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quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Movimento FORÇA AMIGA alerta para o Câncer de Colo do Útero



A prevenção, o diagnóstico e o tratamento adequados para cada fase podem mudar o futuro das pacientes


Para chamar a atenção dos brasileiros e dar voz às mulheres que enfrentam o câncer de colo do útero, sociedades médicas, especialistas e ONGs se uniram à Roche, líder mundial em oncologia, para lançar, em agosto, o movimento Força Amiga. A iniciativa tem como objetivo estimular o apoio à pacientes com a doença e incentivar o debate em torno do tema e todos os seus estágios.

Dividida em diferentes etapas, a campanha prevê ativação nas redes sociais, com o uso da hastag #ForçaAmiga, engajamento de celebridades, sensibilização da sociedade por meio de conteúdo na conta de luz, em parceria com a AES Eletropaulo, intervenções no Metro de São Paulo e Programa Poupatempo, além de disseminação de conhecimento entre os especialistas, jornalistas, blogueiras e influenciadores, para fomentar uma discussão integral sobre a doença. A iniciativa conta com o apoio da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos - EVA, a Associação Brasileira de Patologia do Trato Genitário Inferior e Colposcopia (ABPTGIC).

O câncer de colo do útero é o terceiro mais comum entre as brasileiras. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), serão 16.340 novos casos em 20161, um aumento de 4,8% na incidência (15.590 registrados em 2015). Estima-se ainda que mais de 5 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença, o que totaliza uma morte a cada 90 minutos2.

Segundo Dr. Gustavo Fernandes, médico oncologista e presidente da SBOC, o cenário da doença no País é alarmante. As taxas de sobrevivência para o câncer de colo do útero no Brasil estão abaixo daquelas observadas em países desenvolvidos3, refletindo um diagnóstico tardio e falhas no tratamento. Apesar da alta incidência e mortalidade, pouco se fala sobre a doença, principalmente na fase avançada. Uma pesquisa realizada recentemente pelo Instituto Datafolha, constatou que 73% dos brasileiros não conhecem pessoas que tenham ou que já tiveram câncer de colo do útero4. “A causa propõe uma verdadeira construção, passo a passo, de um futuro melhor para as mais de 16 mil mulheres que são diagnosticadas todos os anos com a doença”, reforça Fernandes.

Especialistas alegam que o conhecimento insuficiente sobre esse tipo de câncer e das ferramentas para sua prevenção e tratamento justificam as altas taxas de incidência, morbidade e mortalidade no País. A doença é causada pela infecção, persistente e não tratada adequadamente, por alguns tipos de vírus, entre eles o HPV, mal que atinge 685,4 mil pessoas no Brasil5, um problema que pode ser evitado.

Muitas vezes, barreiras culturais, como a vergonha de realizar exame ginecológico ou proibição por parte de companheiros, se somam à falta de informação. Por isso, a disseminação das ferramentas de controle, como vacina, exame preventivo de papanicolaou e avanços no tratamento precisam ser globalmente difundidos na população, explica Dr. César Eduardo Fernandes, presidente da FEBRASGO.

No Brasil, 77% das pacientes com câncer de colo do útero são diagnosticadas com a enfermidade já em fases mais avançadas6, quando começam a surgir os primeiros sintomas, como sangramentos e dores pélvicas. Neste cenário, a paciente passa a ser uma figura ignorada pela sociedade, muitas vezes abandonada pelos seus parceiros e tratada com terapias insuficientes na saúde pública. Sem voz para lutar pelos seus direitos, essas mulheres jovens e economicamente ativas partem precocemente, deixando filhos sem amparo.

O tratamento do câncer de colo do útero
Estudo brasileiro, publicado em 2014, com mais de 51 mil mulheres, evidenciou que 20% das brasileiras com câncer de colo do útero apresentam resposta terapêutica inadequada as tecnologias utilizadas atualmente6. Devido aos avanços científicos, existem novos recursos da medicina que podem aumentar a expectativa de vida mesmo com o diagnóstico de câncer de colo de útero avançado. A escolha da terapia ideal dependerá do estágio da doença e condições clínicas de cada paciente. Em muitos casos, os tratamentos oferecidos contemplam apenas as combinações de cirurgia, quimioterapia isolada ou radioterapia, deixando de lado o uso de terapias mais inovadores, que podem proporcionar maiores benefícios às pacientes que hoje já têm a doença e que muitas vezes não tiveram acesso às estratégias de prevenção.

Diante desse cenário, Anvisa aprovou recentemente a indicação de um medicamento biológico já utilizado em outros países e recomendado com alto nível de evidência científica, o bevacizumabe, como a primeira terapia-alvo oferecida para o tratamento do câncer de colo do útero e o único avanço nos últimos 10 anos para tratar a doença em seu estágio mais grave. Trata-se do primeiro medicamento biológico que trouxe o benefício de taxa de sobrevida global sem redução da qualidade de vida das pacientes com esta doença.

Atualmente, diversas ações já foram implementadas no Brasil para o combate ao câncer de colo do útero, desde a vacina contra o HPV até o aprimoramento da qualidade do Papanicolaou e a cirurgia de lesões precursoras. Porém, especialistas, como o médico oncologista Dr. Fernando Maluf, defendem que “são necessários avanços em todas as etapas da doença, incluindo novas alternativas medicamentosas no SUS, para que os médicos do setor público também possam prescrever o tratamento mais adequado para suas pacientes”. No dia Mundial do Câncer de 2016, foi discutido o gerenciamento completo do câncer, ao promover a expansão de políticas de diagnóstico, além de terapias paliativas e melhorar o acesso ao tratamento de câncer7. Por esse motivo, a conscientização sobre a doença e seu tratamento é a principal aliada na luta por mais qualidade de vida para as pacientes.

Sobre o perfil da brasileira com câncer de colo do útero
Entre as pacientes que lutam contra a doença figuram mulheres jovens, média de idade de 49 anos8, com baixa escolaridade e casadas. Essas mulheres enfrentam a realidade do diagnóstico do câncer de colo de útero e dão início a uma jornada com pouca informação, dificuldade de encaminhamento e acesso às inovações em tratamento.

A previsão é que apenas daqui a 18 anos a vacinação contra o HPV, amplamente disponível desde 2014, ajude na redução efetiva do número de casos de câncer de colo do útero, causados pelo papilomavírus (HPV). Até 2034, para muitas mulheres, esse câncer ainda poderá ser uma realidade, e o acesso à saúde integral da mulher é elemento estratégico para a inclusão social, busca de equidade e fortalecimento do sistema público de saúde.

 

Sobre a Roche
A Roche é uma empresa global, pioneira em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, dedicada a desenvolver avanços da ciência que melhorem a vida das pessoas. É considerada a maior empresa mundial de biotecnologia, com medicamentos verdadeiramente diferenciados nas áreas de oncologia, imunologia, infectologia, oftalmologia e doenças do sistema nervoso central.
A Roche também é líder mundial em diagnóstico in vitro e diagnóstico tecidual do câncer, além de ocupar posição de destaque no gerenciamento do diabetes. Combinando as forças das divisões farmacêutica e diagnóstica, a Roche se tornou líder em medicina personalizada - estratégia que visa encontrar o tratamento certeiro para cada paciente, da melhor forma possível.
Fundada em 1896, a Roche busca constantemente meios mais eficazes para prevenir, diagnosticar e tratar doenças, contribuindo de modo sustentável para a sociedade. 29 medicamentos desenvolvidos pela Roche fazem parte da Lista de Medicamentos Essenciais da Organização Mundial da Saúde, entre eles antibióticos que podem salvar vidas, antimaláricos e terapias contra o câncer. Há sete anos consecutivos, a Roche é considerada líder em sustentabilidade no grupo de indústrias de produtos Farmacêuticos, Biotecnológicos e Biológicos dos Índices Dow Jones de Sustentabilidade.
Com sede em Basileia, na Suíça, o Grupo Roche atua em mais de 100 países e, em 2015, empregava mais de 91.700 pessoas em todo o mundo. Em 2015, a Roche investiu 9,3 bilhões de francos suíços em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e suas vendas alcançaram 48,1 bilhões de francos suíços. A Genentech, nos Estados Unidos, é um membro integral do Grupo Roche. A Roche é acionista majoritária da Chugai Pharmaceutical do Japão. Para mais informações, visite www.roche.com.
Todas as marcas comerciais utilizadas ou mencionadas neste release estão protegidas por lei.



Referências
1.        Taxa de mortalidade no Brasil pelo do Instituto Nacional do Câncer (INCA) -http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_nacional_controle_cancer_colo_utero/conceito_magnitude
2.        Incidência do Câncer no Brasil pelo do Instituto Nacional do Câncer (INCA) - http://www.inca.gov.br/estimativa/2016/tabelaestados.asp?UF=BR
3.        Fundação Oswaldo Cruz A saúde no Brasil em 2030: diretrizes para a prospecção estratégica do sistema de saúde brasileiro. / Fundação Oswaldo Cruz... [et al.]. Rio de Janeiro: Fiocruz/Ipea/ Ministério da Saúde/Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, 2012.
4.        Pesquisa Datafolha
5.        Incidência de Infecção por vírus do HPV no Brasil pelo Ministério da Saúde - http://www.aids.gov.br/pagina/dst-no-brasil
6.        Nogueira-Rodrigues et al, Gynecol Oncol. 2014;
7.        PAHO
8.        Thuler LCS, Bergmann A, Casado L. Perfil das Pacientes com Câncer do Colo do Útero no Brasil, 2000-2009: Estudo de Base Secundária. Rev Brasileira de Cancerologia 2012; 58(3):351-357;

96% dos brasileiros com psoríase sofrem discriminação e humilhação por causa de sua pele




Maior pesquisa global já realizada com pacientes de psoríase aponta que, ao lado de Taiwan e Coréia do Sul, Brasil é um dos líderes mundiais quando o assunto é preconceito


Uma pesquisa global, encomendada pela farmacêutica Novartis, revelou dados alarmantes sobre o impacto da psoríase na qualidade de vida dos pacientes e os números chamam a atenção, principalmente, sobre o estigma causado pela doença, que afeta não só a saúde, mas a autoestima, os relacionamentos e a vida profissional. 

Considerado o maior estudo global com pacientes, a pesquisa “Clear About Psoriasis” foi realizada com 8338 pessoas, em 31 países, incluindo o Brasil, e contou com o envolvimento de 25 associações de pacientes1. No país, a associação responsável foi a Psoríase Brasil.

O Brasil apresentou uma das maiores médias da pesquisa dentre os 31 países, ao lado do Taiwan e Coréia do Sul1, quando o assunto é discriminação e humilhação1. 96% dos pesquisados afirmaram já ter passado por uma situação de constrangimento. Países latinos como México e Argentina tiveram índices melhores nesse quesito, abaixo inclusive da média global, que foi de 84%1.

Aproximadamente três milhões2 de brasileiros sofrem com os sintomas da psoríase, doença de pele crônica e inflamatória que tem origem quando o próprio organismo faz com que células da pele comecem a se renovar mais rápido que o normal, causando lesões avermelhadas, coceira, descamação e dor3-6.
“Ao contrário de outras doenças crônicas, por ser de pele, a psoríase não permite que o paciente se esconda. Ela está ali escancarada no dia a dia e o desconhecimento da população em geral causa muito preconceito. Por isso, é fundamental que as pessoas conheçam a psoríase e saibam que ela não é contagiosa e com o tratamento correto o paciente pode levar uma vida melhor”, reforça Dr. Ricardo Romiti, chefe do ambulatório de psoríase do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. 

O efeito da psoríase na qualidade de vida tem se mostrado semelhante ao de patologias como o câncer, doenças cardíacas, artrite, diabetes tipo 2 e depressão.7


Resultados da pesquisa
A pesquisa foi realizada com 8.338 pessoas, em 31 países, com o envolvimento de 25 associações de pacientes, sendo que, no Brasil, a amostragem foi de 426 pacientes, sendo 60% mulheres e 40% homens. Desses pacientes, 61% têm artrite psoriásica, - doença que associa sintomas da psoríase com artrite -, além da psoríase em placas, e cerca de 56% não alcançaram pele sem lesão.1

Tratamento: Em média, os pacientes precisaram ver quatro profissionais de saúde diferentes antes de conseguir uma pele sem lesões ou quase sem lesões. Na média os pacientes precisaram de quatro tratamentos diferentes antes de conseguir uma pele sem lesões ou quase sem lesões.1

Constrangimento e autoestima: O Brasil apresentou uma das maiores médias da pesquisa dentre os 31 países, ao lado do Taiwan e Coréia do Sul1, quando o assunto é discriminação e humilhação1. 96% dos pesquisados afirmaram já ter passado por uma situação de constrangimento e 62% afirmaram que já foram questionados se a doença é contagiosa. Países latinos como México e Argentina tiveram índices melhores nesse quesito, abaixo inclusive da média global, que foi de 84%.1

Além disso, 57% por cento das pessoas afirmaram se sentir constrangidas com a sua pele, 41% tem autoestima baixa e 38% se sentem deprimidos por conta da psoríase.1
De acordo com os dados globais, as mulheres reportam mais sentimentos como vergonha, baixa autoestima ou falta de confiança, do que os homens. Além disso, pacientes que alcançam a pele sem lesão ou quase sem lesão se sentem menos afetados pela sua doença.1
 
Qualidade de vida
79% dos entrevistados brasileiros não frequentam ou evitam frequentar praia/piscina ou não sentem confortáveis utilizando roupas de banho.1

Impacto na vida profissional
  • Cerca de 60% dos pacientes empregados afirmaram que já perderam 1  dia de trabalho nos últimos seis meses por causa da doença.1
  • 53% dos pacientes brasileiros afirmam que a psoríase tem impacto na sua vida profissional, esse índice varia de acordo com a gravidade da doença.1
  • 42% afirmam que não são totalmente produtivos por causa da coceira1
  • 36% não frequentam eventos sociais no trabalho1
  • 28% tem medo de perder o emprego em função da doença.1
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Impacto orçamentário
Em média, um paciente com psoríase gasta mais de mil reais por mês se somadas as despesas com medicamentos, consultas médicas, tratamentos alternativos, maquiagem, roupas especiais, nutricionista, etc.1

Relacionamentos
  • 71% dos pacientes brasileiros entrevistados são casados ou estão em um relacionamento1
  • 56% dos pacientes sentem que a psoríase impactou nas suas relações passadas ou atuais. Esse é outro índice cuja média brasileira mostrou-se superior a média global de 43%.1
  • As relações sexuais estão entre os principais desafios para esses pacientes, cerca de 40% evitam o contato íntimo com outras pessoas.1

Pesquisa online – Brasileiro é mais conectado: Outro ponto levantado é qual a média de tempo que os pacientes passam procurando informações sobre a doença na internet por mês.  O brasileiro gasta quase o dobro de horas (11h) do que a média global (6 horas). Google, sites médicos e grupos no Facebook online são as principais fontes de busca e interação.1



Referências
1.       Novartis. Clear about Psoriasis Patient Survey.
2.       Sociedade Brasileira de Dermatologia. Psoríase: Doença afeta 3 milhões de brasileiros Disponível em http://www.sbd.org.br/psoriase-doenca-afeta-3-milhoes-de-brasileiros/. Último acesso em 02 de outubro de 2014.
3.       International Federation of Psoriasis Associations (IFPA). Profile of Psoriasis. Disponível em http://www.worldpsoriasisday.com/web/page.aspx?refid=114. Último acesso em agosto de 2013.
4.       Stern RS et al. Psoriasis Is Common, Carries a Substantial Burden Even When Not Extensive, and Is Associated with Widespread Treatment Dissatisfaction. J Investig Dermatol Symp Proc 2004; 9(2):136-9.
5.       Langley RGB, Krueger GG, Griffiths CEM. Psoriasis: epidemiology, clinical features, and quality of life. Ann Rheum Dis 2005; 64(suppl 2):ii18-ii23.
6.       Nestle FO, Kaplan DH, Barker J. Psoriasis. N Engl J Med 2009; 361(5):496-509.
7.       Rapp SR et al. Psoriasis causes as much disability as other major medical diseases. J Am Acad Dermatol 1999; 41(3 Pt 1):401-7.

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