Médica-veterinária da Boehringer Ingelheim explica a alta rotina de descanso dos felinos, que dormem até dois terços da vida, e alerta para sinais de risco à saúde
No dia 8 de agosto, comemora-se o Dia
Internacional do Gato, uma data criada para celebrar nossos companheiros de
quatro patas e conscientizar os responsáveis sobre os cuidados essenciais com a
saúde e o bem-estar da espécie. Entre as dúvidas mais frequentes de quem
convive com um felino está o hábito de dormir, que pode chegar até 20 horas
diárias, o que representa cerca de dois terços de toda a sua vida.
Aproveitando a celebração da data, Mariana Silva,
médica-veterinária e consultora técnica da Boehringer Ingelheim, apresenta
cinco fatos essenciais sobre o sono dos gatos e dicas práticas para ajudar os
responsáveis a identificarem quando o comportamento precisa de avaliação
veterinária.
- Eles são animais crepusculares: Os felinos atingem o pico de atividade ao amanhecer e ao
anoitecer, horários em que suas presas estariam mais ativas na natureza,
por isso, usam o restante do dia para descansar.
- Conservação e gasto de energia: Mesmo dentro de casa, o instinto predador se mantém. Momentos
de caça ou brincadeiras intensas exigem explosões curtas de energia,
tornando o descanso indispensável para repor as forças.
- Influência do clima: Assim como os humanos, os gatos sentem o impacto das mudanças
de temperatura. Em dias frios ou chuvosos, eles tendem a dormir mais tempo
e enrolados, já no calor, preferem posições esticadas para dissipar o
calor.
- Mestres do cochilo leve: Cerca de 75% do tempo de descanso consiste em cochilos curtos
(de 15 a 30 minutos). Nessa fase, embora relaxem, mantêm os sentidos
alertas a qualquer som ou movimento ao redor.
- Sono profundo e sonhos: O restante do tempo é dedicado ao sono profundo, fase vital
para a recuperação celular e a saúde geral. É nessa etapa que eles sonham
e o responsável pode notar as patinhas ou os bigodes se mexendo,
indicativo de que o pet provavelmente está sonhando.
Quando o excesso de sono vira sinal de alerta?
Embora dormir bastante seja natural da espécie, mudanças
repentinas no padrão habitual de sono exigem atenção. Aumento súbito das horas
de descanso, apatia ou até a agitação incomum podem indicar mal-estar. Algumas
patologias enfraquecem o organismo do animal e fazem com que ele durma ainda
mais para tentar poupar forças, como:
- Doença Renal Crônica (DRC): Bastante comum em felinos idosos, provoca o acúmulo de
toxinas no corpo e desidratação, gerando quadros de letargia;
- FeLV (Leucemia Felina): Doença viral grave que compromete o sistema imunológico e
causa anemia e fraqueza constante.
Fique sempre
atento à rotina diária do seu pet. Se o sono excessivo vier acompanhado de
perda de apetite, diminuição do consumo de água, perda de peso ou isolamento,
não hesite em agendar uma consulta veterinária e garantir a saúde do seu
companheiro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário