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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023

Escolas pequenas para crianças pequenas?


Não há uma regra rígida que determine que a Educação Infantil deve necessariamente ocorrer em escolas pequenas. Sua eficácia depende de vários fatores, incluindo a qualidade dos professores, o currículo, as instalações e o ambiente de aprendizado.

 

No entanto, algumas teorias e abordagens pedagógicas destacam a importância de ambientes acolhedores e personalizados na Educação Infantil. A abordagem construtivista, por exemplo, destaca a importância de proporcionar às crianças experiências de aprendizado práticas e significativas. A organização dos ambientes, a partir do olhar docente sobre as intencionalidades pedagógicas das propostas, facilita a criação de conexões mais próximas entre professores e alunos, contribuindo para um ambiente seguro e propício à aprendizagem. O ambiente, entendido como terceiro educador, pressupõe a dinamicidade, a possibilidade de diversos arranjos, em função da leitura que o docente faz de seu grupo de estudantes.

 

Um exemplo é a abordagem Reggio Emilia, que defende uma escola humanizada, apta a ensinar os alunos a dominarem suas capacidades físicas, psicológicas e emocionais, além de desenvolver e valorizar as potencialidades de cada criança. É uma pedagogia focada em  desenvolver as habilidades da criança, criando um sujeito independente, autônomo e confiante em sua capacidade de ser um grande líder, independente dos caminhos que escolha.

 

A arquitetura desempenha um papel significativo na educação, influenciando o ambiente de aprendizado, a experiência dos alunos e até mesmo o sucesso pedagógico. Por exemplo, a disposição física das salas de aula, os espaços de convivência, as áreas ao ar livre, a organização geral do ambiente escolar afetam diretamente a qualidade do ambiente de aprendizado. Um ambiente bem projetado pode promover a concentração, a colaboração e o engajamento dos alunos. Os espaços arquitetônicos que incentivam a criatividade e a exploração podem ser benéficos para o desenvolvimento das habilidades cognitivas das crianças. Isso inclui áreas de jogo, laboratórios de ciências, bibliotecas e espaços ao ar livre.

 

Entretanto, é importante notar que o tamanho da escola não é fator determinante para o sucesso da Educação Infantil. A qualificação e o envolvimento dos professores, a abordagem pedagógica adotada, a infraestrutura, a segurança e a adaptação às necessidades individuais das crianças desempenham papéis extremamente importantes. O acolhimento é marcante em todos os momentos e a presença das famílias no ambiente escolar é muito valorizada, seja por meio de encontros com a equipe pedagógica, participação em mostras e exposições cotidianas ou em momentos de partilha da rotina e finalização de projetos.

 

É possível concluir que a qualidade da Educação Infantil está mais relacionada à abordagem pedagógica adotada, ao apoio oferecido às crianças e ao ambiente de aprendizado proporcionado do que ao tamanho específico da escola.  

 

Uma ambientação bem pensada dos espaços pedagógicos contribui para o sucesso da educação, proporcionando vivências que apoiam as práticas pedagógicas e o desenvolvimento integral dos alunos.

 

Escolas pequenas ou grandes podem ser eficazes, desde que ofereçam um ambiente propício ao desenvolvimento e aprendizado das crianças.

 

 

Larissa Dias Menis - pedagoga e coordenadora pedagógica da Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais, do Colégio Marista Glória, localizado na Zona Central de São Paulo (SP).



Cibersegurança no Natal: 3 cuidados para evitar golpes na compra online

Usuários precisam ficar atentos a táticas criminosas e também podem verificar aspectos de segurança nos próprios sites das lojas

 

O Brasil ocupa atualmente a segunda posição no ranking de países mais vulneráveis a ataques cibernéticos do mundo, sofrendo 45,9 bilhões de ofensivas apenas no 1° semestre de 2022, de acordo com os dados de um relatório recente da empresa de cibersegurança, Trend Micro. Com o Natal se aproximando, esses ataques podem se tornar mais frequentes e os brasileiros precisam estar atentos ao nível de segurança dos e-commerces que acessam para evitar possíveis golpes.

 

“No Natal, o e-commerce se torna um alvo ainda mais atraente para ataques e tentativas de golpe, devido ao grande volume de transações. É fundamental, portanto, que as lojas estejam equipadas com boas soluções de cibersegurança e que os clientes saibam identificar sinais de fraude”, pontua Armindo Sgorlon, CEO da SGA, empresa do grupo FCamara, que atua na frente de Cloud, Cibersegurança e Data & Analytics.

 

O executivo indica três pontos de atenção para os consumidores na hora de fazer compras online durante o Natal. Confira:

 

1- Cuidado com o phishing 

Phishing é o ato de enganar as pessoas para que compartilhem suas informações confidenciais, como senhas e número de cartões. Para “fisgar” a vítima, os golpistas normalmente se passam por funcionários de uma organização de confiança e enviam um e-mail ou SMS com um link. Caso a pessoa caia na armadilha e clique no link, ele direcionará para um website fake, onde os criminosos poderão obter dados de login e senha, por exemplo.

 

“Durante o Natal, esse golpe pode acontecer de várias maneiras. Uma delas seria um e-mail ou mensagem de texto alegando que a pessoa ganhou um cupom de desconto e precisa preencher seus dados para utilizá-lo. Assim, induzem a pessoa a clicar no link. Por isso, é importante sempre desconfiar de links duvidosos, que surgem de forma aleatória em e-mails ou mensagens, desconfiar do nome do remetente e, claro, suspeitar também de promoções exorbitantes”, explica Armindo.

 

2 – Atenção aos pagamentos com PIX

Existem diversas formas de se aplicar um golpe por meio do Pix e no período de Natal isso pode aumentar. Como é possível fazer pagamentos com um código ou com QR Code, golpistas enganam a vítima e manipulam esses dados, direcionando a transferência para outro recebedor e não para o e-commerce em si. É fundamental que o cliente, antes de concluir o pagamento, verifique o nome de quem receberá o dinheiro, para confirmar que se trata do destinatário correto.

 

3 - Verifique selos e certificados de segurança 

Esse tipo de recurso é usado em lojas virtuais para proteger os dados dos usuários e proteger o próprio site contra fraudes. Por isso, ao entrar em uma loja online, verifique se há a imagem do cadeado ao lado da URL do site (o endereço eletrônico) e se há também selos de segurança no final da página, pois esses detalhes indicam que a conexão é segura.

 

Os lojistas, por sua vez, podem contar com o auxílio de empresas especializadas, que fazem toda a jornada da cibersegurança para os sites de e-commerce, como a FCamara. “Fazer compras online pode e deve ser uma experiência tranquila e positiva para o cliente, sem que ele precise se preocupar com a proteção de suas informações ou com possíveis golpes. Por isso, o alerta também fica para os lojistas, que precisam garantir a cibersegurança de ponta a ponta em seus negócios”, finaliza Sgorlon.

 


SGA
www.sga.com.br.


FCamara
www.fcamara.com.


Inteligência Artificial orienta as vendas de fim de ano


Na cadeia produtiva, a Inteligência Artificial tem a capacidade de compreender as preferências e oferecer recomendações personalizadas aos consumidores. É como ter um vendedor altamente preparado à sua disposição a qualquer momento. Estamos no momento em que o mercado se prepara para as vendas de fim de ano e toda a aplicação de tecnologia é essencial para o sucesso da indústria e do varejo.

A aplicação da Inteligência Artificial é ampla, sua adoção pode estar em várias partes do negócio e a sua evolução transforma a maneira como as empresas entregam seus produtos, serviços e como se relacionam com os seus clientes. Prova disso é que o “Índice de Automação”, publicado anualmente pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, constata que 6 entre 10 consumidores acreditam que as empresas conseguem entregar um produto ou serviço mais personalizado. Esses dados foram atualizados em setembro último.

Um outro dado da associação mostrou que adoção da Inteligência Artificial pela indústria passou de 4% em 2021 para 9% em 2022, uma boa ascensão no segmento que tem como tradição investir mais em máquinas e equipamentos. Nos segmentos de comércio e serviços, em 2022 a adoção foi de 6% nas operações – em 2021 eram 4%. Já quando olhamos para o varejo, esse número sobe para 10%. Ou seja, 1 em cada 10 varejos já utilizam alguma forma de IA nas operações. O destaque fica para o atacado, com 15% de adoção, segundo o mesmo “Índice de Automação”.

Além de melhorar a experiência do consumidor, o uso de inteligência artificial também reduz custos, aumenta a eficiência operacional e potencializa a tomada de decisões baseadas em dados. Em fase ainda inicial em análise comportamental, essa tecnologia já auxilia a identificação de oportunidades na projeção de lançamento de produtos e serviços com base na conduta dos consumidores. Pode parecer ficção científica, mas não é. A materialização pode estar mais próxima do que imaginamos, o que dá uma vantagem competitiva a quem souber usá-la.

É importante que a cadeia produtiva adote a Inteligência Artificial em favor dos consumidores, que são a peça-chave em toda essa engrenagem. O Índice de Automação aponta ainda que 88% dos consumidores usam aplicativos de entretenimento em seus celulares – serviços de streaming de vídeo, séries e música – e 78% dispõem de serviços de localização (GPS). Ambos os serviços se utilizam de algoritmos de Inteligência Artificial para proporcionar experiências mais customizadas a seus usuários. Além disso, 22% das pessoas entrevistadas afirmam possuir aplicativos de Inteligência Artificial propriamente ditos em seus celulares como o ChatGPT, por exemplo, porcentual esse que chega a 44% para membros da classe A.

Os consumidores também podem beneficiar-se de tecnologias como o aprendizado de máquinas em suas casas. 77% dos consumidores possuem Smart TVs em seus lares, dispositivo cujas potencialidades podem ser ampliadas com os novos recursos oferecidos pela Inteligência Artificial. Do total das Smart TVs, 62% podem ser monitoradas remotamente via acesso pela Internet ou aplicativo. Ademais, um em cada quatro consumidores possui geladeira inteligente, sendo 42% desses equipamentos passíveis de serem acessados remotamente. Por fim, 23% dos consumidores possuem assistente pessoal, porcentual que atinge 55% para membros da classe A.

Há também os itens para casa dotados de inteligência remota, que também podem beneficiar-se de sistemas integrados de Inteligência Artificial. 31% dos consumidores já possuem lâmpadas inteligentes, sendo que 18% deles são capazes de controlar tais dispositivos via Internet ou aplicativo, e 16% contam com circuitos internos de segurança, dos quais 35% são controlados da mesma forma.

É muito promissor o potencial de integração à Inteligência Artificial dos recursos que já são usados em residências e condomínios de uma forma geral. Três em cada quatro condomínios possuem circuito interno de segurança, dos quais 54% podem ser acessados remotamente, além de 29% apresentarem irrigação automática de jardim, rotina que também pode ser centralizada e comandada por algoritmos para otimizar o emprego de recursos. Não obstante, 40% dos condomínios apresentam monitoramento de ambiente, porcentual que alcança 57% entre a classe A.

Os carros particulares são outro elemento da vida cotidiana que podem beneficiar-se do aprendizado de máquinas – machine learning. 22% dos consumidores abordados nas entrevistas já contam com veículos com controle de voz e 47% com sensores de ré, porcentuais que saltam para 42% e 69%, respectivamente, quando consideramos os modelos mais sofisticados. Computadores de bordo estão presentes em 22% dos veículos, enquanto a função “piloto automático” é encontrada em 16%.

Considerando as oportunidades que se abrem a partir da resposta dos consumidores ávidos por novidades, melhorar sua experiência com recursos tecnológicos cada vez mais aprimorados se mostra um ferramental inédito. É provável que se abra um novo horizonte de possibilidades e desafios para as pessoas e para o universo de negócios.
 



FONTES:

*Índice de Automação do Mercado Brasileiro da GS1 Brasil – Pesquisa realizada durante o ano de 2022 com 2.064 indústrias entrevistadas em todo o Brasil. A margem de erro é de 2,1 pontos porcentuais para mais ou para menos dentro do intervalo de confiança de 95%.


*Índice de Automação de Consumidores da GS1 Brasil – Pesquisa realizada em 4 ondas, com 1.000 consumidores cada, ao longo do ano, totalizando 4.000 entrevistados. A margem de erro é estimada em 1,6 pontos porcentuais para mais ou para menos dentro do intervalo de confiança de 95%.


Os dados divulgados são referentes à segunda onda realizada em setembro de 2023, para esta onda a margem de erro é de 3,1 pontos porcentuais para mais ou para menos dentro do intervalo de confiança de 95%.


Associação Brasileira de Automação-GS1
Mais informações aqui

 

Como usar o 13º salário? Dicas de especialista do CEUB para gestão do benefício


 Consultor empresarial lista como prioridades a quitação de dívidas e a antecipação de despesas extras, como impostos e material escolar


O 13º salário pode ser utilizado para planejar as finanças e proporcionar um início de ano mais tranquilo e estável. Surge então a dúvida: como aproveitar esse recurso para melhorar sua qualidade de vida? Especialista em consultoria empresarial, o professor de Administração e Ciências Contábeis do Centro Universitário de Brasília (CEUB) Max Bianchi afirma que o mais prudente é pagar as contas, evitar investimentos de risco e tentar entrar o ano com a saúde financeira em dia.

 

Confira 5 dicas do especialista para o uso consciente do salário extra:

 

1. Nada de ir às compras!

A prioridade é quitar as dívidas, principalmente as de curto prazo. As aplicações financeiras e investimentos, por melhor que sejam, costumam remunerar abaixo dos valores que são pagos de juros e multas de empréstimos de curto e médio prazos. “Assim, as aplicações mais seguras dificilmente irão remunerar mais do que os juros desses empréstimos. Vale muito mais pagar dívidas do que aplicar o valor”, considera. 

No caso de prestações e boletos, sobretudo os atrasados, faturas de cartão de crédito, o saldo devedor de contas especiais e outras dívidas de curto e médio prazos, o 13º acaba sendo ideal no fim de ano. “Outro aspecto é que, em alguns casos, pode-se utilizar esse dinheiro extra para negociar dívidas junto aos credores, que podem até oferecer um desconto para a quitação ou o pagamento à vista”, recomenda.

 

2. Guarde parte do 13º para quitar as 'dívidas de início de ano'

Normalmente, quando começa o ano, chega o momento de pagar impostos, como o IPTU e o IPVA. “Se você tiver filhos em idade escolar, é a hora de pagar a matrícula do colégio ou da faculdade, adquirir materiais escolares, uniformes e outros. O ideal é ter um extra para complementar estas despesas”, alerta. 

O especialista recomenda ainda que adiantar alguns pagamentos de janeiro pode redundar em descontos junto às escolas, prefeituras e órgãos públicos e privados. A medida é válida desde que tenha a garantia de descontos para adiantar esses pagamentos ou, caso não seja possível, a alternativa é aplicar o dinheiro em investimentos de curto prazo e ganhar um pouco antes de sacar para pagar.

 

3. Papai Noel no precinho

Para quem precisa comprar presentes de final de ano, a dica é barganhar descontos para pagar as compras à vista, recorrendo diretamente ao 13º salário. Essa recomendação é apenas para quem não tem dívidas a pagar: “Tal medida pode ser muito vantajosa, quando negociada com o gerente ou dono da loja para obter descontos, uma vez que você pagará por transferência, PIX ou dinheiro”, garante o professor. 

Segundo Bianchi, os lojistas preferem essa negociação, pois costumam pagar porcentagens dos valores que recebem às empresas de cartão de crédito pelos pagamentos via débito ou crédito. Nesse sentido, pagar à vista, além de permitir descontos, evita o endividamento com prestações para os próximos meses - que costumam pesar no orçamento dos meses que estão por vir.

 

4. Investimento e reserva

Se o consumidor não estiver endividado, a dica de ouro é investir o dinheiro que sobrou. Para quem está começando e tem um perfil mais conservador, a melhor pedida são os fundos de renda fixa, onde os ganhos não são muito significativos, porém é mais difícil 'perder dinheiro'. Nesses casos, o professor do CEUB explica que o valor aplicado é convertido em quotas e o valor unitário dessas vai variando. Normalmente, o investimento em fundos de renda fixa costuma galgar rendimentos superiores aos da poupança, e é necessário poupar por mais tempo. 

O especialista também alerta para a importância de ter uma reserva para emergências ou, mesmo, ir guardando dinheiro para viagens ou aquisição de bens de valor mais alto, como a troca do carro. “Se puder dispor do dinheiro por mais tempo, sugere-se, além dos fundos de renda fixa, os investimentos em CDB (Certificados de Depósitos Bancários), LTN (Letras do Tesouro Nacional), aplicações em CDI e outras onde o rendimento tende a ser um pouco mais alto, porém este ocorre em prazo mais longo".

 

Jornada de advogados criminalistas passa desde o inquérito policial até a Suprema Corte

De acordo com Fábio F. Chaim, advogado especialista na esfera criminal, o papel desses profissionais é fundamental no ordenamento jurídico brasileiro 

 

O advogado criminalista passou a ser mais do que apenas um defensor legal, representando um pilar essencial na preservação dos direitos individuais na sociedade. Esses profissionais desempenham um papel vital em assegurar que a justiça seja feita, garantindo o devido processo legal em procedimentos judiciários.

Esses profissionais têm um papel crucial nos estágios iniciais dos processos, quando a investigação policial é realizada e as bases do caso são formadas. 

Segundo Fábio F. Chaim, advogado especialista na esfera criminal, o inquérito policial é uma forma de proteção contra o ingresso de eventual ação penal sem indícios mínimos de autoria e provas de materialidade delitiva. “Por esse motivo, o papel do advogado criminalista nessa fase, embora não obrigatório, se mostra de elevado valor”, relata.

A principal e mais conhecida forma de atuação do advogado criminalista é em favor de pessoas presas em flagrante ou investigadas pela suposta prática de algum delito. “O cerceamento da liberdade em contexto de flagrância delitiva é um momento caracteristicamente tenso da vida de um cidadão em que o seu direito de ir e vir é abruptamente cerceado, sob a acusação da prática de uma determinada infração”, pontua. 

Considerando a falta de conhecimento jurídico e específico da área criminal, comum à maioria da população, é de se esperar uma enorme insegurança acerca de como proceder neste momento, quais são os direitos do cidadão preso em flagrante e quais as obrigações dos agentes públicos envolvidos na prisão. “Não são raros os exemplos em que pessoas presas em flagrante são alvo de condutas questionáveis em sede policial, indo desde o exercício de pressão psicológica voltada à obtenção de uma confissão, até a prática de agressões físicas ao longo do procedimento”, lamenta o advogado.

Essa falta de conhecimento pode ocasionar diversos problemas. “O cidadão preso em flagrante, embora suspeite que a agressão física, por exemplo, não seja legalmente permitida, certamente não sabe que o Conselho Nacional de Justiça - CNJ requer a realização de exame de corpo delito imediatamente após a prisão, considerando sua ausência como indício da prática e tortura”, alerta. 

A presença de um advogado durante o procedimento de prisão em flagrante permite não apenas que o preso seja orientado acerca do seu direito ao silêncio, mas também que consulte com seu advogado acerca do teor e consequências do seu depoimento. “Dessa maneira, o profissional atua como fator de dissuasão com relação à prática de condutas ilícitas em ambiente policial”, declara.

Concluído o procedimento de prisão em flagrante, o advogado pode averiguar a possibilidade de concessão de liberdade provisória com recolhimento de fiança diretamente pela autoridade policial, acompanhando o pagamento de acordo com as disposições legais. “O registro adequado é importante não apenas para garantir que produza o efeito necessário à concessão desta forma de liberdade provisória, como também para que o valor possa ser levantado posteriormente ou empregado para o pagamento de custas processuais”, pontua Chaim.

Quando não é possível a concessão de liberdade provisória em sede policial, o advogado criminalista pode acompanhar a audiência de custódia, quando a legalidade da prisão em flagrante será analisada, bem como será considerada a possibilidade de concessão de liberdade provisória com ou sem fiança. “A atuação do advogado neste ato não se limita a estar fisicamente presente e a orientar o seu cliente, mas também em servir de elo com a família do preso, no intuito de sejam providenciados documentos costumeiramente considerados para concessão de liberdade provisória, como a presença de endereço fixo, emprego lícito ou, até mesmo, outro documento que comprove exercício de atividade laboral”, aponta. 

Por fim, o profissional pode acompanhar a emissão da documentação necessária à soltura do cliente, prevenindo atrasos que resultem na prisão por tempo além do necessário.

Além do acompanhamento da prisão em flagrante e da audiência de custódia, o advogado criminalista pode atuar de outras maneiras na fase policial. “A primeira delas é realizando um acompanhamento pontual de depoimentos, garantindo o respeito aos direitos do cliente, bem como procedendo a análise prévia dos autos, orientando o depoente a respeito do objeto da investigação e de como se portar na oitiva a ser realizada”, revela o especialista. 

Vale lembrar que parentes em primeiro grau de investigados, por linha ascendente e descendente, não são obrigados a prestar depoimento. “Direito que não costuma ser de conhecimento dos depoentes e que não se espera que seja informado pela autoridade policial, interessada em esclarecer o delito”, alerta.

Outro ponto relevante do acompanhamento pontual de depoimentos tem relação não apenas com a citada análise prévia dos autos, mas também com a realização de pesquisas a respeito de eventuais mandados de prisão pendentes contra aquele em vias de comparecer em sede policial. “Sendo este o caso, a oitiva pode ser realizada apenas após a compreensão do objeto da prisão e do seu questionamento em juízo que, caso positivo, permitirá a realização da oitiva sem posterior prisão do depoente”, declara.

O advogado criminalista também pode realizar um trabalho permanente ao longo das investigações, formulando pedidos de diligências, juntando documentos e acompanhando depoimentos, bem como protegendo o cliente de surpresas, como a formulação de eventual pedido de prisão temporária ou preventiva do investigado. “A detenção após um depoimento é uma conduta diametralmente oposta a lealdade demonstrada pelo depoente, que comparece voluntariamente em sede policial, oferece sua versão dos fatos e colabora com as investigações, motivo pelo qual é importante sempre a análise prévia dos autos e a realização de pesquisas antecedentes ao ato a ser realizado”, pontua.

Existe a possibilidade, também, de que o profissional realize o acompanhamento permanente do inquérito, colaborando assim para a maior celeridade das investigações e tendo acesso direto a elementos de convicção que podem ser emprestados em sede de processos de outras áreas jurídicas. 

Na fase judicial, a atuação do advogado criminalista se divide em primeira instância, segunda instância e Tribunais Superiores. O trabalho em primeira instância pode ser realizado tanto a favor do acusado, como da vítima. “O profissional pode realizar a sua defesa técnica, planejando a estratégia processual, requerendo provas e indicando testemunhas para serem ouvidas, comparecendo aos atos processuais, formulando perguntas e peticionando quando necessário”, relata Chaim. 

O advogado criminalista também pode formular pedidos relativos à liberdade do acusado ou atuar em medidas cautelares relacionadas ao processo principal.

A atuação pode considerar não apenas uma estratégia voltada à absolvição ou reconhecimento da prescrição, como também um trabalho voltado ao controle dos danos causados por eventual condenação. “Isso pode ser feito buscando a desclassificação do delito, uma dosimetria favorável da sanção, medidas que previnam o encarceramento ou penas restritivas de direitos”, revela.

Nesta mesma direção, o trabalho a ser realizado pode almejar que o mérito do feito sequer seja objeto de análise. “Esse movimento utiliza medidas como a transação penal, composição civil de danos, acordo de não persecução penal e suspensão condicional do processo, preservando a primariedade do acusado e o protegendo dos efeitos da condenação”, pontua.

A atuação profissional em primeira instância pode ocorrer também representando os interesses da vítima ou de seus representantes legais, quando o profissional atuará juntamente ao Ministério Público, buscando uma análise de mérito de cunho condenatório. “Trata-se da figura do Assistente de Acusação. Na atuação em primeira instância é importante manter atenção aos aspectos interdisciplinares existentes do caso. Ou seja, na hipótese de conhecimento de documento importante em processo de outra esfera jurídica, o profissional pode providenciar a sua extração e juntada aos autos criminais, ajudando a formar a convicção do magistrado ao analisar o mérito da causa”, declara. 

O caminho reverso também é possível, em que documentos produzidos ao longo do processo criminal podem ser emprestados para instruir ações em outras esferas jurídicas. “Neste caso, basta considerarmos um acusado que, como requisito para a celebração de acordo de não persecução penal, confessa a prática de um crime patrimonial. Esta confissão pode ser emprestada como prova em ação cível indenizatória pelo mesmo fato, aumentando as chances de que a vítima seja ressarcida pelos prejuízos experimentados”, relata o advogado.

A atuação do profissional não necessariamente termina com a análise de mérito do feito em primeira instância. “Existe a possibilidade de ingresso de recurso de apelação em favor dos interesses da parte representada, seja autor ou vítima, respeitando o interesse recursal e os prazos processuais”, revela. 

O profissional pode atuar na formulação de contrarrazões de pleitos recursais da parte contrária, realizar a sustentação oral de recurso interposto, se opor a embargos de declaração a acórdão de mérito, além de acompanhar toda a fase recursal. “Isso oferece uma maior segurança para a parte envolvida a respeito do que está acontecendo com o processo, passando tranquilidade e evitando surpresas”, aponta. 

A atuação também pode ocorrer na forma da impetração de Habeas Corpus ou recursos menos conhecidos, como Agravo em Execução e Recurso em Sentido Estrito, sempre voltado à proteção dos interesses de seus clientes.

Encerrada a fase recursal em segunda instância, existe a possibilidade de ingresso de recursos especiais e extraordinários nos Tribunais Superiores, respeitadas as hipóteses legais de cabimento para cada via recursal. “O profissional deve ter o conhecimento não apenas das hipóteses de cabimento, como também de todas as nuances processuais referentes à instrução e fundamentação deste recurso, tendo em vista que o acesso a esta via na esfera criminal tem sido dificultado por meio de uma interpretação rígida dos requisitos legais, bem como por obstáculos jurisprudenciais”, lamenta.

A fase recursal em Tribunais Superiores pode ter relação com o manuseio de outros instrumentos processuais, como Recurso Ordinário em Habeas Corpus, Agravo em Recurso Especial, Reclamação Constitucional, dentre outros. “A atuação nesses tribunais demanda um elevado conhecimento técnico não apenas da legislação, como também da jurisprudência relacionada com o caso e o regimento interno do Tribunal objeto da atuação”, finaliza. 

 



Fábio F. Chaim - atua na esfera criminal, representando os interesses de seus clientes, sejam eles investigados, acusados, vítimas, ou terceiros interessados. Graduado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP (2011), é pós-graduado em Direito Penal Econômico – Fundação Getúlio Vargas – FGV (2018) e em Direito Penal Econômico pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais. IBCCrim (2016). Possui também mestrado em Direito Penal – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP (2015).
Para mais informações, acesse o site, Instagram, Facebook, Linkedin ou canal no Youtube.


quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Endometriose prejudica qualidade de vida feminina

 

Tratamento depende de fatores individuais; visita ao ginecologista deve acontecer pelo menos uma vez ao ano



 

A Organização Mundial da Saúde estima que 190 milhões de mulheres em todo mundo tenham endometriose. “Desse total, entre 7 a 10 milhões são brasileiras e mais da metade que têm a enfermidade relatam dores recorrentes em forma de cólica, fadiga, diarreia ou dificuldade para engravidar”, explica Rodrigo Berger, membro da Sociedade de Obstetrícia e Ginecologia do Paraná.

 

A doença é uma modificação no funcionamento normal do organismo em que as células do tecido que reveste o útero (endométrio) - em vez de serem expulsas durante a menstruação - se movimentam no sentido oposto e caem nos ovários ou na cavidade abdominal, onde voltam a multiplicar-se e a sangrar.

 

“Existem mulheres que têm endometriose e não apresentam sintomas. A doença é descoberta quando elas vêm tirar dúvidas sobre a dificuldade para engravidar. Na investigação feita por videolaparoscopia, encontramos lesões superficiais que muitas vezes não aparecem na ressonância da pelve ou em outros exames”, observa Rodrigo Berger, que é diretor técnico do Grupo Medless; que desenvolve pesquisas e tratamentos de saúde para mais de 15 patologias e doenças femininas.

 

Por esse motivo, o médico recomenda que as mulheres visitem um ginecologista já a partir da primeira menstruação. “O ideal é ir ao especialista pelo menos uma vez por ano. Todas essas situações interferem no ciclo menstrual e em possíveis complicações à saúde ao longo da vida”. 

 

O ginecologista lembra que o período do climatério - momento de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa – também requer atenção. “Não é porque a mulher parou de menstruar que ela deve abandonar os exames preventivos. Esta é uma época importante para avaliar os níveis hormonais evitando decréscimo de qualidade de vida”, enfatiza.


 

Tratamentos


A indicação do tratamento mais adequado a cada mulher diagnosticada com endometriose vai depender de diversos fatores que incluem desde a idade, a gravidade e localização das lesões, a intensidade dos sintomas, o desejo reprodutivo, entre outras questões.

 

“Cada caso é único, mas atualmente já podemos controlar a endometriose sem a necessidade de medicação ou intervenção cirúrgica. Entram como coadjuvantes no tratamento dietas anti-inflamatórias e ações que contribuam para a diminuição do estresse”, diz Berger.

 

“Outra possibilidade – sempre de acordo com a indicação de um médico especialista - é o uso de implantes hormonais. No Brasil, já existem dispositivos que são implantados sob a pele e permanecem ali, por até 12 meses, liberando pequenas quantidades do fármaco, prescrito anteriormente pelo médico da paciente”, complementa o médico ginecologista.

 

“Nesses casos, a dose é feita de acordo com a necessidade individual de cada paciente e a liberação das substâncias medicamentosas acontece diretamente na corrente sanguínea, diminuindo complicações no sistema digestivo, hepático e demais efeitos colaterais associados”, destaca Rodrigo Berger.


 

Vida nova


A agente de atendimento aeroportuário Mariane Motta Machado, passou cerca de um ano com dores intensas abdominais e buscou mais de um profissional até obter o diagnóstico preciso de endometriose.  “Vivia todos os dias sentindo cólicas muito fortes e não tinha remédio que fizesse parar. Além da dor, tive ganho de peso, me sentia cansada e indisposta”, conta.

 

Mariane teve recomendação de passar por cirurgia, mas optou pela linha dos implantes hormonais subcutâneos. “Sinto diferença em inúmeros pontos que nem imaginava que me afetavam por causa da endometriose. Estou há mais de três meses com os implantes e desde a primeira semana, já não senti nenhuma cólica”, enfatiza.

 

“Sentir dor não é normal. É por esse motivo que sempre recomendamos às mães para que fiquem atentas aos ciclos menstruais das filhas e para que também não normalizem a própria dor. O diálogo com um especialista pode trazer ganhos para uma vida toda”, complementa o ginecologista.

 

Foco: como manter o ritmo de treinos nas férias?

 Profissional de educação física da TotalPass dá dicas sobre como praticar exercícios durante os dias de descanso


Manter a rotina de treinos durante as férias é um desafio para muitas pessoas. Além de contribuir com a manutenção da saúde, a prática regular de atividade física também é importante para manter o condicionamento físico. 

"Sabemos que pode ser muito difícil vencer a preguiça durante as férias para se dedicar a uma atividade física. Mas é importante lembrar que, quanto mais tempo de inatividade, mais cansativo será o retorno ao mesmo ritmo de antes”, afirma Pedro Coelho, profissional de Educação Física da TotalPass, uma das principais soluções de saúde integrada do Brasil, no âmbito corporativo.

“Além disso, longas pausas nos treinamentos podem acarretar em prejuízos no caso de ganho de massa e força muscular, no processo de eliminação de gordura e também impactam no condicionamento físico”, complementa.

Para contribuir com uma rotina ativa durante as férias, o especialista listou dicas para quem deseja manter o treino nesses dias. Confira:


  • Organização 

Identificar o melhor horário que se encaixe na programação diária das férias é necessário para conseguir manter a disciplina com os exercícios. “Seja durante uma viagem ou até mesmo em casa, para garantir o treino é preciso de organização. Escolher o horário mais adequado dentro da programação do dia vai contribuir para que o exercício não fique de lado”, destaca.


  • Estipular metas

Objetivos e metas precisam estar bem definidos para que a agenda de treinos seja cumprida corretamente. “Definir quantas vezes deseja treinar na semana é o primeiro passo para estabelecer uma rotina. Um treino de 20 a 30 minutos, realizado três vezes por semana, é suficiente para manter o corpo ativo e contribuir com o condicionamento físico”, afirma o especialista.


  • União entre diversão e saúde

O descanso é fundamental para a saúde mental e para recarregar as energias para o retorno à rotina de trabalho. “Apesar da importância em manter a disciplina para uma rotina de treinos, se exercitar deve ser uma atividade prazerosa. As férias são uma excelente oportunidade para experimentar novas modalidades, sejam esportes indoor ou ao ar livre, o momento é ideal para unir diversão à saúde. Vale reforçar a importância de procurar um profissional de educação física para a orientação correta de novas atividades”, completa Coelho.


  • Atividade física em qualquer lugar

Sabendo da importância e dos benefícios decorrentes da prática regular dos exercícios físicos, a TotalPass disponibiliza em todos os planos a plataforma Total Play, que conta com mais de 20 modalidades esportivas com aulas guiadas por profissionais capacitados. Dentre os programas de exercícios, a ferramenta oferece opções como alongamento, funcional e zumba, além de conteúdos focados em nutrição e saúde mental.

 

TotalPass

 

Exercício e a Saúde no Envelhecimento

Praticar exercícios físicos regularmente é uma das escolhas mais sábias que um indivíduo pode fazer para promover a saúde e o bem-estar ao longo da vida. Tanto para o jovem quanto para o idoso, a incorporação de atividades físicas na rotina diária traz uma série de benefícios que vão além do simples fortalecimento muscular até a melhora cognitiva.

Para os jovens adultos, a prática regular de exercícios físicos oferece uma ampla gama de vantagens, incluindo a manutenção de um peso saudável, a melhoria da saúde cardiovascular e a redução do risco de desenvolver condições crônicas, como diabetes e hipertensão.

O exercício regular pode contribuir para a melhoria do humor e da saúde mental, reduzindo os níveis de estresse e ansiedade, promovendo uma sensação geral de bem-estar tanto na adolescência, quanto na vida adulta e principalmente na velhice.

À medida que os indivíduos envelhecem, o exercício físico desempenha um papel ainda mais crucial na preservação da saúde e na prevenção de doenças associadas à idade avançada. Para os idosos, a prática regular de exercícios pode ajudar a manter a flexibilidade e a mobilidade, reduzindo o risco de quedas e fraturas ósseas.

Além disso, o exercício ajuda a preservar a função cognitiva, diminuindo tanto o declínio mental quanto o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas, como a doença de Alzheimer, além de reduzir os níveis de depressão, ansiedade e o isolamento social, fortalecendo os laços sociais em idosos.

Ambos os grupos etários se beneficiam de um sistema imunológico fortalecido que ajuda a combater infecções e doenças com mais eficácia. A prática regular de exercícios pode promover um sono de melhor qualidade, contribuindo para uma maior sensação de descanso e recuperação.

É importante ressaltar que as vantagens do exercício físico estão intimamente ligadas à escolha de atividades que sejam seguras e adequadas para a idade e condição física de cada indivíduo.

Consultar um profissional de saúde ou um treinador pessoal pode ser fundamental para criar um plano de exercícios personalizado e eficaz. Em suma, independentemente da idade, a prática regular de exercícios físicos é uma poderosa ferramenta para promover a saúde, a vitalidade e o bem-estar em todas as fases da vida.

Essas descobertas fundamentais reforçam a importância de implementar programas de exercícios físicos apropriados para a terceira idade, a fim de promover não apenas a saúde física, mas também o bem-estar emocional e social ao longo do processo de envelhecimento. 



Rairtoni Pereira - Personal Trainer e Fisiologista, expert em emagrecimento e mudanças de hábitos. Formado em Educação Física e pós-graduado em Fisiologia do Exercício pela Unifesp. Possui mais de 10 anos de experiência.

Climatério: é o começo do fim?

 

Especialista do CEJAM fala sobre os estágios que antecedem a menopausa e derruba mitos sobre essa etapa natural da vida reprodutiva feminina

 

A menopausa é uma fase natural na vida de todas as mulheres, marcando o fim da menstruação e da capacidade reprodutiva. No entanto, antes de atingir esse estágio, as mulheres passam por uma transição conhecida como climatério.

O período, temido por muitas por ser considerado o prenúncio do fim da vida sexual ativa, é desmitificado pela Dra. Aline Whately, ginecologista do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, que esclarece alguns aspectos cruciais e traz orientações sobre como lidar com os sintomas e se preparar para receber a menopausa de maneira tranquila e saudável.

O que é?

A médica explica que a pré-menopausa, conhecidacomo climatério, refere-se ao momento que antecede a menopausa. Normalmente, inicia-se por volta dos 40 anos, embora variações individuais possam ocorrer devido a fatores genéticos, estilo de vida e saúde geral.

“Durante essa fase, os ovários começam a produzir os hormônios femininos, estrogênio e progesterona, de forma irregular, levando a mudanças no ciclo menstrual e sintomas específicos. Essa produção hormonal vai sofrendo uma gradativa redução, porém essa redução não é uniforme, ocorre de forma totalmente aleatória até culminar com a falência ovariana. Assim, não é raro alterarmos meses de hemorragias, com meses de pouco fluxo menstrual, ou ainda meses de ausência de menstruação. Só podemos dizer que a paciente atingiu a menopausa após um período de 1 ano sem menstruar ”, relata.


Sinais e sintomas iniciais

Os primeiros sinais da pré-menopausa incluem irregularidades no ciclo menstrual, alterações de humor, insônia, ondas de calor e diminuição da libido. Dra. Aline enfatiza a importância de reconhecer esses sintomas como parte natural do processo e destaca que, em alguns casos, o acompanhamento médico pode ser necessário para gerenciar desconfortos.
 

“Caso os sintomas estejam interferindo na vida da mulher e impactando sua rotina negativamente, a busca por orientação médica pode ajudar a mitigar sintomas incômodos e garantir um processo mais tranquilo durante essa fase de transição”, frisa.



Mitos sobre o climatério

A ginecologista enfatiza que cada mulher experimenta essa fase de maneira única e que nem todos os sintomas são universalmente aplicáveis. Além disso, ressalta que a pré-menopausa não é o fim da vitalidade ou da feminilidade, mas sim uma nova etapa na vida da mulher.

Confira alguns mitos sobre o assunto destacados pela médica:


 

  1. A menopausa é um processo súbito

A menopausa não ocorre de forma repentina. A mulher passa por transformações em um processo gradual que se estende por vários anos. “Reconhecer essa transição é essencial para entender e gerenciar seus efeitos”, destaca a especialista.


  1. Todas as mulheres experimentam os mesmos sintomas

Dra. Aline ressalta que cada mulher é única, e seus sintomas podem variar significativamente. Enquanto algumas experimentam ondas de calor intensas, outras podem não apresentar esse sintoma. Dessa forma, o tratamento, quando necessário, deve ser personalizado de acordo com as necessidades individuais.


  1. O climatério significa o fim da vida sexual

O climatério não deve ser visto como o fim da vida sexual. “Com as abordagens certas, muitas mulheres continuam a ter uma vida sexual plena durante e após essa fase”, salienta. A comunicação aberta com o parceiro e o acompanhamento médico são fundamentais.


  1. Todas as mulheres precisam de terapia hormonal

Segundo a ginecologista do CEJAM, a terapia hormonal não é a única opção para lidar com os sintomas do climatério. Há abordagens individualizadas, considerando fatores como histórico médico e preferências pessoais. Consultar um profissional de saúde é crucial para explorar as melhores opções de tratamento.


  1. O climatério aumenta o risco de depressão

O climatério chega na vida de muitas mulheres – aquelas que são mães – justamente em um momento delicado, conhecido como síndrome do ninho vazio, que é quando os filhos crescem e deixam a casa dos pais, mudando radicalmente sua rotina. Mas mesmo para aquelas que não possuem filhos, todos os sintomas relacionados a este estágio da vida, como ansiedade, irritação e labilidade emocional podem também levar a um quadro de depressão.

Nesse aspecto, a especialista lembra a importância de praticar exercícios físicos regularmente para manter hábitos saudáveis e o equilíbrio emocional e, claro, buscar ajuda profissional se necessário. “A atividade física neste período não apenas ajudará a manter a saúde cardiovascular e o peso corporal, mas também atuará como importante ferramenta para aliviar sintomas como insônia e alterações de humor”, finaliza.


CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
Cejamoficial
site da instituição

 

Relatos de dor e resiliência: mãe de um jovem com dependência química publica autobiografia

Tita Caldas lança o livro "Drogas - O diário de uma mãe" para retratar experiências pessoais e acolher famílias que se sentem sozinhas na luta contra as drogas


Quando Tita Caldas percebeu que o filho adolescente utilizava drogas, ela não sabia o que fazer ou a quem recorrer para afastá-lo do vício. Nos anos 1980, as informações sobre o assunto eram escassas, e uma família do interior de Santa Catarina tinha ainda mais dificuldades de descobrir como auxiliar um jovem com dependência química. Mesmo assim, a mãe buscou tudo que estava a seu alcance para auxiliar o menino e, quatro décadas depois do início desta jornada, decidiu compartilhar as experiências vividas no livro Drogas - O diário de uma mãe.

A obra, escrita a punho na época, chega às estantes em um momento em que Tita se sente mais preparada para falar sobre o assunto. Tudo por uma causa nobre: acolher pessoas em situações semelhantes. Com este objetivo, expõe sentimentos íntimos para mostrar que as famílias não estão sozinhas nesta luta e, como muitos, enfrentou sentimentos de dor, culpa, raiva e frustração.

O texto reconstrói dolorosos e reais acontecimentos, diálogos, pensamentos e cartas, sem a tentativa de amenizar os traumas. Neste formato confessional, a escritora explicita características comuns de pessoas com vício e que estavam presentes nos hábitos do filho Daniel. As mentiras, as fugas de casa, os ciclos de melhoria e recaída, além do comportamento difícil, são alguns dos episódios relatados.

Só quem já passou pelo que nós passamos pode avaliar o que foi esse tempo em nossa vida.
Se tocávamos no assunto, sofríamos; se não tocávamos, sofríamos ainda mais. Sentíamos remorso,
porque não estávamos fazendo nada, mas nos sentíamos impotentes. Já estávamos tão sofridos e
decepcionados que, às vezes, eu comentava com Paulo que estávamos mesmo era adormecidos,
petrificados e, quem sabe, acostumados com o sofrimento [...]
(Drogas – O diário de uma mãe, pg. 116)

Apesar disso, Drogas – O diário de uma mãe não se propõe a ser um manual de como auxiliar familiares com dependência química, mas levanta a discussão e rompe o silêncio que envolve as drogas. Com este lançamento, que faz um recorte de uma década na vida do jovem, desde a adolescência até o início da vida adulta, a autora também eterniza as lembranças do filho. Para além das dificuldades, retrata o carisma, a bondade e o respeito à família que eram intrínsecos da personalidade de Daniel, uma vítima do vício.

Tita Caldas se coloca aberta a críticas, para que os leitores possam aprender com os acertos e erros dela. Em várias partes da narrativa, faz uma autoanálise e pondera o que deveria ter feito diferente. Ela explica: “espero que as pessoas reflitam e julguem. Quero que elas aprendam com os meus erros e que entendam a importância de lutar por um mundo melhor, sem que nunca percam a capacidade de amar”.

LC – Design & Editorial
FICHA TÉCNICA

Título: Drogas – O diário de uma mãe
Autora: Tita Caldas
ISBN: 9786558725961
Páginas: 312
Formato: 16cm X 23cm
Preço: R$ 56,50 (físico) | R$ 24,90 (e-book)
Onde comprar: Amazon | Clube de Autores

Sobre a autora: Nascida em Içara e moradora de Criciúma, em Santa Catarina, Tita Caldas é pedagoga e pós-graduada em Fundamentos da Educação. Com foco em Educação Especial na área de Deficiência Visual, trabalhou em escolas particulares e públicas como professora, coordenadora e diretora. Nascida em 1947, é esposa de Auro Caldas, com quem tem 4 filhos, 11 netos e 4 bisnetos.

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