata que a obesidade obriga o coração a trabalhar mais intensamente. O corpo com excesso de gordura precisa de mais sangue e, isso gera uma sobrecarga para o coração. Também provoca um espessamento e enrijecimento do músculo cardíaco, dificultando seu relaxamento. 

“O excesso de gordura corporal remodela o coração e seu funcionamento, tornando-o menos eficiente e mais rígido”, explica o Dr. Marcelo Imbroinise Bittencourt, “É um cenário complexo onde a sobrecarga hemodinâmica, a inflamação crônica e as disfunções metabólicas se entrelaçam, criando um ambiente propício para a progressão da ICFEp.” 

Esse aumento, à primeira vista modesto, ganha maior relevância quando comparado à escalada da obesidade no país. De acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, 31% da população adulta brasileira já vive com obesidade, enquanto outros 37% apresentam sobrepeso. Isso significa que quase 7 em cada 10 brasileiros estão acima do peso ideal. Um cenário que reforça a urgência de ações preventivas e políticas públicas voltadas à saúde e à qualidade de vida.

 

 Três efeitos principais da obesidade sobre o coração:

  • Inflamação crônica: A presença da obesidade ativa substâncias inflamatórias que atingem diretamente o coração, dificultando seu funcionamento.
  • Alterações hormonais e metabólicas: A resistência à insulina, comum em pessoas obesas, acelera os batimentos cardíacos e aumenta a retenção de líquidos.
  • Perda de massa muscular: Em alguns casos, ocorre a chamada obesidade sarcopênica, que enfraquece o corpo e piora o prognóstico da ICFEp.


Diagnóstico exige olhar atento

Identificar a ICFEp em pessoas com obesidade não é tarefa simples. “Biomarcadores clássicos podem não se comportar da mesma forma em pacientes obesos”, alerta o Dr. Bittencourt. “Precisamos de ferramentas avançadas como o ecocardiograma com strain e a ressonância magnética cardíaca para revelar disfunções ocultas.” “O tratamento da ICFEp em pacientes obesos exige uma visão integrada, onde a perda de peso se torna uma terapia fundamental. Ela alivia a carga sobre o coração, modula a inflamação sistêmica e melhora a função diastólica”, destaca Dr. Carlos Eduardo Suaide Silva. As abordagens terapêuticas mais indicadas incluem:

  • Mudança de hábitos: Alimentação equilibrada e exercícios físicos supervisionados.
  • Medicamentos inovadores: Os inibidores de SGLT2, como empagliflozina e dapagliflozina, antes usados no tratamento do diabetes, agora são recomendados mesmo para pacientes sem diabetes, por reduzirem internações por insuficiência cardíaca.
  • Apoio farmacológico para perda de peso: Medicamentos como semaglutida e liraglutida, agonistas do GLP-1, ajudam na perda de peso e melhoram a saúde cardíaca.
  • Cirurgia bariátrica: Em casos graves de obesidade, a redução cirúrgica do estômago pode ser uma opção eficaz para controlar a ICFEp e melhorar a qualidade de vida.

Com o diagnóstico precoce, novas terapias e foco na redução de peso, é possível reverter esse cenário e garantir mais qualidade de vida aos brasileiros.

  


1 - BITTENCOURT, Marcelo Imbroinise; SILVA, Carlos Eduardo Suaide. Obesidade e insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP): revisão de literatura. [S.l.]: Dasa, 2025. Disponível em: https://dasaeducaeventos.com.br/biblioteca-cientifica/artigos/obesidade-e-insuficiencia-cardiaca-com-fracao-de-ejecao-preservada-icfep]. Acesso em: 27 jun. 2025.

 

Dia do Homem: médico responde às dúvidas mais comuns da saúde masculina

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O urologista Dr. Rafael Siqueira responde aos mitos mais comuns que surgem nos consultórios e nas rodas de conversa
 

Julho é o mês em que se comemora o Dia do Homem no Brasil, mais especificamente no dia 15. A data é uma excelente oportunidade para abrir espaço para conversas importantes sobre saúde masculina, especialmente no que diz respeito à prevenção, ao bem-estar e à autoestima. Afinal, ainda é muito comum que os homens deixem os cuidados com o corpo e a mente em segundo plano, muitas vezes por vergonha, negligência ou por acharem que “está tudo bem”.

Para ajudar a mudar esse cenário, o urologista Dr. Rafael Siqueira, autor do livro "Tamanho é Documento?", publicado pela Matrix Editora, responde a algumas das dúvidas mais comuns que surgem nos consultórios e nas rodas de conversa entre amigos, especialmente aquelas que muita gente tem, mas poucos têm coragem de perguntar.

Com bom humor e sem tabus, o especialista oferece informações sérias de forma leve e descomplicada, reforçando que cuidar da saúde (inclusive da sexual) é um ato de responsabilidade e amor-próprio.

A seguir, selecionamos algumas dessas dúvidas respondidas pelo médico na obra, com linguagem acessível, sem exageros e com foco em descomplicar temas que ainda são cercados por mitos. Confira!

1. Existe uma frequência “normal” para fazer sexo?

A resposta curta é: não. Não existe um número mágico que determine se alguém está “acima” ou “abaixo” da média. A frequência ideal é aquela que funciona para você e para quem está ao seu lado. Se o casal está satisfeito com a rotina sexual, está tudo certo, não importa se são três vezes por semana ou uma vez por mês. Comparações podem ser inevitáveis, mas elas só servem se não gerarem cobrança e ansiedade.

Perdi a ereção uma vez... e agora?

Calma! Isso acontece. O famoso “dia ruim” pode surgir por mil razões: estresse, cansaço, insegurança, distração ou até uma refeição pesada. Eventualmente, todos os homens passam por isso. A preocupação deve surgir apenas quando a dificuldade se repete com frequência, inclusive na masturbação. Nesse caso, vale sim procurar ajuda profissional. E lembre-se: a saúde sexual também depende de preparo físico, autoestima e bem-estar emocional.

Pênis "torto" precisa de tratamento?

Depende. Se a curvatura não atrapalha a relação sexual, está tudo bem. Muitos homens têm pênis com alguma inclinação natural, o que não representa nenhum problema. A questão muda de figura quando a curvatura é tão acentuada que dificulta a penetração ou causa dor. Nestes casos, existem opções cirúrgicas, como a técnica de plicatura ou até próteses. Mas nem toda tortuosidade exige intervenção e o importante é avaliar o impacto funcional.

Urologista só serve para fazer exame de próstata?

Nada disso. O urologista é o médico da saúde masculina por excelência. Ele cuida do sistema urinário, mas também é responsável por acompanhar a saúde sexual, reprodutiva e hormonal do homem. Em outras palavras, é o clínico geral do homem adulto. Por isso, a recomendação é clara: pelo menos uma consulta por ano para manter tudo em dia e não só para o "temido" toque retal.

Homem também tem menopausa?

Não exatamente. O termo “andropausa” é até popular, mas cientificamente inadequado. O que se sabe é que, com o tempo, os níveis de testosterona podem diminuir, o que pode impactar energia, libido e disposição. Mas essa queda não é abrupta como acontece com a menopausa nas mulheres. Cada caso deve ser avaliado de forma individualizada, e a reposição hormonal só é indicada em situações específicas, com base em exames e acompanhamento médico. 

Divulgação
Título: Tamanho é documento? – Tudo que você sempre quis saber sobre seu pênis, mas tinha medo de perguntar
Autor: Rafael Siqueira 
Editora: Matrix Editora 
ISBN: 978-65-5616-580-6
Número de páginas: 128 
Preço: R$ 35,00
Onde encontrar: Matrix Editora, Amazon 

  Rafael Siqueira - carioca, médico formado pela Universidade Gama Filho, segundo-tenente do Exército, cirurgião geral pelo Hospital Federal da Lagoa e urologista pelo Hospital Federal dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Começou a vida nas redes sociais em outubro de 2022, trazendo informação e promoção de saúde com um tom mais leve e acessível, e hoje já conta com mais de 500 mil seguidores no Instagram e mais de 100 mil no TikTok, além de ter participação em diversos podcasts e programas de televisão.

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Ortodontia preventiva e interceptativa: por que começar cedo faz a diferença?

Julho Laranja reforça como a prevenção e o cuidado antecipado transformam sorrisos desde a infância

 

A ortodontia preventiva e interceptativa envolve tratamento precoce, durante os estágios de maturação óssea e dentária, identificando e corrigindo fatores que podem gerar má oclusão antes que se tornem problemas maiores. 

Quanto mais jovem o paciente, mais fácil é intervir e aproveitar o potencial de crescimento para corrigir alterações. É justamente sobre isso que se trata o Julho Laranja — uma campanha nacional de conscientização que reforça a importância da avaliação ortodôntica precoce em crianças. O objetivo é informar pais e responsáveis sobre como a prevenção e a intervenção no momento certo podem evitar complicações futuras e promover um desenvolvimento bucal mais saudável. 

A má oclusão é definida pela Organização Mundial da Saúde, a OMS, como um conjunto de anomalias dentofaciais que causam deformidades ou impedem funções, sendo, portanto, uma condição que requer tratamento. Pode surgir desde a dentição decídua, passando pela dentição mista e persistir até a dentição permanente, causando desconfortos estéticos, funcionais e em casos graves, limitações.

 

Principais causas da má oclusão na infância

As causas são variadas: fatores hereditários, padrão facial, perda prematura de dentes decíduos, hábitos deletérios como uso prolongado de chupeta, mamadeira, sucção de dedo e respiração bucal. O tempo e a frequência desses hábitos são cruciais: quanto mais persistem, maiores são as chances de desenvolver más oclusões severas. 

Por isso, identificar precocemente os fatores envolvidos é essencial, permitindo eliminar hábitos prejudiciais e conduzir o crescimento facial de forma equilibrada. O estudo da causa é fundamental para um tratamento eficaz e menos invasivo. 

A ortodontia preventiva orienta o crescimento facial com foco em função, estética e saúde. Já a ortodontia interceptativa atua em problemas já instalados, redirecionando o crescimento para evitar agravamentos. Quando os aparelhos são utilizados no momento certo, é possível reduzir a gravidade das más oclusões ou até mesmo preveni-las, garantindo uma oclusão adequada no futuro. 

Além dos benefícios para a saúde bucal, o tratamento precoce, quando bem indicado e realizado na fase correta, contribui para a autoestima e facilita a erupção adequada dos dentes.

 

O papel da equipe multidisciplinar no sucesso do tratamento

Em muitos casos, o acompanhamento é multidisciplinar. Fonoaudiólogos podem auxiliar em casos de fala e interposição lingual, enquanto otorrinolaringologistas podem avaliar e tratar questões respiratórias associadas, potencializando os resultados do tratamento ortodôntico. 

A prevenção é sempre o melhor caminho para garantir um sorriso saudável e funcional no futuro. O julho laranja é mais do que uma campanha: é um convite para lembrar que prevenir é sempre mais leve, rápido e saudável para nossos pequenos pacientes e para a nossa prática clínica.

 

Janaina Campos Sanches- CRO- 116840/ Especialista em Ortodontia e Consultora de Rede Credenciada na Brazil Dental

 

HPV não é só câncer de colo do útero: ginecologista alerta para outros riscos do vírus

 Verrugas genitais, câncer de vulva, vagina, ânus, pênis e orofaringe estão entre as complicações menos conhecidas da infecção pelo HPV

 

O Papilomavírus Humano (HPV) é a Infecção Sexualmente Transmissível (IST) mais comum do mundo. Cerca de 8 em cada 10 pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus em algum momento da vida. A transmissão acontece principalmente por contato direto entre pele ou mucosas, não apenas durante a relação sexual com penetração, o que inclui a possibilidade de autocontaminação. 

A ginecologista Dra. Márcia Fuzaro Terra Cardial, presidente da ABPTGIC (Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia), relata que ainda existe muita desinformação sobre os reais riscos do HPV. 

“Existe uma ideia limitada de que o HPV está relacionado apenas ao colo do útero. Mas a infecção pode afetar homens e mulheres, com consequências sérias em diferentes partes do corpo. Por isso, o cuidado precisa ser mais abrangente”, afirma a especialista. 

Muitas vezes, o vírus permanece de forma silenciosa no organismo, sem causar sintomas imediatos, até evoluir para lesões mais graves. “É essencial manter o acompanhamento ginecológico em dia, realizar exames preventivos e considerar a vacinação como estratégia de proteção”, reforça. 

Além do câncer de colo do útero, outros problemas de saúde associados ao HPV incluem:

 

Câncer de ânus – Com aumento de casos, especialmente entre homens que fazem sexo com homens e pessoas imunossuprimidas e as que tem HPV em outras áreas do organismo .

 

Câncer de orofaringe – Afeta boca e garganta, geralmente relacionado ao sexo oral sem proteção.

 

Câncer de vulva e vagina – Mais raros, mas relacionados a infecções persistentes por tipos de HPV de alto risco.

 

Verrugas genitais – Lesões visíveis, desconfortáveis altamente transmissível e recorrentes.

 

Lesões subclínicas – Não visíveis a olho nu, silenciosas, com potencial para se tornarem câncer.

Diagnóstico é feito pelo exame ginecológico e colposcopia.

 

Lesões pré-cancerosas provocadas pelo HPV geralmente são detectadas em exames de rastreamento e tratadas antes de se tornarem malignas. A transmissão do vírus ocorre por contato direto com pele ou mucosa infectada, não necessariamente pela relação ou penetração. 

 

“Em pessoas com imunidade comprometida, como pacientes com HIV ou transplantados, o risco de complicações é ainda maior, pois o organismo tem mais dificuldade para eliminar o vírus”, destaca a Dra. Márcia.

A especialista reforça ainda que a vacinação contra o HPV é a principal forma de prevenção. A vacina quadrivalente, que protege até quatro tipos de HPV, está disponível gratuitamente pelo SUS, já na rede privada, é possível tomar a vacina nonavalente, que protege até nove tipos de vírus. A imunização é indicada não somente para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, mas para pessoas adultas até 45 anos.    

Embora o Papanicolau continue sendo uma ferramenta essencial, ele não detecta todas as lesões causadas pelo HPV. Por isso, exames complementares, como teste HPV, colposcopia e biópsia, são fundamentais para um diagnóstico precoce. 

“Falar sobre HPV é falar de prevenção, autocuidado e saúde sexual responsável. Quanto mais cedo a pessoa buscar orientação médica, mais chance de evitar complicações. É um compromisso com o próprio corpo e com o outro”, finaliza a especialista.

 

Dra. Marcia Fuzaro Terra Cardial - ginecologista, possui Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC (1986), Mestre em Medicina, Área de Concentração em Tocoginecologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2001) e Doutorado em Medicina, Área de Concentração em Tocoginecologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (2008). Atualmente é Professora Assistente da Faculdade de Medicina do ABC. Professora Doutora da disciplina de ginecologia da FMACBC, CHEFE DO SETOR DE PTGI e colposcopia. Presidente Eleita da ABPTGIC e membro da CNE PTGI Febrasgo


Clínica Terra Cardial
@clinicaterracardial


Psyllium: descubra o "Ozempic natural" fibra poderosa que atua no emagrecimento sustentável

Nutricionista do CEUB revela os segredos do suplemento que controla o apetite, a glicemia e reduz o colesterol ruim

 

Em tempos de dietas milagrosas, promessas vazias e canetas emagrecedoras potentes, um “segredo” natural que está conquistando espaço nas prateleiras e nas conversas de quem busca mais saúde e menos peso: o psyllium. Sem sabor, sem cheiro e fácil de incluir na rotina, a fibra virou a solução para quem tem problemas intestinais ou deseja aumentar a saciedade. Proveniente da semente da plantago ovata, a fibra se transforma em gel no trato digestivo. Dayanne Maynnard, professora de Nutrição do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica como o composto age no organismo e cuidados para quem pretende incluí-lo no dia a dia. 

“Quando o psyllium entra em contato com a água, ele vira um gel bem espesso, que incha no estômago”, conta Dayanne. Esse gel é como um “guarda-chuva” que atrasa a digestão, o que, na prática, significa mais tempo de saciedade e menos vontade de beliscar fora de hora. Resultado? Menos caloria no prato e mais leveza na balança". Os benefícios não param por aí, o gel também ajuda na formação do bolo fecal e faz com que o intestino funcione de forma regulada. 

A fibra ainda possui probióticos, que auxiliam na saúde intestinal: “O psyllium propicia a ação das bactérias do bem que moram no nosso intestino e fortalecem a imunidade”. Sobre a perda de peso, a docente do CEUB afirma que o psyllium pode ser um aliado, mas que ele sozinho não opera milagre. “Ao prolongar a saciedade, a fibra naturalmente faz com que a pessoa coma menos. Como ela reduz a retenção de líquidos, é mais rápido ver o resultado no espelho”, diz Dayanne. 

Outro benefício é o controle da glicose. Segundo a especialista, o gel dificulta a absorção rápida do açúcar, evitando os picos glicêmicos, sobretudo para quem tem diabetes tipo 2. De bônus, Dayanne explica que o psyllium ajuda a baixar o temido colesterol ruim, o LDL. “Ele reduz a absorção de gordura no intestino, o que é ótimo para prevenir doenças do coração. É como se ele fizesse uma faxina nas artérias, limpando o caminho e diminuindo o risco de infarto” explica a nutricionista do CEUB.
 

Consuma e beba água

Para começar a consumir a fibra e se beneficiar de suas propriedades, o segredo está na dose certa e no cuidado com o corpo. A quantidade varia por pessoa, mas costuma ficar entre 5 e 30 gramas por dia, divididas em até três vezes. “Quem quer controlar o peso pode começar com 10 gramas antes das principais refeições. A regra de ouro: água, água e mais água! O psyllium suga líquido feito esponja. Se a pessoa não beber bastante água junto, pode ter o efeito contrário: constipação, cólica e até risco de obstrução”, alerta. 

Todo mundo pode fazer uso da fibra? A resposta é “depende”. Quem tem doenças inflamatórias no intestino, como Crohn ou colite ulcerativa, e crianças muito pequenas, com dificuldade para engolir ou alergia, não devem consumir o suplemento. “Converse com um profissional de saúde para fazer o uso adequado do suplemento alimentar. Se usado com inteligência e responsabilidade, o psyllium pode ser um grande aliado na busca por uma vida mais leve, equilibrada e cheia de saúde”, completa Dayanne Maynnard.
 

ANS abre Consulta Pública para avaliar inclusão de tratamento para pacientes com lúpus eritematoso sistêmico (LES)

 

Iniciativa busca ampliar o acesso a opções de tratamento para doença autoimune, crônica e multissistêmica1-3; Contribuições podem ser enviadas até 29 de julho de 2025 

 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela regulamentação do sistema privado de saúde, abriu uma consulta pública7 para avaliar a possível incorporação de uma nova alternativa terapêutica para pacientes adultos (acima de 18 anos) com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e refratários às terapias convencionais à lista de coberturas obrigatórias dos planos de saúde. A iniciativa busca ampliar o acesso a opções de tratamento para essa doença autoimune, crônica, multissistêmica, que afeta majoritariamente mulheres jovens e pode comprometer articulações, pele, rins, pulmões, coração e cérebro1-3. 

De difícil diagnóstico e com evolução imprevisível, o LES se manifesta por meio de sintomas como fadiga intensa, dores articulares, lesões cutâneas em formato de "asa de borboleta" no rosto, febre, perda de peso, queda de cabelo e alterações nos rins e no sistema nervoso central4,5. 

Um estudo recente conduzido com pacientes brasileiros diagnosticados com lúpus eritematoso sistêmico identificou que 92,5% das pessoas com a doença são mulheres, com média de idade de 41,9 anos. Ainda segundo os dados, 33,3% se aposentaram de forma compulsória devido às limitações causadas pela doença8,9. 

“Os sintomas do lúpus variam muito de pessoa para pessoa, mas costumam impactar profundamente o cotidiano dos pacientes, principalmente nos períodos em que a doença está mais ativa”, afirma o médico reumatologista Dr. Odirlei André Monticielo, professor associado do Departamento de Medicina Interna da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e coordenador da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia. “O impacto emocional também é grande, mas com acompanhamento médico, tratamento adequado e cuidado com o estilo de vida, é possível manter a doença sob controle e ter qualidade de vida”. 

O diagnóstico é feito com base em uma combinação de critérios clínicos, exame físico e laboratoriais, e o tratamento geralmente inclui medicamentos como antimaláricos, corticoides e imunossupressores, com o objetivo de controlar a inflamação e evitar os chamados flares – momentos de reativação da doença que agravam os sintomas e comprometem a qualidade de vida dos pacientes4-6. 

Com flutuações de atividade e risco de danos permanentes e irreversíveis aos órgãos5 – que acometem cerca de 50% dos pacientes em até 5 anos após o diagnóstico5, o LES exige um cuidado contínuo e personalizado, que equilibre a supressão da atividade imunológica com os potenciais efeitos colaterais dos medicamentos4-6. Nesse cenário, a avaliação da ANS para incorporação de um medicamento imunobiológico alvo específico representa um avanço ao considerar a ampliação das opções terapêuticas disponíveis para pacientes que não respondem adequadamente aos tratamentos convencionais. 

“Há pacientes que continuam com sintomas ativos e dificuldades para alcançar o controle adequado da doença. Nesses casos, novas opções terapêuticas se tornam fundamentais para melhorar a qualidade de vida. Elas podem ajudar a estabilizar o quadro, proteger órgãos vitais e permitir uma vida mais estável e produtiva”, explica o Dr. Monticielo.

 

Por que participar da Consulta Pública? 

A incorporação de um novo medicamento no rol da ANS pode representar um avanço no cuidado de pacientes adultos com sintomas persistentes, que já passaram por diversas linhas de tratamento e enfrentam grande impacto físico e emocional. 

“A Consulta Pública é uma rara oportunidade para que todos possam contribuir com o processo de decisão. Relatar as dificuldades vividas, as limitações dos tratamentos atuais e a relevância de novas alternativas pode fazer a diferença. Quanto maior a mobilização, mais representativa será a decisão para quem convive com a doença todos os dias”, conclui o especialista. 

Profissionais de saúde, pacientes, familiares e a população em geral podem enviar contribuições à consulta pública n° 1587, que ficará aberta até 29 de julho de 2025. Para participar e saber mais informações, é necessário acessar Link.

 

Como participar? 

Participar é simples e pode fazer a diferença. Saiba como contribuir:

  1. Acesse o site: Link.
  2. Leia o relatório COSAÚDE e documentos de apoio da UAT 163: entenda os critérios e evidências científicas de Belimumabe avaliadas.
  3. Envie sua opinião: Clique em "Consulta pública nº 158 - Contribua agora", insira seus dados e tipo de contribuinte. Selecione a 1ª recomendação preliminar sobre tratamento para lúpus, inclua sua opinião e justificativa. Em seguida clique em "Incluir contribuição" e por fim em "Enviar contribuições".


GSK
www.gsk.com.br



Referências

1 – Bertsias, G. et al. EULAR textbook on rheumatic diseases. 2012. pp. 476–505;
2 - ACR Ad hoc Committee on SLE Guidelines. Arthritis Rheum. 1999;42:1785–1796;
3 – Wallace, DJ. et al. Dubois' Lupus Erythematosus. 8th ed. Philadelphia, PA: Lippincott Williams and Wilkins; 2007;
4 – Petri, M. et al. Predictors of organ damage in systemic lupus erythematosus: the Hopkins Lupus Cohort. Arthritis Rheum, 64:4021–4028, 2012;
5 - van Vollenhoven, R. et al. Belimumab in the treatment of systemic lupus erythematosus: high disease activity predictors of response. Ann Rheum Dis, 71:1343–1349, 2012;
6 – Doria, A. et al. Optimizing outcome in SLE: treating-to-target and definition of treatment goals. Autoimmun Rev, 13:770–777, 2014;
7 - ANS.GOV.BR. Consulta Pública n° 158 - Tem como objetivo receber contribuições relacionadas às propostas de atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Disponível em: Link. Acesso em julho de 2025;

8 – Mendes de abreu, m. et al. Characterization of the patterns of care, access and direct costs of systemic lupus erythematosus in brazil: findings from the macunaíma study. Arthritis rheumatol, 73 (suppl 10), 2021;

9 – Abreu, M. et al. POS1430 Epidemiology of lupus nephritis in brazil: findings from the macunaíma study - a nationwide multicentric study. Annals of the rheumatic diseases, 80:999, 2021.



Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

Campanha educativa da GSK sobre riscos dos vírus respiratórios no inverno é veiculada no portal Climatempo

Ação em formato de branded content conta com vídeos e banners destacando como as condições climáticas da estação propagam o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e medidas para evitar complicações à saúde

 

Com a chegada do inverno e de fatores que criam condições para a circulação de vírus respiratórios, como as baixas temperaturas, grande amplitude térmica, aumento da poluição atmosférica, baixos índices de umidade relativa do ar e alguns episódios de chuva, a GSK, referência global em saúde, acaba de iniciar uma campanha educativa no portal da Climatempo, a maior empresa de consultoria meteorológica e previsão do tempo do Brasil e da América Latina, para alertar a população sobre os riscos do VSR (Vírus Sincicial Respiratório) durante a estação. 

O conteúdo, veiculado na página da Climatempo em formato de branded content, destaca como as condições climáticas do inverno criam um ambiente propício para a propagação de vírus respiratórios como o VSR, e sugere medidas preventivas que devem ser tomadas para evitar complicações. Embora mais conhecido por afetar bebês, o VSR representa sérios riscos à população idosa, especialmente àqueles com doenças crônicas como diabetes, asma, DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) e insuficiência cardíaca. 

“Estamos unindo a expertise da marca GSK em Saúde com a grande audiência do portal da Climatempo, que recebe cerca de 2 milhões de usuários por dia interessados em saber a previsão do tempo, para realizar uma campanha educativa de alerta sobre os riscos no inverno das doenças respiratórias causadas por vírus como o VSR”, explica Eduardo Favassa, executivo da área comercial da Climatempo e especialista em Publicidade Digital & Mídia Programática. 

No branded content, haverá um link de encaminhamento para a página do portal da GSK que integra a campanha educativa e traz detalhes do VSR, responsável pela bronquiolite nas crianças e que pode causar pneumonia nos idosos. Além desse link, o conteúdo de marca terá vídeos sobre o tema e banners da campanha. 

A cada ano o VSR causa pelo menos 5,2 milhões de casos de infecções respiratórias agudas em pessoas com mais de 60 anos ou mais em países da Europa, nos Estados Unidos, Canadá, Japão e Coréia do Sul. No Brasil, um em cada cinco pacientes com 60 anos ou mais hospitalizados com VSR pode ir a óbito, segundo estudo publicado na página de encaminhamento da GSK com dados referentes a 2022. 

A campanha no portal Climatempo será veiculada nacionalmente em praças em que o inverno terá meses mais secos e frios, como São Paulo. Para a capital paulista, por exemplo, a climatologia indica agosto como o mês mais seco, e julho, o mais frio, com as manhãs mais geladas. Dados da estação do Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, mostram que a precipitação acumulada será de 32,3 milímetros em agosto e a temperatura mínima média de 12.8°C em julho. Nos meses de verão, em termos de comparação, a chuva ultrapassa os 230 milímetros e a temperatura mínima média oscila entre 18°C e 20°C, segundo o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia). 

Ondas de frio são mais frequentes em junho, julho e agosto, bem como manhãs e noites muito frias intercaladas com tardes secas, mais quentes e ensolaradas. Essa amplitude térmica no mesmo dia expõe mais a população às rápidas mudanças do tempo e aos mais diferentes ambientes. Locais mais quentes e fechados, sem ventilação adequada, são favoráveis para a circulação de vírus e bactérias que causam doenças respiratórias, sendo fundamental redobrar os cuidados nessa época do ano.

 

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