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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

#DiaMundialdoCancer



Comunicação entre médico e paciente ajuda a amenizar os incômodos do tratamento oncológico

A informação é fundamental para tratar o câncer e minimizar os efeitos colaterais da quimioterapia


Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Câncer, celebrado em 4 de fevereiro, especialistas alertam sobre a importância da evolução na Terapia de Suporte para minimizar o impacto do efeitos colaterais de tratamentos para combater a doença. Em geral os pacientes se queixam dos sintomas provocados pela quimioterapia convencional, que costuma causar vômitos, náuseas, diarreia e fraqueza, entre outros incômodos.

Uma complicação recorrente no tratamento de quimioterapia é a neutropenia febril, causada pela queda de neutrófilos no sangue, aumentando o risco de infecções. Neste momento é importante o paciente estabelecer uma comunicação direta com o seu médico para que possa ser avaliada a inclusão de medicação específica. “O tratamento oncológico exige uma série de medidas e, muitas vezes, a principal preocupação do especialista é tratar o tumor. Porém, para minimizar os impactos indesejados durante esse processo, é fundamental o auxílio de uma equipe multidisciplinar com a finalidade de promover qualidade de vida aos pacientes e familiares” explica Dr. Ricardo Caponero, Oncologista e Coordenador do Centro Avançado em Terapia de Suporte e Medicina Integrativa.

Os principais fatores de risco da neutropenia são desnutrição, tratamentos prolongados, doenças crônicas pré-existentes. O diagnóstico é fácil e, ao primeiro sinal de febre, o médico deverá ser informado para que possa pedir os exames necessários: sangue, urina, radiografia de tórax, entre outros. “Logo após a realização dos exames, o médico terá condições de identificar a infecção e tratar com a medicação indicada o quanto antes”, relata o Oncologista.

O especialista enfatiza a importância do paciente sempre manter uma conversar com o seu médico e informar sobre o quadro de saúde. “Na quimioterapia, cada paciente recebe uma combinação de medicamentos e existem várias possíveis. Os efeitos que os tratamentos irão causar variam para cada indivíduo. Este é um dos motivos pelos quais os efeitos colaterais são diferentes. Por isso, a principal dica é o paciente explicar o que está sentindo para o seu médico”, conclui Dr. Ricardo Caponero.

O especialista sugere ainda que o paciente faça um diário e anote qualquer situação inesperada e alerta: “dores, alterações no hábito intestinal, mudanças na libido e febre são algumas das possíveis reações ao tratamento oncológico. São comuns, mas não podem ser consideradas normais. A qualidade de vida precisa ser preservada”.

Veja outras dicas para aliviar os efeitos da quimioterapia:
·         Evitar exposição ao sol
·         Redobrar a higiene pessoal
·         Organizar a rotina das refeições
·         Aumentar a quantidade de líquidos
·         Cuidar dos aspectos emocionais


Sobre o Dia Mundial do Câncer
O #DiaMundialdoCancer é celebrado todos os anos no dia 4 de fevereiro e tem o objetivo de conscientizar a população mundial sobre os cuidados de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, fundamentais para o controle da segunda doença que mais mata no mundo e no Brasil. A data foi criada pela União Internacional de Controle do Câncer (UICC) em 2005. A Teva Farmacêutica, líder global em produção de medicamentos genéricos, é uma das participantes da campanha, desenvolvendo atividades em diversos países do mundo, incluindo o Brasil.






Qual a melhor saída para depressão: eletrochoque ou medicamento?




Embora ainda seja alvo de muito preconceito, a ECT (eletrochoque) é a única técnica de neuromodulação que se provou ser mais eficaz que o tratamento medicamentoso e apesar do grande desconhecimento, ainda é a técnica mais indicada para pacientes com depressão que não melhorou após algumas tentativas de tratamento com remédios.  


O psiquiatra e pesquisador do Grupo de Estudos de Doenças Afetivas (GRUDA) do Hospital das Clínicas da USP, Dr. Diego Tavares, conta que a estimulação magnética transcraneal (TMS) é uma técnica que faz parte dos equipamentos médicos para neuromodulação que está aprovado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para tratamento da depressão. “A TMS é um dispositivo que gera um campo magnético que quando aproximado do cérebro do paciente é capaz de gerar mudanças controladas nos neurônios de regiões específicas do cérebro, ativando-os ou inibindo-os, de acordo com o objetivo terapêutico”, explica o médico. 
A TMS é uma técnica de estimulação cerebral não-invasiva. “Geralmente é aplicada na superfície da cabeça a esquerda e quase não possui efeitos colaterais quando aplicada de maneira protocolar”, fala o psiquiatra.
Quando a técnica foi desenvolvida ela foi amplamente divulgada como revolucionária e como altamente vantajosa visto que entre as principais vantagens do tratamento estaria a elevada segurança (pois se trata de um procedimento não-invasivo, sem necessidade de anestesia e hospitalização); poderia ser utilizada por gestantes sem riscos para o feto; teria poucos efeitos colaterais (no máximo um desconforto no couro cabeludo) e seria um tratamento diferente do medicamentoso e com mesma eficácia. “Entretanto, a prática e os estudos científicos mostram que a TMS não é superior ao tratamento medicamentoso, a maioria dos estudos mostrou que a técnica possui um tamanho de efeito muito discreto quando comparada aos antidepressivos e estabilizadores de humor”, diz o médico acrescentando que “tudo isso é importante porque a TMS se trata de um procedimento bastante caro, com sessões custando em torno de R$500 sendo que os protocolos das principais clínicas compreendem  entre 10 e 20 sessões”, explica. 

Cerca de 30% dos pacientes com depressão não alcançarão a melhora da depressão e o retorno à vida habitual após 3 trocas de medicamentos antidepressivos e muitos deles buscam na TMS uma resposta para a melhora  ou remissão dos seus sintomas depressivos, mas vale lembrar que cada paciente tem uma resposta a cada tipo de tratamento e não dá para julgar a fórmula mais eficaz para a população de modo geral para tratar a depressão.




FONTE: Dr. Diego Taraves - Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina de Botucatu - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (FMB-UNESP) em 2010 e residência médica em Psiquiatria pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) em 2013. Psiquiatra Pesquisador do Programa de Transtornos Afetivos (GRUDA) e do Serviço Interdisciplinar de Neuromodulação e Estimulação Magnética Transcraniana (SIN-EMT) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPQ-HC-FMUSP) e coordenador do Ambulatório do Programa de Transtornos Afetivos do ABC (PRTOAB).




Sete sinais de que você pode estar sofrendo um AVC



Conhecer os sinais de alerta é fundamental para diminuir o risco de morte ou incapacitação decorrente do acidente vascular cerebral


O AVC – acidente vascular cerebral, também conhecido popularmente como derrame – mais ocorre quando há uma obstrução de uma artéria, impedindo a passagem de sangue e, consequentemente, de oxigênio para as células cerebrais, que morrem. “Essa condição decorre de um processo de isquemia ou hemorragia encefálica”, afirma Dr. Renato Hoffmann Nunes, neurorradiologista do Delboni Medicina Diagnóstica. 

Segundo informa o médico, a diferença do AVC isquêmico para o AVC hemorrágico é que o segundo decorre do rompimento de um vaso, e não do seu entupimento. “A obstrução da artéria pode ocorrer por um trombo, que é um coágulo de sangue que se forma na parede do vaso sanguíneo, ou por um êmbolo, que é um trombo que se desloca pela corrente sanguínea até ficar preso em um vaso sanguíneo menor que a sua extensão”, detalha ele. Mas você sabe reconhecer um AVC?

Conhecer os sinais de alerta e controlar os fatores de risco são dois pontos fundamentais para diminuir o risco de morte ou incapacitação decorrente desse problema. “Na maioria das vezes, as pessoas não percebem imediatamente o AVC. Normalmente, os amigos e familiares ao redor podem acreditar que o paciente está confuso, e não debilitado. Por esse motivo, é importante conhecer os sinais e sintomas e saber como agir.”


Sinais comuns de AVC

- Entorpecimento ou fraqueza súbita na face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo;

- Súbita confusão mental, problema para falar ou compreender;

- Súbito problema para enxergar em um ou ambos os olhos;

- Súbito problema para caminhar, tontura, falta de equilíbrio ou coordenação.

- Dor de cabeça forte súbita sem causa conhecida;

- Visão dupla;

- Sonolência, náusea e vômito. 


Dr. Hoffmann reforça ainda que algumas vezes, os sinais de alerta podem durar somente alguns momentos e então desaparecer. 


Exames para detectar o impacto do AVC

Os exames recomendados para auxiliar no diagnóstico e tratamento do AVC, estimando o impacto no organismo são a tomografia computadorizada e a ressonância magnética. O primeiro é extremante rápido e eficiente nos casos agudos, permitindo inclusive a realização de estudos de perfusão do encéfalo, utilizando baixo volume de contraste intravenoso. Já o segundo consiste em adquirir, de forma mais detalhada, informações complexas do corpo humano, como até mesmo a avaliação da integridade dos feixes de neurônios do cérebro.
Ao observar um ou mais dos seguintes sinais de um AVC ou “derrame cerebral”, chame uma ambulância imediatamente.





Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica






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