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sábado, 5 de agosto de 2017

Especialista aponta cinco sinais de alerta de um AVC



De acordo com o Ministério da Saúde, o derrame cerebral é uma das principais causas de mortes no Brasil e no Mundo. 


O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente por derrame cerebral, não dá sinais e pode ser súbito. Atualmente, é uma das principais causas de mortalidade e sequelas no mundo – apenas no Brasil, o Ministério da Saúde (MS) estima que ocorram 100 mil óbitos por ano. No entanto, segundo a neurocirurgiã, Danielle de Lara, é possível distinguir e reduzir os casos de AVC se os pacientes estiverem atentos a alguns sinais.“A prevenção é simples e a doença pode ser evitada na adoção de um bom estilo de vida”, alerta a médica.

De acordo com a especialista, o AVC ocorre a partir da alteração do fluxo de sangue ao cérebro e, entre os principais fatores de risco, estão a hipertensão descontrolada, diabetes, sedentarismo, obesidade e colesterol alto. 

Há dois tipos de AVC que ocorrem com mais frequência, são eles:

- Acidente Vascular Isquêmico – segundo o MS, são 85% dos casos. Ocorre quando há parada interrupção do sangue que chega ao cérebro, provocada pela obstrução dos vasos sanguíneos. 

- Acidente Vascular Hemorrágico - ligado a quadros de hipertensão arterial que causa hemorragia dentro do tecido cerebral.

Vale lembrar que o derrame cerebral é silencioso, porém, na maioria dos casos é possível identificar alguns sinais de alerta. A neurocirurgiã aponta os mais comuns: 

1.       1. Dificuldades para falar, articular as palavras – quando as pessoas ao redor não conseguem entender o que está sendo falado; 

2.      2.  fraqueza em um dos lados do corpo – fraqueza nas pernas ou dificuldades para mover os braços;

3.       3. Perda subida do equilíbrio – quando a pessoa tem dificuldades para caminhar, por exemplo;

4.       4. Perda de visão – visão turva ou dupla; 

5.       5. Súbita dor de cabeça – quando a dor é forte, diferente de outras dores anteriores, sem causa aparente e não passa.  

Pessoas de todas as idades podem sofrer um AVC, porém, o risco aumenta com a idade, especialmente após os 55 anos. De acordo com o MS, o aparecimento da doença em pessoas mais jovens está mais associado a alterações genéticas. Pessoas da raça negra e com histórico familiar de doenças cardiovasculares também têm mais chances de ter um derrame.

Se um dos sintomas aparecer, Danielle frisa que é primordial procurar imediatamente um serviço médico especializado, “pois o rápido atendimento é fundamental para a sobrevivência e recuperação do paciente. Por meio de exames específicos, é possível identificar a área do cérebro afetada, o tipo do derrame cerebral e, em alguns casos, utilizar de medicamentos ou até mesmo cirurgia de emergência para desobstruir o vaso sanguíneo prejudicado”, afirma Danielle.  A especialista afirma que, na maioria dos casos, os pacientes sobrevivem, mas têm que lidar com as sequelas da doença - que comprometem a qualidade de vida e a capacidade de viver de forma independente.  A paralisia completa de um lado do corpo, ou a fraqueza, é a sequela mais comum.




O QUE SEU FILHO FAZ NA ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL?



Muitas crianças iniciam sua vida escolar na educação infantil. Todos os pais logo percebem o quanto a criança se desenvolve desde a sua entrada na escola, mas antes do inicio, muitos pais se perguntam: Mas afinal de contas, o que uma criança tão pequena faz na escola?

Deyse Ford Racy Haddad, diretora da escola bilíngue Tiny People, nos ajudará a entender o processo dentro do contexto escolar durante a educação infantil e que muito provavelmente será à base de todo o desenvolvimento da criança ao longo de sua vida.

Conhecimento de si e do outro: A escola contribui nos processos de socialização e de construção da identidade das crianças e dos cuidados essenciais necessários para seu desenvolvimento.

Linguagem Oral: Ampliar a capacidade de comunicação oral das crianças pequenas é uma das funções da educação infantil. A participação em diálogos, e em rodas de conversa e em atividades que envolvam relatos dos pequenos fatos e experiências, descrição de objetos e jogos verbais são algumas das situações que podem ser criadas em creches e pré-escolas para ampliar a capacidade comunicativa.

Artes Visuais: Insere as artes visuais como área específica do conhecimento, desenvolvendo a imaginação criadora, a expressão e a sensibilidade.

Brincar: O brincar é visto como uma das atividades fundamentais para o desenvolvimento e a educação das crianças. No brincar, as crianças exploram, perguntam, e refletem sobre a sociedade na qual vivem, desenvolvendo-se psicológica e socialmente. O brincar funciona como um cenário criado pelas crianças e baseado nas suas vivências para que possam expressar seu mundo interno, levantando hipóteses sobre seus sentimentos e os dos outros, sobre conceitos, atitudes e valores com os quais se defronta em sua vida.

Música: Deve ser considerada uma área de conhecimento, estruturando-se por meio do fazer (interpretação, improvisação, composição), do perceber a música e da reflexão (conscientizando questões relativas à organização e criação musical).

Linguagem Escrita: A aprendizagem da língua escrita começa antes dos 6 anos de idade. As crianças começam a pensar sobre a escrita e seus usos a partir de informações provenientes de intercâmbios sociais, quando presenciam diferentes atos de escrita e leitura por parte de adultos ou crianças mais experientes.

Conhecimento do Mundo: Crianças se interessam por temas como dinossauros, tubarões e castelos, que envolvem conhecimentos como sociologia, física, biologia e história.

Movimento: A criança se expressa e se comunica por meio de gestos, mímicas faciais, e interage utilizando fortemente o apoio de seu corpo. O referencial curricular propõe um trabalho que considere a dimensão expressiva\subjetiva do movimento e as diferentes posturas corporais exigidas no dia-a-dia, além do desenvolvimento psicomotor da criança de 0 a 6 anos.

Matemática: Caracteriza-se como uma atividade de resolução de problemas. Problemas são vistos como aquelas situações que mobilizam a criança para buscar respostas e soluções que propiciem a produção de novos conhecimentos.

Dentro deste contexto, estas são as capacidades a serem desenvolvidas pelas crianças nesta fase da vida:

De ordem Física: Apropriação e conhecimento das potencialidades corporais, autoconhecimento, autocuidado, uso do corpo na expressão de emoções, deslocamento com segurança.

De ordem Ética:  Construção de valores para nortear sua ação.

De ordem Afetiva: Motivações, autoestima, atitudes no convívio social, compreensão de si mesmo e dos outros.

De ordem Cognitiva: Uso e apropriação de formas de representação e comunicação e resolução de problemas.

De Inserção Social: Percepção de si próprio como membro de um grupo, de uma comunidade, de uma sociedade, com possibilidade de participação e responsabilidades com a vida coletiva.

De relação Interpessoal: Estabelecimento de um convívio social que envolva produzir, dividir e aprender com os outros.

De ordem Estética: Produção artística e apreciação da produção artística de sua comunidade, do país, de diferentes culturas e diferentes tempos históricos.

“Ufa! Não à toa seu filho chega tão cansado da escola. Principalmente porque ele faz tudo isso num ambiente de muita brincadeira, cuidado, segurança e carinho. Que delícia é ser criança!”, completa Deyse.




Tiny People- www.tinypeople.com.br  




Como ajudar no processo de criação artística do seu filho?




É bastante comum as crianças gostarem de passar seu tempo em contato com o papel, seja desenhando, rabiscando ou colando. O que muitos pais não sabem é que o processo de criação artística merece atenção e é muito importante para o desenvolvimento individual da criança.

Segundo Christine Bruder, psicóloga, psicanalista e fundadora do premiado berçário bilíngue Primetime Child Development, em primeiro lugar, é indispensável que os pais acompanhem este processo. “Tenha em casa materiais dos mais variados tipos, além de procurar estimular o uso de outros materiais como pinceis e lápis, e, principalmente, não entregar desenhos prontos para o seu filho apenas pintar e nem apresentar modelos para cópias”. De acordo com a profissional, os pais devem saber que a arte é uma expressão livre e “não precisa parecer com nada, nem agradar aos outros”.

A partir desses estímulos a criança tem total liberdade para criar aquilo que bem entender. “A falta de exemplos ou limitações fazem com que os pequenos explorem ainda mais sensorialmente o material”.
Confira abaixo cinco dicas de Christine:

  • Quanto menor a criança maior deve ser o papel. Até os 3 anos de idade nada menor do que uma cartolina deve ser oferecida.

  • Quando a criança considerar sua arte terminada, pergunte à ela se ela quer seu nome no papel. Se disser sim, pergunte: “Onde você quer seu nome? Ponha o dedinho”. Escreva onde a criança indicar. Se ela disser: “Eu sei escrever meu nome”, dê a caneta a ela. Se a criança não se interessar ou não quiser seu nome no papel, respeite, não escreva o nome dela. Deixe que ela conduza e se aproprie do processo.

·         Resista à vontade de perguntar: “O que é isso?”. Aliás, resista à vontade de perguntar qualquer coisa. Se uma criança corre até você, dizendo: “Olha, olha!” faça exatamente isso: OLHE, pois a criança não disse “Olha e comenta”. Você pode pedir que ela te conte se gostou de fazer, que cores preferiu, o que achou...

·         Se uma criança perguntar “Você gosta do meu desenho?”, devolva a questão: “VOCÊ gosta do seu desenho?”. Vire o papel de cabeça para baixo, ou em 45º e diga “E se eu segurar assim. Ou assim?”




 Primetime Child Development




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