Pesquisar no Blog

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Raio-X do Reajuste: O que realmente determina os aumentos nos planos de saúde corporativos?

Entenda por que os reajustes pesam tanto no orçamento e descubra cinco sinais de alerta que todo RH deve acompanhar

 

Com a inflação médica subindo acima da média nacional, o reajuste dos planos de saúde empresariais se tornou um dos principais desafios de orçamento nas companhias. Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) segue em ritmo controlado, a Variação do Custo Médico-Hospitalar (VCMH), indicador que mede a chamada “inflação médica”, registrou 12,66% no último levantamento interno da Bentec, que considerou as principais operadoras dos planos corporativos e PME, com exceção do Sistema Unimed. Na prática, isso significa que o custo com planos de saúde cresce em ritmo duas ou até três vezes maior que o da inflação geral, pressionando o caixa das empresas. 

Contudo, segundo especialistas da Bentec, consultoria em gestão de saúde corporativa, o aumento não está apenas nas despesas hospitalares. A falta de transparência, prazos curtos e ausência de auditoria técnica também contribuem para reajustes fora da realidade. "As propostas chegam praticamente prontas e com pouco tempo para análise. Quando o gestor percebe, o prazo para reagir já passou. Sem dados claros e tempo hábil, o processo de renovação se torna desigual", explica Marcelo Santos, CEO da Bentec.
 

Como o reajuste é definido e por que ele pesa tanto

O cálculo do reajuste dos planos coletivos empresariais leva em conta dois componentes principais: a sinistralidade da carteira da operadora ou seguradora (que representa o quanto os beneficiários utilizaram o plano em relação ao valor pago) e a inflação médica (VCMH). 

O desequilíbrio ocorre porque, embora as operadoras encaminhem relatórios e indicadores às empresas, muitos gestores não dispõem de tempo ou competência técnica para analisá-los com profundidade. Em consequência, o comunicado de reajuste costuma chegar entre 30 e 40 dias antes da renovação, quando o prazo contratual de 60 dias para denunciar ou substituir o contrato já expirou. “Quando a empresa é informada do aumento nesse momento, o poder de negociação praticamente desaparece”, afirma o CEO da Bentec.
 

O que revela o “Raio-X do Reajuste”

A partir da auditoria técnica de sinistros, a Bentec vem realizando um verdadeiro “Raio-X do Reajuste” que analisa os contratos e identifica as distorções que mais impactam os custos empresariais. O levantamento mostra que falhas de registro, cobranças duplicadas e inconsistências nas bases de cálculo são comuns, e que a correção desses pontos é fundamental para equilibrar o resultado da negociação.
“O reajuste é inevitável, mas precisa ser transparente. A auditoria técnica serve para equilibrar o jogo. Quando o gestor tem acesso aos números, ele negocia com embasamento e previsibilidade”, explica o especialista Marcelo Santos.
 

O impacto da análise técnica em números

Desde o início da aplicação dessa metodologia, R$ 326 milhões em sinistros foram auditados pela consultoria, revelando inconsistências que geraram economias diretas e reduções expressivas nos reajustes. Entre os cases acompanhados, o Palácio Tangará registrou uma economia anual de R$ 1.061.824,44, resultado que reforça como a análise técnica permite evitar custos e negociar reajustes de forma mais equilibrada e previsível.

“A auditoria técnica nos trouxe uma nova dimensão de controle sobre os custos com saúde corporativa. Conseguimos compreender melhor os fatores que influenciam o reajuste e ganhar previsibilidade orçamentária, sem comprometer o cuidado com nossos colaboradores”, afirma Carlos Fabbris, diretor de Recursos Humanos do Palácio Tangará. 

No conjunto da carteira, as negociações realizadas com base técnica resultaram em reduções médias de 47% nos índices propostos pelas operadoras. Além dos ganhos imediatos, o acompanhamento contínuo de dados contribuiu para reduzir em 35% a sinistralidade de pacientes crônicos, um fator-chave no aumento de custos futuros.
 

Cinco sinais de alerta para o RH ficar atento

A Bentec lista cinco situações que devem acender o alerta dos gestores na hora de renovar o plano de saúde corporativo, segundo Marcelo Santos, “esses sinais indicam que o processo pode estar desequilibrado”. Negociar com base em dados e prazos adequados é o que permite decisões sustentáveis”, destaca. Confira as dicas abaixo:

Propostas enviadas com cerca de 45 dias de antecedência, prazo médio praticado pelas operadoras, o que reduz a margem de tempo para análise técnica e negociação. A Bentec, por sua vez, inicia sua atuação com 120 dias de antecedência, garantindo maior previsibilidade no processo;

Ausência de base detalhada de sinistros ou dados incompletos sobre utilização;

Mudanças frequentes de operadora, feitas sem justificativa técnica;

Negociações conduzidas sem participação direta da operadora;

Falta de auditoria independente para revisar cálculos e custos apresentados.

 

Bentec - consultoria especializada em gestão de saúde corporativa.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados