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segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Entidades de defesa do consumidor lançam campanha “Protege Um, Protege todos”



Iniciativa do Instituto Defesa Coletiva tenta barrar manobra dos bancos no STF


Será julgada nesta quarta-feira, 13/9, no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o recurso especial (RE) 573.232-SC que pode limitar a capilaridade das ações coletivas de defesa do consumidor. O RE possui grande interesse das instituições financeiras já que a execução de sentenças coletivas poderá ser aplicada apenas a consumidores associados a alguma instituição (no momento em que for ajuizada a ação).

Diante disso, o Instituto Defesa Coletiva – entidade civil criada em 1999 com objetivo de garantir direitos coletivos dos consumidores – e outras nove entidades de defesa do consumidor, lançam a campanha Protege Um, Protege Todos. O objetivo da campanha é informar a sociedade e sensibilizar o Judiciário sobre a importância das ações coletivas e a manutenção de direitos dos consumidores.

De acordo com a presidente do Instituto Defesa Coletiva, Lillian Salgado, as ações coletivas não são privativas e pertencem à coletividade. Qualquer cidadão que se encontra na situação discutida na ação pode ser beneficiado por uma possível decisão favorável. 

Por exemplo: caso um banco lese milhares pessoas com a cobrança de uma tarifa indevida, as ações coletivas garantem que uma decisão favorável seja aplicada a todos os correntistas brasileiros. 

Se a manobra dos bancos no Judiciário prevalecer essas ações seriam “delimitadas”, já que além de serem filiados a alguma associação, os consumidores deverão assinar autorizações individuais para participar dos processos coletivos.  

Para Lillian Salgado, a diminuição ou restrição das ações coletivas pode resultar no esvaziamento da finalidade das próprias demandas, medida de grande interesse dos bancos. “Seria um retrocesso, um contra-senso, logo na semana em que o Código de Defesa do Consumidor completa 27 anos”, pondera. 

Vale lembrar, que a medida também pode causar sobrecarga ao Judiciário que deverá julgar a mesma matéria repetidas vezes. Desta forma, haveria decisões diferentes para o mesmo tema e situações semelhantes ou idênticas.  

A campanha Protege Um, Protege Todos é apoiada pelo Ministério Público Federal, OAB Minas, Associação Nacional do Ministério Publico do Consumidor, Ministério Público de Minas Gerais, Fórum dos Procons Mineiros, Procon Assembleia, Procon de Belo Horizonte, Movimento das Donas de Casa, Fórum Nacional das Entidades Civis de Defesa do Consumidor e Associação de Defesa da Cidadania e do Consumidor .









EXPERIÊNCIA DE COMPRA E ENGAJAMENTO POLÍTICO SÃO PREOCUPAÇÕES DA GERAÇÃO MILLENNIAL



Levantamento mostra que 28% dos jovens participaram de ao menos um evento que apoiou uma causa específica no último ano


A Eventbrite, plataforma líder global em tecnologia para eventos, anuncia o lançamento de uma pesquisa que aponta que a experiência de compra e engajamento político são preocupações da geração Millennial, chamada também de Geração Y, jovens entre 18 e 34 anos. Ainda segundo o levantamento, 28% dos jovens participaram de algum evento que apoiou uma causa específica no último ano, em comparação com 15% das gerações mais velhas, e 62% dão mais atenção a eventos relacionados a causas do que há dez anos.

Durante o estudo, a Eventbrite constatou que as experiências ainda são trunfos para esses jovens, pois ao decidir como gastar seu dinheiro, três dos quatro Millennials preferem comprar a experiência do que algo desejável, uma figura que é consistente com a pesquisa realizada em 2014 pela plataforma de eventos.

Outro fator em destaque é com relação à interação off-line, que promove mudanças positivas. Mesmo com a crença de que os Millennials dependem de maneira excessiva da tecnologia, eles também apostam na interação face a face, pois 75% sentem que participar de um evento ao vivo, como uma passeata por exemplo, é mais impactante do que tomar medidas on-line.

"A geração Millennial é a mais antenada, sua crescente demanda por experiências é algo que devemos levar a sério, pois estes jovens estão em busca de experiências únicas. Por isso, saber fazer ações e eventos que se encaixem para esse público é de extrema importância. Com os dados da pesquisa temos a noção de que o clima político atual está impulsionando um desejo profundo para eles se conectarem uns com os outros, suas comunidades e o mundo", afirma Hugo Bernardo, Country Manager da Eventbrite Brasil.


Metodologia da pesquisa

Os resultados fazem parte de uma pesquisa da Ipsos realizada de 11 a 16 de abril de 2017, em nome da Eventbrite. Para a pesquisa, foi utilizada uma amostra de 2.012 adultos maiores de 18 anos, utilizando a metodologia de amostragem on-line da Ipsos.




CIO de quê?



O acrônimo CIO já povoou os sonhos e o imaginário de muitos profissionais de tecnologia da informação. Reconhecido mundialmente e associado ao papel mais alto e estratégico de tecnologia de uma empresa, ele vem sofrendo profundas transformações, principalmente por conta de vetores externos.



Entretanto, na prática, esse título nunca significou de fato a mesma coisa quando se olha para dentro das organizações.

Por definição o CIO ou Chief Information Officer deveria ser o executivo responsável pela estratégia de tecnologia que permeia a organização; responsável por desenhar o futuro e determinar as transformações digitais necessárias para alcança-lo. Ele deveria ter intimidade com o negócio; trabalhar como parceiro e, portanto, lado a lado com o CEO, Chief Executive Officer; bem como direcionar a estrutura E2E (end-to-end) que operacionaliza o funcionamento do negócio com uma visão holística, mas principalmente enxergando a tecnologia como meio e não como fim.

Além disso, deveria também ser dele a responsabilidade pelo planejamento plurianual; o P&L; o estudo de tendências; a construção do roadmap; a priorização de investimentos; o estabelecimento de parcerias e, acima de tudo, ter o papel de atuar como um guardião da estratégia digital não só fazendo-a suportar os planos de negócio, mas também influenciando-os e, por vezes, habilitando oportunidades inovadoras e potencialmente disruptivas.

Mas o mundo dos negócios é um bicho estranho. Ele transforma as pessoas e seus cargos quase que silenciosamente. Quando nos damos conta, o profissional não é mais exatamente aquilo que disseram que ele seria. Ou ainda, o título acaba entrando na equação como moeda de atração para um novo recrutamento externo ou compensação para aquele profissional desmotivado que precisa de motivos para continuar produzindo, mesmo que seu escopo de trabalho não o justifique. Esse bicho estranho é também capaz de dar o mesmo título ou rótulo para pessoas com atribuições substancialmente diferentes, seja pela abrangência hierárquica, geográfica, funcional, técnica e até em virtude do porte e posicionamento da empresa em uma determinada indústria.

Prova disso é tentar reunir profissionais rotulados como CIOs em uma única sala é investigar suas atuações e autoridades. Certamente encontraremos pessoas muito operacionais sentadas sobre um orçamento modesto, mas com liberdade para definir praticamente tudo quanto à adoção da tecnologia. Ao lado dele, talvez encontremos outro indivíduo com orçamento dezenas de vezes maior do que o anterior, mas sem liberdade, de mãos amarradas e apenas gerindo as relações e níveis de serviço dos fornecedores de tecnologia que foram estabelecidos de forma centralizada.

É também provável que encontremos executivos que estejam entre esses dois primeiros, ou seja, com liberdade e autonomia, mas limitados por um escopo geográfico menor; por uma categoria de serviço de TI apenas; ou, se não limitado por estes fatores; por uma atuação puramente tática sem qualquer participação e influência na estratégia. E olha que nem falamos das linhas de report que, por si só, já nos diriam muito mais a respeito.

Definitivamente o acrônimo perdeu sua função. O título de CIO não significa mais nada sem vier acompanhado de um descritivo do que, de fato, compõe as atribuições desse profissional. Na verdade, arrisco dizer que independente das limitações já descritas, se o profissional não for efetivamente responsável por pensar e elaborar a estratégia digital da empresa através de uma visão holística-multidisciplinar e influenciar o negócio trabalhando em parceria com C-Level, ele estará sendo CIO de quê?!





Marcos Semola - professor da IBE-FGV, executivo de TI, especialista em Governança, Risco e Conformidade, escritor, palestrante, VP membro do Conselho de Administração da ISACA e mentor de startups. | https://www.linkedin.com/in/semola/





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