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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Acidentes domésticos: prevenção e tratamento de lesões

Descubra como proteger sua família de lesões e tratar acidentes comuns em casa


Acidentes domésticos são bastante comuns, sejam por motivos de reforma, limpeza ou recriação de crianças dentro de casa. Com isso, a rotina da casa, que deveria ser segura, muitas vezes se torna um campo minado para quedas, contusões, queimaduras e outras lesões mais graves. 

 

Para se ter uma ideia, dados do Ministério da Saúde revelaram a média de 32 mil acidentes domésticos no Brasil em 2020, período em que as pessoas ficaram reclusas pela pandemia.

 

Pisos escorregadios, tapetes, quinas, deslocamento de móveis, a busca por objetos em lugares altos e que demandam escadas, estão entre outras atividades que podem causar acidentes. 

 

Quais lesões são comuns em atividades domésticas?

 

Entorses, contusões, concussões são algumas das consequências mais comuns dos acidentes domésticos. A tendinite também é comum resultado de movimentos repetitivos, como esfregar roupas, louças e superfícies. 

 

Cortes e queimaduras podem ocorrer pelo contato com objetos pontiagudos ou quentes.

 

Medidas preventivas contra acidentes domésticos 

 

Para evitar lesões ao realizar tarefas domésticas, é fundamental adotar algumas estratégias, como a escolha de utensílios concebidos para minimizar a tensão na coluna, como vassouras e esfregões com cabos longos. Além disso, o uso de equipamentos ergonômicos, que reduzam a necessidade de curvar-se ou realizar movimentos de torção ao alcançar áreas de difícil acesso, é altamente recomendado.

 

Cuidar da disposição dos móveis, tapetes e outros objetos em casa também evita quedas. Da mesma forma, é importante estar consciente da postura ao realizar as tarefas. Manter as costas retas e utilizar técnicas apropriadas de levantamento de peso pode minimizar o risco de lesões. 


Pequenos ajustes na maneira como as atividades diárias são realizadas podem ter um impacto significativo na segurança e bem-estar. Portanto, adotar essas precauções simples é um investimento na prevenção de lesões e na manutenção de uma vida saudável e ativa.

 

Uma vez lesionado, o que fazer? 


Assim como em qualquer outra situação de lesão, o primeiro passo a ser tomado é avaliar o alcance e a gravidade da lesão.  


Segundo a Drª Atsuko Nakagami Cetl, anestesiologista especializada em dor pela Associação Médica Brasileira (AMB), alguns dos sinais claros de que é essencial buscar atendimento médico imediato são: sangramentos significativos, incapacidade de movimentar uma parte machucada do corpo, dificuldade para andar, segurar objetos ou levantar um braço, ou se sentir confuso e sonolento após um golpe na cabeça.

Os tratamentos serão orientados com base na gravidade e extensão da lesão. “Procedimentos minimamente invasivos ou não invasivos oferecem soluções valiosas para otimizar a recuperação, reduzindo processos inflamatórios e a quantidade de analgésicos. Entre essas opções, estão a laserterapia, magnetoterapia, terapia por ondas de choque e o agulhamento a seco com infiltração de anestésico”, explica a médica.

 Lidar com lesões domésticas pode ser desafiador, mas ao seguir as orientações de tratamento apropriadas é possível otimizar o processo de recuperação e voltar ao melhor estado de saúde o mais rápido possível.  

 



Dra. Atsuko Nakagami Cetl - Médica Anestesiologista, Dra. Atsuko Nakagami Cetl é graduada pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP), mestre em ciências com pós-graduação em neurologia/ neurociências e possui certificação de especialização em dor pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Saiba como ar-condicionado e ventilador podem desencadear doenças respiratórias

Equipamentos precisam de manutenção e limpeza adequadas para não causarem danos à saúde

 

Já virou tradição: basta as temperaturas lá fora subirem para que comecem as discussões dentro das empresas e, até mesmo dentro de casa. É que ao longo do verão que parece já ter chegado em várias regiões do Brasil, muita gente opta pelo uso de ventiladores e aparelhos de ar-condicionado para ajudar a refrescar o ambiente. 

“Esses aparelhos podem causar o ressecamento das vias aéreas e, com isso, diminuem as defesas naturais do corpo. Fica mais fácil desenvolver resfriados e doenças respiratórias, como rinite, sinusite e até pneumonia”, alerta a médica Dra. Maura Neves otorrinolaringologista da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF. 

Com as vias aéreas ressecadas, as mucosas deixam de filtrar vírus e bactérias que acabam entrando no organismo. Manter a hidratação em dia é essencial ao longo de todo o ano, mas sob o risco de ressecamento das mucosas, é preciso redobrar a atenção com a quantidade de líquidos ingerida. 

O choque térmico causado pela diferença de temperatura interna e externa também não faz bem. “O ideal é manter o ambiente a uma temperatura de 23°C. Nunca abaixo ou acima disso”, diz Dra. Maura, que destaca que esta é uma indicação da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e vale para o carro, casa e trabalho. 

Para evitar que doenças sérias comprometam os dias quentes, Dra. Maura sugere organização e planejamento. Dessa forma, é possível, semanas antes das grandes ondas de calor chegarem, realizar a higiene adequada tanto nos filtros do ar-condicionado quanto nas hélices e grades do ventilador. “O ventilador, quando sujo, acumula poeira, ácaros, fungos, vírus e bactérias que podem ser nocivos à saúde. Usá-lo sem a correta higienização pode desencadear espirros e até crises mais sérias”, diz.
 

Prevenção

Além de higienizar corretamente os aparelhos antes do uso e caprichar no consumo de água durante o verão, o uso de soro fisiológico 0,9% para lavar as narinas faz toda a diferença na hora de evitar o ressecamento das mucosas e a contaminação por micro-organismos.

“O soro pode ser nebulizado diretamente nas narinas, por meio de aplicador próprio da embalagem ou conta-gotas, ou ainda ser vaporizado no inalador por 15 minutos por dia – pela manhã e antes de dormir”, orienta Dra. Maura.
 

Doenças associadas

Algumas enfermidades podem ser desencadeadas pelo mau uso do ventilador ou do ar condicionado:


Doença do Legendário: causado por bactéria, causa uma pneumonia bem grave.
 

Asma: é uma doença inflamatória crônica nas vias respiratórias. Causa falta de ar, cansaço, chiado, aperto no peito e grande mal-estar.
 

Rinite: quando alérgica, infecciona a mucosa nasal e causa sintomas parecidos com os da gripe, como espirros, coriza fluída, coceira nas vias aéreas, congestão nasal, irritação nos olhos etc. 

 

Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista. Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP. Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF. Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP.


Queda em estoques de sangue torna indispensável o gerenciamento de sangue em hospitais

 

Além de conscientizar a população para doar, esses programas, que visam a sustentabilidade do sistema, reduzem complicações pós-operatórias e taxa de mortalidade de pacientes na internação, aponta pesquisa

 

Com a chegada do final ano, há uma queda acentuada nos estoques de sangue dos principais hemocentros do país, por isso a importância de campanhas de conscientização para engajar a população a fazer as doações de sangue de forma regular. Ouro líquido, é assim que o sangue costuma ser visto na comunidade médica. Tanto o sangue como os hemoderivados são valiosos e indispensáveis dentro do ambiente hospitalar. 

Desde 2010, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem solicitando oficialmente aos seus Estados membros a implementação de Projetos de PBM (em inglês, Patient Blood Management). Como o nome já indica, são programas de gerenciamento de sangue do paciente que requerem uma abordagem multiprofissional e multidisciplinar e visam o uso racional dos produtos sanguíneos dentro do ambiente hospitalar ao preservar o sangue do próprio paciente. 

Manter a sustentabilidade dos sistemas é uma prioridade nos hospitais, e os programas gerenciamento visam otimizar o uso do sangue de forma inteligente e que não afeta a saúde dos pacientes. Reduzir o número de transfusões sanguíneas é um dos preceitos desses dessas políticas hospitalares. 

Há 10 anos, se um paciente estivesse com a taxa de hemoglobina abaixo de 12 g/dl, pelo entendimento médico, a recomendação já era a transfusão. Hoje a estratégia consiste em identificar e tratar antecipadamente pacientes com anemias e alterações de coagulação sanguínea. Também é possível recorrer a outros tipos de recursos que podem prevenir ou conter sangramentos durante, após a cirurgia e com melhor custo-benefício. Entre as alternativas, estão o uso dos selantes, substâncias que impedem o sangramento através da vedação contra vazamentos em anastomoses arteriais, e, os hemostáticos, que interrompem o sangramento intraoperatório ao interagir com a cascata de coagulação. 

“Há vários ensaios clínicos que demonstraram que menos transfusões resultam em menores complicações e tempo de internação, além de uma melhor sobrevida aos pacientes”, informa o Dr. Lucas Portela, gerente médico da Baxter, líder global em tecnologia médica. 

Pesquisa realizada pela Society for the Advancement of Patient Blood Management (SABM) demonstrou que o gerenciamento do sangue do paciente pode reduzir eficazmente o índice de mortalidade (até 68%), reoperações (até 43%), readmissões hospitalares (até 43%) e complicações (até 41%). Estes índices trazem ainda o benefício da redução de custos de 10 a 24%2.  

Para o médico, o programa vai além de melhorar os resultados dos tratamentos, economizar recursos das estruturas de saúde e reduzir os custos associados. “Esses programas inteligentes trazem maior segurança ao paciente, uma vez que ao minimizarmos sangramentos, é possível otimizar a eritropoiese (processo de produção e maturação de hemácias) e a reserva fisiológica específica de pacientes com anemia, por exemplo”, destaca o médico.

 


Referências Bibliográficas:

1. Aryeh S. A Global Definition of Patient Blood Management. Anesth Analg. 2022;10.1246.
2. Society for the Advancement of Patient Blood Management. Executive PBMP Slide Deck.; 2020.

 

Dia Internacional do Homem: guia rápido de saúde e nutrição para seguir hoje mesmo!

Divulgação/Herbalife
Comemorada em 19 de novembro, a data tem entre seus objetivos conscientizar sobre a saúde masculina. Confira aqui quais são os nutrientes e as dicas que eles devem investir para ter uma boa saúde e bem-estar

 

Embora o excesso de gordura corporal seja motivo de preocupação tanto dos homens quanto das mulheres, em geral, eles têm mais probabilidade de acumulá-la na região abdominal, o que é muito mais prejudicial para a saúde do que a gordura que costuma acumular nos quadris e coxas no caso delas. 

Mas, se manter um peso adequado é algo crucial, é igualmente importante fazê-lo de maneira saudável. Reduzir a ingestão de alimentos só é eficaz quando a qualidade nutricional da sua dieta é adequada, pois reduzir as calorias, não significa melhorar a qualidade nutricional. 

Segundo Susan Bowerman, diretora sênior de Educação e Treinamento Nutricional Global da Herbalife, a densidade nutricional consiste em optar por alimentos que ofereçam a maior quantidade possível de nutrientes em cada mordida. Isso pode ser alcançado focando em alimentos saudáveis como vegetais, frutas, proteínas magras e grãos integrais.

 

Confira quais são quatro nutrientes que os homens devem consumir diariamente:

 

Fibra

A maioria dos homens consome baixas quantidades de fibras diárias, que deveria ser de no mínimo 25g, segundo a recomendação da Organização Mundial da Saúde. Alimentos ricos em fibras ajudam a saciar, auxiliando no controle de peso. A fibra solúvel também ajuda a reduzir os níveis de colesterol, protegendo o coração.


Alimentos com fibras: feijões, frutas (como amoras e ameixas), vegetais (brócolis e cenouras) e grãos integrais (como aveia e cevada).

 

Magnésio

Esse mineral é crucial para centenas de funções no corpo. Ao consumir suplementos ou aumentar a ingestão de alimentos ricos em magnésio, você pode melhorar a saúde óssea e cardiovascular.


Alimentos com magnésio: Podemos encontrá-lo em vegetais de folhas verdes, nozes e grãos integrais.

 

Potássio

Muitos homens não consomem a quantidade suficiente de potássio, mineral importante para o funcionamento adequado dos nervos, do coração e dos músculos, e ainda ajuda a promover a pressão arterial saudável.


Alimentos ricos em potássio: é abundante em frutas, como melão, tomate, abacate, banana, além de feijões, vegetais verdes e produtos lácteos.

 

Vitamina D

Ela auxilia no fortalecimento dos ossos e no sistema imunológico. Expor-se ao sol algumas vezes por semana é uma maneira de obter vitamina D, mas o nutriente também pode ser encontrado em alimentos, que devem ser incluídos em sua alimentação pelo menos algumas vezes por semana.


Alimentos que fornecem vitamina D: produtos lácteos fortificados, peixes gordurosos, gemas de ovos e frutos do mar ricos em ácidos graxos ômega-3.


Dicas para cuidar do seu bem-estar - um dos principais obstáculos para cuidar de si mesmo é o tempo. Diante de uma rotina atribulada, é fácil pular refeições ou comer qualquer coisa no caminho. E ainda leva a comer demais na próxima oportunidade. Aqui estão algumas dicas práticas para começar:


Faça check-up da sua saúde

Mesmo com uma agenda agitadas, não negligencie sua saúde. A prevenção é a chave, e os check-ups se tornam mais importantes à medida que envelhecemos. Agende consultas de rotina com seu médico e não se esqueça dos exames de visão e dentários.

 

Crie um plano de exercícios semanal

Os centros de controle e prevenção de doenças recomendam aproximadamente 150 minutos de atividade física moderada a intensa por semana, o que significa cerca de 30 minutos de atividade, cinco vezes por semana.

 

Não pule o café da manhã

Estabeleça a meta de fazer uma refeição saudável ao acordar. Se não tiver tempo para sentar e fazer seu desjejum, consuma algo prático, como um pote de iogurte e uma fruta, ou prepare um shake de proteína com um pouco de leite e fruta e leve consigo.

 

Assuma o controle da sua dieta

Se você costuma comer qualquer coisa durante o dia, considere levar comida de casa ou cozinhar uma ou duas vezes por semana. Isso dará a você um melhor controle sobre o que está comendo e as quantidades.

Aprenda a praticar uma alimentação consciente quando estiver com fome ou estressado. Concentre-se em optar por alimentos mais ricos em nutrientes. Existem alternativas de lanches saudáveis que podem satisfazer qualquer desejo, mesmo que seja doce, cremoso, crocante ou delicioso.

 

Observe seus padrões na alimentação

Procure anotar o que você consome durante alguns dias. Essa é a melhor maneira de avaliar seus hábitos alimentares. Não há nada como uma boa avaliação das refeições que você pulou, dos lanches ou da falta de frutas e verduras para transformar sua dieta. Não se esqueça de anotar os pequenos triunfos e realizações à medida que se aproxima de suas metas de bem-estar.

 

*Qualquer pessoa que tenha alguma condição de saúde ou que esteja tomando medicamentos deve falar com seu nutrólogo ou nutricionista sobre suas necessidades e restrições nutricionais.

 

Susan Bowerman - Diretora Sênior Global de Educação e Treinamento em Nutrição da Herbalife Nutrition. Estudou biologia com honras na Universidade do Colorado e se titulou como Mestre em Ciência e Nutrição dos Alimentos pela Universidade Estadual do Colorado. É nutricionista certificada pela Academia de Nutrição e Dietética como especialista em Nutrição Esportiva, Obesidade e Controle de Peso. Também é membro da Academia e diretora assistente do Centro de Nutrição Humana da UCLA e atua como professora assistente de nutrição na Universidade Pepperdine e professora de nutrição do Departamento de Ciência e Nutrição de Alimentos da Universidade Politécnica Estadual da Califórnia.



Leptospirose: aumento de casos reforça a necessidade de prevenção

  • Foram mais de 3 mil casos no último ano
  • A prevenção é a forma mais eficaz de combater a doença
  • Os sintomas têm intensidades diferentes e, por serem comuns, podem ser confundidosfacilmente com outras doenças. - Créditos: BASF 



A leptospirose, doença infecciosa causada por bactérias do gênero Leptospira, é um problema constante no cenário da saúde pública brasileira. A chegada do fenômeno climático El Niño, que contribui com tempos mais chuvosos em diversas regiões do país, chama a atenção de profissionais da saúde, que sugerem a adoção de medidas preventivas eficazes. 

De acordo com dados atualizados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou um aumento significativo nos casos de leptospirose nos últimos anos. A doença é transmitida principalmente pela urina de roedores e outros animais domésticos ou silvestres infectados, que contaminam as águas de inundação e expõem as pessoas a riscos. Em 2022, foram confirmados 3084 casos, principalmente nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste, um aumento de 70% em relação ao ano anterior. 

O diagnóstico precoce auxilia no tratamento e no controle de sintomas mais graves. O pesquisador de Desenvolvimento de Produtos de Mercado da BASF, Jeferson de Andrade, fala sobre as medidas básicas de prevenção contra a doença: “Algumas ações são necessárias para mitigar a contaminação, como evitar áreas infestadas por roedores e o contato com a água de enchentes e dejetos oriundos da produção animal, especialmente se houver alguma ferida pelo corpo. Além disso, é importante implementar medidas preventivas e de controle de roedores. A população também deve se conscientizar da importância de manter os animais domésticos (cães, bovinos, suínos etc.) vacinados preventivamente e em ambientes saudáveis.” 

A leptospirose continua sendo um problema de saúde pública no Brasil, principalmente durante a estação chuvosa. A prevenção desempenha um papel vital na redução do risco. A detecção precoce e o tratamento eficaz são essenciais para evitar complicações graves. A cooperação entre as autoridades de saúde, a população e os profissionais médicos são essenciais para controlar a propagação de doenças e proteger a saúde de todos.

 

Primeiros casos da doença no Brasil e no mundo

Os primeiros casos documentados de leptospirose datam do final do século XIX, quando médicos e pesquisadores passaram a observar sintomas semelhantes à febre amarela em trabalhadores que estavam envolvidos em ambientes aquáticos e alagados. A doença foi descrita pela primeira vez pelo médico Adolf Weil, em 1886, na Alemanha. 

No Brasil, os primeiros relatos são do século XX, em trabalhadores de áreas rurais, como canaviais e fazendas de gado, que frequentemente entravam em contato com a urina de animais infectados, especialmente ratos. Desde então, as pesquisas têm avançado na compreensão da leptospirose e seu agente causador. 

Atualmente, a leptospirose é reconhecida como uma zoonose importante, que afeta pessoas em todo o mundo, especialmente em regiões tropicais e subtropicais com condições propícias para a disseminação das bactérias, destacando a importância contínua da vigilância e prevenção. 


BASF na Agricultura. Juntos pelo seu Legado.
site da BASF


Novembro Branco alerta para câncer de pulmão: entenda as causas, sinais e tratamentos da doença

 Fumantes têm risco 20 vezes maior de desenvolver tumores pulmonares; Especialista comenta principais sinais e a importância do diagnóstico precoce 



O tabagismo está na origem de 90% de todos os casos de câncer de pulmão no mundo, sendo responsável por ampliar em cerca de 20 vezes o risco de surgimento da condição. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é estimado que durante o triênio 2023-2025 em torno de 32.300 novos casos da doença sejam diagnosticados a cada ano. E, apesar destes dados não serem novidade, os tumores pulmonares ainda lideram o ranking das doenças oncológicas que mais matam todos os anos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A oncologista Mariana Laloni, da Oncoclínicas, explica que a maioria dos pacientes com câncer de pulmão apresenta sintomas relacionados ao próprio aparelho respiratório. “Os sinais de alerta são tosse, falta de ar e dor no peito. Outros sintomas inespecíficos também podem surgir, entre eles perda de peso e fraqueza. Em poucos casos, cerca de 15%, o tumor é diagnosticado por acaso, quando o paciente realiza exames por outros motivos. Por isso, a atenção aos primeiros sintomas é essencial para que seja realizado o diagnóstico precoce da doença, o que contribui amplamente para o sucesso do tratamento”, diz.

A médica comenta ainda que existem dois tipos principais de câncer de pulmão: carcinoma de pequenas células e de não pequenas células. “O carcinoma de não pequenas células corresponde a 85% dos casos e se subdivide em carcinoma epidermóide, adenocarcinoma e carcinoma de grandes células. O tipo mais comum no Brasil e no mundo é o adenocarcinoma e atinge 40% dos doentes”, destaca.


Imunoterapia é avanço relevante no combate ao câncer de pulmão


A ciência tem transformado a maneira de tratar diferentes tipos de câncer. E, no caso das neoplasias de pulmão, as alternativas terapêuticas avançam a passos largos, permitindo ao paciente um arsenal poderoso de condutas que podem ser indicadas para o enfrentamento da doença.

Diante deste cenário, estratégias que combinam modalidades de tratamento sistêmico (baseados na adoção de medicações via oral ou intravenosa, como a quimioterapia) e local (radioterapia) podem ser adotadas no início do tratamento para reduzir o tumor antes de uma cirurgia para retirada da parte do pulmão acometido, ou mesmo como tratamento definitivo quando a cirurgia está contraindicada. A radioterapia isolada também é utilizada algumas vezes para diminuir sintomas como falta de ar e dor. “A indicação depende principalmente do estadiamento, tipo, do tamanho e da localização do tumor, além do estado geral do paciente”, diz Laloni.

Para a especialista, é válido destacar o papel que a imunoterapia exerce no panorama de enfrentamento do câncer de pulmão. Baseado no princípio de que o organismo reconhece o tumor como um corpo estranho desde a sua origem, e de que com o passar do tempo este tumor passa a se “disfarçar” para não ser reconhecido pelo sistema imunológico e então crescer, a terapia biológica funciona como uma espécie de chave, capaz de religar a resposta imunológica contra este agente agressor.

“Embora o sistema imune esteja apto a prevenir ou desacelerar o crescimento do câncer, as células cancerígenas sempre dão um jeitinho de driblá-lo e, assim, evitar que sejam destruídas. O papel da imunoterapia é justamente ajudar os ‘soldados’ de defesa do organismo a agir com mais recursos contra o câncer, produzindo uma espécie de super estímulo para que o corpo produza mais células imunes e assim a identificação das células cancerígenas seja facilitada - devolvendo ao corpo a capacidade de combater a doença de maneira efetiva”, explica a especialista.

Não à toa, as medicações imunoterápicas vêm conquistando protagonismo no tratamento de tumores de pulmão e de outros tipos de câncer. A abordagem terapêutica tem trazido resultados importantes também para cânceres de bexiga, melanoma, estômago e rim. Estudos atestam ainda a eficácia no tratamento de Linfoma de Hodgkin e de um subtipo do câncer de mama, chamado triplo negativo. “Na última década, a imunoterapia passou rapidamente de uma descoberta promissora para um padrão de cuidados que está contribuindo para respostas positivas para diversos casos de pacientes oncológicos”, pontua Mariana Laloni.


Tabagismo ainda é a principal causa de câncer

O tabagismo continua sendo o maior responsável pelo câncer de pulmão no Brasil e no mundo. Aliás, não apenas deste tipo de tumor: segundo o INCA, 161.853 mil mortes poderiam ser evitadas anualmente se o tabaco fosse deixado de lado, sendo que cerca de ⅓ destes óbitos são decorrentes de algum tipo de câncer relacionado ao hábito de fumar.

E apesar do Brasil ter sido reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um exemplo no combate ao cigarro - o país tem um dos menores índices de fumantes do mundo, cerca de 10% da população acima de 18 anos, segundo o próprio INCA - os desafios não param de chegar. Um deles, é a chegada dos cigarros eletrônicos e outros dispositivos de vape, que têm conquistado principalmente os jovens.

“Nós vemos novas formas de fumo chegando, como o cigarro eletrônico, por exemplo, que tem atraído principalmente os adolescentes, pelo formato, novidade e falta de informação sobre o impacto nocivo deles. Então, estamos vendo uma geração que tinha largado o cigarro, voltar para versões digamos, mais modernas, do mesmo mal”, alerta Laloni.

Parar de fumar, alerta a especialista, é a forma mais eficaz de se prevenir contra o câncer de pulmão e diversos outros tumores, além de doenças cardíacas, doença pulmonar obstrutiva crônica, pneumonia, AVC (acidente vascular cerebral) e complicações severas decorrentes da contaminação pela covid-19.

Oncoclínicas
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Como construir autonomia em pessoas T21

 Popularmente conhecida como síndrome de Down, a modificação genética não impede uma vida profissional e social comum 

 

A síndrome de Down, também conhecida como trissomia do cromossomo 21 (T21), é uma condição genética que afeta uma em cada 700 pessoas nascidas no Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde. Essa condição ocorre no momento da concepção, resultando na presença de três cromossomos 21 em todas ou na maioria das células de um indivíduo.

Segundo Patrícia Stankowich, psicanalista, psicóloga e especialista na clínica de crianças com comprometimentos no desenvolvimento e deficiência, destaca a importância de abordar a construção da autonomia em crianças com T21 desde cedo. Em suas palavras, com todas as questões relacionadas a ter um filho com essa condição genética, a independência dessa criança vem enraizada na simbiose que há com a mãe e em como esse processo delicado acontece desde a descoberta do diagnóstico.

Stankowich ressalta a necessidade crucial de apoio emocional e acompanhamento para as mães desde que foi realizado o diagnóstico. "É preciso aceitar que esse filho é capaz, que ele vai conseguir estar em uma escola de ensino regular, que vai desenvolver laços e vínculos sociais, vai poder se relacionar afetiva e sexualmente com alguém e ainda  vai conseguir ter uma vida com uma certa independência, além de estar inserido no mercado de trabalho", pontua a especialista.

A relação entre mãe e filho com T21 é delicada, requerendo compreensão e aceitação do processo de luto pela idealização anterior ao nascimento. A falta de acolhimento destinado à família pode resultar em uma dependência prejudicial à criança. Conforme ressalta a especialista, é extremamente importante trabalhar essa relação de maneira sensível e proativa.

Embora as características físicas de um indivíduo com T21 possam variar, desde formato do rosto arredondado até a "prega única na mão", a intervenção precoce, começando desde o nascimento, também desempenha um papel fundamental na melhoria das condições, especialmente no que diz respeito à autonomia.

Patrícia Stankowich é uma psicóloga multifacetada, circense de nascença, graduada em Filosofia pela UFOP, graduada em Psicologia pelo CESMAC, possui especializações em Psicologia Jurídica e mestrado em Psicologia da Saúde. Como facilitadora em capacitações nas áreas da Saúde e Educação, ela é uma voz autoritária na promoção da inclusão, com atendimento clínico a adultos e especialização na clínica de crianças com comprometimentos no desenvolvimento e deficiência.

 

 

Patrícia Stankowich - Psicanalista, graduada em Filosofia pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e também em Psicologia. Pós Graduada em Psicologia Jurídica e Mestre em Psicologia da Saúde. Facilitadora em Capacitações nas áreas da Saúde e Educação, com ênfase nas temáticas sobre Infância, Adolescência e Inclusão. Pesquisadora na área da Psicologia da Saúde. Realiza atendimento clínico a adultos. Especialista na clínica de crianças com comprometimentos no desenvolvimento e deficiência. Palestrante. Escritora. Autora do livro “Como pimenta mastigada”; coautora dos livros “O aprendiz de psicanálise” e “Sexuação & Identidade”, além de livros de poesia. Autora do Projeto +Inclusão. Colunista na rádio CBN Maceió com Podcast nas plataformas do Spotify e Deezer e YouTube. Malabarista de palavras, circense de nascença, apaixonada pela arte, leitura e pela mente humana. Para saber mais acesse o instagram.

 

Insuficiência cardíaca: cerca de 240 mil novos casos são diagnosticados por ano no Brasil

De acordo com Luis Paulo Soares, cardiologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, é importante que as pessoas estejam atentas aos sintomas e busquem cuidados médicos especializados

 

Uma das maiores causas de morte no Brasil e no mundo, a insuficiência cardíaca tem no diagnóstico precoce um importante fator para o seu controle e para a recuperação do paciente. Estima-se que a doença atinge 26 milhões de pessoas no mundo. Só no Brasil são 2 milhões, com incidência de 240 mil novos casos por ano. O problema é caracterizado pela dificuldade do coração em desempenhar a função de bombear o sangue para todo o organismo. Isso resulta em um bombeamento insuficiente ou em sobrecarga do órgão para realizar o trabalho. “Essa doença está sempre atrelada à progressão de outros males cardiovasculares que lesam o músculo cardíaco, principalmente a hipertensão e o infarto do miocárdio”, explica Luis Paulo Soares, cardiologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. 

A insuficiência cardíaca pode ser crônica e progredir aos poucos, o que ocorre em pacientes que têm hipertensão por vários anos, ou aguda, que se manifesta após um infarto ou uma miocardite (inflamação aguda do coração), com sintomas que surgem de forma súbita. 

O diagnóstico é feito por meio de avaliação clínica que analisa o histórico médico do paciente, bem como os sintomas específicos da doença: falta de ar, principalmente nas atividades físicas do dia a dia e dificuldade de tolerar o decúbito dorsal (deitar-se sobre as costas a 0 grau), precisando sempre elevar a cabeça com o uso de travesseiros. “É comum, neste caso, a pessoa despertar com falta de ar, a chamada dispneia paroxística noturna, quando se acorda com a sensação de afogamento”, explica o cardiologista. Em estágios avançados, a insuficiência cardíaca causa também inchaço no corpo, com edema de membros inferiores e/ou acúmulo de líquido na barriga conhecido como ascite. 

Para confirmar o diagnóstico, são prescritos exames de imagem simples, como raio-X de tórax, eletrocardiograma e um exame de sangue chamado BNP (peptídeo natriurético cerebral), que avalia a quantidade de uma proteína continuamente produzida pelo coração. Pelo ecocardiograma também é possível classificar a doença de acordo com seu principal índice, conhecido como Fração de Ejeção (FE) do ventrículo esquerdo, que é a porcentagem de sangue na câmara de bombeamento principal ejetada a cada batimento. A FE é considerada normal se o resultado for superior a 50%; levemente reduzida, se está entre 40% e 50%; e reduzida, quando abaixo de 40%. 

Esse processo de diagnóstico é fundamental para o tratamento adequado e deve ser buscado logo nos primeiros sintomas. Quanto antes a insuficiência cardíaca for detectada, maiores as chances de reversão do quadro. Quando descoberta em estágio avançado, o coração já pode estar muito dilatado pelo esforço de bombeamento, exigindo cuidados mais complexos. 

“Hoje, a doença conta com procedimentos e medicamentos bem embasados em estudos científicos, além de práticas eficientes, como a ressincronização cardíaca (com um tipo de marca-passo). Ambos podem conseguir a melhora da função do coração e até a recuperação total em certos casos, deixando o transplante como alternativa apenas para pacientes com quadros mais graves e que não responderam aos tratamentos”, finaliza o especialista.


BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo

 

Novo medicamento pode mudar paradigmas no tratamento do câncer de mama

Estudo com a participação da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), apresentado recentemente em Madri, destaca a eficiência de uma droga que prolonga a vida, com qualidade, de mulheres com metástase cerebral por câncer de mama

 

Uma nova medicação pode mudar paradigmas no tratamento de mulheres com metástase cerebral por câncer de mama. Um estudo com a aplicação do fármaco Trastuzumabe Deruxtecan, que envolveu pacientes do Hospital Conceição, em Porto Alegre (RS), mostrou que 80% das que utilizaram a nova droga apresentaram, em 12 meses, diminuição do risco de progressão da metástase. Também no período de um ano, somente 10% das mulheres que usaram a medicação padrão tiveram o mesmo benefício. “Os resultados com o uso do novo medicamento em prolongamento da vida, com qualidade, são surpreendentes”, ressalta o mastologista José Luiz Pedrini, editor da Revista Mastologia News, da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

O estudo multicêntrico sobre o Trastuzumabe Deruxtecan em mulheres com metástase cerebral por câncer de mama HER2 positivo, sigla que define um dos subtipos mais agressivos da doença, foi apresentado em outubro, no congresso da European Society for Medical Oncology (Esmo), em Madri (Espanha), que reuniu especialistas de todo o mundo para debater os últimos avanços em tratamento oncológico.

José Luiz Pedrini, da SBM, um dos autores da pesquisa realizada com a participação de mastologistas de várias nacionalidades, entre eles Fabrice Andre, presidente do congresso Esmo, afirma que a nova medicação age como um “cavalo de Troia”. O Trastuzumabe Deruxtecan, explica Pedrini, apresenta um anticorpo que se instala e traz consigo um quimioterápico potente, atuando basicamente sobre a célula tumoral.

“Estamos vivendo uma época de transição entre a quimioterapia tradicional e as novas drogas imunológicas que agregam anticorpo (vacina) a uma droga química”, diz o mastologista. “Temos, assim, a terapia-alvo, direto ao ponto da célula tumoral, que poupa o restante do organismo de efeitos colaterais, entre eles a minimização da queda de cabelo.”

Os prognósticos a partir da utilização do novo fármaco, segundo José Luiz Pedrini, vêm sendo saudados pela ciência. “A SBM e os mastologistas que dela fazem parte estão muito confiantes na ação do Trastuzumabe Deruxtecan, que tem potencial para mudar padrões no tratamento do câncer de mama”, finaliza o especialista.


Entenda o que são as fístulas anais, responsáveis pela secreção de fezes pela vagina, e como tratar da doença

 Doença revelada por influenciadora trouxe luz ao tema e debates sobre a importância da ajuda médica para o tratamento mais adequado 

 

Há alguns meses, a influenciadora digital Bianca Brandt divulgou em seu perfil no TikTok que estava sofrendo a secreção de fezes e gases pela vagina. Após ter passado por vários médicos ela finalmente pode realizar o tratamento médico adequado e se curar da sua doença: a fístula perianal.

“A fístula é qualquer comunicação anormal entre os órgãos. Pode ser, por exemplo, entre a bexiga e o intestino, entre o estômago e o intestino. No caso da fístula retovaginal se dá entre o ânus e a vagina e da perianal, acontece entre a pele e o ânus. Por conta dessa comunicação anormal ela provoca sintomas tanto no ânus quanto na vagina. Quem tem fístula pode apresentar essa secreção que pode ser fezes ou gases pela vagina, ou de secreção purulenta ou sanguinolenta pela pele, porque está passando conteúdo de um órgão para o outro”, descreve a proctologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Maristela Almeida.

O surgimento das fístulas anais na maioria das vezes, se dá a partir da obstrução e infecção de glândulas perianais, levando à formação de abscessos (acúmulo de pus) nesta região. Estes abscessos, quando rompem espontaneamente, podem liberar o pus para a região da vagina ou da pele perianal. “Primeiro a pessoa tem obstrução da glândula, depois ela tem uma infecção, em seguida a formação desse abscesso. Pode drenar espontaneamente ou de modo cirúrgico, por meio de intervenção médica, porque o paciente não consegue conviver com isso. Esses abscessos podem cicatrizar totalmente ou eles podem evoluir para o que a gente chama de fístula anorretal”, relata a médica.

Além do surgimento das fístulas por infecção e obstrução das glândulas perianais (chamadas de origem criptoglandular), algumas doenças  específicas em podem levar à formação de fístulas perianais, tais como  a Doença de Crohn, tuberculose e traumas locais, como é o caso de alguns partos vaginais normais, ou outros fatores que causem a laceração do assoalho pélvico e da musculatura.

O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame proctológico ou mesmo pelo toque na região entre o ânus e a vagina. Mas também há exames como a ressonância magnética que pode confirmar as suspeitas e verificar outros trajetos que podem não estar sendo verificados no exame. “Para o tratamento, poderá ser necessário verificar quais outras doenças podem estar atreladas às fístulas, como é o caso da Doença de Crohn, por exemplo, em que também precisará da ajuda de remédios. Se ela tiver origem criptoglandular, o tratamento será cirúrgico, com a realização do fechamento desse trajeto entre um órgão e outro”, explica ela, ressaltando que ginecologistas, cirurgiões e proctologistas poderão ser necessários para a realização da cirurgia.

Procedimentos como colostomias e outras derivações, radioterapia ou quimioterapia (para tratar fístulas ocasionadas pelo câncer de ânus) também podem ser necessários a depender da fístula, da gravidade e da causa. Por isso, a médica do Hospital Edmundo Vasconcelos ressalta a importância de procurar um especialista para oferecer o tratamento e as orientações mais adequadas.

 “Essa é uma doença que altera e muito a qualidade de vida desses pacientes, já que afeta a saúde, o comportamento sexual e a qualidade de vida em geral, porque não é fácil ter esse tipo de sintoma. Também é muito importante um aconselhamento ou apoio psicológico no tratamento da doença”, avalia a especialista.

 

Hospital Edmundo Vasconcelos
www.hpev.com.br


Infertilidade e câncer de próstata: saiba o porque as doenças são interligadas

 

Doença que mais atinge os homens pode causar infertilidade afirmam especialistas

 

O câncer de próstata é o segundo tipo da doença que mais afeta os homens, de acordo com informações do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Localizada na parte abaixo do abdômen, a próstata é uma glândula que fica na frente do reto e embaixo da bexiga urinária que tem como intuito colaborar na produção do fluido seminal que ajuda na nutrição e transporte do esperma. 

O mês de novembro passou a ganhar a campanha “Novembro Azul” em 2011 com o objetivo de conscientizar a população, principalmente a masculina, a se atentar em relação à doença e realizar os exames preventivos como o exame de próstata. 

Por conta do tabu existente aos cuidados com a saúde masculina e muito preconceito por parte dos próprios homens em realizar o exame, muitas vezes, a doença é descoberta em estágio avançado. 

“Quando esses sintomas se manifestam , 95% dos homens já estão com a doença em estágio avançado, com pouca chance de cura. Por isso, embora ainda exista muito preconceito, a melhor forma de se proteger é realizar os exames preventivos e procurar um urologista periodicamente para acompanhar a saúde de forma global,” afirma Dr. João Paladino, urologista da Nilo Frantz Medicina Reprodutiva. 

Paladino explica que a doença pode ser prevenida a partir da adoção de hábitos saudáveis na rotina do paciente. Já que quanto mais cedo o paciente começar a se cuidar, maiores serão as chances de evitar o câncer de próstata, mesmo em homens com idade avançada ou histórico familiar. 

“Entre os hábitos estão ter uma alimentação saudável, praticar atividades físicas, controlar o peso corporal, evitar o tabagismo e bebidas alcoólicas ou o consumo exagerado delas, manter suas consultas de rotina em dia”, afirma o especialista.

 

Qual a ligação com a infertilidade? 

O especialista em reprodução humana, Dr. Nilo Frantz, explica que os homens que irão se submeter a tratamentos oncológicos podem ficar inférteis. O motivo é que de acordo com o estágio do câncer, o tratamento quimioterápico ou radioterápico é indicado e essa medicação pode contribuir para a diminuição da capacidade reprodutiva masculina.

 “Assim como as mulheres que ao descobrirem algum tipo de câncer têm a opção de congelar óvulos, os homens também podem congelar seus sêmens para preservar a sua fertilidade caso queira ter o seu primeiro filho ou ampliar a família”, afirma Frantz. 

No procedimento, o sêmen é congelado a uma temperatura de -196ºC para ser utilizado em uma futura fertilização. E ao ser descongelado será utilizado posteriormente em tratamentos de fertilização in vitro ou inseminação artificial. 

Os especialistas recomendam que ao descobrir a doença, é importante que o paciente passe por tratamento psicológico, já que é um choque descobrir uma doença agressiva como o câncer é muito grande. 

“Além do câncer, descobrir que o tratamento pode mexer com a fertilidade também não é algo fácil. É necessário acompanhamento e muita escuta ativa para que o paciente consiga lidar com suas emoções e a enxergar novas possibilidades”, explica Frantz.

 

Sinais de alerta

  • Homens com mais de 50 anos tendem a ter maior incidência da doença;
  • Homens obesos ou com sobrepeso têm mais chances de contrair a doença;
  • Histórico familiar pode interferir já que a chance de adquirir a doença é maior em famílias que já tiveram casos da doença;
  • Existe maior incidência de casos de câncer de próstata em homens negros.


Sintomas em estágio avançado

  • Disfunção erétil;
  • Sangue na urina ou no sêmen;
  • Micção frequente;
  • Fraqueza ou dormência nas pernas ou pés;
  • Fluxo urinário fraco ou interrompido; entre outros.

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Diabetes gestacional pode prejudicar a formação do bebê

 Gravidez tardia, síndrome do ovário policístico e ganho excessivo de peso durante a gestação aumentam as chances de desenvolver a doença  

 

O diabetes gestacional é uma das principais preocupações das futuras mães e é caracterizado pelo aumento dos níveis de glicose no sangue da gestante ao longo da gravidez. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), essa condição afeta cerca de 18% das brasileiras e pode prejudicar seriamente a saúde do bebê caso não seja acompanhada e tratada durante o pré-natal por uma equipe especializada.  

De acordo com a dra. Manuele Calil, ginecologista e obstetra do CHN, que faz parte da Dasa, a maior rede de saúde integrada do Brasil, a placenta aumenta a produção de hormônios na gravidez, o que força o pâncreas (responsável pela insulina no corpo) a trabalhar mais para manter os níveis de glicose balanceados. Quando ele não atua de forma adequada ou a produção de insulina não é suficiente para suprir a quantidade de hormônio, a glicose aumenta no sangue da gestante e pode ocorrer a doença. Como o bebê recebe os nutrientes através do cordão umbilical, esse excesso de glicose também ameaça o funcionamento do pâncreas dele, possibilitando malformações congênitas e hipoglicemia (nível baixo de açúcar no sangue).   

“É considerado diabetes gestacional quando a glicemia em jejum está acima de 92 mg/dL e os níveis entre uma e duas horas depois da ingestão de açúcar são superiores a 180 mg/dL e 153 mg/dL, respectivamente”, explica a especialista. Os valores da glicemia são fornecidos por meio de exames de sangue.  

Apesar de ser uma condição que pode surgir em qualquer gravidez, existem fatores que aumentam o risco da diabetes gestacional, como gravidez tardia (depois dos 35 anos), síndrome do ovário policístico, sobrepeso ou obesidade, histórico de diabetes na família ou colesterol alto, além de gravidez gemelar e diagnóstico de diabetes em gestações anteriores.  

“Os sintomas mais comuns da doença são aumento excessivo de peso por parte da gestante ou do bebê ao longo dos trimestres, náuseas frequentes, apetite exagerado, cansaço persistente, vontade frequente de urinar e infecções recorrentes de pele ou na bexiga”, detalha a dra. Manuele. Caso a gestante note um ou mais desses sintomas no dia a dia, é indicado que ela converse com um obstetra para rastreio da condição.   

Uma vez feito o diagnóstico, o obstetra do pré-natal indicará o acompanhamento por um endocrinologista e um nutricionista, que avaliarão a paciente e definirão o melhor tratamento para o caso. Além do suporte profissional, é indicado que a gestante evite ingerir alimentos que aumentam os níveis de açúcar no sangue, como doces, refrigerantes, biscoitos, bolos, itens preparados com açúcar refinado e ultraprocessados, como embutidos.   

“Também é importante praticar exercícios físicos, já que eles ajudam a controlar a glicemia. Porém, ela deve ser liberada pelo obstetra e acompanhada por um profissional da área para não se esforçar demais e acabar prejudicando o andamento da gestação”, finaliza a médica. 

 

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