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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Dor no pescoço persistente? Saiba mais sobre a cervicalgia crônica

Médico explica causas, impactos e tratamentos necessários para conter os sintomas.

 

A cervicalgia crônica, ou dor persistente na região posterior do pescoço, é uma condição que pode comprometer significativamente a qualidade de vida. Ela é considerada crônica quando seus sintomas persistem por mais de três meses, demandando uma abordagem multidisciplinar. De acordo com o Dr. Alexandre Elias, neurocirurgião especialista pela Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral (SBC) – entender as causas e buscar o tratamento correto é essencial para conter a evolução do quadro, bem como reverter os seus sintomas de forma eficaz. 

Envelhecimento, traumas, doenças secundárias e até má postura crônica estão entre as causas da cervicalgia crônica, “O uso prolongado de smartphones, por exemplo, que nos obriga a ficar muitas horas com a cabeça inclinada para frente e para baixo, sobrecarrega a musculatura cervical, impondo um peso muito maior para a sua sustentação”, relata o médico. 

Se somarmos esse hábito aos processos degenerativos comuns do avanço da idade e a formação de hérnias de disco ou “bicos de papagaio”, temos um alto potencial de desenvolvimento da dor cervical.

Quando há uma compressão das raízes nervosas, a dor pode se somar a outros sintomas, como formigamento e perda de força nos membros de extensão do pescoço (escápula, ombros e braços).

 

Diagnóstico e tratamento: abordagem personalizada é a chave 

O diagnóstico correto da cervicalgia crônica começa com uma avaliação detalhada, que inclui anamnese, exame clínico e exames de imagem, como ressonância magnética e raio X dinâmico, cujos resultados guiarão um tratamento é direcionado com as necessidades individuais de cada paciente. 

Segundo o Dr. Alexandre, a abordagem inicial costuma ser clínica, com o uso de medicamentos para alívio da dor, fisioterapia e técnicas de liberação miofascial. Também é indicada a correção postural, o fortalecimento muscular e o gerenciamento do estresse, ajustes de rotina que fazem uma grande diferença no controle da dor. 

Nos casos mais graves, em que o tratamento clínico não é suficiente, pode ser necessária a intervenção cirúrgica. "Técnicas minimamente invasivas, como a endoscopia, têm mostrado resultados bastante promissores ao agirem na descompressão de raízes nervosas ou da medula, devolvendo qualidade de vida ao paciente", explica o médico.

 

Prevenção é o melhor remédio 

Para evitar a cervicalgia crônica, adotar medidas preventivas é fundamental. O Dr. Alexandre Elias compartilha algumas orientações práticas: 

  • Corrija a postura: Evite manter a cabeça inclinada por longos períodos.
  • Alongue-se regularmente: Movimentos suaves ajudam a preservar a flexibilidade.
  • Invista na ergonomia: Adapte o ambiente de trabalho para minimizar a sobrecarga no pescoço.
  • Gerencie o estresse: Técnicas como yoga e meditação podem ser grandes aliadas. 

O mais importante é ouvir o corpo. A dor é um sinal de que algo está errado e precisa de atenção. Com diagnóstico precoce e o tratamento correto, é possível evitar complicações e retomar uma rotina leve e sem dor”, conclui o especialista.

Para quem deseja se aprofundar no tema, o Dr. Alexandre Elias abordou a cervicalgia crônica no episódio mais recente de seu podcast . O conteúdo oferece uma visão detalhada sobre o assunto e está disponível no link a seguir: Hora da Coluna

  

Dr. Alexandre Elias - Neurocirurgião de coluna com foco em cirurgia minimamente invasiva, atua há mais de 20 anos na área. É também especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), pela Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral (SBC), mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e research fellow em cirurgia da coluna vertebral na University of Arkansas for Medical Sciences (EUA). O médico ainda atuou como preceptor de cirurgia de coluna vertebral no Departamento de Neurocirurgia e de Coluna do Setor da Unifesp de 2007 a 2015 e foi Chefe de Coluna do setor, de 2010 a 2015. Atualmente é membro do Hospital Sírio-Libanês e do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho.
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Mês das Doenças Raras: diagnóstico, pesquisas e conscientização são temas centrais

No mundo, estima-se que existam entre 6 mil e 8 mil Doenças Raras, sendo que 75% delas afetam crianças e 80% têm origem genética*

 

Fevereiro é marcado pelo Dia Mundial das Doenças Raras (28/02), um momento em que diversas Instituições se mobilizam para ampliar a conscientização e reforçar a importância do diagnóstico precoce, acesso a tratamentos e suporte às famílias de pessoas com Doenças Raras. A data também dá visibilidade aos desafios enfrentados por quem convive com essas doenças, que afetam cerca de 13 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde. 

No Brasil, são consideradas raras as doenças que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos - ou seja, 1,3 pessoa a cada dois mil indivíduos. Estima-se que existam, no mundo, entre 6 mil e 8 mil, sendo que 75% afetam crianças e 80% têm origem genética. Além disso, existem Doenças Raras metabólicas, hereditárias, congênitas, imunológicas ou infecciosas, podendo acontecer sem histórico familiar. 

Diante desse cenário, o Instituto Jô Clemente (IJC), Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos que há mais de 63 anos promove saúde, qualidade de vida e inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Doenças Raras, reafirma seu compromisso com o tema. Por meio da Triagem Neonatal (Teste do Pezinho) - na qual é referência, o IJC identifica precocemente doenças genéticas e metabólicas, investe em pesquisas clínicas para melhora da qualidade de vida de pessoas com Doenças Raras e ajuda no desenvolvimento de novas terapias. 

"Todos os projetos que desenvolvemos têm como propósito auxiliar, incluir e promover o desenvolvimento dessas pessoas, buscando soluções para elas melhorarem sua qualidade de vida e bem-estar", afirma Edward Yang, Gerente de Ensino e Pesquisa do Instituto Jô Clemente (IJC). 

Em 2024, o IJC anunciou a criação do Centro de Pesquisa Clínica, em parceria com a Azidus Brasil, com um foco especial em Doenças Raras. O Centro tem um papel fundamental para a viabilização de ensaios clínicos que possibilitam o desenvolvimento de novos ensaios para o desenvolvimento de medicamentos para essas condições, muitas vezes negligenciadas. Em colaboração com a A2Z Clinical, o Centro de Pesquisa Clínica atuou na operacionalização dos estudos, recrutamento de pacientes e qualificação junto às CROs (Contract Research Organizations), que são responsáveis por conduzir pesquisas para a indústria farmacêutica. 

Além disso, o Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI), do Instituto Jô Clemente (IJC), tem o objetivo de ampliar o conhecimento científico por meio de pesquisas aplicadas sobre doenças genéticas e metabólicas. O CEPI atua ativamente para aprimorar a precisão dos diagnósticos e a eficácia das terapias, desenvolvendo diversos projetos em andamento. 

Essas iniciativas estão voltadas para a Triagem Neonatal, desenvolvimento de dispositivos diagnósticos, estudo da eficácia de medicamentos e a incorporação de novas doenças no Teste do Pezinho, com o objetivo de garantir o acesso a cuidados de saúde especializados para pessoas com Doenças Raras. Atualmente, o IJC conta com seis pesquisas em andamento sobre o tema. 

“Nosso compromisso com as Doenças Raras é constante e se traduz em ações voltadas para a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso a tratamentos inovadores. Por meio de iniciativas como o Teste do Pezinho, a condução de pesquisas clínicas e o trabalho do Centro de Ensino, Pesquisa e Inovação (CEPI), buscamos desenvolver soluções que gerem impacto real na vida das pessoas com Doenças Raras, assegurando que elas tenham acesso às mesmas oportunidades que todas as pessoas têm direito”, destaca Gustavo Schiavo Matias, coordenador do CEPI-IJC.

Para ampliar o acesso à informação sobre Doenças Raras, o Instituto Jô Clemente (IJC) criou uma página informativa (clique aqui para acessar), visando conscientizar a sociedade sobre a importância do Teste do Pezinho para o tratamento precoce de Doenças Raras. A iniciativa busca ampliar o conhecimento, destacando a relevância do diagnóstico precoce para a qualidade de vida dos pacientes e suas famílias por meio de conteúdos educativos e informações acessíveis.




Instituto Jô Clemente - IJC
Para mais informações, visite o site do IJC ijc.org.br


Dr. Marcelo Valadares - médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia.


Referências:

1: FISHER, Robert; SALANOVA, Vicenta; WITT, Thomas; et al. Electrical stimulation of the anterior nucleus of thalamus for treatment of refractory epilepsy. Epilepsia, Hoboken, v. 51, n. 5, p. 899-908, maio 2010. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20331461/. Acesso em: 19 jan. 2025.

2: BAHADORI, Amir Reza; JAVADNIA, Parisa; DAVARI, Afshan; et al. Efficacy and safety of deep brain stimulation in drug resistance epilepsy: A systematic review and meta-analysis. Neurosurgical Review, [s.l.], v. 47, n. 1, p. 855, 19 nov. 2024. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39557745/. Acesso em: 19 jan. 2025.



Fevereiro Roxo: Como Prevenir e Controlar Doenças Crônicas Como Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia

O Fevereiro Roxo é o mês da conscientização sobre três doenças crônicas que afetam milhões de pessoas: Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia. Embora nenhuma delas tenha cura, a prevenção e o diagnóstico precoce podem retardar sua progressão e garantir mais qualidade de vida. Entenda como hábitos saudáveis e acompanhamento médico podem fazer toda a diferença.

 

O que é o Fevereiro Roxo?

Criado para sensibilizar a população sobre doenças crônicas e progressivas, o Fevereiro Roxo traz um alerta essencial: "Se não há cura, que haja conforto!" O lema reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para reduzir os impactos dessas enfermidades no dia a dia dos pacientes.

As três doenças abordadas pela campanha são:

  • Doença de Alzheimer: Uma condição neurodegenerativa que causa perda progressiva da memória e comprometimento cognitivo.
  • Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES): Doença autoimune inflamatória que pode afetar a pele, articulações, órgãos internos e o sistema nervoso.
  • Fibromialgia: Síndrome caracterizada por dores crônicas generalizadas, fadiga e distúrbios do sono.

“Embora tenham causas e impactos diferentes, essas doenças compartilham um fator crucial: o diagnóstico precoce e a adoção de um estilo de vida saudável podem fazer toda a diferença na qualidade de vida dos pacientes”, informa o médico Dr. Ronan Araujo.
 

Prevenção e controle: como reduzir os riscos?

A ciência ainda não descobriu formas definitivas de prevenir essas doenças, mas pesquisas indicam que certos hábitos podem reduzir o risco de desenvolvimento e amenizar os sintomas. Veja o que a medicina recomenda para cada uma delas:
 

1. Alzheimer: estímulo mental e alimentação são essenciais

O Alzheimer é uma das doenças mais temidas, pois afeta a memória e a autonomia do paciente. Estudos mostram que é possível retardar seu avanço com ações preventivas:

  • Alimentação anti-inflamatória: Dietas ricas em antioxidantes, como a Dieta Mediterrânea, ajudam a reduzir o estresse oxidativo no cérebro. Priorize peixes ricos em ômega-3, frutas, vegetais e azeite de oliva.
  • Estimulação cognitiva: Ler, aprender um novo idioma, tocar instrumentos musicais ou praticar jogos de estratégia mantém o cérebro ativo.
  • Atividade física regular: O exercício melhora a circulação sanguínea cerebral, reduzindo o risco de neurodegeneração.
  • Sono de qualidade: Dormir bem auxilia a eliminação de toxinas cerebrais acumuladas ao longo do dia, prevenindo a deterioração dos neurônios.

2. Lúpus: como controlar a inflamação e evitar crises

O Lúpus é uma doença autoimune que pode desencadear inflamações severas em diferentes órgãos. Embora não tenha cura, alguns cuidados ajudam a reduzir o risco de surtos e controlar os sintomas:

  • Evitar exposição solar excessiva: A radiação UV pode desencadear crises em pacientes com lúpus. O uso de protetor solar diário é fundamental.
  • Dieta equilibrada: Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar ajuda a modular a resposta inflamatória. Alimentos ricos em polifenois e ômega-3, como cúrcuma, gengibre e peixes, auxiliam no controle da inflamação.
  • Controle do estresse: O estresse pode desencadear crises de lúpus. Técnicas de relaxamento, como meditação e ioga, são aliadas importantes.
  • Acompanhamento médico contínuo: O uso adequado de medicamentos imunomoduladores e anti-inflamatórios pode minimizar os impactos da doença no organismo.

3. Fibromialgia: movimento e estratégias naturais para alívio dador

A fibromialgia é uma síndrome complexa, caracterizada por dor crônica generalizada, fadiga extrema e distúrbios do sono. Como os exames laboratoriais não detectam a doença, muitas vezes o diagnóstico demora anos. No entanto, algumas estratégias ajudam a minimizar os sintomas:

  • Atividade física adaptada: Exercícios leves, como pilates, natação e caminhada, melhoram a resistência muscular e reduzem a sensibilidade à dor.
  • Alimentação anti-inflamatória: Evitar glúten, laticínios e industrializados pode ajudar na regulação dos processos inflamatórios.
  • Sono reparador: Melhorar a higiene do sono é crucial, pois pacientes com fibromialgia frequentemente sofrem com insônia e noites mal dormidas.
  • Terapias alternativas: Acupuntura, fisioterapia, técnicas de respiração e suplementação de magnésio e triptofano podem contribuir para o alívio das dores e do cansaço.

“Apesar de não terem cura, Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia podem ser controlados com acompanhamento médico e ajustes na rotina. Quanto mais cedo as doenças forem diagnosticadas, melhor será o manejo dos sintomas e a qualidade de vida do paciente”, destaca o Dr. Ronan Araujo. 

Se você ou alguém próximo apresenta sinais dessas doenças, busque ajuda médica e adote hábitos que favorecem o equilíbrio do corpo e da mente. Afinal, se não há cura, que haja conforto e qualidade de vida.

 

Dr. Ronan Araujo: CRM – 197142 - Formado em medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, médico especializado em nutrologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia). Com foco em causar impacto e mudar a vida das pessoas através de sua profissão, ele também se tornou membro da ABESO (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), que o leva a ser atualmente um dos médicos que mais conhece e entrega resultados quando falamos sobre emagrecimento e reposição hormonal. O Dr. Ronan Araujo quer influenciar na mudança de estilo de vida, de hábitos e ajudar as pessoas a viverem mais tempo e com mais qualidade. “Não é apenas sobre emagrecimento, é sobre transformar vidas”, é um dos lemas do médico. Com atendimento único, acolhedor e resultados rápidos na parte da estética e da saúde.


Câncer em jovens é um desafio crescente no Brasil

 Em 2025 o país deve registrar cerca de 700 mil novos casos no geral, com maior incidência de câncer de mama e intestino

 

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que em 2025 o país registrará cerca de 700 mil novos casos de câncer, com os tumores de mama se mantendo como o mais comum entre mulheres e o de próstata entre os homens, porém nódulos de intestino vem registrando crescimento preocupante em prevalecia, inclusive entre adultos jovens. 

Quando ampliamos o mapa e analisamos a América Latina o cenário é igualmente alarmante. Estudos do Global Cancer Observatory, vinculado à Organização Mundial da Saúde (OMS), apontam que o câncer colorretal é responsável por 15% da incidência da doença em pessoas com menos de 50 anos na região. 

Segundo Dr. Thiago Jorge, Coordenador do Setor de Tumores Gastrointestinais do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, “os tumores de intestino têm aparecido em idades cada vez mais precoces, e isso é um dado alarmante. Muitas vezes, o diagnóstico é feito de forma tardia porque ainda há uma percepção equivocada de que jovens não estão suscetíveis a esse tipo de doença.” 

O oncologista ainda ressalta que tumores de pâncreas, fígado e nas vias biliares também têm se tornado mais comuns nos últimos anos e merecem ter uma atenção geral da população. 

Fatores como histórico familiar, obesidade, sedentarismo e alimentação rica em ultraprocessados estão entre as principais causas atribuídas ao crescimento de casos. Além disso, a exposição prolongada a poluentes, microplásticos, resíduos tóxicos e substâncias químicas presentes em pesticidas, por exemplo, está cada vez mais associada a alterações genéticas e ao surgimento de tumores. 

“O impacto do ambiente, combinado com hábitos pouco saudáveis, cria um cenário ainda mais desafiador para o controle e a prevenção do câncer na população jovem”, completa o oncologista.

No caso do câncer de mama em mulheres jovens o impacto é ainda mais significativo. “Embora as campanhas de rastreamento estejam bem estabelecidas para mulheres acima de 40 anos, ainda há um desconhecimento sobre a relevância de diagnosticar o câncer de mama em pacientes mais jovens. É essencial desmistificar a ideia de que esse tipo de tumor não pode acometer mulheres antes dos 40 e ampliar o acesso a tecnologias diagnósticas para esse público”, explica o Dr. Pedro Exman, coordenador do Grupo de Tumores de mama e ginecológicos do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

A identificação precoce da doença é um divisor de águas. “Quando o câncer é descoberto em seus estágios iniciais, o tratamento pode ser mais eficaz e menos agressivo, preservando a qualidade de vida da paciente”, reforça o médico.

Apesar de avanços em algumas áreas, como o acesso a mamografias gratuitas no Brasil e a ampliação de testes preventivos para câncer colorretal, especialistas destacam que a América Latina ainda enfrenta desafios estruturais significativos no combate à doença.
 



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Nutrição consciente protege as artérias e auxilia na prevenção de doenças vasculares


Mudanças na alimentação podem reduzir inflamações, controlar fatores de risco e retardar a progressão da aterosclerose


A aterosclerose é uma doença degenerativa e inflamatória caracterizada pelo acúmulo progressivo de lipídios (gorduras) e células inflamadas na parede das artérias, formando uma “placa de ateroma” que progride e se avoluma em uma velocidade que varia entre os indivíduos, o que causa o estreitamento ou até mesmo a obstrução completa do vaso arterial. A aterosclerose é o principal fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Várias terapias farmacológicas têm sido usadas para diminuir ou prevenir o desenvolvimento de aterosclerose Entretanto, nos últimos anos, diversos estudos enfatizaram o papel de nutrientes e compostos bioativos tanto na progressão como na prevenção da formação da placa de ateroma.

Segundo a nutricionista e doutora pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Debora Strose Villaça, as gorduras saturadas encontradas em alimentos de origem animal, assim como os ácidos graxos trans encontrados em biscoitos recheados e sorvetes, estão ligados a um aumento no desenvolvimento da aterosclerose. Somam-se a este, outros hábitos nutricionais já notoriamente associados às doenças cardiovasculares: o consumo excessivo de sódio como fator axial no desenvolvimento da hipertensão arterial sistêmica e a ingestão excessiva de açúcares, o que leva a um aumento persistente dos níveis glicêmicos e eventual falência das células endócrinas pancreáticas, resultando no diabetes mellitus.

Por outro lado, há diversos nutrientes que podem ser aliados na prevenção e controle da doença aterosclerótica. Os ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes de água fria, nozes, chia e linhaça; vitaminas C e E, e os polifenóis (como o resveratrol, encontrado em certas uvas e no vinho tinto) reduzem ou atenuam o aparecimento de lesões ateroscleróticas. A atividade desses nutrientes está associada a uma redução na resposta inflamatória, inibindo migração de leucócitos e das moléculas inflamatórias de adesão que contribuem com a aterosclerose.

Esses compostos ainda elevam a atividade antioxidante que nos protege da oxidação de partículas de LDL, o chamado “colesterol ruim”, elemento que contribui com a formação e progressão das placas de ateroma.

Debora ressalta a crescente relevância que a microbiota intestinal (flora bacteriana do intestino) tem ganhado em investigações científicas. A microbiota intestinal desempenha um papel importante no risco de doenças vasculares, pois influi na formação de compostos específicos que podem regular de forma direta ou indireta a formação de placas ateroscleróticas. “Tanto médicos quanto leigos sabem que as escolhas alimentares que fazemos podem ser nossas aliadas na prevenção e controle de doenças, quanto o oposto, enfatiza”.

Para isso, o consumo de dietas balanceadas com restrição de alimentos prejudiciais é fundamental no processo de busca pela saúde. Um exemplo é a chamada “dieta Mediterrânea”, na qual a presença de frutas, legumes e cereais integrais garante alto teor de fibras que ajuda na redução da absorção do colesterol e melhora da microbiota intestinal. Adicionalmente, a dieta inclui o consumo de azeite extravirgem, oleaginosas, além de uma ingestão moderada de peixe e aves, garantindo um aporte adequado de ômega-3 e de gorduras insaturadas, reconhecidamente mais saudáveis. Ainda é recomendada uma baixa ingestão de laticínios, carne vermelha e doces, e consumo moderado de vinho tinto, fatores associados à melhora do perfil lipídico e um efeito protetor à aterosclerose. 

Debora também afirma que a adoção de uma dieta saudável é fundamental no controle dos principais fatores de risco para a aterosclerose: hipertensão, diabetes e dislipidemia. “Uma dieta adequada traz melhoras relevantes na qualidade de vida e eventualmente proporciona a oportunidade de se reduzir ou até mesmo suspender parte da terapia medicamentosa”.

O cirurgião vascular e diretor da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Ivan Casella, acredita que os aspectos nutricionais do tratamento da aterosclerose são subestimados pela classe médica. “Todos sabemos da importância de se corrigir hábitos alimentares inadequados, mas geralmente as orientações nutricionais realizadas pelos médicos são superficiais e pouco enfáticas. Acredito que a parceria com nutricionistas precisa ser mais explorada, pois, da mesma forma que buscamos a otimização da terapia medicamentosa, também almejamos a excelência na terapia nutricional dos pacientes vasculares”, explica.

 

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram).

 

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP www.sbacvsp.com.br

 

 

Qual a frequência cardíaca ideal durante o exercício?

 É possível estipular um número individual de frequência cardíaca para cada um
 

Atividades físicas, principalmente aeróbicas, tendem a aumentar muito a frequência cardíaca. Porém, esse acréscimo pode gerar preocupação, afinal, como saber se os batimentos cardíacos estão acima do normal ou dentro do padrão daquele exercício? 

De acordo com o Dr. Carlos Hossri, cardiologista do Hcor, é possível estipular a frequência cardíaca individual através de um cálculo e de zonas de treinamento. “O cálculo preconizado é bem fácil, é só fazer 220 menos a idade. Então, por exemplo, se você tem 40 anos (220-40), sua frequência cardíaca máxima será 180 batimentos. Vale ressaltar que esse é um cálculo genérico, e que a resposta da frequência cardíaca varia com o grau de condicionamento físico, além da idade.” 

Caso a pessoa esteja sedentária, é necessário começar aos poucos e controlar a frequência cardíaca, principalmente no início da rotina de exercícios, quando o corpo não está completamente condicionado. Para aferir os batimentos é fácil: basta estar parado, de preferência, sentado em algum lugar, e então com o dedo indicador e médio, procurar a pulsação na lateral do pescoço e contar por 30 segundos. No final, deve-se duplicar o resultado para obter o número. 

Outra forma mais fácil é através de relógios (smartwatches) que medem a frequência cardíaca e alertam quando ultrapassa a faixa de treinamento programada. Para saber o momento ideal de aumentar a intensidade do exercício, existem as 5 zonas de treinamento, que ajudam a mensurar a frequência cardíaca máxima (FC máx) daquele tipo de exercício. O Dr. Carlos lista as zonas abaixo: 

Zona 1: de 50% a 60% da FC máx. Esforço bastante leve. A respiração é controlada e é possível conversar. Ideal para aquecimento ou recuperação.

Zona 2: de 60% a 70% da FC máx. Esforço leve a moderado, falar fica um pouco mais difícil, mas possível. Nessa zona já ocorre melhora da capacidade aeróbica.

Zona 3: de 70% a 80% da FC máx. Esforço moderado, a respiração fica mais ofegante e fica difícil sustentar uma conversa.

Zona 4: de 80% a 90% da FC máx. A produção de ácido lático aumenta bastante e sua remoção fica difícil, desta forma, não é possível conversar durante esse esforço e a respiração fica mais intensa.

Zona 5: de 90% a 100% da FC máx. Esforço extremo, treino de tiro de corrida, respiração muito intensa. Geralmente nessa zona a duração do esforço é bem curta. 

Um ponto importante é que quem está pensando em começar uma atividade física deve realizar uma avaliação pré-participação esportiva, independente da idade, mas sobretudo pessoas acima dos 40 anos. Nesse check-up, será realizada uma história clínica (anamnese), exame físico e podem ser solicitados exames complementares de acordo com a necessidade de cada um. Porém, um eletrocardiograma é fundamental para todos aqueles que pretendem fazer exercício físico. 

“Indivíduos cardiopatas, com histórico familiar de infarto ou outros problemas cardiovasculares devem ter uma prescrição de exercício específica através da realização de Teste Cardiopulmonar, também conhecido como Ergoespirométrico. Esse exame faz uma análise individual, sendo dessa forma mais indicado tanto para cardiopatas, como para atletas profissionais. Vale ressaltar que pessoas com cardiopatias precisam fazer exercício, pois isso faz parte do tratamento, mas nunca sem passar no médico antes”, reforça. 

Por fim, o Dr. Carlos dá uma dica importante: sempre que a pessoa sentir algum desconforto cardíaco, por exemplo, dor no peito desencadeada por esforço físico ou após a realização do mesmo, sensação de palpitação, falta de ar, tontura ou desmaio ao realizar atividade física, a mesma deve ser interrompida e a pessoa precisa procurar um cardiologista antes de continuar a atividade física regular.


Hcor


Por que sentimos mais calor em dias quentes e úmidos do que em dias quentes e secos?

 Umidade cria uma “camada” de água sobre a pele,
dificultando a transpiração e retendo calor. C
rédito: Ketut Subiyanto / Pexels)
A umidade provoca uma “reação” diferente no corpo e retém calor. Entenda como esse mecanismo funciona

 

No verão, especialmente em regiões tropicais onde a umidade do ar é mais alta, ou está mais alta por causa do período chuvoso, é comum sentir o calor de forma ainda mais intensa. Mas você sabia que essa sensação não está apenas relacionada à temperatura, mas também à umidade do ar? O cardiologista Adriano Magajevski, do Hospital Sugisawa, em Curitiba, explica por que isso acontece e quais cuidados devemos tomar nessa época do ano. 

Quando o clima está quente e úmido, nosso suor evapora mais lentamente porque a alta umidade do ar forma uma “película” de água sobre a nossa pele, impedindo que o suor ultrapasse essa barreira e evapore. Isso faz o calor ficar retido no organismo. 

Já em um clima quente e seco, o suor não tem “barreiras” e evapora rapidamente, ajudando a resfriar o corpo com mais eficiência. “Por isso, a percepção de calor é muito maior em dias quentes e úmidos. Se formos pra Amazônia, por exemplo, onde o ar é mais úmido, sentiremos mais calor do que no interior de São Paulo, por exemplo, onde a temperatura nominal pode estar mais alta que na Amazônia, porém o clima é mais seco”, explica o cardiologista. 

Ele alerta que a desidratação é mais comum nessas condições, exigindo atenção redobrada à ingestão de líquidos.

 

Desidratação: uma vilã silenciosa

A falta de hidratação é uma das grandes causas de atendimento no pronto-socorro do Hospital Sugisawa durante o verão. Segundo Adriano, mais de 60% das pessoas acima de 65 anos apresentam algum grau de desidratação, o que pode contribuir para quedas de pressão e desmaios. 

“É essencial ingerir de 2 a 3 litros de água por dia, podendo chegar a 4 ou 5 litros em pessoas que praticam atividades físicas mais intensas ou que tenham alta transpiração”, orienta. Bebidas como água, água de coco e sucos naturais são ideais, enquanto refrigerantes, café e bebidas alcoólicas devem ser evitados e não “contabilizam” nessa meta de hidratação.

 

Verão x Inverno: o impacto no coração

O coração também sofre com os extremos de temperatura. No inverno, a vasoconstrição causada pelo frio pode aumentar o risco de infarto, enquanto o calor intenso provoca vasodilatação. Isso pode levar a problemas cardiovasculares, como tonturas e desmaios, especialmente em pessoas desidratadas. 

Para investigar os casos de síncope (desmaios), o Tilt Test é frequentemente realizado no verão. Este exame avalia o sistema nervoso autônomo e ajuda a identificar causas como a síndrome vasovagal. Durante o procedimento, o paciente é posicionado em uma mesa inclinada e monitorado quanto às reações cardiovasculares, ajudando a diagnosticar problemas de forma eficaz.

 

Cuidados para enfrentar o calor

Além da hidratação adequada, o Dr. Adriano recomenda o uso de roupas leves, evitar exercícios intensos nos horários mais quentes (entre 10h e 16h) e estar atento aos sinais do corpo. “Prevenir é sempre o melhor remédio para garantir um verão saudável e seguro. E é importante ouvir os sinais que o corpo dá. Muito cansaço, tontura, dor de cabeça, podem ser sinais de que algo não vai bem. Hidrate-se, alimente-se bem e repouse. Se os sintomas persistirem, é imprescindível procurar um médico”, finaliza. 



Hospital Sugisawa
Saiba mais acessando o site, ou o Instagram.


Candidíase em altas temperaturas: como prevenir a infecção em tempos de calor extremo

 Segundo Ministério da Saúde, embora existam cerca de 200 espécies de Candida, as mais relevantes clinicamente são Candida albicans (responsável por 44-70% dos casos), Candida parapsilosis, Candida tropicalis, Candida glabrata, Candida krusei, Candida guilliermondii, Candida lusitaniae e, recentemente, Candida auris, de alta virulência e resistência a múltiplos medicamentos


O calor extremo e a umidade do verão favorecem o surgimento da candidíase, uma infecção causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida, que normalmente faz parte da flora vaginal. Durante a estação mais quente do ano, fatores como o uso prolongado de roupas de banho molhadas, roupas apertadas, alimentação inadequada, estresse e o consumo excessivo de antibióticos aumentam as chances de proliferação desse fungo. Esses elementos criam um ambiente ideal para seu crescimento, tornando os sintomas mais frequentes, como coceira genital, vermelhidão e secreção esbranquiçada ou esverdeada com aspecto de coalhada. 

O Brasil registra uma taxa de 2,49 casos de candidemia por 1.000 admissões hospitalares, número que é de 2 a 15 vezes superior ao observado nos Estados Unidos e na Europa, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Esse dado reflete diferenças nos padrões de atendimento hospitalar, nas condições de saúde dos pacientes e nas práticas de controle de infecções dentro das instituições de saúde. Embora as micoses sistêmicas, como a candidíase, não estejam entre as doenças de notificação compulsória no país, sua ocorrência tem se tornado um desafio crescente, especialmente nas unidades hospitalares.  

No verão, os sintomas da candidíase podem se intensificar e se tornar um problema persistente. "Episódios frequentes precisam ser avaliados por um especialista, pois a automedicação pode agravar o quadro", alerta a Dra. Maria dos Anjos Neves Sampaio Chaves, ginecologista do Salomão Zoppi, da Dasa. 

 

Dicas de Prevenção  

Para minimizar os riscos de infecção por Candida, especialmente nos dias de calor intenso, alguns cuidados simples podem fazer toda a diferença: 

  • Evite roupas de banho molhadas: troque o biquíni ou maiô assim que possível, para reduzir a umidade na região íntima e evitar o ambiente propício ao fungo. 
  • Prefira roupas leves e de algodão: Tecidos naturais ajudam na ventilação e evitam o acúmulo de calor e umidade. 
  • Mantenha uma boa higiene íntima: use apenas água ou sabonetes específicos para a região íntima, evitando produtos perfumados que podem alterar o pH vaginal. Além disso, secar bem as regiões intimas após o banho ajudará na prevenção.  
  • Invista em uma alimentação equilibrada: reduza o consumo de açúcar e priorize alimentos ricos em fibras e probióticos, que ajudam a manter o equilíbrio da flora vaginal. 
  • Consulte um ginecologista regularmente: o acompanhamento médico é fundamental para prevenir e tratar infecções recorrentes de maneira adequada. 

O equilíbrio entre a saúde física, mental e emocional é essencial para o nosso bem-estar. O estresse, por exemplo, pode afetar diretamente nossa saúde de maneira global, e manter a nossa esfera emocional equilibrada é fundamental para uma vida saudável em todos os aspectos”, completa. Durante o verão, com os dias de calor extremo, os cuidados com a saúde íntima são ainda mais necessários para evitar que a candidíase se torne um problema persistente e desconfortável. A prevenção é a chave para manter o bem-estar durante a estação mais quente do ano. 




Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/candidiase-sistemica/situacao-epidemiologica


Mulheres entre 30 e 50 anos são as mais afetadas pela fibromialgia


Descrita como alteração no sistema nervoso central que
amplifica percepção da dor, fibromialgia afeta cerca de 3% da população brasileira
 Divulgação
Prati-Donaduzzi


Prati-Donaduzzi investe em pesquisas e novos medicamentos para amenizar sintomas da doença


“Dor, muita dor no corpo todo. Ela está comigo há tanto tempo que já somos amigas íntimas. Aprendi a conviver com isso, apesar de não ser nada fácil. A sensação que tenho é de estar sendo abraçada por um arame farpado o tempo todo.” Assim a secretária Claudia Aguiar descreve a fibromialgia, diagnosticada em 2013. “Mas não é só a dor. Há também a tristeza, a ansiedade, a fadiga, a sensação de inutilidade por não conseguir tomar um banho direito, porque até a água do chuveiro causa dor quando encosta no couro cabeludo”, complementa.

A fibromialgia é causada por uma alteração no sistema nervoso central, que amplifica a percepção da dor. Seus sintomas incluem dores generalizadas pelo corpo, principalmente nas articulações, músculos, tendões e tecidos moles, com duração prolongada. Além da dor, a doença pode causar fadiga, distúrbios do sono, depressão que está associada a desequilíbrios de neurotransmissores no cérebro como a serotonina, ansiedade, dificuldades de memória e concentração, bem como alterações intestinais

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a fibromialgia afeta cerca de 3% da população brasileira, sendo mais prevalente em mulheres entre 30 e 50 anos. A razão dessa predominância ainda não é totalmente compreendida e estudos indicam que não há relação direta com os hormônios, pois a doença pode ocorrer tanto antes quanto depois da menopausa. “O principal sintoma da fibromialgia é uma dor generalizada que acomete os dois lados do corpo por mais de três meses. O diagnóstico é clínico, pois não há alterações detectáveis em exames de sangue ou radiografias”, explica o neurologista e clínico geral Conrado Friggi Bissoli.

A intensidade da dor pode variar ao longo do tempo e ser desencadeada por fatores como estresse, desenvolvimento de outras doenças como infecções virais ou eventos traumáticos.


Tratamento

Claudia conta que, além de medicamentos para controlar o desconforto, investe em terapia. “As pessoas me veem e perguntam: ‘Mas você é tão alto astral, está sempre sorrindo, de bem com a vida’. Sigo assim porque não quero me tornar a reclamona. Mas já fiquei afastada do trabalho por dez dias sem conseguir me mexer, de tanta dor”, relata a secretária.

Especialistas afirmam que a fibromialgia não tem cura, mas pode ser controlada com eficácia. O tratamento combina duas abordagens: medicamentosa e integrativa. Os medicamentos têm como objetivo reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida do paciente, auxiliando também no sono e no controle do estresse. Para isso, podem ser prescritos antidepressivos, analgésicos e anticonvulsivantes. Já as terapias integrativas como fisioterapia, acupuntura e massagens, envolvem estratégias que ajudam a minimizar a dor e o impacto emocional da doença.

“O tratamento é individualizado e inclui orientações para evitar esforços pesados ou repetitivos, além da prática de alongamentos e exercícios musculares, preferencialmente com acompanhamento de um fisioterapeuta. Além disso, o uso de medicamentos para aliviar e prevenir as dores crônicas é essencial, frequentemente associado a antidepressivos, já que a doença pode causar alterações emocionais devido à dor constante e às limitações diárias”, ressalta Conrado.


Pesquisa e ciência no combate aos sintomas

O rol de medicamentos para o tratamento da fibromialgia é amplo e inclui analgésicos, anti-inflamatórios, antidepressivos, ansiolíticos, anticonvulsivantes, relaxantes musculares e medicamentos para distúrbios do sono. “O tratamento medicamentoso da fibromialgia, além de aliviar a dor, busca melhorar a qualidade do sono e tratar sintomas associados, como depressão e ansiedade”, explica a pesquisadora da indústria farmacêutica Prati-Donaduzzi, Amanda Bedin.

A farmacêutica paranaense tem investido e se dedicado à pesquisa de novos fármacos para tratar doenças que afetam o Sistema Nervoso Central, como o canabidiol indicado para casos de epilepsia refratária e também para doenças como distúrbios do sono, dores crônicas, ansiedade e autismo. “Temos a pesquisa e inovação no DNA da Prati-Donaduzzi e além dos medicamentos que já produzimos e que são utilizados no tratamento da doença, estamos em constante pesquisa para o desenvolvimento de novos medicamentos, que diminuem os sintomas da doença”, complementa Amanda.


Fevereiro Roxo

O mês de fevereiro é marcado por uma importante ação na área da saúde. A campanha Fevereiro Roxo destaca a importância do diagnóstico precoce de doenças neurológicas como a fibromialgia, do acesso a tratamentos adequados e do suporte às famílias que lidam com essas condições. Além disso, promove a conscientização sobre a necessidade de pesquisas para encontrar novas terapias para essas doenças.

 

Prati-Donaduzzi


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