Médico veterinário da WeVets explica por que nem todo cachorro branco é albino e orienta sobre os cuidados com a pele e os olhos desses pets
- Entre
as intrigas e reviravoltas da novela “Quem Ama Cuida”, uma personagem de quatro
patas tem chamado a atenção dos telespectadores. Maria Antonieta, cachorrinha
de Pilar Brandão, vivida por Isabel Teixeira, é interpretada por Meg, uma
cadela da raça maltês com características associadas ao albinismo.
A pelagem branca faz parte do padrão da raça maltês. Por isso, a
cor dos pelos, isoladamente, não permite identificar o albinismo. A avaliação
também considera a pigmentação da pele, das mucosas, do focinho, das pálpebras
e dos olhos.
Segundo Gustavo Jorge Gonçalves médico veterinário da WeVets,
maior grupo de saúde veterinária do Brasil, o albinismo é uma condição genética
ligada à produção reduzida ou ausente de melanina, pigmento que participa da
coloração e da proteção do organismo.
“Nem todo cão branco é albino. No maltês, essa diferenciação exige
ainda mais cuidado porque a pelagem clara já é uma característica da raça. O
diagnóstico não deve ser feito apenas pela aparência ou por fotografias”,
explica o médico veterinário.
A baixa quantidade de melanina pode deixar a pele mais vulnerável
à radiação ultravioleta e aumentar a sensibilidade dos olhos à luminosidade. Os
cuidados dependem das características de cada animal, mas podem incluir menor
exposição ao sol nos horários de maior intensidade, acompanhamento dermatológico
e oftalmológico e atenção a alterações na pele.
“Vermelhidão, feridas, descamação, incômodo com a claridade,
lacrimejamento ou mudanças nos olhos precisam ser avaliados. Animais com pouca
pigmentação podem exigir uma rotina de prevenção mais específica,
principalmente em regiões do corpo com menos pelos”, afirma o veterinário.
O uso de protetor solar também requer orientação profissional.
Produtos destinados a humanos podem conter componentes inadequados para cães,
especialmente porque os animais podem lamber as áreas onde o produto foi
aplicado.
Cuidados
com cães de baixa pigmentação
- Evitar exposição prolongada ao sol, principalmente nos
períodos de maior radiação
- Observar focinho, orelhas, pálpebras, barriga e outras
regiões com menos pelos
- Procurar atendimento diante de vermelhidão, feridas ou
alterações persistentes na pele
- Acompanhar lacrimejamento, sensibilidade à luz e mudanças na
aparência dos olhos
- Usar somente protetor solar indicado por médico-veterinário
- Manter consultas periódicas para avaliação da pele e da saúde
ocular
A presença de Meg na novela também reforça que diferenças de
aparência nem sempre representam apenas uma característica estética. Algumas
delas podem estar relacionadas a condições que pedem acompanhamento durante
toda a vida do animal.

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