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segunda-feira, 13 de março de 2017

Cocaína é letal ao coração dos jovens



 Entre 20% e 35% dos infartos em jovens são provocados pelo uso da droga, também responsável por um quarto dos ataques cardíacos em pessoas com idade inferior a 45 anos.


O uso de drogas, em especial as ilícitas, representa um dos principais males do mundo contemporâneo, causando muitas mortes, principalmente de jovens.  
A cocaína, consumida por cerca de 17 milhões de pessoas em todo o mundo, com idades entre 15 e 64 anos, é responsável por 20% a 35% dos infartos em jovens. Seu uso causa um quarto dos ataques cardíacos em pessoas com idade inferior a 45 anos.

Recentemente, um caso envolvendo o consumo de drogas ilícitas ceifou mais uma vida. O laudo da necropsia de João Victor Carvalho, 13, divulgado na última terça-feira, dia 07, apontou que a parada cardíaca que matou o adolescente após se envolver em uma confusão com funcionários do Habib's na Vila Nova Cachoeirinha (Zona Norte de São Paulo), no último dia 26, foi causada por consumo de cocaína, de lança-perfume e problemas no coração.

De acordo com Ibraim Masciarelli Pinto, cardiologista e presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), essas substâncias subvertem os sentidos e reduzem a consciência. O médico comenta que, além dos danos sociais e psicológicos, já muito graves, há outros riscos diretos à saúde cardiovascular. “O coração é uma das muitas vítimas tanto das drogas ilícitas como do tabagismo e do abuso das bebidas alcoólicas”. Aproximadamente dois terços dos infartos ocorreram em até três horas após o consumo de cocaína, variando de um minuto a quatro dias, e por volta de 25% ocorreram no prazo de 60 minutos”, ressalta o médico.

A cocaína, causadora de milhões de mortes, é uma das mais procuradas pelos jovens. Em 2013, o vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr., foi encontrado morto pelo excesso do uso de cocaína. O consumo da droga e o coração comprometido foram fatais para o músico.

Segundo o cardiologista, a pessoa que utiliza cocaína normalmente fuma, o que potencializa o estreitamento da artéria.  Ele salienta que a ingestão de álcool potencializa em três vezes mais a ação da droga, formando um composto ativo chamado cocaetileno. “O pior cenário para o coração dá-se com o consumo simultâneo de cocaína e álcool, aumentando em três vezes os riscos de arritmias e ataques cardíacos, que ocorrem em indivíduos jovens, apesar de eles terem poucas ou nenhuma lesão nas coronárias”.

O médico destaca que, independentemente do perfil do paciente com suspeita de infarto, a rapidez em procurar um médico é crucial para evitar sequelas no coração. “A identificação e tratamento do infarto no início pode proporcionar que o coração fique quase completamente saudável”.

Conforme explica Ibraim, o problema toma dimensões maiores quando se considera o fato de muitas vezes o usuário de drogas, principalmente o jovem, não buscar ajuda quando surgem os sintomas, já que não se considera como pertencendo ao grupo de risco para doença cardíaca ou por medo das consequências legais e da exposição social e familiar. Por isso, muitas vezes nega ao médico uso das substâncias proibidas.

Lembrando que o médico sempre guardará absoluto sigilo, o cardiologista afirma ser essencial que o consumo/vício seja relatado na consulta, não só para que o tratamento correto seja adotado, bem como para evitar a prescrição de medicamentos que não devem ser tomados em associação com cocaína e outros narcóticos.  “O propósito dos profissionais de saúde é defender a vida.  Por isso, jamais denunciam uma pessoa após socorrê-la em caso de uso de drogas ilícitas”.

Ainda de acordo com o médico, a melhor maneira de evitar quaisquer riscos e doenças cardiovasculares é não fazer uso de cocaína e todo tipo de droga. “Além de preservar a saúde mental, escapar do vício ajuda a impedir doenças cardíacas que possam ferir de modo irreversível o coração”.





Neuróbicas para fazer em casa



 Conheça exercícios para o cérebro que ajudam a desenvolver habilidades como memória, concentração e raciocínio e podem ser incorporados à rotina do dia-a-dia

Neuróbica em sala de aula do Método SUPERA Ginástica para o Cérebro - Alunos tentam descobrir sabores dos alimentos de olhos vendados

Você já sabe que praticar atividades físicas é importante para manter uma boa saúde, mas e o cérebro? Este órgão também pode ser exercitado para melhorar seu desempenho e o melhor: você pode fazer isso em casa, no seu dia-a-dia com atividades chamadas de neuróbicas. 

Quando fazemos as mesmas coisas com frequência, é comum ligarmos o piloto automático, pois já conhecemos a atividade. Assim o nosso cérebro entra na zona de conforto e começam as falhas de memória, raciocínio lento, problemas de concentração...

Pensando nisso, avalie o seu dia-a-dia. Quando você sai de casa para ir ao trabalho ou à escola, você precisa parar e pensar que caminho vai seguir? Quais ruas você terá que passar? Provavelmente, não. Então, por várias horas o seu cérebro não precisa se esforçar, não é estimulado.

A ideia da neuróbica – que funciona como uma atividade aeróbica para os neurônios – é justamente tirar o cérebro do “stand by” para fazer juz ao seu potencial e assim melhorar as habilidades cognitivas. 

A prática envolve desde exercícios simples - que podem envolver situações diárias - até os desafios mais complexos - que proporcionam situações improváveis e pode ser feita por pessoas de todas as idades. 

“As neuróbicas estimulam padrões de atividade neurais que criam conexões entre as diferentes áreas do cérebro e fazem com que as células nervosas produzam nutrientes naturais do cérebro, as neurotrofinas, que podem aumentar de maneira considerável o tamanho das dendrites das células nervosas”, explica Solange Jacob, especialista em ginástica cerebral do Método SUPERA, uma rede de escolas dedicadas ao desenvolvimento do cérebro no Brasil. 

Segundo ela, para que uma atividade seja considerada “neuróbica”, é precisoenvolver um ou mais dos seus cinco sentidos em um novo contexto e/ou transformar uma atividade rotineira em algo inesperado e não-trivial.

Como incorporar a neuróbica ao dia-a-dia
Nós podemos praticar exercícios para o cérebro em qualquer lugar: seja em casa, no trabalho, na escola, nos momentos de lazer e até mesmo em momentos de compras no supermercado. 

Trocar de mão para escovar os dentes ou para escrever, por exemplo, é bom para o cérebro. O simples gesto de trocar de mão para escovar os dentes, contrariando a rotina e obrigando à estimulação do cérebro, é uma nova técnica para melhorar a concentração, treinando a criatividade e inteligência e, assim, realizando um exercício de neuróbica.

Tente fazer um teste fazendo alguns exercícios no seu dia-a-dia. Sugerimos aqui 20 ações diferentes:

01 – Use o relógio de pulso no braço direito (ou no braço esquerdo, se for canhoto);

02 – Escove os dentes ou escreva em uma folha de papel com a mão contrária da de costume, concentre-se nos pormenores que você nunca havia reparado;

03 – Ande pela casa de trás para frente; (na China há muitas pessoas que treinam isso em parques);

04 – Se vista de olhos fechados;

05 – Estimule o paladar, coma coisas diferentes;

06 – Veja fotos de cabeça para baixo e tente observar cada detalhes que antes lhe passara despercebido;

07 – Veja as horas num espelho;

08 – Faça um novo caminho para ir ao trabalho ou introduza pequenas mudanças nos seus hábitos quotidianos, transformando-os em desafios para o seu cérebro;

09 – Converse com o vizinho que nunca dá bom dia…

10 – Comece agora trocando o mouse de lado.

11 – Decore uma palavra nova por dia, de seu idioma ou de outro e tente aos poucos introduzi-la em suas conversas de forma adequada.

12 – Os adjetivos são uma espécie de lápis de cor da linguagem, permitindo-nos descrever e diferenciar algo. Folheie uma revista e procure uma fotografia que lhe chame a atenção. Agora escreva 25 adjetivos que ache que a descrevem e/ou ao tema fotografado.

13 – Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os.

14 – Quando for a um restaurante, tente identificar os ingredientes que compõem o prato que escolheu e concentre-se nos sabores mais subtis. No final, tire a prova dos nove junto do empregado.

15 – Selecione uma frase de um livro e tente formar uma frase diferente utilizando as mesmas palavras. Experimente jogar a qualquer coisa que nunca tenha tentado antes.

16 – Compre um puzzle e tente encaixar as peças corretas o mais rapidamente que conseguir, cronometrando o tempo. Repita a operação e veja se progrediu.

17 – Experimente memorizar aquilo que precisa comprar no supermercado, em vez de elaborar uma lista. Utilize mnemônicas ou separe mentalmente o tipo de produtos que precisa.

18 – Ouça as notícias na rádio ou na televisão quando acordar. Durante o dia escreva os pontos principais de que se lembrar.

19 – Ao ler uma palavra pense em outras cinco que comecem com a mesma letra.

20 – Leia atentamente e reflita sobre o texto. A atividade da leitura faz reforçar as conexões entre os neurônios. Para a mente, ainda não inventaram melhor exercício do que ler atentamente e refletir sobre o texto.






Vamos falar sobre a Geração Alpha?



Muitas famílias com filhos nascidos a partir de 2010 já perceberam que as crianças têm algo de diferente. Independentes e adaptáveis a evolução tecnológica, os pequenos já nascem em um novo universo. Mas afinal de contas, o que é essa tão falada Geração Alpha?

Alpha é um termo usado pelo australiano Mark McCrindle, para designar a nova geração de crianças nascidas a partir de 2010. Esta geração, de acordo com o sociólogo, é determinada por pessoas muito mais independentes e com um potencial muito maior de resolver problemas do que seus pais e avós.

E o que coloca uma criança dentro dessa geração não é o fato dela, assim como os pais, lerem e-books ou ouvirem músicas e assista filmes on demand, mas sim a facilidade e rapidez com que elas aprendem e se adaptam às novas tecnologias. Enquanto os pais passaram a vida toda aprendendo e mergulhando nessa nova realidade, as crianças da Geração Alpha já nascem inseridas nesse novo universo.


Desafios para ensinar e educar

E para pais e mães, ter um filho nessa geração já traz para o dia a dia a dia uma preocupação muito maior: educar os filhos em ambientes voltados para o desenvolvimento infantil, trazendo mais estímulos sensoriais. Agora, as famílias valorizam brinquedos, livros e dispositivos pensados no aprendizado das crianças, e que ajudam essa nova geração a evoluir.

O tablet e as telas em geral, por exemplo, já são aliados no desenvolvimento das crianças. Com o conteúdo adequado, seguro e livre de excessos, os dispositivos tecnológicos podem fazer parte do universo das crianças e devem receber o mesmo acompanhamento dos pais que as outras situações do dia a dia.

Já na educação da Geração Alpha, os pais continuam sendo figuras de autoridade, no entanto existe mais diálogo. As gerações x e y cresceram numa estrutura familiar e escolar muito mais hierárquica. E neste momento o autoritarismo dessas relações sede lugar para posições cada vez mais efetivas de troca.


Evoluir e crescer!

É claro que determinar o passo entre uma geração e outra é muito relativo. Os seres humanos estão em constante desenvolvimento e evoluem de acordo com suas necessidades. Mas, antes de discutir sobre gerações, o mais importante de tudo é o aprendizado e conhecimento mútuo que essa convivência pode e vai gerar para todo o núcleo famílias: mães, pais, filhos, avós, entre outros. E esse aprendizado vale tanto para o resgate, quanto para a reinvenção de cada indivíduo. E essa relação é o que deve ser levada em consideração na hora de criar e aproveitar as ferramentas tecnológicas disponíveis para todos, sem perder o que há de mais valioso nisso tudo: as relações humanas.






Equipe daLeiturinha.

www.leiturinha.com.br





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