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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mau humor crônico pode ser sintoma de distima



1 em cada 7 pessoas com distimia irá desenvolver outros transtornos psiquiátricos ao longo da vida

“Oh céus, oh vida, oh azar”. Quem se lembra do jargão da personagem Hardy, do desenho Lippy e Hardy, que fez sucesso nos anos 60? Cinco décadas depois, ele ainda é usado para comparar o comportamento de pessoas mal humoradas, pessimistas e rabugentas. Embora possa parecer engraçado, o mau humor crônico é uma condição séria que pode indicar a presença do transtorno distímico ou distimia. 
 
Segundo Dr. Caio Magno, psiquiatra e cofundador da Clínica Estar, a distimia é uma forma de depressão leve, porém crônica. “A distimia pode passar despercebida, porque muitas vezes os sintomas são confundidos com o jeito de ser ou como uma característica da personalidade. Entretanto, o que nos preocupa é a alta taxa de comorbidade, ou seja, os estudos indicam que cerca de 77% dos distímicos irão desenvolver outras doenças psiquiátricas. A maioria, em alguma fase da vida, terá um episódio de depressão maior”, diz o médico. 

 
Muito além do mau humor

O humor deprimido não é o único sintoma característico da distimia. O distímico costuma ser pessimista, rabugento, reclamão e insatisfeito com a vida. Além disso, costuma gastar toda a energia no trabalho, deixando o lazer e os relacionamentos sociais de lado. Por isso, é comum encontrar mais pessoas solteiras que são diagnosticadas com distimia do que casadas. Quando casadas, é comum ter problemas conjugais”, conta Dr. Caio.


 
Distimia é 2 vezes mais comum nas mulheres
 
A prevalência da distimia é de aproximadamente 3 a 6% da população em geral, sendo duas vezes mais frequente nas mulheres que nos homens. Em geral, os pacientes convivem com os sintomas por muitos anos sem buscar ajuda. “Mal estar, cansaço, falta de energia, insônia e perda da capacidade de concentração são características típicas da distimia, mas que levam à pessoa a procurar uma explicação física, na maioria das vezes sem sucesso”, explica o psiquiatra.


 
Surgimento precoce é mais preocupante
 
A distimia costuma aparecer antes dos 25 anos, inclusive é comum ter seu início na infância ou na adolescência. Entretanto, de acordo com Dr. Cario, ela é crônica e o atraso no diagnóstico impacta diretamente na qualidade de vida e causa prejuízos sociais, acadêmicos e profissionais importantes, sendo considerados ainda piores que nos demais tipos de depressão. 

 
A origem da distimia é complexa. “Do mesmo modo que para outros transtornos psiquiátricos, a distimia tem um componente genético, que em conjunto com fatores estressores fazem parte do desenvolvimento do quadro. Há ainda relação com desregulação dos processos neuroendócrinos e neuroquímicos. Mas cada caso deve ser avaliado individualmente”, afirma Dr. Caio. 

 
Medicamentos e Terapia

A boa notícia é que a distimia tem tratamento. “Estudos mostram que 50 a 60% dos pacientes com distimia respondem ao tratamento com antidepressivos. Além do uso de medicamentos, o paciente pode fazer a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC). Tratar é essencial não só para evitar o desenvolvimento de outros transtornos, como também para melhorar a qualidade de vida global”, conclui Dr. Caio.




Conheça 12 dicas para cuidar do seu pet no inverno



Com a baixa temperatura em todo o Estado de São Paulo, os cães e gatos de estimação podem estar vulneráveis a doenças típicas do inverno. Pensando no bem-estar dos bichos, a Secretaria Estadual de Agricultura preparou algumas dicas com cuidados importantes.
 
Segundo o pesquisador José Evandro de Moraes do Instituto de Zootecnia (IZ) da Pasta, “animal saudável, bem alimentado e com manejo adequado consegue manter melhor a temperatura interna e passar por esta fase do ano sem problemas”.
 
Para promover o bem-estar do animal é necessário avaliar e atender necessidades básicas e fisiológicas como alimentação, saúde e instalações. Veja as dicas do especialista para vencer os dias frios com nossos animais:

 
1.        Tanto os cães, quanto os gatos, precisam de um abrigo seguro para proteção contra vento, chuva e frio. 

2.        No banho: usar água em temperatura morna e secar corretamente. Para evitar choque térmico, aguarde cerca de 40 minutos antes de seguir para um ambiente externo.
 
3.        Evitar horários noturnos para passear com seu animal neste período.
 
4.        Roupas para cães são muito comuns, porém devem ser confortáveis e limpas.
 
5.        O uso de roupinhas é necessário principalmente para animais tosados ou de pelo curto. O acessório não deve atrapalhar os movimentos dos bichos.
 
6.        Evitar utilizar roupas em animais de pelo comprido, pois causam os nós e consequente desconforto.
 
7.        O uso de roupas é mais indicado para caminhadas. 

8.        No caso de animais mantidos na área externa, melhor protegê-los com bons abrigos.
 
9.        Gatos apreciam janelas, local com muitas correntes de ar, por isso é importante que estes locais tenham espaço e temperaturas adequados e, se necessário, que estejam fechados.
 
10.        Dias frios promovem aumento no consumo de alimentos, chegando até 30% a mais do que animais saudáveis comeriam em dias de temperaturas mais elevadas. No entanto, é indicado reduzir a oferta de petiscos ou de alimentos, isso porque o animal se torna menos ativo.
 
11.        O Estado de São Paulo apresenta inverno seco, com umidade relativa média inferior a 30%. Em geral, os animais precisam de 50% a 70% para garantir–lhes boa saúde. Por isso, melhore a umidade dos ambientes e nunca deixe os animais sem acesso à água limpa e fresca.
 
12.        Cães e gatos, quando estão doentes, apresentam sintomas parecidos com os dos humanos como irritação nos olhos, dificuldade para respirar, e quadros de desidratação. Observe.




Larissa Vidal



 

Alimentos gordurosos: os maiores vilões da saúde do coração



Especialista alerta para os excessos na alimentação no tempo frio


Os verdadeiros vilões da atual sociedade são os alimentos gordurosos aliados ao sedentarismo. Apesar de saborosos, o consumo descontrolado deles pode afetar o bom funcionamento do coração.

De acordo com o Ministério da Saúde, há mais de 40 anos, o brasileiro tem mudado para pior a sua alimentação. O consumo de alimentos embutidos e gordurosos como salsicha, frios e linguiça tem aumentado vertiginosamente. 

Para a instituição, a recomendação é que a gordura represente 30% da nossa alimentação. Desses 30%, apenas 7% pode ser de gordura saturada.

O clima faz toda a diferença, em baixas temperaturas, o organismo tende a preferir comidas mais fortes e pesadas, afinal os alimentos gordurosos são fortes aliados no combate ao frio. 

“Esse processo é involuntário. Isso porque, com a falta de calor, o organismo exige mais energia para se aquecer. Energia esta que em sua maioria se concentra nos alimentos com mais gordura”, explica Dr. Élcio Pires Júnior,cirurgião cardiovascular.

As gorduras trans e saturadas elevam a pressão arterial, aumentam o colesterol total e o colesterol ruim (LDL) e reduzem o nível do colesterol bom (HDL), o que compromete o funcionamento de alguns órgãos, principalmente do coração.

“É preciso ter cuidado na quantidade de comidas gordurosas ingerida. Em excesso, podem afetar o coração. Para se ter uma ideia, a gordura saturada bloqueia a metabolização do colesterol ruim no fígado e sobra mais colesterol no sangue, o que entope as artérias, podendo causar infarto ou acidente vascular cerebral (AVC)” alerta o Dr. Élcio.

O ideal é que a maior parte do consumo de gorduras diário seja de alimentos ricos em gorduras insaturadas, pois elas servem como fonte de energia e auxiliam na absorção de vitaminas e nutrientes em geral. Tais como azeite, peixes, amêndoas, castanhas, nozes, pistaches, azeitonas, abacate, sementes de chia, girassol e linhaça.





Dr. Élcio Pires Júnior - cirurgião cardiovascular. Membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Possui especialização em Cirurgia Cardiovascular pela Real e Benemérita Associação Portuguesa de Beneficência de São Paulo e Pós-Graduação em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.





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