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quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Saneamento inclusivo e a luta diária de comunidades isoladas

Em 2020, o Congresso aprovou o Novo Marco Legal do Saneamento, que tem como objetivo principal, garantir que 99% da população tenha acesso a água potável e 90% à coleta e tratamento de esgoto até 2033. Dois anos após a vigência da lei, as metas estão longes de serem alcançadas e as comunidades isoladas são as que mais sofrem com a falta de infraestrutura. 

Dados do Instituto Trata Brasil apontam que apenas 84% dos brasileiros são abastecidos com água tratada, e quase 35 milhões vivem sem acesso ao recurso. Isso ocorre principalmente devido a dificuldades técnicas e econômicas. Com a falta, algumas regiões não são atendidas pelos serviços públicos, o que aumenta as chances de propagação de doenças e NRs.  

A situação é crítica. Com o consumo de água contaminada, crianças e adultos estão expostos a vírus, bactérias e metais pesados, causadores de graves problemas à saúde. Anualmente, doenças de veiculação hídrica levam mais de 15 mil pessoas à morte no Brasil, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Em 2021, a comunidade da Ilha do Bororé, localizada nas margens da represa Billings, utilizava de soluções, muitas vezes, precárias para ter acesso ao insumo básico, como poços semi artesianos e o bombeamento da água da represa. O recurso era impróprio para o consumo, com classificação 2 - quando são destinados ao abastecimento, após tratamento simplificado - ou seja, estavam com vírus, bactérias e coliformes fecais.  

Hoje, existe uma diferença exorbitante de investimento entre as regiões, o que evidencia a precarização dos serviços e a desigualdade social. Segundo o SNIS 2020, os investimentos em água e esgotamento sanitário foram de R 13,7 bilhões; a macrorregião Sudeste foi a maior beneficiada. Sozinha, a região representa 51,8% do valor total, totalizando 7,1 bilhões de investimento.  

Ao usar a regionalização do serviço como forma de contemplar a diversidade de acesso, a legislação mantém as periferias, favelas e zonas rurais em vulnerabilidade e sem garantia dos recursos básicos, já em falta. Para uma mudança efetiva, é necessário se colocar no lugar do outro e entender as dores de uma pessoa que vive constantemente com a falta do recurso básico. Só assim podemos garantir a universalização do acesso à água potável.

 

Fernando Silva - CEO da PWTech, startup voltada para a purificação de água contaminada. Formado em engenharia química pelo Mackenzie e administração e negócios pela Harvard Business School, é executivo da área comercial com mais de 15 anos de experiência em negócios e soluções ambientais sustentáveis.


Cinco Estratégias para lucrar com a Black Friday e a Copa do Mundo

Pixabay
Appreach, especialista em mobile marketing, aponta qual será a vantagem do conflito das duas datas


Uma pesquisa do Google mostrou que 71% dos entrevistados pretendem ir às compras e estão dispostos a gastar mais na Black Friday deste ano. Tendo em vista que o Brasil estreia na Copa do Mundo no dia 24 de novembro e a Black Friday ocorrerá no dia seguinte, será que esse interesse permanecerá alto?

Nos últimos dois anos, a Black Friday foi afetada pela pandemia, visto que o distanciamento social impediu os compradores de irem às lojas físicas. A expectativa agora era que a data voltasse com força e que as lojas teriam um alto faturamento. Foi aí que um imprevisto surgiu: a Copa do Mundo conflitou com a data do evento.  Para Carolina Zaccaro, CEO da Appreach, empresa especialista em mobile marketing para aplicativos, é uma oportunidade para aumentar as vendas. 

“É possível fazer da Copa uma forte aliada da tradicional Black Friday, em função de ser tão esperada tanto pelos consumidores como pelos varejistas. Não apenas com promoções de itens relacionados ao evento mundial, mas também como mote de campanhas publicitárias. É uma oportunidade em dobro para alavancar altos números de vendas”, aponta Carolina. Dados do Google revelam que nos últimos 5 anos o interesse dos consumidores pelas ofertas mais do que dobrou. É uma data que já se consolidou no Brasil e se tornou um hábito, portanto, este ano tem tudo para ter um crescimento ainda maior.

Cabem aos lojistas e varejistas aproveitarem o gancho e a grande força do futebol para aumentar as vendas com produtos relacionados ao evento. A busca pelo termo “Copa do Mundo” no Google teve um aumento de 34% se comparado a 2018, ano da edição anterior da competição, e 66% das pessoas pretendem comprar algum item ou serviço relacionado ao evento. “É essencial os comércios se voltarem para as estratégias de marketing e divulgação nesse período, pois a intenção de compra nesta data é maior, então é o momento ideal de investir mais em mídia paga para colher um aumento expressivo de vendas”,  conclui Carolina Zaccaro.

 

A especialista da Appreach aponta cinco ações para ajudar pequenos e grandes varejistas a conseguirem faturamentos elevados:

 

  1. Preparar e trazer antecipadamente a Black Friday para dentro de casa: a pré-Black Friday é um momento crucial para o sucesso. É importante fazer revisão de catálogo, trabalhar com fotos vendedoras, títulos alinhados para resultados das buscas, descrição de produto pertinente e satisfatória etc.
  2. Estudar o mercado: é importante fazer um estudo para entender quais produtos devem ser trabalhados neste momento, pois existem muitas possibilidades, principalmente se tratando da Copa do Mundo. 
  3. Invista o ano todo na imagem e reputação da marca: estes são pontos essenciais. De nada adianta investir apenas no fim do ano em marketing, sendo que é possível trabalhar durante bem todo o ano para que performe melhor na Black Friday.
  4. Invista no customer experience: a experiência de compra do consumidor depende bastante da logística, por isso, é importante que ela esteja redonda e isso deve ser feito muito antes dessa data tão relevante. Não só vender, mas entregar em um tempo bom, além de a plataforma ter anúncios atraentes e um servidor de qualidade que suporte a alta demanda.
  5. Desenvolver estratégias: é importante definir os esforços de marketing previamente, olhar para as Black Friday anteriores, visando entender o que funcionou, o que não e assim planejar campanhas assertivas.

É preciso ter em mente que o consumidor está mais atento em relação a Black Friday, pois sabe pesquisar e entender se é uma oferta real e se há realmente vantagem naquela compra, naquele momento. Se for criada uma estratégia para conseguir praticar preços mais atrativos, essas promoções precisam ser vistas. Para isso, é de extrema importância que sejam bem comunicadas e tenham alcance, por meio da publicidade.

“Outro ponto importante é fidelizar esse novo consumidor, o que será conseguido se a experiência tiver sido em completo, boa e acima da média. E assim, se lembrará no próximo ano que comprou determinado produto na Black Friday, naquele varejista, e assim, criando a possibilidade de que isso venha a acontecer em todos os anos seguintes”, conclui Carolina Zaccaro.

 

Appreach
https://appreach.app/

 

Enem: especialistas dão dicas de preparação para a semana da prova

Na reta final para o exame, SAS Plataforma de Educação reforça a importância da saúde física e mental dos estudantes

 

Com a proximidade do primeiro dia de prova do Enem (13), é normal que os alunos se sintam mentalmente exaustos, ansiosos e estressados. E não é para menos. O exame é, hoje, o principal passaporte de ingresso para as universidades públicas e privadas do país, com aceitação, inclusive, em instituições de ensino em Portugal. E a pressão para alcançar bons resultados pode afetar diretamente a qualidade do sono, a alimentação e a concentração nos estudos. Pensando nisso, o SAS Plataforma de Educação reuniu especialistas para trazerem algumas dicas e práticas de saúde mental e física nesta reta final que antecede o exame. 

 

  • Mantenha sua rotina de estudos 

Estudar nesta última semana, segundo a psicóloga do Colégio Ari de Sá, Katiane Fernandes, não é contraindicado. No entanto, deve-se prestar atenção na maneira como isso está sendo feito. O aluno pode estudar, mas mantendo sua rotina normal ou adaptá-la para que seja mais flexível, sem sobrecarregar. Katiane ressalta que este não é o momento de querer aprender técnicas ou matérias novas, mas, sim, reforçar o que já se sabe. 

 

  • Faça atividades físicas 

As saúdes física e mental são primordiais para se alcançar o êxito nas provas. Há diversas modalidades esportivas para quem deseja se movimentar. Basta o estudante escolher com a qual mais se identifica e que lhe dê mais prazer ao praticar.  Além disso, buscar métodos que auxiliem no relaxamento também pode ser interessante para quem está prestes a enfrentar uma maratona de provas. Aliado a isso, ter uma boa noite de sono ajuda no descanso e na memorização dos conteúdos. 

 

  • Opte por uma alimentação saudável 

Manter uma alimentação adequada no dia da prova do Enem e, principalmente, nos dias que antecedem o exame não é bom apenas para o corpo, mas também para a mente. Por isso, é necessário respeitar os horários das refeições e fazer de cinco a seis refeições diárias. Optar por um cardápio saudável e balanceado é outro ponto importante. Para o dia da prova, uma boa opção para os estudantes é levar barras de cereais, frutas ou sanduíche natural. 

 

  • Saiba reconhecer e lidar com suas emoções 

Este momento da preparação final pede todo o cuidado necessário para conseguir manter o foco do planejamento que se iniciou no começo do ano. Segundo Katiane, caso o estudante esteja se sentindo nervoso ou preocupado em excesso, o primeiro passo é o reconhecimento dessas emoções. Após isso, nomear cada um dos sentimentos e entender por que eles surgem, ou se há algum motivo específico para que estejam acontecendo, permite administrá-los de uma maneira mais assertiva. Algumas atividades mais lúdicas são recomendadas de acordo com o gosto de cada pessoa, seja ela pintar, desenhar, escrever ou dançar, mas ela só poderá escolher a que prefere se assumir e entender, de fato, o que sente. 

Para Marcelo Oliveira, coordenador do Ensino Médio do Colégio Ari de Sá, saber o conteúdo em si das matérias é importante e muito valioso. “No entanto, o equilíbrio emocional é quem vai definir, de fato, toda essa preparação. Estamos falando do Enem, um dia que tem uma prova de cinco horas e meia, com uma redação que exige a leitura de textos que precisam ter interpretação, administração do tempo e, depois disso, uma semana para realizar a outra prova. Somente neste intervalo de uma semana, há muitas coisas que podem acontecer, mas é necessário manter o foco para chegar no segundo dia ainda mais preparado e tranquilo”, avalia. 

 

  • Segure a ansiedade no momento de correção da prova 

O hábito de muitos alunos em realizar a correção da prova pelo gabarito pode ser prejudicial, caso o aluno não tenha ido tão bem quanto o esperado no primeiro dia, afirma Vinicius Haidar, Gerente de Avaliações e Pré-Universitário no SAS. “Isso pode gerar um sentimento de frustação, que pode refletir no desempenho do estudante no segundo dia de prova.” Portanto, controlar a ansiedade neste momento e deixar para conferir o gabarito apenas após a fase dos vestibulares é a melhor opção. Haidar também comenta que, durante a prova, é melhor que o aluno pule a questão quando não souber e retorne apenas no final, com mais calma. “Lembre-se: acredite em seu potencial e saiba que todos estarão torcendo por você.”

Para acompanhar a programação completa e conteúdos preparatórios gratuitos do SAS Plataforma de Educação, acompanhe o site oficial do #SASNoEnem ou as redes sociais: Portal SAS no Enem, Facebook - @SASEducacao, Instagram -@saseducacao e LinkedIn @saseducacao.

 

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Miami se torna sede da Copa do Mundo de 2026

FIFA

Mundial de futebol acontecerá nos EUA, no Canadá e no México
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Após sediar inúmeros eventos esportivos, como Super Bowl, jogos universitários e mais recentemente o GP de Fórmula 1, a FIFA, entidade máxima do futebol, anunciou que Miami será uma das cidades-sede da Copa do Mundo de 2026. O local eleito para ser o palco do evento global foi o Hard Rock Stadium.

Esta será a segunda vez que uma cidade da Flórida sediará a Copa do Mundo. A primeira foi em 1994, quando Orlando sediou várias partidas da primeira fase e alguns jogos das oitavas de final.

No total, 11 cidades dos Estados Unidos foram escolhidas como sede da Copa do Mundo de futebol em 2026. Além de Miami, as cidades que receberão eventos futebolísticos serão: Seattle, São Francisco, Los Angeles, Kansas City, Dallas, Houston, Atlanta, Boston, Filadélfia e Nova Iorque. México (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey) e Canadá (Vancouver e Toronto) completam a lista de lugares que serão sedes do mundial de futebol.

De acordo com Daniel Ickowicz, diretor de vendas da Elite International Realty, consultoria imobiliária que atua na Flórida, Miami tem muito potencial para receber ainda mais eventos esportivos. “Miami entrar como sede da Copa do Mundo é parte de um caminho que tem sido traçado ao longo dos últimos anos. Tivemos boas experiências nesse ano com a Fórmula 1, não somente nos setores de turismo e lazer, mas também para destacar ainda mais a cidade aos olhares dos investidores. Diversas áreas conseguem crescer com eventos dessa escala e esperamos que em breve outros eventos desembarquem na cidade do Sol, ampliando a perspectiva econômica local e aquecendo vários setores do mercado de Miami”, analisa Ickowicz.

A Copa do Mundo de 2026 está prevista para ocorrer entre junho e julho, será expandida para 48 países participantes e contará, ao todo, com 16 cidades-sede.


Pessoas com deficiência (PcD) de todo o Brasil podem concorrer a bolsas de estudo gratuitas na área de tecnologia

46% das PcD que já se inscreveram no programa da Serasa Experian são de São Paulo, mas pessoas com deficiência de quase todo o Brasil também estão enviando suas inscrições, já que a formação é 100% digital e acessível. Durante o curso, os bolsistas poderão se candidatar a vagas na Serasa Experian. As inscrições podem ser feitas pelo site www.wisehands.app/transformesepcd até o próximo domingo, dia 13 de novembro

 


A Serasa Experian, com o apoio educacional e tecnológico da Wise Hands (startup que promove a inclusão das PcD no mercado de trabalho), oferece 160 bolsas de estudo gratuitas para pessoas com deficiência que tenham interesse em se capacitar e atuar profissionalmente nas áreas de tecnologia e dados, setor que tem um déficit de 800 mil profissionais para os próximos 5 anos somente no Brasil. As vagas são exclusivas para pessoas com deficiência que tenham laudo médico, acima de 18 anos e que tenham o ensino médio completo. Quase metade (46%) das PcD inscritas no programa é de São Paulo, mas pessoas com deficiência de quase todo o Brasil também estão se inscrevendo, já que a formação é 100% digital, ao vivo, online e acessível. As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de novembro, pelo site www.wisehands.app/transformesepcd.

A pessoa com deficiência selecionada receberá todo o equipamento necessário para as aulas, bem como a tecnologia assistiva que precisar. Com uma linguagem multiacessível e totalmente inclusiva, o programa permitirá que as pessoas com deficiência se tornem profissionais qualificados, aumentando a empregabilidade em diversas empresas de tecnologia, como a Serasa Experian. A iniciativa faz parte do Programa Transforme-se da Serasa Experian, que tem o objetivo de desenvolver pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e de grupos sub-representados nas áreas de programação e dados, contribuindo diretamente para inclusão social e a diversidade em um setor que só cresce e gera oportunidades de emprego no mundo todo. O programa, que está na sua terceira edição, já ofereceu mais de 120 bolsas gratuitas para grupos exclusivos de jovens e mulheres. Apenas um mês após a conclusão do programa, 50% dos bolsistas já conseguiram emprego ou melhoraram   sua situação salarial.

 

De acordo com as informações da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2019, pouco mais de 530 mil PcD possuem um vínculo formal de trabalho no regime celetista. Isso representa 1,1% do total das relações formais de trabalho no país. De acordo com os dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre as pessoas com deficiência com mais de 15 anos no país, 61,13% não têm instrução ou têm somente o ensino fundamental completo.

 

“Com esse programa, estamos contribuindo para fechar a lacuna entre o baixo acesso da PcD às oportunidades de trabalho e a alta necessidade de profissionais no mercado de TI. Infelizmente, sabemos que muitos deles acabam ocupando vagas que estão aquém do potencial por falta de experiência e formação. Assim, por meio do Transforme-se, queremos incentivar e desenvolver a formação profissional dessas pessoas para que sejam valorizadas e tenham condições de atuar em posições estratégicas, como a área de tecnologia”, diz o gerente executivo de Sustentabilidade da Serasa Experian, Roger Cruz.

 

De acordo com o fundador e CEO da Wise Hands, Junior Gaino, a inclusão das pessoas com deficiência depende fundamentalmente da acessibilidade em todas as suas dimensões: arquitetônica, comunicacional e atitudinal. “Queremos maximizar a inclusão das PcD no mercado de trabalho, entregando capacitação com acessibilidade e conectando essas pessoas com empresas realmente inclusivas. O projeto da Serasa Experian representa a concretização do nosso propósito e remove uma das principais barreiras relacionadas à inclusão das PcD nas organizações: a educação”, finaliza.

 

A capacitação será online e ao vivo e iniciará com conhecimentos básicos de informática, possibilitando o ingresso de pessoas sem expertise em tecnologia, e avançando para desenvolvimento nas linguagens java e python, introdução a bancos de dados, além de metodologias ágeis. As aulas serão noturnas, três dias por semana, permitindo o equilíbrio com compromissos profissionais e pessoais. As aulas terão início em 02 de dezembro de 2022 e a duração será de até 8 meses. Além das capacitações, os participantes também vão contar com mentorias e treinamentos realizados por funcionários da Serasa Experian para desenvolvimento de competências pessoais. Durante o curso, os bolsistas poderão se candidatar a vagas na Serasa Experian. 

 

Serasa Experian

 www.serasaexperian.com.br

 

5 pontos fundamentais que todo empreendedor deve pensar ao abrir seu e-commerce

Abrir um e-commerce pode parecer fácil, porém, esse processo não é tão simples assim. Algumas questões precisam ser pensadas antes para evitar erros comuns neste setor que não para de crescer.

Segundo dados da Americas Market Intelligence (AMI), o volume total de transações por e-commerce no Brasil deve chegar a US$ 211 bilhões até o fim de 2022. O relatório também estima que a projeção de crescimento do setor é de 20% por ano até 2026, chegando a US$ 432 bilhões. 

A seguir, trago cinco dicas que podem orientar empreendedores no planejamento prévio à abertura de um e-commerce. 


Esteja atento ao público

O consumidor é o responsável pelo direcionamento do negócio e, por isso, é importante pensar nessa questão antes mesmo de abrir um marketplace. Claro que no decorrer do tempo, o público pode acabar mudando, mas é interessante pensar em qual público você quer abranger com o empreendimento. 

Ao definir o público, fica mais fácil pensar no posicionamento da marca, por exemplo, além de facilitar o alinhamento sobre quais necessidades o seu produto pode atender, quanto será o custo, entre outras questões mais estratégicas. Além disso, a definição de um público inicial facilita a escolha sobre em quais canais valem a pena divulgar sua loja. 


Encontre o diferencial

Quando definir os produtos da loja, é importante pensar também no diferencial daquilo que você oferece. Com tantos produtos e serviços similares no mercado pode ser fácil do público acabar vendo o que você oferece como apenas mais uma opção à venda. 

O diferencial não precisa ser uma ideia completamente inovadora. Às vezes, o seu diferencial pode estar em como o atendimento é feito, o material utilizado no caso de produtos, a forma como está sendo vendido, entre outras maneiras. Além disso, pensar no diferencial pode ajudar na divulgação do negócio. 


Não deixe a logística de lado

A logística de um negócio é fundamental, porque é isso que vai definir se e como o seu produto chegará ao consumidor. 

Onde funcionará o seu negócio? Os produtos terão estoque ou sob demanda? Como será o processo de embalagem? Como o transporte dos produtos será feito? Estas são algumas perguntas que você precisa responder no processo de abertura de um marketplace.  


Elabore um plano de negócios

É importante ter em mente que um marketplace é uma empresa como qualquer outra e, portanto, deve seguir alguns parâmetros. Um plano de negócios é essencial para qualquer empresa e empreendedores devem pensar nisso. 

O plano de negócios ajuda a observar o desenvolvimento do negócio usando objetivos e metas com períodos definidos. 


Escolha a melhor plataforma

Ao longo de todo o processo de abertura de um marketplace, é sempre importante analisar qual a melhor plataforma para o negócio. Existem diversas opções no mercado e é bom saber as diferenças entre elas e as funcionalidades que cada uma oferece.

Iniciar um negócio pode ser complicado e demanda tempo e dedicação, mas, com o devido conhecimento, tudo é possível. Além das dicas acima, é importante estar atento a todas as mudanças do mercado para o desenvolvimento do seu marketplace. A partir dessas dicas, torço para você conquistar bons resultados e evoluir cada vez mais na divulgação dos seus produtos e serviços.

 

Lucas Azevedo - bacharel em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, possui MBA em Gestão Comercial pela Fundação Getúlio Vargas e Digital Business Strategy pelo MIT Sloan School of Management. Com mais de uma década de experiência, já teve passagem pela Votorantim Cimentos. Atualmente é responsável pela operação da Loja Virtual na Juntos Somos Mais.  

Juntos Somos +
https://www.juntossomosmais.com.br/

 

ENEM: É normal se arrepender da carreira escolhida

Uranio Bonoldi, escritor especialista em tomada de decisão, aconselha jovens a refletir e assumir riscos, tendo a experiência como forma de aprendizado
 

Decidir qual curso de graduação fazer, e consequentemente qual carreira profissional seguir, é um processo muitas vezes penoso para os estudantes. Especialmente para aqueles que estão concluindo o ensino médio e não têm muita clareza de quais são suas aspirações, uma escolha dessa magnitude pode até mesmo causar mal-estar. Contudo, para o especialista em tomada de decisão Uranio Bonoldi, os jovens não devem se privar de escolher um curso, ainda que não tenham 100% de certeza de qual caminho seguir. Para o escritor, o importante é se dispor a viver experiências que dêem base para decisões mais maduras no futuro. 

“Certamente existem muitas formas de se escolher um curso de forma assertiva, atendendo a um anseio interno que realmente traga sentido à sua carreira profissional. Porém, a vida não é uma ciência exata, é totalmente possível que você escolha a profissão dos sonhos e mesmo assim se arrependa”, diz o escritor. Segundo Bonoldi, um dos processos mais importantes para se aprender a tomar decisões é a vida na prática. “É indispensável refletir e cuidar para que as escolhas sejam feitas de forma racional, mas não tenha medo de assumir riscos. Ainda que queiramos errar o mínimo possível, temos que reconhecer o quanto crescemos quando nos deparamos com imprevistos”, opina. 

Bonoldi é autor de “Decisões de alto impacto: como decidir com mais consciência e segurança na carreira e nos negócios”, trazendo um método próprio que auxilia profissionais em momentos complexos. Ele pondera que há diferentes caminhos que podem dar aos jovens um norte de qual carreira escolher, sendo o primeiro deles o autoconhecimento. “Testes vocacionais, pesquisas, entre outros meios podem ajudar, mas é fundamental que o estudante conheça mais a si mesmo para fazer uma escolha mais precisa. O que gosta de fazer? O que não gosta? Quais sonhos tem? O que faria mesmo se fosse por hobby? E a partir daí ir buscando possibilidades que se adequem aos seus desejos, aspirações e condições”, aponta. Outra dica é tentar se imaginar, intuir estar na profissão desejada e procurar dissecá-la em todos seus aspectos. “Avalie pontos positivos e negativos da profissão, como se estivesse exercendo-a”, orienta. 

Contudo, mesmo que a reflexão não aponte um caminho totalmente seguro, isso não deve impedir o jovem de experimentar. “Não precisamos mais nos prender àquela ideia de que você só pode ter uma única carreira a vida toda. Hoje em dia, as coisas são mais maleáveis, e você pode usar isso a seu favor”, diz. Portanto, Bonoldi aconselha: arrisque-se, experimente, veja o quanto você se encaixa no curso escolhido, e leve toda experiência como aprendizado. “Você sabia que Steve Jobs fez um curso de caligrafia que o ajudou no desenvolvimento do design e funcionalidade simples do primeiro iPhone? Os melhores profissionais são aqueles que sabem ver o lado positivo até mesmo de situações adversas ou que não conferem muito sentido à primeira vista”, afirma o escritor. 

Ainda que possa ser difícil mudar de curso ou até mesmo de carreira, Uranio Bonoldi acredita que os jovens não devem se deixar levar pela pressão ao ingressar na universidade. “Autoconhecimento é importante para nossas escolhas, e experiência de vida é, muitas vezes, base para o autoconhecimento, gerando um círculo virtuoso de aprendizado e ganho de sabedoria. E não é de se surpreender que isso falte aos mais jovens. Portanto, o que podemos fazer por eles é auxiliar nas reflexões, que são de fato importantes, mas abrir espaço para que escolham, errando e acertando, experimentando e aproveitando as oportunidades, e assim aprendam, se desenvolvam e evoluam na vida”, finaliza.
 

Uranio Bonoldi - palestrante e especialista em negócios e tomada de decisão, e professor do Executive MBA da Fundação Dom Cabral, onde leciona sobre "Poder e Tomada de Decisão". Educado pelo método Waldorf, sua graduação e em seguida a pós-graduação em administração de empresas foi feita na FGV-SP. Atuou em grandes empresas como diretor e CEO.


A evolução do ataque cibernético industrial: como manter sua rede segura

Nos últimos meses, a cibersegurança das organizações industriais tem estado sob os holofotes após a divulgação de vários estudos que revelam vulnerabilidades que representam uma ameaça. Os estudos, realizados pela Forescout, destacaram que à medida que as organizações industriais digitalizam seus ambientes elas também se tornam mais suscetíveis a ataques cibernéticos.

A primeira pesquisa destacou como os invasores agora podem manter redes industriais, tecnologia operacional crítica (OT) e dispositivos da Internet das Coisas (IoT) como reféns por meio de ransomware. Os ataques de ransomware vêm crescendo em gravidade e frequência nos últimos anos e, embora a maioria tenha se concentrado em capturar dados para interromper as operações de uma organização, os especialistas em segurança reconheceram que era apenas uma questão de tempo até que os ataques evoluíssem e se tornassem mais físicos. A má notícia é que esta próxima fronteira de ataques cibernéticos já está entre nós.

Hoje, os invasores podem ter como alvo uma organização industrial por meio de sua TI corporativa e, em seguida, mover-se lateralmente pela rede, desativando as configurações de segurança até chegarem aos dispositivos IoT e OT. A partir dali, eles podem direcionar o software por trás dos dispositivos com ataques precisos de negação de serviço (DoS), que basicamente os deixam offline, tanto virtual quanto fisicamente. Para colocar isso em contexto, isso pode significar que o maquinário da planta é paralisado, que as portas físicas (que são virtualmente controladas) são seladas ou que as unidades de ar-condicionado ficam inoperantes, por exemplo.

Preocupantemente, esses dispositivos conectados existem em muitos setores, inclusive na saúde, por isso é fácil ver o impacto direto que isso pode ter na sociedade se eles forem atingidos por um ataque. Isso torna esses ataques atraentes tanto para grupos de crimes cibernéticos quanto para hackers individuais. Então qual é a solução? Em primeiro lugar, a conectividade veio para ficar. Os benefícios que oferece às organizações industriais são infinitos, desde a melhoria da segurança da planta até a redução de custos e o aumento da eficiência.

No entanto, isso não significa que todos os dispositivos dentro de uma planta industrial precisem estar conectados à web. O primeiro passo que as organizações precisam dar é em torno da descoberta e análise para entender quais dispositivos estão conectados à Internet e se eles precisam estar. Muitas vezes, os dispositivos são conectados sem nenhum motivo real. Isso precisa ser resolvido e todos os dispositivos que não precisam dessa conectividade adicional devem ser desconectados.

Para dispositivos que exigem automação e conectividade com a Internet, as organizações industriais devem estabelecer uma maneira de colher os benefícios dessa modernização com a segurança sendo incorporada rotineiramente. A melhor maneira de obter segurança é por meio de melhorias na visibilidade. É impossível proteger o que você não pode ver, portanto, as organizações industriais devem garantir que todos os dispositivos conectados em suas redes possam ser vistos e protegidos. Quando os recursos internos para detectar e mitigar ameaças não existem ou são limitados, as organizações podem recorrer a serviços de fornecedores.

A segurança cibernética industrial é fundamental hoje porque os invasores possuem todas as ferramentas em seu arsenal necessárias para realizar ataques devastadores. No entanto, ao realizar avaliações para entender as ameaças, usar ferramentas automatizadas para melhorar a segurança e trazer assistência para ajudar na correção, as organizações industriais podem permanecer um passo à frente, mantendo suas redes e processos críticos em segurança.

Carlos Rodrigues - vice-presidente da Varonis


Empreendedorismo feminino aumenta 41% e Brasil chega a 30 milhões de empresárias

Com a crise econômica que abalou o Brasil durante a pandemia, muitas mulheres acabaram perdendo o emprego e, viram no empreendedorismo uma maneira de conseguir uma renda extra


Segundo o relatório do Global Gender Gap Report 2022, do Fórum Econômico Mundial (FEM), houve um aumento de 41% de pessoas do sexo feminino que iniciaram seu próprio negócio. Com isso, o Brasil passou a ter cerca de 30 milhões de empresárias e, a expectativa para os próximos anos é um crescimento ainda maior do empreendedorismo feminino no Brasil e no mundo.

As mulheres também têm buscado mais igualdade, independência financeira e aumento da renda familiar. Para a especialista em empreendedorismo e consultora de negócios Alice Salvo Sosnowski, existe um contexto cultural que torna a atividade empreendedora, no mínimo, mais desafiadora para as mulheres. “Além de enfrentar os riscos inerentes de administrar um negócio, as oportunidades são colocadas de forma desproporcional para as mulheres de negócios. Menos de 10% das empresas lideradas por mulheres recebem investimentos externos. Elas também têm mais dificuldade para acessar crédito e, quando conseguem, pagam juros de até 3,5% mais altos do que os homens. Pesquisa da Distrito mostra que apenas 4,7% das startups são fundadas exclusivamente por mulheres. Ou seja, temos um longo caminho a percorrer para a equidade de gênero no empreendedorismo e no mundo do trabalho em geral”, diz. 

Apesar das taxas de empreendedorismo feminino terem crescido, não significam necessariamente um dado positivo. Segundo a pesquisa do Sebrae, apesar de estudarem por mais tempo (16% a mais de escolaridade), as mulheres empreendem mais por necessidade do que os homens (44% frente a 32% do gênero masculino), ganham 22% menos e são maioria nos setores de alimentos, vestuário e beleza, deixando áreas mais inovadoras, como tecnologia da informação, por exemplo. Para lidar com isso, existem soluções coletivas, como políticas públicas, mais divulgação na mídia e apoio de instituições e organizações da sociedade. Mas também existe um fator individual que é mulher acreditar mais nela mesma e desenvolver cada vez mais suas competências empreendedoras. Por isso, o principal conselho principal da Alice é investir em autoconhecimento, conhecer seus pontos fortes e fracos, exercitar suas soft skills e habilidades comportamentais como inteligência emocional, empatia e negociação. “Também não deixe de praticar o autocuidado: reserve um tempo para você e sua família, relaxe, cuide da saúde física, mental e emocional. E pode ter certeza: quanto melhor está a empreendedora, melhor estará o negócio”, complementa.

E é, justamente para auxiliar essas empreendedoras a terem mais sucesso ainda nessa nova jornada e, aproveitando que dia 19 de novembro é o Dia Internacional do Empreendedorismo Feminino que a especialista em empreendedorismo e consultora de negócios Alice Salvo Sosnowski selecionou algumas dicas valiosas para quem quer abrir e manter a empresa.

  1. Encontre uma oportunidade de mercado: observe as lojas, o ecommerce, os novos produtos. O que você acha que as pessoas buscam e não encontram? Faça uma pesquisa sobre o mercado e o que falta na sua região.
  2. Veja se a ideia pode se tornar um negócio: com algumas possibilidades em mente se pergunte se sua ideia resolve um problema real ou se traz um benefício claro para alguém? Essas questões são essenciais para saber se uma ideia pode virar um negócio rentável
  3. Pense no seu perfil de empreendedora:  por mais que você encontre a melhor oportunidade de negócio, ela tem que estar associada a suas paixões pessoais, motivações intelectuais e capacidade de realização.
  4. Aposte em um diferencial: sempre pense nos benefícios que sua solução pode trazer para o consumidor. Questione por que as pessoas iriam ficar interessadas em comprar o seu produto e serviço e não o de outra empresa.
  5. Se prepare financeiramente antes de empreender: um negócio demora para dar retorno. Muito mais do que somos capazes de prever. Por isso, tenha um colchão financeiro para não atrapalhar o fluxo de caixa da nova empresa.
  6. Saiba apresentar e vender seu negócio: se prepare para entregar informações e gerar conexão com os seus cliente
  7. es. Publique notícias, vídeos, ebooks, posts, artigos para criar um relacionamento com seu público-alvo.


Alice Salvo Sosnowski - jornalista, escritora, consultora de negócios e mentora de empreendedores. Autora do livro Empreendedorismo para Leigos, atualmente é mestranda na FEA/USP. Desenvolve conteúdos, palestras e workshops sobre nova economia e comportamento empreendedor, realiza mentoria para empreendedores e faz consultoria para empresas e instituições de todo o país. Além disso, é autora do livro Empreendedorismo para Leigos e de uma série de e-books que ajudam o empreendedor a planejar e executar seu negócio por meio da inovação e colaboração. www.opulodogatoempreendedor.com.br

 

Brasil tem 57 mil mortes por ano associadas ao consumo de ultraprocessados

Levantamento feito pela Unifesp em parceria com USP, Fiocruz e Universidad de Santiago de Chile revela que número de óbitos chega a ultrapassar o total de homicídios no país


Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade de São Paulo (USP), da Fiocruz e da Universidad de Santiago de Chile realizaram um levantamento de dados que trazem grande preocupação com relação ao consumo de ultraprocessados. Somente no Brasil, estima-se que eles podem causar a morte prematura de 57 mil pessoas por ano, superando até mesmo o número de vítimas de homicídio no país. O estudo, divulgado no periódico American Journal of Preventive Medicine, teve como base dados de 2019, ano em que, de acordo com o Atlas da Violência, o país registrou 45,5 mil homicídios.

Foram chamadas de mortes prematuras as vidas perdidas de pessoas com idade entre 30 e 69 anos. Os ultraprocessados foram categorizados como formulações industriais produzidas com partes de alimentos e misturados com aditivos sintetizados em laboratórios, como conservantes e outros ingredientes. A lista de ultraprocessados contempla itens como alimentos congelados e embutidos (pizzas, salsichas e nuggets), além de refrigerantes, salgadinhos vendidos em pacote e outros carregados de sódio, açúcar e gordura saturada.

Para Leandro Rezende, professor do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp) e um dos autores do estudo, “o modelo de cálculo que permitiu chegar ao expressivo número de mortes levou em conta o crescente conjunto de pesquisas evidenciando cada vez mais a relação entre o consumo desses produtos e o aumento de peso e o maior risco de várias doenças, como diabetes, doenças cardiovasculares e câncer”.

Além da associação dos alimentos ultraprocessados com as doenças citadas, Rezende revela que o levantamento também ressalta o impacto desse consumo em outros aspectos ligados à saúde. “Eles apresentam baixo perfil nutricional, provocam alterações na microbiota intestinal e ampliam o risco de mecanismos inflamatórios, sem contar o fato de que seus processos químicos de produção podem ser acompanhados de neocontaminantes, sendo bastante prejudiciais para quem os consome”, explica Rezende.


Modelo de cálculo

Para se chegar no número estimado de mortes, os pesquisadores utilizaram como elementos do cálculo informações da última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), com informações de 2017 e 2018 acerca do percentual de participação dos alimentos ultraprocessados no total de calorias ingeridas, dados demográficos e de mortalidade para 2019. Também foram usados os dados de uma vasta pesquisa que revisou sistematicamente estudos sobre a associação entre o consumo de ultraprocessados e o aumento no risco de mortalidade geral, o que ajudou a chegar aos riscos relativos a cada faixa de consumo desse tipo de alimento.

Assim, em 2019, das mais de 540 mil mortes de pessoas entre 30 e 69 anos no país, os pesquisadores conseguiram estimar que 57 mil foram atribuíveis ao consumo de ultraprocessados, sendo a maior parte (60%) ocorrida entre homens e pessoas com idade entre 50 e 69 anos (68%).

O estudo calculou ainda a porcentagem de óbitos evitados caso os brasileiros diminuíssem o consumo de ultraprocessados. Se a redução fosse de 10%, 5,9 mil vidas seriam poupadas. Com 20% de redução, o país teria evitado 12 mil mortes e, com uma redução de 50%, seriam poupadas mais de 29 mil vidas.

Os números, de acordo com Leandro Rezende, trazem um alerta importante e urgente para a mudança no consumo de cada brasileiro. “Hoje, estima-se que no país, 19,7% do total de calorias ingeridas venha do consumo de alimentos ultraprocessados. Contudo, caso nada seja feito, essa porcentagem crescerá e poderemos chegar ao mesmo cenário dos Estados Unidos: mais de 50% do total de calorias ingeridas vêm de alimentos ultraprocessados. Trata-se de um tema de interesse nacional e que demanda sérias políticas públicas, de forma a frear esse tipo de consumo, mudar o comportamento alimentar do brasileiro e garantir, assim, mais saúde para a população brasileira”, conclui Rezende.


Pela primeira vez, inadimplência na capital paulista supera 1 milhão de lares


Em um ano, 240 mil novas famílias não pagaram dívidas na data de vencimento, aponta pesquisa da FecomercioSP
 

Pela primeira vez, desde o início da série histórica (agosto de 2010), o número de famílias com contas em atraso, na cidade de São Paulo, atingiu 1,03 milhão, em outubro. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), aponta que 25,5% dos lares têm dívidas em atraso na capital.

Em agosto, a taxa de lares inadimplentes foi de 24,8%, enquanto no mesmo período de 2021, este número era de 19,7%. Em números absolutos, isso representa aumento de 240 mil novos lares que não pagaram a dívida na data do vencimento nos últimos 12 meses.

Além da inadimplência, o endividamento cresceu em outubro. O índice atingiu recorde no mês, com 77% de famílias com algum tipo de dívidas – o que representa 3,096 milhões de grupos familiares. Em relação ao ano passado, foi registrado crescimento de 251 mil lares paulistanos que passaram a ter compromisso de crédito para quitar.

Mais uma vez, o cartão de crédito segue na ponta das principais dívidas (85,8% dos endividados), mesmo índice do mês anterior. Na segunda posição, o carnê, com 16,5%, seguido pelo financiamento de casa, com 12,4%.


 
Conjuntura

A PEIC mostra que a situação é mais desfavorável para as famílias que pertencem às faixas de renda mais baixas da população. Para as que ganham até 10 salários mínimos, foram registrados recordes de endividamento e inadimplência, respectivamente, de 80,6% e 31,5%.

Por outro lado, na faixa superior a 10 salários mínimos, o endividamento caiu pelo segundo mês e atingiu 66,5%, na cidade de São Paulo. O mesmo foi apontado quanto à inadimplência, que chegou a 10,6% dos lares deste grupo.

É importante frisar que as famílias de baixa renda apresentam dificuldades de renegociação de dívidas, uma vez que não contam com garantias ou proteções financeiras. Consequentemente, os juros são mais elevados, afetando a capacidade de consumo no dia a dia.

Por outro lado, o índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), também divulgado pela FecomercioSP, apontou crescimento de 5,5% – de 85,1 pontos, em setembro, para 89,8, em outubro. É o maior patamar desde abril de 2020.

Os cinco itens avaliados pelo indicador cresceram no período. Destaques para o nível de consumo atual, que registrou 7,4%, e a perspectiva de consumo, com variação positiva de 7,2%. As pontuações respectivas foram de 67,6 e 76,8.

O ICF destaca importantes sinais para a economia de São Paulo. Crescimentos foram constatados em ambas as faixas de renda pesquisadas: 6,2% para as famílias que ganham até 10 salários mínimos, e 3,8% para as que ganham acima deste valor. De acordo com o levantamento, se as condições econômicas dos lares estão melhorando, é possível concluir que o nível de inadimplência esteja no topo ou próximo a isso, pois as famílias terão melhores condições de pagar as dívidas em atraso.

Na mesma tendência do ICF, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cresceu 2,5%, em outubro: dos 111,5 pontos, em setembro, para os atuais 114,2 pontos. Isso mostra que os paulistanos estão menos pessimistas quanto às condições atuais da economia. O ICC, também divulgado pela Entidade, apontou elevação entre os perfis analisados por faixa de renda, sexo e idade. Os mais otimistas são os consumidores que ganham mais de 10 salários mínimos (124,7 pontos), homens (117,9 pontos) e abaixo de 35 anos (116,2 pontos).

As pesquisas da Federação apontam ainda que os dados são favoráveis e devem ajudar a retomada da economia de modo mais forte no futuro próximo. O mercado de trabalho mais aquecido, com geração mensal de empregos formais, e uma inflação recuada – agora com reflexos no principal grupo de consumo, os alimentos e bebidas – devem trazer uma recomposição do poder de compra das famílias. Assim, neste primeiro momento, as condições econômicas mais positivas devem ajudar a equilibrar as contas, a fim de que, em 2023, as famílias tenham mais força para contribuir para o ritmo de vendas do comércio.


 
Notas metodológicas

PEIC

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados aproximadamente 2,2 mil consumidores na capital paulista. Em 2010, houve uma reestruturação do questionário para compor a pesquisa nacional da Confederação Nacional do Comércio (CNC), e, por isso, a atual série deve ser comparada a partir de 2010.O objetivo da PEIC é diagnosticar os níveis tanto de endividamento quanto de inadimplência do consumidor. O endividamento é quando a família possui alguma dívida. Inadimplência é quando a dívida está em atraso. A pesquisa permite o acompanhamento dos principais tipos de dívida, do nível de comprometimento do comprador com as despesas e da percepção deste em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos, além de ter o detalhamento das informações por faixa de renda de dois grupos: renda inferior e acima dos dez salários mínimos.


ICF

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego Atual; Perspectiva Profissional; Renda Atual; Acesso ao Crédito; Nível de Consumo; Perspectiva de Consumo e Momento para Duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de cem pontos é considerado insatisfatório, e acima de cem pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias, assim como para as instituições financeiras.


 
ICC

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados com aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura. Esses dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, se apresenta como: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.
 


FecomercioSP

Black Friday se junta à Copa do Mundo em 2022; especialistas dão dicas para PMEs aproveitarem união das datas

Jogos do Mundial do Qatar podem ajudar a alavancar as vendas, mas é preciso se preparar e estar ao alcance do consumidor dentro e fora de casa, afirmam sócias da Jahe Marketing


A Black Friday se consolidou de vez no calendário brasileiro já há alguns anos. Em 2022, contudo, uma coincidência promete dar à data um tom especial: a Copa do Mundo acontece excepcionalmente no final do ano, entre 20 de novembro e 18 de dezembro. Isso porque as altíssimas temperaturas médias do país sede desta edição, o Qatar – muitas vezes acima dos 40° no meio do ano – forçaram a organização a postergar a data.  

Já a Black Friday 2022 acontecerá no dia 25 de novembro – apenas horas depois do primeiro jogo da seleção brasileira no Mundial, às 16h do dia 24, quando o time estreia contra a Sérvia. E o que uma coisa tem a ver com a outra? De acordo com as sócias da Jahe Marketing, Thaís Faccin e Satye Inatomi, a união das datas gera novas oportunidades de negócios para pequenas e médias empresas.  

“Para o varejo, eventos como a Copa do Mundo são um convite irresistível para criar promoções e atrair um público interessado em trocar a televisão da sala, ou criar um ambiente convidativo para assistir aos jogos com os amigos. Essas duas ideias em conjunto já seriam motivo para que o comércio estivesse com boas expectativas. Mas alguns números corroboram o otimismo”, diz Faccin. 

Uma pesquisa do Google/Ipsos de agosto de 2022 com foco no público brasileiro aponta que cerca de 70% dos entrevistados pretendem comprar nesta Black Friday. Além de ser uma margem considerável, constatou-se um aumento de 16 pontos percentuais em relação ao ano de 2021. Ainda de acordo com esse levantamento, as cinco categorias mais desejadas, em ordem de prioridade, são calçados, roupas, papelaria, eletrodomésticos e eletroportáteis.  

“Há espaço para que as empresas façam excelentes negócios na Black Friday da Copa. Mas é preciso que todos estejam alinhados para chegar ao sucesso. Isso quer dizer que não é apenas o marketing que deve dar atenção especial ao tema, mas todas as áreas da companhia, pois trata-se de uma operação comercial completa, que movimenta estoque, atendimento, logística, caixa e tudo que envolve a operação”, comenta Satye Inatomi. 

Então, como maximizar a visibilidade da sua marca e atrair mais clientes no ambiente de Black Friday junto à Copa do Mundo? Para a Jahe Marketing, essa temporada será marcada fortemente, também, pela influência do figital (físico+digital) ou phygital se for grafado em inglês, no comportamento dos consumidores.  

Não existem limites bem definidos para indicar o que é ou não figital. “O termo é utilizado para se referir à oferta da melhor experiência ao consumidor, lançando mão, para tanto, do melhor de cada um dos canais de vendas. E isso é, afinal, tudo o que a Black Friday 2022 deve ser”, diz Thaís Faccin. 

Ela explica que, em momento no qual muitas pessoas estarão fora de casa, acompanhando jogos com família e amigos, muitas compras serão feitas por aplicativos móveis, nos celulares, dando preferência a locais mais próximos de onde se está.  

“Ou seja, é impossível falar de varejo figital sem pensar na geolocalização do consumidor e na agilidade de entrega – como a facilidade de se buscar um eletrônico na loja física ou a rapidez para receber gelo e carvão para o churrasco depois dos jogos (muitos acontecerão do meio para o final da tarde).”  

Inatomi complementa que, considerando a grande concorrência para a data, deixar tudo para a última hora não é um bom negócio. “A Black Friday já há alguns anos também fez surgir a Black Week, e mais recentemente, o Black November. Ou seja, um mês inteiro de promoções e ofertas para atrair o consumidor”, afirma. “Assim, quem ainda não tem a estratégia pronta para surfar o movimento, precisa correr para não perder o bonde.” 

A seguir, as sócias da Jahe Marketing dão dicas para que as pequenas e médias empresas aperfeiçoem suas ofertas e atendimento para a data. Confira: 

Oportunidade de obter novos clientes - O período da Black Friday não é somente uma oportunidade de vender mais, mas também de obter novos clientes, que podem, então, ser fidelizados por uma boa experiência – inclusive para a próxima grande data do calendário, o Natal. Portanto, compreender bem a jornada de compra do seu consumidor é fundamental para melhorar a trajetória até a compra e deixá-lo satisfeito. 

Planeje os descontos de forma estratégica - Os consumidores estão procurando descontos que valham a pena. Antes de simplesmente cortar o preço pela metade, contudo, é preciso que as empresas avaliem seu estoque e descubram quais itens são mais estratégicos para sua promoção. Vale até oferecer um item menos procurado de forma gratuita, ou oferecer cupons de desconto em uma próxima compra.  

Criar senso de urgência é válido, mas evite excessos - O público estará mais inclinado a fechar negócio durante a Black Friday, mas apenas se os preços estiverem atraentes. Por isso, é interessante chamar a atenção para o fato de que os valores continuarão mais baixos somente por um período de tempo, e que é melhor aproveitar as promoções. Esse senso de urgência é válido, e muitas companhias indicam na página dos produtos quantos itens ainda estão disponíveis. É importante, porém, evitar excessos para o tiro não sair pela culatra, e acabar irritando os consumidores. Muitas mensagens ou abordagens sucessivas podem cansar os clientes potenciais.  

Não deixe de acompanhar a concorrência - Acompanhar o que os concorrentes estão fazendo em datas-chave do calendário é importante.. Visite as lojas, navegue nos sites, simule uma compra, conheça o atendimento. Conhecer os pontos fortes das outras lojas pode ajudar a empresa a identificar os seus – e também entender o que precisa ser melhorado. 

Aprenda com o passado - Uma estratégia bem-sucedida em anos anteriores não significa que não há nada que possa evoluir. Em um mercado que mudou muito nos últimos anos por conta da digitalização e os efeitos da pandemia, é natural que o negócio tenha transformado muitos processos em pouco tempo. Por isso, checar os indicadores para entender o que pode ser feito melhor, ou simplesmente abandonado por não funcionar, é essencial. Plataformas de CRM ou de mídia programática costumam gerar insights valiosos. As redes sociais também. 

 

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