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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

AH, SE A ODEBRECHT CONSTRUÍSSE PRESÍDIOS!



        Como relatei noutro artigo, meu primeiro local de trabalho, aos 18 anos, foi o então modelar presídio Central de Porto Alegre, inaugurado havia pouco tempo. De lá para cá, por mais de meio século, acompanhei, no noticiário, sua degradação. Um conjunto de fatores a impulsionou: desenfreado aumento da criminalidade, superpopulação carcerária, decomposição física das instalações e escassez de recursos humanos e materiais.   

        No final dos anos 90, conhecido militante de direitos humanos com foco nos direitos dos presos convidou-me para acompanhá-lo numa visita ao Central. Já então, antevendo o agravamento da insegurança que estava por vir, eu exigia, publicamente, maior rigor nas penas. E ele, pelo viés oposto, combatia o uso excessivo das sentenças de prisão. Para convencer-me a aceitar sua sugestão, meu interlocutor usou o seguinte argumento: "Puggina, não há como intuir o que seja uma semana naquele lugar. Só indo lá para compreender". 

Declinei do convite porque, segundo lhe disse, para imaginar o inferno bastavam-me as imagens periodicamente disponibilizadas pela imprensa nacional. Na sequência, vali-me da sua argumentação para dar mais vigor a meu ponto de vista. Disse-lhe: "Se aqueles que conhecem o inferno por dentro não se importam de assumir os riscos envolvidos nas atividades criminosas que os levam para lá, que motivo tenho eu, que já tive carros roubados e fui ameaçado por revólver, para me seduzir com qualquer compassivo projeto de esvaziamento das prisões?". 

        Ainda que, sob todos os aspectos, nas duas décadas posteriores a esse diálogo, o inferno prisional tenha agravado suas aflições, mantenho a mesma opinião. Os zeladores dos direitos dos presos, por sua vez, seguem clamando por desencarceramento. E a esquerda continua manipulando fatos e dados para prestidigitar o óbvio: bandido preso não está na rua estuprando, matando, roubando, traficando. 

        Recente editorial de O Estado de São Paulo revela que os governos petistas, ao longo de 14 anos, dispuseram de R$ 5 bilhões no orçamento da União como dotação para o Fundo Penitenciário. E, desse montante, os sensitivos protetores de bandidos não aplicaram senão 14%! Feitas as devidas exceções, não foi diferente a atitude dos nossos congressistas, desinteressados de cobrar a aplicação de tais verbas.  Como se sabe, na maior parte, são esmerados zeladores das próprias moedas e da liberação de suas emendas parlamentares. E apenas delas.

        Em compensação - para tudo há uma compensação -, enquanto mandamos nossos condenados ao inferno do sistema carcerário, nossa lei nº 7210, que trata das execuções penais, é coisa de deixar constrangidos suíços e suecos. A  lei atribui aos apenados brasileiros estupendas "garantias legais": atenção à saúde, assistência material, jurídica, educacional, social e religiosa, extensíveis aos egressos. E suas penas devem ser cumpridas em estabelecimentos dotados de instalações para trabalho, lazer, esportes, estudo e até mesmo estágio para apenados que sejam estudantes universitários. E por aí vai. Uma lei para o paraíso, concebida no mundo da lua. Uma realidade para o inferno, gerada na desídia, corrupção e vício. Ah, se a Odebrecht construísse presídios!

        "Nossa guerra não é contra a sociedade!", proclamou outro dia um encapuzado, em manifesto do PCC à nação, postado no YouTube. Pergunto: como não, bro? De que peculiar de conflito fazem parte os milhões que perdem suas vidas e seus bens para o crime organizado e desorganizado? 

        Não nego os direitos dos presos, mas não hesito em afirmar que quando se fala em direitos há ordenamentos impostos pela moral e pelo senso comum. E o bem da sociedade que vive segundo a lei precede o bem daqueles que optam por viver fora dela.  





 Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.





Estudos comprovam: ouvir música faz bem à saúde



Perda auditiva pode impedir esse hábito que traz inúmeros benefícios ao tratamento de doenças físicas e mentais 

Quem não gosta de ouvir música, não é mesmo? Não importa o estilo, o fato é que em casa, no carro ou na rua a música é sempre uma boa pedida. A música faz bem à alma, ao coração e à mente, pois além de promover alegria ou relaxamento, também é capaz de trazer recordações de bons momentos, ajudando a manter o cérebro mais ativo. Porém, para nos mantermos conectados aos sons da vida, é essencial estar com a saúde dos ouvidos em dia.
Entre todas as dificuldades que nos afetam ao longo da vida uma das piores é a perda auditiva. A surdez impede que o indivíduo sinta os prazeres que a música proporciona e faz com que muitos se isolem do convívio em sociedade por se sentirem envergonhados de não interagir em uma conversa, por não conseguirem ouvir uma antiga canção ou mesmo por perderem o compasso em uma dança. Essa exclusão social pode acarretar até mesmo depressão.
Estudo de neurologistas alemães mostrou, inclusive, que as músicas que marcaram uma época ou um momento especial em nossas vidas podem ser usadas com êxito no tratamento do Mal de Alzheimer. Eles provaram que, com base nessas músicas, os pacientes conseguem relembrar datas específicas e marcantes da vida deles enquanto ouvem essas canções.
“Muitas pessoas já experimentam algum grau de perda da audição a partir dos 40 anos por causa do envelhecimento natural do corpo. Nunca é fácil falar sobre o assunto. Mas, como diz a música de Roberto Carlos regravada pelos Titãs, é preciso saber viver… e também envelhecer. Buscar ajuda médica assim que surgirem os primeiros sinais de perda de audição é a melhor coisa a ser feita, uma vez que o tratamento, geralmente com o uso de aparelhos auditivos, resulta em melhoras significativas na qualidade de vida”, explica a fonoaudióloga Isabela Carvalho, da Telex Soluções Auditivas.
A música tem mesmo um papel-chave na qualidade de vida dos indivíduos. Diversos estudos, como o da American Music Therapy Association (AMTAEUA)  e o da World Federation of Music Therapy (WFMT, em Gênova, na Itália), mostram que a música traz benefícios para a saúde como um todo, além de influenciar diretamente  na vida social das pessoas. Os pesquisadores revelaram que, de acordo com o ritmo musical que a pessoa escuta e a situação a que ela está submetida, a respiração fica mais ofegante ou tranquila e isso se reflete na pressão sanguínea, que fica mais ou menos forte. Isso previne doenças cardíacas. Além disso, o aumento da pressão sanguínea melhora o sistema imunológico, o sistema endócrino e a coordenação motora, ajudando ainda na prevenção e tratamento de diferentes doenças físicas e mentais, incluindo estresse e depressão.
“Cuidar da saúde auditiva é tão importante quanto cuidar do resto do corpo, pois uma boa audição traz mais alegria de viver. Recomendo às pessoas que sentem que algo não vai bem com a audição a fazer uma avaliação chamada audiometria. É o exame que revela se o paciente já tem perda auditiva e como deve proceder, a partir daí, para evitar o agravamento do problema”, aconselha a fonoaudióloga da Telex.
A principal evidência de que há algo errado com a audição é a dificuldade para se entender uma conversa ou ouvir um programa da TV, por exemplo. O zumbido no ouvido também pode ser um sinal de dano auditivo. O processo é diferente em cada um, mas depois dos 65 anos, a perda auditiva, conhecida como presbiacusia, pode prejudicar de forma impactante a audição e a comunicação do indivíduo. 
E a tecnologia tem sido uma grande aliada dos deficientes auditivos. Aparelhos cada vez mais modernos e com design discreto e atraente proporcionam uma audição mais natural, resultando em melhorias significativas na qualidade de vida.  Há uma grande variedade de modelos e para os mais variados graus de perda auditiva – alguns ficam inclusive dentro do canal auditivo – garantindo a elegância de quem usa. Por isso, se você já suspeita de que um familiar ou mesmo você não está ouvindo bem, procure um médico Otorrinolaringologista. Ele e o Fonoaudiólogo vão saber orientá-lo para que a alegria de ouvir a música e os sons da vida em geral não se percam!

 

Natação para bebês estreita relações afetivas



Bebês podem desenvolver noções de relacionamento em grupo e respeito por meio do esporte


Além de prazeroso, por ser praticada dentro da piscina, a natação é um esporte completo, trabalha diversas partes do corpo, como o fortalecimento da musculatura, a noção de espaço e de equilíbrio. No caso dos bebês esses não são seus únicos benefícios.

O Professor de Educação Física da UNG Universidade Clóvis Paes Marques explica que "O corpo imerso no meio líquido recria a experiência do período intrauterino, por isso é tão atraente e convidativo. Se faz necessário que a nova experiência seja tão segura e acolhedora quanto, para que haja reconhecimento e pronta adaptação". Para isso, as aulas são acompanhadas pelos pais ou responsável. A interação do acompanhante pela fala, toque ou afago, torna a adaptação à nova atividade mais confortável. É neste período que o laço de confiança entre eles se estreita e o desenvolvimento afetivo é construído, o que desperta a inteligência emocional da criança e proporciona sensação de bem-estar, estimulando o convívio com os demais integrantes do grupo. Sendo assim, ela aprende desde pequena a respeitar as diferenças e se tornar sociável.

Ao contrário do que muitos pensam o bebê não faz natação para aprender a nadar, mas para praticar exercícios que estimulem sua coordenação motora, por isso as aulas são lúdicas, cheias de brincadeira e diversão. Normalmente a turma é composta por alunos de seis meses a dois anos de idade e duram por volta de 30 minutos, tempo o suficiente para que a ele estimule os sentidos sensoriais desenvolvendo o cérebro e ainda gaste toda sua energia. “O contato da pele com a água, a temperatura, a proximidade com o instrutor ou familiar e o estímulo motor, fornecem ricos subsídios para o desenvolvimento psíquico, motor e social da criança”, afirma o professor ao recomendar a prática do esporte.

Porém, Marques adverte que antes de matricular seu filho em uma academia, pergunte ao pediatra que o acompanha se está apto àquilo, recomenda-se que a criança faça após os seis meses por ter tomado a maioria das vacinas. Verifique também as condições higiênicas da academia e certifique-se da qualidade do profissional que irá instruir seu filho, afinal más experiências podem resultar em traumas e o pequeno pode ter dificuldades de entrar na água novamente.







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