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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Lei da Bioética gera polêmica e pode liberar reprodução assistida para todas as mulheres na França; confira regras no Brasil


Um projeto de lei de bioética elaborado pelo governo do presidente da França, Emmanuel Macron, quer incluir mulheres solteiras e lésbicas na lista de quem tem direito a procedimentos de reprodução assistida de forma gratuita. Caso seja aprovado, casais homoafetivos terão direito ao tratamento de inseminação artificial e fertilização in vitro, que hoje é destinado apenas para casais heterossexuais. No Brasil, esse tipo de técnica da medicina reprodutiva já é liberado para todos, independentemente da orientação sexual.

O texto também permite que a doação de espermas possa ser revelada caso a criança deseje quando tiver completado a maioridade, ou seja, 18 anos. O médico especialista em medicina reprodutiva, Daniel Diógenes, explica que no Brasil não é possível ter acesso às informações do doador. “Aqui as regras são mais burocráticas, principalmente com relação à doação de espermas. É algo completamente anônimo e que só pode ser descobertos por vias judiciais. No entanto, pode ser que essa realidade mude em breve, caso tenhamos alteração na lei que rege a reprodução", esclarece.

Outro assunto que vem gerando polêmica é a possibilidade para que mulheres acima de 35 anos - a idade exata ainda não foi estabelecida - congelem seus óvulos gratuitamente, cabendo a elas apenas um custo de manutenção de cerca de 100 euros por ano. O especialista em medicina reprodutiva, Daniel Diógenes, explica que no Brasil o SUS oferece o tratamento gratuito, mas pode demorar anos para ocorrer. “O ideal é que mulheres que desejam fazer fertilização in vitro ou congelamento de óvulo procurem alguma clínica para que o processo seja bem mais rápido. É preciso também desmistificar que as clínicas tem preços inacessíveis, porque hoje é possível encontrar esses tratamentos em clínicas de confianças por um valor totalmente possível”, disse.

Com relação ao projeto de Lei que libera reprodução para mulheres solteiras e lésbicas e que vem gerando muita polêmica na França, o especialista lembra que é preciso respeitar e acolher a todos. “Existem diversas formas de família e precisamos abraçar todas elas. A medicina reprodutiva chegou para realizar o desejo de ser mãe ou pai de todas as pessoas que têm alguma dificuldade, independente da orientação sexual. O Brasil já é muito evoluído nesse sentido e precisamos dar exemplo para os outros países”, afirma Daniel.


VEM DOAR BALANCE: MARCA IRÁ DOAR UM MÊS INTEIRO DE RAÇÃO PARA ONGs PARCEIRAS



Clube dos Vira-latas é uma das instituições participantes da açãoAdicionar legenda
Três ONG’s de proteção animal participam de iniciativa da Balance, marca de ração premium para cachorros



Nos dias 12 e 13 de agosto, a Balance – marca de ração premium para cães desenvolvida por nutricionistas veterinários – promove a primeira edição do #VemDoarBalance, em que irá doar um mês inteiro de ração para ONG’s que atuam com proteção animal, limitado a um total de 19 toneladas do produto. 

Com o objetivo de incentivar o compartilhamento de fotos em que o pet aparece como protagonista em momentos de família, a doação acontece a partir de 5 mil fotos publicadas nas redes sociais Instagram e Facebook com a hashtag #VemDoarBalance.

As instituições participantes da ação são Clube dos Vira-latas, Cão Sem Sono e Amigos de São Francisco, com atuação em São Paulo e Minas Gerais. A doação da ração premium Balance, que será realizada no dia 14 de agosto, será dividida de acordo com o consumo mensal de cada ONG.
De acordo com André Romeiro, gerente de marketing da Balance, a ação reforça o compromisso da marca em incentivar a doação e valorização de instituições preocupadas com o bem-estar animal. “Queremos estar cada vez mais envolvidos com iniciativas de responsabilidade social e contribuir com o que há de mais avançado em nutrição animal”, complementa André.

Sem corantes, aromatizantes artificiais e com alto nível de proteína, a Balance pode ser encontrada como ração seca em duas versões: para filhotes e adultos, ambas em embalagens de 1kg, 3kg e 10 kg.

A ação pode ser acompanhada pelas redes sociais da marca: www.facebook.com/balancepet e www.instagram.com/balancepet.



Balance

Autoconhecimento é chave para planejar carreira de sucesso


Conhecer habilidades e competências pessoais permite traçar metas para conquistar ocupação almejada


Pontos fortes e a serem melhorados, habilidades, competências e valores são apenas alguns aspectos que a pessoa precisa conhecer sobre si ao começar a planejar sua carreira. A partir do autoconhecimento, é possível definir metas que tornam o objetivo viável. Entretanto, vale destacar que o sucesso é relativo. Por exemplo, para alguns, pode ser sinônimo de dinheiro, enquanto para outros, pode significar jornada flexível.

Segundo Emerson Vamondes, especialista em comportamento humano e PNL (Programação Neurolinguística), antes de seguir com o planejamento, é preciso ter certeza do objetivo. “Quando a profissão, cargo e, até mesmo, o conceito de sucesso estão claros, é mais fácil e eficaz identificar quais ações são necessárias para alcançá-lo. Se não há nitidez, a pessoa pode se perder no processo”, assinala.

O passo seguinte é traçar pequenas metas que tornem o desejo tangível. “Supondo que a pessoa queira ser a diretora de uma determinada empresa, ela precisa descobrir quais competências e habilidades ela precisa ter para ser promovida até chegar lá”, pontua. “Então, se para este cargo é necessário ter domínio do inglês, uma dessas pequenas metas é buscar um curso para aprender o idioma ou, ainda, se ela não tem bom relacionamento com os colegas, melhorar o relacionamento interpessoal também pode ser uma delas”, exemplifica.

No caso de quem está entrando no mercado de trabalho, a dica é entender como a profissão cobiçada funciona e quais conhecimentos são requeridos, principalmente se o jovem não tem experiência na área. “Ter as ferramentas necessárias para atender à vaga é um diferencial, ou seja, ele pode não saber como desempenhar a função, porém, tem todas as competências para aprendê-la”, explica Vamondes.

A recomendação é estabelecer um prazo plausível para cada uma das metas – o ideal é ter planos a curto, médio e longo prazo. “Se as datas estabelecidas não forem viáveis, a pessoa irá se frustrar, portanto, é essencial analisar com cautela”, alerta o especialista. “Se para se tornar coordenadora a pessoa precisa começar como um funcionário júnior, passar a pleno e, só depois, chegar ao cargo, não é viável determinar o prazo para daqui seis meses.”

Uma vez que todo planejamento está no papel, é hora de agir. Vamondes afirma que é necessário apenas dar o primeiro passo para engatilhar o cérebro em direção à conquista das metas. Ele salienta que o único obstáculo que impede o cumprimento de metas é a própria pessoa, deste modo, a procrastinação e a autossabotagem podem ser os principais inimigos.





Emerson Vamondes - Após atuar por 16 anos como engenheiro elétrico em grandes empresas do País, Emerson Vamondes decidiu se dedicar integralmente ao comportamento humano. É presidente do Instituto Evoc (Evolução Comportamental), onde desenvolve cursos voltados para coaching e PNL (Programação Neurolinguística). Em 2014, o profissional idealizou a Academia da Liderança, cujo objetivo é a formação de líderes por meio do desenvolvimento de capacidades comportamentais. Dois anos mais tarde, criou o Instituto Evoc, que busca a evolução comportamental em sua essência. Mais informações em: www.institutoevoc.com.br.


Habemus Autoridade Nacional de Proteção de Dados


Recentemente a Lei Federal nº 13.853/2019 foi sancionada pelo Presidente da República, estabelecendo as previsões necessárias para se criar a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), a qual deve começar a atuar em 2020, após a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A necessidade da concepção desta Autoridade Nacional já foi objeto de muitos debates e sua importância deve ser reconhecida por toda a população. Sem este órgão, imagina-se que a Lei Geral de Proteção de Dados não atingiria o seu objetivo de efetivamente proteger os dados pessoais de todos os cidadãos.

O papel desta nova Autoridade Nacional compreende a atuação, principalmente, na proteção dos dados pessoais, na elaboração de diretrizes para Políticas Nacionais de Proteção de Dados e, mais importante, na fiscalização e punição de quem descumprir a Lei Geral de Proteção de Dados.

Não houvesse a previsão e a implantação desta Autoridade Nacional de Proteção de Dados, careceríamos de um controle eficaz e também de punições aos responsáveis por eventual vazamento ou venda ilícita de dados. Vale dizer, inexistindo a ANPD, praticamente seria mantida a situação que hoje encontramos, aproximando-nos da impunidade e do descontrole com relação a estes abusos.

Adverte-se que esta Autoridade Nacional será um órgão de natureza transitória, podendo ser transformada em autarquia vinculada à Presidência da República em até dois anos, e também será o órgão competente para controlar e punir vazamentos ou desvios de finalidade dos dados tratados, tanto pelo poder público como por empresas privadas.

Esta Autoridade terá sua estrutura organizacional composta por Conselho Diretor (direção), Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, Corregedoria, Ouvidoria, órgão de assessoramento jurídico próprio e unidades administrativas.

Para o Conselho Diretor os cinco cargos previstos, serão preenchidos por nomeações realizadas pelo Presidente da República, após aprovação dos nomes pelo Senado Federal, todos com tempo fixo de mandato. Já para o Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, composto por 23 integrantes, as indicações serão realizadas por órgãos públicos e entidades da sociedade civil.

Inegável a responsabilidade e a importância da ANPD, órgão que será o grande guardião da proteção de dados no Brasil, visto que atuará, prioritariamente, na proteção dos dados pessoais dos cidadãos.

Por fim, aguardamos a implantação efetiva desta tão importante Autoridade Nacional, com os necessários recursos materiais e humanos, para evoluirmos na luta permanente contra o abuso e a irresponsabilidade no tratamento dos dados, tão importantes a toda sociedade.
 



DR. LUIZ AUGUSTO FILIZZOLA D’URSO – Advogado especialista em Cibercrimes e Direito Digital, Professor de Direito Digital no MBA de Marketing Digital da FGV, Coordenador e Professor do Curso de Direito Digital da FMU, Presidente da Comissão Nacional de Estudos dos Cibercrimes da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, Pós-Graduado pela Universidade Castilla-la Mancha (Espanha), pela Faculdade de Direito de Coimbra (Portugal) e, em Direito Digital e Compliance, pelo Instituto de Direito Damásio e Ibmec São Paulo.

Viés algorítmico na interpretação de dados


Todos os dias, bilhões de pessoas interagem com interfaces que as ajudam a acessar informações e tomar decisões. À medida que quantidades crescentes de dados se tornam disponíveis, algoritmos baseados em Big Data são difundidos em todos os aspectos da vida cotidiana.

Muitas decisões são tomadas usando modelos preditivos baseados em dados, por exemplo: precificação e recomendações personalizadas, pontuação de crédito, seleção automatizada de currículos de candidatos a emprego, perfis de possíveis suspeitos pela polícia e muitos outros.

A coleta maciça e automatizada de dados ocorre como consequência dos rastros digitais onipresentes que todos geramos em nossas vidas. A disponibilidade de tal riqueza de dados torna sua publicação e análise altamente desejáveis para uma variedade de propósitos. No entanto, existem pelo menos duas ameaças potenciais para indivíduos cujas informações são publicadas: invasão de privacidade e potencial de discriminação.

A invasão de privacidade ocorre quando os valores dos atributos sensíveis publicados podem ser vinculados a indivíduos (ou empresas) específicos. Discriminação é o tratamento injusto ou desigual dado a pessoas com base em membros de uma categoria, grupo ou minoria, sem considerar as características individuais.

Usualmente, as técnicas algorítmicas eliminam os vieses humanos no processo de tomada de decisão, mas um algoritmo é tão bom quanto os dados com os quais trabalha. E a discriminação pode resultar do treinamento de modelos de mineração de dados (por exemplo, classificadores) que são tendenciosos contra certos grupos protegidos (etnia, gênero, religião, preferências políticas etc.).

Modelos preditivos podem discriminar, mesmo que o processo de computação seja justo e bem intencionado. Isso ocorre porque a maioria dos métodos são baseados em suposições de que os dados históricos então corretos e representam bem a população – o chamado viés algorítmico.

Os esforços para garantir a privacidade levaram ao desenvolvimento do controle estatístico de divulgação e mineração de dados preservados. Diferentes modelos e suas variações foram propostos para proteger contra diferentes tipos de ataques, entre eles: k-Anonymity, l-diversity, t-closenees.

A questão da discriminação é considerada a partir de uma perspectiva de mineração de dados, mais precisamente em duas direções: descoberta da discriminação e prevenção da discriminação.

A descoberta visa encontrar padrões discriminatórios usando métodos de mineração de dados. Essa abordagem tipicamente minera as regras de associação e classificação dos dados e, em seguida, avalia essas regras em termos de discriminação potencial.

Uma abordagem estatística mais tradicional para a descoberta de discriminação geralmente ajusta um modelo de regressão aos dados, incluindo os recursos protegidos (como gênero, raça etc.), e analisa a magnitude e significância estatística dos coeficientes de regressão nos atributos. Se esses coeficientes parecerem significativos, a discriminação será sinalizada.

A prevenção da discriminação desenvolve algoritmos que produzem modelos preditivos, garantindo que esses modelos sejam livres de discriminação. O objetivo é ter um modelo (regra de decisão) que obedeça às restrições de não discriminação.

Sendo assim, à medida que os algoritmos se tornam mais comuns na implementação de sistemas tecnológicos, estudar o mundo significa estudar algoritmos. O viés pode abranger uma grande variedade de investigações e questões com importantes implicações de interesse público que demandam escrutínio algorítmico.

Descobrir como os algoritmos se comportam pode levar a uma discussão difícil, mas importante: como nós, a sociedade, queremos que esses algoritmos se comportem?




Débora Morales - mestra em Engenharia de Produção (UFPR) na área de Pesquisa Operacional com ênfase a métodos estatísticos aplicados à engenharia e inovação e tecnologia, especialista em Engenharia de Confiabilidade (UTFPR), graduada em Estatística e em Economia. Atua como Estatística no Instituto das Cidades Inteligentes (ICI).

Como o RH pode ajudar a Força de Vendas a chegar lá



A atuação de um representante de vendas é primordial para a relação entre indústria e médicos, clínicas e hospitais. É um elo entre profissionais da saúde e o que há de mais atual em termos de informações de tratamentos e pesquisa clínica. Falar da importância do propagandista para as companhias pode soar redundante – o reconhecimento de seu papel estratégico é obrigação, especialmente em um mundo onde conquistar clientes e parceiros é cada vez mais desafiador. Para que o representante cumpra sua função com excelência, precisa estar munido de embasamento científico, teórico e prático. E, desse ponto de vista, é dever da empresa empregadora tornar possível o acesso a treinamentos, estimulando a cultura de autodesenvolvimento contínuo. Na prática, cabe ao RH encontrar a melhor forma de aumentar a produtividade das equipes de vendas.

No primeiro momento, analisemos o perfil da função. A atividade do representante exige uma série de habilidades, tais como boa fluência verbal, desenvoltura para gerar e estreitar relacionamentos, entre outras. Leve em conta também a rotina dinâmica e intensa. De uma perspectiva de recursos humanos, temos aí uma oportunidade ímpar para aprimorar a força de vendas. O colaborador capaz de fidelizar parceiros através de um discurso ético e coerente dos benefícios que seus produtos propiciam à saúde dos pacientes é vital para o sucesso do negócio. Mas há vantagens em jogo –  que extrapolam o bê-á-bá de funções e passam a ser vantagens competitivas relevantes em um mercado agressivo como o farmacêutico.

Treinar lideranças é o pontapé inicial da jornada de transformação que devemos fomentar. A finalidade é simples: alinhar o desenvolvimento profissional dos envolvidos aos objetivos do negócio, de maneira agregadora e positiva. Para chegar lá, é necessário proporcionar aos gestores uma reflexão sobre melhoria de processos e formas racionais de diagnóstico e solução de problemas. O grande diferencial de ações voltadas para líderes está na interatividade e na troca de experiências entre todas as áreas de uma empresa. Uma integração que faz com que todos abram seus horizontes em relação à tomada de decisões dentro de um processo lógico e com uma análise completa dos fatores. Apontar caminhos de como ponderar, como escolher evita desperdício de tempo e dinheiro.

O segundo passo diz respeito a capacitação e treinamento. Nesse cenário, o representante mais preparado deixa de ser um “vendedor” e passa a ser um “consultor”. É o profissional que não só resolve problemas, mas percebe tendências, antecipa necessidades. No fim, acaba comercializando soluções e inteligência. A Força de Vendas se transforma em uma prestadora de serviço para parceiros comerciais, que muitas vezes são carentes de um trabalho de desenvolvimento de seu pessoal.

Uma ideia é direcionar treinamentos para o desenvolvimento de estratégias de negócio empreendedoras ou para a implementação de planos de ação que tragam valor para o cliente, otimizando resultados de curto e longo prazo. Isso tudo sem nunca deixar escapar que o propagandista é a pessoa que dissipa o contato direto com a marca. Ao receber um treinamento específico, consegue trabalhar o institucional e associar empresa a conceito.

Na indústria farmacêutica, zelamos pelo bem-estar de milhões de pacientes. Seria uma completa incoerência se não voltássemos a nossa atenção ao cuidado com nossos próprios times – principalmente em se tratando da Força de Vendas, que atua bem longe das baias dos escritórios. Como demandar resultados em condições que colocam em cheque a saúde dos colaboradores? A entrega de metas do representante depende em grande parte de um ambiente humanizado, seguro psicologicamente e capaz de motivá-lo a dar o seu melhor. Iniciativas que promovam equilíbrio entre vida pessoal e profissional devem ser encorajadas. A ideia é oferecer ferramentas e benefícios que ajudem os colaboradores a tomar boas decisões na gestão de seu tempo e energia.

Os departamentos de recursos humanos são diariamente desafiados a participar ativamente das discussões sobre os rumos do negócio. Respaldar propagandistas com gestão direcionada e treinamentos específicos é proporcionar valor e influenciar positivamente uma cadeia rica e repleta de oportunidades. Afinal, a base de todas as companhias do mundo é a mesma – pessoas.





Priscilla Cotti - diretora de People & Organization da Sandoz, divisão de genéricos e biossimilares da Novartis.

Setor de serviços em São Paulo fatura R$ 33,6 bilhões em maio, a maior cifra para o mês desde 2010, aponta FecomercioSP


Segundo a Entidade, CPI da sonegação fiscal tributária impulsionou a arrecadação do segmento


Apesar do lento processo de recuperação pelo qual passa a economia brasileira, o setor de serviços paulista obteve alta no mês de maio com faturamento de R$ 33,6 bilhões, a maior cifra para o mês desde o início da série histórica, em 2010. Em comparação ao mesmo período de 2018, houve crescimento de 15,5%, o que representa um montante superior de R$ 4,5 bilhões nas receitas do setor. Nos últimos 12 meses, a elevação foi de 17,6%. No acumulado de 2019, o aumento foi de 21,2%, o que representa um montante de R$ 28,8 bilhões maior do que o obtido no período de janeiro a maio de 2018.

De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), os segmentos de serviços bancários, financeiros e securitários impulsionaram a alta (57,7%) em maio em decorrência do aumento de arrecadação de ISS, após a CPI da sonegação fiscal tributária firmar acordo com as instituições. Isso porque alguns bancos tinham sede em outros municípios, então, os impostos de operações como leasing, factoring e franchinsing, por exemplo, eram devidos à cidade de São Paulo, no entanto, pagava-se o tributo pelo município onde o escritório estava sediado – o que foi vantajoso para essas instituições à época, visto que essas cidades costumam diminuir os valores porcentuais do ISS para atrair grandes empresas.

Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborada pela FecomercioSP com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo. A cidade tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando, aproximadamente, 20% da receita total gerada no País.

Das 13 atividades pesquisadas, dez apontaram expansão no faturamento real em relação a maio de 2018, sendo: serviços bancários, financeiros e securitários (57,5%); mercadologia e comunicação (17,3%); jurídicos, econômicos e técnico-administrativos (14,5%); saúde (12,3%); turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (10,9%); educação (10,1%); Simples Nacional (5,6%); técnico-científico (5,1%); outros serviços (4,6%); e conservação, limpeza e reparação de bens móveis (1,8%). Somadas, contribuíram com 16,3 pontos porcentuais (p.p.) para o resultado geral.

No sentido contrário, as quedas ficaram por conta dos seguintes segmentos: representação (-30%); construção civil (-3,8%); e agenciamento, corretagem e intermediação (-1,3%). Essas três atividades contribuíram negativamente para 0,8 ponto porcentual no resultado geral.


Perspectivas

Para a Entidade, a expectativa é de continuidade de crescimento ao longo dos próximos meses. A Federação sugere que o empresário siga acompanhando os indicadores econômicos (inflação, taxa de juros, câmbio, confiança do consumidor) para ajustes de planejamento; mantenha o controle do fluxo de caixa e evite endividamento.

A FecomercioSP recomenda ainda que futuros investimentos sejam aplicados em ações inovadoras do serviço ofertado para melhorar a qualidade do atendimento e, por consequência, a experiência do consumidor.


Nota metodológica

A Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS) é o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal. Utiliza informações baseadas nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo por meio de um convênio de cooperação técnica firmado entre a Secretaria da Fazenda do Município de São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). O indicador conta com uma série histórica desde 2010, permitindo o acompanhamento do setor em uma trajetória de longo prazo. As atividades foram reunidas em 13 grupos, levando em conta as suas similaridades e a representação no total do que é arrecadado de ISS no município. A pesquisa é referente ao município de São Paulo, mas, considerando a sinergia entre os municípios do entorno, os resultados refletem o cenário da região metropolitana.


O SUPREMO, SUA FUNÇÃO CONTRAMAJORITÁRIA, E ... GEORGE SOROS


       Com a mesma liberdade de opinião que me permitiu escrever na legislatura anterior que aquele era o pior Congresso Nacional que conheci, afirmo agora, fazendo coro com José Nêumanne, que esse STF é o pior que já vi atuar. Não apenas porque, usando o eufemismo da moda, “flerta” com a ditadura do Judiciário e realiza proezas nunca vistas, mas porque, com ares missionários, antagoniza a nação. O que para a sociedade é Verdade e Valor, para o STF é objeto de correição. O Supremo se orgulha de agir em dissintonia com a sociedade.
        Entenda-se. Um ministro da Corte, ao deliberar, não tem entre seus deveres interrogar-se sobre o que as pessoas pensam a respeito do assunto. Não está imposta a ele a obrigação de promover pesquisa de opinião ou enquete a cada voto que deva dar, muito embora, por vezes, sejam promovidas audiências públicas. Opiniões lhes chegam, de regra, via contraditório expresso pelas partes.
        No entanto, o problema que abordo aqui tem outra natureza e se vincula ao modo como o colegiado foi formado. Lula e Dilma indicaram 13 ministros, dos quais sete permanecem no cargo. Desnecessário dizer o quanto essas designações foram influenciadas pelo critério ideológico. Nos governos petistas ele era determinante, até mesmo, da escolha do jardineiro e do fornecedor de frutos do mar. Camarões de esquerda. Lagostas trotskistas. De nenhum dos quatro remanescentes se poderá dizer que tenham qualquer afinidade com o pensamento conservador, majoritário na sociedade. Bem ao contrário!
        Os longos anos de petismo, resultantes de um tempo em que o ambiente cultural estava hegemonizado pelo pensamento de esquerda, dito “progressista”, viabilizaram ampla maioria na Corte. Para piorar a situação, os três ministros anteriores a esse tempo sinistro, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Celso de Mello, com diferenças de ritmo, batem no mesmo tambor.  E o ministro subsequente, Alexandre de Moraes, já deixou claro a que veio.
Na parte final dessa linha de tempo, contudo, surgiram a redes sociais, democratizando o direito de opinião, dando voz a conservadores e liberais, e revelando, para escândalo dos ditos progressistas, o perfil majoritariamente conservador da sociedade brasileira. Decisões do STF repercutem de modo muito mais intenso nas redes sociais do que nas colunas dos jornais. E o desgosto da sociedade se manifesta.
        Qual a reação do Supremo, evidentemente deslocado e isolado, com pouco espaço no mundo das ideias vigentes na sociedade, indigesto e desprestigiado, perante essa situação? Como o descomunal orgulho dos senhores ministros responde à sociedade? Proclamando seu papel contramajoritário!
        Eis a grande sacada na cartola dos péssimos argumentos, adulterando o sentido original do termo "contramajoritário", que significa discordar de algo aprovado pelo Parlamento e sancionado pela Presidência. Na concepção do STF, o vocábulo passou a significar a recusa aos valores dominantes na sociedade, propagandeada como se fosse virtuosa atribuição do Poder.  Caberia ao STF ensinar o povo a pensar segundo o modo como os onze interpretam os princípios constitucionais! Os onze sabem mais do que todos, mais do que os grandes filósofos gregos, mais do que os grandes teólogos. Nenhum destes, claro, mais qualificado do que George Soros e a Nova Ordem Mundial com suas ideias “progressistas” sobre aborto, ideologia de gênero, feminismo radical, controle de armas, globalismo, imigração, “politicamente correto” e engenharia social.
Alguém, aí, abra a janela que eu preciso de ar puro.



Percival Puggina -  membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

Fake clique: fraudes em publicidade digital geram prejuízos de US$ 42 bi


Malware e bots geram cliques falsos e transformam investimento de anunciantes em desperdício


A indústria de cliques fraudulentos em publicidade digital deve causar um prejuízo de US$ 42 bilhões em 2019, de acordo com a consultoria Juniper Research. O número é 21% maior do que os US$ 35 bilhões registrados no ano passado, o que deixa claro como esse filão tem se tornado sofisticado. Por meio de uma série de técnicas que envolvem desde bots até fazendas de cliques em países pobres, os criminosos faturam em cima de empresas que veem seu orçamento de marketing ser desperdiçado.

“O Brasil é um dos principais mercados mundiais na publicidade digital, então é natural que seja um alvo valioso para esse tipo de golpe”, diz Michel Primo da Clickcease (www.clickcease.com.br), martech israelense especializada na defesa contra ações desse tipo. Não há dados sobre o prejuízo com problemas do tipo no Brasil, mas a estimativa é de que as perdas correspondam a 20% do orçamento total dos anunciantes.

Como os fake cliques acontecem

De modo geral, as fraudes se dividem em duas categorias. As chamadas Click Frauds envolvem ações que forçam o anunciante a gastar com cliques que não foram feitos por consumidores reais. Nesse caso, robôs, por exemplo, clicam de maneira consecutiva em anúncios e fazem o responsável por ele pagar por visualizações que não atingiram potenciais clientes verdadeiros – ou seja, não há ganho direto para o responsável pelo golpe. “É comum que isso seja feito por concorrentes, por exemplo”, afirma Primo.

Ad Frauds, por outro lado, são estratégias que fazem com que as empresas paguem por visualizações e interações com anúncios em sites maliciosos sem obter qualquer retorno publicitário com isso. Um exemplo são páginas com conteúdo fake que recebem um volume alto de tráfego por redirecionamento de links automáticos, mas que não entregam qualquer retorno para o anunciante – aqui sim os fraudadores lucram.

Segundo a Clickcease, as Click Frauds têm crescido a uma taxa de 50% ao ano. No que tange às Ad Frauds, para se ter uma ideia do quanto eles movimentam, o FBI desmontou em 2017 a quadrilha especializada 3ve, cujo faturamento foi estimado em US$ 250 bilhões. “É um panorama preocupante, que exige de empresas que investem em marketing digital que tenham cuidado e tomem medidas de proteção”, explica Primo.

Entre as melhores estratégias para evitar golpes na publicidade digital, estão softwares que monitoram o tráfego e identificam comportamentos anormais, assim como a escolha adequado dos parceiros que fazem parte do ecossistema de marketing da empresa. Por conta própria, o problema não irá embora. Ainda de acordo com a Juniper Research, o prejuízo causado por cliques fraudulentos deve bater a marca dos US$ 100 bilhões anuais em 2023.





domingo, 11 de agosto de 2019

Dia dos Pais: Os pais também são resultado da infância que tiveram


A solução para muitos problemas entre pais e filhos pode estar em simplesmente um saber ouvir a história de vida do outro



Você reclama muito do jeitão do seu pai? Queria que ele fosse mais presente, mais carinhoso, mais atencioso, menos rude, menos sério? Pois o segredo pode estar nos seus avós.

Segundo a terapeuta familiar Heloisa Capelas, especialista em autoconhecimento e inteligência comportamental, a influência dos pais é base fundamental no processo de formação e desenvolvimento e ainda mais na fase da primeira infância (até por volta dos 7 anos). Ela completa que tudo o que a criança aprende nesse período se dá por cópia e repetição.

A partir dessa ótica, é quase certo afirmar que a maioria das pessoas nunca parou para se dar conta de que os pais foram crianças um dia. Logo, se você é resultado da sua infância, eles são resultado da infância deles. Por isso a pergunta: Você trocaria a sua infância pela de seus pais?

Muitas vezes os filhos brigam e até rompem com os pais por não saberem perdoar as falhas ou os excessos que, naturalmente, eles possam ter cometido durante sua criação. Porém, se reconhecer um pouco da história deles, fica mais fácil o entendimento. “Caso não saiba nada sobre a infância de seus pais, olhe um pouco para eles e se lembre de momentos tristes vividos quando você ainda era criança: como era a expressão deles? Esforçaram-se para sair de uma situação difícil? Pode ser que tenham errado muitas vezes, mas fizeram muitas tentativas de acertar. Se nem isso lhe ocorre, use a imaginação. Para seus pais serem como eram (pois aprenderam por cópia e repetição) como devem ter vivido a infância?”, questiona Heloisa.

O trabalho de autoconhecimento neste processo é muito importante em ambos os casos. A partir dos comportamentos que identifica em você e cuja origem do aprendizado (pai ou mãe) já reconheceu, é possível verificar com quem e como seu pai ou sua mãe aprendeu esse comportamento. 


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