Entenda por que os reajustes pesam tanto no orçamento e descubra cinco sinais de alerta que todo RH deve acompanhar
Com a inflação
médica subindo acima da média nacional, o reajuste dos planos de saúde
empresariais se tornou um dos principais desafios de orçamento nas companhias.
Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em ritmo
controlado, a Variação do Custo Médico-Hospitalar (VCMH), indicador que mede a
chamada “inflação médica”, registrou 12,66% no último levantamento interno da
Bentec, que considerou as principais operadoras dos planos corporativos e PME,
com exceção do Sistema Unimed. Na prática, isso significa que o custo com
planos de saúde cresce em ritmo duas ou até três vezes maior que o da inflação
geral, pressionando o caixa das empresas.
Contudo, segundo
especialistas da Bentec, consultoria em gestão de saúde corporativa, o aumento
não está apenas nas despesas hospitalares. A falta de transparência, prazos
curtos e ausência de auditoria técnica também contribuem para reajustes fora da
realidade. "As propostas chegam praticamente prontas e com pouco tempo
para análise. Quando o gestor percebe, o prazo para reagir já passou. Sem dados
claros e tempo hábil, o processo de renovação se torna desigual", explica
Marcelo Santos, CEO da Bentec.
Como o
reajuste é definido e por que ele pesa tanto
O cálculo do
reajuste dos planos coletivos empresariais leva em conta dois componentes
principais: a sinistralidade da carteira da operadora ou seguradora (que
representa o quanto os beneficiários utilizaram o plano em relação ao valor
pago) e a inflação médica (VCMH).
O desequilíbrio
ocorre porque, embora as operadoras encaminhem relatórios e indicadores às
empresas, muitos gestores não dispõem de tempo ou competência técnica para
analisá-los com profundidade. Em consequência, o comunicado de reajuste costuma
chegar entre 30 e 40 dias antes da renovação, quando o prazo contratual de 60
dias para denunciar ou substituir o contrato já expirou. “Quando a empresa é
informada do aumento nesse momento, o poder de negociação praticamente
desaparece”, afirma o CEO da Bentec.
O que revela
o “Raio-X do Reajuste”
A partir da
auditoria técnica de sinistros, a Bentec vem realizando um verdadeiro “Raio-X
do Reajuste” que analisa os contratos e identifica as distorções que mais
impactam os custos empresariais. O levantamento mostra que falhas de registro,
cobranças duplicadas e inconsistências nas bases de cálculo são comuns, e que a
correção desses pontos é fundamental para equilibrar o resultado da negociação.
“O reajuste é inevitável, mas precisa ser transparente. A auditoria técnica
serve para equilibrar o jogo. Quando o gestor tem acesso aos números, ele
negocia com embasamento e previsibilidade”, explica o especialista Marcelo
Santos.
O impacto da
análise técnica em números
Desde o início da
aplicação dessa metodologia, R$ 326 milhões em sinistros foram auditados pela
consultoria, revelando inconsistências que geraram economias diretas e reduções
expressivas nos reajustes. Entre os cases acompanhados, o Palácio Tangará
registrou uma economia anual de R$ 1.061.824,44, resultado que reforça como a
análise técnica permite evitar custos e negociar reajustes de forma mais
equilibrada e previsível.
“A auditoria
técnica nos trouxe uma nova dimensão de controle sobre os custos com saúde
corporativa. Conseguimos compreender melhor os fatores que influenciam o
reajuste e ganhar previsibilidade orçamentária, sem comprometer o cuidado com
nossos colaboradores”, afirma Carlos Fabbris, diretor de Recursos Humanos do
Palácio Tangará.
No conjunto da
carteira, as negociações realizadas com base técnica resultaram em reduções
médias de 47% nos índices propostos pelas operadoras. Além dos ganhos
imediatos, o acompanhamento contínuo de dados contribuiu para reduzir em 35% a
sinistralidade de pacientes crônicos, um fator-chave no aumento de custos
futuros.
Cinco sinais
de alerta para o RH ficar atento
A Bentec lista
cinco situações que devem acender o alerta dos gestores na hora de renovar o
plano de saúde corporativo, segundo Marcelo Santos, “esses sinais indicam que o
processo pode estar desequilibrado”. Negociar com base em dados e prazos
adequados é o que permite decisões sustentáveis”, destaca. Confira as dicas
abaixo:
Propostas enviadas
com cerca de 45 dias de antecedência, prazo médio praticado pelas operadoras, o
que reduz a margem de tempo para análise técnica e negociação. A Bentec, por
sua vez, inicia sua atuação com 120 dias de antecedência, garantindo maior
previsibilidade no processo;
Ausência de base
detalhada de sinistros ou dados incompletos sobre utilização;
Mudanças
frequentes de operadora, feitas sem justificativa técnica;
Negociações
conduzidas sem participação direta da operadora;
Falta de auditoria
independente para revisar cálculos e custos apresentados.
Bentec - consultoria
especializada em gestão de saúde corporativa.
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