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segunda-feira, 18 de novembro de 2024

Consciência Negra: feriado nacional pela primeira vez, data reforça combate ao racismo e intolerância religios

 



Historiador do CEUB afirma que esta é uma luta de todos os brasileiros, sobretudo pela herança miscigenada da população


Ao sancionar o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra como feriado nacional, por meio Lei nº 3.268/2021, o Brasil avança no reconhecimento das lutas e conquistas da população negra. Edson Violim, professor de História do Centro Universitário de Brasília (CEUB), explica o significado da celebração, marcada para 20 de novembro. Para além da conquista de feriado oficial, é um convite para refletir sobre a formação multicultural do brasileiro e sobre a urgência em construir uma sociedade mais justa e igualitária.  

A escolha do dia 20 de novembro se deu em alusão à morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares, como resistência contra a escravidão: “A data é um símbolo de luta, resistência e orgulho. Esse é um momento para reforçar a luta contra o racismo e a necessidade de honrar as contribuições africanas na formação da sociedade brasileira”, defende o docente, citando que a influência da cultura africana no cotidiano brasileiro.  

Ele lembra, por exemplo, o impacto de figuras como Pelé, o maior ídolo esportivo do país, que além de símbolo nacional, representa o legado africano. Segundo o docente do CEUB, as raízes africanas são uma parte essencial da identidade e da história do Brasil: “O nosso jeito de ser, enquanto brasileiros, não veio da Europa, mas sim da África. A cultura negra está presente na nossa culinária, música e esporte”, acrescenta.  

Por outro lado, mesmo em tempos atuais, combater o racismo e o preconceito deve ser uma luta de todos os brasileiros, sobretudo pela herança mista da população. “Negar o racismo no Brasil é ‘tapar o sol com a peneira’. Ele existe sim e precisamos combatê-lo. Estudos apontam que, de cada cinco brasileiros que se consideram brancos, três possuem sangue africano ou indígena”, detalha Edson Violim.

 

Combate à intolerância e orgulho das raízes

Ao relembrar que o Brasil recebeu o maior número de africanos escravizados das Américas, enriquecendo uma elite que explorou a força de trabalho dessa população, o historiador reforça que o racismo é um problema estrutural e histórico. "Precisamos enfrentar essa questão com seriedade e manter a luta contra o racismo. Esse flagelo ainda marca nossa sociedade." 

De acordo com o docente do CEUB, outro aspecto que preocupa é a intolerância religiosa, sobretudo contra religiões de matriz africana. “Os ataques a centros de umbanda e candomblé por grupos fundamentalistas são inaceitáveis e devem ser combatidos. A diversidade religiosa sempre será característica do Brasil”, finaliza.

 

Crianças e a capacidade de negociar: um investimento que vale a pen

Crianças precisam saber negocia 
Divulgação
Marcus Coelho, advogado especializado em negociação, ensina como incentivar os pequenos a aprender a ceder deve fazer parte da educação

 

A briga por um brinquedo no parquinho, ou até mesmo um pedido para dormir na casa de um amigo. Crianças estão a todo momento negociando e tendo que ceder. Mas como ensinar os pequenos a negociar de forma saudável e justa? Para o advogado especialista em negociação, Marcus Coelho, a negociação é uma habilidade vital que está presente em todos os aspectos da vida, desde as interações pessoais até as complexas disputas judiciais.

“A capacidade de negociar eficazmente é uma exigência cotidiana que deve ser cultivada desde a infância. Ensinar e incentivar a negociação deve ser parte da educação das crianças e essa tarefa deve ser desenvolvida especialmente em casa e conduzida por pais atentos”, afirma Coelho. Para o especialista, a negociação não é apenas uma ferramenta para resolver conflitos; é uma habilidade que promove o desenvolvimento emocional e social das crianças. “Ao aprender a negociar, as crianças desenvolvem a capacidade de ouvir ativamente, compreender diferentes perspectivas e encontrar soluções mutuamente benéficas. Isso não só melhora suas interações sociais, mas também as prepara para enfrentar desafios futuros com confiança e resiliência”, detalha o advogado.

Algumas estratégias utilizadas no mundo dos negócios podem ser adaptadas para auxiliar os pequenos no desenvolvimento desta habilidade. Entre elas está a educação emocional, que ajuda as crianças a identificar e expressar suas emoções. “Quando as crianças compreendem seus próprios sentimentos, elas estão mais bem equipadas para comunicar suas necessidades e entender as dos outros”, conta. Segundo Coelho, um ambiente saudável para o diálogo é outro ponto crucial, pois cria um espaço onde as crianças se sentem seguras para expressar suas opiniões. Incentivar o diálogo aberto e respeitoso ajuda as crianças a praticar a negociação em um contexto seguro, no qual erros são vistos como oportunidades de aprendizado.

“Outro ponto, são exercícios de resolução de conflitos. Jogos de papéis e simulações de situações reais permitem que as crianças pratiquem a negociação e desenvolvam suas habilidades de resolução de problemas”, diz. “Crianças aprendem observando os adultos ao seu redor. Demonstrar habilidades de negociação eficazes em suas próprias interações diárias serve como exemplo para todos”, complementa.

O especialista sugere que os pais ou responsáveis invistam no desenvolvimento das habilidades de negociação das crianças, característica que pode trazer vários benefícios a longo prazo. “Crianças que aprendem a negociar são mais propensas a se tornarem adultos que valorizam o diálogo e a cooperação, qualidades bem-vindas em qualquer ambiente profissional ou pessoal”, comenta, além de destacar que essas habilidades contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e empáticos, capazes de contribuir positivamente para a sociedade.

“Ensinar a negociação às crianças é um investimento no futuro. Ao capacitá-las com essa habilidade, estamos não apenas preparando-as para enfrentar os desafios do mundo adulto, mas também promovendo um ambiente mais harmonioso e colaborativo”, completa Coelho.

 

ONGs europeias pedem investigação de empresas produtoras de carne por violações de direitos humanos no Brasil

 Bioma Cerrado aparece como o mais ameaçado pelo desmatamento e pela grilagem de terras 

 

A Agência Federal de Assuntos Econômicos e Controle de Exportação da Alemanha (BAFA) recebeu uma solicitação de investigação contra três das maiores empresas produtoras de carne alemãs – Tönnies, Westfleisch e Rothkötter. A demanda surge após a publicação de relatório que compila dados que sugerem que a soja usada para alimentar suínos e aves nesses conglomerados pode estar associada a graves violações de direitos humanos e desmatamento no Cerrado brasileiro.  

ClientEarth, Deutsche Umwelthilfe (DUH) e Mighty Earth, três importantes ONGs internacionais, afirmam que a negligência na devida diligência para mitigar esses riscos pode colocar as empresas em situação de violação da Lei de Devida Diligência da Cadeia de Suprimentos da Alemanha (LkSG), em vigor desde janeiro de 2023. Elas alegam que essas companhias não demonstram evidências de que estão abordando adequadamente os riscos de violação de direitos humanos e ambientais associados à soja contida em suas cadeias produtivas.

 

Risco de violações de direitos humanos e desmatamento no Cerrado  

O relatório apresentado à BAFA documenta que a soja usada na alimentação de animais na Alemanha está ligada a áreas de alto risco de violação de direitos humanos e desmatamento no Cerrado. Esse bioma brasileiro, o segundo maior do país, é essencial para a manutenção da biodiversidade global, mas sofre crescente devastação devido à expansão da agricultura industrial, que compromete territórios tradicionais e indígenas. A Bunge, uma das maiores exportadoras de soja do Brasil e principal fornecedora para empresas europeias, está no centro das preocupações. A soja adquirida de fornecedores da Bunge alimenta rebanhos de produtores de carne alemães, ligando-os diretamente a essas violações. 

Segundo Sascha Müller-Kraenner, CEO da DUH, as empresas alemãs produtoras de carne têm a responsabilidade de implementar sistemas rigorosos de monitoramento para assegurar que suas cadeias de suprimento estejam isentas de violações ambientais e sociais. “Essas empresas devem respeitar os direitos humanos e adotar tecnologias que promovam a transparência”, afirma Müller-Kraenner. A falta de comprometimento efetivo representa uma ameaça não apenas para o Cerrado, mas para a segurança hídrica e climática da Alemanha e de outros países. 

 

Implicações legais e responsabilidade compartilhada  

De acordo com a Lei de Devida Diligência da Cadeia de Suprimentos, as empresas alemãs são obrigadas a realizar uma análise de risco para identificar possíveis violações de direitos humanos em seus fornecedores diretos e indiretos. Kaja Blumtritt, assessora jurídica e política da ClientEarth, ressalta que a negligência desses conglomerados em abordar os riscos ligados à soja brasileira fere diretamente a legislação vigente. 

Supermercados alemães, como Aldi, Lidl e Edeka, também são alvo de preocupações, uma vez que a comercialização de carne proveniente de produtores que não aderem a práticas de sustentabilidade pode deixá-los em posição de risco legal e reputacional. 

Para Alex Wijeratna, diretor sênior da Mighty Earth, a destruição do Cerrado e o impacto negativo na vida das comunidades indígenas exigem uma resposta urgente das autoridades alemãs. “O Cerrado desaparece a um ritmo três vezes mais acelerado do que a Amazônia, e essa expansão desenfreada é liderada pela Bunge e apoiada pelas gigantes de carne alemãs. A BAFA deve intervir e garantir que a legislação seja respeitada.” 

 

Impacto da produção de soja no Cerrado  

Os resultados do novo relatório ressaltam o papel central do Cerrado como um dos principais fornecedores de soja para a produção de carne alemã. Estudo do Mapbiomas de 2023 mostra que 48% da soja produzida no Brasil provém do Cerrado, o que tem contribuído significativamente para o desmatamento, intensificando mudanças climáticas que afetam não apenas o Cerrado, mas a capacidade de produção de soja e outros alimentos em todo o mundo. 

A declaração do Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN), parceira no relatório, reforça a gravidade da situação: “A expansão da soja no Cerrado da forma como tem ocorrido é bastante preocupante, pois sacrifica a natureza, a biodiversidade e as populações locais para atender as demandas de mercado do Norte Global. Para que o Cerrado e suas populações sejam realmente protegidos, todos os produtores e indústrias precisam aderir e se comprometer com as devidas diligências, não apenas algumas empresas."  

As ONGs esperam que a pressão exercida sobre a BAFA leve a uma investigação que responsabilize as empresas por falhas na devida diligência em suas cadeias de suprimento. Também se espera que a fiscalização sobre os impactos globais de suas operações se torne mais rigorosa, gerando adequação dos produtores de soja do Cerrado e a redução da abertura de novas áreas, reduzindo o ritmo do desmatamento.


Assessoria de Comunicação do ISPN, com informações da DUH 

 

Tecnologia regrada: uso controlado de celulares nas salas de aula beneficia o desempenho estudanti

Objetivo principal do veto é promover um ambiente de aprendizado mais focado e seguro para os alunos


A proibição do uso de celulares na sala de aula é um tema cada vez mais debatido e que gera dúvidas entre educadores e especialistas sobre os benefícios e os desafios associados à essa medida. No Brasil, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) aprovou, na última terça-feira (12), o Projeto de Lei que proíbe a utilização de aparelhos celulares por alunos das escolas públicas e privadas paulistas. Com isso, fica vedado o uso de dispositivos eletrônicos com acesso à internet pelos alunos de unidades escolares do estado, exceto em casos de necessidade pedagógica ou para apoio a alunos com deficiência. A proposta agora segue para sanção do governador Tarcísio de Freitas.

A utilização do aparelho como ferramenta pedagógica, quando orientado e supervisionado de forma adequada, tem se mostrado um recurso valioso no ambiente escolar. Algumas instituições de ensino já adotam uma abordagem equilibrada, permitindo o uso do telefone móvel em atividades supervisionadas e integrando a tecnologia de maneira planejada ao currículo, sempre com um propósito educativo. Plataformas de gestão de classe, como o Google Classroom, ajudam a restringir o acesso a redes sociais enquanto o aluno está na unidade de ensino, o que facilita o foco em atividades educacionais.

Segundo a psicopedagoga e escritora Paula Furtado, apesar desse projeto ser confirmado, banir o celular no colégio não aborda a raiz do problema, que pode estar relacionado à forma de como o aprendizado é conduzido. “Pessoas desmotivadas podem buscar refúgio em inovações, o que indica que a questão talvez esteja mais ligada à necessidade de inovar nas práticas educativas. Essa geração nasceu imersa na tecnologia, e ignorar isso pode aumentar a desconexão entre os métodos de ensino e o que os acadêmicos estão acostumados. Escuto relatos de pacientes que culpam alguns professores com suas aulas monótonas, o vilão da fuga para a tecnologia”, analisa Paula.

Compreender o momento adequado para usar o celular é primordial para os estudantes, a fim de garantir aulas mais fluidas e de qualidade. “Nessa fase, a escola deve aproveitar o interesse natural dos alunos para desenvolver habilidades eletrônicas que complementem o aprendizado tradicional. Isso inclui ensinar a usar esses recursos de forma segura e eficiente, preparando-os para os desafios do mundo digital”, esclarece a psicopedagoga.

Controlar o uso de celulares nos colégios requer a adoção de políticas claras e equilibradas, com o envolvimento essencial dos responsáveis. A comunicação entre a unidade de ensino e os pais é fundamental para que sejam informados sobre as decisões tomadas e possam reforçar, em casa, a importância do uso consciente dos dispositivos. De acordo com Paula, uma medida eficaz que os responsáveis podem adotar é o uso de ferramentas de bloqueio seletivo, que restringem o acesso a aplicativos inadequados durante o período escolar.


Fake news

A disseminação de informações falsas afeta a formação dos alunos pelo fato de muitos não terem desenvolvido habilidades de análise. Vetar o celular também visa impedir o acesso a conteúdos impróprios, que podem ser facilmente acessados por meio da internet. “As fake news também devem fazer parte do tema ‘conscientização’. É importante orientar as crianças a não acreditarem em tudo o que leem na internet, e ensiná-las a buscar fontes confiáveis e a verificar as informações. Quando houver dúvidas, é indispensável que consultem sites especializados na detecção de notícias falsas, como forma de desenvolver um senso crítico e evitar a propagação da desinformação. Sem contar que a distorção da realidade nas mídias sociais, por meio de imagens editadas e filtradas, pode afetar a autoimagem dos adolescentes, aumentando inseguranças sobre o corpo e a vida”, orienta Paula Furtado.

A tecnologia é um recurso que captura a atenção e motiva os acadêmicos. No entanto, estabelecer áreas específicas na sala de aula com restrição ao uso da tecnologia pode criar momentos de interação pessoal, leitura e escrita manual. Durante os intervalos, é comum ver crianças isoladas em seus celulares, muitas vezes em grupos, mas cada uma imersa em seu próprio mundo virtual, o que reduz a interação entre elas. “Criar espaços sem tecnologia pode ajudar a fomentar conexões mais significativas e contribuir, também, para a socialização e saúde mental dos estudantes”, pontua a profissional.

 



Paula Furtado - pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia, Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP. A profissional já trabalhou como professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental na rede particular de ensino, e já atuou como assessora pedagógica em escolas públicas e particulares.Paula Furtado atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado. Nesta área da educação, a pedagoga ministra cursos para formação de educadores nas instituições de ensino pública e particular e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias.Como autora, Paula completa seu trabalho escrevendo diversos livros infantojuvenis (100 obras até o momento) e, dentro de suas atuações de jornada literária, também foi coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e Mauricio de Sousa. A autora conclui suas atividades escrevendo para diferentes revistas de educação sobre temas pedagógicos, além de trabalhar na criação e patente de Jogos Pedagógicos como: Desafio, Detetive de Palavras, De Olho na Ortografia, dentre outros.
@paulafurtadopf


Black Friday acelera ritmo no setor de embalagen

Mazurky, indústria que produz embalagens de papelão ondulado,
 prevê aumento de 15% na produção, na Black Friday
Divulgação


Indústrias do ramo, como a Mazurky, tem produção intensificada para demanda da data e das festas de fim de ano

 

 

A Black Friday - que neste ano será em 29 de novembro - é uma das datas mais aguardadas pelo comércio varejista. Segundo uma pesquisa do Mercado Livre e Mercado Pago, aproximadamente 85% dos consumidores já estão se planejando para as compras, um aumento de 5 pontos percentuais em relação a 2023.

 

Para atender a demanda, a produção de embalagens de papelão segue em ritmo intenso, afinal, toda compra que chega à casa do consumidor vem protegida por uma caixa. Na Mazurky, indústria de embalagem de papelão ondulado, instalada em Mauá (SP), o CEO da empresa, Eduardo Mazurkyewistz, conta que houve ampliação do quadro de colaboradores. Atualmente, a empresa está com 16 vagas de trabalho em aberto. No último trimestre, 42 novos funcionários foram contratados.

 

“O setor de embalagens de papelão é tido como termômetro da economia e a proximidade de datas importantes no calendário, como Black Friday, por exemplo, intensifica ainda mais a atividade. Nessa época, costumamos ter um aumento de 15% na produção, além do que já estávamos crescendo”, fala o CEO. “Então, com a intensificação da demanda sazonal, a indústria de papelão ondulado se mantém aquecida e preparada para dar suporte ao mercado varejista”, acrescenta.

 

Terminada a Black Friday, a temporada de compras continua, com a aproximação do Natal e Ano Novo. “A Mazurky prevê fechar 2024 com um aumento de 23% e seguir o ritmo crescente, colhendo os frutos dos nossos investimentos em maquinários feitos durante todo o ano, para otimizar a produção”, diz Mazurkyewistz.

 

 

Grupo Mazurky


Adicional de CSLL: quais os impactos para as empresas multinacionais?

Reduzir e simplificar a tributação corporativa é uma das principais demandas dos empreendedores, especialmente aqueles à frente de empresas multinacionais. No entanto, com o novo adicional de CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), que estabelece uma tributação mínima efetiva de 15% sobre o lucro das empresas globais para alinhar o Brasil às normas internacionais contra a elisão fiscal, a carga tributária pode se tornar ainda mais complexa. Isso pode reduzir o interesse de empresas estrangeiras em se estabelecer no Brasil, impactando negativamente o crescimento econômico do país.

Instituído através da Medida Provisória (MP) nº 1.262, de 3 de outubro de 2024, a criação do adicional de CSLL faz parte do processo de adaptação da legislação brasileira às Regras Globais Contra a Erosão da Base Tributária (Regras GloBE), coordenadas pela OCDE e pelo G20. Nesse sentido, as multinacionais que operarem no Brasil deverão pagar uma alíquota mínima de 15% sobre seus lucros.

Isso significa que, além da CSLL regular, as empresas que não alcançarem essa alíquota efetiva, após a aplicação de todos os benefícios e deduções fiscais, serão obrigadas a recolher um valor adicional. Este valor de tributação será calculado com base no Lucro ou Prejuízo GloBE dessas entidades (determinado com base nas demonstrações financeiras de cada empresa e ajustado de acordo com normas contábeis), considerando os ajustes estabelecidos pela própria Medida Provisória e regulamentações futuras da Receita Federal do Brasil.

A regra valerá para empresas que tenham auferido receitas anuais de 750 milhões de euros ou mais nos últimos dois dos quatro anos fiscais anteriores e, aquelas que se enquadrarem nesses requisitos, tenderão a sentir mudanças financeiras significativas que podem impactar, consideravelmente, suas operações por aqui.

Por mais que o adicional de CSLL, na prática, tenha surgido na intenção de evitar que essas empresas explorem brechas fiscais para reduzir o montante devido – o que é particularmente relevante em setores que tradicionalmente utilizam regimes fiscais vantajosos em outras jurisdições – dependendo do nível atual de tributação que a empresa já está sujeita, este adicional pode representar um aumento considerável na carga tributária.

Afinal, as empresas terão que recalcular seu Lucro ou Prejuízo Líquido Contábil, ajustando conforme as regras estabelecidas na MP. Além disso, deduções específicas como a Exclusão do Lucro Baseada na Substância (que leva em conta folha de pagamento e ativos tangíveis), também impactarão, diretamente, a base de cálculo do tributo. Dessa forma, apesar de aquelas que já pagam 15% ou mais sobre seus lucros líquidos globais, provavelmente, não sintam impactos significativos, as empresas com alíquotas efetivas menores terão que pagar esse novo adicional para atingir o mínimo global estabelecido.

Com a aplicação das novas regras, muitas multinacionais podem precisar reestruturar suas atividades, avaliando se a forma como consolidam seus resultados financeiros e estruturam suas operações globais ainda faz sentido diante das mudanças. Isso pode prejudicar a atratividade nacional para vinda e estabelecimento destes empreendimentos, principalmente, levando em consideração a já complexidade legislativa de novo país, algo que vai contra o propósito da Reforma Tributária.

Essa queda na atratividade também poderá ser impactada devido à maior rigorosidade do compliance tributário com este adicional de CSLL, visto que, em suas normas, as empresas deverão fornecer informações detalhadas sobre suas operações globais e locais à Receita Federal, sob pena de multas pesadas em caso de não conformidade. Nem todas podem estar abertas a fornecer estes dados, elevando as chances de desistirem de expandirem sua atuação ao Brasil.

O não cumprimento com as obrigações de declaração, ou a apresentação de informações incorretas, ocasionará multas que podem chegar a R$ 10 milhões. Sua chegada exigirá que as multinacionais reavaliem suas estratégias fiscais e contábeis no Brasil, garantindo conformidade com a legislação e evitando penalidades que possam impactar seus resultados financeiros.

Estamos diante de uma MP que marca uma nova fase no sistema tributário brasileiro, alinhando-se às práticas internacionais de combate à elisão fiscal e buscando aumentar a arrecadação de tributos sobre o lucro das grandes corporações multinacionais. Aquelas que se enquadrarem nesses critérios devem se preparar para um ambiente fiscal mais rigoroso e para uma carga tributária potencialmente mais elevada. Mas, será que estamos, de fato, preparados para possíveis consequências negativas de um afastamento destas multinacionais e um prejuízo econômico decorrente desta perda de atratividade? 

 


Jessica Becalette - Coordenadora contábil na ECOVIS® BSP.

Juliana Brunello - especialista em diretos na ECOVIS® BSP.



BSP
https://ecovisbsp.com.br/


Prazo para pedir isenção e redução da taxa do Vestibular das Fatecs termina hoje (18

 

Foto: Roberto Sungi

Vestibular das Fatecs permite solicitação dos dois benefícios, desde que o candidato atenda aos requisitos 

Solicitações e envio de documentos devem ser feitos até às 23h59, pelo site do processo seletivo; respostas aos pedidos de benefícios serão disponibilizadas no dia 27 

O interessado em obter isenção total ou redução de 50% no valor da taxa do Vestibular das Faculdades de Tecnologia (Fatec) do Estado de São Paulo, para o primeiro semestre de 2025, deve fazer a solicitação ainda hoje (18), após o preencher o formulário de inscrição, no site vestibular.fatec.sp.gov.br. As respostas aos pedidos dos benefícios serão disponibilizadas no dia 27 de novembro, no portal do candidato.

Ao todo, serão concedidas 6 mil isenções de pagamento. Para redução, não há limite de quantidade. A oferta de isenção e redução de 50% no valor visa ampliar o acesso à formação superior tecnológica gratuita do Centro Paula Souza (CPS).

É possível solicitar os dois benefícios, desde que atendam aos requisitos e preencham as informações indicadas até as 23h59, em ambos requerimentos. Também é necessário anexar os documentos comprobatórios, digitalizados, no link “Envio de Documentos”. Os itens precisam ter tamanho máximo de até 1MB, nas seguintes extensões: ‘pdf’, ‘png’, ‘jpg’ ou ‘jpeg’. O preenchimento correto dos formulários de requisição e o envio dos documentos são de inteira responsabilidade do candidato.


Requisitos para redução

É preciso ser estudante regularmente matriculado em uma das séries do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, em curso pré-vestibular ou em curso superior de graduação ou de pós-graduação. O interessado também deve ter uma remuneração mensal inferior a dois salários mínimos (R$2.824) ou estar desempregado. Para solicitar os benefícios, desempregados, autônomos e aposentados devem seguir as instruções descritas na Portaria.

 

Inscrições

As inscrições para o Vestibular das Fatecs podem ser feitas até o dia 12 de dezembro, exclusivamente pelo novo site  vestibular.fatec.sp.gov.br. A prova será aplicada em 12 de janeiro de 2025. O valor integral da taxa é de R$ 60. 

As Fatecs disponibilizam computador e acesso à internet a quem quiser fazer a inscrição no processo seletivo. Cabe ao interessado entrar em contato com a unidade para saber datas e horários de atendimento.


Confira as principais dadas do calendário do Vestibular das Fatecs:

  • até 18 de novembro: prazo para solicitar isenção e redução de taxa de inscrição;
  • até 12 de dezembro – até 15 horas: período de inscrição do Vestibular das Fatecs;
  • 27 de novembro: resultado dos pedidos de isenção e redução da taxa;
  • 28 e 29 de novembro: período para apresentar recurso ao pedido indeferido de isenção e redução;
  • 6 de dezembro: resultado das solicitações de recurso da isenção e redução;
  • 3 de janeiro de 2025, a partir das 17 horas: divulgação dos locais de prova;
  • 12 de janeiro de 2025, às 13 horas: prova do Vestibular das Fatecs;
  • 13 de janeiro de 2025: divulgação do espelho da prova do Vestibular das Fatecs;
  • 15 de janeiro de 2025, a partir das 17 horas: divulgação do gabarito oficial do Vestibular das Fatecs;
  • 4 de fevereiro de 2025: publicação da classificação geral e da primeira chamada para matrículas;

5 e 7 de fevereiro de 2025: matrícula dos convocados para a primeira chamada. 

Outras informações pelos telefones (11) 4270-2739 (Capital e Grande São Paulo), 0800 878 2696 (demais localidades) ou pelo site vestibular.fatec.sp.gov.br

 

Centro Paula Souza 


Cinco estratégias para marketplaces para impulsionar as vendas na Black Friday



Com a aproximação da Black Friday, os marketplaces intensificam esforços para conquistar consumidores em busca de oportunidades para aumentar o desempenho das vendas. Ricardo Aranha, coordenador de negócios da Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, aponta aos
vendors a adoção de práticas estratégicas para o ganho de visibilidade e conquista da confiança dos consumidores. A associação oferece suporte estratégico e técnico.


Confira a recomendação de cinco ações:

1. Ganhe visibilidade com o uso do GTIN/EAN
A adoção do padrão GTIN/EAN (Número Global de Item Comercial) é essencial para aumentar a visibilidade dos produtos nos principais buscadores e nas próprias plataformas de marketplace. “O GTIN é um dos principais fatores para posicionamento nos resultados de busca, pois ajuda a organizar o catálogo e garante que os produtos sejam encontrados de forma rápida e precisa”, explica Aranha. Além disso, o código otimiza a leitura dos dados pelos algoritmos, o que facilita que os consumidores encontrem o que procuram, especialmente durante períodos de alta procura.

2. Fortaleça a credibilidade e a segurança com o GTIN/EAN
O GTIN/EAN não apenas organiza os produtos, mas também ajuda a reduzir o risco de fraudes e a garantir a autenticidade dos itens, o que é um diferencial em um período como a Black Friday. “O uso do GTIN/EAN contribui para que o cliente confie na plataforma, pois assegura que ele está adquirindo produtos autênticos e certificados”, destaca Aranha. Esse diferencial não só protege o consumidor, mas também evita que a reputação do marketplace seja impactada pela comercialização de itens falsificados.

3. Ofereça descontos transparentes e reais
Práticas como “maquiagem” de preços podem comprometer a credibilidade da plataforma. Apresentar descontos autênticos é uma maneira de fortalecer a relação com o cliente, que valoriza a honestidade.

4. Capriche nas imagens e descrições dos produtos
Imagens de alta qualidade e descrições detalhadas dos produtos ajudam a diminuir as taxas de abandono de carrinho, pois eliminam dúvidas antes da compra.

5. Organize a logística para entregas ágeis
O alto volume de pedidos na Black Friday exige uma operação logística eficiente e bem estruturada. Marketplaces que garantem prazos de entrega competitivos têm mais chances de fidelizar o cliente.

Com o uso inteligente do GTIN/EAN e a adoção dessas práticas, os marketplaces podem aumentar as vendas na Black Friday, além de fortalecer sua reputação e garantir a confiança do consumidor. “Essas estratégias não são apenas para uma boa performance na Black Friday; elas ajudam a construir uma relação de longo prazo com o cliente e consolidam o marketplace como referência de qualidade e segurança”, finaliza Aranha.
 



Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil
Mais informações aqui


BOLETIM DAS RODOVIAS

 Segunda-feira começa com tráfego carregado nas principais rodovias concedidas

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta segunda-feira (18). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Na rodovia Anchieta (SP-150), sentido capital, o tráfego é lento do km 21 ao km 17 e do km 13 ao km 10 por excesso de veículos. No sentido litoral, o tráfego é normal. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o tráfego é lento no sentido capital do km 24 ao km 14 e do km 53 ao km 45, no sentido litoral o tráfego é normal. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido capital, registra lentidão do km 24 ao km 21 e congestionamento do km 112 ao km 104 e do km 14 ao km 11+360, no sentido interior o tráfego é lento do km 58 ao km 63 e do km 96 ao km 98. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão do km 52 ao km 50 e do km 20 ao km 13+360. No sentido interior, o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270), sentido capital, apresenta tráfego lento do km 36 ao km 34, no sentido interior o tráfego é normal. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, há lentidão do km 35 ao km 24 da pista expressa, do km 18 ao km 13+700 das pistas expressa e marginal. No sentido interior, tráfego lento do km 20 ao km 21+500 da pista expressa, do km 22 do km 24 da pista expressa, do km 25+500 da pista marginal e do km 30+500 ao km 31 da pista expressa.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta tráfego lento do km 25 ao km 178 no sentido capital, no sentido interior, o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


domingo, 17 de novembro de 2024

Novembro Azul Pet: prevenção do câncer de próstata e cuidados com cães e gatos machos

Veterinários explicam sintomas e métodos de prevenção da doença, principalmente nos “aumigos”

 

O câncer de próstata, muito comum em humanos, também pode surgir em pets machos, sendo cães com mais de sete anos (4%) e não castrados (80%) os principais atingidos, de acordo com dados do Conselho Federal de Medicina Veterinária. Os felinos também podem sofrer com a doença, ainda que em menor escala se comparado aos cachorros. Pensando nisso, o Novembro Azul também se torna uma campanha voltada para a conscientização e prevenção da doença nos pets. 

Segundo especialistas do Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo, as doenças prostáticas podem acometer cães de qualquer raça e porte. No entanto, com maior frequência, ocorrem em cães sem raça definida (SRD), Poodles e Pastores Alemães. Além de entender quais raças têm mais predisposição, é importante os tutores estarem atentos ao comportamento de seus pets e observar qualquer mudança não habitual, a fim de identificar os sintomas. 

“A maioria dos bichinhos portadores da doença são assintomáticos, porém, quando presentes, os sintomas são relacionados ao trato urinário, como dificuldade ou dor ao urinar e presença de sangue na urina. Além disso, eles também podem apresentar prostração (tristeza), perda de apetite e dor ao serem tocados, por exemplo, ao pegá-los no colo”, explica Geovanne Pereira, médico do centro veterinário paulistano. 

Após a identificação dos sinais, é crucial a ida até um veterinário para confirmar o diagnóstico. Os médicos terão como base o histórico clínico e os sintomas apresentados pelo pet, bem como pela avaliação física, onde se realiza a palpação prostática para avaliar o tamanho, a conformação e a presença de dor. A confirmação é feita com o ultrassom abdominal, que permite avaliar, além do tamanho do órgão, a presença de nódulos. 

Como em toda doença, a prevenção é o melhor tipo de remédio. “O ideal é que cães com mais de cinco anos já realizem check-ups regulares, de preferência semestral ou anualmente. Os exames preventivos contam com amostras de sangue, exames de imagem e pela própria avaliação veterinária por meio da palpação”, complementa o veterinário.


 Nouvet


Cuide do coração do seu pet com a alimentação natural

Especialista explica importância de uma dieta adequada para prevenir problemas cardíacos em cães e gatos

 

Não é somente o ser humano que precisa ter cuidado com o coração. A falta de check-up regular, alimentação incorreta, obesidade e falta de exercícios físicos também vêm provocando um aumento de casos de problemas cardíacos em cães e gatos. Levantamento do Programa de Cuidados ao Paciente Crônico, realizado pela Petlove com 255 pets, mostrou que 19% dos animais analisados são cardiopatas.

 

Raças e fator de risco

A veterinária e especialista em nutrição animal, Cleuma Ferreira, explica que algumas raças específicas de cães e gatos são mais propensas a desenvolver doenças cardíacas, e a escolha de uma dieta adequada pode prevenir e controlar essas condições. ‘’Entre os cães, destacam-se raças como o Cavalier King Charles Spaniel, o Doberman, Pinscher, Boxer, Labrador Retriever e Chihuahua. E entre os gatos, as raças Maine Coon e Sphynx são as mais propensas à cardiomiopatia hipertrófica’’, diz.  

Doenças cardíacas em algumas racas é um problema comum
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Doença cardíaca é problema comum em algumas raças

 

Mesmo com hábitos super saudáveis, essas raças específicas podem desenvolver quadros cardíacos. ‘’Não tem muito o que fazer por ser genético, mas tem como prevenir e trazer qualidade de vida’’, afirma Cleuma.  

A especialista afirma que o melhor caminho é a prevenção. “O animal acometido precisa ter um acompanhamento regular para entender o grau da doença, já que ele possui uma pré-disposição em tê-la. Ainda assim, atividade física e protocolo alimentar específico para esses animais é o que fará a diferença para trazer qualidade de vida ao pet, mesmo que o problema cardíaco se desenvolva’’, orienta a profissional.

 

Alimento que previne e faz bem para o coração

Nas palavras da especialista em nutrição animal e consultora da Pet Chef Chico, empresa especializada em marmitas e petiscos naturais para pets, animais com problemas cardíacos precisam de uma dieta que favoreça a saúde do coração, e, neste caso, uma formulação da alimentação natural é ideal para esses pacientes. "Com a alimentação natural, temos mais liberdade para formular algo único para aquele pet, sem correr risco de ele ingerir algo que não possa. É imprescindível que essa alimentação tenha níveis de sódio reduzidos para evitar retenção de líquidos e pressão arterial elevada, assim como deve conter proteínas de alta qualidade, carnes magras e peixes para manter a massa muscular. E sem esquecer dos ácidos graxos do Ômega-3 que ajudam a reduzir inflamações e promovem saúde cardiovascular’’, orienta a especialista. 

A veterinária faz um alerta importante: “Não mude a dieta do seu pet sozinho, procure sempre um profissional”. Ela cita o exemplo de um cão com doença hepática, que recebeu uma dieta restritiva para promover a saúde do fígado. Mas a tutora resolveu modificar a dieta por conta própria, e o animal piorou significativamente. "Tivemos que retomar o tratamento com uma dieta mais específica ainda, que contou com a produção da Pet Chef Chico, e após isso, o cãozinho conseguiu recuperar a saúde", relata Cleuma. 

 Acompanhamento veterinário regular é essencial

 

Para Maria Mattos, sócia-diretora da Pet Chef Chico, é necessário que os tutores tomem cuidado ao tomar atitudes sem orientação. "Esse tipo de transtorno poderia ser evitado para o animal, ele não precisaria adoecer e sofrer as consequências dessa situação. A alimentação natural pode atender às necessidades nutricionais e dietéticas dos pets, sim, e por isso é tão importante fazer isso corretamente e com respaldo veterinário’’, finaliza Maria.  

 

Dicas para melhorar a saúde do seu pet

 

1.Mantenha seu pet ativo e sempre em dia com as atividades físicas;

2.Busque um profissional para oferecer uma alimentação saudável e rica em nutrientes e nunca por conta própria;

3.Evite o sobrepeso do pet;

4.Faça check-ups regulares no veterinário se o seu animal tiver propensão para doenças cardíacas;

5.Leve seu pet ao veterinário se houver sinais de fraqueza e cansaço extremos após atividades simples, palpitações e taquicardia.

 

 Pet Chef Chico


A prevenção do câncer de próstata também é necessária em pets

Campanha Novembro Azul se estende a cães e gatos, destacando a importância do diagnóstico precoce e da prevenção da doença.

 

O Novembro Azul, a campanha de conscientização sobre a saúde masculina, também é parte do universo pet. A prevenção do câncer de próstata em animais de estimação, especialmente em cães e gatos, é necessária e o diagnóstico precoce é essencial. 

Assim como os humanos, os pets podem desenvolver câncer de próstata, e o risco aumenta conforme a idade. De acordo com o Conselho Federal de Medicina Veterinária, aproximadamente 4% dos cães com mais de sete anos desenvolvem a doença. “É um número significativo que nos lembra da importância do acompanhamento veterinário regular. O Novembro Azul é uma ótima oportunidade para ampliar a conscientização e incentivar os tutores a estarem atentos aos sinais e à prevenção dessa doença”, alerta Raquel Michaelsen, médica-veterinária do Grupo Hospitalar Pet Support.

 

Sinais de alerta e tratamento

 

Alguns dos sinais que podem indicar a presença de câncer de próstata nos pets incluem dificuldade para urinar, presença de sangue na urina, perda de peso, dores na região abdominal e diminuição do apetite. Diante de qualquer um desses sintomas, é essencial buscar atendimento veterinário imediatamente.

 

A doença pode ser diagnosticada por meio de exame retal, ultrassonografia abdominal, exame de sangue, raio-X, tomografia ou biópsia, conforme cada caso.

 

O tratamento varia conforme o estágio do câncer e pode incluir medicações e até procedimentos cirúrgicos, de acordo com o caso e o porte do animal. 

 



Grupo Hospitalar Pet Support
www.petsupport.com.br



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