Pesquisa revela que metade dos consumidores espera gastar mais este ano. Para 65% dos entrevistados, o cenário exige maior controle do orçamento e planejamento financeiro
Com 11 feriados prolongados ao
longo de 2026, muitos trabalhadores brasileiros terão mais oportunidades de
descanso, viagens e momentos de lazer ao longo do ano. Esse calendário mais
favorável, no entanto, acende um alerta para o bolso. De acordo com a nova pesquisa
“Como os eventos de 2026 impactam o bolso do consumidor”, 49% dos entrevistados
afirmam esperar que seus gastos sejam maiores em comparação a anos com menor
quantidade de feriados prolongados.
Os dados do levantamento
realizado pela Neogrid, ecossistema de tecnologia e inteligência de dados para
a cadeia de consumo, em parceria com o Opinion Box, também mostram que 10%
acreditam que os feriados vão fazer suas despesas diminuírem, enquanto 23%
consideram que as datas vão apenas redistribuir os gastos já previstos para o
ano. Já 18% creem que o maior volume de períodos de folga não irá alterar em
nada.
Os resultados indicam que não
há um único pico de consumo ao longo do ano, mas múltiplos momentos que
demandam despesas adicionais, como viagens curtas, alimentação fora de casa,
deslocamentos e atividades de lazer. Para parte dos consumidores, o efeito
prático não está no aumento absoluto dos gastos, mas na reorganização do
orçamento — seja por meio da antecipação de compras, da redução de itens ou do
adiamento de decisões de consumo.
O estudo da Neogrid/Opinion Box
investigou como os feriados prolongados devem influenciar o planejamento
financeiro pessoal ou familiar dos brasileiros em 2026. Para 32% dos
respondentes, o calendário torna a organização do orçamento mais imprevisível,
ao passo que 11% avaliam que ele a torna muito mais imprevisível. Por outro
lado, 16% acreditam que os feriados tornam a programação financeira mais
previsível, e 4% afirmam que ela passa a ser muito mais previsível. Já 34%
dizem que o calendário de feriados não afeta a forma como organizam suas
finanças, enquanto 4% não souberam avaliar.
Nesse contexto, quando
questionados se pretendem controlar mais os gastos em relação a anos sem
grandes eventos, a maioria dos brasileiros (65%) afirma que deseja controlar um
pouco mais ou muito mais o orçamento. Outros 30% dizem que devem gastar da
mesma forma, independentemente de datas festivas ou pontos facultativos. Apenas
4% relatam que pretendem reduzir o controle ou gastar menos em comparação a
anos com menos eventos no calendário.
Os feriados prolongados são,
essencialmente, momentos sociais. A pesquisa revela que 55% dos entrevistados
costumam gastar mais com passeios e lazer nessas ocasiões, seguidos por 50% que
mencionam alimentação e bebidas. Viagens aparecem com 40%, levando em conta
tanto deslocamentos longos quanto saídas regionais. O delivery registra 25%,
reforçando a busca por conveniência durante os dias de descanso, e 23% afirmam
aproveitar o período para realizar compras voltadas à casa, ao passo que 10%
dizem não gastar mais nesses períodos.
O cenário aponta para um novo
ritmo de consumo no país, caracterizado por micropicos frequentes de demanda
por experiências e abastecimento, combinados com maior pressão sobre o
orçamento e a necessidade de controle financeiro. Para o varejo e as cadeias de
suprimento, isso exige maior capacidade de adaptação a uma demanda mais
distribuída ao longo do ano, com planejamento mais preciso para evitar rupturas
e excessos de estoque.
Metodologia
A pesquisa “Como os
acontecimentos de 2026 impactam o bolso do consumidor” ouviu mais de 1,2 mil
brasileiros total ou parcialmente responsáveis pelas compras do lar de
diferentes classes sociais e faixas etárias a partir de 16 anos.
Redação DC
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/como-os-11-feriados-de-2026-mexem-com-o-orcamento-das-familias-brasileiras

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