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sexta-feira, 16 de maio de 2025

Campanha reforça proteção de crianças e adolescentes contra a violência

Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul apresenta ação educativa sobre escuta protegida e atendimento seguro durante Congresso de Atualização em Pediatria

 

Durante o Congresso Gaúcho de Atualização em Pediatria, que iniciou nesta quinta-feira (15/05) e prossegue até sábado (17/05), no Centro de Convenções BarraShoppingSul, em Porto Alegre, a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS) apresenta uma importante campanha institucional de conscientização e orientação sobre o enfrentamento da violência contra crianças e adolescentes. A ação destaca a Lei Nº 13.431/2017, que estabelece diretrizes para a escuta protegida, e orienta profissionais da saúde e da educação sobre como agir corretamente diante de sinais de violência física, sexual ou psicológica. 

A iniciativa conta com o apoio de diversas entidades e reforça a importância da atuação em rede, com canais oficiais para denúncias como o Disque 100 (violência contra crianças e adolescentes) e o Disque 180 (violência contra mulheres e meninas), além de contatos de órgãos como o Ministério Público, Defensoria Pública e Conselhos Tutelares.

Também são fornecidas orientações específicas para casos sensíveis, como o atendimento de meninas grávidas com menos de 14 anos, com ênfase no acolhimento, notificação e garantia de direitos, sem julgamentos ou imposição de valores pessoais. A campanha informa os contatos dos Centros de Referência de Atendimento Infantojuvenil (CRAIs) em diversas cidades do Rio Grande do Sul, fortalecendo a rede de proteção. 

A iniciativa é integrada por Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS), Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (CREMERS), Associação de Obstetrícia e Ginecologia do RS  (SOGIRGS), Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (CEEVSCA/RS), Centro de Referência em Atendimento Infantojuvenil (CRAI) e CEGC RS (Comitê Estadual de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção Social das Crianças e Adolescentes Vítimas ou Testemunhas de Violência).

 

Como agir diante do relato de violência feito por criança ou adolescente

 

Acolha com cuidado e escuta ativa

Mantenha a calma e escute com atenção.

Não pressione, interrompa ou questione em excesso.

Registre o relato com as palavras da criança ou adolescente.

Evite reações que provoquem culpa ou medo.

Não faça julgamentos.

 

Encaminhe com responsabilidade

Avise um familiar de confiança da criança ou adolescente sobre os fatos.

Oriente o familiar a registrar um Boletim de Ocorrência Policial.

Comunique imediatamente ao Conselho Tutelar ou à autoridade policial.

Notifique na Ficha de Notificação de Violência Interpessoal/Autoprovocada (SINAN) – em até 24h, no caso de violência sexual.

Solicite exames laboratoriais: IST/HIV e Beta-HCG.

Mantenha o acompanhamento em saúde ou encaminhe para o/a pediatra de referência.

Entre em contato com o CRAI – Centro de Referência ao Atendimento Infanto juvenil de referência mais próximo.

 

Orientações em casos de atendimento a meninas grávidas com menos de 14 anos

O que fazer:

    • Encaminhar ao CRAI de referência

    • Notificar no SINAN

    • Comunicar o Conselho Tutelar ou autoridade policial

O que não fazer:

    • Duvidar da vítima

    • Encaminhar diretamente ao pré-natal sem informar os direitos

    • Omitir o direito ao aborto legal

    • Basear a conduta em valores pessoais

    • Julgar ou impor decisões

 

Denúncias

 

(Gratuitas e anônimas)

Disque 100: Vítima ou testemunha de violência física ou sexual.

Disque 180: Violência psicológica, física ou sexual contra mulheres e meninas.

Disque 100/180 no WhatsApp: (61) 99655008 ou baixe o aplicativo “Direitos Humanos Brasil”

Polícia Civil/RS 0800-6426400: Para qualquer tipo de violência.

194: Polícia Federal.

191: Polícia Rodoviária Federal.

 

Contatos dos CRAIs no RS

 

Porto Alegre

HMI Presidente Vargas

(51) 3289 3058

crai@hmipv.prefpoa.com.br

 

Canoas – HU Canoas

(51) 3478 8258

crai@hucanoas.com

 

Caxias do Sul – Hospital Geral (UCS)

(54) 3218-7200 | crai-hg@ucs.br

 

Pelotas – UPA Areal

(53) 3199-8769 | craipelotas@gmail.com

 

Rio Grande – HU Dr. Miguel Riet

(53) 3233-0365 | crai.hufurg@ebserh.gov.br

 

Bento Gonçalves

(54) 3771-1045 | crai@bentogoncalves.rs.gov.br

 

Santa Maria – HU Santa Maria

(55) 3213-1875 | craihusm.santamaria@gmail.com

 

Marcelo Matusiak

 

Mounjaro chega ao Brasil com promessa de resultados superiores ao Ozempic

Especialista explica as diferenças e a importância do uso consciente com acompanhamento médico

 

A venda do Mounjaro no Brasil está programada para começar em poucos dias e, com isso, cresce a curiosidade: o que ele tem de diferente do Ozempic, medicamento que já é comercializado e amplamente utilizado no país?

A busca por alternativas eficazes no tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 aumentou consideravelmente nos últimos anos, o que impulsionou a popularidade de medicamentos como Ozempic e, agora, Mounjaro. Ambos compartilham o objetivo de controlar os níveis de glicose no sangue e auxiliar na perda de peso, mas apresentam diferenças importantes em sua composição e forma de atuação no organismo.

Os dois medicamentos pertencem à classe dos agonistas do GLP-1, hormônio responsável por regular o apetite, retardar o esvaziamento gástrico e controlar os níveis de glicose. O Ozempic, que tem como princípio ativo a semaglutida, atua exclusivamente nos receptores de GLP-1. Esse mecanismo proporciona aumento da saciedade, redução do apetite e melhora do controle glicêmico.

Já o Mounjaro, à base de tirzepatida, é considerado mais avançado por atuar de forma dupla, tanto nos receptores de GLP-1 quanto nos de GIP, outro hormônio importante que estimula a liberação de insulina pelo pâncreas, ajudando a controlar os níveis de açúcar no sangue. Essa combinação amplia o efeito metabólico e permite uma resposta mais significativa no controle do peso corporal e da glicemia. 

Estudos clínicos demonstraram que a tirzepatida promoveu uma maior perda de peso e reduções mais acentuadas da hemoglobina glicada em comparação à semaglutida.

Para o Dr. Annibal Barros Junior, cardiologista e especialista em nutrologia com foco em emagrecimento, a escolha do medicamento não deve ser feita de forma aleatória ou apenas com base em promessas de emagrecimento rápido. “Tanto o Mounjaro quanto o Ozempic são ferramentas importantes no arsenal contra a obesidade e o diabetes tipo 2, mas é fundamental lembrar que nenhum medicamento faz milagre, o paciente precisa seguir um plano de vida saudável, acompanhado por especialistas”, orienta o médico.

Segundo Annibal, os dois medicamentos representam grandes avanços na medicina metabólica. “Tanto o Mounjaro quanto o Ozempic são ferramentas importantes no arsenal contra a obesidade e o diabetes tipo 2. Eles ajudam a regular a fome, a melhorar a sensibilidade à insulina e a controlar os níveis de glicose no sangue. Mas é fundamental lembrar que o tratamento deve sempre considerar o histórico e o perfil de cada paciente”, destaca o médico.

O especialista reforça que, apesar dos benefícios, a automedicação deve ser evitada. “Esses medicamentos foram desenvolvidos para tratar condições crônicas. O uso indiscriminado, sem avaliação médica, pode causar efeitos adversos sérios e mascarar problemas de saúde que exigem atenção”, alerta.

É importante lembrar que nenhuma medicação age exclusivamente sozinha e substitui hábitos saudáveis. “A base de qualquer tratamento eficaz continua sendo a alimentação equilibrada, a prática de exercícios e o sono de qualidade. A medicação pode ser uma aliada, mas nunca deve ser encarada como única solução”, pontua Dr. Annibal.

A chegada da tirzepatida ao Brasil representa mais uma opção terapêutica de alto impacto, especialmente para pacientes que enfrentam dificuldades com a perda de peso e o controle da glicemia, oferecendo novas perspectivas na abordagem de doenças crônicas que crescem em ritmo acelerado no país.

“Mounjaro e Ozempic, não existe uma única resposta sobre qual é o medicamento ideal. A decisão deve considerar fatores clínicos, histórico do paciente, acessibilidade e tolerância aos efeitos adversos. O mais importante é que o medicamento precisa ser prescrito com a supervisão de um médico para definir a abordagem mais segura e eficaz”, finaliza o especialista.

 

Dr. Annibal Barros Junior - cardiologista e especialista em nutrologia, com foco especial em emagrecimento, bem-estar e saúde cardiovascular. Ele está disponível para entrevistas sobre os performance e exercícios físicos, alimentação e nutrição, e suplementação.
https://www.instagram.com/dr.annibal/


Doença Celíaca: sintomas vão além do intestino e dificultam diagnóstico


 

Enxaquecas frequentes, infertilidade e até depressão podem estar ligados à doença celíaca.

 

A doença celíaca, tradicionalmente associada a sintomas gastrointestinais como diarreia e dor abdominal, pode se manifestar de formas menos óbvias, como fadiga crônica, aftas recorrentes, osteoporose precoce, alterações de humor e problemas de pele. Esses sinais atípicos contribuem para que o diagnóstico da condição demore até 13 anos após o início dos sintomas, segundo estudos internacionais1,2.

O alerta ganha ainda mais relevância neste mês, quando se celebra o Maio Celíaco — um mês dedicado à conscientização sobre os desafios do diagnóstico e o impacto dessa condição na qualidade de vida dos pacientes.

A doença é caracterizada por uma reação autoimune ao glúten — proteína presente no trigo, centeio e cevada —, faz com que o sistema imunológico ataque o intestino delgado, prejudicando a absorção de nutrientes. A longo prazo, isso compromete a qualidade de vida do paciente, já que sintomas como diarreia crônica, distensão abdominal, perda de peso, fadiga e anemia são comuns.

O Brasil ainda carece de estudos nacionais abrangentes sobre a prevalência da doença. Com base em estimativas europeias, calcula-se que aproximadamente 1,5 milhão de brasileiros possam ser afetados pela enfermidade³. No entanto, entre 75% e 90% dos casos permanecem sem diagnóstico, devido à variedade de manifestações clínicas e à inconsistência nos critérios diagnósticos⁴.

Para um diagnóstico preciso, além da análise da história clínica do paciente, é essencial que o médico solicite exames laboratoriais específicos que detectem anticorpos relacionados à doença. A Thermo Fisher Scientific oferece um portfólio abrangente de testes laboratoriais com alta sensibilidade e especificidade — em alguns casos, com especificidade de até 100%, auxiliando na identificação correta da condição.

“Além de contribuir para diagnósticos mais precoces e assertivos, os exames laboratoriais ajudam a direcionar melhor a conduta médica, sobretudo em pacientes com sintomas atípicos — e, em alguns casos, podem até mesmo reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos”, destaca Aline Oliveira, farmacêutica e gerente de Produtos de Autoimunidade da Thermo Fisher Scientific.

O médico gastroenterologista é o profissional que geralmente acompanha o paciente desde os primeiros sintomas até a confirmação diagnóstica e o tratamento. Como não existe cura para a doença celíaca, a principal conduta envolve a exclusão total do glúten da alimentação — um desafio que impacta diretamente a qualidade de vida e a inclusão social dos pacientes.

Para oferecer acolhimento e informação aos pacientes e promover educação de profissionais de saúde em torno do cuidado celíaco no Brasil, foi criado o Instituto Brasileiro de Estudos da Doença Celíaca (IBREDOC), que terá seu lançamento simbólico no dia 16 de maio, quando se celebra o Dia Mundial da Doença Celíaca. “O grande desafio da doença celíaca é fechar o diagnóstico de forma precoce e com precisão. Sabemos que o paciente sofre muito com a demora dessa investigação, que pode chegar até 13 anos devido aos sintomas atípicos. Entender os sinais que podem não estar diretamente ligados e ter um teste que direcione o médico a sugerir o diagnóstico de doença celíaca, ajuda o paciente a melhorar sua qualidade de vida mais rapidamente”, explica Danielle Kiatkoski, médica gastroenterologista e diretora do IBREDOC

Os testes oferecidos pela Thermo Fisher Scientific analisam a presença de anticorpos específicos relacionados à resposta imunológica ao glúten*, sendo ferramentas essenciais no apoio ao diagnóstico da doença celíaca. Testes como o de anti-transglutaminase, considerado o mais sensível e específico, e o de anti-gliadina deamidada, útil principalmente em crianças ou em pacientes com deficiência de IgA, estão disponíveis em laboratórios de todo o país e devem ser solicitados por um profissional de saúde, que irá interpretar os resultados em conjunto com a avaliação clínica do paciente.

 


Referências 

 

*A utilização desses produtos para fins de diagnóstico é de inteira responsabilidade do serviço de saúde que deverá atender aos requisitos contidos na RDC 786/2023 da ANVISA, Subseção I, Artigos 129 a 135. 

A Thermo Fisher Scientific

 

Levantamento genético aponta risco elevado de doença celíaca no Sudeste e Sul do Brasil

Pesquisa recente de Genera revelou quais regiões brasileiras possuem os índices mais altos de predisposição genética à doença celíaca


A doença celíaca afeta entre 0,7% e 2,9% da população no mundo, com maior frequência em mulheres e em grupos de risco bem definidos, como parentes de pessoas com a condição ou comorbidades autoimunes, segundo artigo publicado no Science Direct1. Estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros sejam afetados2. Para saber mais sobre as origens da doença, Genera, o primeiro laboratório brasileiro especializado em genômica pessoal, analisou o perfil do DNA de mais de 120 mil brasileiros e descobriu que maior predisposição a doença celíaca no país acontece no Sudeste e no Sul, seguidos pela região Norte.

Segundo o levantamento, no Sul, 19,20% dos analisados estão no estrato "Alto" de risco, o maior índice entre todas as regiões. No Sudeste, esse percentual é de 18,10%, enquanto o Norte conta com um valor similar, de 19,38%, ainda que com uma amostra menor de indivíduos analisados (2.570).

Outro dado relevante é que o estrato "Médio" de risco domina em todas as regiões do país, com percentuais próximos, como observado no Nordeste (61,93%) e no Centro-Oeste (60,14%), destacando um cenário em que a predisposição genética elevada para a doença celíaca é prevalente em âmbito nacional.

“Cerca de 19% da predisposição à doença celíaca pode ser atribuída a variantes genéticas conhecidas e analisadas no teste. O restante do risco ainda envolve fatores que vão desde outros aspectos genômicos ainda não totalmente compreendidos, além das influências ambientais e hábitos alimentares." Afirma Ricardo Di Lazzaro, médico e doutor em genética pela USP, cofundador de Genera e responsável pela vertical de genômica pessoal de Dasa Genômica.


Entendendo a Doença Celíaca

Trata-se de uma doença autoimune na qual o sistema imunológico reage ao glúten, uma proteína encontrada no trigo, na cevada e no centeio. “A aveia, apesar de não conter glúten em sua composição, também pode ser contaminada por este componente em seu processo produtivo”, diz o gastroenterologista, Decio Chinzon, do Delboni e Salomão Zoppi, marcas de medicina diagnóstica da Dasa. A reação imunológica ao glúten é mais comum em países ocidentais e pode se manifestar em qualquer idade, especialmente em jovens e crianças entre seis meses e cinco anos. 

Essa reação causa danos no revestimento do intestino delgado, o que pode causar diarreia, dores abdominais, inchaço, perda de peso e fadiga.  “Por ser uma doença autoimune, não tem cura, mas pode ter controle com o acompanhamento adequado. Por isso, o celíaco precisa ser diagnosticado o quanto antes para começar a ter uma dieta adequada, evitar os sintomas desagradáveis e ter mais qualidade de vida”, completa.

A doença celíaca afeta diferentes partes do corpo, com manifestações também na pele, por meio de erupções cutâneas em joelhos, cotovelos, costas e nádegas. Também é comum que surjam urticárias; eczema, condição que causa coceira, inflamação e ressecamento da pele; e bolhas nas mãos e nos pés.  Além das manifestações cutâneas, por ser uma doença autoimune, pode estar associada ao diabetes tipo I e a tireoidite de Hashimoto.


Como diagnosticar a doença

O diagnóstico de doença celíaca começa com a identificação dos sintomas relatados ao médico, que pode suspeitar da condição e investigar o histórico familiar. Para confirmar essa suspeita, são realizados exames como o de sangue, que detecta anticorpos específicos indicando a condição.

Se os resultados do sangue forem sugestivos, um gastroenterologista clínico poderá solicitar uma endoscopia digestiva alta com biópsias do duodeno. Esse procedimento é crucial para a confirmação do diagnóstico, pois a análise do tecido do intestino delgado realizada por um patologista descarta outras condições e confirma a presença da doença.

Caso os exames e a biópsia não confirmem a doença celíaca, suspeitas como a hipersensibilidade não celíaca ao glúten, que causa sintomas após o consumo de alimentos com a proteína, podem ser levantadas. 

Nesse contexto, a análise genética surge como uma ferramenta estratégica para um cuidado mais personalizado. Com ela, é possível identificar a predisposição para a doença e adotar medidas preventivas, como acompanhamento nutricional e, se necessário, uma redução do glúten antes do aparecimento de sintomas. "Conhecer o risco precocemente pode melhorar significativamente o prognóstico e a qualidade de vida”, finaliza Ricardo Di Lazzaro.

 

A dor silenciosa das mulheres brasileiras: mais remédios, mais pressão e menos acolhimento

Mulheres lideram o consumo de medicamentos para saúde mental no Brasil e especialistas reforçam importância do acolhimento em planos de saúde e seguros

 

Dados recentes apontam que as mulheres são as maiores consumidoras de medicamentos relacionados à saúde mental no Brasil. Segundo um levantamento da IQVIA, consultoria especializada no setor farmacêutico, antidepressivos, ansiolíticos e estabilizadores de humor têm tido crescimento expressivo nos últimos anos – e mais de 60% dos consumidores desses medicamentos são do sexo feminino. 

A realidade reflete um cenário de carga emocional acentuada, múltiplas jornadas e maior predisposição ao diagnóstico e ao cuidado, especialmente após a pandemia. Com isso, o debate sobre a importância da cobertura em saúde mental nos planos de saúde e a proteção oferecida por seguros voltados ao bem-estar ganha ainda mais relevância. 

Para o corretor de seguros, este é um alerta importante. A busca por planos com ampla cobertura em terapias, psiquiatria e suporte emocional se tornou prioridade para muitas mulheres, inclusive nas decisões familiares de contratação ou troca de operadoras. 

“Como corretor, vejo que as mulheres são decisoras na maioria dos contratos que assessoramos. É essencial tratarmos temas como saúde mental com mais seriedade e menos tabu — sem necessariamente tomar partido, mas oferecendo as melhores soluções de acordo com o perfil e a necessidade de cada cliente.” — comenta Leandro Giroldo, especialista em saúde suplementar e CEO da Lemmo Corretora. 

O tema também impacta diretamente a forma como o corretor atua: é preciso estar atualizado sobre a inclusão das terapias no rol da ANS, os limites de cobertura, carência e rede especializada, além de saber comunicar isso de maneira empática e responsável. 

Além disso, as corretoras que trabalham com planos corporativos devem estar atentas ao crescimento da demanda por políticas de saúde mental dentro das empresas, como parte de benefícios estratégicos para retenção e bem-estar de colaboradoras.


Pressão alta pode impactar a sua saúde bucal: você sabe quais são os sintomas?

A hipertensão arterial, conhecida como "assassina silenciosa", afeta milhões de brasileiros e pode trazer consequências além do sistema cardiovascular. Estudos recentes apontam uma relação direta entre a pressão alta e a saúde bucal, especialmente no que diz respeito às doenças periodontais. Segundo dados do Vigitel 2019, mais de 38 milhões de brasileiros são hipertensos. Pesquisas indicam que indivíduos com periodontite têm até 49% mais chances de desenvolver hipertensão arterial.


Além disso, a presença de doenças periodontais pode dificultar o controle da pressão arterial. Pacientes com gengivas saudáveis respondem melhor aos medicamentos para hipertensão, apresentando uma pressão sistólica em média 3 mmHg menor do que aqueles com periodontite.

Dr. Paulo Augusto Tomoiti Yanase, dentista da Oral Sin, maior rede de clínicas de implante dentário do país, destaca: “A saúde bucal está intimamente ligada ao bem-estar geral do paciente. A inflamação causada por doenças periodontais pode contribuir para o aumento da pressão arterial, tornando essencial o acompanhamento odontológico regular, especialmente para hipertensos.”Os sintomas a serem observados em pacientes com essa condição, são: gengivas inchadas, vermelhas ou que sangram facilmente, mau hálito persistente; mobilidade dentária; sensibilidade ou dor ao mastigar.

Para quem convive com a hipertensão, alguns cuidados simples e consistentes podem fazer toda a diferença na saúde bucal. Veja abaixo orientações validadas pelo dentista Dr. Paulo Augusto Tomoiti Yanase :

  1. Mantenha uma rotina rigorosa de higiene bucal:
    Escove os dentes ao menos três vezes ao dia com creme dental com flúor, use o fio dental diariamente e enxaguante bucal sem álcool, que ajuda a combater bactérias sem causar ressecamento da mucosa.“A higiene bucal eficiente reduz a inflamação das gengivas e, consequentemente, o risco de alterações sistêmicas, como o agravamento da pressão arterial”, reforça Yanase.
     
  2. Realize visitas regulares ao dentista:
    O ideal é visitar o dentista a cada seis meses, mas hipertensos podem precisar de um acompanhamento mais próximo, principalmente se já apresentarem sinais de periodontite ou usam medicamentos que afetam a boca.
     
  3. Controle os fatores inflamatórios do corpo:
    Manter a pressão arterial sob controle também ajuda a evitar inflamações crônicas que afetam as gengivas. Alimente-se bem, com baixo consumo de sal e gordura, pratique atividades físicas regularmente e evite o tabagismo, que potencializa doenças bucais e cardiovasculares.
     
  4. Comunique seu dentista sobre os medicamentos que você toma:
    Antihipertensivos como os bloqueadores dos canais de cálcio podem causar crescimento gengival (hiperplasia gengival), dificultando a higienização e aumentando o risco de infecções. O dentista pode adaptar o tratamento ou trabalhar em conjunto com o cardiologista.
     
  5. Evite a automedicação e o estresse:
    O estresse é um gatilho tanto para a hipertensão quanto para o bruxismo e outras condições orais. Técnicas de relaxamento e acompanhamento psicológico podem ser aliados.
     
  6. Fique atento à boca seca (xerostomia):
    Alguns medicamentos anti-hipertensivos causam ressecamento da boca, o que favorece cáries e infecções. Nestes casos, o uso de saliva artificial ou mascar chicletes sem açúcar pode ajudar a estimular a produção de saliva.

“A integração entre o tratamento médico e odontológico é fundamental. O dentista pode ser um importante aliado na detecção precoce de alterações bucais ligadas à hipertensão e no ajuste do plano de cuidados do paciente”, finaliza o dentista.

TDAH: E-book gratuito ajuda professores a lidar com o tema em sala de aula

Material foi produzido pela Mind Lab e reúne dicas para identificar alunos que sofrem com o transtorno, pesquisas, referências literárias e práticas pedagógicas que auxiliam os professores no dia a dia em sala de aula
 

Condição neurológica que atinge cerca de 7,6% das crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos no Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um tema cada vez mais discutido entre especialistas e profissionais que lidam com o público mais jovem, entre eles os professores. Para auxiliá-los na identificação precoce e no manejo adequado do TDAH em sala de aula, a Mind Lab, plataforma com foco em infraestrutura social responsável pelo Programa MenteInovadora, voltado ao desenvolvimento socioemocional, lança um e-book com informações essenciais, orientações e estratégias práticas para lidar com o tema no ambiente escolar. O conteúdo pode ser acessado neste link. 

Intitulado “TDAH em sala de aula: orientações para os professores”, o material integra um conjunto de informações que facilita o dia a dia dos educadores ao reunir no mesmo documento alguns dos conhecimentos teóricos e práticas pedagógicas mais eficazes para lidar com o TDAH, com foco em uma educação totalmente inclusiva. O conteúdo explica, em detalhes, o que é a condição neurológica, a incidência no Brasil e no mundo e os impactos no desempenho escolar, nas interações sociais e na autoestima de cada criança ou adolescente sem um acompanhamento adequado. 

“O papel do professor em sala de aula vai muito além do lecionar. É importante prestar atenção nos comportamentos dos alunos, de modo a ser um agente identificador de dificuldades e obstáculos para o pleno desenvolvimento da criança, especialmente em uma fase crucial como a infância. Por isso, lançamos esse conteúdo totalmente gratuito com o único objetivo de reunir o maior número de informações capazes de auxiliar educadores de todo o Brasil a ajudar os alunos de maneira eficiente e inclusiva”, afirma Thiago Zola, Mestre em Educação e Head de Produtos da Mind Lab. 

O e-book também auxilia os professores a identificarem o TDAH na escola, com dicas sobre sinais e comportamentos comuns observados em sala de aula, que podem impactar o aprendizado individual e a dinâmica escolar, se não observado a tempo, além de estratégias para o sucesso da abordagem. O documento também uma importante divisão entre até onde vai a atuação do professor nesse tema e a importância de um diagnóstico médico. 

O conteúdo digital oferece aos professores outras dicas valiosas para lidar com os desafios em sala de aula relacionados ao tema, além de referências na literatura para aprofundar o conhecimento sobre TDAH em sala de aula e as implicações no contexto educacional, reunir e indicar sites que fornecem informações e alternativas de práticas a serem aplicadas entre turmas. 

“Nós, como educadores, temos uma missão importante e capaz de transformar vidas e futuros de milhões de pessoas. Entendo que apoiar os alunos que precisam dessa atenção é um privilégio e uma missão de vida. Esse material foi desenvolvido por uma curadoria altamente qualificada para que os colegas professores tenham em mãos ferramentas para conduzir alunos com essa condição que é cada vez mais comum nas escolas de todo o Brasil”, conclui Thiago.
 

Mind Lab

 

Regulação da cannabis medicinal ainda falha ao excluir farmácias de manipulação

 

No último mês de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu a Consulta Pública nº 1.316/2025 com o objetivo de revisar a RDC 327/2019, que regula os produtos de cannabis medicinal no Brasil. A proposta corrige uma distorção histórica: a exclusão das farmácias de manipulação do mercado canábico, impedidas tanto de manipular quanto de dispensar produtos regularizados pela própria Agência. No entanto, o texto apresentado está longe de equacionar os entraves do setor e corre o risco de perpetuar a judicialização — ou mesmo ampliá-la. 

O texto avança ao permitir que farmácias manipulem medicamentos contendo canabidiol isolado (CBD), o que representa um passo tímido diante da complexidade terapêutica dos derivados da cannabis. Ao manter a proibição de insumos como THC, óleos full spectrum ou broad spectrum — amplamente reconhecidos pelo potencial terapêutico — o texto marginaliza o setor magistral e compromete o acesso dos pacientes a terapias personalizadas. 

A própria Anvisa admite que a proposta nasce da pressão jurídica exercida pelas farmácias de manipulação. Vale lembrar que mais de 200 estabelecimentos já judicializaram a questão, com cerca de 100 decisões favoráveis apenas no estado de São Paulo. O tema aguarda julgamento no STF, com repercussão geral reconhecida. 

Enquanto isso, médicos e dentistas seguem impossibilitados de prescrever manipulados à base de cannabis. Além disso, há carência de insumos farmacêuticos ativos no país e o único disponível também foi viabilizados via decisão judicial.  A falta de produtos e de segurança jurídica inibe a prescrição e limita o potencial de um mercado que, se bem regulado, poderia atender à demanda com qualidade, capilaridade e menor custo. 

Importante destacar que o medicamento manipulado oferece vantagens evidentes: permite personalização da dosagem, diferentes formas farmacêuticas e aproveita o chamado “efeito comitiva”, em que os compostos atuam de forma sinérgica. Além disso, o Brasil conta com mais de 8 mil farmácias de manipulação, o que amplia o acesso territorial ao tratamento. 

Não há argumento técnico ou sanitário que justifique a exclusão das farmácias. Os insumos são controlados pela Portaria 344 e já estão submetidos a rigorosos sistemas de vigilância, como o SNGPC. A Anvisa, que alega dificuldade de fiscalização, ignora que essas farmácias já são inspecionadas regularmente pelas vigilâncias locais e operam sob autorizações especiais. 

Mais grave ainda é o trecho da minuta que busca limitar as condições médicas passíveis de tratamento com canabinoides, restringindo o uso de THC a doenças graves ou ameaçadoras da vida. Trata-se de uma extrapolação do poder regulamentar da agência. Regular o escopo da prescrição médica é competência dos conselhos profissionais, não da autoridade sanitária. A proposta fere o direito constitucional à saúde e impõe barreiras subjetivas ao tratamento. 

Cabe frisar que a minuta tenta coibir que médicos considerem critérios como custo e viabilidade operacional na hora da prescrição. Em um país com tamanha desigualdade no acesso à saúde, é irrealista desconsiderar o preço do medicamento como fator decisivo para adesão ao tratamento. Impor esse veto na regulamentação apenas acentua o abismo entre a terapêutica e o paciente. 

No que se refere aos produtos industrializados, a proposta amplia por mais cinco anos o prazo para que empresas convertam suas autorizações sanitárias em registros definitivos, postergando novamente a exigência de estudos clínicos robustos. Enquanto isso, produtos continuam no mercado com base em exigências atenuadas, em contraste com as regras rígidas impostas às farmácias de manipulação. 

Outro ponto preocupante é a cláusula que confere à Anvisa o poder de rever e cassar autorizações sem critérios objetivos claros. Isso fragiliza a segurança jurídica e ameaça o direito ao contraditório e à ampla defesa no âmbito administrativo. Decisões técnicas devem ser fundamentadas e transparentes — não discricionárias. 

O prazo para sugestões à consulta pública se encerra no início de junho. Ainda há tempo para que a sociedade civil, profissionais de saúde, entidades jurídicas e associações de pacientes pressionem por um texto mais equilibrado, baseado em evidências científicas e na realidade regulatória brasileira. 

A regulação da cannabis medicinal precisa garantir acesso, equidade e segurança. Limitar o protagonismo das farmácias de manipulação é desperdiçar um canal legítimo, confiável e capilarizado de fornecimento de medicamentos. A Anvisa tem a chance de corrigir esse curso, mas, para isso, precisará ir além das soluções mínimas.

 

Claudia de Lucca Mano - advogada e consultora empresarial atuando desde 1999 na área de vigilância sanitária e assuntos


Água com gás é aliada na hidratação e possível suporte para o emagrecimento?

Recentemente viralizou nas redes sociais um estudo publicado no BMJ Nutrition, Prevention & Health que sugere que a água com gás pode ajudar a reduzir os níveis de glicose no sangue e potencialmente auxiliar no processo de emagrecimento, reacendendo o debate sobre o consumo dessa bebida. Mas, afinal, a água com gás é realmente uma boa alternativa à água natural para quem busca perder peso? 

Cintya Bassi, coordenadora de nutrição do São Cristóvão Saúde, explica que, para indivíduos saudáveis, a água com gás pode sim substituir a água natural sem prejuízos à hidratação. "Ela hidrata tanto quanto a água sem gás e não contém açúcar, calorias ou aditivos", explica. 

Embora não haja evidências de que a água com gás tenha um impacto significativo sobre o metabolismo, alguns estudos sugerem que ela pode promover uma sensação de saciedade um pouco maior do que a água comum — ainda que esse efeito seja passageiro. 

A dúvida também surge entre atletas e praticantes de atividades físicas: a água com gás é tão eficaz quanto a água natural para a hidratação? De acordo com a nutricionista, não há diferença nesse aspecto. Ambas hidratam de maneira semelhante. Contudo, Cintya faz uma ressalva importante: durante treinos e competições, a água sem gás pode ser uma escolha mais confortável, já que o gás pode gerar desconforto gástrico leve, como sensação de inchaço e aumento de gases, o que poderia prejudicar o desempenho.

 

Possíveis efeitos adversos

Apesar dos benefícios, o consumo frequente de água com gás pode trazer alguns inconvenientes. "Ela é levemente ácida, o que, a longo prazo, pode contribuir para o desgaste do esmalte dental, embora de maneira muito menos intensa do que refrigerantes", afirma Cintya. Além disso, pessoas mais sensíveis podem sentir inchaço ou desconforto gastrointestinal. 

Por essa razão, indivíduos que sofrem de refluxo, síndrome do intestino irritável ou distensão abdominal devem consumir a água com gás com moderação. De maneira geral, a água com gás é segura para a maioria das pessoas. Ainda assim, quem apresenta problemas gastrointestinais ou maior tendência à retenção de gases deve avaliar o consumo com seu médico ou nutricionista. 

“A água com gás surge como uma aliada interessante para a hidratação e pode, sim, ser incorporada a estratégias de emagrecimento, especialmente por seu potencial de aumentar, ainda que levemente, a sensação de saciedade. Porém, como em qualquer aspecto da alimentação, o equilíbrio é fundamental”, finaliza Cintya Bassi.

 

Grupo São Cristóvão Saúde


Pneumo 20: nova vacina amplia proteção contra doenças pneumocócicas

Imunizante, disponível apenas na rede privada, previne pneumonia, meningite e outras infecções graves.


A vacina pneumocócica conjugada 20-valente, conhecida como Pneumo 20, recentemente lançada na rede privada, aumenta a proteção contra infecções causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae (pneumococo). O imunizante é mais abrangente do que as versões anteriores, como a 13-valente e a 15-valente. A ampliação propicia a cobertura de maior número de sorotipos, incluindo aqueles associados a casos graves e resistentes a antibióticos.

Segundo a médica Sylvia Freire, infectologista pediátrica do Sabin Diagnóstico e Saúde, essa atualização se faz relevante considerando a mudança de perfil epidemiológico observada nos últimos anos. "A vacina foi desenvolvida em resposta a mudanças nos padrões de circulação dos diferentes sorotipos, englobando aqueles que têm emergido como potenciais causadores de doença grave", explica.

O pneumococo é um importante agente causador de infecções como pneumonia e otite e pode ser responsável por quadros conhecidos como "doença pneumocócica invasiva", menos frequentes, porém mais graves, incluindo meningite e bacteremia. O risco é maior em crianças menores de 5 anos e adultos com 60 anos ou mais.

“A nova vacina representa mais uma ferramenta no combate às infecções graves, que podem evoluir rapidamente, especialmente em grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas”, reforça a especialista.

Diversas condições crônicas e fatores de risco aumentam a probabilidade de desenvolvimento de doenças pneumocócicas. Entre eles estão alcoolismo, doenças crônicas do coração, fígado e pulmões, tabagismo, diabetes mellitus, entre outros.

Além disso, condições que comprometem o sistema imunológico também elevam o risco de infecções pneumocócicas. Entre essas condições, destacam-se: insuficiência renal crônica, síndrome nefrótica, imunodeficiências congênitas ou adquiridas, cânceres como leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e a doença de Hodgkin, infecção pelo HIV, uso de medicamentos imunossupressores, doença falciforme e pacientes que passaram por transplante de órgãos sólidos.

Além da prevenção individual, a Pneumo 20 pode contribuir para a proteção coletiva, reduzindo a transmissão do pneumococo na comunidade. “Essa proteção indireta é útil para proteger pessoas que não podem ser vacinadas, como recém-nascidos e pacientes com contraindicação médica”, destaca a médica.


Indicação e esquema vacinal

A Pneumo 20 segue as mesmas indicações das vacinas conjugadas anteriores – crianças, idosos e portadores de condições de risco para doença pneumocócica grave. Gestantes ou pessoas com condições de saúde específicas devem consultar um médico antes de receber a vacina.

O esquema de vacinação varia conforme a faixa etária e o histórico vacinal do paciente:

  • Crianças menores de seis meses: a vacina pode ser administrada a partir de 6 semanas, sendo recomendadas três doses iniciais com intervalo mínimo de quatro semanas entre elas e uma dose de reforço entre 12 e 15 meses. (Esquema rotineiramente iniciado aos 2 meses.)
  • Crianças de sete a 11 meses: duas doses no primeiro ano de vida e um reforço entre 12 e 15 meses.
  • Crianças entre 12 e 24 meses: duas doses com intervalo de dois meses entre elas.
  • Crianças a partir de 24 meses: dose única.
  • Adultos: recomendação de dose única, em eventual condição de risco ou indicação do médico assistente.
  • Idosos: dose única, independente do histórico vacinal.
É importante destacar que as vacinas Pneumo 13, Pneumo 15 e Pneumo 20 são consideradas.

 

Açúcar, gordura e falta de exercícios: o combo perfeito da hipertensão

Cardiologista do Seconci-SP explica que a doença tem prevenção e está relacionada diretamente a hábitos saudáveis

 

A hipertensão afeta mais de um bilhão de pessoas entre 30 e 79 anos em todo o mundo, segundo estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde). De acordo com a Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por inquérito Telefônico), no Brasil, quase 30% da população desenvolveu a condição. O consumo excessivo de açúcar, gordura e falta de exercícios são fatores que contribuem para que as pessoas adquiram a doença. Além disso, tabagismo, hereditariedade, consumo de álcool e avanço da idade são fatores que também ajudam. 

“Com o passar do tempo, as artérias ficam mais endurecidas. Então, o fluxo de sangue passa com mais dificuldade, por causa da rigidez, que pode causar hipertensão”, explica o cardiologista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), George Fernandes Maia. “O cigarro tem alguns elementos que também causam o endurecimento das artérias, por isso quem fuma tem maior risco de desenvolver hipertensão”, completa. 

No entanto, Maia ressalta que hipertensão tem prevenção e está relacionada diretamente a hábitos saudáveis. “É preciso controlar o peso, ter uma alimentação saudável e equilibrada, evitar o tabagismo, realizar atividades físicas regularmente e cuidar da saúde emocional”, conta o cardiologista Ele acrescenta que é fundamental passar por consulta médica e realizar exames regularmente.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito a partir da aferição da pressão em três situações diferentes. Após exames cardíacos e a comprovação da hipertensão, inicia-se o tratamento. “Na maioria das vezes, é necessária a prescrição de medicamento de uso contínuo, mas há situações em que a adoção de hábitos saudáveis é suficiente para o controle da doença”, explica o cardiologista. 

Em muitos casos, a doença não apresenta sintomas. Os principais sinais durante uma crise são dor na nuca e no peito, falta de ar, tontura, enjoo e cansaço ao realizar esforço físico. 

Se não tratada, a hipertensão pode levar a derrames cerebrais, doenças do coração, como infarto, insuficiência cardíaca e angina, além de insuficiência renal ou paralisação dos rins, e alterações na visão, que podem levar à cegueira.


SUS realiza primeiras infusões com tratamento inovador para crianças com AME

Foto: Igor Evangelista/MS
Zolgensma, um dos medicamentos mais caros do mundo, começa a ser ofertado na rede pública. Expectativa é atender 137 crianças com a condição rara em dois anos

 

O Ministério da Saúde anuncia as primeiras infusões de zolgensma no SUS, medicamento de altíssimo custo indicado para o tratamento de crianças com Atrofia Muscular Espinhal (AME). O atendimento, de duas bebês com menos de seis meses, foi realizado simultaneamente no Hospital da Criança José Alencar, em Brasília (DF), e no Hospital Maria Lucinha, em Recife (PE), nesta quarta-feira (14/05). 

O zolgensma é a primeira terapia gênica incorporada ao SUS. Trata-se de um dos medicamentos mais caros do mundo, com custo médio de R$ 7 milhões (dose única). A sua oferta na rede pública de saúde foi viabilizada por meio de Acordo de Compartilhamento de Risco firmado entre o Ministério da Saúde e a fabricante. O modelo, inédito no país, condiciona o pagamento ao resultado da terapia no paciente. As negociações levaram ao menor preço lista do mundo. 

Em visita ao Hospital da Criança em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou sobre a emoção de fazer parte desse momento histórico e reforçou a importância do fornecimento gratuito do zolgensma pelo SUS. “Seria impossível para as famílias arcarem com um custo tão alto. É uma terapia gênica muito importante e inovadora, por isso garantir esse atendimento e poder acolher essas famílias é um momento de muita emoção”, destacou.

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Endometriose atinge 6,5 milhões de brasileiras e permanece subdiagnosticada

Doença ginecológica comum é uma das principais causas de infertilidade, e segue amplamente normalizada no país


A endometriose, que atinge cerca de 6,5 milhões de brasileiras segundo levantamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), continua a ser invisibilizada e frequentemente tratada como algo “normal” na vida da mulher. A dor pélvica intensa, que se agrava durante o período menstrual e persiste de forma crônica, é muitas vezes minimizada, retardando o diagnóstico e o tratamento adequados. O Brasil figura entre os países com maior número de casos não diagnosticados da doença, considerada uma das principais responsáveis pela infertilidade feminina.

De acordo com Marcelo Vieira, cirurgião oncológico com mais de 20 anos de experiência em cirurgia minimamente invasiva e mentor de médicos no Brasil, a doença ainda é subestimada tanto na sociedade quanto em muitos serviços de saúde. “Esse cenário ajuda a agravar o sofrimento das pacientes e compromete sua qualidade de vida e capacidade reprodutiva

Em sua forma mais severa, a chamada endometriose profunda, o problema pode afetar órgãos como intestino, bexiga, ovários e até nervos pélvicos, causando lesões complexas que alteram a anatomia reprodutiva. O impacto direto sobre a fertilidade é um dos fatores mais preocupantes para as mulheres em idade fértil.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), o tempo médio para diagnóstico da doença no Brasil é de até sete anos após o início dos sintomas. Durante esse período, as pacientes enfrentam, além do desconforto, a  insegurança de não saberem a causa do problema.

Para o especialista, que também fundou o Cadáver Lab, um programa de treinamento em dissecção e anatomia pélvica avançada, a capacitação médica é uma das chaves para reverter esse cenário. “Formar cirurgiões mais preparados para identificar e tratar a endometriose em estágios precoces pode mudar completamente a trajetória de vida dessas pacientes”, destaca.


Cirurgia certa, no tempo certo

Enquanto o diagnóstico não ocorre, o tecido endometrial fora do útero continua provocando inflamações, aderências e danos silenciosos. Quando o caso é classificado como profundo, o tratamento cirúrgico costuma ser necessário — e é aí que entram as decisões que podem mudar o futuro da paciente.

“A abordagem cirúrgica precisa ser muito cuidadosa. Não basta remover os focos da doença, é preciso fazer isso com precisão, sem agredir estruturas reprodutivas e mantendo a anatomia funcional da pelve”, explica o médico.

A videolaparoscopia, principal técnica usada nesses casos, permite uma visualização detalhada da cavidade abdominal e uma intervenção mais controlada, com menor risco de complicações e maior preservação da fertilidade.

O sucesso do tratamento, no entanto, não depende apenas da cirurgia em si, mas de toda a estrutura por trás dela. Casos de endometriose profunda exigem uma equipe preparada, com ginecologistas, cirurgiões, radiologistas e especialistas em reprodução humana atuando em conjunto. “Uma paciente pode passar por cinco cirurgias sem melhora se a abordagem for rasa, incompleta ou feita por profissionais sem experiência específica. O conhecimento técnico e o olhar multidisciplinar fazem toda a diferença”, reforça Marcelo.

Além da dor crônica e da infertilidade, a endometriose também afeta a saúde emocional, a vida sexual e até o desempenho profissional. Por isso, o planejamento do tratamento precisa considerar não apenas a retirada das lesões, mas o impacto da doença na rotina da paciente. “Quando tratamos a endometriose como um problema apenas ginecológico, deixamos de enxergar o todo. E isso atrasa soluções. A mulher precisa ser ouvida, acolhida e tratada com base em evidências e experiência prática. Não dá mais pra negligenciar essa conversa”, conclui.

A boa notícia é que, com diagnóstico precoce, técnica adequada e uma rede de apoio bem estruturada, a endometriose profunda pode ser controlada — e o sonho da maternidade preservado. Mas isso só começa quando a dor deixa de ser normalizada e passa a ser investigada como o sinal de alerta que ela realmente é. 



Dr. Marcelo Vieira - cirurgião oncológico, especialista em cirurgias minimamente invasivas e mentor de cirurgiões. Com mais de 20 anos de experiência, iniciou sua trajetória no Hospital de Câncer de Barretos, onde atuou como chefe da Ginecologia e se dedicou ao atendimento 100% SUS. Em 2019, realizou o primeiro transplante robótico intervivos do Brasil, um marco na medicina nacional. 
Após essa conquista, decidiu empreender e criou o Curso de Metodologia Cirúrgica, com a missão de transformar cirurgiões e salvar vidas. Também fundou o Cadáver Lab, um treinamento imersivo de dissecção e anatomia pélvica avançada, além de liderar programas de mentoria de alta performance, como Precisão Cirúrgica e Cirurgião de Elite.Para mais informações, visite o site oficial ou pelo instagram.


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