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terça-feira, 21 de abril de 2026

Como identificar rapidamente os sinais de AVC?

 

Freepik

Alguns sinais podem ser confundidos com crise de ansiedade; Rede Brasil AVC explica pontos de atenção 

 

O empresário e marido da cantora Kelly Key, Mico Freitas, de 44 anos, contou nas redes sociais sobre o AVC isquêmico que sofreu no dia 6 de abril. Inicialmente, ele contou pensar que se tratava de uma crise de pânico. “Peguei o frasco do remédio, mas não consegui abrir. Foi o meu pequeno Tuca (o filho) que abriu. Tomei o remédio, mas ali já senti que era algo mais sério. Tive a certeza quando o meu filho perguntou: ‘Pai, por que você está falando estranho?’", lembra.

A neurologista e presidente da Rede Brasil AVC, Dra. Sheila Martins, explica que entre os sinais de alerta mais comuns estão fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão mental, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão, no equilíbrio, na coordenação, no andar, tontura e dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente.

“Ao suspeitar que alguém esteja tendo um AVC, peça à pessoa para sorrir, observando se um lado do rosto permanece imóvel. Verifique também se ela consegue levantar ambos os braços para avaliar se um lado está mais fraco; e solicite que fale uma frase simples (“o céu é azul”) e verifique se apresenta a fala enrolada”, lista. “Ao perceber um desses sinais, o Samu (192) precisa ser imediatamente acionado. O tempo de chegada ao hospital é decisivo para reduzir danos e salvar vidas”, completa.

A agilidade no socorro também foi destacada por Mico Freitas. “Conseguimos chamar a Kelly, que foi um anjo. Assim que entrou no quarto, ela percebeu tudo, viu o meu pé a entortar e logo começou a trocar minha roupa e chamou meu cunhado", relembrou.

A ida ao hospital e o diagnóstico aconteceram rapidamente. "Em poucos minutos, já estávamos a caminho do hospital. Vinte minutos depois, a confirmação: tive um AVC e logo em seguida estava em uma ambulância indo de emergência para outro hospital", disse.

 

Tipos de AVC 

O Acidente Vascular Cerebral ocorre quando há interrupção ou redução do fluxo sanguíneo para o cérebro, impedindo que as células cerebrais recebam oxigênio e nutrientes. Existem dois tipos principais da doença. O AVC isquêmico (sofrido por Mico), responsável por cerca de 80% a 85% dos casos, acontece quando um vaso sanguíneo é obstruído por um coágulo. Já o AVC hemorrágico ocorre quando há o rompimento de um vaso cerebral, provocando sangramento no cérebro. O AVC é a principal causa de morte e de incapacidade no Brasil e no mundo. Dados do Portal da Transparência do Centro de Registro Civil mostram o país registrou 85.857 mortes em decorrência da doença em 2025.

 

Rede Brasil AVC
www.redebrasilavc.org.br



Abril e o direito à saúde: quando o calendário revela desigualdades


Abril é um mês que convida à reflexão sobre saúde, mas também sobre a desigualdade racial que ainda define quem adoece e quem morre no Brasil. Ao longo do mês, datas importantes chamam a atenção para temas que impactam milhões de pessoas e evidenciam que o direito à saúde ainda não se concretiza de forma igual para todos.

O Dia Mundial da Saúde, celebrado em 7 de abril, reafirma um princípio essencial: todas as pessoas têm direito à saúde e à dignidade. Na prática, porém, esse direito ainda encontra barreiras quando observamos as condições de vida de diferentes grupos sociais e raciais, reforçando a necessidade de políticas públicas capazes de enfrentar desigualdades históricas.

Outra data marcante é o Dia Mundial da Luta contra o Câncer, lembrado em 8 de abril. Estimativas da Organização Mundial da Saúde indicam que, até 2030, o mundo poderá registrar cerca de 27 milhões de novos casos da doença, com aproximadamente 17 milhões de mortes anuais. Esses números reforçam a importância da prevenção e do acesso oportuno ao diagnóstico e ao tratamento.

Mas o que essas datas têm em comum? Tudo, quando analisadas sob a ótica da desigualdade racial.

Não existe saúde sem prevenção – e não existe prevenção sem acesso a condições básicas, como alimentação adequada, informação e serviços de saúde de qualidade. Quando esses recursos não chegam de forma equitativa, o adoecimento deixa de ser apenas uma questão individual e passa a refletir desigualdades estruturais.

Essas desigualdades tornam-se evidentes quando observamos os dados sobre a saúde da população negra no Brasil. Informações do Observatório das Desigualdades, em parceria com o Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), mostram que as mortes por causas evitáveis são 41% maiores entre homens negros e 43% maiores entre mulheres negras. Grande parte dessa estatística poderia ser revertida se houvesse igualdade nas condições de acesso ao cuidado.

A população negra também apresenta maior incidência e maior gravidade em doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e doenças renais. Esse cenário não está relacionado a fatores genéticos, mas às condições de vida, à insegurança alimentar e ao acesso limitado aos serviços de saúde. No caso do câncer, o diagnóstico costuma ocorrer em estágios mais avançados, reduzindo as chances de tratamento eficaz e aumentando a mortalidade.

Falar de saúde em abril, portanto, é também falar de equidade racial. É reconhecer que o adoecimento e a mortalidade mais elevados entre pessoas negras não são fruto do acaso, mas resultado de desigualdades históricas que ainda limitam o acesso pleno ao direito à saúde. 

 

DANIELA TAFNER - Doutora em enfermagem e especialista em saúde da população negra

Problema cerebral tratável pode estar por trás de casos confundidos com Alzheimer

Hidrocefalia em adultos pode afetar até 2% da população idosa e ainda é subdiagnosticada, alertam especialistas
 

Dificuldade de memória, alterações na marcha e episódios de confusão mental costumam acender um alerta imediato para doenças como Alzheimer, especialmente em idosos. No entanto, em alguns casos, esses sinais podem estar relacionados a uma condição neurológica diferente, e potencialmente tratável: a hidrocefalia de pressão normal. 

Mais comum em pessoas acima dos 60 anos, a doença é caracterizada pelo acúmulo de líquido cefalorraquidiano nos ventrículos cerebrais, levando à compressão de estruturas importantes do cérebro. De acordo com estudos publicados em periódicos como o Journal of Neurology, Neurosurgery & Psychiatry e dados da Hydrocephalus Association, a hidrocefalia de pressão normal pode afetar entre 1% e 2% da população idosa, embora muitos casos permanecem sem diagnóstico adequado devido à semelhança com outras doenças neurodegenerativas. 

“O grande desafio é que os sintomas da hidrocefalia se confundem com os de doenças como Alzheimer e Parkinson, o que pode levar a atrasos no diagnóstico. A diferença é que, no caso da hidrocefalia, existe tratamento e possibilidade real de melhora”, explica Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN). 

Entre os principais sinais de alerta estão dificuldade para andar, muitas vezes descrita como uma marcha lenta, arrastada ou instável, alterações cognitivas, como perda de memória e dificuldade de concentração, e incontinência urinária. Esse conjunto é conhecido como a “tríade clássica” da doença. 

“O paciente começa a ter dificuldade para caminhar, apresenta lapsos de memória e, em alguns casos, perda do controle urinário. Esses sintomas podem evoluir gradualmente, o que contribui para que sejam atribuídos ao envelhecimento ou a outras doenças”, destaca o especialista. 

Em relação ao perfil dos pacientes, estudos indicam que a condição afeta homens e mulheres, com leve aumento de incidência com o avanço da idade, especialmente após os 65 anos. O envelhecimento é o principal fator de risco, o que reforça a necessidade de atenção em países com população cada vez mais longeva. 

Segundo projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil deverá ter mais de 30% da população com 60 anos ou mais até 2050, cenário que pode ampliar o número de casos e a necessidade de diagnóstico adequado. 

O diagnóstico envolve avaliação clínica detalhada, exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética, e testes específicos que avaliam a resposta à retirada do líquido cefalorraquidiano. A partir dessa investigação, é possível diferenciar a hidrocefalia de outras condições neurológicas. 

A principal forma de tratamento é cirúrgica, com a implantação de uma válvula que drena o excesso de líquido do cérebro para outra parte do corpo, geralmente o abdômen. Quando indicada corretamente, a intervenção pode trazer melhora significativa, principalmente na marcha e na qualidade de vida do paciente. 

“O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Em muitos casos, conseguimos reverter ou melhorar significativamente os sintomas, o que não acontece em doenças neurodegenerativas como o Alzheimer”, reforça o neurocirurgião. 

Diante desse cenário, especialistas alertam que a hidrocefalia de pressão normal deve ser considerada como diagnóstico diferencial em pacientes com sintomas cognitivos e motores. “Reconhecer os sinais e encaminhar para avaliação especializada pode mudar completamente a trajetória do paciente”, conclui o médico.
  


Sociedade Brasileira de Neurocirurgia –SBN
Site: portalsbn.org
Instagram sbn.neurocirurgia


Você sabe o que é câncer indolente?

  

Apesar dos avanços contínuos da medicina, o câncer ainda é amplamente associado a doenças de evolução rápida e à necessidade de tratamentos imediatos e agressivos. No entanto, nem todos os tumores malignos seguem esse padrão. Parte deles apresenta crescimento lento, baixo potencial de disseminação e pode permanecer estável por longos períodos, sem exigir intervenção terapêutica imediata. Esses são os chamados tumores indolentes, que evoluem de forma gradual e, em muitos casos, não se espalham para outros órgãos ou tecidos.1 

O alerta se volta para o comportamento silencioso dessas doenças. A ausência de manifestações evidentes nas fases iniciais pode retardar a busca por atendimento médico, especialmente em crianças e adolescentes, cujos sinais sutis muitas vezes são interpretados como alterações naturais do desenvolvimento. “Embora o ritmo de crescimento seja mais lento, o diagnóstico tardio representa um risco relevante, já que esses tumores podem adquirir características mais agressivas ao longo do tempo”, explica Gustavo Fernandes, médico oncologista. 

Entre alguns exemplos de tumores indolentes estão alguns tipos de linfoma e determinados gliomas de baixo grau — doenças que podem permanecer assintomáticas ou pouco perceptíveis por anos. Apesar de compartilharem o crescimento lento, cada uma apresenta particularidades clínicas que influenciam diretamente o diagnóstico e o acompanhamento. 

No caso dos linfomas indolentes, como o linfoma folicular — um tipo de câncer que se origina no sistema linfático a partir de mutações nos linfócitos, células de defesa do organismo —, a evolução gradual faz com que muitos pacientes convivam com a doença sem perceber alterações significativas. Considerado a segunda forma mais comum de linfoma não Hodgkin (LNH) no Brasil, esse grupo costuma se manifestar de forma discreta.2 “O aumento indolor dos linfonodos, a fadiga persistente ou uma perda de peso leve são frequentemente atribuídos a causas banais, o que contribui para o atraso no diagnóstico”, pondera Gustavo Fernades. Segundo ele, a investigação médica é fundamental sempre que esses sinais persistem ao longo do tempo, mesmo na ausência de dor ou impacto funcional evidente. “Inclusive, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acabou de aprovar um tratamento para esse câncer que afeta o sistema linfático para o tratamento de pacientes adultos”, conclui o especialista. 

Já os gliomas de baixo grau, tumores que se desenvolvem no sistema nervoso central, também se caracterizam pelo crescimento lento, mas podem comprometer funções neurológicas de maneira progressiva.3 “As manifestações iniciais costumam ser inespecíficas, como dores de cabeça recorrentes, tonturas, náuseas, alterações cognitivas leves ou mudanças sutis de comportamento”, explica Gustavo. Por serem sintomas comuns no cotidiano, muitas vezes não despertam preocupação imediata, o que pode postergar a confirmação diagnóstica e interferir no planejamento terapêutico. 

O principal desafio clínico está no fato de que tumores indolentes não são sinônimo de ausência de risco. Com o passar dos anos, tanto os linfomas quanto os gliomas podem apresentar progressão da doença ou transformação para subtipos mais agressivos. “A estratégia de manejo frequentemente envolve a vigilância ativa, que exige acompanhamento rigoroso e periódico para identificar o momento adequado de intervenção, preservando funções vitais e a qualidade de vida do paciente”, pontua Fernandes. 

Diante desse cenário, ampliar a conscientização sobre o caráter silencioso e indolente dessas doenças é fundamental para estimular o acompanhamento médico regular e a atenção a sintomas persistentes, ainda que discretos. “Reconhecer a natureza dessas patologias e garantir uma investigação clínica cuidadosa pode fazer toda a diferença nos desfechos clínicos”, finaliza. 

 

Referências

1 BRASIL. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). Detecção precoce do câncer. Rio de Janeiro: INCA, 2021. Disponível em: Link

2 HEMATOLOGY, TRANSFUSION AND CELL THERAPY. Linfoma não-Hodgkin folicular no canal mandibular. [S.l.]: Hematology, Transfusion and Cell Therapy. Disponível em: Link. Acesso em: 11 jul. 2025.

3 KARSONOVICH, Torin; GASALBERTI, David P.; RAYI, Appaji. Low-Grade Gliomas. In: STATPEARLS [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing, 2025 Jan-. Disponível em: Link


Abril Azul: sinais silenciosos do autismo podem começar pela audição e fala

Otorrinolaringologista explica como alterações no desenvolvimento podem ser os primeiros indícios do TEA e lista 15 sinais de atenção para os pais
 

Abril marca o Abril Azul, mês de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), um período dedicado a ampliar informação, reduzir preconceitos e incentivar o diagnóstico precoce. E é justamente nos primeiros sinais, muitas vezes sutis, que mora um dos maiores desafios.

Alterações na forma como a criança escuta, reage à voz dos pais ou desenvolve a fala podem ser os primeiros indícios de que algo não está dentro do esperado e, em alguns casos, podem levantar a suspeita de autismo.

“O desenvolvimento da comunicação envolve audição, linguagem e interação social. Quando alguma dessas etapas não acontece como esperado, é importante investigar”, explica a Dra. Roberta Pilla, médica otorrinolaringologista e membro da ABORL-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial).

Segundo a especialista, o papel do otorrinolaringologista é muitas vezes o primeiro passo nessa jornada, especialmente quando os sinais aparecem na fala, na audição ou no comportamento. “Na avaliação, conseguimos investigar não só a audição, mas também aspectos do desenvolvimento e até questões sociais da criança. Distúrbios do sono e alterações respiratórias, que são comuns em crianças com TEA, também podem ser observados nesse primeiro atendimento”, afirma.

Um dos pontos mais importantes é que nem sempre o atraso é global. A criança pode sentar, engatinhar e andar dentro do esperado, mas apresentar dificuldades na comunicação, no contato visual ou na interação social e isso costuma passar despercebido.

“Muitas famílias esperam um atraso mais evidente para buscar ajuda. Mas, no autismo, os sinais iniciais podem ser mais sutis e relacionados à comunicação e comportamento”, destaca.

Além disso, alterações auditivas e distúrbios de linguagem podem agravar o quadro, dificultando ainda mais o desenvolvimento social da criança.

Identificar esses sinais cedo faz diferença real na vida da criança. Isso porque o diagnóstico precoce permite iniciar intervenções que ajudam no desenvolvimento da comunicação, da interação social e da aprendizagem.

“Quando conseguimos agir cedo, aumentamos muito as chances de evolução positiva no desenvolvimento da criança”, reforça a especialista.


 

15 sinais de alerta que merecem atenção
 

Durante o Abril Azul, a orientação é simples: observar mais de perto.

A seguir, a especialista lista sinais que podem indicar a necessidade de avaliação:

1-Dificuldade em manter contato visual

2-Não responde ao sorriso ou expressões dos pais

3-Não acompanha o olhar ou gestos de apontar

4-Não fala palavras aos 15 meses ou frases aos 24 meses

5-Repete falas sem compreender o significado

6-Não responde ao próprio nome

7-Perda de habilidades de linguagem ou interação

8-Movimentos repetitivos, como balançar mãos ou corpo

9-Interesses restritos ou repetitivos

10-Brinca apenas com partes dos brinquedos

11-Sensibilidade exagerada ou ausência de resposta a estímulos

12-Dificuldade em brincadeiras de faz de conta

13-Dificuldade em compreender gestos ou emoções

14-Troca pronomes ao falar

15-Dificuldade para formar frases


Quando procurar ajuda

Ao notar qualquer comportamento diferente do esperado para a idade, o mais importante é não esperar. “A avaliação especializada ajuda a entender o que está acontecendo e direcionar o melhor caminho para a criança e a família”, orienta.

Mais do que um mês de conscientização, o Abril Azul reforça um ponto essencial: informação e atenção aos sinais podem transformar completamente o futuro de uma criança.


Dra. Roberta Pilla - Otorrinolaringologia Geral Adulto e Infantil. Laringologia e Voz. Distúrbios da Deglutição; Via Aérea Pediátrica. Médica Graduada pela PUCRS- Porto Alegre/ Rio Grande do Sul (2003). Pesquisa Laboratorial em Cirurgia Cardíaca na Universidade da Pensilvania – Philadelphia/USA (2004). Título de Especialista em Otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (2009). Mestrado em Cirurgia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS- Porto Alegre/RS) (2012-2016). Membro da Diretoria da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial (ABORLCCF) (2016). Membro do Comitê de Educação Médica Continuada da ABORLCCF (2017-2022). Médica do Grupo de Otorrinolaringologia e Via Aérea Pediátrica dos Hospitais do Grupo Maternidade Santa Joana e Pró-Matre (SP/ São Paulo), Médica do Grupo de Otorrinolaringologia do CDB Diagnósticos, Médica Otorrinolaringologista do Hospital Moriah (SP/São Paulo). Médica Otorrinolaringologista do Ambulatório da Rede Record de Televisão (SP/ São Paulo)

 

Especialistas do Iamspe destacam a importância da fisioterapia para a qualidade de vida dos pacientes com Parkinson

Os exercícios de fisioterapia promovem melhora significativa dos sintomas da doença de Parkinson e reduzem o grau de comprometimento cognitivo
 


Os especialistas do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) de São Paulo destacam a importância da fisioterapia para a qualidade de vida dos pacientes com Parkinson. Os exercícios ajudam a diminuir a progressão da doença e melhoram o controle motor, o equilíbrio e a flexibilidade muscular, proporcionando mais autonomia para o paciente realizar as atividades do dia a dia. 

O Parkinson é um quadro neurológico degenerativo, crônico e progressivo que afeta o sistema nervoso central e causa tremores e perda de equilíbrio. O diagnóstico é feito exclusivamente a partir da avaliação médica com base em resultados de exames laboratoriais, que identificam alterações características da doença. 

A fisioterapeuta do Iamspe, Rivana Paula Dellanoce Dragone, explica que o tratamento físico o Parkinson é personalizado de acordo com o quadro clínico de cada paciente. “De modo geral, trabalhamos fortalecimento e flexibilidade muscular, além de treino de equilíbrio e marcha. São exercícios simples, que ajudam na realização de atividades do dia a dia, como segurar um copo pesado e caminhar em uma rua irregular”, afirma. 

O neurologista do Iamspe Dr. José Oswaldo de Oliveira Júnior sinaliza que o Parkinson não tem cura e o tratamento ajuda a retardar a perda da funcionalidade do paciente. “O principal critério para o diagnóstico da doença é a lentidão dos movimentos, conhecida como bradicinesia, associada a pelo menos um outro sintoma, como tremor em repouso ou rigidez física. A avaliação do neurologista é essencial para a identificação do quadro”, complementa o especialista. 

O tratamento do Parkinson combina acompanhamento neurológico com reabilitação física e terapia medicamentosa. A doença é comumente associada ao envelhecimento, mas pode surgir em pacientes jovens. O médico reforça que é importante estar atento a alterações no olfato, distúrbios do sono, constipação intestinal e sintomas depressivos, porque podem ser sintomas não motores do quadro. 

“O Parkinson pode dar sinais precoces que passam despercebidos. Por isso, é importante estar atento às alterações e procurar avaliação médica”, finaliza.

 

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe


OUTONO É SEMPRE IGUAL: FIQUE ATENTO AOS SINAIS QUE COSTUMAM APARECER NESSA ÉPOCA¹!

No outono, sintomas como coriza, congestão nasal e dores no corpo costumam se tornar mais frequentes. Embora muitas pessoas associem esses sinais apenas à mudança de temperatura, eles também podem indicar o início de quadros de gripe ou resfriado. Pensando nisso, Resfenol, especialista no alívio dos sintomas de gripes e resfriados, reuniu um guia para ajudar a identificar os primeiros sinais da doença

 

Todo ano parece a mesma história: basta o outono chegar para que coriza, congestão nasal e dores no corpo comecem a aparecer. A estação traz não apenas temperaturas mais amenas, mas também condições que favorecem a circulação de vírus respiratórios. Isso acontece porque, nesse período, é comum que as pessoas passem mais tempo em ambientes fechados e com menor ventilação, o que facilita a transmissão de infecções respiratórias².

Para ajudar a reconhecer os sinais do corpo logo no início, especialistas apontam alguns sintomas que merecem atenção³.


v  DOR DE CABEÇA

A dor de cabeça pode parecer um sintoma comum do dia a dia, mas também pode estar relacionada ao início de um quadro gripal. Segundo especialistas, ela surge como uma resposta do organismo à presença do vírus e costuma vir acompanhada de sensação de cansaço ou mal-estar. Quando aparece junto com sintomas respiratórios, como coriza ou congestão nasal, é importante observar a evolução do quadro.


v  CORIZA

A coriza é um dos sintomas mais característicos das infecções respiratórias. O aumento da secreção nasal ocorre como uma forma de defesa do organismo para ajudar a eliminar o vírus e impurezas presentes nas vias respiratórias. 

 

v  CONGESTÃO NASAL

A congestão nasal é um sintoma bastante comum em quadros de gripe e resfriado. Ela acontece quando as vias nasais ficam inflamadas e inchadas, dificultando a passagem do ar e causando a sensação de nariz entupido. Em muitos casos, esse sintoma também pode vir acompanhado de coriza e dificuldade para respirar pelo nariz.

 

v  DORES MUSCULARES

Sentir cansaço após um dia intenso de trabalho é comum, mas quando essa fadiga surge sem motivo aparente, pode ser um indicativo de que o organismo está combatendo uma infecção. Mesmo sem realizar atividades intensas, a pessoa pode sentir o corpo mais pesado e com menos disposição, já que o organismo direciona energia para enfrentar o vírus.

 

v  FEBRE

A febre é um dos sinais mais comuns de que o organismo está reagindo a uma infecção viral, como a gripe. Ela ocorre quando o corpo eleva a temperatura como forma de combater o vírus. A febre pode vir acompanhada de mal-estar, dor de cabeça e sensação de cansaço.

 

v  MAS CALMA, OS SINTOMAS PODEM SER ALIVIADOS

Quando os primeiros sintomas da gripe aparecem, alguns cuidados simples podem ajudar a reduzir o desconforto e favorecer a recuperação do organismo. Manter uma boa hidratação, priorizar o descanso e evitar mudanças bruscas de temperatura são recomendações importantes nesse período.

Além disso, o uso de medicamentos indicados para o tratamento dos sintomas pode contribuir para o alívio do mal-estar. Analgésicos, antitérmicos, antialérgicos e descongestionantes, por exemplo, ajudam a reduzir manifestações comuns da gripe, como febre, dor de cabeça, congestão nasal, coriza e dores no corpo.

Durante um quadro gripal é fundamental respeitar o tempo de recuperação do organismo e permitir que o corpo descanse para se recuperar adequadamente.

Atenção: É importante procurar orientação médica antes de tomar qualquer medicamento.

 

¹ https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/g/gripe-influenza
² https://www.saude.df.gov.br/w/inverno-favorece-incidencia-de-doencas-respiratorias - :~:text=Segundo%20ela%2C%20as%20mudan%C3%A7as%20bruscas,das%20doen%C3%A7as%20respirat%C3%B3rias%20no%20inverno.
³ BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente. Guia de Vigilância em Saúde: Volume 1. 6. ed. rev. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_6edrev_v1.pdf. 

RESFENOL (cápsulas + pó para solução oral + solução oral) - Registro.: 1.0689.0135. Resfenol cápsula: Paracetamol 400 mg + Maleato de clorfeniramina 4 mg + Cloridrato de fenilefrina 4 mg. Resfenol solução oral: Paracetamol 40 mg/mL + Maleato de clorfeniramina 0,6 mg/mL + Cloridrato de fenilefrina 0,6 mg/mL. Registro: 1.0689.0197. Resfenol pó para solução oral: Paracetamol 400mg + Maleato de clorfeniramina 4mg + Cloridrato de fenilefrina 4mg/5g. Indicações: Resfenol é indicado no tratamento de sintomas de gripes e resfriados. Resfenol é destinado ao alívio da congestão nasal, coriza, febre, dor de cabeça e dores musculares presentes nos estados gripais. Contraindicações: Resfenol é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, pressão alta, doença cardíaca, diabetes, glaucoma, hipertrofia da próstata, doença renal crônica, insuficiência hepática grave, disfunção tireoidiana, gravidez e lactação sem controle médico. Resfenol cápsula e solução: contraindicado para menores de 18 anos. RESFENOL É UM MEDICAMENTO. DURANTE SEU USO, NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS, POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS. NÃO USE JUNTO COM OUTROS MEDICAMENTOS QUE CONTENHAM PARACETAMOL, COM ÁLCOOL, OU EM CASO DE DOENÇA GRAVE DO FÍGADO.
SAC 0800 704 9001 – ABRIL/26


Rastreamento de próstata identifica câncer significativo em até 68% das biópsias e se aproxima do desempenho do rastreamento de mama

Análise apresentada no Congresso Europeu de Urologia 2026, em Londres, compara dados de 39.392 homens do estudo PROBASE com mais de 2,8 milhões de mulheres em programa de mamografia e indica que o modelo moderno de PSA não sozinho, mas sim 

associado à ressonância magnética e à estratificação de risco melhora a precisão diagnóstica e reequilibra a relação entre benefícios e danos, ainda que exija cautela metodológica e adaptação à realidade de cada país 

 

O rastreamento do câncer de próstata não deve mais ser julgado pelos limites do PSA isolado, base de críticas históricas que marcaram o debate nas últimas décadas. Dados apresentados no Congresso Europeu de Urologia de 2026, em Londres, mostram que a incorporação de novas etapas ao processo diagnóstico reposiciona o papel do rastreamento prostático e aproxima seus resultados daqueles observados em programas consolidados, como o de câncer de mama.

“O rastreamento moderno do câncer de próstata não pode mais ser avaliado apenas pelos defeitos do PSA isolado de décadas atrás. Quando incorporamos estratificação de risco, ressonância magnética e critérios mais rigorosos para indicação de biópsia, o cenário muda de maneira significativa e passa a oferecer um equilíbrio muito mais favorável entre benefícios e danos”, afirma, ao analisar o estudo, o urologista e cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica e coordenador dos Departamentos Cirúrgicos Oncológicos da BP.

Os autores compararam 39.392 homens submetidos ao PSA inicial no estudo PROBASE com mais de 2,8 milhões de mulheres rastreadas por mamografia no programa alemão, coordenado pelo German Cancer Research Center. Os dados indicam que o fluxo que combina PSA, estratificação de risco e ressonância magnética gera mais resultados falso-positivos do que a mamografia, entre 37% e 42% contra cerca de 10%, mas mantém proporção semelhante de encaminhamento para biópsia. Isso ocorre porque o modelo utiliza filtros clínicos e radiológicos antes da decisão invasiva, reduzindo procedimentos desnecessários. “O ganho não está no PSA isolado, mas no pacote organizado que inclui triagem por risco, uso de ressonância e biópsia mais seletiva. É esse conjunto que permite melhorar a precisão e evitar intervenções desnecessárias”, diz Guimarães. 

Outro dado relevante é a maior capacidade de identificar tumores clinicamente significativos. As biópsias no rastreamento prostático detectaram esse tipo de câncer em 50% a 68% dos casos, enquanto no rastreamento mamário esse percentual gira em torno de 10%. A proporção de cânceres invasivos detectados, no entanto, é semelhante entre os dois modelos. “O que muda aqui é a eficiência da jornada diagnóstica. Quando bem estruturado, o rastreamento de próstata consegue direcionar melhor quem realmente precisa de biópsia e aumentar a chance de encontrar doença relevante”, afirma.

O estudo também mostra maior detecção de tumores não agressivos na próstata. Nesse contexto, a vigilância ativa se torna peça central para evitar o excesso de tratamento (overtreatment). “A identificação de tumores indolentes não deve ser automaticamente interpretada como dano. Hoje temos a possibilidade de acompanhar esses pacientes com segurança e intervir apenas quando necessário, o que reduz significativamente o impacto negativo do rastreamento”, diz.

Apesar dos avanços, os próprios autores reconhecem limitações importantes, já que a análise compara um ensaio clínico com um programa populacional estabelecido, além de envolver doenças com comportamentos biológicos distintos. “É um estudo provocativo e relevante, mas que exige leitura cuidadosa. Ele não resolve sozinho a discussão sobre política pública, especialmente em países com grandes desigualdades de acesso, como o Brasil”, afirma Guimarães.

O debate ganha mais consistência quando incorporado a evidências de longo prazo. O seguimento de 23 anos do estudo europeu ERSPC, publicado no The New England Journal of Medicine, demonstrou redução relativa de 13% na mortalidade por câncer de próstata, com uma morte evitada a cada 456 homens convidados para rastreamento. O estudo reúne centros acadêmicos e instituições de pesquisa de diversos países europeus, incluindo universidades e hospitais na Holanda, Suécia, Itália, Bélgica, Espanha e Suíça.

“Hoje já não é correto afirmar que o rastreamento de próstata não reduz a mortalidade. O benefício existe, mas é moderado, de longo prazo e depende diretamente da forma como o programa é estruturado”, diz. No Brasil, a aplicação desses achados enfrenta desafios adicionais. A incorporação de ressonância magnética, a organização de fluxos assistenciais e a consolidação da vigilância ativa ainda são desiguais no sistema de saúde.

“Não basta importar a conclusão do estudo sem importar a estrutura que a sustenta. Sem acesso adequado a diagnóstico por imagem e sem protocolos bem definidos, o risco é repetir os problemas do rastreamento oportunístico clássico”, afirma. Para o especialista, os dados apresentados em Londres não encerram o debate, mas tornam inevitável sua atualização. “O que esse estudo faz é tirar o rastreamento de próstata do campo da incerteza e colocá-lo no campo da gestão de risco. A discussão agora não é mais se devemos rastrear, mas como fazer isso de forma organizada, eficiente e adequada à realidade de cada sistema de saúde”, conclui Guimarães. 

  

Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica Dr. Gustavo Guimarães – IUCR


Aumento de casos de síndromes respiratórias em crianças: especialistas orientam como identificar quadros graves

 Com aumento de casos, pediatras do Hospital Santa Catarina - Paulista explicam como identificar quadros graves, como bronquiolite e pneumonia, e destacam a importância da vacinação

 

Boletim InfoGripe da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (16/4) aponta para o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de 2 anos em quatro regiões do país (Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste). A atualização revela que o crescimento das hospitalizações pelo vírus sincicial respiratório (VSR), um dos causadores da bronquiolite, é o principal fator de elevação dos casos nessa faixa etária. 

“As condições típicas do outono, como o ar mais seco e a maior permanência em ambientes fechados, favorecem a transmissão de vírus. Nas crianças, esse impacto tende a ser mais significativo, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e as vias respiratórias possuem características anatômicas e funcionais que favorecem o aparecimento de infecções”, explica a pediatra do Hospital Santa Catarina - Paulista, Dra. Patrícia Rolli. 

Historicamente, entre 64% e 70% das internações por bronquiolite no Brasil ocorrem entre outono e inverno. Bebês menores de 1 ano concentram a maior parte dos casos e são também os mais vulneráveis às formas graves. Diante desse cenário, a orientação é clara: observar a evolução dos sintomas e buscar atendimento ao notar sinais de piora. 

“Doenças respiratórias são esperadas, mas não devem ser subestimadas. A maioria dos casos pode ser cuidada em casa com atenção e hidratação, mas é preciso reconhecer os sinais de alerta, especialmente em bebês. Vacine, higienize as mãos, amamente sempre que possível e, diante de dúvidas sobre a respiração, procure ajuda”, recomenda a especialista.

 

De resfriado a bronquiolite

A bronquiolite é uma condição típica da primeira infância (especialmente bebês abaixo de 2 anos). Pode ser causada por vários vírus, sendo o principal agente o VSR. Na maioria dos casos, as infecções começam de forma leve, com sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, como coriza, espirros e febre baixa. No entanto, em bebês e crianças pequenas, esse quadro pode evoluir rapidamente. 

Geralmente começa como um resfriado, mas entre o terceiro e o quinto dia pode surgir dificuldade respiratória. O pico costuma ocorrer entre o quinto e o sétimo dia e pode exigir internação. Identificar sinais de agravamento é essencial. “Se a respiração parece diferente do habitual, mais acelerada ou com esforço, é preciso buscar atendimento”, orienta Dra. Patrícia. Bebês menores de 3 meses, prematuros e crianças com doenças crônicas fazem parte do grupo de risco e exigem atenção redobrada. Sinais de alerta:

  • Respiração rápida ou com esforço
  • Chiado no peito
  • Dificuldade para mamar ou se alimentar
  • Sonolência excessiva ou pouca reação
  • Lábios ou unhas arroxeados


Pneumonia: atenção aos sinais

A pneumonia é uma das principais complicações das infecções respiratórias e pode surgir após quadros virais, comprometendo diretamente os pulmões. “Ela costuma se manifestar com febre persistente, prostração e aumento da frequência respiratória, mesmo quando a criança não está com febre”, explica a Dra. Simone Aguiar, pediatra Hospital Santa Catarina - Paulista. Entre os sinais de alerta estão:

  • Esforço respiratório, com “afundamento” das costelas
  • Batimento das asas do nariz
  • Gemido ao respirar
  • Coloração arroxeada nos lábios ou extremidades

“A vacinação é a estratégia mais eficaz para reduzir a incidência de pneumonias bacterianas graves. O cumprimento das doses da Vacina Pneumocócica Conjugada, além da vacinação anual contra a Influenza, que também previne complicações virais que evoluem para pneumonias bacterianas secundárias, devem estar sempre atualizadas”, reforça a médica.

 

O que realmente ajuda a proteger

Uma das novidades deste ano é a ampliação das estratégias de prevenção contra o VSR no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, gestantes passaram a ter acesso à vacina que protege o bebê durante a gestação. “É uma mudança com potencial de reduzir cerca de 28 mil internações e casos graves”, afirma a Dra. Patrícia. Já em 2026 crianças prematuras e com comorbidades passam a contam com um anticorpo específico contra o VSR. 

Além da vacinação, medidas simples continuam sendo fundamentais, como: higienizar as mãos com frequência, fazer lavagem nasal com soro fisiológico, manter a criança bem hidratada, evitar contato com pessoas doentes, manter ambientes ventilados e não expor crianças à fumaça de cigarro. Dra. Simone enfatiza que esses são cuidados básicos, mas que fazem diferença na prevenção e na recuperação das crianças. 

Quanto ao que não se deve fazer, as médicas pontuam que um dos erros mais comuns é medicar a criança sem avaliação e indicação médica. Bronquiolite e resfriados são doenças virais. Para estes casos, os antibióticos não funcionam e ainda podem causar resistência bacteriana. Outra conduta comum, e inadequada, é o uso de corticoides ou “bombinhas” por conta própria, os quais não têm benefício comprovado e podem gerar efeitos colaterais.  


IA assume o comando da gestão de viagens corporativas e redefine o papel do travel manager, agora elevado à condição de consultor estratégico

R3 Viagens aporta investimento expressivo em Business Intelligence com machine learning e consolida o R3 Insights, plataforma proprietária que entrega relatórios automáticos e análises preditivas aos gestores, reposicionando a área de viagens como protagonista na tomada de decisão das empresas brasileiras

 

A inteligência artificial cruzou definitivamente o limiar da gestão de viagens corporativas no Brasil. Em 2026, a IA deixou de ser promessa de bastidor e assumiu o centro das decisões que envolvem custo, compliance, segurança, sustentabilidade e experiência do viajante. O movimento, já percebido há alguns anos nas grandes multinacionais, consolida-se agora no mercado brasileiro — e impõe uma transformação irreversível ao papel do travel manager, profissional que historicamente cuidava de cotações, reservas e prestação de contas. A nova função se aproxima da de um consultor estratégico: alguém que interpreta dados, antecipa cenários e conecta a política de viagens aos objetivos de negócio da companhia. À frente desse movimento, a R3 Viagens, agência corporativa com mais de uma década de atuação e sede em São Paulo, anuncia um aporte robusto em tecnologia, com ênfase em Business Intelligence, machine learning e automação de relatórios, ancorado no R3 Insights, plataforma proprietária que se tornou o núcleo da operação analítica da empresa.


Um setor em expansão e cada vez mais orientado por dados

Os números que sustentam esse reposicionamento são expressivos. Dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (ABRACORP) apontam que o turismo de negócios movimentou cerca de R$ 13,7 bilhões no Brasil em 2025, maior patamar da história do setor. A projeção para 2026 indica faturamento que pode alcançar R$ 14 bilhões, novo recorde histórico. Em escala global, pesquisa da Global Business Travel Association (GBTA) mostra que 59% dos profissionais do setor declaram otimismo em relação ao ano; 44% esperam aumento dos gastos e 40% acreditam na manutenção dos níveis registrados em 2025. Na América Latina, 61% dos respondentes projetam expansão no volume de viagens, em linha com a retomada dos investimentos corporativos.

Mais do que o volume, o que chama atenção nesse ciclo é a mudança estrutural de paradigma. Até 2024, a maior parte das empresas brasileiras encarava a gestão de viagens como uma função essencialmente operacional, distribuída entre áreas de compras, financeiro, RH e atendimento. Desde 2025, porém, a agenda começou a migrar para o território da estratégia — e 2026 consolida essa virada. O que antes era medido por número de reservas emitidas, pontualidade de voos e volume de reembolsos passou a ser avaliado por métricas de eficiência preditiva, aderência a políticas internas, retorno sobre o investimento em deslocamentos e impacto no bem-estar e na produtividade dos colaboradores.

A virada tem três motores principais. O primeiro é a maturidade tecnológica do setor, com plataformas capazes de conversar entre si e integrar reservas, despesas, pagamentos, compliance, risco e experiência em um fluxo único. O segundo é a pressão crescente por previsibilidade financeira e governança, reforçada por auditorias internas, regras de ESG e exigências de órgãos reguladores. O terceiro — e mais determinante — é a chegada definitiva da inteligência artificial e do machine learning como camadas de inteligência sobre os dados que o setor já produzia, mas raramente traduzia em decisão útil para o negócio.


Do operador de cotações ao consultor estratégico: a nova função do travel manager

A consequência direta desse movimento é a transformação radical do papel do travel manager. Historicamente, o profissional responsável pelas viagens corporativas atuava como um centralizador de tarefas operacionais: negociar tarifas, coordenar reservas, aprovar solicitações, gerenciar reembolsos e lidar com exceções. Em muitas empresas brasileiras, a função sequer tinha status próprio, sendo absorvida por áreas como facilities, administrativo ou secretaria executiva.

Em 2026, esse cenário é outro. Com a IA e o machine learning assumindo as tarefas repetitivas e de baixa complexidade — cotação, comparação de tarifas, checagem de políticas, emissão de relatórios padronizados —, o travel manager passa a ocupar um espaço de maior valor agregado. A rotina do profissional migra para análise de indicadores, negociação estratégica com fornecedores, desenho de políticas de viagem alinhadas ao plano de negócios, tomada de decisão baseada em dados e gestão do bem-estar e da segurança de viajantes. Em companhias de médio e grande porte, esse profissional começa a sentar, cada vez com mais frequência, nas reuniões em que se discute orçamento anual, governança corporativa e planejamento estratégico.

É uma mudança que impacta não apenas o cotidiano de milhares de profissionais, mas também a estrutura das empresas e a relação com suas TMCs (Travel Management Companies). As agências corporativas, antes vistas como fornecedoras de serviços de emissão, precisam agora entregar inteligência, consultoria e personalização. Quem não evoluir tende a perder espaço. Quem se antecipar ao movimento assume protagonismo.


A aposta da R3: aporte robusto em BI, machine learning e automação

Foi exatamente a leitura desse cenário que levou a R3 Viagens a direcionar, nos últimos anos, um aporte expressivo em tecnologia. A empresa reorganizou sua área de dados, ampliou o time técnico dedicado a BI e machine learning, firmou parcerias com fornecedores de ponta e construiu uma camada analítica própria, capaz de integrar todo o ciclo da viagem corporativa — do planejamento orçamentário à conciliação final das despesas, passando por reservas, pagamentos, segurança, compliance e experiência do viajante.

O investimento está apoiado em três pilares. O primeiro é infraestrutura de dados: a R3 estruturou bases unificadas, padronizadas e auditáveis, capazes de absorver informações de múltiplas fontes — sistemas de reserva, ERPs e canais de atendimento. O segundo pilar é a camada de inteligência artificial, com modelos de machine learning treinados para reconhecer padrões de comportamento, antecipar demanda, identificar riscos e recomendar decisões. O terceiro é a automação, que permite transformar insights em ações imediatas, sem depender de intervenção manual ou de filas de processamento.

A soma desses três pilares resulta em um ecossistema que não apenas reage a eventos passados, mas opera de forma preditiva — característica que, segundo especialistas, diferencia as TMCs de vanguarda daquelas que permanecem em um modelo predominantemente transacional. A integração entre BI, IA e automação também reduz drasticamente o tempo entre a ocorrência de um desvio de política ou anomalia de custo e a notificação ao gestor responsável, encurtando ciclos de decisão que antes levavam semanas para horas ou minutos.


R3 Insights: o núcleo analítico que entrega relatórios automáticos e previsões aos gestores

No centro dessa estrutura está o R3 Insights, plataforma proprietária desenvolvida pela R3 Viagens para consolidar, analisar e distribuir informações estratégicas sobre o programa de viagens corporativas dos clientes. Concebido para operar em segundo plano, o R3 Insights processa continuamente dados de reservas, despesas, compliance, cancelamentos, alterações, fornecedores e comportamento dos viajantes, transformando esse universo de informações em painéis, alertas e relatórios acionáveis.

Um dos recursos mais valorizados da plataforma é o envio automático de relatórios personalizados aos gestores. Em vez de depender da solicitação manual de cada extração, o gestor recebe, em períodos pré-configurados, um conjunto de indicadores adaptado à sua função — um diretor financeiro visualiza o comportamento agregado de gastos, a aderência orçamentária e as projeções trimestrais; o RH acompanha carga de viagens por colaborador e sinalizações de risco de burnout; a área de compras vê o desempenho de fornecedores, savings capturados e oportunidades de renegociação; o compliance recebe alertas de exceções e políticas violadas. A inteligência artificial atua tanto na curadoria do conteúdo quanto na escrita sintética dos insights, entregando narrativas curtas, objetivas e diretamente ligadas às decisões que cada gestor precisa tomar.

Ao lado do envio automático de relatórios, o R3 Insights oferece um BI completo, com dashboards interativos, filtros avançados, visões por centro de custo, unidade de negócio, país, cidade, projeto, fornecedor e perfil de viajante. É possível cruzar informações com dados externos — como sazonalidade, eventos corporativos, variações cambiais e indicadores de risco geopolítico — e simular cenários alternativos, avaliando, por exemplo, o impacto de uma mudança na política de classe de voo ou de uma nova exigência de aprovação sobre o orçamento anual. Os modelos de machine learning embarcados permitem projeções de gasto em diferentes horizontes de tempo, detecção automática de anomalias e recomendações de ajuste de política com base em padrões identificados no histórico de cada cliente.

O módulo preditivo é especialmente valorizado por áreas financeiras e de controladoria. Ele combina histórico interno da empresa com benchmarks setoriais e variáveis externas para antecipar curvas de gasto, identificar meses de pressão orçamentária e recomendar medidas preventivas. Em vez de receber um relatório sobre o que já aconteceu, o gestor passa a operar com antecedência sobre o que provavelmente vai acontecer — e com sugestões concretas do que fazer a respeito.


“A IA não veio para substituir o travel manager. Veio para libertá-lo”

Para Wilson Silva, CEO da WS Labs, empresa desenvolvedora das soluções tecnológicas da R3 Viagens, o movimento de profissionalização do setor passa, necessariamente, pela combinação entre inteligência artificial e inteligência humana. É essa combinação que orienta a estratégia de produto da companhia e inspirou a arquitetura do R3 Insights.

“A inteligência artificial não veio para substituir o travel manager. Veio para libertá-lo das tarefas que nunca deveriam ter ocupado o dia dele. Quando a gente automatiza cotações, emissão de relatórios, checagens de política e conciliações, o profissional ganha o tempo e a energia que precisa para fazer o que a máquina não faz: conversar com o viajante, entender o contexto do negócio, negociar com fornecedores, desenhar políticas que realmente funcionam. O R3 Insights foi pensado para isso. Ele resolve o operacional e devolve o estratégico para quem precisa decidir”, afirma Wilson Silva, CEO da WS Labs, empresa desenvolvedora das soluções da R3 Viagens.

O executivo reforça que o design da plataforma priorizou três atributos considerados inegociáveis: confiança nos dados, clareza nas entregas e integração fluida com os sistemas dos clientes. “De nada adianta uma camada de IA sofisticada se o dado de origem é ruim, se o gestor não entende o que está vendo ou se a informação não chega no momento certo. Investimos pesado em governança de dados, em user experience e em integrações robustas justamente para garantir que o insight chegue na mão certa, na hora certa, no formato certo.”


Da reserva à conciliação: como a IA atua em cada etapa da jornada

A atuação da IA no ecossistema da R3 Viagens começa antes mesmo da solicitação de viagem. Modelos preditivos analisam histórico de deslocamentos, calendário corporativo, sazonalidade de rotas e comportamento de mercado para antecipar demandas e orientar negociações com companhias aéreas, redes hoteleiras e locadoras. Com isso, a empresa chega ao momento da compra com margens de negociação mais amplas e condições mais vantajosas para os clientes.

No momento da reserva, a inteligência artificial oferece recomendações personalizadas para cada viajante, considerando seu perfil, suas preferências, a política da empresa e o objetivo da viagem. O sistema sugere voos, horários, hotéis e formas de deslocamento que maximizam produtividade e conforto sem violar regras internas. Quando uma solicitação foge ao padrão, o motor de decisão automática aciona a camada de compliance e encaminha a aprovação ao gestor competente, já acompanhada de uma análise que compara a exceção com cenários alternativos — permitindo que a decisão seja tomada em segundos, com todos os dados à vista.

Durante a viagem, a automação assume papel central. Informações de voo, check-in, alterações de horários, portões de embarque e riscos de atraso são enviadas proativamente ao viajante, via aplicativos e WhatsApp corporativo. Em caso de irregularidades — cancelamentos, overbookings, atrasos significativos —, o sistema identifica a situação antes mesmo da comunicação oficial, aciona as equipes de atendimento e apresenta alternativas em tempo real. O viajante deixa de ser surpreendido pela logística; a logística é que o acompanha.

Após o retorno, o ciclo se fecha com a conciliação automática de despesas. A plataforma cruza informações de cartões corporativos, notas fiscais, recibos digitalizados e registros de reserva, identificando divergências, classificando lançamentos por centro de custo e submetendo tudo ao fluxo de aprovação. O travel manager, que antes passava dias cercado de planilhas, recebe um dashboard com o status de cada viagem e pode dedicar seu tempo à análise do que, de fato, precisa mudar.


Compliance digital, duty of care e a dimensão humana da tecnologia

Um dos pontos em que a aplicação de IA mais entrega valor é a combinação entre compliance digital e duty of care — o dever de cuidado das empresas com a segurança e o bem-estar dos colaboradores em trânsito. Até poucos anos atrás, esses dois temas eram tratados em camadas separadas e, muitas vezes, por áreas que não se falavam. Hoje, eles se fundem em uma única estrutura analítica: a mesma base de dados que aponta exceções a políticas também cruza informações de risco geopolítico, sanitário e climático para proteger o viajante.

Na prática, isso significa que uma tentativa de reserva em um destino recém-incluído em alerta de segurança pode ser automaticamente barrada ou redirecionada ao gestor de risco; uma alteração abrupta em rota internacional gera um aviso de acompanhamento; um viajante em região afetada por eventos extremos recebe suporte proativo. O compliance deixa de ser uma barreira burocrática e se torna um mecanismo de proteção — algo que, na leitura da R3 Viagens, redefine a relação entre empresa e colaborador que viaja.

A dimensão humana também é tratada com prioridade. Estudo recente do Panorama do Bem-Estar Corporativo 2026, produzido pelo Wellhub, mostra que 47% dos colaboradores brasileiros afirmam perder sono em razão de ansiedade ou estresse, e 44% reconhecem que dormir pouco prejudica diretamente seu bem-estar. Em viagens corporativas, esse efeito é potencializado por fusos horários, deslocamentos longos, agendas intensas e alimentação irregular. A leitura da R3 Viagens é clara: não se faz gestão de viagens moderna sem considerar saúde mental, carga de deslocamento e qualidade do tempo de descanso. Os modelos analíticos da empresa incluem indicadores de intensidade de viagem por colaborador, o que permite aos gestores identificar sinais de sobrecarga antes que eles se convertam em problemas de saúde ou de performance.


“A tecnologia só faz sentido quando humaniza a viagem”

Para Roberto Ruiz Junior, CEO da R3 Viagens, a grande transformação do setor está em colocar a tecnologia a serviço de uma experiência mais humana — e não o contrário. É essa a bússola que orienta o posicionamento da empresa e o ritmo dos seus investimentos.

“A R3 investiu pesado em BI, em machine learning e em automação porque enxergamos, há algum tempo, que o futuro da gestão de viagens corporativas passaria por aí. Mas nosso ponto de partida nunca foi a tecnologia pela tecnologia. Foi a pergunta: como usamos esses recursos para que o viajante chegue mais tranquilo, o gestor decida melhor e a empresa extraia o máximo de cada deslocamento? O R3 Insights é uma resposta concreta a essa pergunta. Ele entrega inteligência onde antes havia planilha, entrega previsibilidade onde antes havia achismo e devolve tempo a profissionais que precisam decidir com rapidez e segurança”, avalia Roberto Ruiz Junior, CEO da R3 Viagens.

O executivo acrescenta que o foco da empresa, nos próximos anos, será ampliar a camada preditiva, expandir integrações com ERPs e plataformas de pagamento, fortalecer o ecossistema de parceiros e manter o atendimento humano como diferencial inegociável. “Acreditamos em automação, mas também acreditamos em gente boa atendendo gente. Tecnologia e atendimento consultivo não se excluem — se potencializam. Essa é a equação que a R3 vem montando há mais de uma década e que o R3 Insights materializa de forma muito clara.”


Benefícios concretos para os clientes: redução de custos, previsibilidade e governança

Do ponto de vista dos clientes, os benefícios da consolidação dessa infraestrutura aparecem em diferentes frentes. A primeira, e mais imediata, é a redução de custos evitáveis. Com a IA mapeando padrões de compra, recomendando antecipações, identificando oportunidades de consolidação de fornecedores e sinalizando exceções em tempo real, as empresas conseguem capturar savings que, historicamente, escapavam por falta de visibilidade. Em alguns segmentos, a combinação entre compras inteligentes e compliance automatizado tem capacidade de gerar economia relevante sobre o orçamento anual de viagens.

A segunda frente é a previsibilidade financeira. A capacidade de projetar, com margem de erro reduzida, o comportamento do orçamento de viagens nos próximos trimestres transforma a área em uma interlocutora confiável do financeiro e da alta liderança. Orçamentos deixam de ser estimativas baseadas em históricos brutos e passam a incorporar cenários, sazonalidades, variáveis macroeconômicas e tendências de mercado. Isso reduz surpresas, evita cortes abruptos e permite um planejamento mais maduro.

A terceira frente é a governança. Em um ambiente regulatório cada vez mais exigente, com auditorias internas sofisticadas e pressão crescente de investidores por transparência, contar com uma plataforma que registra, rastreia e audita cada etapa do ciclo de viagem torna-se um ativo estratégico. O R3 Insights permite que a empresa demonstre, com evidência documental, o cumprimento das suas próprias políticas — condição fundamental para auditorias, certificações e relatórios de sustentabilidade.

A quarta frente — talvez a menos visível, mas uma das mais impactantes — é a elevação do nível de conversa dentro das companhias. Quando o travel manager deixa de ser o profissional que repassa cotações e passa a ser o profissional que entrega análises e recomendações, sua interlocução com finanças, compras, RH, compliance e liderança executiva muda de patamar. A função ganha voz nas decisões de negócio.


Integração com ERPs, plataformas de pagamento e o novo padrão de operação

A consolidação do R3 Insights ocorre em paralelo a um esforço amplo de integração com os sistemas dos clientes. A R3 Viagens ampliou seu portfólio de conectores com ERPs (SAP, Oracle, TOTVS, entre outros), plataformas de despesas corporativas, provedores de cartões, sistemas de RH e ferramentas de aprovação. Essa integração permite que as informações de viagem fluam naturalmente pelo ecossistema da companhia, sem redigitações, sem planilhas intermediárias e sem lacunas de auditoria.

O padrão emergente do setor, segundo especialistas e publicações especializadas, é o de pagamentos sincronizados e conciliação automática: menos reembolsos manuais, mais controle e rastreabilidade em tempo real. A R3 Viagens está alinhada a essa tendência e vem orientando seus clientes a migrar gradualmente do modelo tradicional — em que o colaborador paga do próprio bolso e depois solicita reembolso — para um modelo com cartão corporativo e liquidação automática. Os ganhos são múltiplos: o viajante não compromete o orçamento pessoal, o financeiro ganha visibilidade imediata e a companhia reduz atritos e custos administrativos.

Outra dimensão relevante é a interoperabilidade com ferramentas de mensageria corporativa. A R3 tem investido na entrega de informações por WhatsApp e canais similares, com IA responsável por antecipar dados do voo ao viajante com até 48 horas de antecedência, incluir preferências pessoais e acionar atendimento humano de forma integrada sempre que for necessário lidar com serviços adicionais — como mudança de hotel, locação de carro, upgrades ou assistência em casos de imprevisto.


ESG, sustentabilidade e o papel dos dados na agenda climática corporativa

Outro eixo crítico do movimento é a sustentabilidade. Em 2026, práticas de ESG deixaram de ser diferencial e passaram a ser critério de concorrência em licitações corporativas, em processos de contratação de fornecedores e na construção de relatórios exigidos por investidores. Emissões de carbono geradas por voos, hospedagens e deslocamentos terrestres entraram definitivamente no radar das empresas brasileiras — e, com elas, a necessidade de mensurar, reportar e compensar com precisão.

A IA tem papel determinante nessa agenda. No R3 Insights, o cálculo de emissões é feito automaticamente a cada reserva, com base em metodologias reconhecidas internacionalmente, e é apresentado em painéis executivos que cruzam dados de gasto, rota e perfil de viajante. Isso permite que as empresas não apenas cumpram exigências de reporte, mas tomem decisões proativas — por exemplo, redesenhar roteiros, estimular videoconferências em viagens de menor impacto ou priorizar fornecedores com políticas ambientais mais robustas.

A abordagem da R3 considera que a agenda ESG, quando tratada como um problema puramente de compliance, perde força. Tratada como um problema de dados, ganha musculatura: é mais fácil reduzir o que se mede, e mais fácil ainda reduzir o que se mede em tempo real. A combinação entre BI, machine learning e integração operacional é o caminho que permite a uma companhia não apenas cumprir metas de emissão, mas superá-las de forma consistente.


O futuro próximo: agentes de IA, previsibilidade ampliada e experiência sob medida

O horizonte dos próximos anos reserva transformações ainda mais profundas. Agentes de inteligência artificial, capazes de executar tarefas inteiras de ponta a ponta — de uma pesquisa de opções à conclusão de uma reserva, respeitando política e preferências — começam a ganhar espaço no mercado internacional e devem chegar aos clientes brasileiros em escala ampliada a partir de 2026 e 2027. A R3 Viagens acompanha de perto esse movimento e prepara sua plataforma para incorporar, de forma segura e auditável, essas novas camadas de automação.

A tendência de personalização também se aprofunda. Com o volume crescente de dados processados pelo R3 Insights, a empresa está em condição de oferecer experiências cada vez mais sob medida, em que cada viajante recebe recomendações de voo, hotel, restaurante e logística considerando suas preferências individuais, seu histórico e seu contexto corporativo. A mesma lógica vale para os gestores, que passam a contar com relatórios verdadeiramente personalizados — não no sentido cosmético de ajustar cores e filtros, mas no sentido substantivo de priorizar as perguntas que importam para cada função.

Outra fronteira é a chamada “proximidade de poder” (Proximity Power), tendência apontada por relatórios globais do setor, segundo a qual as empresas passam a privilegiar deslocamentos mais eficientes, de menor distância e maior impacto direto no negócio, em detrimento de longas viagens internacionais quando estas podem ser substituídas por encontros regionais ou hubs mais próximos. A IA é peça-chave nesse processo: ela identifica padrões de reuniões, mapeia oportunidades e sugere redesenhos de roteiros que preservam o valor estratégico das viagens sem inflacionar custos ou sobrecarregar as equipes.


Talento, cultura e capacitação: a outra face da transformação

Nada disso se materializa sem gente qualificada. Um dos pontos menos debatidos, mas centrais, do processo de transformação é a necessidade de capacitação tanto das equipes internas das TMCs quanto dos travel managers dos clientes. Lidar com BI, interpretar dashboards, questionar modelos de IA, entender limitações algorítmicas e traduzir números em decisão exige um conjunto novo de competências.

A R3 Viagens tem investido em programas de formação e atualização contínua, tanto para sua equipe quanto para seus clientes, combinando conteúdos técnicos, discussões sobre tendências e análises de casos reais. A ideia é que a plataforma seja, ao mesmo tempo, uma ferramenta de trabalho e uma escola prática — um ambiente em que os gestores aprendem sobre seu próprio programa de viagens à medida que o operam. Na leitura da empresa, a tecnologia não substitui o profissional, mas eleva o patamar de exigência sobre seu repertório — e cabe às agências oferecer o suporte para essa travessia.

Essa mudança de cultura tem efeitos sobre a retenção de talentos. Áreas de viagens corporativas que passam a lidar com dados, projetos e estratégia tornam-se mais atrativas para profissionais jovens, qualificados e com visão analítica. Aos poucos, o estigma histórico de uma função meramente operacional dá lugar a uma carreira reconhecida, com caminhos claros de desenvolvimento.

A capacitação se estende também às áreas adjacentes das companhias. Controllers, gerentes de compras, líderes de RH e responsáveis por compliance passam a demandar leitura fluente de dashboards de viagens, entendimento de métricas de aderência a políticas e vocabulário analítico comum. Essa transversalidade acelera a maturidade do programa de viagens e reduz os ruídos históricos entre áreas — cada interlocutor passa a operar a partir de uma mesma base de evidências, com critérios compartilhados para avaliar desempenho e oportunidades.

Do lado da R3 Viagens, há uma combinação deliberada entre times de negócio, engenharia de dados, ciência de dados, produto e atendimento consultivo, com suporte da WS Labs na camada de desenvolvimento das soluções. A lógica é impedir que a camada técnica se desenvolva desconectada das dores reais dos clientes — um risco comum em empresas que importam tecnologia sem ouvir quem usa. Na prática, especialistas em viagens participam do desenho de modelos preditivos, validam hipóteses e colocam em xeque resultados que, mesmo estatisticamente consistentes, não façam sentido para a realidade operacional das companhias. É esse diálogo contínuo que mantém o R3 Insights alinhado ao cotidiano dos gestores.


Um recado para o mercado: a gestão de viagens como função estratégica

O movimento liderado pela R3 Viagens ilustra, em nível corporativo, um reposicionamento maior do setor. Em uma economia em que cada real investido precisa demonstrar retorno, em que compliance e sustentabilidade são obrigações incontornáveis e em que a experiência do colaborador é tema de agenda estratégica, a gestão de viagens corporativas não pode mais ser tratada como uma função periférica. Ela passa a integrar o núcleo decisório das organizações, conectando finanças, pessoas, compras, riscos e operações.

As empresas que compreenderem esse movimento e investirem em tecnologia, dados, parcerias certas e capacitação de seus times colherão resultados em múltiplas frentes — redução de custos evitáveis, aumento de previsibilidade, melhora em governança, experiência do viajante qualificada e, sobretudo, decisões melhores. As que não o fizerem tendem a enfrentar um descompasso crescente em relação à concorrência, a perder talentos e a tomar decisões com base em informação incompleta — um luxo que cada vez menos companhias podem se dar.

Nesse contexto, a aposta da R3 Viagens em BI, machine learning e automação, materializada no R3 Insights, é mais do que uma atualização tecnológica: é uma declaração de princípios sobre o que significa gerir viagens corporativas em 2026. Significa, em essência, tratar dados como matéria-prima, cuidar do viajante como ativo estratégico e fazer da tecnologia uma aliada da decisão humana — nunca sua substituta.


R3 Viagens
www.r3viagens.com.br.

WS Labs
wslabs.ai.

 

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