Pesquisar no Blog

quinta-feira, 10 de março de 2022

Por que pais novatos tem mais chances de desenvolver problemas na coluna?

Neurocirurgião revela que mudanças de hábitos podem acarretar o problema


 Especialista dá dicas de prevenção

 

A chegada de um filho é sempre um momento muito especial e, naturalmente, vem acompanhado de novas sensações e mudanças significativas na rotina de toda a família. Essas transformações começam a surgir já no período da gestação, em que os desafios estão relacionados à saúde da mulher e do bebê.

 

Normalmente, os primeiros anos de vida de um filho exigem mais atenção. É comum que os pais estejam na maior parte do tempo com a criança no colo, prática que pode ocasionar ou até acentuar eventuais problemas de coluna. Nesse período, as dores aparecem devido à sobrecarga na região lombar e cervical, podendo desencadear doenças como a lombalgia e a cervicalgia – com o risco de se agravar à medida que o bebê cresce e fica mais pesado.

 

“É muito comum eu receber pais e mães com problema de coluna. Precisa de um foco grande na prevenção desse problema. De repente, os pais param de dormir, de se alimentar direito, abandonam as atividades físicas e ficam cansados por carregar o bebê no colo por muito tempo, inclusive de madrugada”, afirma o Dr. Marcelo Amato, médico neurocirurgião, especialista em endoscopia de coluna e cirurgia minimamente invasiva da coluna.

 

Nesses casos o tratamento pode variar desde a prevenção até indicação de cirurgia, em situações mais graves. Segundo Dr. Marcelo Amato, a principal prevenção é conseguir ajuda, especialmente mães e pais solteiros, já que os cuidados com um bebê ou uma criança pequena são intensos, e é muito difícil realizar sozinho sem que a saúde física e mental do pai ou mãe não sofra graves consequências.

 

“Também é importante que os pais mantenham, dentro das possibilidades, hábitos de vida saudáveis, como sono, nutrição e atividades físicas habituais. Além disso, atentar para a postura ao carregar o filho no colo, ao dar banho, ao amamentar, ao retirar a criança do berço e assim por diante… como são movimentos que não eram realizados antes, precisa-se de aprendizado para não os realizar de forma incorreta que machuque a coluna”, explica o especialista.

 

Hérnias de discos são comuns nesses grupos, e, de fato, em alguns casos, pode ser necessário tratamento cirúrgico, especialmente quando há comprometimento neurológico como perda de força ou de sensibilidade em um membro. “Felizmente, a endoscopia de coluna revolucionou o tratamento cirúrgico e é capaz de devolver a qualidade de vida ao paciente de forma rápida, com máxima preservação das estruturas sadias da coluna”, finaliza Dr. Amato.

 

 

Dr. Marcelo Amato - Graduado pela USP Ribeirão Preto e doutor pela USP São Paulo, o médico neurocirurgião Marcelo Amato é especialista em endoscopia de coluna e cirurgia minimamente invasiva de crânio e coluna. Doutor em neurocirurgia pela Universidade de São Paulo (FMRP-USP). Especialista em neurocirurgia pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Associação Médica Brasileira (AMB). Neurocirurgião referência do Hospital de Força Aérea de São Paulo (HFASP) desde 2010. Possui publicações nacionais e internacionais sobre endoscopia de coluna, neurocirurgia pediátrica, tumores cerebrais, cavernomas, cistos cerebrais, técnicas minimamente invasivas, entre outros. É diretor do Centro Cirúrgico do Amato – Hospital Dia.


 www.neurocirurgia.com

https://www.instagram.com/dr.marceloamato/

http://bit.ly/MarceloAmato

 

Dificuldade de enxergar é 50% maior na mulher


Levantamento mostra que a COVID-19 diminui o acompanhamento oftalmológico no Brasil. Mulheres se cuidam mais. Entenda.

 

Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acende o sinal de alerta para a saúde ocular da população feminina. Isso porque, aponta que a grande dificuldade de enxergar e a perda da visão é 50% maior entre elas. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier de Campinas, a pesquisa confirma um levantamento que realizou no hospital há alguns anos. Para ele, a maior dificuldade de enxergar da mulher é um efeito cascata das constantes oscilações hormonais que aumentam a produção de radicais livres nos olhos, e de doenças sistêmicas, como a diabetes e hipertensão, mais prevalentes entre elas.

 

Erros de refração mais frequentes na mulher

A boa notícia é que a mulher valoriza mais a saúde ocular. Levantamento do oftalmologista em 2,1 mil prontuários do hospital, revela que desde o início da pandemia o acompanhamento oftalmológico foi 30% mais regular entre as 1,2 mil mulheres do grupo, do que entre os 800 homens. A má notícia, é que a COVID-19 aumentou a irregularidade do acompanhamento oftalmológicos de 65% para 75% entre os que têm alguma dificuldade para enxergar.

Para Queiroz Neto, o maior cuidado da mulher com a visão está associado ao perfil psicológico da população feminina e à sinalização de alterações como a miopia, dificuldade de enxergar à distância, que é 20% maior entre elas, por passarem mais tempo trabalhando no computador ou realizando atividades próximas .

 “O maior contato dos olhos com a evaporação de produtos de limpeza, cosméticos e maquiagem na região dos olhos também estimula processos alérgicos entre elas” salienta. Isso faz com que tenham 15% mais astigmatismo.  “De tanto esfregar ou coçar os olhos, a córnea, lente externa do olho, fica irregular e forma múltiplos focos sobre a retina, deixando a visão desfocada para perto e longe”, explica.

 

Correção

O oftalmologista afirma que a miopia, o astigmatismo e a hipermetropia, dificuldade de enxergar próximo, podem ser corrigidos com óculos ou lente de contato. Muitas não se adaptam bem às lentes de contato e gostariam de dizer adeus aos óculos. Uma em cada 2 passam a maior parte do tempo sem os óculos de grau por vaidade. Por isso, elas respondem por 2/3 das cirurgias refrativas, inclusive durante a pandemia que registrou uma queda de 7,5% nos procedimentos. Para Queiroz Neto o número das cirurgias só não é maior no Brasil porque parte da população tem medo de operar. É claro, pondera, que todo procedimento tem risco e com a refrativa não é diferente. O maior perigo da operação é contaminar a córnea. O especialista destaca que a contaminação ocorre em 0,24% das refrativas realizadas no mundo. Uma meta-análise feita nos EUA mostra que o uso de lente de contato por um ano contamina 3 vezes mais e em 5 anos a contaminação é 7 vezes maior.

 

A cirurgia

Queiroz Neto ressalta que a refrativa para corrigir miopia, hipermetropia e astigmatismo é um dos procedimentos que mais agregou tecnologia nos últimos anos. Existem 4 técnicas distintas e todas são boas. A mais adequada depende do estilo de vida, espessura da córnea, intensidade do erro de refração e expectativa de cada paciente. São elas:

Implante de lente para correção de altos erros de refração – É reversível e consiste no implante de uma lente entre a íris e o cristalino sem a retirada do cristalino.  Possibilita a correção de até 20 de miopia, 10 de hipermetropia e 6 de astigmatismo.

Smile - De precisão nanométrica é a cirurgia inteiramente a laser, do corte à modelagem da córnea, afirma. Por isso, permite recuperação mais rápida, melhor cicatrização e mais conforto pós-operatório. O cirurgião explica que o  laser é aplicado ponto a ponto e retira  menos 20% do tecido. Por isso, a cirurgia pode ser feita em córneas mais finas. 

Lasik - Queiroz Neto esclarece que é feito um corte manual na camada externa da córnea, para corrigir a refração através da aplicação do laser na camada intermediária e finalizar com a recolocação da lamela recortada no mesmo lugar.

PRK - É um procedimento mais traumático em que o laser elimina as células do epitélio, camada externa da córnea para modelar seu formato com pulsos de luz. O PRK tem recuperação mais lenta, mas como todas as outras técnicas, é indolor. Isso porque, independente da técnica toda cirurgia é feita com colírio anestésico.

 

Olho seco

Queiroz Neto afirma que ficar com o olho seco logo após a cirurgia é normal. Isso acontece porque o laser altera a distribuição da lágrima na superfície do olho. Para evitar o desconforto todo paciente já sai da cirurgia com um frasco de colírio lubrificante, explica.  Entre 1 a 3 meses os olhos estão completamente recuperados, independente da técnica. Não quer dizer que nunca mais fiquem ressecados, mas se isso acontecer é necessário fazer uma avaliação completa da lubrificação dos olhos. “Hoje o diagnóstico e tratamento são automatizados e permitem ao paciente visualizar a melhora do filme lacrimal e aderir ao tratamento”, diz. Quem está cansado de usar colírio pode voltar a sentir conforto nos olhos com apenas três sessões de luz pulsada.

Se você pensa em se livrar dos óculos precisa ter mais de 21 anos e estar com o grau estabilizado há um ano. Gestação que faz a refração ficar instável, olho seco, glaucoma, córnea fina e alterações na retina são contraindicações. Por isso, precisa passar por uma bateria completa de exames e torcer para poder fazer a cirurgia, conclui.


Março Amarelo acende alerta para a endometriose

No mês dedicado às mulheres os indicadores da doença chamam atenção: cerca de 8 milhões de brasileiras convivem com este diagnóstico, segundo o Ministério da Saúde


 

Na internet e nas redes sociais uma rápida busca pela palavra “endometriose” encaminha o leitor a centenas de páginas e grupos de apoio às mulheres que convivem com a doença, como a jornalista Cecília Mantovan, que em 2022 completa sete anos de diagnóstico. 


Ceci, como é chamada pelo mais íntimos, relembra a jornada de idas e vindas por clínicas e laboratórios até detectar o motivo de tanta dor. “Tinha 34 anos quando minha ginecologista me pediu uma bateria de exames médicos para entender a causa do meu sofrimento e fui diagnosticada com endometriose e adenomiose. Até então, eu tinha apenas ouvido falar dessas doenças, mas não conhecia causas e consequências”, explica. 


Hoje, com 41 anos, a jornalista, explica que para se livrar dos momentos de tormento, precisou interromper o ciclo menstrual e adotar um novo estilo de vida. “Quando recebi o diagnóstico, comecei a fazer suplementação hormonal, para bloquear a menstruação, mas a minha vida só melhorou quando em 2019 iniciei o tratamento com uma equipe multidisciplinar e mudei totalmente minha rotina. Meus hábitos alimentares ficaram mais saudáveis e comecei a me dedicar à atividade física. Não posso dizer que os dias de sofrimento acabaram, mas melhoraram significativamente”. 

O caso de Ceci se confunde com o das mais de 8 milhões de pacientes que, segundo dados do Ministério da Saúde, enfrentam a endometriose. A preocupação com a alta incidência de diagnósticos provocou uma data para destacar o tema: 13 de março, Dia Nacional de Luta Contra a Endometriose. 

Doença crônica que afeta mulheres em idade reprodutiva, ela geralmente é diagnosticada em mulheres com idade entre 25 e 35 anos. “É uma doença que impacta diretamente as funcionalidades do aparelho reprodutor feminino, caracterizada pela presença de tecido endometrial (tecido que reveste internamente o útero) fora do útero da paciente e pode variar em diversos níveis de gravidade”, explica o médico ginecologista e obstetra Wanderley Prestes, do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica. 


O especialista alerta que a evolução da medicina permite listar diversos níveis da doença, como a endometriose no ovário, a endometriose superficial da doença, e até mesmo a endometriose profunda, que afeta outros órgãos como o intestino. “Esse universo de possibilidades é o que nos leva à necessidade de uma bateria de exames para que tenhamos o diagnóstico preciso e correto, para assim indicar o tratamento mais adequado, de forma planejada e individualizada”. 


Mesmo ainda sem cura definitiva, o médico explica que há diversos tratamentos que podem contribuir para melhorar a jornada das pacientes. “Por isso, campanhas como esta são cada vez mais pertinentes e urgentes. A doença não tem cura, mas tem tratamento e a partir de iniciativas assim, que lançam luz aos cuidados preventivos, podemos alertar a população sobre a endometriose. O resultado disso é o impacto positivo no bem-estar e na qualidade de vida das pacientes”, esclarece. 


Diagnóstico precoce e preciso: aliados do tratamento correto 


Sem causas estabelecidas, a doença é associada a fatores genéticos, questões hormonais, problemas com fluxo do período menstrual e até problemas no sistema imunológico. O médico explica ainda que há casos em que uma paciente com quadro mais avançado apresenta sintomas leves ou até mesmo nenhum sintoma, o que pode prejudicar a busca pelo tratamento. “Isso é muito grave. Um diagnóstico tardio pode comprometer seriamente a saúde da paciente e o quadro pode ser irreversível.” 


“Quando se trata de saúde, informação nunca é demais. Neste mês dedicado às mulheres, nada mais importante do que mostrar como a rotina de cuidados e prevenção com a saúde íntima é preciosa, para que elas entendam a complexidade desta doença e como podem ter acesso ao diagnóstico seguro, rápido e preciso.” Os sintomas vão desde uma cólica mais intensa, dor para evacuar ou urinar, dor crônica na região pélvica, dor durante a relação sexual e dificuldade para engravidar. 


O avanço da medicina permite cada vez mais diagnósticos seguros da doença. “A tecnologia, sem dúvida, é uma grande aliada nesta jornada. Hoje, temos ferramentas e equipamentos inovadores, de alta performance e resolução, que nos fornecem laudos a partir de exames como a ressonância magnética da pelve e a laparoscopia diagnóstica. A doença também pode ser identificada a partir de um exame de ultrassonografia transvaginal e exame de sangue. O médico pode solicitar, por exemplo, um CA 125 (marcador que está presente no sangue e é indicado na dosagem), que ajuda a avaliar a exposição da paciente ao risco de desenvolver câncer, algum tipo de tumor ou cisto no ovário e endometriose, por exemplo." 


“O mais importante é proporcionar procedimentos minimamente invasivos e entregar laudos precisos e corretos para tratar cada caso de acordo com o estágio da doença e outros fatores, como a idade da paciente e o nível dos sintomas”, conclui o especialista.



 

Grupo Sabin

Alameda Rio Negro 967 (3º andar – sala 303)

Rua Presidente Castelo Branco, nº 66 (Centro – Osasco).

Telefone: (11) 4195 – 1679.

 

Descontrole do diabetes é uma das causas mais frequentes da doença renal crônica

Acúmulo de açúcar no sangue pode comprometer órgãos como os rins e acarretar diferentes doenças   


Conhecidos por serem os filtros do nosso corpo, os rins são vitais e possuem uma data especial para lembrarmos de cuidar deles e garantirmos seu funcionamento pleno: o Dia Mundial do Rim. Celebrado em 10 de março, a data alerta, principalmente, para o combate à doença renal crônica (DRC) e seus fatores de risco, como hipertensão, obesidade e diabetes.

“O alto nível de açúcar no organismo faz com que os rins filtrem mais sangue que o habitual, gerando uma sobrecarga que acarreta, entre outros, a eliminação incorreta de proteínas por meio da urina”, explica o Dr. João Eduardo Salles, professor adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes.
  

E não é à toa que a combinação dessas doenças (Diabetes e Doença Renal) preocupa os especialistas. Segundo a última edição do Atlas da Federação Internacional Diabetes, publicado em dezembro de 2021, há mais de meio bilhão de pessoas com o diagnóstico de Diabetes em todo o mundo e 44% desses pacientes desenvolvem a doença renal crônica. Por isso a importância de os pacientes com Diabetes cuidarem não só dos níveis de glicose do sangue, mas pensarem também na saúde dos rins.

Considerada uma epidemia pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, estima-se que a DRC atinja um em cada dez adultos no mundo e aproximadamente 10 milhões de pessoas no Brasil. A enfermidade caracteriza--se pela lesão irreversível nos rins, que tem como estágio final a falência renal, quando esses órgãos perdem a capacidade de efetuar funções básicas como regular a água do organismo e eliminar toxinas. 

Mas essa e outras complicações podem (e devem!) ser evitadas por meio da adoção de um estilo de vida saudável o quanto antes, além da prática de exercícios físicos regularmente, controle adequado da pressão arterial e dos níveis de açúcar no sangue. 

De acordo com um estudo feito pela Universidade de Michigan, publicado pelo The Lancet em maio de 2021, apenas um em cada 10 pacientes com Diagnóstico e que vivem em países de baixa e média renda estava recebendo tratamento adequado para o diabetes. “O tratamento inadequado do Diabetes é um dos maiores vilões no combate às complicações relacionadas à doença, como a DRC. No Brasil, país com um sistema público de saúde, é essencial que diferentes tipos de tratamentos estejam disponíveis para a população em prol de um combate efetivo à doença”, aponta o Dr. Salles. 

Além do controle dos índices glicêmicos por meio da boa alimentação e do uso correto das medicações, o especialista explica que a realização do teste de albumina na urina e de creatinina no sangue devem ser inseridos no check-up anual dos pacientes com diabetes, a fim de promover o diagnóstico precoce da DRC. “Trata-se de uma condição silenciosa, sem sintomas físicos ou sinais claros de alerta, por isso é importante ficar de olho nestas taxas que ajudam a identificar a performance renal”, conta.

 

 AstraZeneca

www. astrazenecacom .br

Instagram @astrazenecabr.

 

Referências: 
Atlas IDF 10ª ed. 2021 

SBPC - Brasil tem 10 milhões de pessoas com disfunção renal: http:// www. sbpcorgb r/noticias-e-comunicacao/brasil-tem-10-milhoes-de-pessoas-com-disfuncao-renal/ 

Fundação Pró-Renal Brasil -- Diabetes, um mal SILENCIOSO!:https:// www. pro-renalorgbr/2020/11/14/diabetes-um-mal-silencioso/ 

Sociedade Brasileira de Nefrologia - Doença Renal Crônica: diagnóstico e prevenção:https:// www. sbnorgbr/noticias/single/news/doenca-renal-cronica-diagnostico-e-prevencao/ 

Sociedade Brasileira de Nefrologia - Dia Mundial do Rim 2022: https :// www sbnorgb r/dia-mundial-do-rim/dia-mundial-do-rim-2022/ 

Senado JusBrasil -- Doença Renal Crônica é epidêmica, diz Sociedade Brasileira de Nefrologia: http s:// senadojusbrasilcombr /noticias/820456222/doenca-renal-cronica-e-epidemica-diz-sociedade-brasileira-de-nefrologia 

Sociedade Brasileira de Pediatria - Dia Mundial do Rim: SBP e SBN publicam documento sobre doença renal crônica: https: //w ww. sbp com .br /imprensa/detalhe/nid/dia-mundial-do-rim-sbd-e-srn-publicam-documento-sobre-doenca-renal-cronica/ 

The Lancet: http s:/ / www. thelanc et. com/j ournals/lanhl/article/PIIS2666-7568(21)00089-1/fulltext 

Faz Bem -- Campanhas: https :// www. programafaz bem combr / campanhas 

Instagram Faz Bem - Doenças Renais Crônicas e Covid 19: https://www.i nstagram. com/p/CQi2rVFBGdx/?utm_source=ig_web_copy_link 

Clínica de doenças renais de Brasília - Qual a relação entre diabetes e doença renal crônica?:https ://cdrb.c om .br/conteudo-saude-dos-rins/relacao-entre-diabetes-e-doenca-renal-cronica/  

Unifesp - Reflexões sobre a história da Nefrologia e um alerta sobre a Doença Renal Crônica: https ://s p.unifesp.br/epe/dasse/noticias/11-03-dia-mundial-do-rim-reflexoes-sobre-a-historia-da-nefrologia-e-um-alerta-sobre-a-doenca-renal-cronica 

Biblioteca Virtual em Saúde: MINISTÉRIO DA SAÚDE - Insuficiência renal crônica: https:// bvsms .saude .gov .br/insuficiencia-renal-cronica/  


Obesidade: processo de emagrecimento depende de várias etapas

Bariátrica só deve ser indicada após dois anos de tentativas clínicas

 

Paciente deve estar com peso estabilizado até dois anos após bariátrica para fazer cirurgia plástica reparadora


Dados recentes da pesquisa Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção: Tendências Recentes do Vigitel, realizada pelo Instituto de Estudos e Políticas de Saúde (IEPS), apontam que entre 2019 e 2020 foi registrado um aumento no consumo de álcool de 18,8% para 20,9%. Houve também um crescimento, no mesmo período, de pessoas que não praticavam atividade física, que passou de 13,9% para 14,9%. Com isso, a obesidade, uma das doenças crônicas mais prevalentes no mundo, registrou alta de 20,3% para 21,5%. 

 

O processo de emagrecimento envolve vários fatores que estão, em geral, todos associados à Medicina do Estilo de Vida. Então, um bom manejo da alimentação, com mudanças reais de hábitos alimentares, o combate ao sedentarismo, ou seja, iniciar uma atividade física de forma regular, manejo do estresse, melhora da qualidade do sono, evitar tabaco e álcool e relacionamentos saudáveis também podem interferir para a perda de peso.

 

A endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato explica que a obesidade, por ser uma doença crônica e de difícil controle, tem uma série de repercussões negativas para a saúde do indivíduo, inclusive com a diminuição da expectativa de vida. “Usar medicamentos é uma forma adequada de tratar a obesidade, os medicamentos ajudam o paciente na melhora do estilo de vida. A pessoa que usa medicação, orientada por um especialista, não deve ser vista como um fracassado ou com falta de força de vontade”, comenta a médica.

 

Cirurgia bariátrica – Está indicada para os casos de obesidade grau 2, aquela com Índice de Massa Corpórea (IMC) >35 e <40, quando associada a comorbidades relacionadas à obesidade, inclusive psíquicas como é o caso da depressão, mas também diabetes, apneia do sono, osteoartrose, hipertensão, ou na obesidade grau 3, quando o IMC é = ou > que 40, mesmo que sem comorbidades, o que é raro. “Lembrando que, em geral, a cirurgia bariátrica deve ser indicada após dois anos de tratamento clínico sem sucesso”, explica Dra. Lorena.

 

Cirurgia reparadora - Após uma grande perda de peso, o que acontece depois da cirurgia bariátrica, a flacidez de pele é algo quase inevitável. Nesses casos, a cirurgia plástica pode ser indicada para reconstruir o dano causado pelo excesso de pele, trazendo dignidade para o paciente ex-obeso.

 

O Dr. Fernando Amato, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), explica que o excesso de tecido que fica após o emagrecimento de uma pessoa que tinha obesidade, por exemplo, pode causar outras doenças, entre elas dermatite e infecção de repetição, principalmente, no abdômen. “o excesso de pele pode estar relacionado a piora da autoestima e qualidade de vida”, salienta o especialista.

 

A cirurgia plástica reparadora, por não ser considerada uma questão estética, mas também de prevenção para outras doenças, pode ter cobertura pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelos planos de saúde, principalmente, para dermolipectomia abdominal em pacientes com abdômen em avental. As demais cirurgias, mesmo que em caráter reparador, podem ser difíceis de conseguir, e, muitas vezes, acabam sendo judicializadas. São procedimentos que ainda precisam de uma atenção maior dos órgãos regulatórios para ajudar esses pacientes

 

“Existem vários tipos de cirurgias que estão indicadas para a retirada de excesso de pele, entre eles a abdominoplastia, cruroplastia, braquioplastia, mamoplastia, lipoaspiração, lifting facial, torsoplastia e gluteoplastia”, conta o médico, que ainda faz o alerta: “A indicação é individualizada, ou seja, depende da análise do especialista e das condições de saúde do paciente”.

 

Após a realização da cirurgia bariátrica é preciso que o paciente fique com o peso estabilizado de seis meses a dois anos para, só então, fazer o procedimento de retirada do excesso de pele. O tratamento da obesidade é feito por uma equipe multidisciplinar e reúne psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, endocrinologista, psiquiatra, gastrocirurgião e cirurgião plástico.

 

 

Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM) e endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria. É doutora pela USP e professora na Universidade Nove de Julho.

https://endocrino.pro/

www.amato.com.br

https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/

 

Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

https://plastico.pro/

www.amato.com.br

 https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/


10 milhões de pessoas sofrem com insuficiência renal crônica no Brasil

Freepik
Embora irreversível, a doença pode ser tratada com diversas terapias para controle das manifestações e de outras patologias associadas. Especialistas afirmam que o problema também pode ser evitado, a começar por mudanças simples de hábitos


A insuficiência renal crônica é a doença que atesta a incapacidade progressiva e irreversível do funcionamento dos rins, provocada por comorbidades, como diabetes mellitus, hipertensão arterial, hepatites, lúpus e outras patologias próprias dos órgãos. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia mostram que 10 milhões de brasileiros sofrem com a lesão renal, sendo os homens os mais acometidos.

Em boa parte dos casos, os pacientes são assintomáticos -- fator que dificulta o diagnóstico e, consequentemente, o tratamento. “A pessoa pode passar a notar os primeiros sintomas quando a doença já estiver num estágio avançado, no momento em que os rins estiverem bastante comprometidos. Por isso é importante ter atenção às alterações do corpo, como náuseas ou vômitos constantes, falta de apetite e até o emagrecimento involuntário”, alerta a nefrologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE) Dra. Sandra Laranja.

Embora seja uma doença grave, a disfunção renal crônica conta com diversas terapias para controle do problema, que consiste no que os especialistas chamam de tratamento conservador -- acompanhamento médico para monitorar a evolução dessa e de outras patologias associadas, a fim de postergar a necessidade de procedimentos mais complexos -- além de hemodiálise, diálise peritoneal e transplante dos rins.

Para a médica, a identificação tardia da insuficiência renal crônica evidencia a importância de preveni-la, já que o rim é responsável, entre outras funções, por depurar as impurezas e toxinas do corpo, evitando inchaços e outras doenças. O órgão é capaz ainda de produzir hormônios naturais e vitaminas essenciais para o funcionamento do organismo, além de regular minerais importantes para a saúde óssea.

A especialista afirma que a maneira correta de evitar a doença é tratar corretamente as enfermidades preexistentes, realizar periodicamente exames de sangue, creatinina e urina, fazer exercícios físicos e, principalmente, manter hábitos saudáveis, como uma boa alimentação, o controle de peso e do consumo de álcool, cigarro e outros.



Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo – Iamspe


Março Amarelo: é possível conviver com a endometriose?

 Campanha do Hospital Felício Rocho alerta sobre tratamento da endometriose, doença sem cura, mas possível de convivência

 

Cada mês com sua cor. As campanhas de conscientização usam de um universo colorido para chamar a atenção e conscientizar as pessoas acerca de doenças e males que de certa forma afetam o bem-estar e saem em contrapartida a uma vida saudável. Em março, a cor é o amarelo, e a campanha de conscientização alerta sobre a endometriose, doença crônica que ocorre quando o tecido que reveste a parte interna do útero, o endométrio, cresce fora do órgão.

Dados confirmados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) certificaram que ao menos 10% da população feminina brasileira apresentou endometriose ao longo de 2021. Especialmente as pacientes que se encontram na faixa etária entre 25 e 35 anos. Cólicas intensas, desconfortos e, com o passar do tempo, dificuldade para engravidar são alguns dos sintomas.

No Hospital Felício Rocho, o Núcleo Integrado de Pesquisa e Tratamento da Endometriose (NIPTE), coordenado pelo ginecologista Dr João Oscar lançou nesse ano a campanha “Vivendo bem com a Endometriose”, como parte das ações do Março Amarelo.  O objetivo é mostrar ao público que, apesar de não possuir uma cura, mulheres acometidas podem viver uma vida saudável e conviver bem com a doença desde que sigam o tratamento adequado.

Conforme o médico, o melhor caminho para lidar com a doença é seguir as recomendações clínicas e manter uma rotina adequada. “O tratamento mais comum é o bloqueio das funções ovarianas, através do uso contínuo de medicação hormonal específica, impedindo a produção do estrogênio, um hormônio que está associado ao crescimento de lesões de endometriose. Em casos mais graves pode ser realizada a remoção cirúrgica das lesões da paciente”, explica.

Mais do que um tratamento adequado, o médico também indica que, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as perspectivas futuras. “É muito importante seja feito o diagnóstico precoce, diagnóstico esse que exigirá muitas vezes uma equipe multidisciplinar. Nós do NIPTE estamos preparados para oferecer todo o suporte as nossas pacientes com tratamentos clínicos e cirúrgicos, usufruindo dos maiores recursos tecnológicos, como a cirurgia robótica”.

O médico do Hospital Felício Rocho, ainda ressalta o quanto é importante o cuidado. “Gostaríamos da atenção de todos nesse momento, aproveitando essa oportunidade desta campanha para que lembrem de que dor na mulher deve ser algo valorizado. Sentir dor, em especial dor repetida, progressiva e que atrapalha o seu dia a dia deve levar a procura de um especialista. Estaremos sempre aqui à disposição para discutir as questões, esclarecer dúvidas e oferecer sempre o melhor tratamento para nossos pacientes’, completa o coordenador.


Sobrepeso e obesidade: qual a diferença?

Os casos de sobrepeso e obesidade tem aumentado em uma velocidade assustadora e precisamos conversar sobre o assunto, como se prevenir, quais são os fatores de risco e mais. Muito ligado a hábitos alimentares e ao sedentarismo, tanto o sobrepeso quanto a obesidade podem trazer consequências sérias para a nossa saúde.  

Os dados mais recentes da pesquisa do IBGE de 2019 mostram que uma em cada quatro pessoas com mais de 18 anos no Brasil está com obesidade, o equivalente a 41 milhões de pessoas. O sobrepeso chega a atingir cerca de 96 milhões de pessoas, mais de 60% da população, sendo a maioria delas mulheres.  

Nunca foi tão importante saber como descobrir se seu peso está saudável, os riscos do acúmulo de gordura, formas de prevenir e muito mais. Ficou intrigado? Veja a seguir alguns pontos importantes que devem ser observados pelos pacientes:

 

O que é sobrepeso e obesidade? 

O sobrepeso e a obesidade dizem respeito à condição em que há acúmulo excessivo de gordura corporal, o que irá diferenciar um do outro será especialmente o nível deste excesso. No caso de ter sobrepeso, isso significa que a pessoa pesa mais do que o considerado saudável para a sua idade, gênero e altura.  

Já a obesidade é quando a gordura corporal está em um nível mais alto. Esta quantidade de gordura pode ser medida pelo IMC (Índice de Massa Corporal). No caso de o resultado estar entre 25 e 29,9 é considerado sobrepeso, já acima de 30 passa a ser considerado obesidade.

 

Quais são os riscos? 

Embora tanto o sobrepeso quanto a obesidade possam ter consequências na saúde, a obesidade traz ainda mais riscos. Algumas das doenças associadas que podem se desenvolver são:

  • Apneia do sono;
  • Acidente vascular cerebral;
  • Problemas de fertilidade;
  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes;
  • Dislipidemias;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Cálculo biliar;
  • Aterosclerose;
  • Câncer;
  • Doenças pulmonares;
  • Problemas ortopédicos;
  • Gota;
  • Entre outros.

 

Como posso saber se meu peso é saudável? 

A principal forma de saber se você está com o peso considerado saudável, sobrepeso ou obesidade é através do cálculo do seu IMC (Índice de Massa Corporal). Este cálculo se baseia em IMC = peso/altura ². Os resultados podem também variar de acordo com idade e sexo da pessoa.

Vamos usar um exemplo para facilitar. Você mede 1,70 e pesa 75 kg. O cálculo ficaria: 75 / 1,70² = 75 / 2,89 = 25,9 

Conforme já citamos acima, a tabela estipulada pela Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) determina que o IMC ideal está situado entre 18,6 e 24,9. Entre 25 e 29,9, a pessoa passa a ser considerada com sobrepeso e, acima de 30, o resultado aponta para a obesidade.

 

Como cuidar e se prevenir do sobrepeso e obesidade? 

Existem três princípios fundamentais para manter um peso saudável e hábitos melhores: alimentação, exercícios físicos e sono de qualidade. Na alimentação, os hábitos incluem evitar frituras, gorduras e alimentos industrializados. Geralmente, estes hábitos devem ser construídos ao longo do seu dia a dia e podem ser feitos gradualmente.  

A prática de exercícios físicos pode ser feita no seu próprio tempo, respeitando suas limitações e sua rotina. No entanto, ela é imprescindível para ajudar na manutenção da sua saúde. Comece com uma caminhada aos poucos e vá aumentando o ritmo, por exemplo. 

Já o sono é crucial para que o nosso organismo funcione corretamente. Priorize boas noites de sono de 6h a 8h em média. Isso fará com que seu corpo se mantenha saudável e você fique mais disposto.  

Bom, agora você já sabe muito mais do que apenas a diferença entre sobrepeso e obesidade, se está no peso saudável, os riscos que envolvem estas condições e como pode se prevenir. Lembre-se que os especialistas na Cia. da Consulta pode auxiliar pacientes nesse perfil.

 

Felipe Folco - diretor médico da Cia da Consulta. Médico há mais de vinte anos, pela Universidade de São Paulo (USP) com especialização em Cuidados Paliativos e MBA em Gestão de Saúde. Folco atua como gestor na área há mais de quinze anos.
 

Posts mais acessados