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sábado, 20 de janeiro de 2024

Sexóloga dá 11 dicas para começar o ano com o pé direito no relacionamento

Com o desenvolver da tolerância, hábitos que já incomodaram um ao outro vão se tornar motivos de risada em algum momento

 

Melhorar o relacionamento, ou até mesmo terminar, costuma estar entre as resoluções de ano novo. Entretanto, muitas dúvidas rondam essa decisão: "será que vale a pena continuar tentando?"; "e se eu me arrepender de terminar?". 

“Antes de tudo, é preciso lembrar que um casal feliz não significa um ‘casal perfeito’, até porque não existe perfeição nos relacionamentos”, alerta Bárbara Bastos, sexóloga clínica e educacional pela FASEX; pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo Child Behavior Institute of Miami; especialista em Terapia Cognitiva Sexual e sócia da boutique sensual Désir Atelier. 

Segundo ela, um casal feliz pode ter uma série de imperfeições, mas aprende a apreciar as diferenças do outro todos os dias, e trabalha em conjunto para criar uma relação especial. “Vemos casais que estão a ponto da separação, mas acabam se redescobrindo em questão de semanas, simplesmente fazendo mudanças sutis em seus hábitos diários”. 

Quer saber quais hábitos vocês precisam adotar e cultivar para terem novamente uma relação harmoniosa? Confira 11 dicas da sexóloga Bárbara Bastos:

 

Em primeiro lugar, aceite-se: As decepções em relação ao seu parceiro, muitas vezes, refletem a aceitação que você tem de si. Portanto, antes de querer “reformar” seu relacionamento, esteja bem resolvido consigo mesmo.

 

Não permita influências externas: Se você está tendo um problema com o seu parceiro, resolva-o com ele, sem intervenção de terceiros. “O casal precisa de privacidade para vivenciar suas experiências, inclusive as negativas, e aprender a lidar com elas sem a interferência de familiares ou amigos. Trabalhar a dois, principalmente em tempos difíceis, vai fortalecer ainda mais o relacionamento”.

 

Evite comparações: Bárbara orienta a nunca comparar sua relação com a de outras pessoas, até porque cada casal tem seus próprios hábitos e acordos. “Tenha em mente que todos os relacionamentos têm seus altos e baixos, e que ninguém vive feliz o tempo inteiro. Foque apenas na sua relação e esqueça o jardim do vizinho, pois, definitivamente, a grama dele não é mais verde que a sua”, brinca Bárbara Bastos.

 

Não limite a intimidade apenas ao sexo: A intimidade, crucial para uma relação saudável, não se limita ao sexo. “Intimidade é o que torna as relações duradouras, e exige uma comunicação honesta e abertura sobre preocupações, medos e tristezas, bem como esperanças, sonhos e felicidade do casal”.

 

Aceite seu parceiro, sem tentar mudá-lo: Segundo a sexóloga, é comum tentar esculpir no outro a imagem do que nós queremos que ele seja. Mas a tentativa sempre termina em decepção, porque não é possível encaixar o quadro do outro na sua moldura. 

“O maior perigo de tentar mudar seu parceiro é focar demais nas suas próprias fantasias e, com isso, ignorar a beleza pura e verdadeira escondida por trás das imperfeições do outro. Portanto, poupe o seu relacionamento de estresse desnecessário. Em vez de tentar mudar o seu parceiro, aceite-o como ele é e dê todo o apoio necessário para que ele cresça junto com você”.

 

Reserve momentos a sós: Com agendas lotadas, esquecemos de reservar um tempo para curtir a grande companhia que temos. “Nas relações, a distância não é medida em metros, mas em ausência de afeto. Duas pessoas podem estar lado a lado, mas, no fundo, estão há quilômetros de distância de carinho e atenção. Não ignore a pessoa que você ama, porque a indiferença é um veneno silencioso para qualquer casal”, alerta a terapeuta sexual.

 

Diga o que pensa e sente: Compartilhe seus pensamentos. Dê a informação necessária em vez de esperar que ele saiba o que você está pensando. “Lembre-se que o subentendido sempre causa grandes prejuízos. A maioria dos problemas em um relacionamento, sejam grandes ou pequenos, começa com a má comunicação”.

 

Reconheça seus erros e peça perdão: Desculpar-se depois de uma discussão é fundamental em qualquer relacionamento. Para Bárbara Bastos, um simples e honesto "sinto muito" demonstra humildade e abre uma porta para a reconciliação. 

“Todo mundo comete erros, mas o importante é admitir e tentar conserta-lo. Se o seu relacionamento significa muito para você, seja maduro, peça perdão e conversem. De preferência, ambos de cabeça fria, para que seja possível solucionar o problema que levou à discussão”.

 

Pratique a paciência diariamente: É provável que você pise no calo do seu parceiro de vez em quando, mesmo sem querer. E é por isso que a paciência deve ser praticada todo dia. “Com o desenvolver da tolerância, hábitos que já incomodaram um ao outro vão se tornar motivos de risada em algum momento”.

 

Abra mão de certas coisas pelo outro: De acordo com a terapeuta, qualquer relacionamento demanda atenção, consciência, disciplina, esforço e capacidade de ceder pelo outro. “Muitas vezes, um dos dois terá que fazer coisas que não gosta ou que não está com vontade, mas fará assim mesmo, só pelo simples fato de querer agradar e ver sua parceria feliz”.

 

Respeite a individualidade dele e a sua: Mesmo sendo um casal, nunca devemos esquecer que se trata de duas pessoas, cada uma com suas particularidades, seus interesses, seu mundo individual. Daí a importância de respeitar o espaço do outro. 

“Se você sabe que seu parceiro gosta de ficar sozinho de vez em quando, lendo um livro no jardim, evite atrapalhar este momento. Da mesma forma, estar casado não significa que você tenha que deixar de lado seu encontro mensal com os amigos”. 

“Muitas de nossas atitudes, tanto como casais e como indivíduos, acontecem no piloto automático, com base em nossos hábitos. Portanto, é possível ter uma vida a dois saudável e feliz, simplesmente alterando o que escolhemos fazer e ser todos os dias”, finaliza a sexóloga Bárbara Bastos.

 

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4 manifestações divinas do cotidiano


Sentir a presença de Deus é algo desafiador, porém, essa percepção pode estar mais perto do que se imagina
 

Quem nunca sentiu um vazio persistente, com a sensação de que se está perdendo algo? Frequenta a igreja e tenta alcançar uma espiritualidade mais profunda, mas assim que coloca os pés para fora do templo o sentimento se esvai. No entanto, a busca por essa espiritualidade genuína pode estar mais perto do que se imagina.

Com a intenção de vislumbrar a presença de Deus em todos os aspectos da vida, Joel Clarkson, autor do livro Uma experiência com o sagradoelenca quatro vezes em que Deus se manifesta no dia a dia, mas os sinais passam despercebidos pela maioria.

  1. Na Natureza: o modo de interagir com o meio ambiente reflete a relação com a própria essência. A maneira como se enfrenta a beleza e as adversidades naturais espelha essa jornada espiritual. Segundo Francisco de Assis, a natureza é nossa irmã e reflete as complexidades humanas.
  2. Na Música: algo que transcende a mera observação e convida a participar ativamente da obra de Deus. Ela comunica verdades que as palavras por si só não conseguem expressar. Enquanto as palavras plantam sementes, a música as faz florescer em momentos importantes da vida.
  3. Na Arte: vai além do visual, direciona para a pessoa real por trás da obra. Por meio de cores, texturas e estilos, essa manifestação conduz as pessoas a uma conexão mais profunda com o que está além da imagem.
  4. Nas Refeições: encontrar Deus nessas situações pode ser tão sutil quanto reconhecer os aromas que remetem à infância. Associar o aroma com a fé, seja o incenso do serviço religioso ou o cheiro de uma refeição partilhada, molda nossa prática espiritual.

 

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Mundo Cristão

Ficha técnica:

Título: Uma experiência com o sagrado Subtítulo: Sentindo a beleza divina no cotidiano
Editora: Mundo Cristão
Autor: Joel Clarkson
ISBN: 978-65-5988-185-7
Páginas: 208
Formato: 14x21 cm
Preço: R$ 64,90
Onde encontrarAmazon

Sobre o autor: Joel Clarkson é um compositor, autor e narrador. Nasceu em Viena, Áustria. Frequentou o Berklee College of Music, onde se formou em composição musical, e a Universidade de St Andrews, na Escócia, local que fez mestrado em Teologia.

Site: www.joelclarkson.com | Instagram: @joel.i.clarkson


Editora Mundo Cristão
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Dia da Desistência: como cumprir as metas?

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Especialistas da Bio Ritmo dão dicas para estabelecer objetivos e evitar frustrações em 2024

 

O início de um novo ano traz a sensação de renovação e motivação para estabelecer resoluções. Mais de 70% da população brasileira participa ativamente desse ritual de ano novo, de acordo com dados do IBGE. Entre as mais comuns está cuidar da saúde. Porém, manter as metas é mais difícil do que traçá-las. O dia 19 de janeiro é conhecido como o “Dia da Desistência”, ou a data na qual muitos abandonam seus planos de ano novo. Entre os motivos para o fracasso estão as expectativas irreais e a falta de planejamento, que levam à frustração e ao abandono.

Segundo dados da Bio Ritmo, rede de academias high end, há um aumento de 22% nas matrículas no primeiro trimestre, se comparado ao segundo trimestre.

“No começo do ano observamos um aumento da empolgação e empenho que se reflete em novos clientes. É um ótimo motor para começarmos os nossos trabalhos. Há um experimento bacana que demonstra que metas cujo objetivo é aprender ou criar um novo hábito possuem cerca de 25% chances de serem bem sucedidas do que as metas para evitar ou acabar com um comportamento”, acrescenta Pamela Bittar, gerente de marketing da Bio Ritmo.

Levando isso em consideração, especialistas da academia high end dão cinco dicas práticas, aplicáveis para quaisquer resoluções
 

Plano de ação

Mesmo que seu desejo seja começar a se exercitar ou até mesmo fazer uma viagem, para ambas situações, é importante ter um plano. Isso auxiliará na visualização do alcance do seu propósito. Dividir em tarefas menores com prazos, como frequentar a academia tantos dias na semana ou juntar uma quantidade de dinheiro por mês, é uma opção para começar. Essa abordagem torna as metas de ano novo mais gerenciáveis e aumenta suas chances de sucesso. E o mais importante: evita frustrações paralisantes.


Pequenos passos

Com o plano traçado, chega o momento de agir. Dê passos, não saltos, em sua jornada. Você está aprendendo a caminhar. “Sempre reforçamos aos nossos clientes que eles estão em processo de descobrimento dos próprios limites e que os resultados são uma construção a longo prazo”, coloca Guilherme Leme, gerente técnico da Bio Ritmo. Em resumo, não tenha vergonha de dar pequenos passos, pois eles te levarão longe – e não darão câimbras.

 

Rede de apoio

Ter profissionais habilitados para aconselhá-lo e acompanhá-lo durante o processo é altamente recomendado, assim como cercar-se de pessoas com objetivos semelhantes para compartilhar a experiência. Fúlvia Hazarabedian, nutricionista responsável pelo Programa Bio Nutri, afirma que começar uma alimentação equilibrada com entes queridos costuma ser positivo, uma vez que a rede reforça hábitos positivos em detrimento de negativos.

 

“Ter alguém com quem compartilhar suas dores e vitórias, que poderia compreendê-lo bem por estar passando pelos mesmos altos e baixos, é muito bom. É claro, se a empreitada é acompanhada por profissionais gabaritados, as chances de sucesso são bem maiores”, pontua a profissional.

 

Acredite em si mesmo

Cultive autoconfiança e acredite em suas habilidades para alcançar o que deseja, afinal, uma boa rede de apoio ajudará a chegar na linha final, mas não levará até lá se você não acreditar e investir em si mesmo. De acordo com Juliana Romera, professora do Vidya Studios, a yoga pode ser uma boa aliada nesse processo. Além de ótima atividade física, auxilia na saúde mental. “Ao praticar Yoga regularmente melhoramos nossa respiração e concentração, diminuindo nosso nível de estresse e, consequentemente, isso nos ajuda a alcançar qualquer resolução de ano novo”, esclarece.

 

Revise as metas regularmente

A vida é dinâmica, e suas metas podem precisar de ajustes ao longo do tempo. Não há vergonha em mudar o percurso durante a caminhada. Dedicar algum tempo para reavaliar suas resoluções e ajustar seu plano de ação pode ser uma estratégia sábia para garantir que você tenha sucesso. Lembre-se de que o processo pode ter desafios, mas com perseverança e comprometimento, você pode realizar sonhos e começar o ano seguinte com uma sensação de dever cumprido.

 

Bio Ritmo

 

Amor e a ciência de mãos dadas

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/ Poligrafia
Nos encontramos em uma nova fase da humanidade em que a ciência avança com uma rapidez vertiginosa e possibilita a realização de sonhos que antes existiam apenas no campo da imaginação. Porém, como uma moeda tem dois lados, a ciência também reflete a dualidade da humanidade nas dimensões das nossas virtudes, mas também dos nossos vícios. Reconhecer essa dualidade é viabilizar escolhas em lugar da aleatoriedade da sorte.

Nesse sentido, a energia nuclear, a inteligência artificial e a genética são exemplos de três grandes forças do desenvolvimento científico que exigem uma urgente e profunda reflexão. A literatura, o cinema e os debates dos especialistas descrevem cenários muitas vezes distópicos, que são alertas para nos levar a explorar caminhos alternativos mais promissores. Porém, onde estará a fonte dessa intuição de que tanto precisamos? Está no amor!

Precisamos de uma reflexão afetiva, mais do que intelectual. Uma intuição, mais do que um raciocínio, para nos guiar a um lugar onde a ciência e o amor estejam de mãos dadas.

Reflexo desse encontro está na realização do sonho de gerar um filho. A fertilização in vitro foi um marco do progresso científico nos anos 1970, e, desde então, a medicina reprodutiva continua avançando a passos largos e possibilitando a concretização de muitos sonhos. Pessoas que não encontram parceiros para formar uma família; outras que tomam a decisão tardiamente, ou que se submetem a tratamentos médicos que afetam a fertilidade; casais homoafetivos; e tantos outros sonhos que não eram possíveis antes, podem agora ser realizados.

Nessa jornada, ainda estamos aprendendo a lidar com muitas questões morais, espirituais, legais, sociais e filosóficas. Mas todas são inevitavelmente permeadas de uma profunda reflexão afetiva, que diz respeito não só aos sonhos e desejos individuais, como também ao nosso mais profundo instinto de perpetuação e evolução da própria espécie. O modelo de sociedade tecnológica que estamos desenvolvendo induz a uma taxa de fertilidade inferior à taxa de reposição da população - em breve teremos que lidar com mais esse desafio.

A chave é o equilíbrio entre a razão e o afeto, e devemos reconhecer que a balança está pendendo mais para um dos lados. Gerar um filho e deixar um legado para as futuras gerações é um ato de amor que estende a mão para a ciência.

  

Augusto Maia - autor do livro de contos Amor in Vitro, inspirado em histórias reais sobre reprodução assistida. Também é administrador de empresa, mestre em Ciências, pesquisa Humanidades, Narrativas e Humanização, além de trabalhar há mais de 25 anos como executivo na indústria farmacêutica.

 

Férias escolares: 5 dicas para manter o bem-estar dos pequenos neste período

Incentivar encontros com amigos e familiares, limitar o tempo de tela e manter uma rotina de sono e alimentação estão entre os conselhos dados por uma médica da área de Pediatria

 

As férias escolares são um momento muito aguardado pelas crianças, proporcionando um merecido descanso após um período intenso de estudos. Não apenas desejadas, são essenciais para o desenvolvimento humano e tão importantes quanto os dias em sala de aula. Pesquisas mostram que o período de afastamento das obrigações diárias é crucial para a manutenção do bem-estar e de picos de estresse, contribuindo ainda para o aumento da capacidade de aprendizado.

 

De acordo com a médica da área de Pediatria da rede AmorSaúde, Laís Azevedo, as férias escolares são importantes também para que as crianças vivenciem a rotina domiciliar com suas famílias, já que durante todo o ano letivo elas passam mais tempo na escola do que em suas próprias casas. “O período é importante para diminuir o tempo de estresse e proporcionar mais diversão e flexibilidade”, fala a profissional que atende em unidades de Pernambuco. 

 

No entanto, para os pais e cuidadores pode ser desafiador garantir que esse tempo seja não apenas divertido, mas também benéfico para o desenvolvimento e bem-estar dos pequenos. Para isso é necessário encontrar o equilíbrio entre atividades recreativas e educativas, proporcionando um ambiente saudável e enriquecedor. A seguir, confira cinco dicas dadas pela médica Laís Azevedo para que as crianças possam aproveitar ao máximo esse período tão especial.

 

1- Para aprender brincando

 

Incentivar a criança a engajar-se em atividades fora da rotina cotidiana é uma importante fonte de aprendizado, já que despertam os sentidos e produzem memórias. “É interessante a prática de algum esporte que a criança goste, participar de brincadeiras com a família, assistir a um filme, fazer programações e passeios para desopilar a mente e construir memórias”, indica a profissional. Inclua também na lista visitar museus, experimentar novas comidas e fazer trabalhos manuais. 

 

Uma dica é inscrever as crianças em cursos de verão, passeios guiados ou acampamentos que interessem a elas. Isso pode incluir esportes, artes, música, dança, ciência, entre outros.

 

2- Incentivo ao hábito da leitura

 

Para garantir que as férias escolares sejam não apenas um período de diversão, mas também uma oportunidade valiosa para o crescimento e a qualidade de vida das crianças, é interessante incentivar a leitura, visitando a biblioteca local para encontrar livros adequados à idade e estabelecendo um tempo diário para leitura em casa.

 

“Nos dias atuais, infelizmente a grande maioria das crianças está vivendo um ciclo vicioso em tablets, celulares e telas no geral. É importante os pais estimularem a leitura de um livro com alguma história interessante que prenda a atenção”, indica a médica.

 

3- Socialização: como é bom construir laços

 

Férias é um momento de encontros promovidos por festas em família e brincadeiras com amigos, e a interação social é essencial para o desenvolvimento emocional e a construção de habilidades sociais nas crianças. “Mostre para as crianças a importância da união com seus papais, tios, avós, primos e como é bom compartilhar momentos”, diz Laís.

 

Planeje atividades que envolvam membros de diferentes faixas etárias para promover a interação entre as gerações, a exemplo de jogos e competições amigáveis que estimulem a participação de todos. “Incentive os mais jovens a se envolver com os mais velhos em suas atividades e vice-versa”, aconselha.

 

A médica indica também que os pais incentivem a criança a chamar algum amigo para brincar junto em casa.

 

4- Rotina de sono e alimentação

 

Férias é tempo de brincar, relaxar e descansar. Sendo assim, nada melhor do que manter uma rotina diária equilibrada, com alimentos saudáveis e sono de qualidade. Para isso, os pais ou responsáveis devem tentar manter horários regulares para as crianças acordarem e irem para a cama, mesmo que sejam um pouco mais flexíveis do que durante o período escolar.

 

“Estabeleça uma rotina relaxante antes de dormir, como proporcionar um banho quente à criança, ler um livro e contar boas histórias para seu filho. Por outro lado, evite o uso de dispositivos eletrônicos pelo menos uma hora antes de dormir, pois a luz azul pode atrapalhar o sono”, diz Laís.

 

5- Flexibilidade na medida

 

O cotidiano mais flexível reduz o estresse, mas uma total mudança da rotina pode trazer consequências negativas, como má alimentação, sono de péssima qualidade, tédio e muito tempo de tela.

 

As dicas aqui são planejar uma variedade de atividades divertidas e estabelecer horários e limites para o tempo gasto em dispositivos eletrônicos, como tablets, computadores e televisão. Como já citado antes, cursos e oficinas de verão são uma excelente forma de ocupar o tempo livre das crianças de forma educativa. Por outro lado, ocupar toda a agenda da criança, como no período letivo, pode gerar ansiedade e estresse. “Permita que a criança tenha tempo livre para brincar e exercitar a imaginação”, aconselha Laís Azevedo.

 

Especialistas dão dicas para amenizar os efeitos da ressaca e como manter o pique durante a folia

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Dicas de alimentação para sobreviver a maratona carnavalesca, a importância da hidratação e alimentos para amenizar os efeitos da ressaca

 

Ah, o Carnaval! Seguir o trio elétrico, acompanhar o ritmo da bateria, dançar, subir e descer ladeiras, essa será a rotina de muitos foliões durante os quatro dias de festa. Para não perder o gingando e ter pique para não fazer feio na avenida, é necessário se alimentar bem e manter a hidratação em dia.

O Carnaval é uma prova de resistência e para curtir ao máximo é preciso estar preparado. Para ajudar quem vai se jogar na folia, os nutricionistas Elaine Klein e Michael Alexandre prepararam algumas dicas de alimentos para comer antes, durante e depois da curtição e ainda como amenizar os efeitos da ressaca.  O médico Leonardo Feiden explica quais são os efeitos causados no corpo pelo consumo de bebida alcoólica e reforça a importância de consumir bebida alcoólica com responsabilidade e consciência.

Durante a intensa sequência de blocos, é comum deixar de realizar as refeições, exagerar no consumo de bebidas alcoólicas e optar por comer alimentos vendidos nas ruas. Para poder curtir todos os dias do Carnaval, é importante seguir alguns cuidados básicos com a alimentação. “Antes de cair na folia é importante realizar uma refeição completa, que deve incluir carboidratos, proteínas, verduras, legumes e frutas, já o consumo de leguminosas como o feijão podem favorecer o aparecimento de desconforto gástrico (gases) e deve ser evitado”, comenta Elaine Klein, nutricionista e consultora da Bodytech.

A dica para quem vai curtir os blocos no período da manhã é começar o dia com um bom café da manhã. Consumindo pães integrais, tapioca com semente de chia, suco e café sem açúcar e frutas com maior teor de água (laranja, maçã, melão, melancia, abacaxi, kiwi, uva). Outros alimentos que são uma ótima opção para incluir na alimentação antes da folia são: pães, arroz, macarrão, aipim, inhame, ovos, queijo, frango, peixe, beterraba, cenoura, abóbora, couve, frutas (abacate, banana, uva, melancia, melão, laranja), café e chá verde gelado.

É vantajoso contar sempre com alternativas de alimentos práticos que possam ser transportados facilmente em uma pochete ou bolsa a tiracolo. São bem-vindos os “nuts” oleaginosas (castanha de caju e do Pará, amêndoas, nozes, macadâmia, noz-pecã, baru, pistache, avelã), grão de bico, barrinha de proteína e frutas. Uma boa opção líquida são os isotônicos. O pão de queijo, a pipoca e o picolé de fruta podem ser opções para quem não pretende levar nada e precisa comer um lanche rápido na rua.

“Quando a sensação de fome aperta muitos foliões optam por recorrer à comida de rua. Porém, cuidado na hora de escolher a refeição. Evite alimentos gordurosos, frituras e principalmente aqueles que ficam expostos à temperatura inadequada, molhos caseiros, como a maionese e itens que precisam de refrigeração como sanduíche natural. Esses alimentos podem ter risco de contaminação e provocar até uma gastroenterite”, alerta Klein.

Uma dica valiosa é não descuidar da hidratação. A nutricionista orienta a intercalar água entre a ingestão de bebida alcoólica.  Evitar longos períodos sem se alimentar e não beber em jejum. Para ajudar na hidratação, uma boa opção é consumir água de coco, sucos naturais e isotônicos.


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Consumo de bebida alcoólica

O excesso de bebida alcoólica pode sobrecarregar o fígado, e cerca de 90% do álcool ingerido é metabolizado no órgão por enzimas específicas. Esse desequilíbrio altera a microbiota intestinal, inibe a formação de vitaminas produzidas no intestino, e acaba desregulando a resposta imunológica e metabólica, provocando um estado pró-inflamatório.No dia seguinte da bebedeira, garanta o consumo de vegetais, especialmente folhas cruas, vegetais crus e frutas cítricas. “A ingestão destes alimentos ajuda a aumentar o consumo de fontes de prebióticos. Inclua no seu dia pelo menos duas frutas diferentes (coma pelo menos uma com a casca) e verduras + legumes em uma das refeições (crua ou cozida no vapor). É importante evitar ao máximo alimentos gordurosos, como queijos e carne vermelha durante este período. Dê preferência a carboidratos de qualidade e proteínas magras. Cereais integrais como aveia, linhaça, chia (café́ da manhã e lanches), arroz integral e cevadinha (almoço/ jantar) são muito bem-vindos”, pontua Michael Alexandre, nutricionista e professor da pós-graduação em Nutrição Comportamental e Clínica da Faculdade UNIGUAÇU.


Dica do especialista: não esqueça de beber (muita) água. O tempo e absorção do álcool depende de uma série de fatores, entre eles, a presença de comida no estômago (nunca beba em jejum), o tipo de alimento ingerido antes do consumo de bebidas alcoólicas e a velocidade com que a pessoa consumiu a bebida. Cerca de 75% do álcool é absorvido pelo intestino delgado. O restante é absorvido pela mucosa da boca, esôfago, estômago e intestino grosso.


 Efeitos do álcool no corpo

O consumo excessivo de álcool pode ter uma série de impactos negativos na saúde, e esses efeitos podem ser exacerbados durante a maratona de Carnaval, especialmente quando combinado com o clima quente, má alimentação e desidratação.

O médico Leonardo Feiden listou os setes principais males associados ao consumo excessivo de álcool. Saiba quais são:


Desidratação: o álcool é um diurético, o que significa que aumenta a produção de urina. Em um ambiente quente, a perda de líquidos por meio da transpiração já é significativa, e o consumo de bebida alcoólica pode levar a uma desidratação rápida. Isso pode resultar em tonturas, fadiga, dores de cabeça e, em casos mais graves, desmaios.


Problemas gastrointestinais: irritação do revestimento do trato gastrointestinal, ocasionando sintomas como: azia, indigestão, náuseas e vômitos. O consumo de alimentos inadequados, pode aumentar o desconforto gastrointestinal.


Intoxicação alcoólica: é uma condição séria que pode resultar em confusão mental, vômitos, dificuldade respiratória e, em casos extremos, coma e morte. O calor adicional do ambiente pode aumentar o risco de intoxicação.


Comprometimento cognitivo e coordenação motora: o álcool afeta o sistema nervoso central, levando a um comprometimento cognitivo, a falta de coordenação motora e reflexos mais lentos. Isso aumenta o risco de acidentes, quedas e lesões, especialmente em um ambiente festivo e movimentado como o Carnaval.


Aumento do risco de lesões: o consumo excessivo de bebida alcoólica está associado a um aumento do risco de ferimentos, como cortes, contusões e fraturas. A combinação de aglomerações de pessoas, ruas lotadas e comportamentos impulsivos pode tornar as lesões mais prováveis.


Impacto no sistema cardiovascular: o álcool em excesso pode aumentar a pressão arterial e o risco de doenças cardiovasculares.


Comprometimento do sistema imunológico: enfraquece o sistema imunológico, tornando o corpo mais suscetível a infecções. Isso pode ser especialmente preocupante durante o Carnaval, onde as condições de higiene podem ser desafiadoras.

“Para minimizar os riscos à saúde durante as festividades, é importante praticar o consumo moderado de álcool, manter-se bem hidratado, comer alimentos nutritivos e evitar a combinação com outras substâncias. Além disso, estar ciente dos sinais de intoxicação alcoólica e procurar ajuda médica imediatamente se necessário são medidas essenciais para garantir a segurança durante a folia”, alerta Leonardo Feiden, médico e professor dos cursos de pós-graduação na Faculdade UNIGUAÇU.

 

Sísifo

 Opinião

 

Conta a mitologia grega que Sísifo foi um cidadão condenado pelos deuses a uma pena inusitada: subir um morro carregando uma pesada rocha, apenas para vê-la deslizar por todo o trajeto percorrido e começar tudo outra vez. Essa imagem, de repetir a mesma e árdua tarefa sem que se alcance o objetivo almejado, ilustrou, ao longo do tempo, a falta de finalidade da existência humana. Sísifo é a personificação do homem comum, que se esfalfa a vida inteira na esperança de, em algum momento, receber a recompensa merecida, mas tudo o que acontece é um “quase”, seguido por uma nova empreitada morro acima.

Os meses de um ano são como as tarefas de Sísifo: muito esforço e, à medida que o cimo do morro vai se aproximando, as esperanças se renovam. Fazemos planos e traçamos resoluções, acreditando que tudo vai ser diferente. Na virada do ano, gritamos e comemoramos o fim de algo como se fosse mesmo o fim. Talvez, por essa distração, não percebemos que a rocha, lentamente, faz seu caminho de volta para o pé do morro. Quando a festa acaba e acordamos entorpecidos pelos excessos da folia, percebemos que nada mudou e que o dever da repetição nos aguarda mais uma vez. 

A única maneira de não sofrer com o absurdo dessa descoberta é não ter consciência dela. Por isso, a cobrimos com outros nomes e a dotamos de outras intenções. Se compreendemos que a vida é um eterno rolar pedras morro acima e vê-las rolarem morro abaixo, então, em algum momento, pode surgir a pergunta que é, segundo o filósofo Albert Camus, a única verdadeira questão da existência humana: o que fazer? Continuar? Ou, como diria o poeta João Cabral de Mello Neto, “pular da ponte da vida”? 

Visto que, se estou escrevendo este texto e você o está lendo, optamos por continuar, ou seja, aceitamos o absurdo e buscamos, nele, um sentido para continuarmos em nossa faina de crescer, produzir, prover, cuidar, envelhecer e, só então, quando as pernas falharem, deixar a pedra rolar pela última vez.

O que é preciso destacar é a razão pela qual os deuses puniram Sísifo. Ele era um rebelde que não aceitava a Morte, tendo-a enganado duas vezes. Não acreditava na clarividência dos deuses, tendo-os enganado também. Ele era um mortal orgulhoso de sua inteligência e capacidade de criar seus próprios caminhos, desafiando o destino, as determinações, o controle dos deuses. Por isso, a ofensa e o castigo. Sísifo pagou para ver, desafiou e foi inigualável ao mirar a cara de Tânatos, de Hades, furiosos. 

Albert Camus escreve um belo livro sobre esse personagem inigualável, afirmando que “toda a alegria silenciosa de Sísifo consiste nisso. Seu destino lhe pertence. A rocha é sua casa. Da mesma forma, o homem absurdo manda todos os ídolos se calarem quando contempla o seu tormento. No universo que repentinamente recuperou o silêncio, erguem-se milhares de vozes maravilhadas da Terra.

O ano novo começa, nossa vida recomeça. Se temos consciência disso, sabemos que haverá pedra e haverá subida. Quando a pedra deslizar e se perder lá embaixo, estaremos no alto do morro e seremos livres. Não será por muito tempo, mas será um tempo único e incrível. Depois, desceremos com o vento no rosto, sentindo as forças da natureza restaurando nosso cansaço. E será hora de encarar a pedra novamente, com a alegria de quem sabe o que está fazendo.

 

Daniel Medeiros - doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo.
@profdanielmedeiros

 

Bullying na infância deixa marca para a vida toda

Adultos contam a história de como ressignificaram as brincadeiras de mau gosto da fase escolar e transformaram em motivação e sucesso 

 

Considerado por alguns como frescura e mimimi, o bullying é coisa séria e foi incluído essa semana como crime no código penal, tanto aquele praticado presencialmente quanto online. A lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, 15, dispõe a prática no artigo que trata de constrangimento ilegal e prevê punições severas.

Para quem passou por esse tipo de situação na infância é fácil lembrar do sentimento das brincadeiras de muito mau gosto que hoje são nomeadas como bullying. O casal Giovanni Begossi e Micarla Lins conta episódios que marcaram quando crianças e trazem essas experiências ressignificadas para suas carreiras, ajudando outras pessoas que também passaram por isso a superar os traumas e destravar habilidades deixadas em segundo plano na vida de quem já sofreu bullying.

Quem vê os dois hoje, especialistas em oratória, palestrantes e influenciadores não imagina pelo que já passaram. Giovanni é conhecido como El Professor da Oratória e tem mais de 1 milhão de seguidores, já Micarla é a primeira mulher a ser Juíza-Chefe do Campeonato Mundial de Debates em Espanhol, além de ser referência em oratória para mulheres.

Micarla nasceu em Recife (PE) e foi criada em São Gonçalo (RJ), considerada uma das cidades mais perigosas da região metropolitana do Rio de Janeiro. Vivia com o pai, pedreiro, e a mãe, dona de casa. Desde a adolescência, por se dedicar e gostar muito de estudar, sofria bullying na escola. Com o passar do tempo, aquela ‘zoação’ passou a ser uma agressão emocional e física. “Era muito difícil lidar com tudo aquilo. Queriam cortar meu cabelo, me bater, porque eu gostava de estudar, era a ‘nerd’ da classe”, relembra. A solução encontrada pela mãe foi mudar Micarla de escola, o que aconteceu mais de três vezes. “A escola de Niterói (RJ) foi onde consegui me encaixar, fazer amigos e me dar melhor, mas logo tivemos que mudar de casa, viemos para Cabreúva (SP) e eu sofri muito com a perda de amigos e daquele lugar onde havia me encontrado”.

Já Giovanni sofria de timidez, não tinha amigos, não tinha uma personalidade agradável, nunca tinha beijado na boca, nunca era chamado para os “rolês” da turma, e além de tudo sofria bullying. “Eu via as pessoas mais extrovertidas e parecia que elas sorriam mais, que eram mais felizes. E eu me perguntei: poxa, o que eles têm que eu não tenho? Querendo mudar a minha vida, decidi entrar na aula de teatro e em apenas dois anos de curso, eu desbloqueei totalmente a minha comunicação. Eu perdi o medo do palco, virei uma pessoa extrovertida, mais leve e com tato social. E a minha vida mudou, de repente eu tinha amigos, era o capitão do time de basquete, conquistei uma namorada. Aí eu me perguntei: “nossa, eu estudei um pouquinho de comunicação e a minha vida já melhorou tanto. E se eu continuar estudando? Será que há limites onde a comunicação pode nos levar?”, diz Begossi.

Os dois se uniram e hoje são o Casal da Oratória e apoiam a jornada de pessoas que querem melhorar as habilidades de comunicação para ter mais sucesso seja na vida pessoal ou profissional. “Transformar as experiências ruins e as coisas que a pessoa não gosta nela mesma é difícil, mas é um caminho sem volta. Gosto de influenciar as pessoas a buscarem conhecimento, a lerem mais, a serem mais ambiciosas e mais gratas. Tenho o propósito de mudar o mundo com 3 princípios: ambição, gratidão e conhecimento”, afirma Begossi. 

Para Micarla ressignificar os traumas é necessário e libertador. Depois de ter passado por três tentativas de tirar a própria vida, ela entendeu que, se de fato quisesse sair da depressão, teria que mudar todos os aspectos da vida, buscar inspirações, ler, se informar e traçar objetivos claros. “Mesmo com todos os obstáculos, eu ganhei uma determinação inabalável, afinal eu sobrevivi por um milagre e isso me fez seguir minha jornada de autoconhecimento em busca do meu propósito, o que me levou a ser a primeira mulher brasileira a ganhar um torneio na modalidade de oratória e argumentação”, explica. 

“Além disso, quero ensinar as pessoas a terem uma comunicação influente e persuasiva, para que sejam vistas como autoridade e assim consigam multiplicar seus ganhos financeiros, já que a habilidade na comunicação é treinável e abre muitas portas no mercado de trabalho e na vida pessoal”, finaliza Micarla.




Giovanni Begossi - @elprofessordaoratoria - Mais conhecido como El Professor da Oratória, Giovanni é advogado e aluno laureado do curso de direito na UFRN, Tedx Speaker e bicampeão brasileiro de oratória. São 13 anos de experiência em comunicação, que começaram em aulas de teatro, passando pelos Toastmasters, em Portugal, e chegando a sócio extraordinário da Sociedade de Debates da Universidade de Coimbra. Por meio da comunicação, deixou de ser um “nerd antissocial” e ganhou mais de 20 prêmios de debate e oratória em três línguas diferentes: inglês, espanhol e português. Referência no ramo, é criador dos métodos Hiper Persuasão, Oratória Viral e Destrave Sua Comunicação, além de mentor de grandes influenciadores, empresários multimilionários, ex-BBBs, políticos, atletas profissionais e até desembargadores. Em agosto de 2022 ganhou 200 mil seguidores no Instagram e no Tik Tok, tornando-se o maior perfil de comunicação e oratória do País nas redes sociais, com mais de 1 milhão de seguidores atualmente e mais de 100 milhões de views orgânicos.


Micarla Lins - @micarla - Campeã de oratória, palestrante internacional, TEDX Speaker e primeira mulher a ser Juíza-Chefe do Campeonato Mundial de Debates em Espanhol, Micarla é referência em comunicação e oratória para mulheres, mentorando desde empresárias multimilionárias a influencers com milhões de seguidores. Em 2016, acabou viralizando com um post sobre a declaração de amor de seu pai com erros de português e sua defesa de que não é necessário escrever perfeitamente para se comunicar e emocionar. Apaixonada pela vida, superou uma depressão profunda e está sempre buscando oportunidades de fazer a diferença. Hoje sua missão é ajudar outras mulheres a perderem o medo de falar em público, desbloquearem seu potencial de comunicação e contarem suas histórias de maneira autêntica e inesquecível.


Janeiro Branco: como os ambientes podem interferir na saúde mental

Brasil é o país com maior número de indivíduos ansiosas e o segundo das Américas com mais pessoas depressivas, segundo a OMS

 

Em meio a crescentes preocupações com a saúde mental no Brasil, especialistas destacam a influência significativa dos ambientes físicos no bem-estar psicológico. O movimento Janeiro Branco chama atenção para a neuroarquitetura e ambientes restauradores como chaves para combater a ansiedade e depressão, problemas cada vez mais prevalentes na sociedade moderna.

 

Criado em 2014, o Janeiro Branco é um movimento social dedicado à construção de uma cultura da Saúde Mental na humanidade. Seu objetivo é chamar a atenção das instituições, autoridades e, principalmente, da sociedade civil para questões como a ansiedade.

 

De acordo com informações do Ministério da Saúde, a prevalência de depressão ao longo da vida no Brasil está em torno de 15,5%. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que a prevalência de depressão na rede de atenção primária à saúde é de 10,4%.

 

A neuropsicóloga Cinara Soares, que integra o time de docentes da NEUROARQ® Academy, empresa de educação especializada na formação de profissionais e disseminação da neurociência aplicada à arquitetura, também conhecida como “neuroarquitetura”, esclarece que o ambiente em que vivemos e trabalhamos pode ser um fator determinante para o surgimento de sintomas de distúrbios psicológicos.

 

Ela destaca que as interações humanas, tanto com outras pessoas quanto com os espaços ocupados, são fundamentais na formação da identidade individual, impactando diretamente na saúde geral. "Estamos constantemente moldados pelas nossas relações e pelo ambiente ao nosso redor", diz ela.

 

Por sua vez, a arquiteta Gabi Sartori, uma das fundadoras da NEUROARQ® Academy, salienta a importância de analisar os ambientes sob uma perspectiva de saúde mental. Ela argumenta que os espaços são um reflexo de seus ocupantes. "Os ambientes espelham quem somos influenciados por nossos estados mentais e organização de pensamentos", explica Sartori.

 

Ela também acredita que a desordem em um espaço pode ser um indicativo de uma mente desorganizada. Sartori reforça que, com o entendimento do impacto ambiental em nossas vidas, é possível transformar os espaços em ferramentas para mudança comportamental.


 

Escolhendo Ambientes Saudáveis

 

A escolha consciente de ambientes pode ter um efeito benéfico na saúde mental e física. Ambientes naturais, como parques e florestas, são conhecidos por suas propriedades restauradoras. Contudo, estudos indicam que espaços construídos também podem oferecer benefícios semelhantes, promovendo mudanças psicológicas e fisiológicas positivas.

 

Essas teorias nos orientam na escolha de ambientes que favorecem nossa saúde. Conectar-se com a natureza e experimentar os benefícios dos Ambientes Restauradores pode ser uma prática enriquecedora.

 

A arquiteta Priscilla Bencke, também co-fundadora da NEUROARQ® Academy, enfatiza a importância de refletir sobre como os espaços influenciam a saúde mental. "É crucial questionar se os ambientes reforçam práticas prejudiciais à saúde", ela observa.

 

Ela menciona que este conceito é especialmente relevante no contexto corporativo, onde o design do espaço de trabalho pode afetar tanto a saúde mental quanto física dos funcionários.

 

Benefícios da Neurociência na Arquitetura

 

Gabi Sartori aponta que a neurociência, quando aplicada à arquitetura, pode aliviar sintomas como ansiedade, depressão e insônia. Ela destaca a importância de elementos naturais, formas, cores e iluminação no design para promover o bem-estar. "A incorporação de elementos naturais é uma área de estudo constante para o tratamento de transtornos psicológicos", ela reforça.

 

Ela acredita que um entendimento profundo dos usuários finais de um espaço é essencial para criar ambientes que auxiliem na melhoria da saúde mental.

 

Priscilla Bencke argumenta que projetos que incorporam neurociência na arquitetura oferecem vantagens significativas. "Os residentes se beneficiam de um design que atende às suas necessidades pessoais e psicológicas, enquanto os arquitetos ganham com briefings mais precisos e a satisfação de entregar projetos que verdadeiramente enriquecem a vida dos clientes", ela conclui.

 

 

NEUROARQ® Academy

Gabriela Sartori - arquiteta e urbanista, certificada em Neuroscience and Architecture, Design and Urbanism (Newschool, EUA), membro da ACE (ANFA Center Education) - Latin America 2020/21, Instrutora em NeuroDesign no DigitalFUTURES WORLD 2020 - ARCHITECTS UNITE 10th Summer (Tongji University - Xangai/China). É graduada em Comunicação Social e pós-graduada em Arquitetura Comercial pelo Senac, palestrante e consultora de Neurociência e Arquitetura com diversas publicações sobre o tema na mídia. Além disso, Gabriela possui experiência profissional em projetos cenográficos e arquitetônicos, a frente do escritório Sartori Design em São Paulo/SP.


Priscilla Bencke - arquiteta e urbanista, certificada em Neuroscience and Architecture, Design and Urbanism (Newschool, EUA), membro da ACE (ANFA Center Education) - Latin America 2020/21, Instrutora em NeuroDesign no DigitalFUTURES WORLD 2020 - ARCHITECTS UNITE 10th Summer (Tongji University - Xangai/China). É Especialista em Projetos para Ambientes de Trabalho (Gepr. ArbeitsplatzExpertin/ Gepr. BüroEinrichterin), Consultora internacional de Qualidade em Escritórios (Quality Office Consultant), Pós-graduada em Arquitetura de Interiores e pós-graduada em Neurociências e Comportamento. Além disso, Priscilla é Fundadora da QUALIDADE CORPORATIVA Smart Workplaces®️. Palestrante e Consultora de Neurociência e Arquitetura com diversas publicações sobre o tema na mídia.


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