Psicólogo do Centro Universitário Módulo aborda os
danos da Alienação Parental e a importância da proteção infantil, em momento de
questionamento sobre a Lei da Alienação Parental
Em 25 de abril, Dia Internacional de Consciencialização para a Alienação
Parental, o psicólogo Jean Luca Lunardi, docente do curso de Psicologia do
Centro Universitário Módulo, coloca em pauta um debate crucial no Brasil: a Lei
de Alienação Parental (LAP) e seus riscos.
Enquanto a data busca reforçar a importância de preservar vínculos familiares saudáveis, autoridades e especialistas, como o Conselho Federal de Psicologia (CFP) e o Ministério das Mulheres, intensificam a pressão pela revogação da LAP, argumentando que a norma, exclusiva do país, tem sido usada como instrumento de violência contra mulheres e revitimização de crianças.
Nesse
cenário de questionamentos, Jean Luca esclarece que, independentemente do
debate jurídico atual, a Alienação Parental (AP) permanece sendo uma forma
complexa de violência psicológica. Embora não seja um diagnóstico clínico
formal, sendo definida legalmente como um ilícito civil pelo CFP, sua essência
reside em atitudes que visam danificar ou romper a relação do filho com um dos
genitores, causando danos severos e duradouros na saúde emocional e no
desenvolvimento das crianças.
Marcas profundas na saúde mental infantil
As consequências da Alienação Parental para a saúde mental e o desenvolvimento infantil são alarmantes. Crianças expostas a esse cenário de conflito crônico e manipulação podem desenvolver ansiedade, sintomas depressivos, reações traumáticas e sofrimento psicológico persistente, afetando sua segurança emocional e qualidade de vida futura.
"Estudos
apontam a associação entre AP e culpa, confusão, medo de abandono,
hipervigilância emocional, dificuldade de confiar e de tolerar
ambivalência", detalha o psicólogo. A Alienação Parental compromete a
forma como a criança organiza seus vínculos, podendo levar a relações mais
instáveis ou polarizadas no futuro. "Não é um destino inevitável, mas é um
risco real quando a exposição é prolongada e intensa", alerta.
Prevenção e intervenção: o caminho para a proteção
Diante da complexidade do tema e dos riscos à saúde mental infantil, proteger as crianças e mitigar os danos exige intervenção especializada. O acompanhamento psicológico individual, tanto para os pais quanto para a criança, emerge como ferramenta essencial. Um psicólogo capacitado é fundamental para:
- Prevenção:
auxiliar os pais em processo de separação a gerenciar conflitos e a
priorizar o bem-estar dos filhos, focando na coparentalidade saudável.
- Intervenção: oferecer suporte à criança já afetada, ajudando-a a processar a situação e a reconstruir um senso de segurança e confiança.
"Um profissional de psicologia auxilia tanto no aspecto preventivo da Alienação Parental quanto no manejo da separação em geral, fazendo valer os direitos da criança conforme preconizado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e por orientações técnicas do CFP", reforça Jean Luca.
Por fim, o especialista reforça a grande importância de pais, educadores e toda a sociedade estarem atentos aos sinais e buscarem apoio profissional. Proteger as crianças da Alienação Parental é um compromisso com o futuro e bem-estar emocional, garantindo que elas possam crescer com vínculos familiares saudáveis e seguros.
Centro Universitário Módulo
www.modulo.edu.br.
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