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quarta-feira, 8 de março de 2017

Modificações no Calendário Nacional de Vacinação aumentam a proteção de crianças e adolescentes



As alterações seguem os avanços dos estudos relacionados à imunização no país


O Ministério da Saúde anunciou mudanças no Calendário de Vacinação da Rede Pública de 2017, que ampliam o público-alvo para seis doses: tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A.  Ao todo, o calendário é composto por 19 vacinas, oferecidas em todos os postos de saúde do país.

As modificações são importantes porque “amplia-se a cobertura da proteção contra meningococo C para adolescentes, que compõem um grupo em que a doença meningocócica também prevalece, e institui a imunização contra o vírus A da hepatite, que corresponde à forma mais contagiosa, e que incide com frequência em crianças em idade pré-escolar”, explica o Prof. Dr. Paulo Taufi Maluf Júnior (CRM/SP 21.769), pediatra do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas e do Hospital Sírio-Libanês.

As vacinas contra hepatite A e a tetra viral, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela, passam a ser administrada para crianças com 15 meses a até cinco anos. Anteriormente, a idade máxima era de até dois anos.

A dose contra meningite C, antes indicada apenas para crianças, com esquema vacinal de duas doses aos três e cinco meses de idade e reforço que poderia ser aplicado aos 12 meses ou até 4 anos. Agora, a dose de reforço também é destinada a adolescentes de 12 a 13 anos.

O pediatra Paulo Maluf lembra que, “no caso das meningites meningocócicas, há outros tipos de germes envolvidos, além do meningococo A. Em serviços privados, encontram-se as vacinas meningo A, C, W, Y e a meningo B que, após sua administração, conferem à criança uma proteção integral contra todos os subtipos de meningites contagiosas”.

Já em relação à vacina contra HPV, que antes era indicada apenas para meninas de 9 a 13 anos, agora a imunização deve ser também para meninos de 12 e 13 anos e meninas de até 14 anos.

“A vacina contra o HPV é importante tanto para as meninas quanto para os meninos para prevenir contra os cânceres de colo de útero, pênis, ânus, garganta e verrugas genitais e deve ser tomada antes do início da vida sexual”, alerta o pediatra Paulo Maluf.

Para os adultos, além da tríplice viral na infância, a segunda dose será ofertada até os 29 anos. Para os não vacinados, é dada uma dose de 30 a 49 anos. Já no caso da DTPA (difteria, tétano e coqueluche), é ofertada uma dose a cada gestação a partir da vigésima semana ou no puerpério, até 45 dias após o parto.





ATENÇÃO!!!


Pesquisa da Ipsos revela que 41% das brasileiras têm medo de lutar por seus direitos



 Estudo global mostra que o Brasil está em terceiro lugar no ranking dos países em que as mulheres mais têm medo lutar a favor da igualdade e liberdade; Índia lidera a lista com 54% e Turquia é segunda colocada com 47%

No mês do Dia Internacional da Mulher, celebrado dia 08 de março, a Ipsos apresenta os dados da pesquisa Global Advisor sobre feminismo e igualdade de gênero. O estudo, realizado em 24 países e que abordou vários temas, aponta que 41% das brasileiras sentem medo de defender seus direitos por temer o que possa acontecer com elas. Esse resultado faz com que o Brasil ocupe a terceira colocação do ranking, sendo as indianas as mais receosas (54%) e as turcas em segundo lugar (47%). O consolidado global é bem menor: 26% das mulheres têm medo de se expressar e dedefender a igualdade de direitos. 

Outra questão levantada entre a população global (mulheres e homens) é se “As mulheres são inferiores aos homens? ”. A média mundial apontou que 18% acreditam que sim. O resultado do Brasil (16%) é muito próximo da média mundial. Mas Rússia e Índia divergem do número global, ficando empatados no top da lista, com 46%. 

Analisando os dados separadamente das mulheres e homens, percebe-se que os entrevistados do sexo masculino são mais propensos a concordar com a suposta inferioridade feminina do que as mulheres, e a crença é particularmente alta na Rússia (49%) e Índia (44%). O mesmo acontece com os brasileiros, visto que 19% dos homens brasileiros acreditam na inferioridade feminina contra 14% das mulheres.

Quando os participantes foram questionados se as mulheres devem cuidar dos filhos e famílias, não trabalhando fora de casa, 17% dos entrevistados globais concordaram com a premissa. Avaliando os resultados de cada sexo, 14% das mulheres são a favor contra 19% dos homens. Neste quesito, o Brasil está em linha com a tendência mundial e somente 15% aprovam essa situação, sendo que os homens brasileiros concordam mais que as mulheres (17% e 14%, respectivamente).


Existe igualdade?

Quase nove em cada dez entrevistados em todo o mundo (88%) afirmam acreditar na igualdade de oportunidades para ambos os gêneros e o número é elevado entre homens e mulheres (86% e 89%, respectivamente). Uma clara maioria em cada um dos 24 países acredita nisso, sendo o menor índice no Japão com 71%.

No entanto, 72% dizem que a desigualdade existe atualmente em termos de direitos sociais, políticos e econômicos, especialmente as mulheres com 76% contra 68% dos homens. Novamente, uma maioria de cada país acredita que a desigualdade existe – incluindo o Brasil na quarta colocação com 78%. A única nação que discorda é a Rússia com 42%.

“Esta aparente contradição reflete muito bem dois opostos da situação feminina no Brasil e no mundo. De um lado, observa-se um recente crescimento das manifestações pelo empoderamento da mulher, seja por meio de movimentos na internet ou nas ruas, mas de outro a manutenção de valores machistas e da desigualdade de gênero. A violência contra a mulher, diferenças de cargos e salários, baixa presença da mulher na política são alguns exemplos desta desigualdade real”, afirma Narayana Andraus, gerente da Ipsos.

As mulheres são mais positivas, visto que em média, 60% concordam que têm plena igualdade com os homens em seu país e são livres para realizar seus sonhos e aspirações. No entanto, em sete dos 24 países a maior parte das mulheres discorda, especialmente na Espanha (73%), Japão (67%), Coreia do Sul (64%), Turquia (62%), Brasil (55%) e Sérvia (55%).


Defendendo direitos iguais

Em média, seis em cada dez entrevistados (58%) dos 24 países entrevistados se definiriam como feministas, sendo as mulheres mais propensas a isso do que os homens (de 62% a 55%). Analisando o total de cada nação, a população da Índia é a que mais se considera feminista, com 83%, seguida pela China com 74% e Itália com 70%. No Brasil, somente 51% se declaram como feministas, sendo a porcentagem maior entre as mulheres (58%) do que os homens (43%). 

“No Brasil, o feminismo é algo historicamente recente. Nasce na década de 30, com a luta pelo direito ao voto, mas somente, na década de 70, inicia as manifestações por oportunidades iguais de forma geral. Por isso, a compreensão do que é ser feminista ainda não é clara. 88% concorda que ‘devem existir oportunidade iguais para homens e mulheres’, que é justamente a definição básica de feminismo, mas apenas 51% de declaram feministas”, comenta Narayana.

68% dos entrevistados globais também afirmam reivindicar ativamente os direitos das mulheres, sendo os homens mais tendenciosos a dizerem que defendem os direitos femininos. O Brasil está alinhado com a média mundial, visto que 66% dos entrevistados no país acreditam apoiar os direitos femininos e mesmo analisando os números de cada sexo, a porcentagem brasileira é bem próxima (67% mulheres e 65% homens).

Uma minoria (25%) acredita que os homens são mais capazes que as mulheres, com exceção da China (56%) e Rússia (54%). No Brasil, só 19% veem uma capacitação masculina maior em relação ao público feminino.

Realizada entre 20 de janeiro e 03 de fevereiro, a pesquisa aconteceu via painel online em 24 países: África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Hungria, Índia, Itália, Japão, México, Peru, Polônia, Rússia, Servia, Suécia e Turquia.  Foram entrevistadas 17.551 pessoas, sendo adultos de 18 a 64 anos nos Estados Unidos e no Canadá e de 16 e 64 anos nos demais países. A margem de erro é de 3,5%.





Ipsos





Ser mulher independente basta?



Psicóloga comenta que amar se tornou um desafio para a mulher moderna e fala sobre como reverter essa situação

 
As mulheres vêem quebrando as barreiras impostas pela sociedade patriarcal e machista não é de hoje. Em um mundo em que foram criadas apenas para se dedicarem às suas famílias e maridos, vê-las ocupando cargos altos em empresas e inclusive na presidência de países, é certamente uma conquista inegável. Segundo a psicóloga Carla Ribeiro, ser mulher hoje em dia é muito mais difícil. 

“Antigamente, a função da mulher era somente uma, ser dona do lar. Hoje em dia são várias as funções exercidas pela mulher. Ela precisa ser ótima profissional, ao mesmo tempo em que é mãe e esposa "perfeita". Ser financeiramente independente, ter  uma vida social , cuidar do corpo e ainda ter que manter a mente saudável livre de estresse. 

O cenário amoroso, de acordo com a psicóloga, é onde as mulheres têm encontrado os maiores desafios. “É comum que casais que já estão há bastante tempo juntos, principalmente com filhos, caiam na rotina. Mas é essencial que a paixão se reacenda sempre e isso também depende dos dois. Mas a mulher é sempre mais criativa neste quesito”, comenta.

Carla, que é especializada em saúde do homem, diz que eles também sofrem com a independência feminina, de certa maneira. Pois a mulher não está mais tão disponível. E o que os homens mais querem da mulher é a sua atenção constante. 

“Mesmo que a carreira da mulher não seja mais empecilho no relacionamento, o momento íntimo do casal é fundamental para a estabilidade da relação. As mulheres não devem esquecer como ser simplesmente mulher para sua parceria. Não só pelos homens, mas por elas também. As mulheres querem ser amadas, tocadas e tem desejos sexuais. A sexualidade, a intimidade do casal é ótima para o corpo e para a mente de ambos”, afirma à psicóloga.

Na correria do dia a dia, o cansaço toma conta da rotina do casal. Carla diz que é importante que o par converse sobre o assunto. E se organizem para estarem mais tempo juntos. Experimentem lugares diferentes fora do ambiente de casa, aconselha à especialista.

Para as mulheres que ainda não tem uma parceria fixa, a psicóloga diz que o trabalho e a rotina agitada não devem ser motivo para abandonar a vida amorosa. “Se for mais prático para elas utilizem aplicativos de relacionamento. Apesar das precauções que devem ser tomadas para conhecer estranhos, as redes de relacionamento são uma ótima opção para encontrar parceiros para relações estáveis, ou até mesmo, casuais. O importante é não esquecer de se divertir e curtir uma boa paquera, um bom papo”, acrescenta.

Carla ressalta: “É importante lembrar que a definição de feminismo não é excluir ou odiar os homens. É se preocupar com as necessidades do seu parceiro e cuidar do seu bem-estar - e ele do seu - é simplesmente um ato de amor e carinho, em todos os aspectos da relação”, conclui a psicóloga.





Carla Ribeiro - Psicóloga Clínica e Hospitalar voltada para Saúde do Homem

 

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