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segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Além do TDAH: Quais são as principais doenças neurológicas em crianças?

Neurologista pediátrico da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) aponta as 5 principais doenças que incidem na infância

 

Distúrbios do comportamento não são os únicos a afetar a infância. O coordenador do Departamento Científico de Neurologia Infantil da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), Dr. Alexandre Ribeiro Fernandes, dá um panorama da incidência das doenças neurológicas na infância. 

“Entre as condições neurológicas mais comuns, estão as epilepsias, as desordens de comportamento, considerando tanto o transtorno hiperativo com déficit de atenção, quanto desordens do neurodesenvolvimento, como o transtorno do espectro autista, paralisia cerebral e a cefaleia, que também é uma coisa muito frequente na prática do neuropediatra”, explica Fernandes. 

Uma das principais causas neurológicas que levam uma criança à emergência é a crise epilética. Segundo o médico, estudos apontam que cerca de 30% das crianças com algum problema neurológico, também apresentam epilepsia. 

Em segundo lugar, entram as questões comportamentais, como o TDAH - transtorno hiperativo com déficit de atenção. “É uma condição muito comum e a prevalência varia muito. Na Europa, gira em torno de 3% a 5%. Mas os estudos americanos falam em 10%, 12% de prevalência de transtorno de TDAH. E é algo que impacta bastante”, informa o médico. 

Segundo Fernandes, muitas vezes pode acontecer o diagnóstico mais frequente  do TDAH nas classes A e B e menos frequente nas classes mais populares. “Talvez haja um sub diagnóstico por uma questão de infraestrutura do SUS, até para acolher as crianças de renda mais inferior. E uma desatenção da escola também para criança hiperativa”, analisa.

Com relação ao autismo, o transtorno está cada vez mais sendo diagnosticado por conscientização da sociedade, por amplificação de critérios. É uma desordem comportamental muito comum. “Uma em cada 63 crianças podem ter transtorno do espectro autista”, diz o médico. 

A paralisia cerebral também é muito importante. A paralisia cerebral é uma desordem motora decorrente de uma lesão ao cérebro que está em desenvolvimento. 

“Geralmente ela acontece em dois a três para cada mil crianças nascidas vivas em países em desenvolvimento. Tem um estudo do Paquistão, de 2023, que fala em 10% de prevalência. Isso tem a ver diretamente com a assistência pré-natal. Boa parte das paralisias cerebrais são decorrentes de um pré-natal que poderia ter sido mais bem feito." 

E há as cefaleias. Dentre as cefaleias primárias da infância, a enxaqueca é a mais comum, seguida da cefaleia de tensão, cefaleia tensional. E sempre lembrando que os tumores cerebrais, os tumores do sistema nervoso, os tumores do cérebro são os tumores sólidos mais comuns na infância. Muitas vezes o sintoma inicial é a cefaleia, e cefaleia de intensidade crescente com vômito. 

“É muito importante estar atento às dores de cabeça na infância. Sempre importante lembrar que pode ser um sinal, um sintoma de um processo expansivo, e aí eu estou falando de um processo expansivo tumoral intracraniano”, alerta o médico. 

 

 

Cérebro responde a exercício físico até 2 semanas depois, revela estudo

Sempre se soube o quanto a atividade física é benéfica para a saúde, mas cada vez mais estudo surgem para reforçar isso, afirma o personal trainer e educador físico, Tauan Gomes 

 

Esta semana, pesquisadores da Universidade de Aalto, na Finlândia, realizaram um estudo que demonstrou uma durabilidade de até duas semanas após a prática pos exercícios físicos no cérebro.  

O estudo mostrou que a atividade física melhora a conectividade entre as sinapses, o que fortalece a memória, o raciocínio e a atenção, mas também reforçou a influência de fatores como estilo de vida, ambiente e até condições de saúde temporárias, como doenças passageiras e sono irregular.

 

O estudo e os resultados

O estudo envolveu uma mulher saudável de 33 anos, que se exercitava regularmente. Durante 133 dias, foram coletados dados comportamentais por meio de um aplicativo e dispositivos, seguidos de exames de ressonância magnética funcional (fMRI).   

A pesquisa combinou informações de dispositivos pessoais com fMRI, permitindo uma análise detalhada da relação entre o cérebro e o comportamento.  

Os resultados indicaram que fatores de estilo de vida influenciam a conectividade cerebral em diferentes períodos. 

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5 benefícios da atividade física para a saúde mental

1. Redução do estresse;

2. Melhora da ansiedade;

3. Aumento da autoestima;

4. Melhoria do humor;

5. Aprimoramento do sono. 

 

A atividade física e seus benefícios para o cérebro

Segundo o personal trainer e educador físico Tauan Gomes, a prática de atividades físicas ajuda a melhorar diversas funções cognitivas e prevenir doenças neurodegenerativas. 

“A atividade física é uma grande aliada para o cérebro, melhora a memória, concentração, raciocínio, etc., tudo isso por estimular substâncias que melhoram o humor e diminuem o estresse, como a serotonina e a dopamina”. 

“O exercício físico também é fortemente recomendado como forma de prevenir doenças neurodegenerativas, como parkinson e alzheimer, sendo também uma forma de melhorar a reserva cognitiva ao longo dos anos e manter a funcionalidade cognitiva”, explica Tauan Gomes.





Tauan Gomes - Personal Trainer, educador físico e coach com formação pela International Coaching and Leaders Association. O carioca residente em Portugal está envolvido com jiu-jitsu, cross, judô e musculação, atualmente ministra aulas e dá consultorias virtuais para pessoas do mundo inteiro. Além dos treinos, que buscam o emagrecimento saudável e eficaz, Tauan oferece sessões completas e ferramentas de coaching durante o processo, trazendo uma abordagem 360º para a saúde do cliente.


Dia Nacional e Mundial da Osteoporose: saiba quais exames laboratoriais fazer e como se prevenir da doença

Doença silenciosa pode atingir 200 milhões de pessoas no mundo todo 


Todo ano, no dia 20 de outubro, o Dia Nacional e Mundial da Osteoporose é celebrado. Esse dia é dedicado à conscientização de todo o mundo para prevenção, diagnóstico e tratamento da doença. De acordo com a International Osteoporosis Foundation (IOF), estima-se que cerca de 200 milhões de pessoas ao redor do mundo estejam afetadas pela condição. A osteoporose é uma enfermidade que se caracteriza pela perda de massa óssea e alteração na microarquitetura dos ossos. Isso leva a um aumento do risco de fraturas no corpo humano. E por ser silenciosa, muitas pessoas podem descobrir tardiamente esse diagnóstico. No entanto, existem maneiras de prevenir os efeitos e exames laboratoriais que podem auxiliar na detecção da osteoporose. 

Segundo Dr. Pedro Saddi, médico endocrinologista, patologista clínico e diretor regional de São Paulo capital da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), os humanos têm a massa óssea construída desde o nascimento, atingindo o pico por volta dos 30 anos. A partir dessa idade, começa a ocorrer perda de massa óssea lentamente ao longo dos anos. “É importante destacar que estamos constantemente formando e reabsorvendo osso, um processo que chamamos de remodelação óssea. A diminuição da densidade mineral óssea ocorre quando a formação é menor que a reabsorção”, explica. 

As mulheres costumam ser mais afetadas, por conta da aceleração dessa perda durante o período ao redor da menopausa. A estimativa, segundo a IOF, é que uma a cada três mulheres, mundialmente, com idade maior que 50 anos apresentará uma fratura por fragilidade óssea. Isso seria aproximadamente 9 milhões de casos ao ano. Saddi explica que elas são mais suscetíveis à osteoporose, devido à queda acentuada de estrogênio, um hormônio que ajuda na formação óssea, especialmente após a menopausa. “Além disso, as mulheres geralmente têm um pico de massa óssea menor que os homens, o que as torna mais vulneráveis à perda óssea relacionada à idade”, acrescenta o patologista clínico.

 

Fatores de risco para a osteoporose

De acordo com o endocrinologista, os fatores de risco para o desenvolvimento da osteoporose são:

  • Idade avançada – o envelhecimento é um fator importante já que há perda progressiva de densidade mineral óssea;
  • Sexo feminino – esse grupo tem maior risco, principalmente após a menopausa;
  • Histórico familiar – pessoas com histórico familiar de osteoporose têm maior chance de desenvolver a doença;
  • Baixo peso corporal – o Índice de Massa Corporal (IMC) baixo está associado a menor densidade óssea;
  • Deficiência hormonal – redução dos níveis de estrogênio nas pessoas do sexo feminino (menopausa) e testosterona nas pessoas do sexo masculino, pode contribuir para a condição;
  • Uso prolongado de corticosteroides – esses medicamentos, geralmente usados para tratar problemas de saúde como asma, eczema, lesões articulares e artrite reumatoide, podem levar à perda óssea;
  • Baixa ingestão de cálcio e baixa vitamina D – essas deficiências nutricionais impactam negativamente a saúde óssea;
  • Sedentarismo;
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool;
  • Condições crônicas como diabetes mellitus e artrite reumatoide.

 

Sinais de alerta e detecção da osteoporose

Apesar de ser uma doença que evolui de forma silenciosa, sem apresentar muitos sintomas, existem alguns sinais que quando presente devem despertar a hipótese de osteoporose. O diretor regional da SBPC/ML esclarece que uma fratura após uma queda simples, por exemplo, é o maior sinal de alerta para a doença. Além disso, a diminuição de estatura ou postura progressivamente curvada com o avançar da idade podem indicar fraturas vertebrais, condição que define a presença de osteoporose. Dor nas costas também pode ser sinal de fratura vertebral. 

Para o diagnóstico da osteoporose, Dr. Pedro explica que o exame padrão para avaliação da densidade mineral óssea é a densitometria óssea (DXA). “O diagnóstico de osteoporose deve levar em conta as características clínicas do paciente e o resultado da densitometria. No entanto, alguns exames laboratoriais podem ser usados para avaliar fatores relacionados à saúde óssea”, explicita. 

Os exames laboratoriais para avaliar a saúde óssea são:

  • Cálcio sérico – essa substância ajuda a monitorar a função paratireoide e a saúde óssea. Níveis anormais podem indicar distúrbios de metabolismo ósseo;
  • Calcio na urina - pode indicar perda desse mineral.
  • 25-hidroxivitamina D – quando apresenta baixos níveis, indica deficiência de vitamina D, que associada à fragilidade óssea;
  • PTH – níveis elevados desse indicador podem sinalizar hiperparatireoidismo, condição que leva à desmineralização óssea;
  • Fosfatase alcalina – altos níveis podem indicar aumento da remodelação óssea, que pode estar associada a outras doenças do metabolismo ósseo;
  • Marcadores de reabsorção óssea como telopeptídeo C-terminal (CTX) – eles ficam elevados em processos de perda óssea aumentada, como osteoporose. 

O patologista clínico ainda diz que, para as pessoas do sexo feminino, é recomendado que a densitometria óssea seja realizada a partir dos 65 anos, ou mais cedo naquelas com fatores de risco. Nos indivíduos do sexo masculino, geralmente a avaliação é indicada a partir dos 70 anos, ou antes, dependendo de condições de risco. “Já os exames laboratoriais podem ser realizados a qualquer idade se houver suspeita clínica de deficiência nutricional ou hormonal ou ainda, a presença de outra doença que afete a saúde óssea”, complementa.

 

Prevenção da osteoporose

A prevenção da osteoporose se dá por diversas formas. Uma alimentação rica em cálcio e vitamina D, ou seja, consumo de laticínios, peixes gordurosos e exposição equilibrada ao sol ajudam a manter os níveis adequados dessas substâncias, segundo Dr. Pedro Saddi. Ele afirma também que ações como atividade física regular e caminhada, por exemplo, fortalece os ossos; parar de fumar e evitar o consumo excessivo de álcool, são formas de se ressalvar da doença. 

Além disso, o monitoramento de saúde hormonal é fundamental para se evitar a osteoporose. “Mulheres na pós-menopausa devem discutir com seus médicos sobre a terapia de reposição hormonal, quando apropriado. Suplementação de cálcio e vitamina D também são importantes, se indicadas por um médico”, finaliza o diretor regional da SBPC/ML. 

 

SBPC/ML - A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


Meu filho não lava as mãos: 5 dicas para que a higiene se torne um hábito

Ketut Subyanto by Pexels
15 de outubro é o Dia Mundial da Lavagem das Mãos 

 

Lavar as mãos é uma medida importante e simples para prevenir a propagação de doenças e infecções. Um estudo realizado pela Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres com 160 mil pessoas da Ásia, África e América Latina e publicado na The Lancet comprovou que esse hábito de higiene pode reduzir os casos de infecção respiratória aguda em até 17%; diminuir em 22% o impacto de infecções como bronquite aguda e pneumonias e em 26% os impactos de rinite, sinusite e faringite. Mas e o que fazer quando as crianças ainda não adquiriram esse hábito? 

Sara Azevedo, orientadora pedagógica dos Anos Iniciais do Colégio Marista da Asa Sul, em Brasília, afirma que a importância de lavar as mãos deve ser explicada tanto na escola como em casa. “Primeiramente, nós adultos, temos que dar o exemplo às crianças, lavando constantemente as nossas mãos. Ao mesmo tempo temos que fazer o monitoramento para ver quando e como a criança o faz. Diferentemente da escola, os pais podem fazer uma observação individual e dar uma orientação caso necessário. A maneira correta de lavar as mãos é o que previne doenças e infecções”, explica a orientadora pedagógica do Marista Asa Sul. 

Na escola, a abordagem é coletiva. “No Colégio, deve-se convidar as crianças em pequenos grupos para abrirem as torneiras e iniciar o momento da lavagem das mãos. Importante que o professor observe como exploram os movimentos de abrir e fechar a torneira, de manusear o sabonete sem pressa e com atenção, uma criança aprende com a outra”, diz a coordenadora do Colégio Marista Asa Sul. 

Confira 5 dicas para que seu filho se habitue a lavar as mãos:

1-Torne a higiene pessoal uma atividade divertida

2- Crie jogos, músicas ou histórias que divirtam a criança nesse momento

3- Ofereça opções para que a criança vá treinando a sua autonomia, como escolher o sabonete no mercado

4- Faça dessa higienização uma rotina e não a negocie 

5- Seja o exemplo para a criança

 

Como a miopia infantil pode prejudicar as crianças?

Progressão da miopia pode afetar várias áreas do desenvolvimento

 

A miopia, em qualquer idade, é incômoda e traz diversos prejuízos à saúde, mas quando acomete crianças, pode ser ainda pior. Entre os impactos negativos estão os problemas de concentração na escola, causando atraso educacional, dificuldades em brincadeiras e esportes e queixas frequentes de dor de cabeça. 

Quando essas reclamações são presentes, é importante considerar a possibilidade de miopia, um erro de refração que altera a estrutura dos olhos, dificultando a visão de longe. É uma doença ocular crescente e uma preocupação global. Estima-se que até 2050, metade da população mundial será míope. Por isso, cuidar da saúde visual e tratar a miopia desde criança é importante para evitar possíveis problemas no futuro.

De acordo com Dr. Celso Cunha, oftalmologista e consultor da HOYA Vision Care, empresa japonesa que produz lentes para óculos de alta tecnologia desenvolvidas para correção de problemas da visão, é importante ter atenção aos comportamentos da criança, principalmente se ela esfrega os olhos para enxergar melhor, franze a testa, pisca em excesso, senta-se próximo a TV ou computador, apresenta irritações e vermelhidão nos olhos com frequência. 

“Geralmente, as crianças não conseguem falar com clareza quando estão sentindo alguma coisa, por isso, os pais devem redobrar o cuidado. Caso a miopia não seja diagnosticada e tratada precocemente, pode evoluir para outros problemas de visão, como o descolamento de retina, o glaucoma e em casos de alta miopia, a própria cegueira”, aponta o oftalmologista. 

Para evitar que isso aconteça, o médico reforça a importância de levar as crianças ao oftalmologista desde pequenas. Outros métodos que podem ajudar a desacelerar o aparecimento da miopia infantil são reduzir o tempo de tela, ter uma dieta rica em frutas e vegetais e incentivar atividades ao ar livre. 

Hoje, o mercado oftalmológico já possui grandes inovações para mitigar esse cenário, como lentes de óculos que reduzem a progressão da miopia infantil. Dr. Celso ressalta ainda que, a prescrição do uso deve ser feita por um médico oftalmologista, não basta apenas corrigir a miopia, mas exige esforço para conter a evolução e afastar os riscos da perda da visão que a progressão acarreta.


 

Inovação no mercado de lentes 

A HOYA traz em seu portfólio a MiYOSMART, lentes de óculos que reduzem a progressão da miopia infantil. O produto conta com a tecnologia D.I.M.S. (Defocus Incorporated Multiple Segments), patenteada pela HOYA e desenvolvida em colaboração com a Universidade Politécnica de Hong Kong e tem como objetivo corrigir o defeito visual em toda a sua superfície. 

“As lentes MiYOSMART já são utilizadas em diversos países da Ásia, África e Europa, assim como no Brasil, a fim de reduzir o número de crianças e adolescentes que convivem com a miopia progressiva. A prescrição do uso deve ser feita por um médico oftalmologista e o produto está disponível em centenas de ópticas certificadas no Brasil”, explica.


Hoya Vision Care
Saiba mais em Link

 

O poder do ciclo sono-vigília: entenda por que dormir é muito mais que desligar o corpo

 

Médica alerta para os riscos de negligenciar o sono e destaca os impactos profundos na saúde física e mental

 

Em um mundo cada vez mais acelerado e digital, o sono se tornou uma das principais vítimas de nossas rotinas agitadas. Longas jornadas de trabalho, a constante exposição a dispositivos eletrônicos e o estresse diário estão entre os principais fatores que comprometem a qualidade do sono, essencial para nossa saúde física, mental e bem-estar. 

Muitas vezes, o sono é visto apenas como uma pausa entre um dia e outro. Contudo, esse período de descanso é fundamental para a "manutenção"  de todas as nossas funções biológicas. É durante o sono que ocorrem processos importantes, como a consolidação da memória, o reparo celular e a regulação de hormônios que afetam desde o humor até  o apetite, além da prevenção de doenças graves, como Alzheimer e obesidade. 

Hoje é fato incontestável que um sono fragmentado ou insuficiente pode aumentar significativamente o risco de desenvolver uma série de condições crônicas.

Dormir não é apenas 'desligar' o corpo, mas um momento de regeneração profunda”, afirma a Dra. Simone Nascimento, médica com especialização em saúde mental e bem-estar corporativo, que compara o dormir com o colocar o carro em manutenção para evitar que ele quebre ou pare de rodar. Segundo ela, é durante as diferentes fases do sono — como o sono profundo e a fase REM (Rapid Eye Movement) — que o organismo realiza funções críticas que afetam diretamente nossa saúde a longo prazo. “O sono profundo, por exemplo, é responsável pela reparação celular e pela produção de hormônios que regulam o crescimento e o metabolismo, como o GH, a leptina e a grelina. Isso significa que noites mal dormidas podem afetar o peso corporal, a imunidade e a capacidade de recuperação muscular, especialmente para aqueles que praticam atividades físicas”, explica. 

Porém, apesar de sua importância, o sono tem sido sabotado pelo estilo de vida moderno. O aumento do período de vigília, com maiores jornadas de trabalho e deslocamento,  a exposição constante à luz azul emitida por telas de celulares, computadores e televisores, além de hábitos noturnos irregulares, desregulam o nosso ciclo circadiano — o relógio biológico que guia nosso ciclo de sono e vigília. Esse descompasso provoca níveis elevados de cortisol, o hormônio do estresse, resultando em uma cadeia de efeitos negativos que pode incluir ansiedade, fadiga crônica e até depressão.

Estudos mostram ainda que a privação de sono está associada a um aumento no risco de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Isso ocorre porque é durante o sono que o cérebro elimina toxinas acumuladas ao longo do dia, como a proteína beta-amiloide, uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da doença”, explica a Dra. Simone.

É nesse contexto que o sono deve ser visto como uma ferramenta poderosa de autocuidado. Ajustar nossa rotina para respeitar os ritmos naturais do corpo pode trazer benefícios imensos. Uma das maneiras mais eficazes de melhorar a qualidade do sono é aumentar a exposição à luz solar pela manhã. A luz natural não apenas sinaliza ao corpo que é hora de estar acordado, mas também ajuda a regular a produção de melatonina, o hormônio que desempenha um papel crucial no ciclo do sono. Ao reduzir a luz artificial durante a noite, especialmente a luz azul, o corpo é capaz de se preparar melhor para um sono reparador.

Estabelecer horários regulares para dormir e acordar também é essencial. O corpo humano tem um ritmo circadiano que prospera com regularidade. Dormir e acordar no mesmo horário todos os dias ajuda a sincronizar esse relógio interno, tornando mais fácil adormecer à noite e acordar revigorado pela manhã.

Outra estratégia eficiente é reduzir o uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir. “A luz azul interfere diretamente na produção de melatonina, o hormônio que regula o sono, e pode dificultar a transição para um descanso profundo e reparador”, alerta a médica. Para preparar o corpo para uma boa noite de sono, pequenas mudanças no estilo de vida podem ser significativas. Rituais de relaxamento, como a leitura de um livro, a prática de meditação ou um banho morno, podem ajudar a acalmar a mente e preparar o corpo para o descanso.

Dormir bem não é um luxo, mas sim uma necessidade biológica que afeta diretamente nossa qualidade de vida. Um corpo descansado é a melhor casa para uma mente alerta e criativa”, reforça a Dra., que complementa dizendo que o sono é uma parte fundamental do autocuidado que, quando priorizado, se traduz em melhorias não apenas no desempenho pessoal, mas também no profissional. 

O sono é, sem dúvida, um dos pilares essenciais do bem-estar e deve ser tratado como tal em nossas vidas aceleradas”, conclui. 

 

Dra. Simone Nascimento - médica e possui especialização em Saúde Mental Corporativa pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein. Possui certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo American College of Lifestyle Medicine e cursa MBA de Saúde e Qualidade de Vida como estratégia de negócio. Simone é fundadora do Projeto Equilibria - Saúde Individual e Coletiva e atua como palestrante e consultora de programas de saúde e qualidade de vida no trabalho.



FEBRASGO esclarece dúvidas sobre a relação entre ao excesso de peso e a gravidez

 

A Federação das Associações Brasileiras de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) destaca que o sobrepeso e, em especial, a obesidade, elevam o risco de diversas doenças, incluindo diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares e até câncer. Além disso, essa condição também afeta a fertilidade. 

Estima-se que até 2044, cerca de 48% dos adultos brasileiros estarão com obesidade, enquanto 27% terão sobrepeso. Essa informação faz parte de um estudo do pesquisador Eduardo Nilson, do Programa de Alimentação, Nutrição e Cultura (Palin) da Fiocruz Brasília, e colegas, divulgado em junho, que ressalta a gravidade do cenário e a necessidade de prevenção contra essa condição. Nos últimos anos, o aumento da obesidade na população tem contribuído para um maior número de tentativas de gravidez sem sucesso. 

A Dra. Ana Carolina Sá, membro da Comissão de Ginecologia Endócrina da FEBRASGO, explica que nosso tecido adiposo tem a capacidade de produzir hormônios esteróides, incluindo os esteróides sexuais, como a androstenediona, a testosterona e a estrona, que é um tipo de estrogênio. Esses hormônios desempenham um papel importante na regulação da ovulação. 

De acordo com a especialista, quem controla a nossa ovulação é o cérebro, por meio da secreção de gonadotrofinas, como o FSH e o LH, hormônios produzidos pela hipófise que regulam a ovulação feminina. Quando há excesso desses hormônios periféricos produzidos pelo tecido adiposo, isso pode levar a uma regulação alterada da secreção hormonal cerebral e, consequentemente, da secreção hipofisária, influenciando a ovulação. 

Quando a mulher não ovula, ela pode ter ciclos menstruais irregulares. Isso pode se manifestar como ciclos ausentes, com longos intervalos entre as menstruações, às vezes meses sem menstruar ou como ciclos irregulares, que ocorrem com certa frequência, mas de maneira desorganizada, indicando que a mulher não está ovulando”, afirma. 

A médica ressalta que não há uma relação direta entre o excesso de gordura corporal e os hormônios que influenciam a fertilidade. E o que se sabe é que existem mulheres magras que enfrentam problemas de anovulação, assim como mulheres obesas que ovulam e menstruam regularmente, preservando sua fertilidade. Portanto, não é obrigatório que um aumento na gordura corporal resulte em uma diminuição na fertilidade. No entanto, para muitas mulheres, o excesso de gordura pode afetar a secreção hormonal mencionada anteriormente. Alterações nos padrões de secreção hormonal podem, sim, impactar a ovulação e a fertilidade. Assim, a relação existe, mas não é linear ou universal; a resposta hormonal pode variar de mulher para mulher.

 

A perda de peso pode impactar a fertilidade de uma mulher que está tentando engravidar?

A Dra. Ana Carolina menciona que a situação pode variar. Se a perda de peso for saudável, ela não impactará negativamente a fertilidade. O que realmente faz diferença é uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes, e com baixo consumo de alimentos processados. Uma dieta saudável é preferível a uma que contenha muito açúcar, frituras, gorduras, enlatados e refrigerantes, que podem levar a um excesso de açúcares, afetando o metabolismo. O que se sabe é que o metabolismo tem uma relação direta com a secreção hormonal. 

Uma mulher com excesso de peso que adota uma abordagem consciente de perda de peso, com reeducação alimentar e prática regular de atividades físicas, certamente terá um impacto positivo no funcionamento do organismo. Isso pode, inclusive, ajudar a reverter situações de desregulação hormonal que levam à anovulação. 

“No entanto, é importante considerar que a anovulação pode ter várias causas, nem todas relacionadas ao peso. Algumas podem exigir tratamento medicamentoso. Se a anovulação estiver ligada ao excesso de peso, a perda de peso pode trazer melhorias significativas, mesmo que a mulher ainda permaneça acima do peso ideal. Geralmente, uma redução de 10% do peso corporal já resulta em uma melhora considerável nos padrões hormonais”, disse a médica.
 

Qual o papel do exercício físico na melhoria da fertilidade em mulheres com sobrepeso e obesidade?

“A atividade física deve ser sempre incentivada, pois traz uma série de benefícios, independentemente da necessidade de perda de peso. Exercícios, como musculação, aumentam a massa muscular e reduzem a gordura corporal, melhorando a composição física. Essa mudança já favorece o metabolismo dos açúcares, uma vez que a massa magra possui maior sensibilidade à insulina, ajudando a reduzir a resistência insulínica”, enfatiza.

Além disso, mesmo sem perda de peso, o aumento da massa magra é benéfico. A prática de exercícios promove a liberação de neurotransmissores que proporcionam bem-estar, contribuindo para um estilo de vida mais saudável e melhorando a qualidade de vida, a elasticidade e diversos outros aspectos.
 

Existem tratamentos ou intervenções específicas recomendadas para mulheres com sobrepeso que desejam engravidar?

Independentemente de a paciente querer engravidar ou não, as orientações para a perda de peso permanecem as mesmas. Primeiramente, é essencial promover mudanças no estilo de vida, adequando a alimentação, que pode ser excessiva ou incorreta, com uma ingestão calórica muito alta. É importante reforçar a necessidade de atividade física regular, que traz uma série de benefícios. 

“Em alguns casos, dependendo do grau de obesidade, essas pacientes podem precisar de medicamentos para reduzir a compulsão alimentar, controlar a ansiedade e ajudar na saciedade. Muitas vezes, essas mulheres já apresentam resistência insulínica e hiperinsulinemia, ou seja, têm níveis elevados de insulina para compensar os efeitos negativos desse hormônio, que está associado ao aumento da fome. Certas medicações podem ajudar a melhorar esse padrão de hipersecreção de insulina”, diz. 

A médica destaca ainda que em casos mais severos, especialmente se a mulher já tiver doenças associadas à obesidade, como hipertensão, diabetes ou doenças cardiovasculares, a cirurgia bariátrica pode ser indicada. Assim, os tratamentos para mulheres que desejam engravidar são bastante semelhantes àqueles recomendados para mulheres obesas que não estão buscando a concepção.


Desempenho em testes físicos pode ajudar a direcionar o tratamento do câncer de pulmão

O câncer de pulmão é o que mais mata entre os homens
 e o segundo entre as mulheres
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Ao analisar pacientes com metástase e caquexia, pesquisadores da USP e de Harvard concluíram que, quanto melhor o condicionamento físico, maiores as chances de a terapia ser bem-sucedida

 

Ao estudar um grupo de pacientes com câncer de pulmão metastático, pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos concluíram que o desempenho em testes físicos simples – como sentar, levantar e caminhar – pode ser um parâmetro capaz de auxiliar o médico na avaliação do prognóstico e na definição do tratamento.

A pesquisa, divulgada no European Journal of Clinical Investigation, também identificou no plasma sanguíneo dos voluntários duas substâncias – a serina e o M22G – com potencial de virarem biomarcadores capazes de indicar quais pacientes têm mais chances de responder ao tratamento com a quimioterapia.

O trabalho contou com apoio (projetos 16/20187-6 e 19/17009-7) da FAPESP e envolveu pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) e da Harvard Medical School (Estados Unidos).

Como explica o primeiro autor do artigo, Willian das Neves Silva, a síndrome da caquexia-anorexia é comum entre pacientes com câncer em estágio avançado e caracteriza-se por um intenso consumo dos tecidos muscular e adiposo, com consequente perda involuntária de peso, e costuma estar associada à falta de apetite, fadiga e diminuição da força muscular.

No caso do câncer de pulmão, mais especificamente de tumores de células não pequenas, que são os mais comuns, os resultados da pesquisa mostram que, ao avaliar a sobrevida dos pacientes, não basta mensurar a quantidade de músculos. É preciso também levar em conta a função muscular.

“Nós vimos que a função é mais importante. Não é só ter músculos, mas o que o paciente consegue fazer com eles. O estudo mostra que a aptidão física importa mais do que a massa muscular. A maioria dos pacientes estava debilitada e sofrendo com caquexia [perda acentuada de peso e massa muscular] em algum grau. O paciente que tem melhor desempenho físico vive mais e isso não tem relação com o estado geral dele”, explica Silva, que conduziu a investigação durante seu doutorado, sob a orientação dos professores Gilberto de Castro Junior, da FM-USP, Patrícia Chakur Brum, da Escola de Educação Física e Esporte da USP, e Kathryn J. Swoboda, do Massachusetts General Hospital, ligado à Harvard.

Segundo os autores, as informações levantadas na pesquisa poderão ajudar o médico oncologista a direcionar melhor o tratamento com a quimioterapia e a encaminhar quem, porventura, precise de ajuda de uma equipe complementar ou de cuidados paliativos.

“Nós mostramos que os pacientes com baixa performance nos testes físicos simples também tinham prejuízo em termos de consumo de oxigênio, enquanto os pacientes com boa performance, não. Nós acreditamos que o processo inflamatório associado ao tumor resulte em um conjunto de metabólitos circulantes no plasma com potencial de gerar um efeito negativo no metabolismo das células musculares. De alguma maneira, há um prejuízo tóxico para essas células que diminui o consumo de oxigênio, levando ao agravamento da doença”, explica Castro Junior.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), neoplasias de pulmão são as que mais matam entre os homens e a segunda colocada entre as mulheres. Os tumores são classificados de acordo com o tipo de célula presente e cada um se desenvolve de uma forma diferente. O mais comum é o câncer de células não pequenas, justamente o analisado nesta pesquisa. Ele corresponde a mais de 80% de todos os casos.

“É um tumor muito frequente, mas que tem sobrevida infelizmente curta, por volta de dez meses”, destaca Castro Junior. Por isso, é importante enfatizar que é possível prevenir a doença, já que em mais de 90% dos casos o câncer de pulmão está ligado ao cigarro.

“Estamos falando de pacientes por volta dos 60, 65 anos, mas que fumavam há bastante tempo”, ressalta o médico.


Metodologia

A pesquisa foi realizada com 55 pacientes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A maioria era de homens, todos fumantes. Eles receberam tratamento entre abril de 2017 e setembro de 2020 e foram acompanhados, em média, por cerca de três meses, ao longo dos ciclos de quimioterapia que receberam no hospital.

Aqui no Brasil, foram realizados os testes físicos e a coleta dos exames de sangue e das tomografias. Para avaliar a capacidade física antes do tratamento, os pacientes tinham de se levantar e caminhar por três metros, retornar e se sentar novamente; sentar e levantar dez vezes; e, por fim, caminhar por mais seis minutos. Além disso, para um grupo menor de 23 pacientes, foi medida a capacidade de resistência na bicicleta, com máscara de oxigênio, aumentando constantemente a velocidade.

“Alguns desses pacientes tinham perdido cerca de 30 quilos nos seis meses anteriores, mas vimos que, mesmo aparentemente debilitados, eles conseguiam resistir ao exercício. Aí, entendemos que não era uma relação direta entre a massa muscular e o desempenho, e que aguentariam também a quimioterapia. Entendemos que a atividade física é importante, mesmo que seja de acordo com a capacidade de cada um, podendo colaborar positivamente durante o tratamento”, explica Silva.

Já em Harvard, foram realizados os testes de metabolômica com o plasma sanguíneo coletado no Brasil e com amostras de células musculares. Ou seja, foi feita a análise dos produtos intermediários ou finais do metabolismo dessas células para tentar identificar as moléculas que poderiam ser utilizadas como marcadores para a doença.

Foram identificadas duas substâncias que podem ajudar a analisar, futuramente, os pacientes que terão mais chances de responder ao tratamento: a serina e o M22G.

A serina é um aminoácido não essencial ligado a diversos processos metabólicos. Conforme outros estudos já comprovaram, o excesso de serina dentro das células está associado ao crescimento das células tumorais. Entretanto, a inibição ou a privação de serina pode ajudar a diminuir o tumor, por isso, ela tem sido sugerida como uma opção para o potencial tratamento contra o câncer.

“O que nós mostramos é que existe uma relação dessas substâncias com a performance desses pacientes e talvez isso possa funcionar, no futuro, como um marcador de desempenho, mas nós ainda precisamos estudar mais”, pondera Silva.

Segundo o pesquisador, em uma próxima etapa, serão analisados novamente os dados de todos os pacientes do estudo com auxílio de inteligência artificial. O objetivo é tentar encontrar justamente os biomarcadores que podem ajudar a compreender o mecanismo da doença.

Outro ponto importante será entender se a atividade física durante o tratamento com a quimioterapia também pode ajudar na melhora das condições gerais de quem está acometido pelo câncer de pulmão.


Qualidade muscular

Resultados recentes do grupo publicados na revista JCSM Communications demonstram que, além da inflamação e da aversão à comida, o índice de gordura intramuscular também é um indicador importante de sobrevida para quem tem câncer de pulmão metastático.

“Incluímos nessa nova análise outro grupo de pacientes, que apresentavam performance status ainda piores que o do estudo anterior e analisamos como um grupo único. Nesta nova etapa, identificamos que os pacientes mais inflamados, que rejeitavam comida e que tinham mais gordura presente no músculo, eram os que viviam menos. A gordura intramuscular é um indicativo de um músculo com qualidade ruim, o que, consequentemente, leva a uma performance ruim”, explica Silva.

A longo prazo, contam os pesquisadores, a ideia é entender se os exercícios físicos poderiam funcionar como uma espécie de “remédio” complementar ao tratamento.

“Nós sabemos que quem tem pior função muscular tem pior sobrevida. Será que se nós, de alguma forma, conseguirmos melhorar essa função muscular com exercício, conseguiríamos reverter o processo e tornar essa célula mais resistente à inflamação? Quebrar o ciclo vicioso de caquexia e perda muscular, ter um efeito antitumoral melhor do tratamento do câncer? É o que nós queremos saber agora”, conta Castro Junior.

Esses estudos são continuidade do Projeto Temático “Câncer e coração: novos paradigmas de diagnóstico e tratamento”, liderado pelo professor da FM-USP Carlos Eduardo Negrão.

O artigo Physical performance and plasma metabolic profile as potential prognostic factors in metastatic lung cancer patients pode ser lido em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/eci.14288.

Já o estudo Food Aversion, Systemic Inflammation and Intramuscular Adipose Tissue are Mortality Predictors in Advanced Lung Cancer Patients está disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/rco2.106.



Cristiane Paião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/desempenho-em-testes-fisicos-pode-ajudar-a-direcionar-o-tratamento-do-cancer-de-pulmao/53011

 


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