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quarta-feira, 15 de setembro de 2021

21 de setembro, Dia Mundial e Nacional da Doença de Alzheimer

UMA PERSPECTIVA PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA DE ALZHEIMER   

 

A doença de Alzheimer atinge 5% da população com mais de 65 anos – ou 1,4 milhão de pessoas no Brasil. Ela provoca a perda de funções como memória, raciocínio, juízo crítico e orientação, podendo levar à desorientação  espacial, alterações de comportamento e dificuldades para a realização de tarefas corriqueiras, como se alimentar ou se vestir.


Em fases mais avançadas, o paciente passa a não reconhecer parentes e amigos, até ficar totalmente dependente.


“A pessoa torna-se incapaz de aprender novas informações. Essa alteração de memória é justamente para as novas informações, os fatos recentes. A memória de acontecimentos antigos continua bastante preservada, no início. O paciente pode ainda não reconhecer lugares que antes eram familiares, se perder em datas e também apresentar quadros de depressão, apatia, surtos de agressividade, delírios de roubo e mania de perseguição”, explica Jerusa Smid, doutora em ciências pelo Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), neurologista do Grupo de Neurologia Cognitiva e do Comportamento (GNCC) da Divisão de Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da FMUSP e coordenadora do Departamento Científico de Neurologia Cognitiva e do Envelhecimento da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).


Até o momento, a literatura médica não descobriu as causas da doença. Sabe-se, no entanto, que é preciso dar atenção às proteínas Beta-amiloide, que são consequências de parte da degradação celular. Elas se acumulam no cérebro de pessoas mais idosas e ainda mais nas acometidas por Alzheimer.


Provavelmente são produtos de um mecanismo de reparação celular irregular e, por isso, se acumulam em grande quantidade nesses grupos. Não são a causa exclusiva do Alzheimer, nem sua única consequência, apenas um dos componentes da sua fisiopatologia.


 

CAMINHO


Como não tem cura, os especialistas se empenham em fazer o diagnóstico precoce e trabalham no sentido de aplicar medidas consideradas preventivas para retardar o avanço da enfermidade. Mas um novo medicamento, aprovado pela FDA (Food and Drug Administration, o órgão regulatório americano, equivalente a Anvisa no Brasil), vem agitando o cenário científico, oscilando entre a expectativa de um tratamento inédito para a doença e certa limitação em torno da descoberta.


A droga em questão é o Aducanumab – anticorpo monoclonal que atual sobre o acúmulo de proteína beta-amiloide no cérebro –, que foi submetido a dois estudos clínicos, fase 3, prospectivos e controlados. Eles chegaram a ser interrompidos porque o remédio parecia não fazer efeito. Mas, segundo o fabricante do medicamento, depois da parada, uma análise mais profunda das informações de um dos trabalhos encontrou resultados positivos. E foi a partir daí que o FDA deu parecer positivo. Nessa retomada, o estudo apontou melhora na avaliação laboratorial de imagem dos pacientes com a doença de Alzheimer, porém sem benefício clínico objetivo.


“A conclusão a que se chegou é que o medicamento atua sobre o acúmulo da substância beta-amiloide no cérebro de pacientes com deficiência cognitiva leve. O remédio diminui o acúmulo. No entanto, não mostrou eficácia clínica nem benefício evidente para os pacientes, que não tiveram melhora da cognição, a despeito de haver uma melhora no exame”, explica Jerusa Smid.


A polêmica começou logo após a aprovação pelo FDA, que desde 2003 não aprovava nenhuma medicação para a doença. Principalmente porque o painel responsável pela avaliação, em sua maioria, votou contra. E mesmo assim o medicamento – administrado por meio de infusão intravenosa – recebeu sinal verde. Por se tratar de uma droga de uso crônico, que vem gerando expectativa social e populacional, com um resultado alvissareiro, mas que deve ser interpretado com cautela, alguns especialistas – inclusive no Brasil – avaliam como arriscada a utilização em larga escala, ainda mais imaginando-se o uso de longo prazo.


 “Faltam mais estudos com resultados positivos, porque esse foi o único em que mostrou redução da patologia da doença de Alzheimer. Mas sabemos que nem sempre reduzindo a patologia haverá um ganho clínico na vida diária do paciente. Então o trabalho precisa ser replicado. Por isso o órgão regulatório dos Estados Unidos obrigou a realização de um novo estudo. E quando você pede para fazer um estudo na fase 4, enquanto as pessoas estão usando, são pacientes mais do dia a dia do cuidado com a doença, qualquer que seja ela. Porque esses estudos iniciais são feitos com indivíduos que não têm outras comorbidades, não têm doenças clínicas graves e não tomam muitas medicações”, diz a neurologista Sônia Brucki, especialista da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Academia Brasileira de Neurologia (ABN).


 

PESQUISAS


Na fase 4 (que testa a medicação em um grupo maior de pessoas), a pesquisa deve ir atrás de mostrar eficácia clínica e esclarecer efeitos colaterais. Afinal, os avaliadores do Aducanumab também perceberam que, na dose mais alta, cerca de 40% dos pacientes tiveram efeitos colaterais, como inchaço ou sangramento cerebral.


“Antes de se falar em qualquer medicamento, é preciso um diagnóstico muito bem definido de doença de Alzheimer porque existem outras enfermidades que podem parecer com ela. Temos que pedir ressonâncias magnéticas periódicas e encontrar um biomarcador bastante efetivo na doença de Alzheimer. Por isso, em relação a esse novo tratamento, por envolver muitas coisas, os especialistas em demência ainda estão reticentes”, argumenta Sonia Brucki.


“A medicação não foi avaliada pela Anvisa. Ou seja, nem a temos por aqui. Além disso, até o momento, foi usada apenas em fase bem leve da doença ou em pré-demência (cognitivo leve). Talvez esse trabalho mais amplo possa revelar melhores resultados. Se acontecer, vai ser muito legal. Mas o fato é que ainda não mostrou”, reforça Jerusa.


Até o momento só existem medicamentos que atuam na qualidade de vida de pessoas com Alzheimer: melhoram comportamento ou ciclo sono-vigília ou agressividade ou disposição ou apatia.



FUTURO


A doença começa muito antes dos primeiros sintomas. Isso porque temos uma “reserva cognitiva”, uma “resiliência cerebral”. Nessa fase, acontecem ainda bastante sinapses e a ela vai avançando, mas sem manifestar problemas.


Inicialmente, o Alzheimer acomete a região do hipocampo, que é portão da memória. No quadro primário, que é chamado comprometimento cognitivo leve, o indivíduo percebe que sua memória está deteriorando. O primeiro sintoma, na maioria dos pacientes, é esquecimento para eventos recentes, enquanto fatos remotos seguem preservados. Às vezes, a pessoa é incapaz de lembrar o que almoçou ontem, mas lembra com detalhes de sua casa de infância, por exemplo. E isso vai levando a perda de independência e autonomia. Com a evolução da doença, outras regiões do cérebro vão sendo acometidas e mais alterações cognitivas ocorrendo, piorando a qualidade de vida.


Como a doença está bastante associada ao envelhecimento, especialistas recomendam olhar para pessoas muito antes disso: aos 20, 30 anos e não aos 70. É preciso investir em uma melhor qualidade de envelhecimento cerebral desde jovem.


Uma pesquisa publicada na revista cientifica “The Lancet”, no ano passado, aponta como medidas preventivas: manter o nível de açúcar no sangue e o peso para evitar diabetes; obter o máximo de educação escolar na infância; manter-se cognitivamente ativo, por meio de leituras, jogos e aprendendo coisas novas; controlar a depressão; gerenciar o estresse; ter a pressão arterial sob controle, especificamente a partir dos 40 anos; examinar perda de audição ao longo da vida; praticar regularmente atividades físicas; seguir uma alimentação saudável, balanceada e rica em vitamina C; evitar exposição à poluição do ar e ao fumo; não abusar de bebidas alcoólicas; buscar ter um sono de qualidade, entre outros cuidados.

“São ações consideradas preventivas para retardar a doença, já que não há como evitá-la”, finaliza a neurologista Jerusa Smid.


A Saúde Mental desperta maior interesse

A pandemia acelerou significativamente o aumento de doenças como ansiedade e depressão. Um dos maiores motivos foi a necessidade do isolamento social e a presente sensação de morte, uma vez que as novas cepas do coronavírus ameaçam muito mais a vida das pessoas pela alta transmissibilidade.

Todos esses fatos levaram ao aumento da frequência e interesse em pautar a Saúde Mental na mídia. Isso se deu pela visibilidade que a pandemia trouxe às doenças mentais, tendo em vista que passaram a ser mais comentadas pelas pessoas, numa tímida quebra de tabu. O risco e o medo da contaminação pelo vírus resultaram no aumento do adoecimento mental, que mesmo antes da pandemia, já apresentava altos índices de casos comprovados.

O que se percebe é que certas doenças mentais e seus efeitos são minimizadas pela dificuldade de entendimento que a maioria da população acaba tendo, até em função do diagnóstico. Este, para ser fornecido por profissionais da saúde mental, por vezes são feitos após análise de certos comportamentos que o paciente apresenta ou por comportamentos não mais apresentados, não sendo algo simples de se avaliar, como vemos, por exemplo, numa radiografia pontuando a localização do problema.

Devemos entender que, em casos de ansiedade, as pessoas podem apresentar pânico, alterações fisiológicas como taquicardia, entre outros sintomas. Já em casos de depressão, há a falta de vontade de fazer atividades normais do dia a dia, diminuição de energia, descontentamento generalizado, desesperança, entre outros. Mesmo com total apatia tomando conta da pessoa, esses sintomas ainda são confundidos com falta de vontade, desinteresse e preguiça.

Com o passar do tempo, o número de indivíduos acometidos por essas doenças cresceu consideravelmente, levando-nos ao início desta discussão, ou seja, maior adoecimento, maior o interesse midiático. No entanto, ainda temos muito a discutir a respeito deste assunto, visto que muitas pessoas ainda não conseguem entender efetivamente os riscos reais das chamadas doenças mentais. Haja visto que a própria família, quando percebe o adoecimento de um parente, ou mesmo alguém próximo, por ignorância do assunto e/ou preconceito, por vezes ignora a situação ou a ameniza.

Como houve aumento de casos provenientes da pandemia, a temática passou a ter maior relevância nos meios de comunicação. É importante salientar também que, se antes os pacientes se preocupavam em não falar, se escondiam, não tinham coragem de assumir, talvez por vergonha de terem que se autodeclararem depressivos ou ansiosos, o que se percebe atualmente é que passaram a fazer isso com mais constância, principalmente, por influência do meio artístico, que promoveu visibilidade para o tema. Tal ato vem auxiliando na mudança de percepção sobre as doenças mentais, especialmente, no fato de muitos acharem se tratar de melindre, sendo exatamente o contrário, afinal essas doenças matam, inclusive muitos casos de suicídio estão atrelados à depressão. Temos muito o que fazer ainda para acabar com o preconceito e a desmistificação desses "achismos".

O esporte tem um papel fundamental para a manutenção de nossa saúde. Ele não só traz condicionamento físico como também melhora o fluxo sanguíneo cerebral e a oxigenação do cérebro, auxilia de maneira considerável a função cognitiva, traz a sensação de bem-estar, com concentrações de serotonina e endorfina, alivia a tensão. São inúmeros benefícios para a saúde física e mental.

Ao associarmos o exercício físico ao tratamento psicoterapêutico ou medicamentoso, temos enormes ganhos, até porque há a melhora do metabolismo, auxiliando na absorção da medicação. A prática de esportes também impede que a pessoa se isole e ajuda a afastar pensamentos negativos. Assim como os outros tratamentos, de certa maneira, a prática do esporte leva os pacientes a enfrentarem a doença.

É preciso conscientizar as famílias de que, diante da mínima suspeita, atentando para mudanças de comportamento e de vontade diante da vida, se faz necessário a busca por profissionais, tanto da psiquiatria, com o uso de medicamentos, quanto da psicologia, por meio da psicoterapia. É um conjunto de atitudes que vão ajudar na recuperação do paciente, além dos exercícios físicos, pois assim que se inicia o tratamento com remédio (se for o caso) e psicoterapia, consequentemente, será sugerido no devido tempo, a prática de esportes.

 


Marcelo Alves dos Santos - psicólogo clínico e professor do curso de Psicologia do Centro de Ciência Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).


Câncer: nutricionista Dani Borges explica como fazer dos alimentos aliados na busca pela cura

Divulgação
A especialista, que é referência em saúde nutricional e em atividade física, ressalta a importância do acompanhamento nutricional para enfrentar o tratamento e ter mais sucesso para vencer a doença

Receber o diagnóstico de câncer nunca é fácil. Com ele vem o medo, a dúvida e a necessidade de mudança no estilo de vida. Uma das principais alterações na rotina do paciente que vai enfrentar a doença é na alimentação, afinal, os alimentos têm um importante papel no tratamento e podem ser cruciais para alcançar a cura.

“Depois do diagnóstico positivo para a doença, é fundamental que o paciente converse com o médico e com um profissional da nutrição. Alguns alimentos vão ajudar tanto no tratamento, quanto no alívio de alguns efeitos da radioterapia e da quimioterapia e também evitarão que a doença se agrave”, afirma a nutricionista e educadora física Dani Borges.

Ainda de acordo com a especialista, no caso de alguns alimentos, que são ricos em determinadas substâncias que durante o tratamento se tornam prejudiciais, o que precisa ser alterado é a forma de preparo.

Outra recomendação da especialista é a ingestão de verduras, leguminosas, como feijão e vagem, e frutas ricas em vitaminas C, como laranja, morango e kiwi, além de castanhas e cereais.

“As frutas são importantes para a nossa saúde, mas devem ser consumidas com parcimônia, já que possuem alto índice glicêmico. Recomendo associar o consumo com cereais, como aveia, chia e linhaça e evite acrescentar açúcar, como mel, mascavo, etc”, alerta. “Castanhas são sempre muito bem-vindas também, já que são fontes de selênio e estimulam a produção de TSH, que ajudam a prevenir câncer de tireoide, por exemplo”, completa.


Para toda a vida 

“Certos alimentos devem ser evitados em qualquer fase da vida, como as comidas processadas, industrializadas e frituras. Esses alimentos são ricos em sódio, gorduras ruins e são verdadeiros inimigos da vida saudável”, pontua. 

Dani Borges - é uma atleta Fitness WBFF PRO, nutricionista, modelo, health coach e educadora física. Como influenciadora digital, tem mais de 415 mil seguidores e posta dicas de motivação, alimentação saudável, receitas e treinos. Sua paixão pelo fitness surgiu na adolescência após ter tido um quadro de obesidade que a motivou a buscar uma mudança radical de hábitos. (Veja mais aqui)


MF Press Global


Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose: pandemia e home office explicam aumento de casos

Falta de atividade no período de isolamento social foi gatilho para a doença; cirurgiã vascular do Vera Cruz Hospital esclarece sobre sintomas e tratamentos

 

"Eu tinha muita fraqueza e, depois de alguns dias, senti uma forte dor no peito", conta a agente fiscal Joseaine Lamas, de 40 anos, sobre os incômodos antes de descobrir que estava com trombose. "Precisei realizar uma cirurgia vascular após ter inchaços na perna e segui à risca as orientações médicas para os cuidados pós-cirúrgicos. Porém, dias após, a começaram a aparecer estes sintomas e fui fazer exames. Os mais complexos diagnosticaram Trombose Venosa Profunda (TVP) e tromboembolismo pulmonar (TEP)", relata.

A servidora pública é uma das 180 mil pessoas no Brasil atingidas anualmente pela doença, que causa um coágulo dentro de uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas, dificultando o fluxo de sangue e causando inchaço e dor na região. Juliana Sander Suguita, cirurgiã vascular do Vera Cruz Hospital, explica que todo paciente que fica muito tempo parado após uma operação corre o risco de desenvolver a doença. "Na recuperação de algumas cirurgias como as vasculares, bariátrica, ortopédica e alguns tipos de cirurgia plástica, o risco é ainda maior", destaca.

A médica conta que, além de casos como o de Joseaine, também tem atendido pacientes com complicações vasculares causadas após contraírem o novo coronavírus. As reclamações mais frequentes são de dores nas pernas, fadiga muscular, formigamentos, perda de massa muscular, lapsos de memória e desorientação. "Tive dois pacientes com queixas marcantes: uma moça jovem, super ativa antes da doença, que quis desistir da consulta, pois teria que atravessar a avenida em frente ao consultório e subir alguns degraus. No outro, um rapaz que se queixava de se perder ao fazer o trajeto de casa ao trabalho todos os dias, mesmo trabalhando na mesma empresa há 5 anos".

As impressões da médica são sentidas por outros especialistas. De acordo com pesquisa feita Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular com médicos associados, 39% dos entrevistados tiveram pelo menos um paciente infectado pela Covid que apresentou um quadro de trombose venosa ou embolia. Outro estudo, feito pela Radiological Society of North America (RSNA) com 3.342 pacientes), retratou que os infectados pelo novo coronavírus sofreram de quadros mais graves da doença e precisaram de hospitalização: a taxa de trombose é de 16,5%.

O cenário ganha destaque na quinta-feira (16), Dia Nacional de Combate e Prevenção à Trombose. Na visão da angiologista, o aparecimento do problema vem variando de acordo com cada indivíduo e o trabalho em home office também tem sido um gatilho no desenvolvimento da enfermidade. "Com receio de contrair a doença, as pessoas pararam de praticar atividade física, e aquelas que estão em home office e passam o dia todo em frente ao computador não fazem mais o caminho da casa ao trabalho, do trabalho ao restaurante, etc. O dia passa e, às vezes, sequer levantam para dar uma volta em casa mesmo", exemplifica.

A médica ressalta que quanto mais tempo a pessoa fica parada, mais aumenta os riscos de ter a doença, que tem outros vilões em seu desenvolvimento, como genética, obesidade, gravidez e o consumo de cigarro e anticoncepcionais. "O diagnóstico da trombose se dá por meio de um ultrassom e o tratamento depende de cada caso. É possível tratar de forma ambulatorial, com um anticoagulante, sem a necessidade de internação e também indicamos a prática de atividade física e o uso de meias de compressão", explica.

No caso de Joseaine, foram necessários cinco dias de internação e UTI para que ela pudesse se restabelecer. "Tive os melhores cuidados, os melhores médicos e enfermeiros, a parte da cardiologia foi excelente, fiz o tratamento por seis meses e eles foram primordiais para que eu conseguisse recuperar os dois pulmões atingidos pelo coágulo e a minha perna. Não fiquei com sequelas, mas sigo usando meia elástica para prevenção, pois na minha família todos têm problema de circulação", completa.

Para melhorar a circulação sanguínea, a fim de evitar complicações da trombose, a médica angiologista dá algumas dicas. "Mesa, cadeira e computador na altura certa, beber muita água e, também, levantar-se pelo menos a cada duas horas para se movimentar um pouco", conclui.


 

Fonte: Hospital Vera Cruz


Fisioterapia precoce é essencial no tratamento da Artrite Idiopática Juvenil

Doença é autoimune e pode afetar bebês e crianças pequenas. Febre alta persistente, sem outra causa aparente, é um dos sintomas da condição


A artrite pode até parecer uma doença que só atinge os idosos. Isso porque muitas pessoas confundem a artrite reumatoide com a osteoartrose, uma doença degenerativa crônica que leva ao desgaste das articulações.
 
A artrite reumatoide é uma doença autoimune que pode, inclusive, afetar crianças pequenas. Quando a doença se desenvolve antes dos 17 anos de idade, é chamada de Artrite Idiopática Juvenil.
 
Segundo Walkíria Brunetti, fisioterapeuta especialista em RPG e Pilates e com mais de 30 anos de atuação em fisioterapia neurológica e ortopédica para crianças e bebês, a artrite reumatoide é uma doença inflamatória crônica que afeta as articulações e outros órgãos. “É uma doença autoimune em que o organismo causa uma reação inflamatória que atinge, principalmente as articulações”.
 
Entretanto, outras partes do corpo são acometidas, como a pele, os olhos, o coração, nervos e pulmões. Além disso, estudos apontam um aumento do risco de obstrução das artérias, cuja principal consequência é o Acidente Vascular Cerebral (AVC).


 
Dor é principal sintoma


“O principal sintoma da artrite é dor nas articulações das mãos, joelhos e tornozelos. Além disso, há inchaço e aumento da temperatura nesses locais, típicos da inflamação. Porém, a dor pode não estar presente na forma juvenil ou ainda não ser tão importante”, diz Walkíria.
 
“Os pais precisam estar atentos quando a criança apresenta rigidez matinal nas articulações, bem como fraqueza, febre alta (acima de 39º C), sem outra causa, por mais de 2 semanas. O ideal é procurar um reumatologista para uma avaliação”, ressalta a especialista.  


 
Causa desconhecida


Não há uma causa exata para a artrite idiopática juvenil. No entanto, sabe-se que há influência de fatores genéticos e imunológicos. Por se tratar de uma doença autoimune, é preciso levar em consideração fatores que podem desencadeá-la, como o estresse, traumatismos nas articulações e infecções.


 
Fisioterapia deve ser precoce


Um dos recursos usados no tratamento da artrite juvenil é a fisioterapia. “Os medicamentos visam ao controle da inflamação e da dor. Todavia, a fisioterapia tem um papel fundamental na reabilitação do paciente e pode, principalmente, ser usada para prevenir as deformidades e a perda da função articular”, explica Walkíria.
 
 As deformidades causadas pela artrite, infelizmente, podem incapacitar a criança para atividades diárias, como comer, se vestir, praticar esportes e até mesmo escrever, dependendo da gravidade.
 
“Por isso, assim que a criança é diagnosticada, deve ser encaminhada para a fisioterapia. Dessa maneira, será possível prevenir danos e mudanças nos padrões de movimento. Outros objetivos importantes da fisioterapia são a melhora do quadro inflamatório, com redução da dor, aumento da força muscular, flexibilidade, amplitude de movimento e capacidade respiratória”, adiciona Walkíria.  
 
Todos esses aspectos são essenciais para a capacidade funcional da criança e para a qualidade de vida em geral.

 

 

Com Guia do banho, Sociedade Brasileira de Dermatologia reforça junto à população a importância da higiene e limpeza diárias

Por questões sociais, culturais, de trabalho e, sobretudo, de saúde, os banhos diários devem ser realizados e estimulados. A orientação à população é da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que, com o Guia do banho, se posiciona diante de uma série de notícias veiculadas em sites e redes sociais que afirmam que esse ritual de higiene e limpeza traria prejuízos para a pele, como a retirada de camadas de proteção que ajudam a mantê-la hidratada.


ACESSE A ÍNTEGRA DO GUIA DO BANHO


No texto, essa informação é desmentida. Além disso, o Guia lembra que o banho diário "ajuda o organismo a se manter saudável e equilibrado, eliminando impurezas, inclusive as causadas pela poluição e pelo suor, trazendo a sensação de bem-estar".


Limpeza - Dentre os pontos abordados no documento dos dermatologistas, estão orientações práticas sobre o uso de produtos de limpeza corporal, o tempo recomendado para uma ducha e qual a temperatura que a água deve ter. Também se fala sobre o emprego de buchas e esponjas, qual a melhor forma de se enxugar e a importância de se aplicar creme hidratante ao sair do box.

Com essas dicas simples, de fácil compreensão, a SBD espera conscientizar os brasileiros sobre a manutenção desse importante hábito. Os dermatologistas admitem que fatores externos, como o clima, o tipo de atividade realizado e o acesso à água, podem influenciar na quantidade de banhos por dia, porém não podem justificar o abandono dessa rotina, que deve ser diária.


Celebridades - Além das notícias inverídicas que circulam nas redes sociais, a SBD decidiu reforçar a importância do banho em função de manifestações inadequadas de celebridades, que podem influenciar seus admiradores na mudança de hábitos de higiene e limpeza. Alguns artistas renomados declararam em entrevistas que evitam tomar banho por receio de prejudicar a pele.

Em um reality show de veiculação nacional, recentemente realizado, também chamou a atenção do público a baixa frequência de banhos de alguns de seus participantes. Há casos de apenas 27 duchas ao longo de 51 dias de confinamento, ou seja, um banho a cada 45 horas.


Hábito - "Todos queremos ter saúde e manter uma imagem positiva para nós mesmos e diante de nossos familiares, amigos e colegas de trabalho e escola. Para tanto, manter o hábito de tomar banhos regularmente, pelo menos um por dia, é fundamental. Assim, para ajudar você a entender a necessidade dessa rotina de higiene e limpeza, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preparou esse pequeno guia prático para tornar o seu banho diário ainda mais agradável", afirma o texto.


GUIA DO BANHO

10 dicas para tornar seu ritual de higiene um hábito ainda mais agradável

Todos queremos ter saúde e manter uma imagem positiva para nós mesmos e diante de nossos familiares, amigos e colegas de trabalho e escola. Para tanto, manter o hábito de tomar banhos regularmente, pelo menos um por dia, é fundamental.

Assim, para ajudar você a entender a necessidade dessa rotina de higiene e limpeza, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) preparou esse pequeno guia prático para tornar o seu banho diário ainda mais agradável.

Leia e compartilhe essas recomendações simples, mas que podem fazer a diferença na sua vida e nas das pessoas que você gosta e com quem convive.

• O banho diário é um hábito que deve ser praticado e estimulado nas diferentes faixas etárias, pois a falta de higiene pode ser prejudicial à saúde, em especial neste período de pandemia, quando a limpeza da pele e cabelos, ajuda na proteção contra o coronavírus. Porém, há outros problemas que podem ocorrer pela falta de banho e higiene. São exemplos: micoses, doenças infecciosas por bactérias, agravo do envelhecimento cutâneo pela deposição na pele de hidrocarbonetos da poluição ambiental e impregnação por detritos de descamação cutânea e oleosidade.

• A definição da quantidade de banhos por dia deve levar em conta questões ambientais (temperatura, umidade, clima), o tipo de atividades praticadas em cada período e o acesso à água, entre outros fatores.

• O hábito do banho ajuda o organismo a se manter saudável e equilibrado, eliminando impurezas, inclusive as causadas pela poluição e pelo suor, trazendo sensação de bem-estar.

• A rotina de limpar o corpo com o banho diário com água fria e morna não compromete a camada de sebo que ajuda na hidratação da pele.

• O banho deve ser curto. O tempo de duração varia de cinco a dez minutos. Recomenda-se o uso de água fria ou morna, evitando-se a com temperatura elevada.

• A água quente contribui com o ressecamento da pele e dos cabelos. Por sua vez, a água fria ajuda a aumentar os níveis de alerta e a liberação de endorfina. Além disso, os banhos desta forma são mais econômicos pelo menor gasto de eletricidade.

• O uso de produtos de limpeza corporal (sabão e sabonetes, em barra, líquido ou gel) deve ser adotado, especialmente os de pH próximo a 5, que é o pH natural. Eles facilitam a retirada de impurezas e mantêm a integridade da pele.

• Não se recomenda o uso rotineiro e indiscriminado de sabonetes antissépticos em todo o corpo, pois, geralmente, têm um pH alcalino (alto), o que danifica a integridade da barreira natural da pele.

• Durante o banho, sugere-se evitar também o uso excessivo de produtos de limpeza. Quando aplicados, devem ser usados predominantemente nas mãos, pés e regiões de dobras (axilas, mãos, pés, pescoço, entre glúteos, perianal e genitais). Também não se recomenda esfregar demais a pele com buchas ou esponjas.

• Recomenda-se o uso de hidratante logo após a ducha, se possível ainda dentro do banheiro, o que facilita a penetração do creme na pele. Por sua vez, o enxugamento do corpo deve ser feito de forma suave, sem movimentos bruscos.

 

360° Comunicação Integrada


Como a combinação de Cálcio e Vitamina D pode fortalecer a saúde óssea e o sistema imune

Esse mineral deve estar presente na alimentação diária e para que sua absorção e retenção pelo organismo seja mais efetiva é necessária a ação da Vitamina D


Ideal para manter a saúde óssea e auxiliar diretamente na prevenção de doenças como osteopenia e osteoporose, o cálcio é um nutriente fundamental para a saúde óssea, principalmente para crianças em fase de crescimento e para idosos, por conta do desgaste natural causado pela idade. A fonte de cálcio mais conhecida que existe é o leite, além de seus derivados como iogurte e queijos, mas pode ser encontrado também nos vegetais de cor verde escuro como brócolis, couve manteiga e espinafre e frutas como kiwi, manga, uva, amora e pera.

"Esse mineral, sempre que possível, deve estar presente na alimentação diária e para que sua absorção e retenção pelo organismo seja mais efetiva, é necessária a ação da Vitamina D, que auxilia com esse processo. A maior fonte dessa vitamina é o sol, que exige cuidados com o tempo de exposição e nem sempre é um recurso disponível", alerta o chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo, Dr. Daniel Magnoni.

A vitamina D é um hormônio que foi classificado como vitamina. Além de ser responsável pela sintetização do cálcio no organismo é um importante regulador do sistema imune. Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem com deficiência ou insuficiência da vitamina, o que é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) um problema de saúde pública mundial.

"Cálcio e Vitamina D são fundamentais para a boa saúde óssea, entre outros benefícios. Por isso, a suplementação desses dois nutrientes é muito recomendada quando não se atinge os índices necessários com alimentação diária. Independente da fase de vida, os ossos, e dentes também, devem estar fortalecidos para uma melhor qualidade de vida", comenta o Dr. Magnoni. "A ciência nutricional avançou muito nos últimos anos e hoje as pessoas podem contar com inúmeras opções. Há, por exemplo, uma nova geração de suplementos em gomas que supre a necessidade diária, tanto do mineral quanto da vitamina, em uma única dose, além de serem mais práticos, pois não necessitam de água para ingestão.

 

 

Referências

-Impacto dos nutrientes na saúde óssea: novas tendências; Glaucia Queiroz Morais, Maria Goretti Pessoa de Araújo Burgos

-Vitamins and Minerals for Energy, Fatigue and Cognition: A Narrative Review of the Biochemical and Clinical Evidence; Anne-Laure Tardy, Etienne Pouteau, Daniel Marquez, Cansu Yilmaz e Andrew Scholey

-Nutrição e imunidade no homem; Sandra Gredel

 

No dia do musicoterapeuta, saiba como a musicoterapia contribui para aliviar dores e ansiedade durante o trabalho de parto

A inclusão da dança no trabalho de parto integra a estratégia de humanização da assistência ao parto e nascimento preconizado pela Política Nacional de Humanização


Hoje é celebrado o Dia do Musicoterapeuta. E a musicoterapia pode ser aplicada em diversas situações, inclusive em mulheres que estão em trabalho de parto. Ela traz inúmeros benefícios físicos e emocionais para a gestante. É o que explica Lúcia Barreto, enfermeira obstetra e professora do curso de enfermagem na Faculdade Pitágoras Unidade Venda Nova. "O efeito relaxante da dança contribui para a liberação de vários hormônios que proporcionam alívio da dor e relaxamento. As endorfinas e a ocitocina são alguns dos hormônios liberados que ajudam na evolução do trabalho de parto de uma forma muito menos dolorosa, segura e suportável para as parturientes. Fisicamente, quando a gestante já tem o hábito de exercitar-se, os benefícios aumentam muito, seja com a dança ou com o pilates, a musculatura se fortalece através dos movimentos repetitivos", diz Lúcia.

A enfermeira destaca que os movimentos da dança trazem importantes contribuições. "Eles contribuem para melhoria da densidade óssea, melhora a respiração e digestão, contribui para o fortalecimento muscular e melhora a circulação sanguínea da gestante, principalmente nos membros inferiores e, também, melhora a flexibilidade, reduz o estresse e a ansiedade". A especialista em saúde pública, saúde da família e obstetrícia explica que há poucas restrições para o procedimento. "A dança é um exercício considerado de baixo impacto e por isso é totalmente recomendada tanto para a gestação, quanto durante todo o trabalho de parto. As exceções e restrições ficam a cargo apenas das gestantes que possuem problemas de mobilidade física como fraturas, das gestantes com risco de abortamento ou trabalho de parto prematuro e daquelas com incompetências do colo".

Lúcia diz que não existe restrições quanto ao ritmo da música. "O repertório musical é de livre escolha da gestante. Mas é importante frisar que as músicas que possuem ritmos suaves ajudam a relaxar e respirar no início do trabalho de parto. Já as músicas com ritmos mais animados, favorecem mais a gestante na fase ativa do parto, onde as contrações são mais frequentes e dolorosas. Rebolar ajuda a relaxar a pelve e facilita a descida e o encaixe do bebê na bacia materna com menos tensão e dor".

A dança é uma atividade física reconhecida pelo Ministério da Educação, regulamentada e habilitada pelo Sistema CONFEF (Conselho Federal de Educação Física) e CREF’s (Conselhos Regionais de Educação Física), órgãos responsáveis por assegurar que as atividades físicas sejam socialmente reconhecidas. "Por ser uma atividade física de baixo impacto e com inúmeros benefícios, tanto os profissionais da enfermagem, quanto os profissionais da medicina que trabalham com obstetrícia indicam para as gestantes. A dança atende, ainda, ao programa de humanização da assistência obstétrica como mais um dos métodos não farmacológicos de alívio da dor", ressalta Lúcia Barreto.

Incluir a dança no processo de parturição faz parte da estratégia de humanização da assistência ao parto e nascimento preconizado pela Política Nacional de Humanização. "A música permite momentos tanto de relaxamento, de acordo com o ritmo tocado, favorecendo o controle da respiração consciente durante as contrações. Em outros momentos, em um ritmo mais animado, permite a intensa e alegre movimentação do corpo e da pelve da mulher deixando-a mais ativa durante as contrações e verticalizando o seu corpo, acelerando o trabalho de parto de maneira menos intervencionista. A mulher se torna a protagonista do seu processo de parturição, aprende a controlar a dor através deste método e é uma experiência mais rápida".

A pesquisa Nascer no Brasil, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), afirma que 45% das gestantes sofreram violência obstétrica no país. A enfermeira Lúcia Barreto defende que ações de humanização, como a inclusão da musicoterapia, são de extrema importância durante todo o trabalho de parto, no parto e no puerpério. "É essencial para o empoderamento da mulher para que ela participe ativamente do seu processo de parturição. São inúmeros os benefícios como a garantia do respeito à autonomia da gestante. Também é preciso garantir o direito da presença do seu acompanhante por 24h e que seja de livre escolha da mulher, oferecer práticas assistenciais seguras, acolhedoras e pautadas nas melhores evidências científicas, propiciar suporte emocional tanto para a gestante como para seu familiar, evitar procedimentos cirúrgicos e intervencionistas desnecessários, o que reduz a taxa de cesárea e contribui para a redução da morbimortalidade materna e fetal", conclui Lúcia Barreto.

 


Faculdade Pitágoras

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Kroton

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Nutrição correta no início da vida: essencial para prevenir doenças crônicas não transmissíveis no adulto


Durante a abertura da Semana das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (de 14 a 16 de setembro de 2021), realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, foi lançado o plano de ações estratégicas para o enfrentamento das DCNT;

Thomas Ong - Professor doutor em Ciência dos Alimentos pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP e membro do Comitê Científico Consultor do ILSI Brasil adverte:
a prevenção deve ser iniciada o quantos antes.

As Doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT), como as cardiovasculares, obesidade, diabetes e câncer, representam os principais problemas de saúde pública, tanto em países desenvolvidos, como em desenvolvimento. As projeções de novos casos e mortes associadas a essas doenças nas próximas décadas são bastante preocupantes. Como fatores de risco e desafios estão: a má-alimentação, sedentarismo, tabagismo e poluição ambiental.

Estudos epidemiológicos, clínicos e experimentais sugerem a origem das DCNT já no início da vida. Alterações no desenvolvimento fetal, neonatal e ao longo da infância e adolescência estão associadas ao maior risco de desenvolvimento de doenças metabólicas e certos tipos de câncer na idade adulta. Para o Prof. Dr. Thomas, "as medidas de prevenção das DCNT devem ser iniciadas o mais cedo possível, é necessário investir em prevenção, até mesmo antes da gestação, pois a falta de aporte de nutrientes nos pais pode ocasionar impactos no desenvolvimento do feto com consequências para a saúde até a idade adulta".

Nesse contexto, pediatras, ginecologistas e nutricionistas encontram-se em importante posição para prevenir tais condições no adulto por meio da promoção de hábitos de vida mais saudáveis, da gestante e lactante, do futuro pai e da própria criança, como: conscientização da importância do aleitamento materno, evitar a obesidade, mantendo o peso corpóreo em níveis adequados de acordo com as faixas etárias, praticar atividades físicas, não fumar, comer mais frutas e verduras, moderar o consumo de carne vermelha e alimentos embutidos e reduzir o consumo de bebidas açucaradas e alcoólicas. Essas iniciativas podem contribuir para o desenvolvimento adequado no início da vida, no sentido de promover a saúde e reduzir o risco para as DCNT na vida adulta, de acordo com a perspectiva das pesquisas de DOHaD (Developmental Origins of Health and Disease).

Durante o webinar "Nutrição Personalizada: Onde Estamos?" realizado pelo ILSI Brasil (International Life Sciences Institute), por meio da Força Tarefa Alimentos Funcionais, Prof. Dr. Thomas apresentou a aula "Avanços em Nutrigenômica", onde destaca a nutrigenômica como uma ciência importante para área de nutrição, permitindo o avanço no conhecimento da interação entre gene e nutriente, e afirma a necessidade do desenvolvimento de mais pesquisas para sua aplicação clínica. A prevenção começa antes da gestação, quando as experiências da mãe e o aporte adequado de nutrientes e micronutrientes têm um impacto muito importante no desenvolvimento do feto.

Sobre a hipótese DOHaD, a Universidade da Califórnia traz um estudo onde destaca que adultos que passaram fome na infância tinham maior probabilidade de desenvolver diabetes e osteoporose décadas depois. Quando há deficiência de nutrientes, há uma diminuição na produção de imunoglobulinas, ou seja, das proteínas que nos protegem.

A ciência da nutrição tem como missão disseminar a alimentação saudável, o que devemos comer para maximizar a saúde e prevenir as doenças crônicas. "Isso representa um desafio enorme, pois, como já foi destacado, são vários os fatores que precisam estar em sintonia: a microbiota intestinal, a constituição genética, os hábitos culturais e familiares. O alimento tem efeito variado no organismo e está relacionado aos padrões de alimentação. O que o indivíduo coloca no prato depende da sua cultura, seu estado emocional, da sua renda e dos hábitos alimentares adquiridos desde a infância", finaliza Prof. Thomas.



Fonte: Prof. Dr. Thomas Prates Ong - Membro do Comitê Científico Consultor do ILSI Brasil. Farmacêutico-Bioquímico e Doutor em Ciência dos Alimentos pela USP.
É Professor Livre-Docente em Nutrição Humana na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP. Foi pesquisador visitante na Universidade de Cambridge, Reino Unido. É Pesquisador do CNPq e Pesquisador do Food Research Center (CEPID da FAPESP).

 

ILSI Brasil

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Saiba mais sobre o medicamento que promove até 50% a mais de perda de peso e vem sendo usado no formato “off label” no Brasil

 

O uso da semaglutida para perda de peso já foi liberado nos EUA, mas no Brasil a bula ainda restringe para pacientes diabéticos. Afinal, é permitido ou não utilizar para emagrecer?


A obesidade é uma doença crônica. Ao mesmo tempo que essa frase assusta, ela ajuda a explicar o interesse de milhões de brasileiros sempre que surge uma novidade na indústria farmacêutica em relação aos tratamentos para emagrecimento. Desde o ano passado tem gerado muito debate nas redes sociais e grupos de conversa o uso da semaglutida, conhecida comercialmente como Ozempic. “É uma nova medicação que chama a atenção pelos resultados, diferente de tudo que já existe no mercado. Há estudos que apontam uma perda de peso até 50% maior do que em outros medicamentos utilizados”, explica a médica nutróloga Patrícia Cavalcante, que é especialista em emagrecimento e Coordenadora da pós-graduação de Nutrologia da Sanar. 


Embora os estudos sejam bem positivos, a especialista explica alguns contextos que pedem moderação no uso do medicamento. “Ele foi aprovado pela agência de vigilância americana, e no país já tem o uso totalmente autorizado para tratamento de diabetes e perda de peso. No Brasil a bula fala por enquanto apenas em uso para diabetes, que foi a primeira indicação da medicação”, pontua. No entanto, tem sido comum pacientes brasileiros fazerem o uso do remédio para emagrecer, já que os médicos que estudam a área podem fazer a prescrição no formato “off label”, ou seja, para uma doença ou condição diferente daquela indicada na bula. “Não há nenhuma irregularidade neste tipo de prescrição, é inclusive muito comum na medicina. Só precisamos deixar bem claro que isso só faz sentido se tiver o devido acompanhamento de um especialista no tema”, completa Patrícia.

 

Apesar das boas notícias, tem alguns pontos em relação ao medicamento que não são tão animadores assim. O primeiro é o preço, já que no Brasil varia entre R$800,00 e R$1.000,00, além da possibilidade do paciente sofrer efeitos colaterais, como dores de cabeça, tonturas e sensação de vômito. “Ainda é um medicamento pouco acessível. Mas diversos estudos feitos em vários lugares do mundo apontam que é uma droga extremamente segura e com poucas contraindicações”, comenta Patrícia Cavalcante. Sobre a  espera do “milagre” a especialista é bem clara: “É importante entender que a obesidade é uma doença crônica que requer tratamento contínuo, envolvendo também hábitos alimentares e a prática de exercícios físicos. E, em muitos casos, mesmo após a perda de peso é necessário manter a medicação por um tempo”.



 

Patrícia Cavalcante - Médica Nutróloga e especialista em emagrecimento. É Coordenadora da Pós-Graduação em Nutrologia da startup Sanar e produtora de conteúdo sobre emagrecimento e vida saudável nas redes sociais (@dra.patriciacavalcante).


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