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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

O Varejo Digital continuará em alta em 2021 no Brasil

Segundo relatório da XP Investimentos a expectativa é que o varejo digital cresça em 2021 acima de 32% no Brasil, seguindo a linha de recordes históricos que ocorreu no setor em 2020 por conta da Covid-19.

Algumas explicações para esse crescimento e otimismo do setor é que no Brasil não existe apenas uma empresa dominante, como na China com o Alibaba. Aqui, temos uma diversidade enorme de empresas, de grande e pequeno porte. Por exemplo, a taxa de penetração das vendas online ficou em 9% em 2020. Tendo esse dado em mente, podemos concluir que ainda há um grande espaço a ser explorado.

Em 2020 o segmento que mais se destacou, sem dúvida, foi o de eletrônicos, que foi responsável por um quarto das vendas, isso significa que de cada 100 vendas, 25 foram desse segmento. Um destaque especial para os jogos que respondeu por 19% das vendas desse segmento.

Uma grande inovação que o setor passou a utilizar no ano passado e também contribuiu para o crescimento do setor, segundo o relatório, foram os serviços financeiros e cashbacks, que são os serviços financeiros oferecidos pelas empresas, para facilitar o pagamento e o recebimento das transações realizadas nas plataformas online.

Uma grande tendência para esse setor é o seu formando figital que é um conjunto de estratégias de omnichannel para integrar os canais físico/digital. Com a vacina sendo disponibilizada esse formato só tende a aumentar. A experiência de compra na loja física sempre vai existir, agora, o desafio das empresas é alinhar essa experiência ao digital, para se adaptar a esse novo tipo de cliente que passou pela experiência da Covid-19.

 


Elizeu Barroso Alves - coordenador dos cursos de Gestão Comercial e Varejo Digital do Centro Universitário Internacional Uninter.


Abertura de empresas em 2020 bateu recorde. Oito dicas para manter o negócio aberto

O cenário corporativo no Brasil é um dos mais complexos para se empreender
(Divulgação)
O ano de 2020 foi marcado pela pandemia do Covid-19, queda da atividade econômica e elevação do índice de desemprego. Entretanto, o Brasil teve o melhor desempenho no que diz respeito a abertura de novas empresas


A pandemia levou milhares de desempregados a se reinventarem e muitas pessoas encontraram no empreendedorismo a solução para garantir o seu sustento. Em 2020, foram abertas 3.359.750 empresas – registrando um aumento de 6% em relação ao ano anterior. No mesmo período, ocorreu o fechamento de 1.044.696 empresas, com queda de 11,3% na comparação com 2019. O saldo positivo é de 2.315.054 empresas abertas. De acordo com os dados do Ministério da Economia, as atividades recordistas de novos negócios foram: 


1º Comércio varejista de artigos de vestuários e acessórios: 200.662 empresas abertas;


2º Promoção de vendas: 149.063 empresas abertas;


3º Cabeleireiros, manicure e pedicure: 134.992 empresas abertas;


4º Fornecimento de alimentos preparados preponderantemente para consumo domiciliar: 110.261 empresas abertas;


5º Obras de alvenaria: 108.135 empresas abertas.


No que diz respeito ao MEI – Microempreendedor Individual – os números também animaram. De acordo com o Ministério da Economia, foram 2.663.309 de novas empresas, em 2020 (o MEI responde por 56,7% dos negócios em funcionamento no país).


Triste realidade 

O administrador, contabilista e professor Carlos Afonso, fez uma reflexão sobre o número de empresas abertas e o atual momento econômico, uma vez que parte significativa dessas novas empresas abertas em 2020, tenham as atividades encerradas em até cinco anos. 

“Infelizmente, essa é uma triste estatística identificada em diversas pesquisas do SEBRAE – Serviços Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas. As causas que podem levar ao fracasso das atividades empresariais são as mais diversas, sendo as principais: falta de planejamento; falta de recursos financeiros e gestão financeira precária; falta de comportamento empreendedor e divergência entre os sócios”, esclareceu professor Carlos. 

Ele afirma que tocar uma empresa no Brasil é bem difícil, pois o cenário corporativo é um dos mais complexos para se empreender. “O sistema tributário brasileiro é caótico. Não existe crédito disponível em abundância (em especial para novos empreendimentos), e quando se consegue, as taxas de juros praticadas são extremamente elevadas. A legislação trabalhista é paternalista. Falta mão de obra qualificada em diversas regiões. Concorrência desleal, entre tantos outros percalços”, pontuou ele. 


É preciso ser forte! 

Empreender no Brasil é tarefa para os fortes! É necessário perseverar muito, além da necessidade de se capacitar sempre e cercar-se de profissionais competentes. O maior erro do empreendedor é acreditar que pode fazer tudo sozinho ou que não precisa de ajuda externa para fazer o negócio ter sucesso – certamente, haverá algum fator preponderante fora do radar, que trará enormes prejuízos aos negócios. 

O Professor Carlos orienta que para se ter resultados e o negócio perdurar, o empreendedor deve ser um questionador, e perguntar sempre o que pode ser melhorado no negócio. “É importante ficar antenado em relação ao que está ocorrendo ao redor e como inovar. Porém, não se pode descuidar das finanças, da contabilidade, dos recursos humanos, dos assuntos administrativos e de tantos outros que afetam direta ou indiretamente o seu empreendimento”, aconselhou. “Desta forma, sorte é o fator menos provável para justificar o sucesso de um negócio”


Oito dicas para fazer o negócio dar certo 

Brasileiros encontraram no empreendedorismo a solução para driblar a crise
(Divulgação)

Independentemente de quando a empresa tenha sido aberta – antes ou durante a pandemia – para que ela tenha vida longa, não basta apenas ter o espírito empreendedor, e se preocupar apenas com produto, público e concorrência. Abaixo, o Professor Carlos oferece dicas para uma melhor gestão dos negócios. 

1 – Planejamento

Este é um instrumento de gestão que incluiu cenários, metas definidas e objetivos organizacionais, bem como estratégias e métodos para conquistar os resultados definidos neste planejamento. Ele quem determinará como será a jornada de crescimento da empresa, por isso é tão essencial. 

Em linhas gerais, significa projetar o futuro que se deseja, definir o que é preciso para chegar lá e identificar o que se deve mudar para isso. 


2 – Controlar fluxo de caixa

É importante controlar o fluxo de caixa e não apenas o montante de receitas e despesas. A simples gestão sobre as entradas de recursos e de contas a serem pagas, evita a necessidade de se adquirir empréstimos e, consequentemente, o pagamento de juros que absorvem recursos vitais da empresa. 


3 – Aprenda com quem tem mais experiência

Buscar conselhos de outras pessoas que tenham melhor domínio sobre determinado segmento, pode ajudar a tomar decisões importantes e dar uma diretriz, de forma que a empresa se mantenha na linha de frente. Um bom conselho é contratar uma assessoria jurídica para evitar erros. 


4 – Separe a pessoa física da jurídica

Sobretudo na questão financeira. Mantenha o dinheiro em bolsos separados. Misturar o dinheiro da pessoa física ao da jurídica impede a gestão do seu orçamento pessoal e não permite avaliar o desempenho real da empresa. 

E não faça retiradas de dinheiro sem planejamento, pois isso afetará o caixa e a saúde financeira da empresa em períodos de crise. Além de simbolizar uma fatia que não existe na planilha financeira e gerar problemas tributários. 


5 – Defina o preço correto do produto ou serviço

Se for muito baixo para atrair clientes, não será o suficiente para pagar as contas. Se for muito alto, não será competitivo e o cliente não virá.

Desta forma, para chegar ao valor ideal, considere os custos diretos de produção ou fornecimento do serviço, os custos fixos e indiretos que independem do volume de venda, preço da concorrência e diferenciais que sua empresa oferece. 


6 – Contratos e acordos trabalhistas

Não assine documentos sem ter certeza de que todo o teor está compreendido e que não haverá prejuízos em caso de desistência ou encerramento imprevisíveis. Atente-se principalmente aos contratos com fornecedores. 

Analise os mínimos detalhes do acordo de trabalho e certifique-se que ele está bem formulado, com descrição, detalhes e especificações. Isso evitará processos trabalhistas e condenações que desestruturam a saúde financeira da empresa. 


7 – Antecipe os problemas

Problemas sempre vão surgir e é preciso estar preparado para resolvê-los ou, na melhor das hipóteses, nem deixar que eles aconteçam. 


8 – Inovação

Inove sempre! Crie diferenciais competitivos. Isso chamará a atenção dos clientes, sobretudo nos momentos de crise.

 

Reserva de emergência e caixa: fique por dentro desses conceitos

A vida é cheia de incertezas e imprevistos. Mas, principalmente os momentos de crise mostram o quanto é importante contar com uma reserva financeira para enfrentar uma série de problemas que costumam acontecer e cobrir despesas do dia a dia. 

Considerando as melhores práticas de planejamento financeiro, primeiro é preciso construir uma reserva para depois começar a investir. 

Sim, vale ressaltar que reserva não é um investimento, mas um dinheiro que deve estar disponível para uso a qualquer momento, para lidar com situações como desemprego, perda ou redução de renda, um acidente, um tratamento de saúde, a necessidade de algum reparo no carro ou reforma da casa etc. Assim, ela precisa ser mantida em aplicações mais conservadoras com alta liquidez, que podem ser facilmente resgatadas, com um retorno próximo do juro básico de mercado, do CDI, como um fundo DI, CDBs e outros títulos de renda fixa. 

Não é na reserva que se deve buscar aumento de patrimônio, o objetivo, sim, é ter recursos nas mãos diante de qualquer eventualidade. Dessa forma, os ativos de renda variável não funcionam nessa dinâmica. Por exemplo, alguém que aplica a reserva de emergência em ações ou cotas de fundos imobiliários pode precisar vendê-los em um momento ruim, de baixa no mercado, assumindo perdas e, o pior, não resolvendo as necessidades de curto prazo. 

Entre as perguntas mais comuns estão: “Quanto eu preciso manter para ter tranquilidade?” e “Qual é o valor para uma reserva de emergência?”. Isso depende muito do perfil de cada um, mas o ideal é que a reserva seja suficiente para assegurar o padrão de vida ao longo de seis meses pelo menos. Na verdade, um ano seria o mais recomendável.


O caixa e os investimentos

Depois de construída essa base, é a hora de montar uma carteira diversificada, combinando ativos de renda fixa e variável, para alcançar maior rentabilidade e aumentar o patrimônio. A estratégia do portfólio deve ser alinhada com os projetos de vida no curto, médio e longo prazos.

E o caixa é uma das ferramentas de gestão de portfólio que pode ser utilizada. Por exemplo, um investidor pode manter uma parcela dos recursos em ativos de renda fixa com baixa volatilidade e alta liquidez, ficando preparado para captar oportunidades no mercado logo que elas apareçam, ou seja, comprar ativos mais baratos. Pode ser a ação de uma empresa que se desvalorizou momentaneamente por conta de uma notícia ou declaração de algum político, mas que não têm nada a ver com seus fundamentos e estratégias de geração de receitas e lucro no longo prazo. Ou ainda, uma situação em que o dólar se desvaloriza e que pode ser o momento para a entrada em um fundo cambial. 

Ter um caixa é uma técnica que levanta polêmica. Há alguns especialistas que criticam a manutenção desse recurso em caixa, em ativos que rendem próximos ao CDI, por uma questão de custo de oportunidade. Ou seja, os investidores poderiam estar aproveitando retornos maiores com outras aplicações. 

Porém, é interessante destacar que, os retornos dos investimentos também podem ser maximizados quando eles são feitos no momento certo, quando o investidor entra na ocasião mais oportuna. 

Então, vale a reflexão, e com a ajuda de um assessor de investimentos, fica mais fácil escolher a melhor tática. 

E com um consolidador de investimentos, é possível controlar e monitorar de forma eficaz e automática a reserva de emergência, o caixa e toda a carteira.



Cassio Bariani - CEO e sócio-fundador da Smartbrain

 

Com dados da FX Data Intelligence, SBVC evidencia queda no fluxo de visitas em shoppings e lojas físicas em 2020

Estudo apresenta o fluxo de consumidores nos centros de comércio do varejo brasileiro, apontando retração geral no país


Fluxo no comércio segue em baixa

O fluxo de consumidores no comércio do país está em baixa, conforme evidencia o mapeamento realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) em parceria com a FX Data Intelligence – especialista em visão computacional dirigida por IA, fornecendo insights estratégicos para o varejo. O estudo destaca o comparativo de desempenho em relação a 2020 e ao mês anterior, evidenciando os reflexos do fechamento do comércio durante alguns meses da pandemia da covid-19. Houve queda de 33% no faturamento dos shoppings, de R$ 192,8 bilhões em 2019 para R$ 128,8 bilhões em 2020, além da diminuição do fluxo de pessoas, que passou de 502 milhões de visitas ao mês em 2019 para 341 milhões em 2020. Ressalta-se também a retração de 9,5% na geração de empregos diretos.

Conhecer o volume do fluxo de visitantes em uma loja, seja ela de rua ou em shopping, e a variação percentual comparada ao mês e ano anterior pode evidenciar informações relevantes para a gestão do negócio. É o que apresenta o Mapeamento de Fluxo de Visitas em Shopping Centers e Lojas Físicas, realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC).

A FX Data Intelligence, empresa especializada em monitoramento de fluxo para o varejo, mostra esses dados. O objetivo do monitoramento é proporcionar novas ideias aos lojistas a partir do mapeamento de fluxo dos consumidores e reforçar a importância desses números para, a partir deles, tomar uma decisão e definir a estratégia do negócio.

A pesquisa traz as nuances completas da quantidade dos visitantes em lojas físicas e shopping centers em 2020, destacando o comparativo de desempenho em relação a 2020 e ao mês anterior. A exemplo, por conta da pandemia da covid-19, o comércio permaneceu fechado em março de 2019 e começou a ser parcialmente reaberto em junho do mesmo ano, interrompendo o fluxo de movimento nesse período. O fechamento trouxe como consequência uma queda de 33% no faturamento dos shoppings, caindo de R$ 192,8 Bilhões em 2019 para R$ 128,8 bilhões em 2020.

Essa queda no faturamento evidentemente também fez com que o fluxo de pessoas diminuísse, indo de 502 milhões de visitas ao mês em 2019 para 341 em 2020, ocasionando retração de quase 9,5% na geração de empregos diretos.

“A queda na movimentação do varejo já era esperada, mas se observamos o contexto ao longo de 2020, percebemos que pouco a pouco começam a recuperar o fluxo perdido. Além disso, há a consolidação de novos canais de vendas, permitindo uma integração de canais completa pela primeira vez no cenário brasileiro” afirma Eduardo Terra, Presidente da SBVC. 

O fechamento do comércio em 2020, em especial dos shoppings, foi de maior impacto nos meses de abril (retração de 94,94% no fluxo de visitas) e maio (retração de 91,94%). Mesmo com as festividades de final de ano, o mês de dezembro apresentou ainda queda de 51,28% no fluxo de visitantes. O mapeamento mostra os dados divididos por regiões brasileiras – o Nordeste apresentou a menor queda em dezembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019 (40%). As regiões do Sudeste e Sul apontaram queda de 54,34% e 61,58% respectivamente. 

O estudo contempla a mensuração do fluxo de visitas em diversos segmentos de lojas, como departamento, drogaria, eletrônicos, moda, beleza e ótica – todos apresentaram retração, exceto um: home center. As pessoas passaram a ficar mais em suas casas e a se mudar para se adaptarem ao novo modelo de trabalho. Comparando os meses de dezembro de 2019 com o mesmo período de 2020, a categoria de home center teve aumento de 2,85%, além de ter conseguido se manter estável durante o ano todo.

O estudo realizado destrincha as particularidades de acordo com as regiões e os segmentos, informações específicas do mercado de shopping centers como faturamento, quantidade de centros comerciais, número de lojas, entre outros, proporcionando ao varejista uma análise setorial mais aprofundada.

“A pesquisa elaborada pela SBVC evidencia quão importantes esses números podem ser no cenário do varejo atual, e assim se conseguir trazer novas soluções aos clientes”, explica Flávia Pini, CEO da FX Data Intelligence.

O estudo está disponível na íntegra para download em nosso site: http://sbvc.com.br/ estudo-mapeamento-do-fluxo-de-visita-em-shopping-center-e-lojas-fisicas-do-brasil-2021

 

 


Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC)

www.sbvc.com.br

 

FX Data Intelligence

www.fxdata.com.br

 

Entenda a "nova onda" de crescimento do empreendedorismo feminino

Apesar do cenário do empreendedorismo feminino estar em constante ascensão nos dias de hoje, fato é que ainda existem muitos desafios a serem superados nessa área. Enquanto, por um lado, a demanda familiar e falta de estímulos para a capacitação das mulheres são alguns dos problemas enfrentados por todas que sonham em abrir seus próprios negócios, por outro as empreendedoras que conseguem se estabelecer no mercado geram o dobro de retorno quando comparadas aos empreendedores homens, segundo dados do estudo da consultoria BCG em parceria com a Masschallenge. 

Atualmente, no Brasil existem cerca de 24 milhões empreendedoras que lutam, diariamente, para o crescimento de suas empresas, uma vez que, na maior parte das vezes, precisam se desdobrar para cumprir todas as suas obrigações além do trabalho, como cuidados com a casa e com os filhos.

No mercado financeiro, as mulheres também trabalham para derrubar tabus, ampliar sua atuação e, consequentemente, aprimorar sua independência financeira. O investimento das mulheres na Bolsa de Valores em 2020 cresceu 118%, mas o público feminino representa apenas 26% dentro desse setor que é dominado pelos homens. 

Um pouco de toda essa realidade que temos hoje quando o assunto são mulheres à frente dos negócios vem do fato de que elas entraram no mercado de trabalho muito tempo depois deles e somente mais tarde puderam ter uma conta no banco em seus nomes sem precisar da assinatura do marido, por exemplo. Nos dias atuais, o que essas líderes mais precisam é de apoio e reconhecimento, afinal, são agentes de transformação social.

Cada vez mais mulheres apostam no empreendedorismo e durante essa jornada desafiadora, muitos obstáculos relacionados à administração, gestão e comunicação dos negócios podem surgir. Pensando nisso, sugiro Flávia Mello (perfil completo abaixo), investidora e mentora de empresas fundadas por mulheres, para qualificar o debate sobre liderança feminina na atualidade.

 


Flávia Mello -  Com mais de 10 anos de experiência nas áreas de vendas e publicidade, Flávia trabalhou em empresas como Uber e Facebook, além de grandes agências de digital. É investidora e mentora de empresas fundadas por mulheres que estejam desenvolvendo soluções para equidade de gênero, entre elas: SafeSpace, Oya, HerMoney, Todas e The Feminist Tea. Apresentou por um ano o podcast Familia Feminista, disponível nas principais plataformas de streaming.


Agilidade e conveniência do áudio explicam sucesso do Clubhouse

Divulgação
Nova rede social utiliza a voz, meio de interação entre pessoas e equipamentos em ascensão no mundo todo. Apesar de já ter se tornado um fenômeno, a novidade ainda deixa perguntas em aberto


Imagine entrar numa sala virtual e ouvir, ao vivo, personalidades como a apresentadora americana Oprah Winfrey ou o todo poderoso do Facebook Mark Zuckerberg conversando ao vivo com os ouvintes. Com usuários de peso, como personalidades do Vale do Silício e celebridades brasileiras como Anitta, Luciano Huck, e Felipe Neto, o Clubhouse é a rede social do momento e está agitando o cenário virtual. Lançada em abril de 2020, nos dois primeiros meses de lançamento, contava com cerca de 1.500 adeptos e era avaliada em U$ 100 milhões. Em janeiro de 2021, após nova rodada de investimentos, alcançou U$ 1 bilhão em valor de mercado e estima-se que já possua mais de 6 milhões de usuários. No Brasil, as buscas pelo Clubhouse cresceram 525% entre 30 de janeiro e 6 de fevereiro, se comparado com a semana anterior, ultrapassando o TikTok no interesse de buscas no mês de fevereiro.

Qual o segredo para tanto sucesso? O Clubhouse é uma plataforma de voz. O aplicativo tem uma vasta quantidade de rooms ou salas de bate-papo, limitadas a 5 mil ouvintes e organizadas por segmentos como talk shows, podcasts, networking, música, filmes, relacionamento e tantos outros. O usuário entra e escolhe uma sala para trocar uma ideia com os contatos que possui ou então apenas para ficar ouvindo outras pessoas falarem sobre o tema de sua preferência. De acordo com o especialista em inteligência artificial aplicada à voz e CEO da PhoneTrack, Marcio Pacheco, a ascensão da voz pode explicar o sucesso da nova rede social. "Desde sempre, a voz é um poderoso instrumento de comunicação e interação entre as pessoas, mas, de uns tempos para cá, ela ressurgiu com força total. Falar é mais conveniente do que escrever. A gente fala até sete vezes mais rápido do que escreve, e podemos falar ou escutar enquanto realizamos outras tarefas, como andar e dirigir; já escrever é quase uma monotarefa", afirma Pacheco. 

Para ele, o comportamento do consumidor e de usuários das redes sociais já vinha dando sinais claros de que a voz voltaria a ser o principal canal de interação entre pessoas e equipamentos. "A vida moderna está sempre acrescentando um ritmo mais acelerado à rotina das pessoas. Além disso, as novas gerações são cada vez mais multitarefas. Os smart speakers nos mostram como é fácil fazer buscas por voz e consumir conteúdo e informação dessa forma. Interagir com outras pessoas por meio da voz também está se mostrando muito mais prático. Todo esse contexto tornou o terreno fértil para o surgimento de uma rede social como o Clubhouse", ressalta o especialista. Segundo Pacheco, o conceito veio para ficar e está abrindo espaço, inclusive, para que outras plataformas com a mesma proposta possam surgir. "Uma rede dessas, na nossa visão, vem para fortalecer aquilo que a gente acredita que é o futuro da comunicação entre as pessoas: menos tela e mais interação por voz", acrescenta.

O presidente da Abradi/PR (Associação Brasileira de Agentes Digitais) e professor da pós-graduação em Mídias Digitais da Universidade Positivo, Ney Queiroz, concorda que uma rede social exclusiva para áudios seja mesmo uma tendência e destaca alguns pontos interessantes sobre a nova plataforma. O primeiro deles é que, por restringir a participação dos usuários apenas à voz e áudio, ela elimina a exposição da imagem, dando à quem fala uma liberdade e conforto muito maiores. Outro ponto destacado por Queiroz está ligado ao conteúdo do que está sendo falado. "Esse início de experiência na nova rede já nos mostrou que o conteúdo que está proposto ali é o mais importante e ele precisa ser muito bom, porque não há mais nada para prender ou desviar a atenção, não tem uma imagem, por exemplo. Em outras redes sociais, o visual complementa a mensagem - mas pode também desviar o foco do conteúdo principal", explica. Segundo Queiroz, esse novo conceito é muito bom para quem busca conteúdo mais aprofundado.

O especialista em mídias digitais acredita que o caminho aponta para uma segmentação das redes sociais. "O Clubhouse não vai acabar com o Instagram ou com o Twitter; as redes sociais se complementam e elas vêm para preencher lacunas deixadas pelas outras redes. Com o tempo, acabam fidelizando públicos diferentes e com objetivos diferentes. O TikTok é um exemplo disso. A rede surgiu com foco e público alvo específicos - quem quer fazer vídeos de danças com músicas inusitadas vai para o TikTok. Agora, quem quer discutir política, postar fotos, ver a família e amigos, busca outras redes", ressalta Queiroz.

E como controlar o que é dito?

O presidente da Abradi/PR afirma que ainda não é possível saber como vai ser a política de monitoramento e qual o trabalho que os criadores da plataforma terão para fazer um controle sobre os conteúdos e o que é falado ali. "Ainda é cedo para saber como e se isso será feito, até que ponto uma curadoria nesse sentido vai funcionar. Não sabemos como será, por exemplo, se surgir uma sala com tema ou conteúdo voltado para uma prática criminosa, ou para disseminação de ideias como racismo. Como a rede social vai se comportar? O fato é que hoje há uma liberdade muito grande, qualquer um pode criar uma sala, propor temas, tudo de forma muito aberta e democrática", destaca.

Outras dúvidas são levantadas pelo Chief Marketing Officer (CMO) do Banco Bari, Ricardo Sanfelice. Ele lembra que, neste início, a rede social é gratuita e ainda não se falou em um modelo de monetização. "Não se sabe se a moderação das salas num futuro poderá ser patrocinada, ou se os temas serão dirigidos e sugeridos pelo algoritmo conforme interesses dos patrocinadores", alerta. Sanfelice destaca também que o Clubhouse é uma rede social de topo de pirâmide, já que, inicialmente, está reservada apenas a usuários do sistema IOS (IPhone), tornando o público da classe A majoritário dentro da plataforma. "As temáticas e o foco principal de quem está por lá também acabam influenciados por essa segmentação, voltando o Clubhouse fortemente para o lado business", aponta.

Para Sanfelice, isso já impõe à nova rede um desafio: o da massificação. "Será que o Clubhouse vai conseguir gerar conteúdo que seja atrativo para todas as classes sociais? Depois que passar esse início estrondoso, será que vai continuar em alta? E, a partir da massificação, a grande oferta de conteúdo vai exigir um esforço extra para mineração do que mais interessa ao usuário, num universo enorme de temas e salas, o que vai exigir do algoritmo muita habilidade e inteligência para selecionar o que realmente vale", analisa. Profissional da área de marketing, Sanfelice confessa que estava cético em relação à novidade, mas salienta que o Clubhouse conseguiu explorar muito bem o efeito FoMO - Fear of Missing Out - medo de estar perdendo algo. É uma sensação muito comum em pessoas viciadas em redes sociais. O aspecto de exclusividade fez muita gente correr em busca de um convite. "Ainda existem muitos pontos de interrogação, mas certamente, vale a pena conseguir entrar e provar da novidade", completa.

 

Com aprovação da ANVISA, chega ao Brasil Taffix, spray nasal desenvolvido em Israel que pode reduzir a infecção por coronavírus em até 97%

 

Taffix é o primeiro spray nasal que cria uma barreira de gel sobre a mucosa nasal e reduz seu pH para 3,5

Taffix atua em 50 segundos e fornece proteção contra vírus respiratórios por até 5 horas


Aliado ao desenvolvimento e aplicação de vacinas contra a COVID-19, cientistas e laboratórios médicos em todo o mundo seguem no esforço para criar produtos ou medicamentos que possam reduzir os efeitos da doença, contribuindo dessa forma para diminuir o número de casos da infecção e, consequentemente, de óbitos. Um desses produtos, que acaba de chegar ao mercado brasileiro por intermédio da MyPharma2Go e com aprovação da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), é o Taffix™, um spray nasal, que forma uma fina camada de gel que ajuda a capturar e matar até 97% dos vírus, incluindo o SARS-CoV-2, que causa a COVID-19.

Produzido pela biofarmacêutica israelense Nasus Pharma, reconhecida por desenvolver medicamentos intranasais, o Taffix™, cujo principal componente é a hipromelose - conhecido como hidroxipropil-metil-celulose ou HPMC -, cria uma camada de gel muco adesiva ultrafina na cavidade nasal, impedindo que vírus se conectem às células humanas. Diferente dos sprays nasais antialérgicos e outros produtos que também utilizam o HPMC, as partículas encontradas no Taffix™ são muito menores às observadas nos produtos existentes. Em tais produtos, as partículas variam entre 0,2 mícrons à 400 mícrons, enquanto no Taffix™, a variação é de 10 mícrons à 100 mícrons de tamanho. Assim, por ter um tamanho menor, o Taffix™ é mais eficiente na adesão às membranas nasais, conferindo uma proteção superior às células.

Além disso, o Taffix™ oferece uma proteção de dupla ação, pois além da barreira física que produz, também mata os vírus pela alteração no pH da cavidade nasal, que geralmente é em torno de 6,8 (quase neutro na escala de acidez à alcalinidade) e passa a ter 3,5 (ligeiramente ácido), criando um ambiente desfavorável para o crescimento viral.

Com uma formulação única, o Taffix™ atua em 50 segundos, e cada aplicação oferece até cinco horas de proteção, sem causar congestionamento nasal. É tão discreto que o mentol foi adicionado na fórmula para que os usuários saibam que a dose foi devidamente administrada.


Estudos e testes clínicos

Um estudo do Departamento de Medicina da Universidade da Virgínia, liderado pela PhD. Barbara Mann, foi realizado para comprovar se o Taffix™ poderia formar uma barreira protetora eficiente contra o SARS-CoV-2. Para isso, foi utilizado um filtro de náilon de 40 mm com o gel Taffix™ e, em seguida, adicionado 10.000 PFUs de vírus. Um filtro não tratado, com a mesma quantidade de vírus, foi usado como controle. Após uma incubação de 10 minutos, as partes inferiores dos dois filtros foram lavadas e aplicadas a meio de cultura e, em seguida, testados para vírus vivos por ensaio de placa e para RNA viral usando qRT-PCR. Foi observado que Taffix™ reduziu a quantidade de vírus vivos em mais de 99%. Na maioria dos experimentos, nenhum vírus foi detectado ou a quantidade de vírus presente estava abaixo do limite de detecção do ensaio no fluxo não diluído.

Ensaios de placa de fluxo de SARS-CoV-2 tratado com gel Taffix ™ e não tratado


Outro estudo comprobatório da eficiência de Taffix™ foi realizado na cidade israelense de Bney Brak, onde vivem cerca de 210 mil pessoas, em sua maioria judeus ultra ortodoxos. A fabricante conduziu um teste com cerca de 250 pessoas que participaram do Rosh Hashaná (ano novo judaico) - um evento que envolveu muitas horas passadas em estreita proximidade entre as orações por pelo menos 7 horas por dia durante 2 dias consecutivos. Em um estudo prospectivo, foi oferecido o Taffix™ para 243 membros dessa comunidade solicitando que usassem o produto, de acordo com as instruções, juntamente com o uso de máscaras, durante os dois dias de orações e nos 14 dias seguintes. "Ao final das duas semanas de acompanhamento, apenas 2,4% dos usuários do produto estavam infectados com o coronavírus, em comparação com 10% dos usuários não infectados com o coronavírus", sem relatar efeitos colaterais.

De acordo com a Dra. Dalia Meggido, cofundadora e diretora executiva da empresa, o Taffix™ não é um substituto de máscaras e de outras medidas sanitárias importantes como o distanciamento social e o uso de álcool gel. "O produto nos dá uma camada adicional de proteção, fundamental para nos proporcionar mais segurança neste momento tão delicado. Ao usá-lo antes de ir ao escritório, avião, restaurante ou escola, podemos garantir (em até 97%) que os vírus transportados pelo ar não nos infectarão através da cavidade nasal", explica. E acrescenta, "a comunidade científica está muito otimista com a chegada das vacinas, mas ainda levará um tempo até que pessoas suficientes sejam vacinadas para proteger nossas comunidades, então é provável que ainda tenhamos que esperar até que o cenário seja positivo. Enquanto isso, o Taffix™ ajuda a fornecer uma maneira segura, simples e clinicamente comprovada para reduzir drasticamente o risco de contrair COVID-19".

Sem contraindicações, Taffix™ pode ser usado por qualquer pessoa. No caso de crianças menores de 12 anos e gestantes, há necessidade de recomendação médica. Por enquanto, a compra da versão importada, Family Pack com 4 frascos, com entrega em todo Brasil em até 10 dias úteis, pode ser feita exclusivamente pelo site https://taffixlatam.com/. Taffix™ estará disponível em farmácias de todo o país e marketplaces, a partir da segunda quinzena de março .


Quem é o profissional adequado para 2021?

Especialistas alertam: resiliência, excelência técnica e relacionamento são fundamentais para entrar e crescer no mercado de trabalho

 

A pandemia da Covid-19 trouxe mudanças significativas na estrutura do mercado de trabalho, assim como na vida das pessoas. Trabalho remoto, isolamento social e alteração na lógica das empresas. Por causa disso, o mundo dos negócios - já em processo de mudança por conta das transformações da inovação no modo de conceber o business 4.0 - passou a demandar profissionais ainda mais múltiplos, alertam especialistas. Um desafio de adaptação para todos: desde os milhares de jovens em busca de formação e até tantos outros já no mercado querendo saber como se adaptar. Mas o que o mercado espera dos profissionais que desejam crescer em suas carreiras em 2021?

 

Para Rodrigo Neves, Professor de Gestão de Projetos e Scientific e Director do curso de mestrado de Gestão de Projetos da SKEMA no Brasil, cada etapa exige um tipo de perfil. Porém, de forma geral, a resiliência, o engajamento, a criatividade e flexibilidade são pontos fortes dos candidatos. O especialista destaca ainda que as grandes oportunidades estão em trabalhos virtuais, em home office e as seleções valorizam atualmente mais o perfil psicológico e o conhecimento tecnológico que os próprios diplomas. E mais, noções de marketing e fluência em inglês são sempre desejáveis nas vagas mais qualificadas. Veja as dicas de Neves para cada momento da carreira:


 

Iniciante


De modo geral, tudo começa em como se estuda. Nesse sentido, escolher instituições que ofereça programas híbridos, que motive também o autoconhecimento para aplicação das competências na carreira, desenvolvimento da inteligência emocional e ainda o uso da inovação em processos, projetos e gestão é fundamental para formar o profissional adequado ao mercado de hoje.

Dica: encontre um mentor dentro das universidades e/ou empresas. Trilhe seu plano de carreira curto, médio e longo prazo e concentre-se no presente. Experimente todas as possibilidades de praticar seus conhecimentos e comece a construir sua rede de relacionamentos.


 

Recém-formado


Terminou sua graduação ou qualificação agora, concentre-se nas linguagens novas e os processos de ‘experienciação’ de reais problemas. Um bom observador pode ser um bom transformador e a iniciativa de proposição e solução de imprevistos e tão importante quanto as habilidades técnicas. Reforçar sua rede de contatos é também um bom caminho.

Dica: se puder, concentre-se nas vagas que tem a ver com seu objetivo de carreira. Se estiver sem trabalho, ofereça seus conhecimentos como voluntário para estar sempre praticando dentro de seu planejamento. Precisa trabalhar para sobreviver? Use o trabalha que tiver para crescer e conquistar seus objetivos. Não pare de estudar e atualizar-se.


 

Profissional Pleno – até 15 anos de formado


Se ainda não está imerso na tecnologia e não fez nenhuma especialização, atenção! Seu conhecimento pode estar defasado. Essa é uma boa hora de olhar para o caminho percorrido, listar acertos e percalços e assim trilhar como atualizar-se também conceitualmente.

Dica: momento de alerta! Você deve sempre atualizar seus conhecimentos consolidados às novas práticas de mercado. Inove metodologias, abra novas áreas de conhecimento e siga complementando e ajustando seu aprendizado. É hora de renovar seu plano de carreira e atualizar seus mentores e passar a transferir conhecimento para os mais jovens. Ensinar ensina e renova energias.


 

 Profissional Sênior ou em processo de aposentadoria


Nesse caso, duas coisas são muito prováveis: seu conhecimento é um trunfo no mercado. Mas se o processo não estiver adequado e o básico da inovação incorporado, vai ser difícil manter-se em um bom posto. Nesse sentido é preciso ter paciência e humildade para começar do zero em algumas áreas.

Dica: É preciso bastante calma para entender o que deseja fazer. Aposentar-se pode ser um jeito de retomar caminhos perdidos ao longo da vida ou partir do zero para novos projetos. O mais importante é não deixar que todo o conhecimento conquistado fique estático porque o mercado exige movimento e estar aberto às mudanças é o melhor jeito de renovar-se. Não deixe seu plano de carreira de lado. O que decidir, projete e encontre formas de executar.





 

Prof. Rodrigo Neves - Professor de Gestão de Projetos e Scientific Director do curso de mestrado de Gestão de Projetos da SKEMA no Brasil. Doutorando em Administração pela UNR, Mestre e graduado em Engenharia Civil. Rodrigo Neves também é escritor, consultor e palestrante. Especialista e entusiasta em Gerenciamento de Projetos, Programa e Portfólio, PMO, Análise de Negócios, Processos e Sistemas de Gestão, com mais de 25 anos de experiência na área.


IRPF-2021 Atualizado - Auxílio emergencial vira ponto de atenção na declaração, veja outras novidades

A Receita Federal apresentou, na quarta-feira (24), o novo programa para entrega da Declaração de Imposto de Renda Pessoa Física 2021 - ano-base 2021 e importantes novidades sobre o tema foram divulgadas.

Nesse ano a grande alteração é que quem recebeu o auxílio emergencial para enfrentamento da crise de saúde pública e outros rendimentos tributáveis em valor superior a R22.847,76, passa a ser obrigado a enviar a declaração.

A Receita também informou que, nesta situação de auxílio emergencial, quem recebeu valor superior a R22.847,76 no ano calendário 2020 deve devolver os valores recebidos por eles e seus dependentes, sendo que o programa irá elaborar a guia de pagamento para a devolução do valor. A estimativa é que três milhões de pessoas receberam o auxílio e excederam esse valor e terão que devolver.

"Esse ponto será crucial para muitos contribuintes que terão que fazer esse ajuste sobre risco de serem penalizados pela Receita Federal", explica o diretor executivo da Confirp, Richard Domingos. Lembrando que se a pessoa já fez a devolução no mesmo ano-calendário não precisa declarar e não há o que devolver.

Outra novidade é ampliação do acesso a declaração pré-preenchida, que poderá ser feita até mesmo sem certificado digital. "Esta simplificação já existia, mas é interessante ver que o Governos está buscando melhorias para um futuro mais digital da declaração. Tirando a necessidade do certificado digital será muito maior o número de contribuintes possibilitados de usar a alternativa", analisa Richard Domingos.


Veja outras novidades:

• Os dependentes poderão passar uma procuração para os declarantes que assim terão acesso às informações dos primeiros, para conferência dos dados.

• Haverá um código específico para a declaração de criptoativos, atualizando a declaração a uma importante demanda da atualidade.

• Teve alteração no uso de e-mail e telefone que poderão ser utilizados para informar a existência de mensagens, para depois o contribuinte entrar na área segura.

• Será permitido o pagamento da restituição por conta pagamento.


Quando e quem precisa entregar

A Entrega da Declaração Imposto de Renda Pessoa Física 2021 - Ano Base 2020 já é uma realidade para grande parte dos contribuintes brasileiros. O período de entrega é de 08 horas do dia 01 de março até às 24 horas do dia 30 de abril.

"Por mais que o início do prazo seja em março, é importante se antecipar e já separar os documentos, garantindo a melhor restituição ou menor pagamento e minimizando os riscos de malha fina. Lembrando que quem entrega nos primeiros dias, normalmente recebe a restituição já nos primeiros lotes", orienta o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

A Confirp detalhou quem está obrigado a declarar o Imposto de Renda 2021:

1) Quem recebeu rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior à R 28.559,70;

2) Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior à R 40.000,00;

3) Quem obteve, em qualquer mês, ganho de capital na alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto, ou realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas;

4) Relativamente à atividade rural, quem:

I. obteve receita bruta em valor superior a R 142.798,50;

II. pretenda compensar, no ano-calendário de 2020 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2020;

5) Quem teve, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior à R 300.000,00;

6) Quem passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nesta condição se encontrava em 31 de dezembro;

7) Quem optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, cujo produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias contados da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005;

8) Recebeu o auxílio emergencial para enfrentamento da crise de saúde pública e outros rendimentos tributáveis em valor superior a R22.847,76.

Estão dispensados de entregar a declaração os contribuintes que não estejam relacionados em nenhuma das hipóteses acima. Contudo, isso não impede a elaboração da declaração, sendo que muitas vezes isso é interessante, garantindo uma renda extra ou segurança tributária.


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