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quinta-feira, 3 de novembro de 2022

ENPE Brasil, o maior encontro de pets especiais do país, promove conscientização contra o preconceito e incentiva a adoção


Realizado desde 2019, evento tem entre seus objetivos trazer visibilidade aos animais com deficiência e extinguir o abandono e as eutanásias desnecessárias
 

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil contabiliza cerca de 30 milhões de animais abandonados (sendo aproximadamente 20 milhões de cães e 10 milhões de gatos). Nas grandes metrópoles, para cada cinco habitantes há um cachorro (destes, 10% estão abandonados). Embora o abandono seja considerado uma das formas de maus-tratos a animais, e pode render pena de dois a cinco anos de detenção e proibição da guarda, muitos tutores desistem dos pets com necessidades especiais, sobretudo pela falta de informação sobre os cuidados necessários a esses bichinhos. Para trazer visibilidade aos animais com deficiência, ajudar seus tutores a trocarem experiências, produzir mais conscientização sobre a adoção especial, diminuir o preconceito e extinguir o abandono e as eutanásias desnecessárias, acontece desde 2019 o Encontro Nacional de Pets Especiais (ENPE Brasil), que chega à sua quarta edição com os objetivos de inclusão, disseminação de informações e incentivo à adoção dos pets com deficiência, que podem ter qualidade de vida. O evento acontece no dia 12 de novembro, a partir das 10h, no Cachorródromo, em São Paulo/SP. O valor de entrada por cão é de R$ 30,00 (incluso 2 pessoas) ou R$ 10,00 (pessoa sem cão ou acompanhante extra de um cão), e os bilhetes podem ser comprados no SYMPLA. 

De acordo com Mariana Oliveira, tutora de Olívia (uma golden retriever deficiente) e uma das criadoras do ENPE Brasil, o evento surgiu devido a uma necessidade comum. “O ENPE surgiu em 2019, num grupo de WhatsApp de amigas, todas tutoras de pets deficientes. Sentíamos a necessidade de divulgar informações sobre esses animais, que podem ter qualidade de vida e viver muito bem! Infelizmente, a maioria das pessoas ainda opta pela eutanásia quando o pet entra nessa condição e, muitas vezes, ela não é necessária. Por isso, buscamos fazer um evento que mostre a toda a sociedade que os pets com deficiência podem ser excelentes companheiros, trazendo alegria e amor aos lares que os adotarem”, afirma. 

O ENPE Brasil 2022 contará com o apoio dos projetos Rodinhas Para Todos, liderado por Mariana e que já doou 140 cadeirinhas de rodas para cães e gatos que precisam, e Cão de Rodinhas, que espalha informações com sua cartilha para os tutores, além de auxiliar os afilhados com as doações de fraldas que são arrecadadas durante o ano todo. “Esse ano finalmente estamos mais tranquilos diante da pandemia que vivemos, e queremos receber todos com carinho para poder levar nosso trabalho cada vez mais longe, inclusive ensinando àqueles que não têm pets com deficiência, já que qualquer um de nós pode passar por isso um dia”, afirma Mariana.

 

Evento terá atividades de lazer para os pets

A organização do evento espera receber este ano 500 participantes e mais de 200 cães. Os pets poderão participar de uma série de atividades, como desfile de fantasias (cujo tema será a Amazônia), Corrida Maluca e Caça ao Tesouro, além de se refrescar na piscina - o local conta com a maior piscina indoor do Brasil projetada especialmente para o lazer canino. Para os humanos, haverá um circuito de lojinhas com produtos para os pets e distribuição de brindes da Fórmula Natural.

 

Confira a programação completa do ENPE Brasil 2022:

  • 10h: Abertura do evento
  • 12h: Corrida Maluca
  • 14h: Desfile de Fantasias - tema Amazônia
  • 15h30: Caça ao Tesouro

 

Além das atividades programadas, os participantes do ENPE Brasil 2022 poderão conhecer os Embaixadores do projeto, que estarão presentes para incentivar a adoção dos pets deficientes e mostrar que cães com essa condição podem viver uma vida plena e feliz. Conheça um pouco de suas histórias (pela ordem da logo, a partir da esquerda):

 

José Bananinha | @jose_bananinha

José Bananinha sofreu um acidente que prejudicou seus joelhos traseiros. Após ser resgatado, sua nova tutora o ajudou a andar novamente plantando bananeira, ou seja, se apoiando nas patinhas da frente. Chama muito a atenção por onde passa, levando junto com sua tutora a sua história de superação.

 

Argos | @cao_de_rodinhas

Argos se tornou paraplégico após sofrer um atropelamento em que o motorista não parou para prestar socorro. Teve a coluna fraturada e, como sequela, acabou ficando paraplégico. Hoje ele é um cãozinho extremamente ativo, feliz e adaptado à nova condição. Desde 2018, é o mascote do projeto Cão de Rodinhas, e atua como cão terapeuta, visitando hospitais e escolas de pessoas com deficiência, levando a mensagem de amor e superação.



Olivia | @oliviagoldenespecial

Olívia caiu de uma laje com apenas 3 meses de vida. Os tutores optaram pela eutanásia, mas o veterinário responsável não fez o procedimento, e a encaminhou para o instituto Luísa Mell. Então, Mari (sua tutora) soube da história, se encantou com Olívia e a adotou.

 

Maya | @maya_especial

Maya foi matriz de canil praticamente a vida inteira, sempre enjaulada, tendo cada vez mais filhotes. Sua saúde decaía a olhos vistos: as patinhas viviam feridas, com fraturas expostas e machucados terríveis. Até que em 2016 ela foi resgatada, cuidada, passou por terapias e, finalmente, pôde correr livre. E feliz.

 

Dafne | @petmaninhas_e_ele

Dafne era um cão de rua quando foi atropelada. Foi resgatada pelo Instituto Luisa Mell e, ao ser adotada, mudou a vida de sua nova família, ensinando valores como gratidão, amizade e amor, levando alegria a todos.

 

Maju | @maju_specialshitzu

Maju foi descartada do canil onde nasceu por uma condição de nascença - a espinha bífida, que faz com que ela não mexa as patinhas de trás, tenha incontinência urinária e ande de um jeito diferente. Adotada por uma veterinária, tem uma vida extremamente feliz.

 

Quem não puder participar do evento presencialmente poderá enviar uma mensagem para o perfil do Instagram @enpebrasil e fazer a sua doação em forma de fraldas, tapetes higiênicos, lenços umedecidos, ração e outros produtos para pets, que serão destinados aos afilhados do ENPE Brasil.

 

ANOTE NA AGENDA!

ENCONTRO NACIONAL DE PETS ESPECIAIS - ENPE BRASIL 2022

Data: 12 de novembro, sábado, a partir das 10h

Local: Cachorródromo – Rua Francisco Duarte, 33 – Vila Guilherme – São Paulo/SP

Entrada: R$ 30 por cão (incluso 2 pessoas) ou R$ 10,00 (pessoa sem cão ou acompanhante extra de um cão)

Onde comprar: SYMPLA 

 

Sobre o ENPE

O Encontro Nacional de Pets Especiais (ENPE) é realizado anualmente desde 2019, e tem como objetivo trazer visibilidade aos animais com deficiência, ajudar tutores a trocarem experiências, produzir mais conscientização para a adoção especial, diminuir o preconceito e extinguir o abandono e as eutanásias desnecessárias. Para mais informações, acesse https://www.instagram.com/enpebrasil/.

 

ACISA e Singular promovem Cãominhada em Santo André

No próximo domingo, 6 de novembro, a partir das 9 horas, a ACISA – Associação Comercial e Industrial de Santo André e o Singular promoverão a 13ª edição da Cãominhada no Paço Municipal de Santo André. O evento também conta com a realização da Prefeitura Municipal da cidade, apoio da OAB Santo André, Semasa e Canil da Guarda Civil Municipal de São Caetano do Sul e patrocínio do My Pet Memo e Sicoob União Sudeste.  

De acordo com os organizadores, será uma manhã de muitas atividades para toda a família, com caminhada com os animais no entorno do paço, show de agility, presença dos cães da Guarda Municipal de São Caetano, feira de adoção animal, Brindes, Gincanas, Desfile de cães adotados, e as atrações do Domingo no Paço. 

Nesse dia, também haverá orientações veterinárias e sobre posse responsável, além de arrecadação de ração animal para o Fundo Social de Solidariedade de Santo André. E, quem tiver interesse em adotar um animal, deverá ter idade acima de 18 anos e levar um documento de identificação. 

Sobre a ACISA: possui mais de 4 mil associados e está localizada na Avenida XV de Novembro, 442 – Centro – Santo André, com estacionamento próprio. Sua diretoria é formada por empresários que doam parte de seu tempo para ajudar e trabalhar em prol do associativismo, para o bem comum da classe empresarial e também para manter a saúde financeira da entidade. 

Sobre o Singular: com unidades em Santo André, São Bernardo do Campo e em São Caetano do sul, a rede de ensino oferece aulas da educação infantil ao ensino médio e também cursinho preparatório para os vestibulares

 

Ciência: TV ligada não traz benefício ao seu cão – e pode potencializar sua ansiedade

Pixabay
Geneticista explica como funciona o cérebro dos peludos diante de um vídeo e recomenda trocar a TV por algo que estimule o olfato do animal 


Ao deixar o cão sozinho em casa, é comum o dono manter a televisão ligada, com imagens e sons a todo vapor. Mas, segundo a Ciência, além de não trazer benefício a ele, isso pode, ainda, potencializar a sua ansiedade.

 

De acordo com Camilli Chamone, geneticista, consultora em bem-estar e comportamento canino, editora de todas as mídias sociais "Seu Buldogue Francês" e, também, criadora da metodologia neuro compatível de educação para cães no Brasil, os peludos não enxergam as imagens da televisão como nós, humanos.

 

"A visão de um humano capta um vídeo na frequência de 60 hertz. Para o cachorro, essa frequência teria que ser 80 hertz. Então, na verdade, o que ele enxerga é um monte de imagens ao mesmo tempo e que não formam um vídeo contínuo – é como se fossem fotos sobrepostas, passando em uma supervelocidade", explica a geneticista.

 

Assim, esse estímulo visual intenso pode aumentar a sua ansiedade. "Ao ser bombardeado com todas essas imagens, ocorre, no cérebro do cão, uma hiper estimulação visual, que gera a liberação de um neurotransmissor chamado noradrenalina – ela, por sua vez, produz hiper estimulação do sistema nervoso central. Isso deixa o peludo ainda mais agitado, com comportamentos hiperativos (como latir demais, destruir objetos, se lamber de forma compulsiva ou dar corridas malucas pela casa, especialmente ao final do dia) e dificuldade para relaxar", exemplifica a geneticista.

 

Essa hiper estimulação, ao produzir aceleração mental, atrapalha o foco e a concentração. Por isso, ainda que o cachorro demonstre "interação" com a TV (mexer as orelhas ou a cabeça para um lado, levantar, arregalar os olhos, latir, abanar o rabo, etc), isso não significa diversão.

 

Assim, ver TV é uma necessidade humana, e não do cachorro. Do ponto de vista cognitivo, os cães são muito pouco desenvolvidos, quando comparados a nós – então, por exemplo, se olham a sua própria imagem refletida no espelho, não conseguem compreender que são eles próprios. "Com a tela, é a mesma lógica – ele não entende que há, ali, imagens fictícias, podendo, inclusive, enxergar aquilo como uma situação de risco, dependendo do cenário", alerta Chamone.

 

Para nós, pessoas, maratonar uma série pode ser legal e relaxante, mas os cães não fazem a mesma associação. "Não existe benefício cientificamente comprovado de colocar o cachorro 'assistindo' televisão. Por isso, é fundamental respeitar essa espécie tão linda e diferente que trouxemos para casa", recomenda a geneticista.


 

Estímulo positivo: farejar, farejar, farejar


Em vez de ligar a TV, uma forma simples de estimular o cachorro positivamente é deixá-lo farejar, um comportamento natural para ele e que envolve o olfato, seu principal sentido.

 

"O dono pode enriquecer o ambiente ao esconder petiscos pela casa, por exemplo, colocando o olfato do peludo para trabalhar. Ao contrário da hiper estimulação visual, a estimulação olfativa produz relaxamento do sistema nervoso central. Se você quer um cachorro calmo, estimule o olfato, e não a visão", assegura Chamone. 

E finaliza: "Quando sair sem o cachorro, substitua as telas por uma atividade dentro de casa que dê a ele a oportunidade de farejar. E, sempre que possível, troque a tarde na TV por um passeio no parque, com muita natureza e cheiros diferentes – corpos e mentes (de cachorros e de humanos) agradecem".

 

Quatro dicas para cuidar da higiene oral dos pets

No Dia Nacional da Saúde Bucal, veterinária lembra que cuidados preventivos refletem na saúde geral dos animais

 

A doença periodontal é uma das enfermidades mais frequentes entre cães e gatos e os danos vão muito além do mau hálito. Assim como nos humanos, a falta de higiene bucal pode causar doenças orais, complicações sistêmicas, comprometimento das funções biológicas e agravamento de outras enfermidades já instaladas. Por isso, o cuidado rotineiro e o acompanhamento veterinário regular são essenciais.

Segundo a médica veterinária da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Franciele Fraiz, estudos de caso da rotina clínica indicam que as doenças periodontais afetam mais de 80% dos pets adultos, impactando dentes, gengiva, osso, cemento e ligamento periodontal. “Além do processo inflamatório das doenças bucais ser dolorido para os pets, enquanto o organismo do animal trabalha para combater a infecção, são produzidas substâncias denominadas imunocomplexos, que se instalam nos rins, aumentando as chances do desenvolvimento de doenças renais. A inflamação gerada no local permite que as bactérias entrem na corrente sanguínea e se instalem em outros órgãos, causando ou agravando doenças como a bronquite, a artrite e a endocardite”, revela a veterinária. Por isso, algumas dicas são fundamentais.


Escovação sim, preguiça não

A escovação dos dentes deve ser feita diariamente ou, ao menos, três vezes por semana para evitar o acúmulo do biofilme bacteriano, uma placa que se forma na gengiva cerca de 24 a 32 horas após a ingestão de alimentos. São essas bactérias que formarão os cálculos dentários, ou tártaro, como são popularmente conhecidos, e a doença periodontal.

Para que os pets aceitem a escovação dentária com tranquilidade, o ideal é acostumá-los desde filhotes. As primeiras tentativas podem ser feitas com uma gaze umedecida ou com dedeiras, até que o pet se acostume. Depois a escova dental, adequada ao tamanho do pet, pode ser introduzida à rotina. Para os pets que não foram acostumados desde filhotes, a dica é vincular a higienização bucal a recompensas positivas, assim o pet passa a associar o momento da escovação com passeios, brincadeiras, elogios ou carinhos e, consequentemente, consegue tolerar a higienização com mais tranquilidade.


Nem tudo o que é bom para nós, é bom para eles

Os pets devem compartilhar do hábito de escovar os dentes, mas não dos nossos cremes dentais. O flúor e o xilitol na quantidade contida nas pastas de dentes para humanos são tóxicos para os animais e podem provocar dores abdominais, náuseas, vômitos, letargia, danos no fígado e, até mesmo, convulsões. Enxaguantes bucais para humanos e outros produtos como bicarbonato de sódio e peróxido de hidrogênio também são proibidos para os pets. “Existem cremes dentais específicos para pets que, além de serem seguros para eles, podem ser manipulados com sabores atrativos, como frango, bacon, banana, entre outros”, recomenda a veterinária.


Ajudinha extra

Petiscos com componentes que auxiliam na higiene bucal, brinquedos que estimulam a mordedura, spray e espumas bucais com ativos para higiene e prevenção do mau hálito são alguns aliados para o dia a dia. “Na manipulação veterinária é possível preparar mousses, filme oral e lenços umedecidos com fármacos adequados para cada pet e com o sabor de preferência dele, porém, devem ser utilizados de forma complementar à escovação, pois somente ela é capaz de fazer a remoção dos resíduos alimentares e biofilmes bacterianos depositados diariamente na superfície dos dentes e gengiva”, aponta Franciele.


Tratamento e acompanhamento veterinário

Cuidar da saúde bucal dos animais é tão importante quanto a vacinação e o controle de ectoparasitas. O exame clínico realizado periodicamente é essencial, pois os sinais iniciais da doença periodontal são discretos e o tutor pode demorar a perceber que algo não vai bem.

Quando a placa bacteriana está instalada é necessária a realização de um procedimento cirúrgico para retirada da placa, restauração da profundidade da gengiva e extração dos dentes comprometidos. Os cuidados diários com os pets que passam pelo procedimento continuam os mesmos. “A remoção cirúrgica vai corrigir os danos causados anteriormente, mas o acúmulo de biofilme bacteriano acontece diariamente. E vale lembrar que a rotina de higiene bucal não anula a necessidade de visitas regulares ao veterinário e nem a possibilidade de uma nova intervenção, pois alguns pets têm maior tendência à formação de placa bacteriana e doenças periodontais”, finaliza a veterinária.

 

 DrogaVET

www.amoranimalcaramelo.com.br

 

Chuva e aumento de temperaturas podem favorecer a proliferação de pulgas no ambiente

 Veterinária da Boehringer Ingelheim explica a relação entre a mudança de estações e o ciclo de vida de um dos parasitas mais comuns em cães e gatos

 

A partir do início da primavera, no final de setembro, entramos em uma época propícia para a proliferação de pulgas. Com as temperaturas subindo e as chuvas aumentando, o ciclo de vida destes parasitas fica mais acelerado e os casulos, que podiam estar “dormentes”, encontram condições adequadas para eclodir e liberar novas pulgas que infestam o ambiente. 

“Cada pulga pode depositar até 2 mil ovos durante a vida. Estes ovos caem no ambiente onde liberam as larvas que amadurecem e formam casulos chamados de pupas, onde a pulga jovem fica protegida e amadurece. Em condições adversas, tais como clima mais frio e seco ou ausência de hospedeiro, as pupas ficam viáveis por vários meses no ambiente esperando pela hora certa de eclodir”, explica a Dra. Karin Botteon, veterinária e gerente técnica de Boehringer Ingelheim. “O ambiente mais propício para a proliferação varia em temperaturas entre 25 e 30 °C e umidade de cerca de 85%, exatamente o que experienciamos na maior parte do país em épocas de final e início de ano.” 

É importante estar atento à presença de ectoparasitas em ambientes que favorecem sua multiplicação, mas isso não significa que eles não sejam encontrados durante todo o ano, principalmente em um país de clima tropical como o Brasil. Alguns dos principais sinais em animais com infestação pelo parasita são, além da coceira, a presença de pontinhos pretos no pelo que se parecem com uma areia fina ou borra de café — os dejetos das pulgas —, além de pontinhos brancos minúsculos, quase invisíveis a olho nu, no chão, caminhas ou móveis onde os animais costumam ficar — esses são os ovos, que são postos no animal e escorregam do pelo espalhando-se pelo ambiente. 

A Dra. Karin destaca que a espécie mais comum de pulgas, chamada de Ctenocephalides felis, acomete igualmente cães e gatos, e embora não seja comum que as pulgas pulem de um animal para outro em casas com mais de um pet, sua capacidade reprodutiva é muito alta e infesta o ambiente rapidamente. Assim, novas pulgas eclodidas logo procuram novos hospedeiros para se alimentar, infestando todos os animais da casa. “Em espaços onde convivem seres humanos e animais, elas habitualmente vão preferir os bichinhos: eles têm o sangue mais quente que nós”, continua. “Entretanto, um dos modos de identificar a presença dos parasitas no ambiente está nas picadas que eles deixam nos humanos, que pode ocorrer principalmente em casos de infestações severas. Com coceira intensa e vermelhidão, elas geralmente se localizam onde pegamos nos animais, como no colo ou, se você dorme com os pets na cama, nas pernas e tornozelos. Mais um exemplo que mostra como nossa saúde está interligada à de nossos animais.” 

Os animais podem ser expostos a pulgas e carrapatos em diversos locais, como parques, passeios nas ruas, hotéis para animais de estimação, pet shops e até mesmo em casa. Locais com diversos pets são mais propícios a infestações de parasitas, porém, nós também podemos trazê-los de fora para dentro das nossas casas através de sapatos, bolsas, ou até mesmo no corpo. 

“Os parasitas podem causar impactos que vão além da coceira na saúde dos nossos animais”, alerta Karin. “Além do incômodo causado, a presença desses insetos nos cães e gatos pode causar diversas doenças. Alguns exemplos são a DAPE, que é a dermatite alérgica à picada de ectoparasitas, a transmissão de verminose, e a anemia principalmente em filhotes muito jovens.” 

Nesse campo, e considerando os riscos à saúde, vale a máxima “melhor prevenir do que remediar”. Por isso, é fundamental que haja um tratamento contínuo de combate a ectoparasitas nos animais de companhia, assim como manter o ambiente em que eles vivem, normalmente dentro de casa com os familiares, devidamente desinfetado. Dessa forma, tanto o animal quanto o ambiente familiar ficam livres desses parasitas. 

Existem hoje diversos produtos recomendados para pets que auxiliam no controle de pulgas e carrapatos. Esses produtos os eliminam rapidamente e o tratamento adequado e contínuo com tais soluções podem auxiliar a eliminá-los também do ambiente. É imprescindível que todos os animais da casa façam tratamentos simultâneos e que produtos específicos para ambiente sejam também utilizados. 

Uma marca bastante reconhecida pelos tutores é o Frontline®, de administração mensal. São três produtos diferentes, dois na forma de pipeta e um em spray, para cães e gatos. O spray pode ser utilizado em pets a partir de 2 dias de vida e uma das pipetas, o Frontline® Plus, ainda contém o (S-)metopreno que auxilia no controle ambiental pois elimina ovos e larvas das pulgas, quebrando seu ciclo de desenvolvimento. Lucas Iguchi, gerente da marca Frontline® no Brasil, explica: “Nossos ectoparasiticidas matam as pulgas e carrapatos por meio da ação no sistema nervoso destes parasitas. O produto fica depositado na camada de gordura da pele e nas glândulas sebáceas do pet, sendo redistribuído continuamente pela pele. Uma vez que os parasitas entram em contato com este ativo, eles sofrem seu efeito e morrem.” 

Os medicamentos fazem efeito exclusivamente nos parasitas de forma rápida e efetiva, e assim novas infestações não se instalam. Com o tratamento apropriado do ambiente, gradativamente as pulgas também vão desaparecendo do espaço. Tomando esses cuidados, a casa inteira fica mais saudável, e asseguramos a segurança dos nossos pets para uma primavera e verão floridos, ensolarados e sem coceira e doenças.

 

Boehringer Ingelheim Saúde Animal

 

Mitos e verdades sobre o gato preto


No mês do Halloween, histórias de que os gatos pretos são propagadores do azar, voltam durante essa temporada. Esse mito surgiu por volta do período da Idade Média, quando algumas pessoas acreditavam que os animais eram bruxas transformadas em gatos. Por isso, cruzar caminhos era má sorte na certa. 

Existem muitas lendas que podem trazer uma interpretação errada sobre esses pets apenas pela cor de sua pelagem, fazendo com que algumas pessoas tenham atitudes com base em pura fantasia. Ter um pet também significa cuidar da saúde e do bem-estar dele da melhor forma possível, para uma vida longa e mais saudável. 

Para acabar de vez com essas lendas, a Mars Pet Care reuniu alguns mitos e verdades sobre o tema.

 

Gatos pretos trazem má sorte 

Mito! Por questões de folclore e crenças antigas, os gatos pretos tiveram essa fama imposta sobre eles, porém, os tutores se consideram sortudos por terem seus gatinhos pretos e isso não é novidade.

 

Gatos pretos são inteiramente pretos e possuem olhos verdes 

Mito! Quando olhamos para imagens reproduzidas dos gatos pretos, vemos o pelo totalmente escuro, mas se olharmos para sua pelagem, principalmente quando tiver luz solar, é possível perceber partes marrons. Geralmente essa característica depende da genética do gato e da quantidade de melanina em sua pelagem. Além disso, a melanina também contribui para que os olhos desses felinos sejam amarelados ou dourados, não necessariamente verde.

 

A maioria dos abrigos suspende adoção de gatos pretos em outubro 

Verdade! Com os estereótipos que rondam os gatos pretos, não é surpresa que alguns abrigos decidem suspender em outubro o processo de adoção desses felinos, por medo de pessoas mal-intencionadas. Apesar disso, a conscientização por meio de uma abordagem proativa e educacional faz parte do dia a dia dos abrigos, que orientam os possíveis tutores para conhecê-los e educá-los sobre a guarda responsável.


Conviver com gatos é sinônimo de felicidade 

Verdade! Já é comprovado cientificamente que a convivência com gatos traz muitos benefícios para o ser humano, entre eles diminuição do estresse, depressão e ansiedade, menor risco de doenças do coração, melhora da imunidade, aumento da expectativa de vida, melhor qualidade do sono, ajuda no desenvolvimento mental de crianças etc. 

É fundamental criar condições ideais para um gato feliz, bem socializado, bem-comportado, que enriqueça a vida da família e da sociedade, reduzindo riscos de abandono e maus-tratos, independentemente da cor de sua pelagem. Isso inclui um compromisso de tempo e de orçamento, de acompanhamento Médico-Veterinário e de alimentação correta, com precisão nutricional personalizada para cada fase do animal. O ambiente deve ser apropriado desde a chegada do gatinho, para que tenha oportunidades de se desenvolver, conhecer o lar, seu espaço e se sentir seguro junto ao tutor, tudo para criação do vínculo e redução do abandono de animais.


 

Mars

 

Tubarões-tigre que interagem com turistas são maiores e têm níveis mais altos de hormônios, mostra estudo

Os tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier) que usam mais as áreas de mergulho normalmente são maiores, com níveis mais altos de ácidos graxos ômega-3 e de hormônios em comparação com tubarões-tigres de outras áreas (foto: Neil Hammerschlag) 

 

 Tiger Beach, ou praia dos tigres, nas Bahamas, é conhecida pela beleza paradisíaca e por habitantes que poderiam espantar qualquer um de suas águas, mas acabam sendo as maiores atrações do turismo de mergulho praticado ali: os tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier).

As águas cristalinas e rasas, com 5 metros de profundidade em média, favorecem a visualização dos animais. Mas o fornecimento de alimentos pelas operadoras de turismo locais, como carcaças de peixe, é o que garante a presença dos predadores, que podem ultrapassar 3 metros de comprimento.

Um grupo de cientistas do Brasil e dos Estados Unidos, que inclui pesquisadores apoiados pela FAPESP, descobriu que as fêmeas de tubarão-tigre que visitam essas áreas com frequência são maiores e têm níveis hormonais mais altos do que de outros indivíduos da mesma espécie que passam menos tempo nesses locais.

O estudo foi publicado na revista Animal Behaviour e ajuda a compreender os possíveis impactos dessa prática para os tubarões, além de ser o primeiro a descrever a influência da condição fisiológica no comportamento e na tomada de decisão em tubarões.

“Essas áreas são dominadas por fêmeas de grande porte. Algumas, inclusive, grávidas. De modo geral, os níveis de hormônios eram mais altos naquelas que estavam em locais onde ocorre o fornecimento de alimento do que nas ‘tigresas’ que não interagem tanto com mergulhadores. Além disso, as primeiras possuem uma condição nutricional melhor, com mais ômega-3 no sangue”, conta Bianca Rangel, que realizou o trabalho como parte de seu doutorado no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP) com bolsa da FAPESP.

Em outro trabalho, a equipe já havia demonstrado que tubarões-lixa (Ginglymostoma cirratum) que vivem em áreas urbanas apresentam níveis mais elevados de gorduras saturadas e hormônios (leia mais em: agencia.fapesp.br/38557/).

“Não podemos dizer se o turismo está ou não prejudicando esse grupo, pois não tínhamos como fazer as coletas de material para os testes antes e depois da interação com os turistas, o que seria ideal. No entanto, agora temos um corpo de evidências que vai ajudar em avaliações futuras”, complementa Renata Guimarães Moreira, professora do IB-USP apoiada pela Fundação e orientadora do estudo.


Tubarões monitorados

Diferenciar os tubarões que passam mais tempo pelas áreas de turismo daqueles que frequentam outros perímetros foi possível graças a um trabalho de monitoramento realizado desde 2011 na Flórida e nas Bahamas sob coordenação de Neil Hammerschlag, professor da Universidade de Miami que também assina o trabalho.

Os pesquisadores norte-americanos capturaram 33 animais ao norte do arquipélago das Bahamas entre 2013 e 2014, fizeram a identificação do sexo (todas fêmeas), além de medir o comprimento e verificar se estavam grávidas, usando um aparelho de ultrassonografia. Além disso, coletaram amostras de sangue, que ficaram congeladas até serem analisadas.

Antes de liberar os animais, foram implantados sob a pele dos tubarões pequenos transmissores acústicos. Graças a isso, cinco receptores afixados no leito do mar captavam a presença dos animais a cada vez que se aproximavam. Apenas 22 tubarões foram detectados e analisados no estudo.

Com os dados de uso do espaço, coletados durante 90 dias, foi possível estabelecer os animais que passavam mais tempo em áreas onde não ocorre o mergulho e aqueles que ficavam onde é ofertado alimento para que possam interagir com os turistas.

“As fêmeas de grande porte dominam as áreas onde há o mergulho, enquanto as juvenis, de porte menor, ficam de fora. Isso mostra uma dominância por parte dessas predadoras, que provavelmente encontraram vantagens em estar nesses territórios e conseguem se impor perante as menores”, explica Rangel.

Um reflexo do uso do território na fisiologia das “tigresas” – como são carinhosamente chamadas as fêmeas de tubarões-tigre pelos pesquisadores – está na alimentação. Seu conteúdo pode ser medido pela concentração de ácidos graxos, as gorduras de diferentes tipos, e nos isótopos estáveis, que indicam em que degrau da cadeia alimentar estão os alimentos consumidos pela quantidade de nitrogênio acumulada.

Alimentadas com carcaças de garoupas e outros peixes gordurosos, as “tigresas” das áreas de mergulho tiveram valores mais altos de ácidos graxos do tipo ômega-3 e de isótopos de nitrogênio do que aquelas que passaram menos tempo nesse território.

A diferença entre as frequentadoras das áreas de mergulho e as outras fêmeas foi visível ainda na concentração de hormônios, no caso, valores médios de testosterona (três vezes maior), estradiol (quatro vezes superior) e corticosteroides (16,4 vezes mais).

“Não sabemos se esses hormônios estão mais elevados porque elas estão reunidas com muitos outros tubarões e acabam aumentando os hormônios para ter um comportamento social de dominância, talvez mais agressivo. Outra hipótese é que, por conta do estágio de vida, estejam prontas para se reproduzir e isso pode elevar o nível desses hormônios. Com as juvenis, que ainda não se reproduzem, esses hormônios seriam naturalmente mais baixos”, aponta Moreira.

Ainda que o estudo não seja conclusivo sobre as razões das alterações fisiológicas, ele ressalta a importância de se considerar a fase de vida, os hormônios e a condição nutricional dos tubarões para avaliar os impactos do mergulho na alimentação.

O artigo Physiological state predicts space use of sharks at a tourism provisioning site pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0003347222001865

 

André Julião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/tubaroes-tigre-que-interagem-com-turistas-sao-maiores-e-tem-niveis-mais-altos-de-hormonios-mostra-estudo/39940/


Avião Solidário da LATAM transporta gratuitamente do Pará para São Paulo ariranha ameaçada de extinção

 Transporte tem como objetivo a reprodução do animal no Aquário de São Paulo para contribuir com o aumento da população da espécie 

Somente em 2022, programa da LATAM focado em Valor Compartilhado transportou mais de 130 animais silvestres no Brasil

 

Caroço no Aquário de São Paulo (Crédito: Divulgação)

A LATAM, por meio de seu Avião Solidário - programa que já beneficiou mais de 130 milhões de pessoas e 4.600 animais na última década - realizou na última sexta-feira (28/10) o transporte gratuito de uma ariranha (Pteronura brasiliensis), maior espécie de lontra do mundo, entre Marabá (PA) e São Paulo (SP).

 

O indivíduo, batizado de Caroço, foi transportado de Marabá para São Paulo/Congonhas nos voos LA3511 e LA4517, e chegou ao destino às 22h15 (hora local). A instituição de origem do animal é o BioParque Vale Amazônia, localizado na Floresta Nacional de Carajás, município de Parauapebas, no sudeste do Pará. Caroço foi resgatado em setembro de 2020 pelo Instituto Natureza do Tocantins Naturatins e encaminhado à instituição paraense no mesmo mês, ainda muito filhote e em período de amamentação, onde recebeu os cuidados necessários para o seu crescimento. Agora, segue para a capital paulista, com o objetivo de reproduzir com uma ariranha fêmea que já se encontra no Aquário de São Paulo. O pareamento é recomendado pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e faz parte do programa de manejo ex-situ de espécies ameaçadas juntamente com a AZAB (Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil) para a conservação da espécie Pteronura brasiliensis, lontra gigante classificada como ameaçada de extinção.


Para este tipo de transporte, a LATAM Cargo, empresa de transporte de cargas do Grupo LATAM, utiliza toda a sua experiência logística e conectividade no Brasil. Os animais são transportados com todo cuidado e segurança, com parte do porão de cargas da aeronave reservado exclusivamente para esta operação, onde uma posição é destinada para o acondicionamento da espécie, sempre visando seu conforto e redução do estresse causado pela viagem.


Cinomose: fisioterapia é tratamento indicado para dificuldades locomotoras

Com alta taxa de mortalidade, doença pode deixar sequelas neurológicas

 

A cinomose, doença canina que pode deixar sequelas irreparáveis em cães, é causada pelo vírus CDV, transmitido pelo ar e/ou por contato de secreções de outros animais contaminados. A melhor maneira de prevenir a doença é por meio da vacinação recorrente (uma vez ao ano) e cuidados constantes com a higiene do cão e o local onde ele vive. Apesar de estar muito relacionada ao frio, pela característica do vírus de se manter em ambientes com menos calor, a doença não tem dia ou hora marcada para aparecer e a atenção à aparição de qualquer sintoma é fundamental. 

De acordo com a Dra. Jennifer Hummel, médica veterinária e fundadora da Mundo à Parte, maior rede de franquias de fisioterapia pet do mundo, existe uma alta taxa de mortalidade ocasionada pela doença, mas que é possível contorná-la com o diagnóstico precoce. “Muitas vezes, o sistema nervoso do cão é atingido e acarreta em problemas como paralisia, convulsões e até mesmo o coma. Porém, é possível tratar os problemas locomotores com fisioterapia e tratamentos adequados".  

Quem passou pelo drama da paralisia foi a Loira, uma SRD diagnosticada precocemente em dezembro de 2021. Sua tutora,  a estudante de medicina veterinária, Ana Julia Laplaca, conta que mesmo descobrindo a doença cedo, houve muitas dificuldades ao longo do tratamento. “O quadro neurológico piorou e, em janeiro de 2022, ela perdeu a movimentação das patas traseiras e depois ela acabou perdendo a força dos membros posteriores, devido à atrofia muscular, causada pela pouca movimentação”.

Preocupada com a situação de Loira e dedicada para melhorar a condição da cachorrinha, Ana Julia foi à unidade Jacareí da Mundo à Parte, onde encontrou a veterinária Dra. Edilene Cristina M. Silva, que cuidou do tratamento do pet. “Nós utilizamos uma combinação de técnicas que envolveu desde magnetoterapia à acupuntura, além de sessões de cineseoterapia", diz a especialista.

A melhora no quadro de Loira não demorou a aparecer. "Logo nas primeiras sessões, percebemos que ela tinha voltado a ter, pelo menos, um pouco de sensibilidade nas patas. Com seis sessões ela conseguia se manter em pé, mesmo que sem andar, o que consideramos um avanço muito grande”, conta Dra. Edilene.

Conforme as sessões aconteciam, aumentava também a esperança e a recuperação de Loira. Ana Júlia conta que, com nove sessões, a cachorrinha começou a dar seus primeiros passos e, mesmo desajeitados, já representavam um progresso muito significativo. “Depois disso, ela só melhorou. Hoje, ela tem sequelas mínimas, que não a impedem de correr, brincar de ter uma vida animal”, conta a tutora aliviada e feliz com o desfecho da história.

 

Cachorro e gato: confira dicas para facilitar a convivência entre eles

Divulgação
Para quem gosta desses animais e deseja vê-los juntos, é importante fazer a adaptação adequada para conquistar a harmonia entre eles

 

Se você gosta de pets e está pensando em ter cachorro e gato ao mesmo tempo, pode estar um tanto inseguro. Afinal, a inimizade entre esses dois peludos é famosa e, muitas vezes, a convivência pode ser um desafio. Contudo, tomando os devidos cuidados, é possível ter uma família com pets de personalidades diferentes. A falta de sintonia entre cães e gatos é retratada de forma recorrente em inúmeros filmes e desenhos infantis que os mostram como eternos inimigos. Mas será que essa história é realmente verdade? Para a Dra. Nicole Cherobim, médica veterinária da EcoCão Espaço Pet, primeira franquia dedicada ao bem-estar animal, não existe rixa entre os dois: "Paciência e bom senso é fundamental na socialização”, explica. 

Segundo a especialista, o processo de domesticação modificou bastante o comportamento desses  amigos. Muitos cãezinhos possuem atitudes amigáveis com os gatos. Os bigodudos, por sua vez, às vezes se sentem confortáveis ao lado dos cachorros. Tudo depende da personalidade e do estilo de criação do pet, como relata a veterinária: “Existe  algo individual que faz com que alguns animais se dêem melhor com uns do que com outros. Mais ou menos como acontece com humanos quando naturalmente nos afeiçoamos mais a algumas pessoas do que a outras”, diz. 

Para promover a amizade entre os dois, é considerável que o gato e o cachorro se conheçam antes para que a convivência seja harmoniosa no futuro. “De uma forma geral, quanto mais você socializa seu animal com passeios na rua ou em parques, mais facilmente aceitará amizades”, avalia a veterinária.

Cachorros e gatos têm comportamentos e personalidades diferentes. Entretanto, sempre trazem alegria, diversão e muito amor para os lares. Por isso, uma tutoria responsável envolve cuidado, carinho e atenção. “Para que eles se respeitem é importante o tempo. Em primeiro lugar, o tutor pode mantê-los em ambientes separados da casa, sem contato visual, mas de forma que um possa sentir o cheiro e ouvir o outro. Após algumas semanas, é indicada a troca de olhares e só então o contato físico, tudo monitorado pelo tutor. Essa técnica costuma funcionar e os animais passam a conviver bem”, recomenda a profissional.

Se as tentativas não estiverem ajudando na amizade entre eles, o tutor pode buscar auxílio profissional. “O especialista vai avaliar e conduzir a situação da melhor forma possível, levando em consideração o comportamento de ambos e a condição ambiental e da família. Alguns pets podem precisar de um adestramento completo, que vai identificar suas inseguranças e trabalhar para que se sinta mais confortável”, conclui Nicole.  

 

EcoCão Espaço Pet

https://ecocaoespacopetbrasil.com.br/


Suplementação e performance para cavalos: investir na saúde animal pode aumentar qualidade de vida e performance equina

Veterinária alerta para a importância do cuidado com a nutrição animal; mercado vem apontando crescimento na área 

 

16,5 bilhões por ano. Essa é a estimativa que a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo (Esalq/SP) traz de movimentação anual da equinocultura. Ainda segundo a instituição, a atividade de criação de cavalos vem gerando uma média de 3,2 milhões de empregos, o que coloca o Brasil na posição de terceiro no ranking mundial na criação de cavalos. Mas esse setor não está restrito à compra, venda e criação de animais. A nutrição de cavalos, por exemplo, cada vez mais vem ganhando espaço no mercado. É o que mostra um levantamento realizado pela Organnact, empresa que pesquisa e desenvolve suplementação animal, que percebeu que nos dois últimos anos as vendas de suplementos para cavalos tiveram um crescimento de 40,6%.

Mas, afinal, o que é suplementação para cavalos e qual a importância dela? A veterinária Regina Lima, que trabalha com equinos há quase duas décadas e coordena a equipe de promotores da Organnact explica que a suplementação para esses animais compreende o uso de vitaminas, minerais, aminoácidos, probióticos, prebióticos e diversos outros que auxiliam na manutenção da saúde dos cavalos, independentemente se o cavalo é utilizado para passeios, exposições, esportes, ou qualquer outra área. “O ideal é suplementar de maneira personalizada. Hoje, é possível garantir uma melhor performance para cavalos atletas, por exemplo, de acordo com o que ele necessita. Sempre recomendamos que médicos veterinários façam o acompanhamento desses animais para que seja possível introduzir a suplementação mais adequada. Isso pode ajudar muito na saúde do animal”, conta a médica.

Entre os principais benefícios desta prática estão a correção de deficiências nutricionais e a possibilidade de potencializar o crescimento, a performance e vários outros objetivos de cada uma das fases da vida do animal. “Por exemplo, o uso de pro e prebióticos ajudam a organizar e manter a microbiota intestinal equilibrada, fazendo com que a absorção dos nutrientes da dieta sejam melhor absorvidas, além de evitar que o cavalo tenha cólicas, laminites, diarreias e outras doenças”, conta Regina.

Hoje é possível encontra a suplementação em forma líquida e em pasta, que deve ser aplicada diretamente na boca do animal para evitar desperdícios, mas também é possível encontrar suplementação em formato de pó, que pode ser administrado junto à ração. “É importante manter o hábito da suplementação. Isso traz retornos muito positivos para a saúde animal. Hoje existem linhas, por exemplo, que estimulam o desenvolvimento e a manutenção da massa muscular em cavalos atletas capazes de elevar a performance muscular desse animal, assim como existe suplementação adequada para animais de mais idade, que precisam de mais cuidados”, finaliza a veterinária.

 

 Organnact

www.organnact.com.br

 

Doença do Carrapato: a importância da detecção de Igm e IgG

As hemoparasitoses que acometem os cães são muito comuns no Brasil, principalmente porque as características climáticas, como as altas temperaturas e a umidade elevada, favorecem a proliferação dos carrapatos, principais vetores de hemoparasitas como a Babesia e Ehrlichia. Além da transmissão através do vetor, outra forma de contágio por estes patógenos pode ocorrer via transfusão de sangue. Fundamentais em acidentes graves, cirurgias complexas e transplantes de órgãos, o sangue utilizado para a transfusão deve ser obrigatoriamente testado para evitar infecções por hemoparasitas.   

A babesiose e a erliquiose são doenças com grande impacto para a saúde dos cães. Os sinais clínicos observados em cães acometidos muitas vezes são inespecíficos, e incluem apatia, falta de apetite, anemia e depressão. Considerando a dificuldade de identificar o agente causador da doença para realizar o tratamento adequado e efetivo, muitas vezes faz-se necessária a utilização de ferramentas complementares para o diagnóstico.


O diagnóstico da babesiose e erliquiose pode ser feito pela detecção direta destes patógenos através de esfregaço sanguíneo periférico (como de ponta de orelha). Esta técnica é utilizada principalmente na rotina clínica, mas sabidamente possui baixa sensibilidade, e por isso a não detecção do patógeno na amostra não permite assegurar a ausência da infecção. Por outro lado, a sorologia baseada em ensaios imunoenzimáticos (Elisa), possuem alta precisão na identificação dos animais infectados, possibilitando ainda diferenciar a ocorrência de infecções recentes e tardias pela detecção de anticorpos de classe IgM e IgG, respectivamente.


A Bioclin Vet é a única empresa que fabrica e comercializa kits licenciados no Ministério da Agricultura para o diagnóstico de Ehrlichia canis e Babesia canis para detecção de IgM, o lançamento Vetlisa Erliquiose IgM e o recém lançado Vetlisa Babesia IgM. A utilização destas ferramentas exclusivas, permitem ao médico veterinário:


-Detectar infecções recente destes patógenos (até 21 dias após a infecção), pela detecção de anticorpos de classe IgM


-Diferenciar da ocorrência de infecções tardias, pela detecção de anticorpos de classe IgG


-Diagnosticar a permanência de resposta imunológica residual utilizando os kits Vetlisa Erliquiose IgG e o Vetlisa Babesia IgG


-Realizar o diagnóstico diferencial da babesiose e/ou erliquiose que clinicamente apresentam sinais muito inespecíficos.

 

 

Bioclin Vet

www.bioclin.com.br

 

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