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terça-feira, 14 de julho de 2020

Governo prorroga redução de jornada e suspensão de contratos



Por meio do Decreto 10.422, publicado na segunda-feira (13), o Governo Federal prorrogou o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda. Essa é uma importante medida que visa dar maior fôlego para as empresas com a continuidade da crise gerada pelo COVID-19.
Com essa medida a redução de jornada, foi prorrogada por mais 30 dias, totalizando 120 dias. Já a suspensão do contrato se estendeu por mais 60 dias, também totalizando 120 dias. Ponto importante é que nos contratos já com suspensão ou redução devem ser computados (períodos utilizados) para fins da contagem do tempo máximo de 120 dias.
Ponto importante é que a suspensão de contrato poderá ser feita de forma fracionada. "Para as empresas com dificuldade financeira essa definição já era muito aguardada e muito importante, sendo um desejo muito forte a prorrogação da possibilidade de suspenção ou redução dos contratos. E isso já era esperado, pois com a publicada a Lei nº 14.020/2020, de 6 de julho de 2020, se permitia que tal prorrogação fosse feita por meio de Decreto (que também não ocorreu até então). Importante frisar que a economia ainda não retornou em sua plenitude e essa não prorrogação poderia custar a vida de muitas empresas", explica Richard Domingos, diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil.
Entenda a Lei nº 14.020/2020
O diretor executivo da Confirp se refere a Lei nº 14.020/2020 na qual foram realizadas muitas alterações importantes que mexem consideravelmente na dinâmica da Medida Provisória n° 936 que estava vigente. Para auxiliar a Confirp Consultoria Contábil fez a análise das principais modificações:
• Redução de jornada/salário e suspensão por setor/departamento, total ou parcial.
Discutia-se legalidade de se aplicar redução ou suspenção apenas de um ou mais funcionário dentro da empresa, setor ou departamento, devido a igualdade de direitos que os trabalhadores tem dentro da companhia. Com a promulgação da Lei, essa discussão foi deixada pra traz, o empregador poderá suspender ou reduzir a jornada de trabalho de acordo com sua necessidade. Os acordos (redução e suspensão) poderão ser ajustados (arts. 7º, 8º e 16):
• por setor ou departamento,
• de forma parcial ou na totalidade de postos de trabalho.
• Prorrogação dos acordos de redução e suspensão
O que mais se esperava por parte dos empresários é a possibilidade de manter por mais tempo a redução ou suspensão da jornada de trabalho por mais tempo, originalmente a MP permitia apenas 60 (sessenta dias) para suspensão de contratos e 90 (noventa) dias para a redução de jornada dentro do período de "Estado de Calamidade Pública" sem a possibilidade de prorrogação. Com a promulgação da Lei, o Presidente da República por meio de Decreto, poderá permitir a prorrogação desses períodos por mais tempo, fato esse que não ocorreu até o presente instante (artigos 7º e 8º da lei).
• Ajuda compensatória
A medida provisória permitia uma dupla dedução da Ajuda Compensatória para as empresas tributadas no Lucro Real, na conversão da Lei o legislador excluiu essa possibilidade que trazia para esse tipo de empresa uma redução fiscal de até 34% sobre os valores pagos nessa rubrica. Embora essa parte da MP tenha sido modificada, a natureza indenizatória da ajuda compensatória se manteve (art. 9º, § 1º):
• não integra a base de cálculo do IRRF nem do IRPF (Ajuste Anual);
• não integra da Contribuição Previdenciária (INSS) e nem do FGTS;
• quando paga a partir do mês de abril de 2020 poderá ser considerada despesa operacional dedutível no lucro real (IRPJ e CSLL) das pessoas PJ tributadas pelo lucro real. Anteriormente havia o benefício da dedutibilidade cumulada com a exclusão da base de cálculo do IRPJ e CSLL no LALUR e no LACs (isso quer dizer que a empresa se beneficiava duas vezes da mesma despesa)
• Empregada gestante - Garantia provisória de emprego
Outra dúvida que não era esclarecida pela MP era a questão da data do início da estabilidade a ser concedidas a Empregadas Gestantes, que tiveram seus contratos suspensos ou jornada de trabalho reduzidas. A questão era se a contagem se iniciava dentro vigência da gestação ou quando terminasse a estabilidade garantida na Constituição Federal (artigo 10, inciso II, Letra b, ADCT). A Lei colocou uma pá de cal nas dívidas e chancelou que só deve ser contada a estabilidade de emprego da Empregada Gestante apenas a partir do término da estabilidade gestacional, somente depois de encerrado o prazo de cinco meses após o parto.
Importante: a partir do parto, o contrato deve retornar às condições anteriores, bem como a comunicação pelo empregador ao Ministério da Economia, cessando o benefício emergencial (art. 22).
O salário maternidade será pago à empregada, considerando-se, como remuneração integral ou último salário de contribuição, o valor a que teria direito sem a redução de jornada e salário ou suspensão contratual.
Aplicam-se estas condições também ao segurado ou segurada que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção.
• Empregado portador de deficiência
Com a promulgação da Lei, foi incluído no texto da MP que é vedada a dispensa de empregado portador de deficiência durante o estado de calamidade pública (artigo 17, inciso V).
• Possibilidade de prorrogar o Benefício Emergencial (BEm) de R 600,00
Assim como aconteceu com a possibilidade de se prorrogar o prazo da suspensão de contrato ou a redução da jornada de trabalho mediante a ato do Poder Executivo, a Lei autoriza também o Presidente da República a prorrogar o período de concessão do BEm, na forma do regulamento, respeitado o limite temporal do estado de calamidade pública (art. 18, § 4º)
• Governo não vai indenizar empresas (Fato do Príncipe e Força Maior)
A Lei 14.020 exclui essa possibilidade da aplicação do artigo 486 da CLT (Fato do Principe) onde permitia-se que o empresário recorresse ao tribunal do trabalho para que houvesse por parte do governo o ônus do pagamento de indenizações devidas em caso de demissão sem justa causa quando houvesse paralização temporária ou definitiva do trabalho, motivada por ato de autoridade municipal, estadual ou federal. (art. 29)
• Acordo Individual ou Coletivo - Alterações na forma
A redução de jornada/salários e a suspensão contratual, poderão ser ajustadas tanto por acordo individual quanto negociação coletiva aos empregados, observados os seguintes requisitos:

• Negociação Coletiva

Havendo acordo individual e posteriormente acordo coletivo, ainda que firmados na vigência da MP n° 936/2020, deve-se observar que, em caso de conflito, o acordo coletivo prevalecerá a partir da sua vigência. Entretanto, se mais benéficas, prevalecem as regras do acordo individual (artigo 12, §§ 5° e 6°).
• Complementação da Contribuição Previdenciária
Fica permitida a complementação da contribuição previdenciária do empregado que teve redução de jornada e salário ou suspensão contratual, inclusive para o empregado intermitente, sendo considerado como salário de contribuição, além da sua remuneração, o valor por ele declarado, aplicando-se progressivamente a tabela abaixo (arts. 20 e 21):
Alíquota
Valores
7,5%
Até R 1.045,00
9%
De R 1.045,01 a R 2.089,60
12%
De R 2.089,61 a R 3.134,40
14%
De R 3.134,41 a R 6.101,06
Eventuais diferenças de valores, que tenham sido recolhidos durante a vigência a MP n° 936/2020 , serão devolvidos até 05.09.2020.
Este recolhimento tem vencimento no dia 15 do mês seguinte ao da competência. Entretanto, aguarda-se confirmação do código e guia a serem utilizados.
• Empréstimo Consignados
Os empregados que tiveram redução de jornada e salário, suspensão do contrato de trabalho ou contaminação por Coronavírus (confirmada por laudo médico e exame de testagem) poderão, durante o período de calamidade pública, renegociar empréstimos, financiamentos, dívidas de cartão de crédito e arrendamento mercantil concedidos com desconto em folha de pagamento, mantendo-se as taxas de juros e encargos originais, salvo se os da renegociação forem mais benéficos, aplicando-se ainda prazo de carência de até 90 dias à escolha do empregado (art. 25).
Em caso de redução de jornada e salário, fica garantido também o direito à redução das prestações na mesma proporção da redução salarial.
Os empregados dispensados até 31.12.2020 que tenham contratado estes serviços, terão direito a renegociar essas dívidas para um contrato de empréstimo pessoal, mantendo-se o mesmo saldo devedor e condições antes pactuados, além de carência de 120 dias (art. 26).

CPI da Covid-19 será eminente, aponta analista político


Para Eduardo Negrão somente uma CPI a nível nacional poderá levantar o tamanho do rombo que esta pandemia causou aos cofres públicos por meio de atividades ilícitas no Brasil.


Hospitais de campanha pagos mas não entregues, licitações com indícios de superfaturamento, insumos fornecidos em desacordo com o que foi contratado fazem parte das diversas irregularidades que operações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal vêm encontrando em vários estados, nas últimas semanas.

Para o jornalista e analista político Eduardo Negrão “é eminente” uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para ir a fundo nas denúncias de uso indevido do dinheiro público nas ações de combate à pandemia de Covid-19.

Eduardo Negrão identifica que a pandemia do novo coronavírus se tornou “oportunidade para corrupção” por parte de governantes e empresários mal intencionados. Ele exemplifica com o caso do Estado do Rio de Janeiro, “onde investiga-se o caso de seis hospitais de campanha foram pagos pelo governo estadual, mas só dois entregues – o do Maracanã e o de São Gonçalo, e que contabiliza 15 pessoas presas. 

O analista acrescenta que a situação no Rio de Janeiro tende a levar ao impeachment do governador do Estado, Wilson Witzel (PSC). A Assembleia Legislativa já aprovou a abertura do processo de impedimento do chefe do executivo estadual, lembra Eduardo Negrão. “A ‘festa’ [da corrupção] tem data para a acabar, com o impeachment do governador”, aposta o jornalista.


OUTROS CASOS

Casos em outros estados e em administrações municipais também foram alvos de operações da Polícia Federal, observa Eduardo Negrão, reforçando o prognóstico de que as medidas de combate à pandemia inevitavelmente serão objeto de CPI.

Em 10 de julho, por exemplo, a Polícia Federal deflagrou a Operação Dúctil, com o objetivo de desarticular esquemas de fraudes na compra de insumos em diversas localidades – foram cumpridos mandados em Porto Velho (RO), São Miguel do Guaporé (RO), Rolim de Moura (RO), Manaus (AM), Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Caetano do Sul (SP) e Tabapuã (SP). Os valores totais das contratações suspeitas ultrapassam a quantia de R$ 21 milhões, segundo a PF.

No bojo da Dúctil, houve a Operação Assepsia, no Acre e em Rondônia, e a “Para Bellum”, no Pará. Nesta especificamente, o caso investigado envolve despesas de R$ 50,4 milhões com a compra de respiradores. Também houve cumprimento de mandados em Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Distrito Federal, além do Rio de Janeiro já mencionado.

Fraude a licitações, falsidade documental e ideológica, corrupção ativa e passiva, prevaricação e lavagem de dinheiro são os principais crimes averiguados nessas operações, informa a Polícia Federal. Para Eduardo Negrão, uma apuração mais profunda, possível com uma CPI, dever ser realizada “o quanto antes”.

"A cada dia surgem mais notícias de superfaturamento e irregularidades na aquisição de materiais para o combate à Covid-19 em diferentes Estados brasileiros. Como a situação de calamidade pública isenta os órgãos públicos da necessidade de licitação, abriu-se brecha para a corrupção. Somente uma CPI instaurada a nível nacional poderá levantar o tamanho do rombo que esta pandemia causou aos cofres públicos por meio de atividades ilícitas. Além disso, é preciso enfatizar que as perdas não são só materiais. Vidas poderiam ser salvas com estes recursos! Os culpados precisarão, inclusive, responder por crime de violação aos direitos humanos", conclui Negrão. 




MILHÕES DE FAMÍLIAS SOFREM COM A FOME DEVIDO À CRISE


Pandemia provocou o avanço da miséria em território nacional


Desde março deste ano, o Brasil enfrenta uma recessão provocada pelo novo coronavírus. Por conta da iniciativa de isolamento social e quarentena, muitas corporações se viram obrigadas a encerrarem suas atividades ou diminuírem o quadro de colaboradores. O resultado? O aumento do desemprego. Entretanto, o problema não para apenas na falta de colocação: a situação de miséria foi impulsionada nesse cenário e é preciso tomar uma atitude quanto a isso.

Como uma medida para conter o impacto da Covid-19 no bolso da população, o Governo Federal implementou, ainda no começo do ano, o Auxílio Emergencial, em parceria com a Caixa. Cerca de 107 milhões de indivíduos solicitaram o benefício e 59 milhões deles tiveram o pedido aprovado.

Entretanto, ainda há 10 milhões de brasileiros aguardando a análise para poder utilizar os R$ 600 reais. Para o presidente do Nube - Núcleo Brasileiro de Estágios, Seme Arone Júnior, embora a iniciativa seja essencial, não é uma maneira duradoura para enfrentar o problema. “A previsão é encerrar essa liberação em agosto, considerando uma retomada dos estabelecimentos. Entretanto, como fica o depois? A escassez de vagas ainda será grande e afetará com maior agressividade os mais pobres”, explica.

Sem a renda de contingência, a Rede de Pesquisa Solitária prevê a falta de renda atingindo 30% da população. A Organização das Nações Unidas promoveu o levantamento “UNU-WIDER” e também constatou: a pandemia pode levar 14 milhões de brasileiros à miséria.

Além disso, entre março e abril, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad-Covid), a taxa de ocupação ficou inferior a 50%, acontecimento inédito até então no território nacional. Conforme o mesmo estudo, 75% da diminuição das horas trabalhadas no país estão ligadas à suspensão de contratos e à redução da jornada e de salários.

O cenário também afetou quem busca estagiar. “Até pouco antes da crise, em fevereiro deste ano, costumávamos ter uma abertura de 5.500 oportunidades de estágio semanalmente. Percebemos uma queda de 80% nos últimos meses. O impacto social disso é muito grande”, expõe o presidente.

Entretanto, a retomada gradual da economia não conseguirá auxiliar de maneira completa quem mais precisa. Justamente por isso, iniciativas como o Desafio 10x10 são necessárias. Embora muitas empresas e pessoas já tenham feito doações para as vítimas da Covid-19 e para a população mais necessitada (como podemos ver no Mapa das Doações), a ajuda foi suficiente apenas para os últimos meses. “Ainda precisamos evitar 10 milhões de famílias passando fome pelos próximos 90 dias”, continua Arone Junior.

O projeto, iniciado em 22 de junho, em parceria como as ONGs CUFA (Central Única das Favelas),  ChildFund,  Gerando Falcão e UniãoBR, entidades e celebridades, busca engajar 10 milhões de jovens para levar alimento a 10 milhões de famílias em um período de três meses. “Os recursos arrecadados pela gincana on-line serão convertidos em cestas básicas digitais, distribuídas durante três meses para os cadastrados na iniciativa”, explica.

Como embaixador do projeto, o presidente do Nube fala sobre o caráter urgente da boa ação. “Não podemos esperar a crise passar. Estamos falando de muitos brasileiros afetados diretamente sem ter o sustento básico. Afinal, como diz o sociólogo Betinho, ‘quem tem fome, tem pressa’”, alerta.

Para entender mais sobre o projeto, veja este vídeo da TV Nube!

“Nós, como cidadãos e como organizações, devemos nos unir e estendermos a mão para quem mais precisa. Só assim conseguiremos garantir um desenvolvimento sólido para a recuperação de todo o país. Justamente por isso o Nube apoia com força total a gincana, pois acreditamos em um futuro melhor”, finaliza.

Para participar da campanha, basta acessar www.desafio10x10.com.br.




Fonte: Seme Arone Junior - presidente do Nube

www.nube.com.br


Democracia: falando para jovens



O segredo de um regime democrático é a confiança nas instituições. Nelas que o poder que emana do povo se materializa em comandos (de fazer e não fazer) que buscam garantir o bem comum. O bem comum é uma expressão chave para o regime democrático. Ele está sempre sendo tensionado pelos indivíduos que desejam que o resultado final contemple os seus pleitos em primeiro lugar. Por isso, é dinâmico e vive incorporando novas demandas.

No entanto, há um mínimo de condições que devem estar à disposição de todos, sem o que dizemos que o regime está em déficit com a parte dos cidadãos não atendidos. Como uma televisão com som mas sem imagem ou um elevador que só sobe mas não desce. Inaceitável. A democracia é uma invenção. Entre os demais seres vivos, ninguém deixa de fazer algo para contemplar as necessidades dos outros. Pelo menos não intencionalmente, consciente de que essa é a forma de se alcançar um bem comum.

Nesse sentido, podemos dizer que a  democracia é quase um milagre, pois frustra os instintos, controla as pulsões em nome de um resultado nem sempre prazeroso, mas justo. A ideia de Justiça está atrelada a este modelo político mais do que a qualquer outro. E justo não é algo que traga sensações intensas. A democracia é morna, sem sal, com pouco tempero. Mas é a base comum para que cada um possa incrementar seu prato sem ter de conviver com o desconforto de que outros não terão café nem almoço e nem lanchinho da tarde.

O problema central da Democracia é de eficácia e eficiência. Ou seja, para ser bom, tem de funcionar. Quando as coisas não funcionam, costumamos culpar o modelo vigente e passamos a defender algo que funcione, que funcione no tempo certo e que não consuma todos os nossos recursos. Se a Democracia não funciona, garantindo uma vida boa para os cidadãos, voltamos ao estado da natureza, no qual os mais fortes, os mais espertos, os mais rápidos, os mais ousados levarão vantagem e ainda dirão: “desculpa, mas do jeito que estava não estava dando certo”. 

Essa desnaturação do regime democrático ocorre quando a administração do bem comum emperra. É como ligarmos o computador e o wifi sumir; abrirmos a torneira e sair uma água marrom e mal cheirosa; colocarmos a panela no fogão e não haver gás; sair na rua e ser assaltado porque não há polícia; ficar doente e não ter hospital. É fácil saber do que estou falando.

O perigo se intensifica quando acreditamos que precisamos ter pessoas especiais para fazer a administração funcionar. É como você achar que se a sua mãe abrir a torneira aí água límpida e cristalina voltará a jorrar imediatamente. E, movidos por essa crença, vamos em busca dessas pessoas. Ou melhor, nessas horas, essas pessoas é que se apresentam a nós. Prometendo que com elas, tudo vai funcionar. E esquecemos então de que o regime democrático precisa ter um fundamento - o bem comum - e um funcionamento despersonalizado, desideologizado, despartidarizado, para que esse bem comum seja alcançado. É uma coisa lógica: se eu tenho um lado, um conjunto de certezas, um cor preferida, alguém sofrerá e não vou perceber ou não vou me importar. Personalizar, ideologizar, partidarizar não são, portanto, garantias de bom funcionamento do sistema. Pelo contrário, muda a direção dos propósitos que fizeram as pessoas criarem esse modelo.

O pior momento na existência de uma Democracia é quando não reconhecemos mais que as instituições são capazes de cumprir suas funções e achamos que nós mesmos é que devemos assumir essas tarefas: a minha lei, a minha segurança, a minha saúde, a minha educação. Atomizamo-nos de tal forma que a própria noção de sociedade torna-se uma ficção ruim. Não aceitamos mais contribuir para o fundo comum e, se possível, abandonamos o barco e buscamos refúgio em outro lugar, renegando até mesmo nossa lembrança desse tempo vivido. Ou então, apostamos tudo e entregamos nossas cidadanias nas mãos de um salvador, de um síndico com poderes ilimitados, de um regenerador, de um refundador, sem garantias nem direito ao arrependimento, pois não teremos mais direitos de reivindicar nossos direitos. É como queimar o título de sócio do clube. Ou rasgar as promissórias. Um caminho sem volta.

O segredo do regime democrático é fortalecer os mecanismos de cumprimento do seu propósito fundamental, o bem comum. Dotá-lo de profissionais qualificados e cercá-los de legislações protetivas e fiscalizadoras, além de punições exemplares em caso de desvio de finalidade. O melhor dia em uma democracia será quando não lembrarmos os nomes dos ministros do Supremo, ou dos deputados e senadores, ou quantos filhos ou filhas  tem o presidente. Serão apenas “nossos representantes”, trabalhando para nós, sendo pagos com nosso dinheiro, cumprindo um contrato temporário, renovável caso apresentem bons serviços para o bem comum. Uma democracia tão morna e sem sal quanto o seu propósito, que é o de viver e deixar viver, com liberdade, conforto e segurança, todos os membros de sua comunidade.




Daniel Medeiros - doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo 

Deslocamento para o trabalho pode explicar concentração de casos de COVID-19 em alguns bairros de SP


Estudo mostra que bairros da capital paulista com mais internações e mortes pela doença coincidem com os de maior movimentação de moradores (foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)


Existe uma forte relação entre a circulação de pessoas que precisaram trabalhar durante a pandemia e as áreas da cidade de São Paulo com maior concentração de casos de COVID-19. Bairros como Cidade Ademar, Brasilândia, Sapopemba e Capão Redondo, que apresentam o maior número de internações na cidade, coincidem com aqueles cujos moradores não puderam permanecer em casa durante o período de quarentena.
“Os trabalhadores essenciais, da área da saúde e de abastecimento, ou aqueles que precisaram trabalhar para manter a renda, como é o caso de muitas empregadas domésticas, estão mais expostos ao risco de morte ou de serem infectados. E a maior parte desses trabalhadores é usuária do transporte público”, diz Raquel Rolnik, uma das coordenadoras do Labcidade, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP).
O estudo liderado por Rolnik e realizado em parceria com o Instituto Pólis correlacionou informações do DataSUS sobre as áreas com concentração de moradores que foram hospitalizados por COVID-19 com dados públicos da companhia de transportes São Paulo (SPTrans) sobre o carregamento dos ônibus no mesmo período, além de dados da pesquisa Origem Destino, sobre o itinerário das viagens com motivo trabalho, excluindo o contingente que possivelmente migrou para o teletrabalho.
O estudo detectou que não foram todas as linhas de ônibus que tiveram maior movimentação de passageiros durante a quarentena, mas aquelas cuja origem ou destino eram os bairros de Capão Redondo, Jardim Ângela, Brasilândia, Cachoeirinha, Sapopemba, Iguatemi, Cidade Tiradentes, Itaquera e Cidade Ademar. Outro ponto crítico da cidade é a região central, por onde passam quase todas as linhas de ônibus e que também é o principal destino ou origem principal de muitos trabalhadores.
A pesquisadora ressalta que não é possível afirmar se o contágio ocorreu no percurso do transporte, no local de trabalho ou no local de moradia do trabalhador.
“De qualquer forma, nessas linhas com maior concentração de pessoas, seria importante fazer adaptações para proteger os passageiros. Não falo apenas de equipamentos de proteção individual como máscaras, do uso de álcool gel e da necessidade de aumentar o número de ônibus para atender essas linhas específicas. Seria importante também aumentar o espaço dos terminais e pontos de ônibus com tendas, demarcações e espaços provisórios para as pessoas poderem manter o distanciamento necessário”, diz Rolnik à Agência FAPESP.
Outra conclusão importante do estudo está na necessidade de se ter cautela ao considerar a precariedade das condições de moradia como causa única dos pontos críticos de transmissão. “Testamos essa hipótese no nosso trabalho, mas ela não explica a questão por completo. Existem bairros adensados e precários que têm muitos casos e outros que não têm. Da mesma forma, existem favelas que são pontos críticos e outras com níveis de transmissão mais controlados. Nosso estudo comprovou que, no caso da cidade de São Paulo, a circulação, inclusive no transporte público, daqueles que precisaram trabalhar durante a quarentena foi determinante para o aumento de casos da doença”, diz.
O Labcidade, apoiado pela FAPESP em diferentes estudos sobre planejamento territorial e regulação urbanística, tem acompanhado desde o início da pandemia as formas como o novo coronavírus atinge as cidades – sobretudo a capital paulista –, analisando seus impactos e dimensões urbanos, particularmente em relação ao tema da moradia e urbanismo.
Número de hospitalizações e circulação de pessoas
A análise sobre o fluxo de transmissão da doença na cidade e a sua relação com o transporte público faz parte de uma série de estudos realizados pelo grupo. Em trabalho anterior, os pesquisadores mapearam os casos de morte e hospitalização por COVID-19 e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O mapa das hospitalizações por CEP mostrou que, embora as infecções por COVID-19 estejam espalhadas por toda a cidade de São Paulo, isso não ocorre de forma homogênea e há concentrações de casos em determinadas áreas da cidade (leia mais em: agencia.fapesp.br/33343/).
Para entender como a movimentação das pessoas durante a quarentena influenciou a transmissão da doença, os pesquisadores utilizaram dados de GPS dos ônibus metropolitanos que circularam durante a pandemia entre o final de maio e o início de junho de 2020.
“Por meio da Lei de Acesso à Informação, conseguimos obter dados sobre quantas pessoas circularam de ônibus e quais as linhas de maior movimento naqueles dias”, diz Rolnik.
Os pesquisadores utilizaram ainda dados da Pesquisa Origem e Destino. Realizada pela Secretaria Estadual de Transportes há 50 anos, e com edição mais recente lançada em 2017, a pesquisa traz dados sobre hábitos e tendências do deslocamento cotidiano dos usuários do transporte público na capital paulista.
“Criamos uma metodologia para excluir dos dados da Pesquisa Origem e Destino as viagens que tinham educação como motivo, já que as escolas e as universidades estavam fechadas. Também retiramos da análise as viagens por motivo de trabalho de pessoas com ensino superior, cargos executivos ou de algumas profissões que provavelmente estariam funcionando em regime de teletrabalho durante a quarentena. Dessa forma foi possível mapear o fluxo daqueles que realmente precisaram sair de casa para trabalhar e, assim, correlacionar esses dados com a disseminação da doença”, diz.
Mais circulação com a abertura
Com base no estudo, os pesquisadores veem com preocupação a reabertura gradual de serviços e comércio na cidade. “O objetivo desse estudo é servir como base científica para auxiliar na formulação de políticas públicas. Com a abertura do comércio e o afrouxamento da quarentena, a consequência evidente é uma movimentação maior de pessoas. Portanto, o esperado é que o impacto na transmissão da doença também cresça”, diz.
“Compreendo que a abertura das novas fases de retomada da economia é baseada na capacidade do sistema de saúde poder atender a população doente e na ocupação de leitos de UTI. São medições importantes, que devem ser levadas em conta, mas existem outras que também precisam ser consideradas”, diz.
Rolnik ressalta que a base de trabalhadores desse setor de serviços que está voltando a funcionar coincide com a base de trabalhadores que estavam se contaminando mais. “Estamos falando do mesmo grupo social que vai circular sem nenhuma medida adicional de proteção nesse trajeto da casa para o trabalho”, diz.
De acordo com a pesquisadora, o mapa com as áreas de maior contágio na cidade mostra algo perverso. “Aparece muito claramente uma divisão entre aqueles que ficaram em isolamento social e teletrabalho e os que precisaram sair para trabalhar para que outros pudessem ficar em isolamento", diz.




Maria Fernanda Ziegler
Agência FAPESP 
http://agencia.fapesp.br/deslocamento-para-o-trabalho-pode-explicar-concentracao-de-casos-de-covid-19-em-alguns-bairros-de-sp/33625/



Petrobras reduz pela metade tempo e custo de construção de poço no pós-sal

Aplicação de novo conceito – TOTUS - permite simplificar as etapas de construção do poço a partir de otimizações implementadas nas fases de projeto e planejamento



No início de julho, a Petrobras concluiu, em metade do tempo, a construção do poço submarino 7-GLF-49H-ESS, no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo, a 100 km de Vitória. Este foi o primeiro poço do pós-sal construído com a aplicação do conceito True One Trip Ultra Slender (TOTUS), que consiste em simplificar e reduzir o tempo gasto nas etapas de perfuração e completação, a partir de otimizações e inovações inseridas nas fases de projeto e planejamento.  A utilização pioneira desse conceito inovador permitiu concluir este primeiro poço em apenas 44 dias frente aos 96 dias da média histórica no campo, reduzindo o custo em 50%. O poço 7-GLF-49H-ESS tem previsão de entrar em operação em outubro de 2020 produzindo aproximadamente 12 mil barris de óleo por dia.

A Petrobras pode aplicar esse conceito em seus novos poços, em diversos campos maduros do pós-sal, no período de 2021 a 2025, com potencial de redução de custo entre US$ 20 e 35 milhões por poço.
 


 
“O conceito TOTUS, desenvolvido e patenteado pela Petrobras, é parte do esforço da companhia na busca por soluções tecnológicas e redução de custos de suas atividades de forma segura e eficiente. A otimização da construção de poços viabiliza o aumento da produção e das reservas em campos maduros do pós-sal, com custos de produção compatíveis com o cenário de baixo preço do petróleo, contribuindo com a criação de valor para a Petrobras”, destaca o gerente executivo de Construção de Poços Marítimos da Petrobras, Samuel Bastos de Miranda.    

Resultado do trabalho integrado de diversas disciplinas, tais como geologia, engenharia de reservatórios, engenharia de poços, engenharia submarina, centro de pesquisas e suprimento de bens e serviços,  o conceito TOTUS consiste na perfuração realizada em apenas 3 fases (Ultra Slender) e a completação (superior e inferior) instalada numa manobra única (True One Trip), diferente das configurações tradicionais (4 ou 5 fases de perfuração e 2 ou mais manobras para instalar a completação).

O TOTUS poderá ser utilizado em determinados campos maduros do pós-sal onde as características geológicas e de reservatório favorecem sua aplicação.





Entenda como o meio-fio pode ser o vilão do seu pneu


Encostar no meio-fio ao estacionar o carro, mesmo que seja de leve, pode afetar a estrutura do pneu. Saiba como isso acontece e evite.

A Goodyear, tradicional fabricante de pneus reconhecida internacionalmente pelas inovações que traz ao mercado e pelo cuidado que tem com a segurança dos consumidores, mantém os esforços de orientação dos condutores sobre o uso adequado dos pneus, com foco em desempenho e segurança na condução dos veículos. Além da calibragem frequente e da manutenção corretiva (alinhamento e balanceamento), a Goodyear chama a atenção para alguns hábitos inadequados, que podem ser evitados e melhorar a durabilidade dos pneus. Um deles é estacionar com o pneu apoiado no meio-fio, hábito comum e que pode ser percebido facilmente pelas ruas, quando é possível encontrar carros parados dessa maneira; em vagas de 45 graus, inclusive, essa é uma ocorrência ainda mais comum.
O piloto de teste do Campo de Provas da Goodyear, Felipe Zacarias, alerta que o hábito de estacionar com os pneus encostados no meio fio pode ocasionar uma fissura na estrutura da malha interna de aço dos pneus, podendo até levar a fissura. O mesmo pode ocorrer quando o veículo sobrepassa por uma calçada, pois o impacto é ainda maior.
Zacarias explica que as rupturas na malha interna por utilização incorreta podem ser percebidas de três maneiras. A primeira ocorre quando o motorista calibra o pneu pela manhã e no dia seguinte a pressão já baixou novamente, esvaziou. "Ou seja, a estrutura de aço já não está mais tão eficiente por causa das trincas, ao ponto de segurar a pressão recomendada do pneu", esclarece. Outra situação que mostra essa situação é pelas vibrações em rodovias, onde a velocidade média é de 80 km/h. "Às vezes, mesmo com o balanceamento em dia, a rachadura na manta de aço não oferece uma condição de rodar suave, fazendo com que ocorra uma trepidação semelhante a que é percebida quando os pneus não estão balanceados e, consequentemente, isso pode implicar em outras complicações mecânicas ao veículo", reforça o piloto. Por fim, a pior situação citada por Zacarias é a perda de um pneu por excesso de descuido. "A avaria acaba sendo tão grande que pode provocar uma bolha na lateral do pneu que pode vir a se romper e estourar".
Outro risco que pode ser atribuído é o hábito de esbarrar no meio-fio e ocasionar a retirada de uma "lasca" da lateral do pneu. "As avarias ocorridas nos ombros dos pneus são impossíveis de reparar. Não é recomendável tentar reparar as laterais dos pneus. Ou seja, quando fura ou rasga, não existe a possibilidade de recuperação", reforça Zacarias. Já quando prensado ou apoiado no meio-fio, o talão é pressionado e gera perda de pressão, deixando o ar escapar, além de contribuir para uma deformação lateral.
Com relação à condução, o piloto de testes da Goodyear ressalta que é muito importante para a durabilidade de um pneu evitar pancadas abruptas, pois a carcaça sofre e acaba transmitindo as avarias. "As ruas e rodovias brasileiras, geralmente, são muito severas, tanto é que os nossos pneus são extremamente resistentes. Mas vale sempre lembrar que os pneus são feitos para oferecer rodar silencioso, segurança e aguentar o peso máximo de acordo com a indicação do veículo. Pneus de passeio não são feitos para sofrer impactos. Então, recomendamos evitar obstáculos, tampas de bueiro, meios-fios e buracos", conclui Zacarias.


Goodyear do Brasil

Vagas de emprego crescem 25% no setor de tecnologia



Apesar da crise, contratações na área de TI continuam crescendo


A pandemia do novo coronavírus afetou diretamente milhões de trabalhadores brasileiros. De acordo com o IBGE, mais de um milhão de pessoas perderam seus empregos durante a crise. Mas, se na grande maioria dos setores as contratações estão congeladas, existe uma área que está indo na contramão da crise. Trata-se das empresas de tecnologia da informação (TI), que, ao contrário da maior parte dos negócios, estão contratando ainda mais profissionais em meio ao período de isolamento social.

De acordo com estudo desenvolvido pela Revelo, startup especializada em recursos humanos, o setor de tecnologia apresentou um aumento de 25% nas contratações de novos funcionários nos últimos meses. Este crescimento pode ser explicado, principalmente, pela busca de diversas empresas por trabalho em home office durante este período de isolamento social.

“Estamos um momento em que a tecnologia passou a ser a grande ferramenta de trabalho e de comunicação”, explica o CEO da Pitang Agile IT, uma das maiores empresas de tecnologia do Nordeste, Antonio Valença. “A busca por softwares que possibilitem esse trabalho remoto cresceu exponencialmente e, com isso, as demandas de empresas de tecnologia seguiram o mesmo caminho, resultando na necessidade de contratações de mais profissionais”, complementa.


Home office não é um problema

Por ser da área de tecnologia, as empresas de TI já estão habituadas com o home office. Desta forma, a mudança do trabalho presencial para a realização das atividades profissionais em casa foi assimilada muito mais rapidamente por estes profissionais, o que acabou contribuindo para que o “novo normal” fosse mais natural neste segmento do que em diversos outros tipos de negócios.

“O home office tem sido positivo e é possível perceber que os colaboradores têm feito, em casa, as mesmas tarefas que fariam no escritório. Nós já utilizávamos este método de trabalho com cerca de 10% da equipe e conhecíamos os benefícios que ele pode trazer, o que facilitou na hora de manter e até aumentar a produtividade para suprir as novas demandas”, explica Valença.


As contratações não param

Mesmo já tendo contratado milhares de profissionais nos últimos meses, as seleções de novos funcionários ainda não cessaram no setor. As empresas de TI continuam buscando profissionais qualificados que possam ingressar nas diversas vagas disponíveis no mercado.

“Só aqui na Pitang, durante o período de isolamento social, fizemos a seleção de forma remota e contratamos de 28 profissionais, que estão trabalhando em home office, assim como os outros funcionários. Ainda estamos com 22 vagas abertas e realizando seleção. A perspectiva é de que possamos preencher esses postos em breve”, conclui Valença.


3 dicas simples para melhorar o relacionamento e ter mais vendas com seus clientes



Em tempos de crise, não somente esta em que vivemos, mas qualquer que seja, é imprescindível que empresas continuem a vender e faturar.  Neste contexto, o de manter um bom relacionamento com seus clientes, qual será o assunto mais interessante e intrigante para o seu cliente, capaz de captar sua atenção e gerar interesse, até mesmo em um cenário adverso?

Intrigante, não é mesmo? Imagina ter esse tipo de poder nas mãos, saber exatamente o que faz os olhos das outras pessoas brilharem e o que capta a atenção delas, o que alguém poderia fazer com esse tipo de informação:
  • vender mais?
  • aumentar seu poder de influência?
  • ajudar mais pessoas?
Imagina que fosse possível comercializar essa informação: quanto será que as grandes empresas pagariam para saber exatamente o que se passa na cabeça dos seus consumidores?

A resposta é simples. Um daqueles enigmas cuja resolução é tão simples, que você nem acredita quando você toma conhecimento. Na verdade, todos sabem intimamente a resposta, embora talvez não tenham consciência disso.

Indo direto ao ponto, o assunto mais interessante do mundo para praticamente qualquer pessoa é: ela mesma!

Isso mesmo, o que poderia ser mais interessante para alguém do que falar sobre suas próprias dificuldades, desafios e desejos?

Dito isto, vários empresários e vendedores gastam horas do seu tempo, e do seu cliente, falando sobre todas as características de seus produtos e serviços, montam apresentações super impactantes, sem ao menos se dar ao trabalho de escutar sobre o que é mais importante ao seu cliente: ele mesmo.

Agora te convido a fazer uma reflexão: o que será mais relevante aos que estão ao seu redor: escutar sobre seu produto ou serviço ou falar sobre elas mesmas?

Essa percepção muda totalmente seu cenário de vendas e a forma como você influencia as pessoas em seu círculo de relacionamentos.

Explicando um pouco mais. As pessoas não se importam exatamente com seus produtos ou serviços, mas podem se importar, e muito, em como seus produtos e serviços podem ajudá-los a resolver seus desafios, dificuldades e a realizar seus desejos.

Dale Carnegie, escritor norte-americano e um guru em relacionamentos interpessoais, comenta que:

O nome de uma pessoa é, para ela, o som mais doce e mais importante que existe em qualquer idioma.

O mesmo autor comenta que uma das chaves para se tornar um excelente influenciador é a de se interessar verdadeiramente pelo outro, pela pessoa que está na sua frente. Só assim você será capaz de entender seus desafios e desejos, ou seja, o que há de mais interessante no mundo para ela!

Pensando nisso, preparei 3 dicas para que você, leitor, possa elevar a qualidade do relacionamento com seu cliente:

  1. Seja um detetive de problemas
Se interesse verdadeiramente pelos anseios e problemas dos outros, principalmente de seus potenciais clientes. Uma vez que você passar a ser visto como um solucionador de problemas, o velho estigma de vendedor chato desaparece e, em seu lugar, entra a figura do consultor (essa é a premissa do conceito de vendas consultivas)

  1. Faça excelentes perguntas
Nós temos dois ouvidos e apenas uma boca, lembre-se disso quando conversar com as pessoas à sua volta. Ao gastar mais tempo fazendo perguntas do que falando sobre si, seus produtos e serviços, criamos uma aura de muita credibilidade e empatia.

  1. Seja um exímio ouvinte
Escutar de maneira excelente é uma arte, além de ser uma característica em comum de pessoas que se relacionam bem. Seja na esfera pessoal ou profissional, escutar de maneira atenta e interessada é um recurso absolutamente necessário para gerar engajamento.

Te convido a usar essas técnicas em suas relações interpessoais e, principalmente, em seu próximo relacionamento de vendas. O que você pode começar a fazer, ou fazer mais, perguntar de maneira inteligente? Escutar com atenção plena? Descobrir os desejos e desafios mais iminentes de seus clientes? Independente do que mais chamou sua atenção, te convido agora a praticar!

Agora que você foi exposto a formas comprovadamente eficazes de melhorar a qualidade de sua comunicação, te convido a praticá-las fazendo boas perguntas e ouvindo ativamente não só seus clientes, como todas as pessoas ao seu redor. Não se surpreenda ao faturar mais por se tornar um profissional mais competente, aplicando conceitos simples.
Torço para que, acima de tudo, você possa melhorar a qualidade de seus relacionamentos em geral e, assim, florescer em sua vida pessoal e profissional.




Valdez Monterazo - master coach, especializado em negócios, psicologia positiva e carreira. Ajuda empresários e executivos a maximizar resultados empresariais, ter mais tempo e qualidade de vida. É partner associado na Sociedade Brasileira de Coaching, maior referência em desenvolvimento de negócios e soluções corporativas no Brasil. Ocupa a posição de Coach Executivo e de Negócios no BNI (Business Networking International), maior e mais bem sucedida rede de networking de empresários no mundo. 



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