Pesquisar no Blog

quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Temporada de chuvas acende alerta para doenças contagiosas

Unsplash
Especialista da indústria química fala sobre a importância do cloro como necessidade básica para a saúde pública

 

O clima brasileiro vem sendo impactado pelo fenômeno El Niño desde julho deste ano, levando seca extrema para estados do norte e nordeste do país e chuvas torrenciais para sul e sudeste. A previsão para o início de 2024, realizada pelo Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélites (Lapis), indica que a expansão do El Niño pelo Pacífico Tropical deve causar um verão de altas temperaturas no Hemisfério Sul, chegando a atingir uma média de 4º C acima do normal. 

Além de todos os estragos na cidade, como queda de árvores, interrupção de energia elétrica e no abastecimento de água, o excesso de chuva – quando combinado com as temperaturas de verão – também contribuiu para a reprodução do mosquito Aedes Aegypti, que transmite doenças como dengue, chikungunya e zika. Para conter o aumento de casos na cidade, o poder público e a população devem trabalhar juntos na prevenção. De acordo com o site da prefeitura de São Paulo, o único jeito de prevenir a dengue é o combate ao mosquito aliado à manutenção dos domicílios, que devem estar sempre limpos e sem acúmulo de água em locais abertos. 

No Rio de Janeiro, os números na capital fluminense também chamam a atenção, já tendo sido registrados 18.120 casos de dengue, com uma taxa de 267 casos por 100 mil habitantes. É o mais elevado registro anual desde 2016. Por isso, o Ministério da Saúde insiste em conscientizar a população brasileira sobre os perigos do inseto e a importância de combate aos criadouros do mosquito. 

Uma das principais recomendações é para que os cidadãos vistoriem e façam limpeza frequente em suas casas, não deixando água parada em pneus, vasos de plantas, calhas, garrafas, caixas d’água ou outros recipientes que facilitem o acúmulo de água de chuva e contribuam com a reprodução do mosquito. Manter lixeiras bem tampadas, ralos limpos, e usar lonas esticadas para cobrir materiais de construção são outros cuidados para evitar o acúmulo de água. 

Um estudo conduzido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ-USP) revelou que o uso de água sanitária (hipoclorito de sódio a 2,5%) é 100% eficaz na eliminação de larvas do mosquito Aedes aegypti. Basta diluir 10 ml de água sanitária em um litro de água corrente e passar no chão e em superfícies que atraem moscas e mosquitos para acabar com todas as larvas depositadas em 24 horas, evitando sua propagação. 

De acordo com João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, fornecedora exclusiva do cloro empregado no tratamento de água do Estado do Rio de Janeiro, “o uso da água sanitária é um importante trunfo na prevenção de doenças que se intensificam com as chuvas de verão e deveria ser mais divulgado, principalmente em comunidades com alta densidade populacional – em que um único mosquito pode fazer várias vítimas”. Freitas diz que, além de ajudar a prevenir a população contra as doenças provocadas pelo Aedes aegypti, o uso de água sanitária também previne a leptospirose – doença transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais, especialmente de ratos. 

“A solução na proporção de uma tampinha de água sanitária para um litro de água deveria fazer parte da rotina diária na limpeza de todas as casas, especialmente em ambientes como cozinhas e banheiros”, diz o executivo da Katrium. “Para reforçar a limpeza nos lares, essa solução também pode ser empregada na rega de plantas (já que nessa proporção é inofensiva ao meio ambiente), bancadas, mesas de bar etc. Esse hábito deveria se estender permanentemente, já que é tão importante manter a higiene dos lares, escolas, clubes, instituições de saúde e todo negócio voltado para o atendimento público”.

  

Fonte: João César de Freitas - diretor comercial da Katrium Ind. Químicas

 

Obesidade infantil: Como identificar o sobrepeso e adaptações para uma vida mais saudável

Ao menos 15% das crianças brasileiras têm obesidade, de acordo com levatamento do IBGE


De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% das crianças brasileiras com idade entre cinco e nove anos têm obesidade atualmente. Desse modo, observar os filhos, desde hábitos alimentares, preferências e estimular um ambiente saudável e com moderações, é essencial para promover a qualidade de vida dos pequenos.
 

Coordenadora de Nutrição e Dietética do São Cristóvão Saúde, Cintya Bassi ressalta os principais riscos de obesidade na infância: “Hipertensão e hipercolesterolemia, doenças já associadas à obesidade no adulto, além de resistência à insulina, têm sido cada vez mais frequentes em crianças. Outros fatores, como problemas ortopédicos, respiratórios e dermatites, também costumam se manifestar com maior frequência em crianças obesas”. 

Segundo a especialista, a maneira mais simples de avaliar o ganho de peso excessivo é através da observação dos pais e responsáveis. “Esse ganho de peso deve ser acompanhado de aumento de estatura e aceleração da idade óssea. Porém, quando o peso continua a aumentar e os outros fatores desaceleraram, é o momento de intervir.” Para isso, “o IMC (índice de massa corporal) é bastante eficaz para indicar o estado nutricional, lembrando que os parâmetros utilizados para crianças são diferentes dos que são utilizados para adultos”, complementa a especialista.

 

Educação alimentar, desde cedo 

Hoje, devido ao grande número de crianças diagnosticadas como obesas, a preocupação dos pais deve iniciar durante a gestação, com a saúde da mãe, e seguir por toda a infância. “O aleitamento materno é um fator de proteção contra a obesidade; em contrapartida, o descontrole sobre a saciedade, que muitas vezes tem início com a insistência dos pais para que a criança ‘coma tudo’, mesmo demonstrando que está satisfeita, é um fator desencadeante do problema”, exemplifica Cintya. 

Desse modo, alguns hábitos saudáveis devem ser instituídos, como os seguintes, destacados pela nutricionista: 

  • Realizar ao menos 5 refeições diárias;
  • Evitar sobrecarga em determinada refeição, especialmente no jantar;
  • Adaptar-se a uma variedade grande de alimentos e preparações;
  • Evitar líquidos calóricos e de baixo valor nutricional, como refrigerantes e bebidas açucaradas;
  • Oferecer lanches e refeições saudáveis para toda a família.

Além disso, Cintya Bassi finaliza com algumas ações práticas para adequação do cardápio infantil: “Substituir leites e derivados integrais pela versão semidesnatado; preferir queijos magros; garantir o consumo de hortaliças e frutas em todas as refeições; reduzir a porção de alimentos; evitar alimentos ricos em gordura, açúcares e de alto valor calórico; evitar fast food e incentivar a atividade física”.

 

Grupo São Cristóvão Saúde

 

Survivorship: guarde esse nome


Cada vez mais fica para trás a ideia de que o sobrevivente de um câncer deve ser feliz pelo simples fato de ainda estar vivo depois de ter passado por essa doença conhecida pelo alto índice de letalidade. Evidentemente que esse paciente deve sim ser muito grato pelo enfrentamento que superou. A batalha contra um câncer é realmente muito desgastante e a vitória é recheada de méritos, sem dúvidas, tanto da pessoa acometida, quanto da família. 

O que vem acontecendo agora no Brasil, tardiamente, mas ao menos já existe essa preocupação, é o aumento do cuidado com a pessoa que recebeu o diagnóstico de cura. Passada a agonia pela incerteza da vida, quando essa poeira abaixa outras questões muito importantes vêm à tona e a instabilidade insiste em permanecer. 

O sobrevivente do câncer e sua família querem recomeçar, mas precisam construir um novo “chão”, porque tempos atrás ficaram sem ele. É muito comum que a pessoa tenha se afastado do trabalho. O mercado continuou acelerado e a agilidade do profissional não é, no primeiro momento, a mesma de antes. As finanças da família, certamente, são outras após seguidos gastos com medicações, exames, internações, deslocamentos, compra de equipamentos etc. Alguns efeitos colaterais do tratamento são persistentes e tornam-se crônicos. E o físico, mente e espírito mudam, o que resulta na formação de outras prioridades. 

No Hemisfério Norte esse olhar zeloso para com o paciente curado do câncer está amplificado desde a década de 1990 e essa noção começou a chegar por aqui. Na Europa e nos EUA existem centros de cuidado integrado e interdisciplinar que oferecem apoio para os que tiveram alta do câncer e suas famílias. O conceito – chamado de Survivorship (em português: sobrevivência) –, reúne, em um mesmo local, psicólogos, fisioterapeutas, educadores físicos, nutricionistas e até especialistas em áreas do trabalho e recursos humanos para ajudar na reinserção dessa pessoa à comunidade. O objetivo é garantir que ele volte plenamente a ter qualidade de vida nos aspectos físico, emocional, profissional e familiar.

  

Dr. Paulo Pizão - O oncologista Dr. Paulo Eduardo Pizão é um profissional global. Por ser docente em faculdade, gestor em instituições de saúde, atuar no atendimento clínico e por ter sido pesquisador na indústria farmacêutica, tem uma visão geral do setor e conhece o mecanismo desse segmento. Suas atividades profissionais atuais: Pesquisador no Centro de Pesquisa Clínica São Lucas (PUC-Campinas), coordenador da disciplina de Oncologia Clínica no Curso de Medicina da Faculdade São Leopoldo Mandic, Campinas-SP; oncologista no Instituto do Radium. Especialista em Oncologia Clínica pela Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO); Especialista em Cancerologia (Oncologia Clínica) pela Associação Médica Brasileira; PhD em Medicina (Oncologia) pela Universidade Livre de Amsterdam, Holanda.


Além das rugas: conheça 3 benefícios desconhecidos do botox

freepik
As vantagens da substância transcende questões estéticas, revela biomédica 

 

A toxina botulínica, popularmente conhecida como botox, tem origem da bactéria Clostridium botulinum, e é utilizada na maioria dos casos para prevenir ou amenizar rugas e linhas de expressão na face, se consagrando como um dos procedimentos estéticos não cirúrgicos mais realizado tanto no Brasil como no mundo. As vantagens da aplicação dessa toxina vão além do que foi popularizado, promovendo benefícios que pouco se fala. Segundo a biomédica Aline Médici, diretora técnica e fundadora da Ad Clinic, rede de clínicas de estética completa, essa substância também pode ser usada para tratar outras condições que vão além dos procedimentos de beleza e aponta três indicações que passam despercebidas. Confira:


Benefícios odontológicos

“Na odontologia, a toxina botulínica pode ser usada como um recurso terapêutico para tratar o bruxismo. Através da sua aplicação no masseter - músculo responsável pela mastigação -, a força de contração diminui”, explica a Dra. Além disso, ela também é benéfica para o tratamento do sorriso gengival.


Tratamento emocional 

As emoções negativas que frequentemente acompanham a depressão têm uma conexão com a atividade dos músculos corrugador e próceros, localizados na área entre as sobrancelhas, chamada de região glabelar. De acordo com um estudo da Universidade do Texas, a aplicação de toxina botulínica nessa área pode transformar as expressões faciais, mudando as feições de nervosismo, tristeza e medo para um semblante mais feliz, podendo influenciar o estado emocional.


Tratamento de rosácea

“Essa substância também é utilizada no tratamento da rosácea, atuando como um agente redutor da inflamação e regulando o fluxo sanguíneo nos vasos, o que resulta em uma notável melhora na vermelhidão da pele afetada”, revela Médici.

 

 Ad Clinic

 

Já ouviu falar em WhatsAppite?

Termo foi utilizado em estudo recente por conta da associação da inflamação por tendinite e o uso excessivo de celular, especialmente, entre estudantes 

 Ortopedista alerta sobre as causas, os sintomas e fala sobre os tratamentos


A tendinite é a lesão mais comum do esforço repetitivo. Um estudo americano recente* fez uma associação entre a dependência de smartphones e a tendinite com alguns estudantes de medicina. O resultado? A WhatsAppite! O estudo descobriu que a prevalência do vício em smartphones entre estudantes universitários é alta (66%) e há correlação entre o uso intenso de smartphones e dor nas mãos. Isto indica que o uso intenso desses dispositivos pode causar efeitos subclínicos na mão humana.

Crédito: imagem criada por Inteligência Artificial (ChatGPT)

“A tendinite para quem usa muito o celular acomete mais a articulação do polegar. Isto porque a maioria das pessoas segura o celular com a palma da mão e usa o polegar para teclar. Quem tecla muito desta forma acaba por utilizar o extensor e o abdutor do polegar para fazer os movimentos de oponência. Isto sobrecarrega mais por esforço repetitivo os tendões do polegar. No entanto, outros tendões e outras estruturas da mão podem sofrer inflamações por usar muito a área”, diz o ortopedista da Prime Care Med Complex e especialista em Ombro e Cotovelo pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP, dr. José Otávio Reggi Pécora.

 

Quais são as causas? - A causa é o movimento repetitivo propriamente dito, segundo o especialista. Manter o punho em extensão por muito tempo e os dedos em pressão para digitar, especialmente em aplicativos de mensagens, onde digitamos mais, resultam em uma sobrecarga no tendão e geram a inflamação. 

Crédito: imagem criada por Inteligência Artificial (ChatGPT)
Como identificar? – Os sintomas são as dores, a dificuldade dos movimentos e, às vezes, até o travamento do tendão, o chamado “dedo em gatilho”.

 

Tratamentos - A terapia ocupacional pode ser uma boa opção, pois melhora a função de pinça e estabiliza a articulação do polegar para quem tem tendinite pelo uso excessivo do celular. “É fundamental para estabilizar e dar força para o tendão. Melhora a excursão, faz uma adaptação ocupacional dos movimentos do uso do celular, ou seja, faz estes movimentos de refinamento da mão, dos dedos e do punho para uso manual no dia a dia”, comenta o dr. José Otávio Reggi Pécora.

 

Os exercícios funcionais deixarão o tendão com melhor função e a musculatura mais firme para segurar, e mais estável. Tudo isto para deixar a mão mais preparada para esta ocupação. Além disso, há medidas anti-inflamatórias por medicação, gelo, alguns imobilizadores – para evitar forçar o tendão. Em casos extremos, podem ser feitas infiltrações e até cirurgia para destravar o tendão que está inflamado em demasia.

 

O uso do celular para trabalhar e para fazer as diversas atividades no dia a dia geram um risco elevado de a tendinite virar crônica. Para evitar que isto aconteça o especialista recomenda: “diminuir a digitação no celular, utilizando a função ditado ou aproveitar o recurso dos áudios, por exemplo, são boas pedidas”, finaliza.

 

Adaptação funcional - Outras dicas para usar o celular de forma a gerar menos tendinite são: digitar com os dois polegares, apoiar os antebraços ao teclar, evitar digitar deitado, evitar sentar-se com a cabeça inclinada para frente e não enviar mensagens de texto em alta velocidade.

 


Dr. José Otávio Reggi Pécora - Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da USP, dr. José Otávio Reggi Pécora possui doutorado em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP e especialização em Ombro e Cotovelo pelo Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HCFMUSP. Foi preceptor de Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia no HCFMUSP entre 2011 e 2012. Um dos médicos da equipe da Prime Care Medical Complex, suas áreas de atuação são dores crônicas do ombro e cotovelo, distensão muscular, artrose, ruptura de ligamento, bursite, tendinites, lesões, fraturas ou luxações, instabilidade patelar, dores musculares, LCA – ligamento cruzado anterior e problemas de coluna


Prime Care Medical Complex
https://www.primecare.med.br/

 

Os cuidados com a saúde durante dias quentes e secos

Elevação de temperatura pede atenção

 

Neste mês de novembro, as altas temperaturas devem se intensificar e podem chegar até 39° graus na capital paulista nas próximas semanas, de acordo com o Climatempo. A combinação de dias quentes e secos aumentam os riscos do agravamento de doenças respiratórias e eleva a concentração de poluentes no ar que podem ocasionar irritação nos pulmões. Além disso, a condição climática pode aumentar risco cardíaco, como o comprometimento coronário, onde para manter a pressão arterial sob controle com os vasos dilatados, o coração precisa trabalhar mais. 

A Dra. Sara Morhbacher, clínica geral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, esclarece que “é muito importante tomar bastante água, porque o tempo seco contribuí para a desidratação corporal. Uma alimentação leve, composta de carboidratos, também pode contribuir para uma boa digestão e evitar sintomas de desconforto como azia e enjoos”. 

A especialista diz ainda que as pessoas devem estar mais atentas a proteção dos idosos e crianças durante o período. “A atenção deve ser redobrada com a saúde desse público, que geralmente não sente muita sede e pode se desidratar com mais facilidade. Idosos e crianças são mais vulneráveis as bruscas alterações climáticas”, disse.

 

Orientações sobre os cuidados para manter a saúde em dia durante o tempo seco

  • Utilize protetor solar: É fundamental para auxiliar nos cuidados com a pele e proteger contra os raios solares.
  • Roupas leves e assessórios para ajudar a enfrentar o calor: Roupas leves e claras, uso de acessórios como chapéus, óculos de sol ou até mesmo sombrinhas ajudam quem precisa se locomover pelas ruas em dias de muito sol e calor.
  • Beba água: A hidratação é fundamental para garantir o bom funcionamento do organismo.
  • Evite realizar exercícios físicos entre às 10 horas e às 16 horas: Durante esse período, o calor é predominante e pode prejudicar a saúde física e respiratória.
  • Lavar nariz e olhos com soro fisiológico: A lavagem pode evitar a secura e o sangramento das narinas.
  • Mantenha a casa limpa, higienizada e arejada: A poeira e a sujeira podem auxiliar na manifestação de bactérias, prejudicando a saúde respiratória.

  Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Link


Obesidade e fertilidade: especialista explica os efeitos da gordura corporal em excesso, na capacidade reprodutiva

Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, estima-se que 22,4% da população adulta brasileira apresenta obesidade. A alta prevalência da doença mostra um panorama preocupante, já que ela costuma estar também associada a outras complicações, sendo um fator de risco, por exemplo, para vários tipos de câncer, problemas cardiovasculares, hipertensão e diabetes. Quando se fala em fertilidade não é diferente - o excesso de peso pode ser realmente um vilão da capacidade reprodutiva. 

Segundo a ginecologista e obstetra, especialista em Reprodução Humana e integrante da Famivita, Dra. Mariana Grecco, o aumento do tecido adiposo, ou seja, a gordura corporal em grande quantidade, pode levar a danos nas células, causados pelo acúmulo de radicais livres, provocando o chamado “estresse oxidativo”. Tal contexto traz, ainda, um processo crônico de inflamação ao organismo de homens e mulheres, comumente atingindo a fertilidade, pois afeta o metabolismo, refletindo em alterações hormonais significativas.

Para as mulheres, por exemplo, a Dra. Mariana explicou que a obesidade pode atrapalhar o ciclo menstrual, o que inclui a ausência de ovulação ou uma ovulação deficiente, diminuindo as chances de engravidar. "Além disso, pode haver uma maior dificuldade para a implantação do embrião no endométrio, que é o tecido que reveste a parte interna do útero", acrescentou. Noutra frente do problema, alterações de um hormônio conhecido como “leptina”, que é encontrado em grande quantidade em mulheres com obesidade, também vêm sendo associadas à uma menor fecundidade. 

Alguns estudos apontaram, igualmente, que a obesidade está ligada a uma redução dos resultados positivos em tratamentos de reprodução assistida, conforme destacou a especialista da Famivita. 

Em relação aos homens, o sêmen é como se fosse um indicador da saúde do organismo deles e se há um desequilíbrio no corpo, como aquele provocado pela obesidade, os gametas podem ser atingidos. "Por isso, a qualidade seminal e a menor produção de espermatozoides estão entre os impactos negativos, pois há uma alteração importante nos níveis hormonais masculinos", disse a médica. Assim, esse cenário pode ocasionar, por exemplo, uma menor produção de testosterona e, por conseguinte, a perda da libido e a disfunção erétil. 

 

Tenho obesidade: como posso aumentar as chances de engravidar?

A Dra. Mariana Grecco pontuou que em boa parte dos casos, o emagrecimento é capaz de restaurar a fertilidade. "Uma capacidade reprodutiva adequada está definitivamente vinculada a uma nutrição saudável. Praticar exercícios físicos e ter uma alimentação balanceada podem ser as primeiras medidas para isso", afirmou. Algumas das intervenções terapêuticas incluem o uso de suplementos e medicamentos, e a Dra. Mariana também destacou o quanto agrega ao tratamento dispor de um acompanhamento multiprofissional.  

Vale lembrar que a Organização Mundial da Saúde (OMS) descreve que os casais que não utilizam métodos contraceptivos durante 12 meses e não conseguem engravidar podem ser inférteis. Para mulheres acima de 35 anos, a recomendação de avaliação médica é a cada 6 meses de tentativas sem resultado.


Fadiga, cansaço e ganho de peso: entenda mais sobre a Tireoidite de Hashimoto

Médica da rede Meu Doutor Novamed alerta que o tratamento para a doença é contínuo

 

Sintomas como fadiga, cansaço, ganho de peso, constipação intestinal, pele seca, inchaço, dor muscular e nas articulações, depressão, alterações menstruais e intolerância ao frio podem ser sinais de uma condição pouco conhecida, mas importante: a Tireoidite de Hashimoto. Trata-se de um distúrbio autoimune da tireoide, que gradualmente compromete o funcionamento dessa glândula, sendo o responsável pela maioria dos casos de hipotireoidismo. 

Segundo a médica endocrinologista Flavia Tinano, da unidade da rede Meu Doutor Novamed na Avenida Paulista, em São Paulo, a doença, por si só, não causa sintomas. Contudo, em casos de hipotireoidismo, pode ocorrer o agravamento do quadro e, nessas situações, há a necessidade de tratamento contínuo. 

“A Tireoidite de Hashimoto é resultado de uma predisposição genética, agravada por fatores ambientais como infecções, estresse, excesso de iodo na dieta e gestação. Quando o hipotireoidismo se instala, o tratamento envolve a reposição do hormônio tireoidiano (levotiroxina). Não há cura para essa condição autoimune, e os pacientes devem seguir o tratamento continuamente”, afirma a especialista. 

Outro ponto importante é que portadores dessa patologia têm uma maior probabilidade de também serem portadores de doença celíaca, uma forma grave de intolerância ao glúten. Nesses casos, os pacientes precisam ser testados quanto à presença da doença celíaca e, se confirmado, ajustarem sua dieta, excluindo alimentos com esse tipo de proteína. Além disso, muitos pacientes com Tireoidite de Hashimoto também são intolerantes à lactose e devem adotar uma dieta isenta desse componente após a confirmação da condição. 

Ainda em relação às dietas, é comum a deficiência de ferro nas pessoas com Tireoidite de Hashimoto, especialmente naqueles com doença celíaca, o que prejudica a absorção de vitaminas e minerais. O ferro desempenha um papel fundamental no funcionamento da tireoide e pode ser obtido por meio da alimentação ou suplementação. 

Estudos indicam que a deficiência de selênio pode ser um fator de risco para a Tireoidite de Hashimoto, o que torna importante a ingestão adequada de alimentos ricos nesse nutriente, como, por exemplo, carnes, peixes e castanha do Pará, explica a especialista. O consumo de alimentos ricos em zinco e magnésio também pode ser benéfico. Vale ressaltar que o excesso de iodo na dieta pode desencadear o hipotireoidismo em pacientes com essa condição.


THC versus CBD: mitos e verdades sobre tratamentos reconhecidos pela ciência com canabidiol

 

 Especialista em Cannabis, o neurologista Geovane Massa esclarece mitos e reforça o efeito terapêutico do CBD


 

O Brasil tem 430 mil pacientes que realizam tratamentos com medicamentos à base de Cannabis medicinal, um crescimento de 130% em relação a 2022. A estimativa, divulgada pela Kaya Mind no 2° Anuário da Cannabis Medicinal Brasil, com base em dados da Anvisa, mostra a importância do mercado de canabinóides e a necessidade de uma regulação mais assertiva.

A maior parte dos remédios vem de fora, e a importação domina 51% do mercado, que vai movimentar R 699 milhões até o final do ano. De acordo com o levantamento, 219 mil pacientes fazem importação de medicamentos de Cannabis no Brasil. Ainda assim, parcela significativa da população desconhece os benefícios terapêuticos do tratamento e, mais ainda, as diferenças entre os principais canabinóides disponíveis no mercado: o THC (tetrahidrocanabinol) e o CBD (cannabidiol).

Para lançar luz sobre os mitos e verdades que cercam esses compostos, Caroline Heinz, CEO da FlowerMed e da Sphera Joy, empresas especializadas na produção e no fornecimento de produtos com CBD e THC, convidou o Dr. Geovane Massa, médico neurologista especialista em Cannabis, para desmistificar o uso dessa terapia auxiliar. 

O neurologista explica que a diferença entre o THC e o CBD está relacionada à estrutura química, “ambos são fitocanabinoides, mas a estrutura química faz com que a funcionalidade no corpo humano seja bastante distinta entre ambos”. O Dr. Geovane compara os componentes com um molho de chaves ou jogadores de um time de futebol. 

“Cada um tem suas especificidades: o CBD é como uma chave mestra ou um meio campista que faz gol, dá assistência e defende bem. Ele funciona em diversos sítios da fisiologia humana e tem muitas finalidades terapêuticas (ansiolítico, anticonvulsivante, neuroprotetor, sedativo, anti-inflamatório, antipsicótico entre outros). Já o THC é a chave da porta principal, ou o atacante do time, funcionando em situações mais específicas e que exigem maiores cuidados (analgesia, antinauseante, estimulante, orexígeno)”, explica o médico.


 

Mitos e verdades da THC vs. CBD, Dr. Geovane Massa responde.


THC é apenas para recreação?

Mito: O THC vem sendo estudado clinicamente, inclusive isoladamente, há muitas décadas. O THC é um agonista dos nossos receptores canabinóides e na verdade é um protagonista dos efeitos terapêuticos da Cannabis. Os produtos que contém THC funcionam, no geral, em menor dosagem e com melhores efeitos clínicos. Ele é prescrito em muitas partes do mundo para tratar condições como dor crônica, náusea e espasticidade muscular. Portanto, não é estritamente para fins recreativos.

 

CBD não deixa você chapado?

Verdade: O CBD tem pouca atividade psicoativa, principalmente relacionada aos receptores canabinóides em si. Não é possível experienciar nenhum tipo de “barato” da Cannabis com uso de CBD. Caso a dose seja muito alta, provavelmente o usuário vai ficar sonolento apenas, mas com a consciência preservada.


THC é perigoso e viciante?

Mito: Os principais compostos naturais da Cannabis tem alta segurança com relação à toxicidade, sendo praticamente impossível ter uma overdose de fitocanabinoides, entre eles o Delta-9 THC. A dependência de Cannabis tem estatística de atingir 7% a 10% dos usuários crônicos e tem relação com a substância do THC em si, porém essas pesquisas são relacionadas ao uso fumado de Cannabis, no qual a dose de THC é até 20x superior às doses utilizadas num contexto clínico. E, mesmo assim, os usuários considerados dependentes têm alta taxa de remissão quando comparados a dependentes de álcool, tabaco ou outras substâncias. Num ambiente de uso com acompanhamento médico a utilização de Delta-9 THC não tem relevância estatística de dependência.

 

CBD é seguro e não viciante?

Verdade: As doses máximas testadas de CBD em humanos são muito maiores do que as faixas de doses usualmente utilizadas na prática clínica. Além desta segurança com relação a níveis tóxicos, os efeitos colaterais são leves e reversíveis, permitindo o teste terapêutico na grande maioria dos pacientes. Com relação à dependência, na verdade, o CBD é também utilizado para tratar diversas dependências, entre elas a da própria Cannabis, especificamente ao Delta-9 THC como explicado anteriormente.


 

THC e CBD são ilegais em todos os lugares?

Mito: A grande maioria dos países já permite a utilização de compostos de Cannabis com finalidade médica e ou o cultivo dela no país. Alguns países, como Canadá, Uruguai, Portugal, Alemanha, Dinamarca, e Bélgica, legalizaram completamente o uso recreativo e médico da Cannabis, enquanto outros mantêm restrições rigorosas. Portanto, a legalidade depende da sua localização. Os países que ainda não permitem tem na sua maioria um regime autoritário ou ainda estão em fase de reformulação das leis.


 

CBD é amplamente aceito para uso médico?

Verdade: O efeito terapêutico clínico do CBD foi o primeiro a ter relevância e comprovação científica reconhecida nas principais revistas médicas mundiais nas epilepsias de difícil controle em 2017. Apesar da data recente já existem publicações nessa área desde a década de 1980, aparentemente sem interesse da indústria farmacêutica por se tratar de composto natural. Atualmente, estão sendo produzidas diversas pesquisas com utilização de CBD para finalidade terapêutica além de amplo reconhecimento médico dos seus benefícios terapêuticos em congressos e eventos de saúde.


À medida que a pesquisa sobre os canabinóides THC e CBD continua a se expandir, é vital distinguir os mitos da realidade. Ambos têm aplicações médicas e recreativas, mas seu uso deve ser orientado pela informação, responsabilidade e conformidade com as leis locais, além do auxílio médico.
 

O uso das substâncias extraídas da planta Cannabis pode ser adaptado de acordo com o plano de tratamento de cada indivíduo, levando em consideração seus objetivos, limitações e disponibilidade.

 “Por se tratar de compostos abundantes na planta Cannabis, é possível fazer extrações e diluições para serem utilizados em praticamente todas as vias de administração humana: oral, sublingual, tópica, inalatória, retal e até mesmo endovenosa, que hoje vem sendo considerada em pesquisas com pacientes em situações graves de status epiléptico, uma condição de alta mortalidade onde as crises convulsivas não cessam mesmo com todas as medicações disponíveis”, finaliza o neurologista.



Arrotar é normal até certo ponto, cirurgião digestivo alerta

Pequenos episódios de arroto são comuns e geralmente não são motivo de preocupação. No entanto, o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa, da capital paulista, alerta para a frequência e a gravidade desses sintomas podem variar de pessoa para pessoa e podem sim, serem motivos de buscar ajuda médica.

O especialista conta que, arrotar ocasionalmente é considerado normal e faz parte do processo natural de liberação de ar do estômago já que arroto é uma maneira que o corpo utiliza para eliminar o ar em excesso que pode se acumular no estômago devido à ingestão de ar enquanto se come, bebe ou fala durante as refeições. “Esse processo é geralmente inofensivo e alivia o desconforto causado pelo acúmulo de ar, mas se o arroto estiver de forma excessiva e persistente, pode ser um sinal de que está engolindo muito ar e precisa de atenção, diz.

Dr. Rodrigo afirma que o arroto ainda pode ser causado por maus hábitos alimentares, como comer muito rápido, mastigar chicletes, beber com canudos ou falar muito enquanto come. Se os arrotos frequentes causam desconforto é importante investigar a causa subjacente para encontrar o tratamento adequado já que pode ser sinal de refluxo, distúrbios digestivos ou gases, que precisam ser avaliados”, finaliza o especialista.
 


Dr Rodrigo Barbosa - Cirurgião Digestivo sub-especializado em Cirurgia Bariátrica e Coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco e coordenador do Canal ‘Medicina em Foco’ no Youtube.



Novembro Azul: mês da prevenção do Câncer de próstata

índice de cura chega a 90%, caso detectado no início

 
Segundo o Instituto Nacional do Câncer – INCA, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum (10,2%) entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Considerado um “câncer de terceira idade”, a doença afeta principalmente homens a partir dos 60 anos. Métodos diagnósticos têm contribuído para o aumento na expectativa de vida, com um percentual alto de chance de cura, atingindo 90% em casos de detecção precoce.
 

O Novembro Azul surgiu em 2003 em Melbourne, na Austrália, a partir da iniciativa de dois amigos que estavam se divertindo em um pub e cogitaram se ficariam bem de bigode, algo fora de moda na época. Então, inspirados pela campanha da mãe de um colega, que levantava fundos para o combate ao câncer de mama, os amigos tiveram a ideia de associar o bigode com a conscientização sobre a saúde masculina. Eles escolheram o mês de novembro para deixar o bigode crescer, pois, no dia 17, já se comemorava o Dia Mundial do Combate ao Câncer de Próstata. Naquele ano, cerca de 30 amigos aceitaram participar da campanha e, como muita gente se interessava pelos bigodões, a história foi se espalhando. No ano seguinte, surgiu a Movember Foundation – o nome veio da junção das palavras moustache (“bigode”) e November (“novembro”) –, uma organização sem fins lucrativos que visava à arrecadação de fundos para o combate ao câncer de próstata. Também foi criada uma plataforma online para receber doações, na qual os homens podiam compartilhar fotos da evolução de seus bigodes durante o mês. Com o passar dos anos, a campanha atraiu cada vez mais participantes e se espalhou para mais de 20 países, passando a ser conhecida também como “No-Shave November”, “novembro sem barbear”. O movimento chegou ao Brasil em 2008, trazido pelo Instituto Lado a Lado pela Vida em conjunto com a Sociedade Brasileira de Urologia. 

Como o diagnóstico envolve o toque retal, um exame que ainda é cercado de polêmicas, muitos homens relutam em realizá-lo em função do preconceito. Nesse sentido, um dos objetivos do Novembro Azul é justamente quebrar esses tabus e conscientizar a população masculina de que os cuidados com a saúde devem ser colocados acima dessas barreiras. 

A próstata é uma glândula que apenas indivíduos nascidos do sexo masculino possuem, e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é responsável pela produção dos nutrientes e fluidos que constituem o esperma. Está situada logo abaixo da bexiga e à frente do reto. Por seu interior, passa a uretra, detalhe anatômico que explica o motivo das alterações prostáticas originarem dificuldade para urinar, queixa comum nos homens com mais de 50 anos. Na maioria dos casos, essa dificuldade é causada pelo aumento prostático, que ocorre com o avançar da idade e recebe o nome de hiperplasia prostática benigna. 

O câncer de próstata se instala numa área qualquer da glândula. À medida que cresce, vai ocupando gradativamente os lobos direito e esquerdo da próstata. Nas fases mais avançadas, invade por continuidade a cápsula que reveste o órgão, para depois chegar aos tecidos ao seu redor, incluindo as vesículas seminais. Em tumores mais volumosos, o paciente sente dificuldade para urinar, ardor e jato urinário fraco, acorda à noite várias vezes para urinar, apresenta gotejamento de urina após completar a micção e, mais raramente, queixa-se de dor e da presença de sangue na urina e no esperma. Com o passar do tempo, as células malignas podem atingir os linfonodos adjacentes, cair na corrente sanguínea e acometer outros órgãos. 

Para investigar os sinais e sintomas de um possível câncer de próstata e descobrir se a doença está em desenvolvimento ou não, são feitos basicamente dois exames iniciais: o teste clínico de toque retal e o exame de PSA (exame de sangue que quantifica um tipo de proteína produzida pela próstata - Antígeno Prostático Específico - PSA. Níveis altos dessa proteína podem significar câncer, mas também doenças benignas da próstata).

Alguns fatores podem aumentar as chances de um indivíduo desenvolver câncer de próstata:

  • Idade: o risco aumenta com o passar dos anos. No Brasil, a cada dez nascidos do sexo masculino diagnosticados com câncer de próstata, nove têm mais de 55 anos.
  • Histórico de câncer na família: indivíduos cujo pai, avô ou irmão tiveram câncer de próstata antes dos 60 anos, fazem parte do grupo de risco.
  • Sobrepeso e obesidade: estudos recentes mostram maior risco de desenvolvimento de câncer de próstata em indivíduos com massa corporal elevada

Como prevenir? Já está comprovado que uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco do desenvolvimento de câncer, como também de outras doenças crônicas não-transmissíveis. Nesse sentido, outros hábitos saudáveis também são recomendados, como fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar. 

Quanto ao sucesso no tratamento, existem vários fatores que influenciam, mas o acesso rápido à saúde está entre os mais importantes. Com os avanços da medicina, desde que realizado um diagnóstico precoce e específico para cada tumor, muitos terão cura. No Brasil, existem algumas empresas de base tecnológica capazes de desenvolver testes revolucionários. É o caso da Invitrocue Brasil que, investindo na tecnologia de organoides, chegou ao desenvolvimento do teste Onco-PDO (Organoides Derivados do Paciente). Com ele, as células do paciente são cultivadas e testadas contra diferentes drogas quimioterápicas, analisando como respondem às diversas terapias. 

Trata-se de um cultivo celular tridimensional, que melhor reflete in vitro as condições observadas in vivo do seu tumor de origem. O Teste Onco-PDO leva em conta que cada paciente é único, e isso ajuda o médico a traçar a melhor estratégia terapêutica para aquele paciente específico. Alguns tumores mostram-se resistentes a certos medicamentos e saber previamente as respostas das células tumorais do paciente aos diferentes tratamentos em laboratório contribui para a tomada de decisão dos médicos oncologistas. O benefício é que, ao invés de fazer previsões de como um o câncer pode responder a uma terapia, o Teste Onco-PDO permite verificar especificamente o efeito dessa terapia no tumor do paciente e trabalhar diretamente com as células vivas que formam o câncer em cada caso. 

Disponível no Brasil para câncer de mama, pulmão, colorretal, pancreático, gástrico, próstata e ovário, o Teste Onco-PDO permite que o médico escolha 8 de 60 drogas para testagem e o resultado demonstrará como as células responderam em laboratório. O relatório, gerado em até 21 dias, fornece informações de como os organoides derivados do paciente reagiram aos diferentes tratamentos testados. O Teste Onco-PDO está disponível para coletas em todo o Brasil. Para mais informações, consulte a Invitrocue Brasil. 

O futuro da medicina depende de ações de precisão. Para que as novas ferramentas possam ser utilizadas, converse com o seu médico para uma avaliação precisa e análise das opções de tratamento!

 

Invitrocue Brasil

 

Advogado Samuel Rodrigues explica a diferença entre contrato, escritura e registro

O especialista Samuel Rodrigues também fala se contrato de gaveta tem validade

 

Seja para quem sonha com a casa própria ou para quem quer investir, comprar um imóvel é o desejo de muitos. Mas é certo que você precisa assinar documentação importantes. Por isso, é necessário entender a diferença entre contrato de compra e venda, escritura e registro. 

"Contrato de compra e venda é o documento em que as partes pactuam a aquisição do imóvel informado as condições do mesmo, valor, forma de pagamento e condições do bem adquirido, obrigando uma das partes a transferir o domínio de cerca coisa, e o outro, de pagar-lhe certo preço. A escritura é a formalização pública do contrato de compra e venda o qual é oficializado em cartório. A mesma válida, de forma jurídica, o que foi pactuado entre vendedor e comprador, com assinaturas de ambos, na transação de um imóvel. No tocante ao registro, é a formalização pública que assegura a transferência de propriedade do bem de forma concreta", explica o advogado Samuel Rodrigues, CEO da Samuel Rodrigues Advogados Associados. 

O especialista listou os passos para a compra de um imóvel. "É de suma importância a análise do imóvel, quanto a sua estrutura, eventuais avarias; análise documental (verificar se há débitos pendentes do imóvel e ou dos vendedores que possa impactar na aquisição do imóvel; verificar o preço de mercado e as condições de pagamento pois com base na documentação regular do imóvel há possibilidade de efetuar um financiamento", destaca.  

E o famoso contrato de gaveta, ele é legal? Samuel diz que pode ter validade desde que observados os critérios legais tais como partes capazes, objeto lícito e valor e bem como as condições que o mesmo foi elaborado. 

"Há casos que não há como efetuar a escritura de um imóvel por ser objeto de aquisição via usucapião e a transmissão da posse desse imóvel se dá mediante contrato de gaveta, o que futuramente será regularizado por processo próprio. 

Nesse sentido, observados os critérios legais e desde que não haja pretensão de lesar terceiros, o respectivo contrato de gaveta tem validade quanto a transferência de posse, pois a propriedade deverá ser obtida por processo próprio", afirma ele, que diz também que preciso bastante cuidado na aquisição de um imóvel nesta condição. 

"A fim de avaliar se a pessoa que está transferindo a posse realmente é a titular da mesma, a fim de não correr o risco de adquirir algo de quem não tem o respectivo direito", conclui.


Posts mais acessados