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quarta-feira, 16 de junho de 2021

Conheça os segredos que não te contaram sobre o Balanço Patrimonial

Especialistas da Express CTB explicam sobre esse demonstrativo financeiro, que possui grande importância para as mais diversas empresas, sejam elas de pequeno, médio ou grande porte.


Além de ser de extrema importância, segundo as normas do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o balanço patrimonial também faz parte das obrigações contábeis e fiscais dos empreendedores, exceto para microempreendedores individuais enquadrados no simples nacional.

Entretanto, mesmo sendo uma norma de tamanha importância, muitos gestores e proprietários ainda não conhecem o suficiente acerca do assunto.


Mas afinal, o que é balanço patrimonial?

De acordo com João Esposito, CEO da Express CTB “O balanço patrimonial é uma demonstração financeira realizada anualmente, e tem como propósito expor a situação do patrimônio total de uma empresa em um período específico de tempo”.

Como o balanço patrimonial funciona?

A situação econômica e contábil é exposta através de uma lista incluindo de forma detalhada todos os ativos (bens, direitos, e demais geradores de valores econômicos), passivos (obrigações), e o patrimônio líquido (os próprios recursos da entidade) de uma empresa.

Para te fazer entender melhor o que o balanço patrimonial demonstra, explicaremos cada um dos itens expostos por ele e o que eles representam.


#01. Ativos

– Bens: Representam todos os itens que possuem valor financeiro e podem ser revertidos em dinheiro.  

– Direitos: Os direitos são possuídos pela empresa, mas não estão sob o seu domínio. Como exemplo disso podemos citar: depósitos bancários e quantias financeiras ainda pendentes para recebimento.

Além disso, os ativos são divididos em: circulantes (todos aqueles que serão convertidos em valores em até um ano) e não circulantes (todos aqueles que levarão mais de um ano para serem convertidos).


#02. Passivos

– Obrigações: Como o próprio nome já diz, são as obrigações da empresa com terceiros. Ou seja: as dívidas, os pagamentos de salários e os tributos, os quais são sim incluídos no balanço.

Também são divididos em circulantes (todas as obrigações com tempo de vencimento inferior a um ano) e não circulantes (todas as obrigações com tempo de vencimento superior a um ano)


#03. Patrimônio líquido

São os recursos próprios da entidade. O patrimônio líquido é obtido através da diferença positiva entre os valores do ativo e do passivo.

Além disso, é dividido em:

 – Capital social: Investimentos feitos por sócios ou de lucros os quais foram reinvestidos.

– Lucros e prejuízos: Os lucros e os prejuízos representam o resultado financeiro da empresa.

“Também é importante ressaltar que o nome balanço não é à-toa, tendo em vista que o ideal é existir um equilíbrio entre os ativos e passivos”, explica Marcos Ross, coordenador contábil da Express CTB.

O detalhamento desses itens viabiliza algumas análises importantes e extremamente necessárias para o desenvolvimento financeiro de uma empresa, tais como:  

  • Análise de índices de lucro
  • Análise comparativa de evolução empresarial em diferentes espaços de tempo
  • Análise de liquidez e solvência da empresa
  • Análise de quantia de capital
  • Análise de investimentos e apresentação dos dados da empresa para futuros investidores
  • Entendimento do uso e direcionamento dos recursos financeiros da empresa e suas respectivas demandas
  • Base para planejamentos estratégicos

Tendo em vista a lista acima, fica evidente a importância do balanço patrimonial para diversos processos fundamentais no desenvolvimento financeiro de uma empresa. Além disso, é um facilitador e a depender dos índices da sua corporação, passa a ser um atrativo para investimentos futuros.

Agora que você já sabe o que é e entende a necessidade de um balanço patrimonial, iremos te aprofundar no assunto com segredos que não te contaram sobre esse demonstrativo.


  1. Balancete

Como dito anteriormente, o balanço patrimonial é realizado de forma anual, geralmente no último dia do ano para mostrar como a empresa se saiu ao decorrer dos 12 meses passados. Também é possível realizar de forma trimestral, e esse método é mais utilizado em empresas que precisam prestar conta aos seus investidores de forma contínua.

Mas, se a sua empresa precisar de uma rápida visualização da situação contábil atual e em um período distinto dos citados acima, é possível fazer um balancete: Um relatório resumido da situação patrimonial da empresa, em qualquer mês do ano sem data específica.

Assim, é possível demonstrar de forma mais simples e sem regras de periodicidade a situação financeira do seu negócio.


  1. Fórmula geral do balanço patrimonial

Como dito anteriormente, é necessário que haja igualdade entre ativo, passivo e patrimônio.

Por isso, o balanço é calculado da seguinte forma:  

Ativo= Passivo + Patrimônio

Dessa forma, se uma empresa possui R$200 mil de ativos e 150 mil em passivos, a quantia de patrimônio será de R$50 mil, pois:

200.000 = 150.000 + 50.000


  1. Relação entre ativo circulante e passivo circulante

Existe uma relação importante entre as somas de ativo circulante e passivo circulante, e essa relação acontece da seguinte forma:

Soma de ativo circulante maior do que a soma de passivo circulante: A empresa apresenta recursos para cumprir com suas obrigações de curto prazo.

Soma de ativo circulante menor do que a soma de passivo circulante: A empresa não apresenta capacidade de cumprir com as suas obrigações de curto prazo.

Assim, a partir de um cálculo simples é possível prever o cumprimento ou não das obrigações da sua empresa em um curto período e mudar o que for possível para não ter prejuízos.


  1. Demonstrativo de Resultados do Exercício

O Demonstrativo de resultados do exercício, também conhecido como DRE, é outro documento que precisa ser feito juntamente ao balanço patrimonial.

Como o próprio nome já fala, o DRE é um demonstrativo de resultados, ou seja, seu objetivo principal é demonstrar se houve lucro ou prejuízo em um determinado tempo.


  1. Relatório contábil e a sua importância para o balanço patrimonial

Para a elaboração de um balanço patrimonial, é fundamental ter em mãos o relatório contábil.

O relatório contábil contém todas as movimentações financeiras do seu negócio, e deve ser realizado por um contador em um livro diário.

Logo, é fundamental se ater a importância de um profissional competente e engajado para a escrituração desse documento, o qual será indispensável na construção do balanço patrimonial.


  1. Cálculo dos indicadores

Os cálculos dos indicadores também são fundamentais para o valor geral de ativos, passivos e patrimônio líquido, e são calculados com as seguintes fórmulas:


Indicadores de renda (ativos)

Os cálculos são realizados a partir de três razões:

Retorno sobre patrimônio líquido= lucro líquido / patrimônio líquido

Giro de ativos= vendas / ativo total

Retorno sobre os ativos= lucro líquido / patrimônio líquido


Indicadores de dívidas (passivos)

Os cálculos são realizados a partir de duas razões:

grau de endividamento: passivo / patrimônio líquido;

endividamento: passivo total / ativo total.


Indicadores de liquidez (Patrimônio)

Liquidez seca: (ativos circulantes – estoques) / passivos circulantes

Liquidez geral: (ativos circulantes + realizável em longo prazo) / (passivo circulantes + exigível em longo prazo)

Liquidez imediata: liquidez disponível / passivos circulantes

Liquidez corrente: ativo circulante / passivo circulante

Assim, é a partir desses cálculos minuciosos que os dados maiores e gerais são obtidos, possibilitando a implementação dos mesmos no balanço geral.

 


Express CTB

www.expressctb.com.br


Empresas podem exigir comprovante de vacinação

Recusa à vacina pode gerar demissão por justa causa, avalia especialista


As empresas são responsáveis por garantir a saúde e segurança de seus colaboradores dentro do ambiente corporativo. Em tempo de pandemia, esses cuidados são ainda mais extensivos, passando pela disposição de álcool em gel, máscaras e medidas para o distanciamento social. E quando há vacina para evitar uma doença que está matando cerca de 2 mil pessoas por dia, as companhias têm amparo legal para exigir o comprovante de vacinação para os funcionários que podem ser imunizados. “Se um dos seus colaboradores se recusa a ser vacinado, ele está colocando todos em risco e as empresas têm o dever legal de zelar pela saúde dos seus funcionários. Diante dessa negativa, a empresa pode sim fazer a dispensa por justa causa”, avalia o advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial, Fernando Kede.

O advogado lembra decisão recente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que condenou uma transportadora a indenizar a família de um motorista que morreu após contrair covid durante o exercício da sua função. “A Justiça entendeu que, ao não providenciar um ambiente de trabalho seguro, a empresa poderia ser condenada pela morte do trabalhador e considerou a covid como um acidente de trabalho. Esse cenário evidencia a responsabilidade da empresa em cuidar da saúde do trabalhador”, observa.

Orientação é que empregadores requisitem comprovante
de imunização de seus funcionários (Foto: Govesp)


Kede orienta que os empregadores requisitem o comprovante de imunização para identificar quem está apto a receber a vacina, mas não se imunizou. O empregador, segundo o advogado, também pode exigir o exame para coronavírus e a apresentação do resultado pelo funcionário.

Caso identifique que um funcionário não está imunizado, o empregador pode solicitar que ele o faça, mas não pode obrigar. “As empresas não têm o direito de obrigar seus colaboradores a tomar a vacina, mas têm o direito de dispensá-los para evitar um problema de saúde pública ainda maior. Em tempos de pandemia, a responsabilidade sobre a saúde coletiva fica ainda mais evidente”, afirma.

Kede exemplifica que um funcionário contaminado em uma empresa que tenha 500 trabalhadores na linha de produção pode prejudicar a saúde de muitos, abrindo caminho para eventuais processos, provocando danos incalculáveis à empresa. A recomendação do especialista é que ao perceber que os funcionários estão na faixa etária de vacinação, a empresa faça uma campanha de conscientização com palestras e treinamentos. “Se mesmo assim o funcionário não se vacinar, que seja advertido e depois disso, se a recusa persistir, pode ser demitido por justa causa, a não ser, é claro, que se tenha uma justificativa plausível para o funcionário não tomar a vacina, como alguma doença grave que o impeça, e seja comprovado por laudo médico que a vacina poderia prejudicar ainda mais a sua saúde”, afirma.

 


Fernando Kede - advogado especialista em Direito do Trabalho Empresarial

 

Especialistas do Mackenzie analisam impactos sociais e econômicos do uso medicinal da Cannabis no Brasil

O uso medicinal da Cannabis, aliado a uma boa fiscalização, pode ser eficaz para pacientes com doenças como Esclerose, epilepsia refratária, dentre outras, e ainda apresenta vantagens para o setor econômico


Na último dia 08 de junho, foi aprovado na Câmara dos Deputados o projeto de lei cujo intuito é legalizar o cultivo da Cannabis no Brasil, sobretudo para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais. Entretanto, a proposta, apesar de ser antiga, ainda gera muitos questionamentos e polêmicas tanto no âmbito social, quanto no político, visto que ainda existe uma grande oposição na sociedade à ideia de liberar produtos derivados da planta utilizada para produção de maconha.

Atualmente, a comunidade científica aparenta ter chegado a um consenso quanto ao uso medicinal da Cannabis e seus efeitos. Segundo o professor de Medicina da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR), Marcelo del Omo, os canabinoides medicinais encontrados na planta atuam no sistema endógeno e são capazes de influenciar o humor, o tônus motor, a coordenação, dentre outros mecanismos. Por isso, o uso da substância pode ser indicado. "Qualquer paciente que padeça de problemas em um desses setores, e que já tenha feito uso de medicamentos de primeira linha sem sucesso, pode se beneficiar com o uso de um ou mesmo da mistura de canabinoides para controlar sua doença".

Del Omo ainda acrescenta que "se bem fiscalizado, impedindo o acesso ao uso recreativo, principalmente por adolescentes, onde o malefício já é cientificamente evidente, não vejo problemas na inclusão da cannabis para uso medicinal". Dentre as condições em que o medicamento pode ser prescrito, encontram-se pacientes com esclerose múltipla, doença de Huntington, epilepsia refratária e até mesmo naqueles com dor neuropática crônica refratária. Pessoas com náuseas e vômitos induzidos por quimioterapia e intolerantes aos medicamentos antieméticos habituais, como a ondansetrona também podem receber a prescrição.

Margareth Akemi, professora do curso de Farmácia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Presbiteriana Mackenzie, diz que com as regulamentações existentes, atualmente apenas dois produtos são regulamentados e estão disponíveis no mercado nacional. "Esta aprovação é inédita e um grande avanço para garantir o acesso total ao tratamento, atendimento clínico e medicamentos ou produtos derivados da Cannabis Medicinal, por todos os pacientes que tanto necessitam", afirma. A professora analisa que a indústria farmacêutica também obterá vantagens como possibilidades de inovação, aumento do mix de linha de produtos e aumento de contratação de profissionais.

Leila Pellegrino, professora de Economia do Mackenzie em Campinas, avalia os impactos da legalização do uso medicinal da Cannabis no Brasil. "Ampliaria a arrecadação de tributos, ao mesmo tempo que reduzia esforços no combate ao tráfico de drogas". Outro ponto refere-se aos gastos no SUS. Segundo a docente, estudos mostram que o consumo de medicação de uso controlado caiu pela metade em pacientes que complementaram seus tratamentos com o canabidiol.
Há indícios ainda de maior efetividade de terapias e das internações em UTI entre os usuários, aumentando a eficiência dos gastos com o tratamento. "A legalização possibilitaria o surgimento de negócios destinados à produção medicinal do canabidiol, sendo uma possibilidade de geração de renda e emprego.", explica.

Já o especialista em Direito Constitucional e professor do Mackenzie, Flávio de Leão Bastos, aponta para uma pesquisa da Grand View Research, em que países como a Colômbia, Argentina, Equador e México viram a possibilidade de abrir um mercado de exportação a partir do uso medicinal da Cannabis, arrecadando então 70% do faturamento global do ramo e abrindo um novo nicho econômico. Com a falta da legalização no país, pacientes que necessitam do medicamento precisam desembolsar uma quantia maior ou verificar a possibilidade de cultivo da planta em casa.

Bastos explica que, atualmente o processo de autorização do cultivo da maconha para fins medicinais se dá por meio de seara jurídica. O paciente entra com pedido judicial para liberação do plantio, extração do princípio ativo e garantia de não penalização penal e laudos médicos que comprovem a doença e a necessidade de uso do medicamento. Entretanto, nem todos os pedidos são aceitos.


Escolas e currículos que formam cidadãos para o mundo

Opinião

As escolas deveriam ser responsáveis pela conscientização dos alunos sobre questões globais, como mudanças climáticas, saúde global, conflitos internacionais, fome ou desnutrição em diferentes partes do mundo, causas da pobreza e igualdade entre homens e mulheres, garantindo assim a formação de uma consciência coletiva que nos torne melhores cidadãos. Um dos problemas é que os currículos escolares já estão inchados, não somente no Brasil. Ao longo dos anos, muitos países responderam a novas demandas sobre o que os alunos devem aprender colocando cada vez mais conteúdo em seus currículos, com o resultado de que esses muitas vezes se tornaram volumosos, mas, em muitos casos, com pouca profundidade, podendo dizer o mesmo da aprendizagem dos alunos. Os professores estão garimpando em uma grande quantidade de conteúdo e de assuntos.

A inclusão de recursos adicionais fornece uma maneira fácil de mostrar ao público que os materiais didáticos respondem às demandas emergentes. Mas o resultado pode ter implicações superficiais de aprendizagem que os exames internacionais revelam sobre muitos estudantes, em diversos países. Mais promissoras parecem ser as abordagens de algumas nações para ensinar menos, mas com maior profundidade e, ao mesmo tempo, ampliar a experiência de aprendizagem integrando temas, contextos e assuntos emergentes em áreas curriculares tradicionais, muitas vezes sob a bandeira de uma abordagem interdisciplinar. No Brasil, a BNCC e o novo Ensino Médio trazem luz aos currículos escolares nesse sentido.

Essas abordagens reconhecem que a compreensão profunda – por exemplo, pensar como um cientista – pode gerar mais resultados aos alunos do que conhecer fórmulas ou procedimentos específicos; ou que entender como a narrativa de uma sociedade emergiu, desenvolveu, avançou e às vezes se desvendou quando o contexto mudou, indo muito além de lembrar datas, nomes e lugares. É a sala de aula ativa e linkada também à realidade mundial. Naturalmente, o corpo docente necessita de capacitações, debates e apropriação das ferramentas indissociáveis para fazer as pontes.

O que parece indispensável é um equilíbrio mais cuidadoso entre um currículo negociado e um currículo projetado. Os currículos do século XXI precisam ser caracterizados pelo rigor (construir o que está sendo ensinado em um alto nível de demanda cognitiva); pelo foco (visando a compreensão conceitual, priorizando a profundidade sobre a amplitude do conteúdo); e pela coerência (instrução de sequenciamento baseada em uma compreensão científica das progressões de aprendizagem e do desenvolvimento humano). Precisam permanecer fiéis às áreas do conhecimento ao mesmo tempo em que visam à aprendizagem interdisciplinar e à capacidade dos alunos de ver problemas através de múltiplas lentes. Também precisam equilibrar o conhecimento do conteúdo com o conhecimento sobre a natureza e os princípios das áreas.

Não menos importante, para ajudar os alunos a enfrentar problemas futuros desconhecidos, os currículos precisam focar em áreas com maior valor de transferência – ou seja, dar prioridade aos conhecimentos, habilidades e atitudes que podem ser aprendidos em um contexto e aplicados a outros. Um dos fios condutores de todo esse contexto amplo e relevante é a língua inglesa. Por meio dela, aprendendo-a também dentro da escola, em um processo de aquisição natural e com ênfase nas habilidades do século XXI –- comunicação, colaboração, pensamento crítico e criatividade –, a voz dos alunos é ampliada e sua percepção de múltiplos contextos globais se estabelece. Assim, além de funcionarem apenas como monolíngues, ao se tornarem falantes bilíngues, conseguem agir criticamente sobre sua língua materna e também são lançados ao cativante universo de compreender, refletir, debater e opinar de forma exponencial para além do seu entorno local.

Obter sucesso na educação significa construir curiosidade (abrir mentes); trata-se de (com)paixão (abrindo corações); de coragem (mobilizando recursos cognitivos, sociais e emocionais para agir). E essa também será a melhor arma contra as maiores ameaças de nossos tempos: ignorância (a mente fechada); ódio (o coração fechado); e medo (o inimigo da agência). E tudo isso podendo ser cascateado na multivocalidade e multidimensionalidade do sujeito bilíngue.


 

Luiz Fernando Schibelbain - gerente executivo de conteúdo no PES English.


Três em cada 10 MEI fecham as portas em até cinco anos de atividade no Brasil

Pesquisa do Sebrae revela que microempreendedores individuais têm a menor taxa de sobrevivência entre os pequenos negócios


Os microempreendedores individuais (MEI) são os que apresentam a maior taxa de mortalidade em até cinco anos. De acordo com a pesquisa Sobrevivência de Empresas (2020), realizada pelo Sebrae com base em dados da Receita Federal e com pesquisa de campo, a taxa de mortalidade desse porte de negócio é de 29%. Já as microempresas têm uma taxa de mortalidade, após cinco anos, de 21,6% e as de pequeno porte, 17%.

De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, o estudo comprova a tese de que quanto maior o porte, maior a sobrevivência, pois o empresário tem um maior preparo e muitas vezes opta por empreender por oportunidade e não por necessidade. “Entre os microempreendedores individuais há uma maior proporção de pessoas que estavam desempregadas antes de abrir o negócio e que, por isso, se capacitam menos e possuem um menor conhecimento e experiência anterior no ramo que escolheram, o que afeta diretamente a sobrevivência do negócio”, afirma Melles.

Segundo o estudo, é possível inferir que a maior taxa de mortalidade dos MEI também esteja associada à extrema facilidade de abrir e de fechar esse tipo de empreendimento, quando comparado às Microempresas (ME) e às Empresas de Pequeno Porte (EPP). Para Melles, as facilidades de abrir e fechar o MEI faz com que este sistema se assemelhe ao padrão norte-americano de abrir e fechar empresa. Logo, com a maior facilidade de registro e baixa, passa a ser natural entrar e sair de uma atividade, sem que isso gere implicações burocráticas excessivas.

Além disso, quanto menor o porte da empresa, mais difícil obter crédito para manter o capital de giro e conseguir superar obstáculos como os ocasionados pela Covid-19. “Independentemente do porte, mais de 40% dos entrevistados citaram explicitamente como causa do encerramento da empresa a pandemia do coronavírus. Para 22%, a falta de capital de giro foi primordial para o fechamento do negócio”, explica o presidente do Sebrae. A pesquisa também detectou que 20% dos antigos empresários reclamaram do baixo volume de vendas e da falta de clientes.

Entre as empresas que encerraram as suas atividades, cerca de 34% dos entrevistados acreditam que ter acesso a crédito poderia ter evitado o fechamento da empresa. Ainda segundo o levantamento, apenas 7% desse grupo de empresas solicitaram crédito bancário e obtiveram êxito. “Esse dado comprova a importância de programas como o Pronampe, que foi criado para corrigir um problema histórico de acesso a crédito pelos pequenos negócios e que ampliou o acesso a empréstimos no país. Antes do programa, cerca de 11% das empresas conseguiam crédito, após a iniciativa, esse número saltou para 39%”, comenta Melles.

Ao analisar a sobrevivência por setor, o levantamento feito pelo Sebrae detectou que a maior taxa de mortalidade é verificada no comércio, onde 30,2% fecham as portas em 5 anos. Na sequência, aparecem Indústria da Transformação (com 27,3%) e Serviços, com 26,6%. As menores taxas de mortalidade estão na Indústria Extrativa (14,3%) e na Agropecuária (18%).

Minas Gerais é o estado com a maior taxa de mortalidade com um percentual de 30%. Distrito Federal, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apresentaram uma taxa de mortalidade de 29%. Amazonas e Piauí foram os que apresentaram as menores taxas de mortalidade (22%), seguidos por Amapá, Maranhão e Rio de Janeiro (23%).

 

Outros dados da pesquisa:

  • 42% dos entrevistados estavam desempregados até três meses antes de abrir a empresa. Este número é expressivamente maior do que o total de desempregados verificados na pesquisa realizada em 2016: 23%.
  • Dentre aqueles que estavam desempregados antes de abrir a empresa, apenas 41% continuam com o empreendimento em atividade atualmente. Já entre os que estavam empregados, esse número sobre para 51%.
  • 72% dos entrevistados possuíam experiência anterior ou conhecimento no ramo de negócio da empresa.
  • 57% dos entrevistados consideram que empreenderam por oportunidade. Enquanto isso, quase 30% dos respondentes empreenderam por necessidade. Em comparação à pesquisa de 2016, observa-se uma diminuição no percentual de empreendedores que abriram empresas motivados por “oportunidade”.
  • A sobrevivência de quem empreende por oportunidade é de 58%, já no grupo de quem empreende por necessidade, esse percentual cai para 28%
  • Entre os empreendedores que fecharam a empresa, 34% dos acreditam que ter acesso a crédito poderia ter evitado o fechamento do negócio. Já ¼ dos respondentes afirmou que ter mais clientes teria sido útil.

Fatecs divulgam lista de inscrições deferidas e indeferidas para o segundo semestre

Relação apresenta inscrições para o Vestibular aceitas e rejeitadas pelo sistema; candidatos podem entrar com recurso pela internet; o resultado será divulgado dia 23 

 

A partir das 15 horas desta quarta-feira (16), estará disponível no site www.vestibularfatec.com.br a relação de inscrições deferidas e indeferidas no processo seletivo das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) do Estado para o segundo semestre de 2021. A lista inclui os candidatos cuja documentação e notas das disciplinas de Português e Matemática inseridas no sistema foram aceitas ou rejeitadas, após conferência dos organizadores do Vestibular. 

O período para apresentação de recurso ocorre nos dias 17 e 18 de junho. Caso seja necessário, o candidato poderá retificar as notas inseridas e reenviar os documentos comprobatórios (informados erroneamente, ilegíveis, incompletos ou diferentes do que deveriam ter sido anexados). O resultado do recurso será divulgado no dia 23 de junho. 

A verificação da relação preliminar de inscrições deferidas e indeferidas, do período para recurso, da lista de classificação e da convocação para matrícula é de inteira responsabilidade do candidato.

 

Processo seletivo 

O total de vagas, 18.160, está distribuído entre os 84 cursos de graduação tecnológica das Fatecs. Esse número representa um crescimento de 2.360 vagas comparado ao mesmo semestre do ano passado. 

Serão avaliadas as notas das disciplinas de Português e Matemática da segunda série do Ensino Médio. Candidatos que estão cursando o Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos (EJA) ou modalidade semelhante podem apresentar notas referentes ao segundo termo deste ciclo, desde que no ato da matrícula comprovem a conclusão do Ensino Médio. 

Em 30 de junho será divulgada a lista de classificação geral e a primeira lista de convocação para matrícula das Fatecs. A seleção dos convocados será por análise de histórico escolar, sem prova presencial ou online. A mudança do critério de avaliação se fez necessária para atender ao distanciamento social, recomendado pelo Governo do Estado de São Paulo e autoridades sanitárias, visando preservar a saúde dos candidatos. 

Os cursos terão o início pelos formatos remoto ou híbrido (parte presencial e parte virtual), até que as regras do isolamento social sejam flexibilizadas e seja possível o retorno às aulas presenciais. 

Moradores da Capital e Grande São Paulo podem esclarecer dúvidas pelos telefones (11) 3471-4103 (Capital e Grande São Paulo) e 0800-596 9696 (demais localidades) ou em vestibularfatec.com.br.

 


Centro Paula SouzaAutarquia do Governo do Estado de São Paulo vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, o Centro Paula Souza (CPS) administra as Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e as Escolas Técnicas (Etecs) estaduais, além das classes descentralizadas – unidades que funcionam com um ou mais cursos, sob a supervisão de uma Etec –, em cerca de 360 municípios paulistas. As Etecs atendem mais de 228 mil estudantes nos Ensinos Técnico, Integrado e Médio. Nas Fatecs, o número de matriculados nos cursos de graduação tecnológica supera 94 mil alunos.


A importância da tecnologia para a saúde em instituições de longa permanência

Por conta do desenvolvimento tecnológico e da medicina, bem como da melhora da qualidade de vida e saúde, a expectativa de vida da população mundial tem aumentado progressivamente e o envelhecimento tornou-se um processo natural, inexorável e bastante desafiador.

Segundo a OMS, até 2025, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos, o que constituirá um total de aproximadamente 1,2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a tendência de envelhecimento da população vem se mantendo e o número de pessoas com mais de 60 anos no país já é superior ao de crianças com até 9 anos de idade. O aumento da população idosa do Brasil tem sido muito mais intenso do que no cenário global. O número de brasileiros idosos de 60 anos e mais era de 2,6 milhões em 1950, em 2019 o número de idosos no Brasil chegou a 32,9 milhões e deve alcançar 72,4 milhões em 2100.

Uma população mais longeva e vivida é uma conquista. Mas como podemos melhorar ainda mais a relação dos idosos com um mundo moderno e em constante mutação? O uso de novas tecnologias está em todos os lugares, de hospitais à supermercados, e quem não se adapta a sua utilização se torna obsoleto no próprio contexto social. Os desenvolvedores de novas tecnologias precisam ficar continuamente atentos para ajudar essa parcela da sociedade a acompanhar a evolução tecnológica.

Um levantamento feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica (Ipea) aplicada em 2011 concluiu que o Brasil tem poucas instituições para idosos. Muito menos do que seria preciso. Os nomes são muitos: abrigo, asilo, retiro, casa de acolhimento. Pelo nome oficial quase ninguém conhece: instituição de longa permanência para idosos. Eles são muito poucos ainda e o brasileiro está envelhecendo. Em dez anos, o número de pessoas com mais de 60 anos aumentou 41%. No mesmo período, a população com mais de 80 anos cresceu 61%. E nessa fase da vida, às vezes, já não se pode viver mais sozinho. É preciso ajuda até para caminhar. O resultado do primeiro censo de abrigos para idosos do Brasil foi divulgado em 2011. São apenas 3.548 instituições em todo o país, onde vivem 83.870 pessoas com mais de 60 anos. Os pesquisadores do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas criticaram a falta de investimentos públicos em instituições para idosos.

 "A demanda está aumentando muito e a tendência para os próximos dez anos é um grande aumento na demanda por cuidado não familiar, então o governo precisa investir nessa área", afirmou a técnica de planejamento e pesquisa do IPEA Ana Amélia Camarano, na ocasião. Além do levantamento, que mostra a situação atual nos abrigos e asilos, o estudo dos técnicos do Ipea procurou apresentar também propostas de como poderia ser o atendimento aos idosos no país. Algumas ideias já estão em execução no Rio. Entre as formas alternativas, estão cuidadores familiares e centros de convivência, onde as pessoas passam o dia e depois voltam para casa.

Em um futuro não muito distante, eles se tornarão o foco e aumentarão cada vez mais sua representatividade nessa utilização.

De acordo com Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) a população idosa, em sua maioria, aceita as novas tecnologias. Mas isso não é tudo. Se estes objetos podem ser reconhecidos como ferramentas de acessibilidade, ainda são encontradas barreiras na utilização – que muitas vezes derivam de características do próprio aparelho, como letras pequenas e idiomas estrangeiros. Isto inclui desde celulares, controle remotos, câmeras digitais, computadores e aparelhos de cozinha até equipamentos de monitoramento das condições de saúde.

Ao contrário do que se imagina, os idosos têm sim interesse e disposição em adotar as novas possibilidades que a tecnologia oferece, principalmente no que se refere aos cuidados com sua saúde. Por conta da crescente evolução da área médica, facilitar ao máximo essa integração passa também a ser parte da responsabilidade de todos os profissionais de saúde.

Para que isso aconteça de maneira favorável, deve-se levar em conta todo o processo de envelhecimento, e os desafios que proporciona, tanto na parte da saúde, quanto na parte emocional.

As tecnologias na saúde são excelentes ferramentas voltadas a demandas e condicionalidades do processo de envelhecimento. Elas podem melhorar as condições de saúde de modo geral, a autoestima, auxiliar técnicas de cuidado em ambientes hospitalares, facilitar a mobilidade, comunicação, e a segurança dos ambientes domésticos.

A pandemia mudou radicalmente a vida de todos, mas os idosos são um público particularmente afetado de maneira mais intensa, uma vez que integram um grupo de risco. Com o isolamento social, quem mora longe tem uma tarefa difícil nas mãos, que é zelar pela segurança do idoso — mas felizmente a tecnologia pode ser uma aliada nessa missão.

Hoje, existem wearables capazes de avisar sobre quedas, aplicativos de saúde para lembrar de medicamentos, e a teleconsulta, que fornece atendimentos de qualidade sem que o paciente precise se deslocar. Pulseiras que enviam alertas aos familiares quando o idoso cai, sistemas de monitoramento remoto e de comunicação, botões de emergência pessoal são outros exemplos do emprego da tecnologia assistiva para acompanhar os idosos e promover maior qualidade de vida.

Para os familiares, os avanços tecnológicos proporcionam mais conforto e tranquilidade por possibilitarem o contato com indivíduos em isolamento. Por outro lado, os dispositivos de monitoramento permitem que serviços de atendimento mantenham contato com pacientes com segurança e regularidade.

 


José Rubens Almeida - graduado em ciências da computação e diretor da AGM Automação, que produz toda a linha de equipamentos Psiu sem fio. www.psiusemfio.com.br, com foco em instituições de longa permanência.


Open banking: 56% da população desconhece inovação

Com 2ª fase de implementação agendada para julho, o desafio do Banco Central é apresentar serviço aos consumidores


56% da população brasileira não sabe o que é open banking, e 37% imagina ser um novo banco digital. Estes são dados de uma pesquisa realizada pelo C6 Bank/Ipec, divulgados no começo do mês. Para o especialista em regulação José Luiz Rodrigues, este levantamento mostra uma grave realidade, considerando que a próxima fase para a implementação do open banking, prevista para o dia 15 de julho, será centralizada no consumidor, que ainda desconhece seus direitos.

“A segunda fase do open banking será direcionada aos clientes, que poderão autorizar o compartilhamento de seus dados entre as instituições financeiras. É uma etapa muito integrada às diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados. A primeira etapa desse processo de implementação foi a integração entre as empresas do mercado, que envolveu desde os bancos tradicionais a startups e fintechs. Agora, com esta unificação de sistema, entrará o papel do consumidor”, explica José Luiz, que também é sócio da JL Rodrigues & Consultores Associados.


Entenda as mudanças

Na prática, o open banking é um conceito que busca padronizar a troca de informações entre entidades que compõem o sistema financeiro: o mercado financeiro passará a utilizar um mesmo universo tecnológico, o que facilitará o acesso e a portabilidade dos dados. “Um dos princípios básicos do open banking é de que o cliente é o dono dos seus dados. Sendo assim, tudo o que for realizado com os dados de cada pessoa, será feito somente com sua autorização. Então, ela precisa saber quais informações estão disponíveis e quais instituições financeiras as acessam”.

Por ser um sistema unificado entre os players do mercado, como bancos e fintechs, a transferência do cliente de uma instituição para outra é facilitada, o que dá mais poder ao consumidor. O especialista destaca a importância da população ter conhecimento desse novo cenário, para melhor usufruir das alternativas que estarão à disposição de todos e, também, saber que todos os canais hoje existentes serão mantidos. 

“Isso fará com que as empresas mudem o seu foco, antes direcionado essencialmente na estruturação de produtos e serviços, e passe a olhar mais para o consumidor. Com o open banking, a tendência é que haja mais concorrência e, como acontece em casos de concorrência acirrada, as instituições terão que melhorar seus serviços, canais de atendimento e reduzir taxas para atrair mais clientes”, conclui José Luiz.


Sobre a JL Rodrigues & Consultores Associados

Há vinte e dois anos no mercado, a JL Rodrigues & Consultores Associados (https://jlrodrigues.com.br/) é uma consultoria especializada em regulação, organização, supervisão e acesso ao Sistema Financeiro e ao Mercado de Capitais, com foco no atendimento a empresas e instituições financeiras brasileiras e estrangeiras, que atuam ou pretendem atuar nesses ambientes.

Também atende instituições que atuam em atividades relacionadas como, por exemplo, instituições de pagamentos, fintechs de crédito, consórcios e outros modelos de negócios ligados ao Sistema de Pagamentos Brasileiro, como as de Infraestruturas de Mercado.

A consultoria representa seus clientes perante os órgãos reguladores pertinentes, para propor soluções eficazes no âmbito administrativo, institucional, regulamentar e contábil, que preservem seus legítimos interesses econômicos, financeiros e comerciais.

 


José Luiz Rodrigues - sócio titular da empresa, é também membro do Conselho da ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs) o que faz com que a Consultoria esteja inserida nesse ecossistema de forma ativa.

 

terça-feira, 15 de junho de 2021

Novo estudo do Banco Mundial analisa a qualidade do ambiente de negócios nos estados brasileiros

O estudo realizado com apoio do Sebrae, a pedido do governo federal, tem como objetivo identificar boas práticas para desburocratizar processos de gestão empresarial e empreendedorismo


As empresas brasileiras consomem, em média, 1.493 horas por ano para cumprir com suas obrigações tributárias, mais do que em qualquer outro país do mundo. Da mesma forma, o desempenho do Brasil está abaixo de muitos outros países e regiões em outros aspectos que são fundamentais para a atividade empreendedora: abertura de empresas, obtenção de alvará de construção, registro de propriedades e execução de contratos. Esse é o diagnóstico do “Doing Business Subnacional Brasil 2021”, estudo realizado pelo Banco Mundial, a pedido do governo brasileiro, com apoio do Sebrae, da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O objetivo principal do documento, lançado nesta terça-feira (15), é diagnosticar as melhores práticas em termos comerciais e contribuir para o aprimoramento do ambiente de negócios do país.

O estudo comparou os parâmetros das 27 unidades da Federação e avaliou a complexidade e demora dos processos que os empresários enfrentam no país. Segundo o Banco Mundial, é mais desafiador abrir uma empresa, registrar uma propriedade, cumprir com as obrigações fiscais ou obter um alvará de construção na média dos estados brasileiros do que na maioria dos demais países da América Latina e Caribe e das economias de alta renda da OCDE.

Processos demorados e complexos são um grande desafio para os empreendedores, principalmente devido a níveis insuficientes de coordenação entre agências nacionais e locais. Além disso, o ambiente de negócios do Brasil apresenta forte variação em nível subnacional. Há exemplos de boas práticas em diferentes estados, de todos os níveis de renda, regiões e tamanhos. O desempenho global nos cinco parâmetros avaliados (abertura de empresas, obtenção de alvará de construção, registro de propriedades, pagamento de impostos e execução de contratos) indica que é mais fácil fazer negócios em São Paulo, Minas Gerais e Roraima. Entretanto, nenhuma localidade é classificada em primeiro lugar nas cinco áreas medidas.


Repercussão

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência do Brasil, Onyx Lorenzoni, afirmou que a pesquisa irá auxiliar os governantes na tomada de decisões para dar continuidade às medidas de enfrentamento à pandemia. “O governo do presidente Bolsonaro se preocupa muito com a melhoria do ambiente de negócios. Os dados que conhecemos hoje irão auxiliar os gestores municipais, estaduais e federais para tomar decisões que irão facilitar abertura de empresas, a emissão de alvará, o pagamento de impostos e até o melhoramento do ambiente jurídico e o cumprimento de contratos. Pretendemos estar entre os 50 primeiros países no sentido de melhores práticas comerciais do mundo, com uma concorrência saudável, livre, sem burocracia”, comentou o ministro.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles, reforçou o compromisso da instituição com agendas que beneficiam os micro e pequenos negócios no país. “Lá atrás, quando criamos o Simples Nacional, já pensávamos em melhorar o ambiente de negócios no Brasil. Na sequência, aprovamos a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Em todas essas conquistas, tivemos o apoio do presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, senador Jorginho Melo”, destacou. Ainda de acordo com o presidente do Sebrae, a preocupação da instituição, neste momento, é contribuir com o governo para a melhoria do ambiente de negócios. “O Sebrae tem trabalhado para ser o Sebrae que o Brasil precisa, fomentando o acesso ao crédito, reduzindo as burocracias e impulsionando as pessoas que querem empreender, gerar emprego e renda no país. Nós todos vamos ser testemunhas do quanto vamos melhorar, após essa pesquisa, em termos de percepção das capitais do país e como vamos acelerar em pontos que irão fazer a diferença”, concluiu Melles.

Por sua vez, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, pontuou a importância de ter um mapeamento detalhado da atuação comercial nos estados brasileiros, para a solução de problemas específicos. “Nosso país só voltará a crescer com reformas estruturais e com a melhora do ambiente de negócios. O Estado tem o dever de facilitar a vida de quem quer empreender, gerar riquezas e empregos no nosso país. O que se busca aqui são pautas que dão mais segurança jurídica, mais liberdade econômica. Todos sabemos que a solução de um problema começa pelo diagnóstico certeiro”, comentou.  

Para o presidente do CNC, José Roberto Tadros, é hora de avançar no processo de desburocratização. “O Brasil é um país continental, não podemos permitir que nosso ambiente de negócios remeta a sistemas coloniais. Temos que ter liberdade de ousar, de investir, de agir conforme o sistema capitalista funciona no mundo todo, sem entraves, sem burocracias. Temos que trabalhar para sermos inseridos no ranking da quinta economia mundial. A CNC fica muito feliz de dar os primeiros passos para essa visão aberta, liberal e dinâmica, para que possamos lado a lado galgar objetivos para formação de um Brasil com crescimento sustentável”, afirmou Tadros.


Resultados

A diretora do Banco Mundial, Paloma Casero, explicou que o Doing Business Subnacional Brasil 2021 é o primeiro estudo que cobre todas as unidades da federação analisando parâmetros fundamentais para a atividade empreendedora. “Isso é importante porque o Brasil é um país muito plural e diverso. A melhoria do ambiente de negócios, principalmente num contexto de pandemia, é fundamental para consolidar o movimento de retomada do crescimento econômica. O país está empenhado em se recuperar da crise causada pela pandemia e esse estudo pode contribuir nesse sentido”, afirmou.

Paloma apresentou ainda algumas conclusões que são entendidas a partir da pesquisa: “O ambiente de negócios no Brasil é muito amplo e possui diversas facetas. No entanto, os melhores resultados estão intimamente ligados a processos mais fáceis e ágeis. Processos longos e complexos continuam sendo barreiras para o crescimento das empresas. O governo precisa apoiar medidas de desburocratização para fomentar a economia, superar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais. Para acessar os dados completos do Doing Business Subnacional Brasil 2021 acesse aqui.


Alguns dados da pesquisa

- O processo de abertura de uma empresa no Brasil requer, em média, 11 procedimentos, três semanas e custa o equivalente a 5,1% da renda per capita anual

- A abertura de uma empresa custa quase dez vezes mais em Mato Grosso do que no Ceará

- Devido à adoção de uma série de boas práticas, é mais fácil fazer negócios em São Paulo, Minas Gerais e Roraima

- O ambiente de negócios do Brasil melhoraria se as boas práticas de alguns estados fossem adotadas nacionalmente

- No Brasil, obter alvarás de construção é mais fácil em Roraima. A obtenção de alvarás de construção requer uma média de 22 procedimentos, variando de 18 em Mato Grosso do Sul e São Paulo a 26 no Maranhão. O custo do processo no Distrito Federal é mais baixo (0,5% do valor do armazém) e em Goiás, o mais alto (2,6%)

- A transferência de propriedades no Brasil requer, em média, 15 procedimentos, 39 dias e custa 3,2% do valor do imóvel.


Vendas do comércio sobem 13,7% no Dia dos Namorados, revela Serasa Experia

Alta é maior do que a registrada no Dia das Mães (6,0%). Assim como no cenário nacional, cidade de São Paulo marca aumento na semana comemorativa

As vendas do comércio físico brasileiro marcaram alta de 13,7% na semana do Dia dos Namorados (6 a 12 de maio de 2021) no comparativo com o mesmo período de 2020. Embora o crescimento tenha sido mais expressivo do que no Dia das Mães (6,0%) e o maior de toda a série histórica do índice, o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, explica que, “é necessário observar o contexto em que esse dado está inserido, pois o tombo registrado no ano anterior, que reflete o início das restrições sobre a pandemia, faz com que o número recorde (13,7%) se torne apenas uma recuperação parcial”. Confira os dados na íntegra no gráfico abaixo.
 


Levando em conta apenas o final de semana do feriado no Brasil em 2021 (4 a 6 de maio), a comparação com 2020 (5 a 7 de maio) registrou aumento de 3,2%. Já para a análise que considera apenas a cidade de São Paulo, foi revelada expansão de 11,3% na semana do Dia dos Namorados e queda de 1,0% no final de semana comemorativo.


 

Serasa Experian

www.serasaexperian.com.br


Venda de álcool em gel diminui no mercado farmacêutico em 2021, aponta Farmácias APP

Levantamento mostra que no comparativo com o ano passado, em março o consumo do antisséptico foi de -49,4% e em abril chegou a -59,5%


Com mais de um ano de pandemia no Brasil, ainda é essencial aplicar as medidas preventivas contra a Covid-19, especialmente no momento de realizar o processo correto de higienização das mãos. De acordo com dados de todo varejo farmacêutico, físico e digital, levantados pelo Farmácias APP, aplicativo de venda online de saúde e beleza, a distribuição de álcool em gel vem diminuindo em relação ao ano de 2020 no País, entre os meses de março e abril.

O período analisado demonstra que em março de 2021, o índice de vendas do produto representou -49,4% comparado com ano anterior. Porém, em abril o nível de aquisição do item diminuiu ainda mais, chegando a atingir -59,5%, em território nacional.

Ao avaliar os resultados por região, a Sudeste foi a que mais demonstrou queda na distribuição do item, observando o mesmo intervalo de 2020. Entre março e abril deste ano, o grau de consumo do álcool em gel teve uma redução de -64,3%. Em seguida, vem a região Centro-Oeste que atingiu -56,9% durante esses dois meses.

A próxima região com maior declínio na comercialização do antisséptico é a Norte, que chegou a alcançar a marca de -42,1% no bimestre sondado. Na sequência, temos o Sul com redução de -37,6% e a Nordeste com a menor queda de 33,7%.

“Os números deste levantamento mostram uma mudança no comportamento dos consumidores brasileiros, em relação ao início da pandemia em 2020. A tendência analisada expressa, que, mesmo seguindo com uma alta taxa de transmissão, a compra de álcool em gel vem regredindo cada vez mais, com decréscimos significativos para o mercado farmacêutico”, afirma Renata Morais, coordenadora de marketing do Farmácias APP.

 


Farmácias APP

www.farmaciasapp.com.br


Renda Fixa x Renda Variável: qual é a melhor opção?

Especialista de investimentos explica que o medo é o principal fator para deixar de investir na renda variável

 

Para começar a investir é recomendado saber como funcionam as opções de investimentos entre a renda fixa e a renda variável. A principal diferença entre os dois tipos é o risco, pois na renda fixa o investidor tem uma previsibilidade sobre o rendimento. Já na renda variável, como o próprio nome já diz, o rendimento pode variar para mais ou menos, dentro do período em que o dinheiro estiver aplicado.

O assessor de investimentos da iHUB Investimentos, Gian Montebro, explica que o medo é o primeiro impeditivo para que as pessoas deixem de começar a investir, principalmente por levarem em consideração que a renda variável é muito perigosa ou só serve para quem tem muito dinheiro, já que a renda fixa traz uma segurança maior. 


Renda variável 

A renda variável é o tipo de investimento que não garante um ganho fixo, ou seja, a rentabilidade do dinheiro aplicado pode variar para mais ou menos. Logo no início da pandemia, os veículos de comunicação falavam a todo instante sobre os recordes das quedas da bolsa de valores, com isso muitas pessoas começaram a ter interesse pela renda variável, pelo fato de ver um declínio tão brusco em um curto espaço de tempo, que de certa forma abria uma janela de oportunidade na cabeça de muitos. 

“Nesse momento, muitas dúvidas surgiram se era realmente o momento para entrar na bolsa de valores, visto que ela estava em índices recordes de alta, por volta dos 120 mil pontos em fevereiro, e caiu para 60 mil pontos em março. Com esse movimento muitos investidores continuam investindo na bolsa até hoje, mas recalibraram suas aplicações, saindo da renda fixa - com a taxa Selic cada vez mais baixa e migrando para a renda variável nos seus diversos produtos”, explica Montebro. 

Nesse tipo de aplicação, o investidor tem algumas opções de investimento, são elas:


Ações: o investidor compra uma pequena fração de uma empresa, visto que a ação é uma parte do capital social da empresa. Vale ressaltar que além de escolher boas empresas, o momento certo de entrar é essencial, pois informações básicas como as faixas de preço que ela negocia na B3 ou se o setor em que a empresa atua está em um momento favorável, podem influenciar na rentabilidade. 

Geralmente, o ideal é começar com as empresas mais conhecidas, as chamadas Blue Chips. 


Fundos de Investimento em Ações(FIAs): são fundos que têm como principal objetivo investir o dinheiro das cotas na bolsa de valores,  comprando e vendendo os papéis que negociam na B3.

São indicados para aqueles investidores que justamente não tem tempo ou interesse em estudar as empresas negociadas na bolsa, mas querem ter um percentual do seu capital investidos na mesma e portanto deixam que gestores qualificados, que estão à frente desses fundos, façam o trabalho.


Fundos Multimercados: são fundos que podem investir em ativos de diversos mercados, como renda fixa, ações, câmbio e derivativos, tanto para alavancagem quanto para proteção, esses fundos têm liberdade de gestão.


Fundos Imobiliários (FIIs): são frações de empreendimentos, como shoppings, galpões logísticos ou lajes corporativas. Eles pagam aluguéis e as cotas adquiridas oscilam para cima ou para baixo, assim como as ações.


Renda fixa 

Esse é o tipo de investimento que as regras de rendimento são definidas antes, no momento da aplicação o investidor já sabe o prazo e a taxa de rendimento que será usada para valorizar o dinheiro aplicado.  

Existem três principais tipos de investimentos na renda fixa, são eles: 


Títulos Pré Fixados: essa opção mostra o valor exato do rendimento do período. Se o título for de 5%, o investidor irá embolsar os mesmos 5% no período independente do cenário macroeconômico. Os títulos pré fixados englobam o Tesouro Direto, Letra de Câmbio (LC) e CDB Certificado de Depósito Bancário. 


Títulos Pós Fixados: está sempre atrelado a um indexador. Em um cenário em que a taxa Selic é o indexador, se ela subir, os títulos também seguem o mesmo movimento. 

Atualmente, estamos em um ambiente onde a política é a alta de juros, no qual são investimentos muito procurados, entre as opções estão: Tesouro Direto Selic, CDB, Letra de Câmbio Imobiliário (LCI), Letra de Câmbio Agronegócio (LCA) e Letra de Câmbio(LC).


Títulos Híbridos: o terceiro tipo tem uma parte fixa e outra variável. Normalmente, são muito procurados por investidores que querem ter um ganho real, ou seja, acima da inflação. Se o investidor optar por um Tesouro Direto IPCA, em 5%, por exemplo, ele vai render 5% somado à inflação do período. 

Entre as opções dos Títulos Híbridos estão: Tesouro Direto IPCA+, CDB, LCI, LCA, LC,CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) e CRA (Certificado de Recebíveis de Agronegócio). 


Qual é o % recomendado de renda fixa e renda variável para cada perfil?

Atualmente, há três perfis de investidores: conservador, moderado e agressivo. Quando tratamos da divisão entre renda fixa e renda variável no portfólio dos investidores, a XP Investimentos recomenda: 


Carteira Conservadora: 100% de investimentos em renda fixa pós fixado dividindo nos diversos produtos dentro dessa linha.


Carteira Moderada: 30% Renda fixa pós fixado; 15% Inflação; 28,50% Multimercado, 10% Renda Variável, 8% Renda Fixa Global e 8% Renda Variável Global


Carteira Agressiva: 1% Pós Fixado;  5% Pré fixado; 10% inflação; 3% Renda Fixa Global; 25% Multimercado; 35% Renda Variável e 21% Renda Variável global

 


Gian Montebro - assessor de investimentos na iHUB Investimentos, empresa especializada em assessoria de investimentos, com mesa de operação atuante em ações, derivativos e câmbio em tempo real. Possui mais de 20 anos de experiência no mercado financeiro, já atuou como Day Trader por sete anos. 


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